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Ontem levei um belo de um susto e gostaria de contar a vocês pois penso que poderá ser para algumas pessoas. Na noite passada minha irmã veio jantar aqui em casa e como fazemos eventualmente, após o rango resolvemos reunir todo mundo na sala para jogar um pouco de Rock Band, o primeiro. Minha esposa foi para a bateria, meu cunhado pegou a guitarra e eu me encarreguei do microfone.
Liguei o videogame, coloquei o disco no PS3 e ao partir para o modo multiplayer, notei que o jogo pedia que, com exceção do microfone, os instrumentos fossem conectados. Achei aquilo estranho, desconectei o hub usb, liguei tudo novamente e nada, o videogame não reconhecia a guitarra e a bateria. Começou então minha preocupação e martírio. Desliga console, desliga hub, tenta ligar os instrumentos separadamente e nada. Apenas o microfone funcionava.
Comecei a pensar no improvável, que tivesse dada erro no save ou nas músicas compradas pela loja do jogo. Não queria deletar tudo, mas após mais de 30 minutos sentado na frente da TV sem saber o que fazer, perdi a paciência mandei tudo para o espaço. Após entrar no game novamente e fazer a atualização obrigatória, nada dos instrumentos funcionarem. Comecei a pensar que pouco depois da garantia do meu bundle do jogo acabar, havia perdido uma enorme quantidade de dinheiro e nunca mais poderia jogar minhas tão amadas músicas do The Who.
É sempre assim, uma nova geração chega, ficamos babando por seus gráficos, para alguns meses depois ver que aquilo não era nem a ponta do iceberg. As desenvolvedoras consegue tirar mais poder dos consoles e com o passar de poucos anos começam a aparecer as limitações tecnológicas e agora não seria diferente. A próxima geração nem deu as caras, muitas pessoas ainda não conseguiram investir nos videogames mais poderosos e Cliff Bleszinski, um dos principais game designers dessa geração, já começa a criticar algumas características dos aparelhos atuais.
“Eu simplesmente acho que a tecnologia dessa geração funciona muito bem ao renderizar metais, rochas e luzes dinâmicas, motivo pelo qual vemos muitos pilares, vigas e áreas destruídas, porque é isso que o bump-mapping faz de melhor.
Ao mesmo tempo, nessa geração os efeitos translúcidos são muito difíceis de serem implementados. É por isso que todo mundo vê um bando de personagens carecas e se perguntam porque os jogos possuem tantos malditos space marines. Bom, a tecnologia é boa em mostrar armaduras, mas não em mostrar cabelos.”
Isso posto, podemos tirar algumas conclusões. É engraçado ver o mega star Bleszinski reclamando da incapacidade de se criar cabelos realistas, sendo que a engine mais usada atualmente e cujo jogos estão repletos dos chamados space marines, foi criada por, adivinhem? A Epic, empresa em que ele trabalha. Outro detalhe que gostaria de chamar a atenção é que, mesmo concordando com as palavras dele, é que vendo os vídeos do Final Fantasy XIII, tive a impressão que as madeixas dos personagens estão muito bem reproduzidas. O que dizer então da cabeluda Bayonetta? Portanto, talvez o problema não seja dos consoles e sim das engine, mais precisamente a Unreal.

[via VG247]
Há algumas semanas eu falei sobre um rumor que falava sobre um novo jogo da série Front Mission. A suspeito acabou se confirmando e o Front Mission Evolved será produzido pela Double Helix (Silent Hill: Homecoming e Enter the Matrix) deverá ser lançado para Xbox 360, PS3 e PC. Os mais atentos notarão que o estúdio envolvido na criação do jogo não possui experiência com jogos de estratégia e esse o ponto que mais está preocupando os fãs: FME será um jogo mais voltado à ação!
Ao ser questionado sobre a mudança pelo The Gaming Vault, o diretor de desenvolvimento, Jeremy Lee, deu a seguinte explicação:
“Durante os últimos anos nós estivemos jogando vários jogos de ação – principalmente o Call of Duty e Rainbow Six: Vegas - e como um time, sempre desejamos fazer algo no estilo e decidimos que esta franquia em particular poderia se encaixar e será uma grande oportunidade.
O universo Front Mission é grande o suficiente para abrigar diversos gêneros, então nós achamos que quando as pessoas tiverem a chance de se sentir como se estivesse em um Wanzer com a ação rolando, acreditamos que elas realmente gostarão disso.”
Eu concordo que a série possa ter´games de gêneros diferentes e realmente acho que a transição possa ser muito satisfatória, contudo, sempre temo essas modificações e acho que a chance de dar certo normalmente é inversamente proporcional a qualidade da franquia. A Double Helix não é conhecida por criar jogos muitos bons, mas espero que dessa vez ela se supere. Particularmente prefiro um jogo no estilo antigo.
Ao conceder uma entrevista ao site Videogamer, o produtor do Tekken 6 fez um comentário que considero bastante interessante. Katsuhiro Harada disse que os destratáveis dos jogos são implementados apenas para aumentar a vida útil dos games.
“Quando, nos arcades, nós bloqueávamos os personagens, era para estender a vida útil do jogo, liberando-os gradualmente, assim como nas versões caseiras, já que os jogadores poderiam alugar os jogos ou algo parecido, a ideia era nos proteger contra isso.
É o tipo de coisa que está ultrapassada hoje em dia, especialmente com as partidas online. Se formos tornar algum personagem secreto, isso irritará muitas pessoas, quando elas forem jogar contra outro jogador e não tiver todos os personagens disponíveis. Portanto, acho que essa prática não é válida atualmente.”
Em partes eu discordo do comentário. Acho que objetos liberados conforme avançamos no jogo podem ser úteis e da forma como ele disse, nenhum produtora utiliza a prática atualmente. Acho que todos nós já ficamos felizes ao conseguir liberar aquele carro dos sonhos, só alcançado após realizar uma tarefa quase impossível ou quem nunca soltou gritos de alegria ao conseguir enfrentar o mítico Reptile no primeiro Mortal Kombat? Acho que dependendo do caso, esses itens podem ser considerados verdadeiros troféus e se são usados para aumentar a vida útil do game, não acho que seja de todo mal.
Em todo caso, quem comprar o próximo Tekken terá a sua disposição, assim que colocar o disco no console, todos os 40 personagens do jogo.

