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Agora a briga vai começar para valer. Em setembro, se realiza na Alemanha a Photokina 2008, que é considerada a maior feira do mundo voltada para a tecnologia e serviços referentes industria fotográfica. A partir de agora os fabricantes vão começar a colocar suas cartas na mesa. Hoje, foi um dia particularmente movimentado. A Sony anunciou duas novas câmeras, as DSC T700 e DSC T77, e a Nikon jogou na roda nada menos do que 6 novas câmeras. A Nikon Coolpix S60 é uma supercompacta que vem para concorrer com a série T da Sony. Já as Coolpix S560, S610, S610C e S710 são compactas interessantes para o uso geral e doméstico. Porém, a grande vedete desse dia foi a Nikon Coolpix P600. Ela é, de longe, o equipamento mais relevante dessa leva.
A câmera possuí 13 megapixels de resolução máxima em um CCD de 1/1,72 polegadas (0,41 centímetros quadrados). Á resolução máxima assusta, mas isso é compensado, pelo menos em parte, pelo CCD um pouco maior do que a média das outras compactas. Ela possuí 4x de zoom ótico,sendo que a grande angular começa em confortáveis 28mm. Porém, duas características chamam mais a atenção do que as outras. A primeira é que a câmera vai gerar arquivos em um novo formato RAW, chamado pela empresa de NRW) que será compatível com a nova versão do Windows ou qualquer aplicativo da Microsoft voltado para esse fim. Ou seja, muitos usuários vão poder editar seus arquivos brutos tendo para isso apenas as ferramentas do sistema operacional do tio Bill Gates (claro que ninguém está falando da qualidade das ferramentas da Microsoft). A câmera também vai ser capaz de converter esses arquivos para JPEG, embora eu não tenha visto muita utilidade nesse recurso.
A segunda característica interessante e a presença de um GPS na câmera. O recurso, muito famoso entre os fotógrafos aventureiros , vai inserir no arquivo exif das fotos as coordenadas geográficas do local de onde foi feita a foto. De resto, temos o pacote básico com monitor LCD de 2,7 polegadas, velocidade ISO variando de 64 a 1600, sapata para flash externo e uma linha de acessórios opcionais.
A Nikon Coolpix P6000 vai estar disponível para o consumidor em setembro pelo salgado preço de U$ 500,00.
Fonte: Dpreview
Desde que comecei a escrever no Meio Bit venho recebendo uma enxurrada de e-mails com pedidos de orientação para compra de câmeras fotográficas. Estou meio atrasado nas respostas, mas peço paciência a todos que escreveram. Mas, citei esse fato porque estou notando um padrão nos pedidos (usem o nosso forum sobre fotografia digital !). A maioria das pessoas está saindo das câmeras compactas e querendo evoluir em equipamentos com maiores recursos e qualidade de imagem. Porém, não querem partir para as DSLR por conta do tamanho do equipamento. Seria mais ou menos como fundir o mundo da portabilidade das compactas com a qualidade e recursos das câmeras reflex. Claro que existe a categoria das prosumers, mas mesmo com essas a portabilidade não é uma qualidade. Porém, esse pequeno impasse pode estar sendo resolvido nesse momento.
A Olympus, juntamente com a Panasonic, esta desenvolvendo um novo sistema de câmera fotográfica denominada Micro Quatro Terços. A idéia é usar o sensor Quatro Terços das DSLR da Olympus, que possuí o tamanho de 18x13,5 mm, em uma câmera com lentes intercambiáveis, porém sem o sistema de espelho e o visor ótico. Nesse caso, vai se economizar muito espaço no corpo da câmera, deixando o equipamento muito mais compacto, pois a distância entre a lente e o sensor vai ser diminuída pela metade. Outro fator é que com a lente mais perto do sensor, ela poderá ser bem menor e manter a mesma distância focal. Estima-se que as lentes serão 6mm mais finas do que as atuais lentes Olympus. Um terceiro fator é que a lente vai ganhar mais dois pontos de contato com o corpo da câmera, tornando mais eficiente a troca de comandos entre elas. Para resolver o problema da visualização será utilizado o Live View ou o EVF, ou ambos.
