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Presunto-Sem-Fio?

Telefones celulares são maravilhosos mas podem ser inconvenientes. É bem desagradável ficar ouvindo as peripécias sexuais de um ator de teatro infantil na mesa ao lado, e agora com mais recursos, há mais chances dos aparelhos colaborarem com a falta de noção de seus donos. Seja o toque de MP3 da Tati-Quebra-Barraco "Dako é bom, Dako é bom" (juro, isso existe), seja a mania dos "incluídos" de tirar foto da Prima Zuricreide o tempo todo, gritando instruções "pra cá, pra lá", etc.

Agora os usuários sem-noção chegaram ao limite: Em Singapura virou moda tirar foto com presunto. Em um velório um grupo de sujeitos invadiu geral pra sacar celular e fotografar o morto.

Quem lembra do Caso Eloá (tem menos de 2 meses, estatisticamente 10% ainda têm alguma recordação) lembra das imagens do enterro, zilhões de desocupados com celular em punho, braço levantado fotografando cegamente o féretro, em toda a glória de suas câmeras VGA.

Vemos um crescente desrespeito à privacidade, em nome de... bem, esse pessoal que fotografa enterro não fala em nome de nada, mas blogs e similares defendem uma tal "liberdade de expressão", que é confundida com libertinagem.

É preciso saber a hora de baixar a câmera, a hora de respeitar quem merece ser respeitado, mas pelo visto é uma postura que não vai jamais ser popular. Divertido é fazer o registro a todo custo, em uma versão mundo bizarro do Big Brother de Orwell. Antigamente eu achava que com a tecnologia nós vigiaríamos o Estado, mas hoje percebo que nós vigiamos a nós mesmos, e não temos o menor interesse em manter decoro, bom-senso ou sequer semancol.

Vide este caso, de colocar a mão no rosto e dizer "parem o mundo".

Agradecimentos ao Reinaldo e ao Rodrigo, por terem achado a pérola acima, que eu lembrava ter visto (impossível esquecer) mas não conseguia encontrar.

Calma, não é nenhum programa que envolve atividade retrofuricular recreativa, mas sim um software no melhor estilo iPhone: Simples, direto e que cumpre UMA função muito bem. No caso, identificar quando é melhor abastecer com álcool ou com gasolina.

Em alguns casos a diferença de consumo por litro é enorme, há carros consomem quase 50% a mais quando rodando com álcool, e embora essa maravilhosa substância seja -nas palavras de Homer Simpson- Origem e Solução de Todos os Problemas, no caso não é o mais indicas" class="" title="">dicado.

Com o BrasilFlex, desenvolvido pela Gol Mobile, você escolhe o modelo do seu carro, indica o custo do álcool e da gasolina na bomba, e tem na hora qual o mais vantajoso no momento.

Parece simples mas sem o programinha, teríamos que fazer o cálculo de cabeça, e o cérebro humano deve ser reservado para assuntos mais nobres, como decorar citações d'Os Simpsons.

O programa funciona no iPhone e no iPod Touch, pode ser encontrado na App Store de seu iTunes.

Imagine a cena: Durante uma conferência de imprensa a rede cai; o executivo da Nokia presente vai ao microfone e diz: “Não tema, com a Nokia não há problema”. Tira do bolso um N97, ou um N80, ou um E71, ou qualquer outro Nokia com 3G e WIFI; acessa um programinha chamado JoikuSpot. Todos os presentes descobrem uma nova rede WIFI, acessam normalmente e saem maravilhados com a tecnologia da empresa. O executivo passa pelo técnico que puxou o cabo do roteador original e pisca o olho, agradecendo pelo plano bem executado. No dia seguinte todos os sites e revistas publicam matérias sobre o feito.

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Isso, claro, não aconteceu, pois eu não sou executivo da Nokia. Mas poderia, com a ajuda do melhor programa Symbian de todos os tempos: JoikuSpot.

O quê ele faz? Simples: Em um telefone Symbian com 3G e WIFI, ele cria um hotspot wireless e através dele compartilha o acesso 3G do telefone com qualquer dispositivo presente, como notebooks, desktops, iPods e até mesmo outros telefones com WIFI.

Isso mesmo, se você tem um telefone Symbian com plano ilimitado, não precisa de minimodem.

No momento estou com dois Macs e um iPod Touch pendurados em um Nokia E71, e ele está agüentando valentemente, apesar da conexão-lixo 3G da Vivo na região da Av. Paulista.

