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Antes de dar continuidade a mais um artigo desta série, queria falar rapidamente sobre a Conferência de Bali e o que esta acontecendo no mundo em torno do tema do aquecimento global.
Creio que vocês viram nos jornais e noticiários a imensa resistência americana em entrar em consenso com os demais países sobre a importância de controlar a emissão de gases. Diz o ditado popular: pimenta nos olhos dos outros é água – ou seria, “refresco”. Precisou Kevin Conrad (delegado de Papua Nova Guiné, um pobre, porém lindo país, que vai ficar sob as águas se as grandes potências não fizerem nada), pedir a palavra e dizer aos americanos: “Se por algum motivo vocês não querem liderar esse assunto, saiam do caminho e deixem isso conosco”. Os aplausos foram longos e historicamente, todos entraram em consenso. Porém será preciso mais que a Conferência de Bali para ajudar a Terra – não que ela tenha sido um fracasso total, pois só o fato de todos concordarem em um projeto piloto para o reflorestamento, já é um bom avanço. Mas ainda há muito a caminhar até algo concreto começar a ser feito em escala mundial.
Mas onde a Conferência de Bali e outros governos mais falam que agem, a Comissão Européia está iniciando um novo projeto sobre como conter os níveis de emissão de gases. Depois de um ano de piloto para que as montadoras de carros se enquadrassem em determinados níveis de emissão de gases em seus carros, a Comissão Européia publicou (em dezembro de 2007) seus planos para cobrar pesadas taxas por produção de veículos fora dos limites estabelecidos para emissão de gases (Economist – Dezembro 2007). Ou seja: brevemente vai doer no bolso.
Seguindo a série de artigos sobre a Carreira em TI, vou agora comentar um pouco sobre o mercado global: que bons locais existem hoje para trabalhar fora do Brasil? Quais as qualidades mais apreciadas no estrangeiro? O que pesar quando decidir sair do País?
Começo citando uma reportagem da “The Economist” de outubro 2007, que destacou o crescimento de Singapura. Segundo a reportagem, o país está crescendo a uma taxa de 9.4%, e não só tem um dos melhores sistemas educativos da Ásia, mas também um governo que quer crescer e está trabalhando para isso. Singapura, como outros países asiáticos, está em crescente desenvolvimento, e precisa de mão-de-obra qualificada. TI não fica fora desta demanda. China e Índia são também opções na Ásia; a Índia em particular, principalmente porque vários pólos de R&D (Research & Development) estão sendo montados lá.
Falando da Europa, destaco a Inglaterra, Espanha, Polônia, Alemanha e Irlanda. A Inglaterra contém várias das grandes empresas mundiais: IBM, Oracle, Unilever, BAT, Accenture, Microsoft, SAP e outras; a maioria tendo grandes escritórios/sedes em Londres, ou cidades próximas. A Alemanha, precisamente em Frankfurt, também sedia grandes escritórios das empresas citadas anteriormente. A Espanha contém centros de excelência em engenharia e tecnologia de TI e também concentra os chamados “Delivery Centers” de várias consultorias. Irlanda e Polônia também contém grandes “Delivery Centers”, estes mais focados em projetos de desenvolvimento de software, e são uma boa opção para arquitetos e desenvolvedores.
Já faz algum tempo que as certificações estão presentes no mercado de TI. Elas primeiramente nasceram em função da necessidade de especializar os profissionais recém-saídos das universidades, de forma que eles pudessem se preparar melhor para suportar as plataformas e tecnologias predominantes no mercado.
Certamente as certificações também são uma forma da empresa ou entidade certificadora expandir sua presença no mercado; mão-de-obra especializada em determinada tecnologia é um dos pontos considerados no momento de fazer um investimento em qual sistema suportará um grande web site, ou uma plataforma de Supply Chain, Finanças, IT Governance, etc.
Na minha visão, as certificações não substituem o seu diploma da Universidade, elas o completam. Elas dão a você conhecimento detalhado sobre as tecnologias existentes no mercado, e são também uma forma de diferenciar o profissional de TI no momento de conseguir um emprego e também valorizar-se em relação ao mercado e ao próprio empregador.
Assim como várias áreas do conhecimento científico, Tecnologia da Informação tem diversas especialidades, ou seja, não dá para abraçar tudo. O início de uma carreira, normalmente começa pelo lado técnico (eu ainda não vi ninguém sair de estudante, para gerente de TI ou diretor de TI), portanto escolha uma especialidade, e aprofunde-se nela. Com o passar do tempo, você pode ir adquirindo conhecimento básico em outras áreas, com a finalidade de perceber como TI funciona como um todo. Ao mesmo tempo, você irá desenvolver características gerencias e aprofundar seu conhecimento em finanças e outros tópicos, como IT Governance e negócios. Afinal, as organizações de TI existem para suportar o negócio, seja ele qual for.