Embora possa parecer um esquema meio esquisito, não podemos negar que é a coisa mais interessante que anunciaram esse ano dentro da indústria fotográfica. A coisa pode tanto ser revolucionária quanto um tiro no pé. O que se está planejando, na verdade, é uma câmera compacta com a possibilidade da troca de lentes e um sensor gigante. Não sei por que, mas não me sai da cabeça a antiga Sony R1. A idéia da câmera era fantástica, uma prosumer com sensor APS, mas o preço elevado fez o projeto morrer na praia. Para os usuários da Olympus que já estão arrancando os cabelos, é bom frisar que a empresa não vai abandonar sua linha tradicional de DSLRs, sendo que o sistema Micro Quatro Terços vai ser desenvolvido paralelamente.
Maiores detalhes não foram liberados pelas empresas. Certamente a munição está sendo guardada para setembro, durante a Photokina 2008. Muitas novidades ainda estão por vir.
Fonte: Dpreview
A Pentax acaba de colocar mais dois modelos de câmeras digitais compactas no mercado. Eles são a Pentax Optio M60 e a Pentax Optio E60. Ambas podem ser consideradas câmeras ultracompactas para uso doméstico, mas trazem toda a tradição e qualidade dos equipamentos e das lentes da Pentax. Por motivos que me escapam ao raciocínio (talvez por conta da representante da marca no Brasil) a Pentax não tem a inserção que deveria ter no mercado nacional, mesmo sendo um equipamento de qualidade inquestionável.
A Pentax Optio E60 tem 10,1 megapixels de resolução máxima e seu uso já é alardeado pela própria propaganda da empresa como sendo fácil e simples de ser operada por qualquer usuário. A câmera é totalmente automática, tem 3x de zoom ótico (equivalente a uma 32-96mm) e utiliza como fonte de alimentação duas pilhas AA. Como já colocado por aqui, existem vantagens e desvantagens de se usar pilhas como fonte de alimentação, porém a vantagem mais clara é a possibilidade de se comprar um par de pilhas alcalinas em qualquer mercadinho em uma emergência. Outras características são o visor LCD de 2,4 polegadas, 17 modos pré-programados de cena, função Image Recovery para recuperar fotos apagadas acidentalmente e regulagem de horário e data para 75 cidades ao redor do mundo.
A Pentax Optio M60 é um pouco mais encorpada, nos recursos e não no tamanho. Ela possuí 10 megapixels de resolução máxima e zoom ótico de 5x (equivalente a uma 36-180mm). A câmera vem com todas as perfumarias necessárias para deixar o usuário comum feliz. A câmera também traz o que a Pentax chama de Advanced Auto Picture Mode, onde a câmera escolhe sozinha, através da análise da cena, o modo automático mais indicado para ser utilizado. Outra perfumaria acoplada ao equipamento é o modo de Face Detection que consegue, segundo o press release do equipamento, fazer a seleções dos rostos em 0,03 segundos.
Independente das perfumarias ou recursos duvidosos cada vez mais necessários para convencer o usuário comum a efetuar a compra, qualquer uma das duas vai ser uma ótima aquisição para o uso doméstico.
A Adobe disponibilizou no dia de ontem a versão 2.0 do software Photoshop Lightroom. Para quem não conhece esse programinha maravilhoso, ele foi idealizado para fotógrafos que necessitam fazer edições em fotos e conversão de arquivos RAW com rapidez, porém mantendo a qualidade encontrada no irmão mais velho, o Photoshop. Ao abrir a nova versão notamos que a base da versão 1.0 foi mantida, mas novas e interessantes funcionalidades foram adicionadas para tornar a ferramenta mais completa. A mudança que mais chama a atenção é o aumento da capacidade de editar seleções dentro das fotos. Agora é possível selecionar as partes mais complicadas da imagem e efetuar correções. Outra novidade é a atualização do Adobe Camera Raw para suportar os arquivos produzidos pelas Olympus E-421 e E-520.
