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Imagine a cena: Durante uma conferência de imprensa a rede cai; o executivo da Nokia presente vai ao microfone e diz: “Não tema, com a Nokia não há problema”. Tira do bolso um N97, ou um N80, ou um E71, ou qualquer outro Nokia com 3G e WIFI; acessa um programinha chamado JoikuSpot. Todos os presentes descobrem uma nova rede WIFI, acessam normalmente e saem maravilhados com a tecnologia da empresa. O executivo passa pelo técnico que puxou o cabo do roteador original e pisca o olho, agradecendo pelo plano bem executado. No dia seguinte todos os sites e revistas publicam matérias sobre o feito.
Isso, claro, não aconteceu, pois eu não sou executivo da Nokia. Mas poderia, com a ajuda do melhor programa Symbian de todos os tempos: JoikuSpot.
O quê ele faz? Simples: Em um telefone Symbian com 3G e WIFI, ele cria um hotspot wireless e através dele compartilha o acesso 3G do telefone com qualquer dispositivo presente, como notebooks, desktops, iPods e até mesmo outros telefones com WIFI.
Isso mesmo, se você tem um telefone Symbian com plano ilimitado, não precisa de minimodem.
No momento estou com dois Macs e um iPod Touch pendurados em um Nokia E71, e ele está agüentando valentemente, apesar da conexão-lixo 3G da Vivo na região da Av. Paulista.
Claro, a idéia de compartilhar uma rede de dados PAGA, e muitas vezes limitada com qualquer um não é atraente, por isso é possível usar criptografia e chaves de acesso WEP/WEP2, limitando quem acessa sua rede. Como em um hotspot de verdade.
Quanto custa a brincadeira? NADA!
O JoikuSpot Light é gratuito! (mas não é livre, então o Stallman não aprova)
ele permite conexões HTTP e HTTPS, o que dá para o uso normal, incluindo gMail. Já o JoikuPremium, que custa R$66,00 permite acesso a todo tipo de conexão, inclusive Skype.
Problema: Os telefones 3G com WIFI não foram projetados para uso simultâneo de ambas as tecnologias. Em teoria não faz sentido, nem daria para o telefone estar conectado a duas redes ao mesmo tempo. Mas com o compartilhamento, há todo o sentido do mundo. E isso faz com que o aparelho seja mais exigido que o normal.
O resultado é um aquecimento considerável. Felizmente isso pode ser contornado com o uso de sistemas passivos de transmissão de calor. No caso coloquei meu telefone em cima de uma pia de mármore, e resolveu.
Quem não quer gastar dinheiro com minimodem, tem um bom telefone e precisa compartilhar sua conexão com um ou mais dispositivos, o Joiku é o canal do sucesso. Recomendo.
Verificando as estatísticas de acesso do MeioBit no último ano chegamos a alguns números bem interessantes:
Em termos de sistema operacional o Windows caiu de 92,56% dos acessos para míseros 91,08%, demonstrando claramente que o Domínio de Redmond acabou. Reconhecendo a derrota, o Galileu Vieira entregou a arma e o distintivo (evangelista Microsoft no Brasil tem que andar maquinado) e foi visto pela última vez nos arredores da Palm…
Já o Linux cresceu. Em 2007 tinham 5,81% dos acessos, crescendo em 2008 para estonteantes 6,41%.
A Apple vem em terceiro lugar, subindo de 1,38% para 2,15%. O que é péssimo para o Linux, que teve crescimento em um ano na casa de 0,6%. O OSX subiu nas estatísticas em 0,77%.
Com esse crescimento por volta de 2034 o OSX ultrapassará o Linux, causando um profundo distúrbio na Força.
Na área de navegadores a grande virada: O Firefox, que tinha 38,12% ano passado fecha 2008 com 47,45%, na frente do Internet Explorer, que ano passado era 1o Lugar, com 57,29%.
O incrível é em terceiro termos o Opera, com 2,98% dos acessos, crescendo 0,26% em relação ao último ano. Só não podem deitar sobre os louros, em 4o Lugar vem o Chrome, com 1,72%.
Aliás, minto. Incrível, incrível mesmo é que há um grupo de puctos que são responsáveis por 0,02% dos acessos ao MeioBit e utilizam… Windows Millenium.
Jon Maddog Hall, o Stallman do Bem propôs um desafio bem legal para a Campus Party, em Janeiro: Um concurso para escolher as melhores criações de músicas e vídeos feitas sob licença Creative Commons e usando somente Software Livre. (mais detalhes aqui)
Até aí tudo bem, não é diferente da Microsoft fazer um concurso e exigir que os programas participantes utilizem .Net ou componentes específicos, embora os freetards chiem quando os Malvados de Redmond fazem esse tipo de concurso.