Claro, a idéia de compartilhar uma rede de dados PAGA, e muitas vezes limitada com qualquer um não é atraente, por isso é possível usar criptografia e chaves de acesso WEP/WEP2, limitando quem acessa sua rede. Como em um hotspot de verdade.

Quanto custa a brincadeira? NADA!

O JoikuSpot Light é gratuito! (mas não é livre, então o Stallman não aprova)

ele permite conexões HTTP e HTTPS, o que dá para o uso normal, incluindo gMail. Já o JoikuPremium, que custa R$66,00 permite acesso a todo tipo de conexão, inclusive Skype.

Problema: Os telefones 3G com WIFI não foram projetados para uso simultâneo de ambas as tecnologias. Em teoria não faz sentido, nem daria para o telefone estar conectado a duas redes ao mesmo tempo. Mas com o compartilhamento, há todo o sentido do mundo. E isso faz com que o aparelho seja mais exigido que o normal.

O resultado é um aquecimento considerável. Felizmente isso pode ser contornado com o uso de sistemas passivos de transmissão de calor. No caso coloquei meu telefone em cima de uma pia de mármore, e resolveu.

Quem não quer gastar dinheiro com minimodem, tem um bom telefone e precisa compartilhar sua conexão com um ou mais dispositivos, o Joiku é o canal do sucesso. Recomendo.

Eu até poderia dizer que a culpa é do Linux –ei, eu posso!- A culpa é do Linux. Mas não é. O Zaurus sempre foi um produto fadado ao fracasso, por mais que freetards inocentes pregassem a morte iminente do Windows Mobile Diante De Um Adversário Claramente Superior.

Existe mais do que Qualidade Técnica na lista de requisitos para um produto de sucesso, e a Sharp falhou ao prover um excelente hardware, mas sem dizer para quê ou para quem servia.

zauros

Existem produtos de nicho e produtos de gueto. Produtos de nicho, como o Blackberry podem se popularizar incrivelmente (como foi o caso). Produtos de gueto nunca vão além de suas próprias pequenas fronteiras. Um excelente produto de gueto são os tablets da Nokia, N810 e similares. Mexa 5 minutos com um e você vai querer. Tente justificar racionalmente e passará a próxima hora enrolando a si mesmo.

O Zaurus tentou (tarde demais) ser um gueto dentro do nicho. Usuários de PDA já eram espécie em extinção. Embora eu nunca vá perdoar a Dell por ter matado a linha Axim, entendo perfeitamente seus motivos. Já a Sharp tentou entrar em um mercado moribundo, saturado, com um produto alternativo.

Linux em PDAs sempre foi piada de mau gosto. Até usuários PalmOS esnobavam os ports capengas que surgiam de vez em quando. A Sharp apresentou um produto decente, com uma péssima (e não-justificada) fama. Seu público restringiu-se aos compradores de impulso e aos freetards mais radicas" class="" title="">dicais, que queriam algo “livre” de qualquer jeito. Nenhum desses grupos é multiplicador.

Quando um dono de iPhone vai “evangelizar” alguém mostra os recursos, os programas, filmes, etc. Quando um freetard tenta arregimentar um incauto, desanda a filosofar, e ninguém quer isso. Queremos produtos legais. Ponto.

Seu marketing deveria ter sido mais agressivo, menos gueto e mais nicho. A Nokia por exemplo nem cita o nome “Linux” nos anúncios de seus tablets. Cita que são bons, bonitos e funcionam. Quer precisa saber que eles rodam Linux, já sabe.

O Zaurus parecia ser um produto legal, mas chegou tarde, já vai tarde e no máximo dividirá um jazigo com o Sony Clié.

E ao contrário da Palm, não é uma morte que me traz alegria.

Fonte: Akihabara News

Tenho a impressão de que os netbooks irão ser a sensação deste fim de ano e, muita gente irá largar o notebook tradicional. A Asus foi quem lançou os primeiros modelos de EEE Pc, em seguida as grandes fabricantes se mexeram rapidamente para lançar o seu modelo e garantir uma fatia do mercado. Hoje há várias marcas com diferentes sistemas operacionais, tamanhos de tela, HD, ou mesmo sem ele, contando apenas com memória SSD.

Em meio a tantas opções é preciso ter algumas prioridades na hora de fazer a escolha. Estava em busca de um que fosse leve, pequeno, com uma bateria com boa durabilidade e teclado confortável (Sony Vaio?fora do orçamento). Achei que o Acer Aspire One seria uma boa opção para mim. E, é sobre ele que vou escrever as minhas primeiras impressões destas 2 semanas que estou com ele.