Nas seleções é possível executar as correções de brilho, contraste, saturação, nitidez, entre outros. As seleções aplicadas nas fotos são passíveis de futuras intervenções para refinamento da edição. Outras mudanças foram aplicadas ao programa em resposta aos pedidos dos usuários das versões beta do programa. Agora existe suporte para trabalhar com dois monitores, uma maior capacidade de trabalhar com drives removíveis e o modo Smart Collection, que constrói coleções através de critérios pré-selecionados.
Outra novidade anunciada pela Adobe é a distribuição para desenvolvedores de um kit de desenvolvimento (SDK) para que sejam desenvolvidos por terceiros plugins para o Adobe Lightroom 2.0.
O software está a venda no site da Adobe por U$ 299,00 a versão completa e U$ 99,00 para fazer o upgrade da versão 1.0. Para rodar o programa são necessários, no mínimo, processador Intel Pentium 4, 1GB de RAM e resolução de 1024x768 pixels e Windows XP ou Vista, ou Macintosh OSX 10,4, 10,5 1 GHz PowerPC G4 ou G5 ou baseados em processador Intel ®.
Fonte: Dpreview
Entre os dias 12 e 15 de agosto de 2008 vai acontecer em São Paulo, no Centro de Exposições Imigrantes, a décima sexta edição do Photo Image Brazil. Para quem não conhece, se trata da maior feira de fabricantes de equipamentos fotográficos da América Latina. Nos diversos estandes é possível conferir o que está acontecendo dentro do mercado de câmeras e acessórios e os próximos lançamentos que vão chegar ao Brasil durante o segundo semestre. No ano passado, vários protótipos de lançamentos mundiais foram mostrados, porém 2008 não vai ser tão efervescente assim, pois acontece em setembro a Photokina, maior feira fotográfica do mundo. O evento é bianual e os fabricantes vão guardar sua munição para esse momento.
Já estão confirmados mais de 130 expositores para a Photo Image Brazil, entre eles Canon, Panasonic, Sony, Samsung, Kodak e Noritsu. Cabe também lembrar que vão acontecer vários eventos paralelos dentro da feira como, por exemplo, o Abrafoto 21 anos, que vai discutir os rumos da fotografia publicitária no Brasil. Outra coisa muito bacana que vai ocorrer esse ano é um projeto especial de inclusão social e digital com crianças carentes. A Panasonic forneceu 21 câmeras digitais para workshops que serão ministrados por membros da Abrafoto.
A entrada para a Photo Image Brazil é gratuita, mas é necessário fazer um cadastro no site do evento. O interessante da feira não é só ver o que está acontecendo, mas também ter em mãos as câmeras que apenas vemos nos anúncios (até as DSLR mais caras) e poder ver um pouco de seu desempenho. Eu estarei na feira no dia 15 de agosto (sexta-feira) e se alguém da cidade quiser bater um papo é só marcar comigo.
Faça sua inscrição no site da Photo Image Brazil.
A Panasonic acaba de colocar no mercado o seu novo modelo de ultrazoom. A Lumix DMC-FZ28 é a substituta da Lumix DMC-FZ18 e a primeira mudança que vemos é que a resolução saltou de 8 para 10 megapixels. Infelizmente o sensor continua do mesmo tamanho, os míseros 1/2,33 polegadas. Porém, a Panasonic garante que várias dos utilitários presentes no equipamento resolvem qualquer problema que possa ser causado pela relação megapixel x tamanho do sensor. Cabe aqui um pequeno lembrete. As ultrazooms, e isso de qualquer fabricante, claramente são câmeras feitas para uso em situações com muita iluminação. Então, utiliza-las com ISO acima de 400 é um convite para um mar de ruído. Embora a Panasonic entregue um equipamento robusto e com qualidade, a quantidade de ruído em suas imagens foi uma coisa que sempre me causou repulsa (mais ou menos o que a S5is da Canon está fazendo agora).