O problema é que uma brincadeira legal que dará exposição a diversas ferramentas livres, servirá de vitrine para criadores e tem tudo pra ser divertido virou mais um palanque ideológico onde a VERDADE é colocada de lado em nome do evangelismo. Vejam o que diz Marcelo Branco, Diretor-Geral da Campus Party e coordenador da SoftwareLivre.org:
"Os programas comerciais fechados que existem no mercado para criar multimídia custam caro, reduzindo a possibilidade de serem usados por muitas pessoas. E muitas vezes limitam a criatividade do usuário por não permitirem executar determinadas idéias".
Um velho ditado diz para nunca atribuir à malícia o que pode ser explicado pela ignorância, então assumo que o Marcelo ignora COMPLETAMENTE o mundo do software de criação multimídia. Sem falar o próprio conceito de Software Livre.
Marcelo, meu querido, é FREE AS FREEDOM, não FREE AS BEER. Você está apelando pro fator custo quando não é esse o conceito. Converse com o Maddog, ele explica em detalhes.
Quanto aos softwares em si, vamos lá. Já ouviu falar do iMovie? É um dos programas de edição de vídeos mais usados no mundo, quase tudo no YouTube é feito nele. Vem de graça com todo Mac. Se você quiser também pode baixar do site da Apple o iMovie 2006, que tem uma das maiores comunidades do mundo de criação de plugins, efeitos, animações, etc. As especificações são abertas, você pode criar seus próprios plugins.
Ah, conhece esse programinha aqui?
É o GarageBand, um programa de qualidade profissional para mixagem de áudio. Quanto custa? Nada, vem com todo Mac, igual ao iMovie. E se você quiser pode baixar mais 1,2GB de samples para usar nas suas gravações.
No mundo Windows também não é exatamente um horror. O Windows Movie Maker é um editor de vídeos com mais recursos que o iMovie 2008, e uma comunidade MAIOR que a do iMovie. Quer um efeito? Visite estes foruns aqui. Você sairá com um bloquinho de código XML com o que precisa. Não achou? Há um SDK inteiro para o Movie Maker. Aberto o bastante?
Pois é, o Windows Movie Maker vem com qualquer Windows Vista da vida.
Eu apóio software bom, seja livre ou não, por isso uso Firefox até no meu Mac, mas existe uma diferença entre apoiar algo e praticar perjúrio. Alegar que é possível criar bons materiais com ferramentas livres é algo que eu concordo plenamente, mas dizer que as alternativas comerciais são caras e limitantes, aí já é forçar a amizade.
Está ficando difícil defender a Apple, e se continuar assim vou ser obrigado a colar um adesivo do Vista em cima da maçã de meu Macbook, do contrário minha reputação estará em jogo.
As constantes calúnias de que usuários Apple praticam atividade retrofuricular recreativa não são refutadas, quando a própria empresa rejeita aplicações para o iPhone que envolvam criaturas fêmeas do sexo feminino, mesmo simuladas.
Em nome de uma moralidade completamente contrária a um sujeito que viveu os anos 70, Steve Jobs baniu todo e qualquer conteúdo levemente “questionável” da App Store, e quando tenta-se agradar todo mundo não ofendendo ninguém, nivela-se tudo por baixo. O resultado é um produto pasteurizado, sem gosto, sem sal, sem mojo. Sem tesão.
A Apple está parecendo aquele calouro que entrou na faculdade, descobriu-se de esquerda, assumiu a culpa burguesa por tudo de errado no mundo e agora patrulha todo mundo. Se alguém fala que “A Renatinha é gostosa”, o sujeito cai em cima dizendo que essa objetificação da mulher é fruto do capitalismo, que a Renatinha merece respeito enquanto ser humano, bla bla bla. Obviamente nosso amigo NUNCA vai traçar a Renatinha com esse discurso.
A última vítima da sanha moralista da Apple é uma aplicação chamada iBoobs:
Como você pode ver, não faz nada demais. Os desenvolvedores queriam sofisticar o produto, mudando texturas, tamanhos, utilizando a interface de toque, mas como a Apple rejeitou a aplicação, o desenvolvimento foi parado.
Curioso, na Cruzada Moralista de Steve Jobs, é que não há problema o iPhone ter aplicações que simulam consumo de bebidas alcoólicas, sendo que alcoolismo mata muito mais do que tufas.
Fonte: Gizmodo
Um mês antes do Google comprar o YouTube, em 2006, a Warner fechou um acordo onde permitiria que seu conteúdo fosse usado em vídeos, como trilhas sonoras, paródias, etc. Outras gravadoras fizeram o mesmo.