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Os netbooks como o Eee PC, o MSI Wind e outros estão vendendo feito água, e gerando resultados que sacodem o Mercado. Criaram um desktop onde o Linux é relevante, e fizeram com que a Microsoft tirasse a corda do pescoço do XP, só para citar alguns exemplos.

Hoje todo mundo está lançando netbooks, o nosso só não saiu por falta de pessoal, a equipe está ocupada finalizando o MeioBit Linux, nossa distro. (O mercado de distros Linux é o único que tem mais variedade que o de netbooks, mas me disperso...)

Os netbooks se vangloriam de rodar as mesmas aplicações que seus irmãos mais velhos, mas isso é vantagem mesmo? Estamos falando de máquinas limitadas em recursos E principalmente em espaço de tela. Os maiores se espremem em 11 polegadas, e embora isso seja algo de se vangloriar em algumas áreas, na informática portátil é um número pífio.

Eu não preciso do Office 2007 inteiro em um EeePC, nem sequer do OpenOffice inteiro. Uma versão leve traria bastante vantagem em termos de velocidade de carregamento e consumo de recursos, mas eu aceitaria a velocidade atual e o desempenho SE fosse uma versão otimizada para o espaço de tela dos netbooks.

Isso vale para as aplicações online também. Já viu um GMail ou um Google Reader em um Asus Eee 701 do mais baratinho, com tela de 7 polegadas e resolução de 800x480?

Um dos motivos do sucesso do iPhone como plataforma de acesso online é que apesar de renderizar muito bem páginas convencionais, ele também atraiu o desenvolvimento de sites específicos, adequando o conteúdo ao formato de tela e às limitações da interface.

Imagino que sites oferecendo versões formatadas para netbooks, programas e jogos específicos para o hardware limitado possam se tornar alternativas lucrativas, demandando pouco investimento.

Com certeza uma aplicação como o Dreamweaver ou o Photoshop funcionariam melhor se reformatadas, já que mesmo em monitores de 19" já nos sentimos apertados...

O ataque de terroristas paquistaneses à cidade de Mumbai, Índia, trouxe à tona um tema que já havia sido discutido antes: O uso de ferramentas legítimas para fins malignos.

Autoridades indianas revelaram que os terroristas que mataram mais de 200 pessoas, atacando em 5 pontos diferentes da cidade tinham profundo conhecimento da geografia local. E mais, fizeram extensivo uso do Google Maps para se deslocar, GPS para se localizar. Também usaram e abusaram de seus Blackberries, tanto para comunicação entre si como para monitorar a Internet atrás de notícias mostrando o impacto de seus ataques.

A Índia já havia reclamado do Google Earth e Google Maps antes, alegando justamente que eles poderiam ser usados por terroristas. Uma análise superficial diria que eles estavam absolutamente certos e tais ferramentas deveriam ser banidas.

(perceberam o barulho? Foi o pessoal que não passa do 3o parágrafo correndo para comentar indignado)

Então vamos banir também todos os mapas turísticos, os telefones convencionais e os orelhões. Placas de rua também, pois facilitam a movimentação de quem não está familiarizado com a região.

O Google não é mais culpado pelos ataques do que o velho Mohinder, que ajudou um terrorista sem baterias no celular a achar a Rua Gandhi, 37.

Morte ao Pentágono, por colocar em órbita os satélites que permitiram aos terroristas usarem GPS.

Não é assim que a banda toca. A quantidade de vidas salvas pelo GPS, uma tecnologia eminentemente militar supera em muito as vidas tiradas com seu uso. Na verdade a habilidade de usar uma bomba perfeitamente colocada, ao contrário de demolir uma cidade inteira para acertar um alvo já é prova suficiente da vantagem do GPS, mesmo em seu uso original, para guerra.

A quantidade de serviços úteis, de gente resgatada e de esforços humanitários que utilizam o Google Maps/Earth já salvou muito mais gente que os 200 mortos pelos animais que atacaram Mumbai. Culpar a tecnologia seria privar a Humanidade do fogo por alguém ter se queimado. É querer banir automóveis por causa de acidentes, esquecendo que ambulâncias também são carros.

Quem já teve um ente querido fazendo um tratamento bem-sucedido com radioterapia vê energia nuclear de forma bem menos maligna.

As ferramentas não têm ideologia nem são más ou boas. O que diferencia é o uso que fazemos delas. Demonizar o Google Earth não vai salvar ninguém, pelo contrário. Ações humanitárias em todo o mundo serão prejudicas" class="" title="">dicadas, e os terroristas no máximo terão que ir até uma banca de jornal e comprar um Guia Rex.

Fonte: Computer World, The Raw Feed



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