Não adianta muito querer adaptar algo que funciona bem em um ambiente para outro completamente diferente. Pode até ser que em determinadas situações a coisa funcione, mas se não for feita uma mudança estrutural radicas" class="" title="">dical, pode-se fazer o marketing que for: a coisa vai continuar funcionando bem somente no ambiente para o qual foi originalmente projetada.

Esse é o caso das populares distros Linux voltadas aos usuários que gostam de algo que teve suas bases construídas lá pela década de 70, e que serve justamente para mediar de forma eficiente e simples a interação destes usuários com as máquinas. Não captou? Costumam chamar isso de interface gráfica de usuário.

Não que necessariamente as distros "for human beings" exijam que certos passos para seu bom uso sejam executados via linha de comando - ok, há algumas coisas que necessariamente exigem sim, mas sempre vai ter alguém que chiando depois de um comentário desse tipo. Porém, se há um aspecto que vem sendo negligenciado no projeto destes sistemas é a interação com o usuário. Grandes empresas investem toneladas de dinheiro pesquisando para que possam criar sistemas interativos mais eficientes, então a pergunta é: por que o pessoal do código aberto, que possui reconhecida competência para criar programas ótimos do ponto de vista ferramental não se preocupa com a usabilidade?

Vejamos o exemplo da Isis. Isis estuda Ciência/Engenharia/Whatever da Computação na UFPR, é fã do OpenSUSE, e como era de se esperar, é uma power user daquelas bem longe de ser usuária final, como a reles mortal metida a nerd que escreve estas linhas. Não por isso ela deixa de compreender as dores dos usuários finais ao se deparar com uma parede coberta de hieroglifos uma situação inexperada. Isis resolveu testar o LiveCD do Fedora 9 e encontrou uma série de problemas simples, que só devem estar aí porque usabilidade deve ser algo secundário de acordo com o cronograma de alguns projetos. Uma amostra do texto que apresenta a tag "Sofrimento" em seu blog segue abaixo:

Já há algum tempo sem atualizações significativas, finalmente hoje, nesta terça-feira, a Apple renova a sua linha de notebooks no "Apple MacBook 2008". Assim como na Let's Rock, onde foram apresentados os novos iPods, um evento exclusivo para os notebooks foi organizado.

Como de hábito, a loja online foi fechada temporariamente, um claro sinal de que vinha coisa nova por aí. Mas antes mesmo do evento começar, fotos do produto vazaram na internet antes de Steve Jobs mostrar os novos computadores ao público, então todo mundo já teve uma vaga idéia do que estava por vir.

A "keynote" propriamente dita iniciou com uma fala de Tim Cook, COO da Apple, falando a respeito do BootCamp, e de como o fato de Macs rodarem Windows trouxe mais gente para o lado brilhante-que-dá-vontade-de-lamber da Força. Depois, mostraram as estatísticas dos MacBooks: no geral, a Apple tem 17,6% das vendas, mas quase 40% entre o público estudante. É a nova geração que está aumentando este market share.

Depois, Jon Ive, chefe do departamento de design da Apple, subiu ao palco para tratar de como eles faziam notebooks até então, e de como eles estão superando a tecnologia vigente para criar os novos computadores portáteis. Mostrando que design não é só firula, Ive falou da carcaça de alumínio, e de como eles tiveram que espremer todos aqueles componentes lá dentro.

Jobs então entrou em cena, falando das novas placas gráficas que estão nos novos notebooks (NVIDIA GeForce 9400M e 9600M GT), e também do novo trackpad. Este trackpad é de vidro, é BEM maior que o atual, todo ele é um botão, e é possível usar quatro dedos ao invés de dois. Só depois de apresentar estes novos goodies foi que Jobs apresentou de fato o novo MacBook Pro.

Todo feito de alumínio e vidro e com tela reto-iluminada por LEDs (LED backlit), o novo MacBook Pro se parece mais com os outros membros da família. No visual é basicamente o que se imaginou que seriam quando foram lançados o Air e os iMacs atuais. A duração da bateria vai depender da placa escolhida: se for a 9400M, 5 horas; com a 9600M GT, 4 horas. Com aproximadamente 2,4 cm de espessura, é o mais fino da categoria, além de ser ecologicamente correto. Nada mal!