Nos próximos dias 8 e 9 (Xbox 360 e PS3, respectivamente), será lançado aquele que promete se tornar uma febre entre os viciados em partidas multiplayer, o Battlefield 1943. Suportando até 24 jogadores ao mesmo tempo, o game foi desenvolvido pela Dice com a mesma engine utilizada no bom Batllefield: Bad Company.
Para preparar o terreno antes do lançamento, a EA tratou de liberar um trailer mostrando um pouco do BF 1943 e o que podemos ver é que o jogo parece estar com uma qualidade muito superior a de outros títulos vendidos através das redes digitais dos consoles. Por enquanto, ele me parece um meio termo entre o Battlefield Heroes e o 1942, o que sem dúvida foi feito com o intuito de agradar o maior número de jogadores possíveis. O preço para compra é de 1200 MS Points, ou US$ 15 no Playstation 3, já nos PCs o lançamento deve ocorrer em setembro.
Só gostaria que houvessem mais classes além das três prevista, assim como um maior número de mapas, também três (Wake Island, Iwo Jima e Guadalcanal), embora haja um quarto cenário que será liberado quando os pontos acumulados de todos os jogadores atingir a casa de 43 milhões.
Se você está disposto a jogar sua vida social fora, recomendo abrir seu Steam e correr para a página de um dos jogos mais incríveis que já joguei, o Fallout 3. Durante o próximo final de semana o jogo estará na promoção, custando apenas US$ 24,99. Isso quer dizer que você terá 50% de descontos para viver durantes muitas horas em um dos mais impressionantes mundos virtuais já criados, apreciando toda a desgraça que uma explosão atômica é capaz de causar.
Sei que muitos não gostaram do estilo do jogo, porém, poucas vezes me senti tão imerso em um jogo e mesmo tendo deixado ele um pouco de lado para me dedicar a outros games, é o tipo de jogo que eu jogaria tranquilamente durante meses e não enjoaria. Na minha opinião, Fallout 3 é um game que deve ser jogado com paciência, aproveitando cada segundo e que as pessoas deveriam ao menos dar uma chance.
[com dica do leitor Tar_Palantir]
Houve uma época em que a indústria dos games acompanhava a guerra entre consoles (ok, isso ainda existe), então acompanhamos a disputa para saber quem fazia o melhor jogo de futebol (droga, isso também ocorre atualmente), então passamos para o tête-à-tête entre os jogos de nave (Ah! Essa já acabou, o gênero praticamente nem existe mais), mas atualmente a batalha é entre os jogos musicais.
De um lado temos os que preferem o Guitar Hero, enquanto que no outro corner estão os fãs do Rock Band. Como sabemos que nunca haverá um consenso nessa disputa, ficamos com as palavras de Mike Griffith, CEO da Activision que resolveu o chutar o pau da barraca e dizer porque a sua franquia é superior a da concorrência.
“Antes de tudo, o consumidor votou e nós vendemos mais que o Rock Band em uma proporção de quatro para um; na Europa a proporção é de dez para um. Se você escutar o lado dos analistas e os relatórios de ganhos da Viacom, parecerá que o Rock Band financeiramente é muito bem sucedido. Portanto, concluiremos que o nosso modelo de negócios serve melhor ao consumidor e aos acionistas muito.”
Griffith continua, afirmando que a marca está presente em mais de 15 milhões de casas e que esses consumidores estão sedentos por novas músicas. o que somado ao enorme número de vendas recentes, significa que o gênero está longe de se tornar saturado, o que me parece ser verdade.
Quanto a briga de gigantes, de que lado você está?

[via Destructoid]