O Japão é um mercado gigantesco. Aquele estereótipo que sempre aparece em filmes em que o turista japonês tem várias câmeras fotográficas tem um fundo de realidade. Eles adoram fotografar e adoram muito mais a tecnologia envolvida nisso. Diferente dos pobres ocidentais do hemisfério sul, eles trocam de equipamento cada vez que uma novidade aparece. Tenho amigos que moram no Japão que contam que o mercado de câmeras usadas é uma maravilha. Câmeras com pouco tempo de uso são vendidas por preços muito baixos para que a novidade do momento seja comprada. Então, nada melhor do que usar o mercado japonês como um termômetro do que está vendendo mais.

O portal japonês dc watch impress apresentou uma média do ranking de classificação das câmeras mais vendidas por lá entre o dia 1º de janeiro e o dia 25 de dezembro. O problema das médias é que elas não levam em consideração outros fatores. Por exemplo, não é levado em conta a data do lançamento dos equipamentos. A surpresa é a Ricoh R8 em segundo lugar. Veja abaixo as 10 mais vendidas no Japão.

1º - Nikon D90

2º - Ricoh R8

3º - Panasonic DMC G1

4º - Sony Alpha 900

5º - Canon EOS 5D Mark II

6º - Nikon D700

7º - Canon EOS 50D

8º - Canon EOS Kiss X2 (Canon EOS 450D)

9º - Panasonic Lumix DMC LX3

10º - Canon EOS Kiss F (Canon EOS 1000D)

Na soma total temos duas Nikons, quatro Canons, duas Panasonics, uma Ricoh e uma Sony. Claro que isso não diz nada. 

 

Sigma 200-500mm f2.8 EX DG APO

 

Sigma 200-500mm f2.8 EX DG APO 2

Agora os felizes proprietários de uma câmera Nikon tem a sua disposição a Sigma 200-500mm f/2,8 EX DG APO. A lente, que já existe há algum tempo, é um verdadeiro monstro. Ela mede 72 centímetros de comprimento, 23 cm de largura (no máximo diâmetro) e pesa 15,5 quilos. A parte mais bacana é o preço. A lente está disponível na BH Photo Vídeo pela bagatela de U$ 22,049,10.

Junto com a lente, o feliz comprador ainda ganha um filtro polarizador de 72mm, um teleconversor que eleva a potência da lente para uma 400-1000mm, e uma bateria com carregador. A lente é tão grande que necessita de sua própria fonte de energia.

Mais um equipamento restrito a grandes veículos de comunicação e alguns sortudos endinheirados

A pergunta do título pode parecer totalmente descabida, mas é a que mais estou lendo em fóruns e em sites especializados em fotografia, principalmente os americanos e europeus. Tudo se deve ao lançamento da Panasonic Lumix G1 e o seu sistema micro quatro terços. A câmera é um híbrido entre compactas e DSLRs por trazer a opção de trocar as lentes, mas de não possuir o sistema com espelho e prisma. A imagem é mostrada por um EVF de alta resolução. Para ser sincero, quando a câmera foi lançada não vi muita vantagem nela. A promessa é que ela fosse mais pequena que as DSLRs atuais, mas isso não se mostrou totalmente verdadeiro. Por outro lado, o preço do equipamento também não foi dos mais convidativos, mas o resto do mundo não pensa dessa maneira.

A primeira indicação disso foi a indicação da Panasonic G1 para Câmera do Ano pela revista Popular Photography. Agora Ian Burley, editor do site DPNow, escreveu um texto para o Photography Blog intitulado Is this the End of the SLR Camera? O texto é muito bacana e traz uma análise não somente do equipamento, mas algumas perspectivas para o mercado fotográfico como um todo. Mas. alguns pontos merecem destaque. Em primeiro lugar, o sistema reflex das câmeras é uma coisa que já possuí décadas de existência, então ele ser substituído por algo mais moderno não pode ser uma surpresa. Em segundo, existe um contingente gigantesco de pessoas que querem apenas tirar fotos sem se preocupar com o sistema que estão utilizando. Então, levar um equipamento menor e com qualidade de imagem para esse público é algo muito lucrativo. E em terceiro, as câmeras reflex são equipamentos que levam o indivíduo a se apaixonar por elas assim que às tem pela primeira vez em mãos. Então é possível que os dois sistemas existam juntos. Ele prevê até mesmo o futuro em que os donos de câmeras reflex vão ter uma câmera micro quatro terços como equipamento do dia a dia, para poupar o equipamento principal.