Na verdade, há algo ruim sim. O preço, como sempre: os dois modelos disponíveis custarão entre US$1999 e US$2499.

O MacBook Air foi a pauta logo após os Pro. Ele também recebeu um upgrade: placa gráfica Nvidia GeForce 9400M, 120GB HDD ou 128GB SSD, e uma porta Mini Display. Os novos MacBooks Air virão no mês que vem - , obviamente.

E finalmente a Apple se lembrou que faz monitores! Os Apple Display agora também têm tela LED-backlit de 24", conector USB, Mini Display, e aquele conectorzinho magnético que os Appletards como eu usam como RIV*. Também vem com iSight integrada (claramente um outro RIV), e custará 899 doletas. Deixou de lado a aparência cinzinha clara para ficar com a aparência austera pretona dos irmãos, e assim não precisar mais de testes de DNA pra saber se é da família.

And one more thing: MacBooks!

Jobs já chegou dizendo que são os Macs mais vendido de todos os tempos e que os branquinhos de "case" plástico terão seus preços reduzidos para 999 dólares. Fico imaginando se este significativo desconto de 100 pratas será refletido nos preços brasileiros, mas a alta do dólar não me permite ter pensamentos positivos em relação a isso.

O novo MacBook é quase igual ao seu irmão mais velho Pro, com tela LED-backlit, carcaça de alumínio, Multi-Touch, placas gráficas novas, 5 horas de bateria, ecologicamente correto, etc etc etc. Dois modelos, o mais potente e com monitor de 15" custando 1599 dólares, e o outro de 13", 1299.

Sobre o fato de não terem colocado drive Blu-Ray, Jobs e seus amigos responderam na coletiva que houve logo depois, que estão esperando a poeira baixar para ver se este será mesmo o novo padrão da indústria. A respeito de não ter o conector HDMI, a equipe diz que é uma dificuldade técnica, e que por isso optaram pela porta Display.

Esta apresentação com certeza foi uma das mais geek possíveis. Acabou com a graça do pessoal que compra gadget para desmontar e botar fotos dos componentes na internet. Mostraram quase tudo, inclusive cenas da montagem e manufatura das peças. Além disso também deram especial destaque para a carcaça e para a bateria, mais acessível em relação aos modelos anteriores. Outro ponto enfatizado foi a capacidade gráfica e a velocidade dos novos computadores.

No site da Apple já é possível ver mais detalhes dos novos lançamentos.

[via Gizmodo]

*Recurso para Impressionar Visitas

Já faz algum tempo, o presidente mostrou que é antenado, modernoso e viu "2 filhos de Francisco" antes do DVD chegar às lojas, mas especulava-se que ele não soubesse que era pirata. Agora, Lula confirmou que é ele mesmo que comanda os downloads lá no Palácio do Planalto.

Em uma coletiva para portais de Internet, ele admitiu que baixa MP3 e distribui para os amigos para presenteá-los. Entre os agraciados com a pirataria presidencial estão Cid Gomes, governador do Ceará, e Jaques Wagner, colega do partidão. Na entrevista, Lula também falou da expansão da rede sem fio, dos PC populares com Linux e outros programas para incluir o povão nos Rapidshares da vida.

Pirataria? Que maldade! O presidente deve comprar tudo na iTunes Store.

Fonte: Info [via Naftali]

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FontStruct: typedesign for the rest of us

Apesar de, com os desenvolvimentos na área de editoração eletrônica e ilustração digital a partir dos anos 80, a informática ter sido uma das responsáveis pela democratização da atividade de design, fazendo com que qualquer "zé-ruela" pilotando um Coreldró possa se intitular designer, há algumas áreas dentro da atividade que ainda não tiveram tanta invasão leiga quanto outras. Ainda.

