Reza a geometria que a menor distância entre dois pontos é uma reta. Grandes cidades não respeitam tal lei. Muitas vezes os percursos são definidos não em quilômetros, mas em minutos. O trecho mais curto, por conta de engarrafamentos, acaba se tornando o mais longo. E em São Paulo prevalece certa relatividade entre tempo e espaço.

Dito isso, não pode haver lugar melhor para testar um navegador GPS. E lá fui eu ver o que pode o TomTom One. O aparelho não requer prática e nem tão pouco habilidade. Tirei da caixa, liguei e ele funcionou sem eu ter de ler manual, nada. 01

Na caixa temos ainda os cabos para ligá-lo ao computador e à fonte de alimentação do carro, o popular acendedor de cigarro. Não senti falta de nada. Poderia ter um fone de ouvido, mas a legislação de trânsito não permite, então nem dá para reclamar.

Antes de prosseguir, um detalhe: eu não dirijo. O que é ótimo neste caso. Pude prestar toda atenção ao One. E mais. Sempre fiz o papel de achar rotas e ruas em guias de papel. Ou seja, eu tenho vasta experiência em ser “o navegador”.

Pois bem, entramos no carro e eu me recusei a utilizar o suporte que vem com o One. É daqueles com ventosa para colocar no pára-brisa, sabe? Mas aqui não é a Suíça. E eu não sou besta de sair mostrando pela rua um aparelho de R$ 1.500,00. Pus no colo.

O primeiro destino, que conheço bem, foi o supermercado para animais Cobasi, de onde vem a ração dos gatos. Fica um tanto longe de casa, moro em Higienópolis, e há três ou quatro caminhos para chegar lá. Aí veio o primeiro deslize do One. Ele demorou cerca de dez minutos para achar o sinal do satélite.

Quando finalmente se localizou no mundo, o aparelho se mostrou de fato uma mão na roda. Você escolhe entre o trajeto mais curto ou o mais rápido. E se estiver insatisfeito com o caminho que ele oferece, basta pedir uma rota alternativa. Muito bom para fugir de engarrafamentos. Na tela se pode escolher entre visão 2D ou 3D e se a voz que vai orientá-lo será masculina ou feminina.

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Eu prefiro o 1 em 1

Eu sou uma pessoa bem chata em matéria de ter opiniões muito aborrecidas. Um dos casos clássicos é minha antipatia por aparelhos conjugados. Esses que o marketing chama de convergentes nos dias de hoje.

Tá certo, tá bom, o celular se presta a muita coisa. Só não me venha com tevê nele, mas sobre isso já escrevi. Ontem folheando uma revista lembrei do meu TK-85. Um anúncio profetizava as vantagens de um computador que pode ser ligado direto no Plasma. Poxa, que grande vantagem Maria leva!

Quero dizer duas coisas. Uma, estou com preguiça de pesquisar o nome da última tentativa frustrada de se vender isso. Duas, eu vou pagar um plasma para na hora da final do campeonato alguém inventar de ver o e-mail? Tá doido...

Sem contar que essas uniões sempre são traumáticas. Eu sei. Eu tenho uma tevê com videocassete. Ganhei ao casar. A tevê funciona bem. O video quebrou. Fazem uns oito anos assim. Dez meses depois de instalarmos. E o 3 em 1? Na minha casa sempre deu briga. Um queria ouvir rádio e o outro, disco. Enfim...

E quer saber? Mesmo celular é um saco. Dia desses fui tirar uma foto e o telefone tocou. Aí apareceu um nome no lugar da imagem. E era engano. E nem sou bom em regulagens. Estou ouvindo música e há uma chamada. A campainha me ensurdece ou quase. Não dá. Eu sou da era da sociedade da especialização. Cada um que faça a sua parte.

Desde a última fomatação do HD eu decidi que e-mail só abro de quem conheço. Nada mais amolece meu coração. Feliz Natal, lembrei de você, veja as fotos de nossa infância, nada. Nem adianta. Os vírus me embruteceram afinal.

E veja bem, caro leitor, eu não disse que não clico no link dentro do e-mail. Eu não abro a mensagem nem que ela tenha o nome de minha mãe. Mas tem gente que não pensa assim. Dia desses vi o anúncio de cartão de Natal em um site. Como pode?

É mais ou menos como o Itaú fazer alarde de sua chegada ao Second Life. É coisa de quem vive numa bolha. Quer dizer, nem isso. Chegam depois dela ter pocado. É ainda a alegria de quem vive de aplicar golpes na internet. Incentiva as pessoas a abribem os cartões, afinal há empresas "sérias" que de fato ainda fornecem o serviço.