A DMC-FZ28 possuí 18x de zoom ótico, o que seria uma lente 27-486mm (equivalente no sistema 135mm). A lente, honrando uma parceria duradoura entre as duas empresas, é uma Leica DC VARIO-ELMARIT. Embora a distância focal seja assustadora, é possível elevar essa potência com o uso de lentes adaptadoras. Interessante também notar que o diafragma possuí uma abertura máxima de f/2,8 em wide e f/4,4 em tele, o que deve facilitar imagens capturadas em situações de pouca iluminação.
O processador interno, o Venus IV, permite um desempenho de grande qualidade e rapidez. Por conta da potência do processador, a câmera consegue realizar, no modo contínuo de disparo e na resolução máxima, 2,5 fotos por segundo em um total de 5 (JPEG Stantart) ou 3 (JPEG fine). Usando o modo High Speed Burst é possível realizar a marca de 13 fotos por segundo na definição de 2 megapixels. Claro que a quantidade de fotos em modo contínuo também depende da memória interna temporária (Buffer). Outra característica muito bacana da câmera é a capacidade de gravar vídeos em High-Definition com 1280x720 pixels e com 30 quadros por segundo. Adquirindo o cabo componente DMW-HDC2 (vendido separadamente) é possível executar os vídeos diretamente da câmera em uma TV de alta definição.
De resto, a câmera vem com o pacote básico e completo, como estabilizador de imagem, tela de LCD de 2,7 polegadas com 230.000 pontos, flash aprimorado para cobrir longas distâncias, e vários modos de cena automáticos, além do modo manual completo. Entre os modos de cena pré-programados, se mostram interessantes o modo Pin-Hole e Film Grain.
A Panasonic Lumix DMC-FZ28 vai estar disponível em agosto de 2008 nas cores prateada e preta. Seu preço estimado, na Europa, é de $ 329,99 euros.
Me lembro da primeira vez que peguei uma câmera da Samsung nas mãos. Me causou estranhamento por ver a marca ligada a diversos produtos eletrônicos em uma câmera fotográfica. Mais uma das revoluções causadas pela fotografia digital. Infelizmente, a qualidade da imagem gerada não era lá essas coisas. Muito ruído e aberrações cromáticas. A marca evoluiu lentamente e até dois anos atrás a falta de qualidade dos equipamentos ainda era bem sensível. Mas, ao que parece, o equilíbrio entre os fabricantes que se lançaram no mercado por conta da fotografia digital está atingindo um patamar aceitável. Esses dias eu até elogiei uma câmera da Sony, então o mundo ainda tem salvação.
Deixando as brincadeiras de lado, a Samsung acaba de anunciar cinco novos lançamentos de câmeras compactas. Os modelos assustam pela capacidade máxima de definição. As de menor definição ficam na casa dos 10 megapixels, mostrando que não existe limites para essa escalada. Foram divulgados apenas os dados técnicos e, como sempre, não temos exemplos das imagens geradas, o que nos daria uma margem de avaliação de qualidade do equipamento.
Veja abaixo as principais características dos modelos anunciados:
Samsung NV 100HD - A câmera chama a atenção por ter como resolução máxima espantosos 14.7 megapixels e a capacidade de gravar vídeos em alta resolução, com 720 linhas de definição. A câmera também é uma das poucas compactas a venda com uma grande angular de 28mm (equivalente no sistema 35mm). Outros pontos de destaque são a velocidade ISO que chega a 3200, a tecnologia Face detection e a estabilização de imagem na lente trabalhando em conjunto com um sistema interno chamado de Samsung's digital stabilization system.
Samsung NV9 - Essa é uma ultracompacta com 5x de zoom ótico e 10,2 megapixels de resolução máxima. Uma coisa interessante na câmera é a capacidade de reproduzir arquivos de mp3. Esse é a famosa convergência das mídias. A câmera possuí vários modos pré-programados de cena além de possibilidade de várias pequenas edições na imagem. Porém, o que me chamou a atenção foram os indicadores analógicos de capacidade da bateria e da memória, lembrando muito o painel de um carro.