A tipografia é um exemplo. Desenhar um set de fontes minimamente decente (256 caracteres) já requer um trabalho do capeta, imagine um set com ligaturas, caracteres alternativos e suporte a vários idiomas? Até mesmo entre os designers, devido ao volume de trabalho envolvido, desenhar tipos não é uma atividade muito popular, de modo que dá para contar nos dedos de uma mão os designers brasileiros atuantes nesta área atualmente.

Porém, mais uma vez a tecnologia apareceu para encurtar as distâncias entre leigos e o design. Surgiu então o FontStruct, um projeto da Font Shop, a typefoundrie de Eric Spiekermann, um dos grandes nomes do design tipográfico.

Lançado em março deste ano, o FontStruct é um webapp em Flash gratuito onde o usuário pode construir fontes modulares a partir de uma série de o que eles chamam de "tijolos" (bricks), mas que eu prefiro chamar de "módulos". Sabendo combinar estes módulos, é possível fazer fontes dignas de nota, como se estivesse operando um software profissional de tipografia como o FontLab, e que custa algumas centenas de dólares. É possível também desenvolver caracteres para uma série de idiomas que utilizam alfabetos diferentes do romano (que é o que nós utilizamos), como por exemplo o alfabeto cirílico, hiragana e grego.

Depois de desenvolvida a fonte, você pode torná-la pública (ou não) e fazer o download no formato TTF além, é claro, de torná-la disponível para outras pessoas baixarem. Aliás, este é o único porém: toda fonte desenvolvida através do FontStruct deve ser licenciada sob a Creative Commons, mas até onde eu sei, nada impede que você a submeta num site de downloads como o MyFonts para comercializá-la.

Outro grande feature do serviço são as Top Picks, fontes selecionadas pelo pessoal do FontStruct como fontes destaque. Se pensar que eles são bambambans na área, caso uma fonte sua esteja no Top Picks, você pode inflar seu ego infinitamente, como foi o meu caso: minha fonte Retícula está entre os destaques!

O FontStruct pode não servir para o desenvolvimento de fontes mais complexas, com glifos mais elaborados, mas pode ser tranqüilamente aplicável nos projetos de fontes modulares, sem perder em nada para os softwares profissionais. Além disso, problemas incrívelmente chatos de se resolver numa fonte "comum", tais como kerning, entrelinha, métrica, e outros tecnicismos que afastam os designers de estômago fraco, são praticamente inexistentes no FontStruct.

Site: http://fontstruct.fontshop.com

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Garota indiana se suicida com medo do Big Bang

E eis que o colisor de hádrons foi finalmente ligado, o mundo não acabou e logo saberemos mais a respeito da Vida, do Universo e Tudo o Mais. Está certo que ele ainda não chegou à sua potência máxima e as partículas ainda vão demorar a colidir da forma que pretendem os cientistas, mas por enquanto, o mundo ainda está inteiro.

Por mais que gente do gabarito de Stephen Hawking diga que não há perigo algum no experimento, ainda há quem se alarme a ponto de chegar a atitudes extremas. Uma garota de 16 anos na Índia fechou o terceiro olho e ingeriu pesticida, desesperada com a possibilidade de a Humanidade ser sugada por um buraco negro criado em laboratório.

Segundo a fonte, seus pais tentaram convencê-la de que não havia com o quê se preocupar em relação ao LHC, mas vendo a quantidade de pessoas dirigindo-se aos templos religiosos em busca de salvação e as notícias alarmistas nos jornais, ela resolveu que era melhor ir para as cucuias antes de ser desintegrada.

Essa só não leva o Darwin Awards, porque esse já é do padre Adelir. Brasil-sil-sil!

[via Gizmodo]

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Let's Rock: resumo da ópera

Pouco mais de uma hora depois de o evento começar, acabou o Let's Rock. Curtinho, com apresentação boring do Jack Johnson (não ouvi, mas é Jack Johnson, então deve ser), Jobs apenas subiu no palco, fez o que tinha que fazer e foi embora. O que ele tinha de fazer era nada menos que apresentar a nova linha de iPods, o novo iTunes, algumas novidades adjacentes menos interessante e pronto, afinal, o iPod não é um produto qualquer e merece ser tratado com o respeito que lhe é devido.