Eu não abro. O que é triste. Lembro que na pré-história, em 1996 ou 1997, dava para mandar flores vituais com mensagens personalizadas. Uma bobagem graciosa. Aquele tempo acabou. Agora é um mundo de trojans no qual a gente tem de lamentar um portal dar a opotunidade de agradar as pessoas que quer bem. Fazer o que?

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Muito obrigado

O MeioBit recebe orgulhosamente o prêmio de Best Blog Brazil na categoria Melhor Blog de Tecnologia. De quebra, o site ainda ficou em segundo na classificação geral. E ainda pegou o terceiro em Melhor Blog Coletivo.

Fui escalado para fazer este post por uma questão de imparcialidade. Como cheguei ontem aqui, não tenho participação nesse sucesso (ainda, espero) e não preciso de falsas modéstias. Posso escrever sem medo de errar a razão de tantos prêmios: você.

Você que lê este blog é razão do esforço coletivo e individual para mantê-lo interessante e atraente. Não há mais nada que justifique. Portanto resta apenas agradecer. Muito obrigado em nome da equipe do MeioBit. E parabéns a todos os demais blogs premiados.

Lembro bem da primeira tevê que chegou lá em casa. Era uma Telefunken com imagem em preto-e-branco, movida a válvulas. Não sou assim tão velho. Minha família era pobre mesmo. O aparelho, usado, tinha um seletor de canais barulhento e vez ou outra precisava de um soco para voltar a exibir.

O tempo passou e hoje, com um pouco mais de recurso, tenho uma tela plana de muitas polegadas e milhões de cores. Som estéreo, surround. Uma beleza. Não precisa apanhar e nem colocar bom-bril na ponta da antena. Nem antena tem mais. O sinal vem pelo cabo com mais de uma centena de canais.

Eu adoro assistir a quase tudo. E da minha infância restou esse trauma. Agora vejo que poderei ter tevê digital pelo celular. Eu me pergunto: por quê eu iria fazer isso? Qual a razão para gastar os olhos em tela minúscula? O mercado cria necessidades que não existem, mas muitas vezes exagera.

O celular é, sem dúvida, o aparelho da convergência das tecnologias cotidianas. Estou convencido, como diria o presidente, que em breve ele será o controle remoto de todas as coisas da casa. Mas ele, definitivamente, não combina com imagens em movimento.

Há uma clara divergência entre um e outro conceitos. Filmes pertencem aos espaços amplos. Telefones móveis, à miniaturização. Pode ser que as seqüelas da Telefunken sejam ainda muito fortes e presentes. Pode ser... vou conversar com a psicóloga.

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Bom velhinho twittando

Eu nunca gostei do Twitter, preciso admitir. Também nunca acreditei em papai noel, coisa de criança chata. Mas acredito no marketing e gosto de coisa bem feita. Veja essa idéia da Colmeia, uma meia na janela virtual.

Para quem, como eu, não vê a menor utilidade nesta ferramenta é bacana. Bom ver que é possível achar uma forma de divulgar o produto de maneira criativa. De todo jeito, os blogueiros já caíram matando.

O velhinho vai ter de descer de saco cheio.

A tevê digital com alta-definição chegou. Você não viu? Nem eu. Explico a razão. A tecnologia é mais veloz que a escalada social. Ou seja, você é pobre e só vai ver na casa daquele seu amigo abonado. Mas é assim mesmo. Não dá para reclamar da vida. Trata-se de uma questão de escala. O aparelho para assistir a tal de HDTV é caro, pois, a produção ainda é pequena por causa do consumo. Daí que a alta-definição não faz escala na nossa sala.

Mas deixe eu defender, ou explicar isso. Como não sou mais tão novinho, lembro quando lançaram o CD. Caríssimo. Depois o preço foi baixando. Hoje qualquer um tem. Lembra dos primeiros tijolos-falantes que não davam sinal em lugar nenhum? Hoje todo mundo tem seu pai-de-santo que seja. Faz parte. A primeira transmissão de tevê via satélite foi a Copa de 70. Não sou assim tão velho, essa meu pai que me contou. Meus tios se reuniram na casa do que tinha tevê para ver o tricampeonato.

E computador? Lembra uns poucos anos atrás quanto custava um laptop de meia tonelada? Então, a questão é a sociedade de consumo. Na medida que mais aparelhos forem sendo vendidos, o preço cai. Por isso a razão deste texto. Um apelo. Senhores e senhoras endinheirados, por favor, comprem os aparelhos. Um para cada cômodo de suas casas. E rápido, se não for pedir muito. Que assim poderemos todos ter acesso à modernidade. Do contrário vamos assistir aos shows da Shania Twain nas lojas. Alguém sabe explicar a razão dela ser sempre a escolhida pelos magazines?



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