Independente do que vá acontecer, o que importa é que tudo isso vem fortalecer a fotografia. Novos talentos vão continuar aparecendo e os antigos vão se adaptar as novas tecnologias. Quem apreciar a clareza da imagem do visor ótico das reflex e, sobretudo, o barulho hipnótico do conjunto do espelho e do obturador (em uma Hasselblad isso é mais evidente ainda) não vai trocar o equipamento por algo totalmente eletrônico. Mas, já temos uma nova geração de fotógrafos que se acostumou a fotografar com o LCD e com view finders eletrônicos. Esses vão abraçar a nova tecnologia sem nenhum receio.

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Primeiras imagens feitas com a Leica S2

Leica S2

 

Vocês se lembram da Leica S2? Ela foi mostrada pela primeira vez ao mundo na Photokina 2008 e surpreendeu pela ousadia. Ela é uma câmera com sensor gigante (30x45mm) e possui 37,5 megapixels de resolução máxima. Ela está planejada para ser lançada no verão de 2009 (verão do hemisfério norte, é claro) e o público alvo do equipamento são fotógrafos profissionais que precisam de grande qualidade e definição em suas fotos. O mundo da moda é um dos alvos.

Pensando nisso, e já preparando o terreno para brigar com as câmeras de médio formato, a Leica convidou o fotógrafo Robert Grischek para passar um dia trabalhando com o novo equipamento. O resultado dessa brincadeira foi colocado no site da Leica junto com uma entrevista com o fotógrafo sobre as impressões do equipamento. Eu gostei. Achei muito bacana a tonalidade das cores e os detalhes das fotos. Agora resta saber quantos milhões de dólares vai custar essa belezinha.

 

LEICA S2 b

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JOBO PDJ077

JOBO PDJ077

 

Eu realmente não entendo a tecnologia de porta retratos digitais. Não que seja algo fantástico, mas como fotógrafo das antigas não consigo me adaptar a idéia de um visor de LCD que fica em eterno slide show. Alguns comportam centenas de fotos, o que faz que a imagem seja exibida por alguns segundos por dia. Para mim não tem graça, mas tem muita gente que está comprando a idéia. O minilab que faz minhas ampliações aqui no sertão afirmou que vendeu dezenas dessas coisinhas nesse mês de dezembro.

Pensando nesse público, a Jobo está colocando no mercado o PDJ077, porta retratos digital com visor LCD TFT de 7 polegadas (essa é uma das características negativas, odeio foto pequena), resolução de 800x480 pixels, conexão para vários tipos de cartões de memória, conexão USB, diversos tipos de slide show na memória e ajustes de brilho e contraste. O aparelhinho suporta apenas o formato JPEG e possuí controle remoto.

O brinquedinho está disponível na Europa pelo preço de €99.00.

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HP iPrint Photo

No dia 22 de dezembro a HP anunciou o lançamento do iPrint Photo. O aplicativo, que possuí distribuição gratuita, foi planejado para rodar no i-Phone e no i-Pod touch, facilitando para o usuário o ato de imprimir suas fotos armazenadas. O programa é compatível com qualquer impressora HP que esteja conectada a uma rede Wi-fi. A HP afirma que é possível imprimir qualquer foto com qualidade e facilidade, usando apenas alguns toques na tela do dispositivo.

Toda a revolução digital trouxe a tona um paradoxo. Embora esse seja o momento da história em que a humanidade esteja produzindo mais fotografias, o número de impressões caiu bastante. A maioria das imagens ficam armazenadas no computador ou em álbuns na internet por conta do baixo custo. Se precisar de uma ou duas cópias em papel, é só imprimir em casa. Por esse motivo, empresas que trabalham com impressoras estão se esforçando para entregar produtos específicos para esse público. O aplicativo da HP é apenas mais um que visa trazer comodidade para o consumidor.

O HP i-Print Photo está disponível na Apple’s App Store e vai ser apresentado oficialmente ao público na CES 2009 e na Macworld Conference & Expo 2009.

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Leica D-Lux 4 Titan


 

Quando escrevi sobre a lente de U$ 2.000.000,00 da Leica muita gente perguntou se ela realmente valia isso. Nos comentários se discutiu que é uma questão de status. Leica seria reservada para um pequeno grupo de endinheirados. Indiferente a isso, qualquer fotógrafo que se preze quer ter uma em casa. E aqueles que podem comprar querem ter mais de uma. É o mesmo que comprar uma Ferrari. Um fusquinha vai te levar ao mesmo lugar que ela, mas não com a classe do carro Italiano.

Por isso muita gente vai torcer o nariz para o preço dessa D-Lux 4 Titan. A câmera é uma edição limitada lançada para o Natal. Imagino a cara do sortudo que vai ganhar um presente desses. A câmera tem 10 megapixels de resolução máxima e o corpo é todo feito em metal. De brinde o comprador leva para casa uma bolsa exclusiva para a câmera.

A Leica D-Lux 4 Titan está disponível no e-bay pelo singelo preço de US 1.180,00. Eu já pedi duas.



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