Resumindo: escolha suas certificações baseado na especialidade que deseja seguir. Se for Infra-estrutura, sugiro as certificações da EMC, Cisco, Microsoft, Sun, ou IBM; pois são as plataformas mais encontradas nas grandes empresas. Caso seja desenvolvimento, opte por Sun (JAVA), Microsoft, BEA, Oracle, Macromedia, CIW, IBM, ou alguma outra certificação Open Source que exista no mercado caso ela seja relevante para a empresa que você trabalha. Quanto às certificações para DBA, sugiro Oracle, Microsoft (SQL Server) ou IBM (DB2).
Atualmente, o PMP tem sido uma certificação bastante atrativa e as empresas tem valorizado os profissionais que a tem. Porém, você precisa comprovar experiência mínima em gestão de projetos para poder submeter-se a prova.
Profissionais certificados em SAP são extremamente procurados e tem normalmente vaga garantida em grandes empresas e consultorias como IBM, Accenture, e DeLoitte.
O mesmo acontece como profissionais que recebem a certificação CCIE da Cisco. Esta certificação, além de exigir o conhecimento teórico na primeira prova, também demanda que, após aprovado no teste teórico, o profissional passe em uma prova de laboratório de 2 dias. Prova esta que testa todos os conhecimentos teóricos em situações práticas de design e troubleshooting. Estima-se que 80% dos profissionais que realizam esta prova, são reprovados na primeira tentativa.
Gostaria de falar mais sobre o tema, porém não quero tornar o texto ainda mais longo. Espero que o artigo tenha ajudado a descobrir um pouco mais das opções que temos hoje quanto às certificações. No próximo artigo sobre Carreira em TI, eu volto falando do mercado global.
Muitas vezes você se pergunta: como começar em TI? Qual especialidade é a melhor? Qual paga mais? Desenvolvimento? Qual linguagem: JAVA? .NET? Infra-estrutura? De que? Redes? Servidores? As certificações realmente diferenciam os profissionais? Como está o mercado brasileiro? E o mercado mundial? E seguem-se mais e mais perguntas sobre qual é o melhor caminho a seguir. Isso quando você não se depara com as mesmas perguntas durante o curso de sua carreira.
Bom, nesta série de matérias, vou comentar um pouco sobre cada interrogação. Não pretendo ter a resposta para todas as perguntas, e nem pretendo descobrir a fórmula mágica do sucesso. Tenho a intenção sim, de contar o que a experiência já me ensinou e o que percebo do mercado, estando nele há mais de 10 anos.
Vamos então à primeira questão: Como se preparar?
Há poucas semanas, o Google Apps lançou outros serviços em sua evolução para se tornar uma opção cada vez mais atraente para as empresas. A suite agora traz a possibilidade de criar e compartilhar apresentações online; traz ainda filtros de spam para o e-mail, bem como a recuperação de e-mails arquivados. Esta tem uma configuração com muitos passos, porém simples. Os filtros de e-mail ainda mostram as estatísticas de tráfego do domínio. Por último, e não menos importante, o e-mail agora tem 25 GB. Isso mesmo, 25 (vinte e cinco) GB.
Até o momento, apenas Universidades e pequenas empresas – isso quando ajudadas por consultorias menores, implantaram a suite Google Apps para fornecer um ambiente de trabalho e colaboração para seus funcionários. Já faz meses que o Google lançou a suite Google Apps como uma alternativa para prover aplicações de processador de texto, planilhas etc, porém ela ainda não desperta o interesse das grandes empresas. Por quê?
É bom que se diga primeiramente que a evolução da suite é espantosa; não lembro nenhuma empresa que tenha evoluído tanto uma suite em tão pouco tempo. Nem a Microsoft quando entrou na batalha com o Lotus 123 & Word Perfect, com sua suite Office.
Porém, a suite Google Apps tem um bom caminho a percorrer. Aqui nos EUA, as grandes empresas têm que obedecer a “Sarbanes-Oxley Act of 2002”, criada depois do episódio Enron, algo que o Google Apps ainda não está 100% compatível. Por exemplo: o usuário tem total controle de onde guardar seus documentos, com quem compartilhar, e para completar não existe a possibilidade de guardar os documentos em outro local que não seja o Google (fora o seu disco rígido com uma copia offline, claro).
Boa parte das grandes empresas nos EUA não utiliza "secure POP", nem POP para transmissão de e-mail para Outlook ou Notes, o que faz do e-mail uma opção pouco atraente para a maioria delas. Também o Google Talk não permite que você restrinja a rede de contatos ao domínio da sua empresa, como você pode fazer com o forum/software/windows_live_mensenger_9_0_beta_em_ingl_s" class="" title="">MSN interno do Microsoft Exchange, ou o antigo Sametime do Notes. Vídeo conferência ainda não apareceu como opção no Google Talk e é algo que as grandes empresas já estão de olho, pois diminui o custo de viagens e melhora a colaboração entre funcionários.
Estes são alguns exemplos do que a suite ainda tem que evoluir, e pelo que tenho acompanhado, creio que vai acontecer. Enquanto isso, ficamos no aguardo de novos serviços e opções.