Como sempre faz, Steve chegou despejando uma série de números e estatísticas das lojas, das vendas das bugigangas, dos novos lançamentos da iTunes Store e, inclusive, do retorno da NBC à loja, que tinha resolvido andar pelas próprias pernas, empreitada que pelo visto não deu muito certo.

Jobs então apresentou o iTunes 8, com um novo recurso chamado Genius, que cria playlists a partir de músicas afins presentes no acervo do usuário. O que Woz disse na palestra que era hábito comum de Jobs pode ser confirmado agora: "Olha só que recurso legal! Vamos ganhar dinheiro em cima dele!". O tal do Genius tem uma sidebar com atalhos para comprar música na iTunes Store, e também envia anonimamente para a Apple dados sobre o gosto musical do usuário - e tem gente que ainda reclama dos nossos banners.

Mas o dia é dos iPods e tudo o mais são detalhes. Alguém errou nos cálculos e disse que 120 era maior que 160, descontinuaram o iPod Classic de 160 GB e upgradearam o de 80 pra 120, que custará 249 doletas. Hein?

Logo depois, Jobs apresentou o grande lançamento da vez, o novo iPod Nano. De alumínio, vidro, sem PVC, todo ecologicamente correto pros eco-chatos não encherem o saco, além de ser o iPod mais fino já feito e vir em modelos de 8 e 16 GB. Mas o mais legal mesmo são as novas funções proporcionadas pelo acelerômetro: chacoalhar o iPhone para ativar o modo "shuffle", girar para ativar o CoverFlow.

E cores, muitas cores. O arco-íris inteiro de iPods à disposição, mas caso o cliente não seja frutinha, digo, caso o cliente seja mais discreto, há o pretinho básico e o pratinha default que combina com a linha atual de iMacs. O iPod Shuffle também ganhou novas cores (apenas 5), mas o coitado nem foi citado na keynote.

Jobs também apresentou os novos fones de ouvido in-ear, com botões para controle de volume, play e pause, que serão vendidos por 79 dólares. Os iPods vão continuar vindo com fones comuns. Parece óbvio, mas eu digo isso porque andaram circulando nestas poucas horas boatos pela internet de que a Apple venderia os aparelhos SEM os fones, o que obviamente não procede, pois os fones novos só chegam no mês que vem.

Depois foi a vez de o iPod Touch receber uma garibada na lataria. Parte traseira curva como o iPhone, speakers, controles de volume laterais, e todos os recursos que o fazem um dos players mais cobiçados. Também foram apresentados alguns jogos (Spore, Real Soccer, Need For Speed) e o novo comercial. O novo iPod Touch terá modelos de 8, 16 e 32GB por 229, 299 e 399 dólares, respectivamente. E para donos de iPods Touch que esperavam atualizações de firmware, elas virão e virão de graça, exceto para quem vai fazer upgrade da versão 1.0 para a 2.1.

E resumindo, foi isso. Pouco? Não. O objetivo desta apresentação, como disse no início, era apenas criar um cenário propício para um produto tão ilustre como o iPod e sua família receberem um upgrade.

[via Engadget]

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Novos iPods a caminho?

Começou o Let's Rock, um evento especial da Apple em San Francisco que será - O RLY? - focado em música. Pra variar, rumores estão aparecendo de todos os cantos, tentando adivinhar o que o tio Jobs vai (ou não) aprontar hoje.

De acordo com o MacRumors, a Apple irá renovar toda a linha de iPods, mas com ênfase maior nos iPods Nano, que terá um novo formato, e nove opções de cores.

Do Apple Insider, as notícias são de que o iPod Shuffle também terá mais opções de cores, um sensor que colocará o player em modo "shuffle" ao ser chacoalhado, interface mais "CoverFlow-like" para o Nano, e alguns upgrades: iPod Nano com 16GB de espaço, e iPod Classic com um modelo de 120GB. Neste link é possível ver uma foto do que pode ser o novo Nano.

Como era de se esperar, a loja online da Apple está fora do ar e só voltará após o término do evento. Se esses rumores serão confirmados ou não, saberemos em pouco, mas que alguma coisa nova vai sair, vai.



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