Pelo acordo a Warner ganharia um fixo mais um percentual de publicidade, que era pequeno mas no futuro com a explosão dos vídeos online, seria significativo.
O velho golpe de Esperar o Bolo Crescer fez mais uma vítima, e a Warner não viu a cor do dinheiro, assim como as outras gravadoras.
Agora, após longas tentativas de renegociação não chegaram a um acordo. Na verdade nenhuma gravadora, estúdio, etc chegou a um acordo satisfatório, mas a Warner foi mais longe e iniciou, domingo, a remoção de todo o seu conteúdo no YouTube.
Isso afetou centenas de milhares de usuários, milhões se contarmos os que não vão mais conseguir assistir aos vídeos. O YouTube chegou a publicar um post explicando a situação e pedindo desculpas, mas se a moda pegar e outros estúdios começarem a remover tudo, o YouTube perderá sua razão de ser.
O mais assustador é o quanto as gravadoras não percebem o grau de antipatia que esse tipo de atitude gera.
Fonte: Ars Technica
Isso é mais fácil que bater em bêbado, mas vamos lá. Todo mundo conhece a campanha da Apple “I’m a Mac”, que se não transformou o Justin Long em um astro, ao menos o fez papar a Drew Barrymore, sem falar no PC Guy, John Hodgman, que agora está no Daily Show, com Jon Stewart.
A Microsoft por sua vez lançou a simpática campanha “I’m a PC”, a melhor resposta à Apple em muitos anos.
Como sempre o Linux ficou de fora, mas desta vez a Linux Foundation quer brincar também. Só falta o dinheiro, então estão apelando pra “cumunidade”. Lançaram um concurso onde você faz um vídeo no estilo “I’m Linux”, falando o quê o Linux significa para seus usuários, e com sorte inspirando outros a experimentá-lo.
O mico não sairá de graça, o prêmio é uma viagem a Tóquio, para participar do Simpósio da Linux Foundation no Japão, em 2009.
Vai render bons vídeos? Sinceramente duvido, o pessoal é evangelista demais para brincar com si mesmo como a Apple e a Microsoft fazem. Vide os chatíssimos comerciais do Firefox, que resultaram de concurso semelhante. Mas ter esperança não faz mal nenhum, então faça sua parte. O MeioBit ajudará a divulgar os vídeos nacionais, é só mandar para nosso formulário de contato ou deixar o link nos comentários. Participe, o Poder é de vocês! (vai Planeta!)
Fonte: Linux Foundation
Em 1955 o Coronel Harry Shoup, Comandante do Continental Air Defense Command (CONAD) tomou o susto de sua vida. Era o Auge da Guerra Fria, o mundo estava literalmente à beira de uma guerra nuclear, e o Telefone Vermelho tocando era problema. Só duas pessoas tinham o número: O Secretário de Defesa e o Presidente dos EUA.
O Coronel Shoup atendeu com um “sim, senhor” e do outro lado uma garotinha perguntou “você é Papai Noel?”
Primeiro ele achou que fosse uma brincadeira de alguns dos soldados na base, mas conversando com a menina e depois com a mãe, o mistério foi resolvido: Um anúncio da Sears, com uma linha para crianças falarem com Papai Noel foi publicado com o número errado: O Número da Linha Vermelha Secreta do CONAD, que alguns anos depois se tornaria o NORAD, o órgão máximo de Defesa Continental, uma instituição binacional entre EUA e Canadá.
De brincadeira o Coronel mandou o pessoal dos radares rastrear Papai-Noel, e atender as ligações das crianças. A brincadeira pegou, nos anos seguintes as crianças começaram a ligar mais e mais, e os militares de folga se apresentavam como voluntários para atender na Noite de Natal as ligações. Os dados mais recentes falam de mais de 300 voluntários.
Com o tempo foi criada uma tradição onde na Noite de Natal um alerta soa na Montanha Cheyenne, base do NORAD, e um operador avisa ao comandante que foi detectado um objeto pequeno, do tamanho de um trenó, vindo em direção aos EUA. O comandante informa que é Papai Noel, e manda liberarem permissão para ele entrar no espaço aéreo.
Em alguns anos são enviados caças para escoltar Papai Noel, e desta vez serão dois pilotos canadenses, em F18s.
O NORAD hoje tem um site dedicas" class="" title="">dicado ao rastreio de Papai Noel, em www.noradsanta.org, com textos em inglês, francês, alemão, italiano, japonês, espanhol e chinês. O telefone AINDA funciona, com o número 1-877-HI-NORAD.