AppStore com nova cara: definitivamente, bem melhor
Meia-noite e pouco. Ninguém merece ficar em casa. E com convite para ir a um bistrô e beber vinhos. Com mais de 37 graus e nariz, tal qual pia escorrendo, sou obrigada, literalmente, a ficar de molho. Bateu a notícia do novo design da AppStore.
“Demorô,” como se diz por aí. Aquele cinza ou azul sem graça degradê dá lugar a uma tela com fundo branco. Em suma, tudo mais claro. As informações, em vez de estarem na lateral direita, foram ao topo, mais resumidas. Em quase todos os aplicativos, houve a migração. Fui na cola do Ben Parr, do Mashable, e digitei Facebook. E não era que o design continuava velho?
Bom, parece que os manos gringos já estavam de plantão. Em segundos, pipocava no Twitter a notícia.
O que muda mesmo – o botão para compra do aplicativo aumentou ligeiramente de tamanho. E, ao pousar o mouse na flechinha, tem-se a opção mimosa de socializar a informação via Twitter ou Facebook, o que aumenta a chance de dar mais cliques para a Apple.
Será que a mudança no visual vai realmente ajudar os desenvolvedores nas vendas? Pouco me importa. A questão é por que a Apple levou tanto tempo para fazer essa mudança?
Com o lançamento do iTunes 9, tudo tinha sido reformulado. Ou quase. Faltava “o” lojinha com seus respectivos programas. A gerência agradece. A clientela, idem.
Fontes: TechCrunch e Mashable
Nokia Ovi Player: agora sim, um programa decente para organizar suas músicas
Ok, a notícia já está mofando por aí. Mas vamos ao que interessa. Eu usava a versão anterior Nokia Music por obrigação, literalmente. Ao transferir músicas para o celular, ele era o único que enviava as canções de forma organizada.
Com a mudança para o Nokia Ovi Player, anunciada no início de novembro, eu levei um certo tempo para me aventurar. Já vinha com ranço de antes, achava a cara do programa confusa, nunca entendia a organização das músicas, que apareciam repetidas em pastas diferentes.
Ao testar recentemente um Nokia XPress Music, lá fui eu mais uma vez botar a mão na massa. De má vontade por conta do programa, vou logo avisando. Uma coisa é comprar música na loja diretamente do seu celular. Outra é organizar aquela zona toda na tela do seu computador.
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Atualizado o programa, meu status de humor mudou de cara. Qual foi a surpresa ao encontrar um programa mais fácil de navegar e sem tanta confusão? Sério. Mesmo. É preciso acrescentar o seguinte: a biblioteca de canções aqui do servidor do Nomadismo Celular é bem organizada. Até porque são quatro usuários com gostos musicais distintos, levando em conta uma filha de 13 anos e outra de 7 anos. Dá pra entender, não é?
Ao abrir o Nokia Ovi Player, de cara há duas abas, Minha Música e Nokia Music Store. Na primeira, há ícones do computador, celular e leitores. A procura é feita, como em qualquer programa que se preze, por artistas, álbuns, gêneros e recentes (as mais tocadas). Você decide se quer visualizar por capa do CD ou em grade. Tudo em botões fáceis e acessíveis. A velocidade da varredura de todo o conteúdo em áudio nos HDs varia de acordo com o poder do seu computador.
A criação de listas de reprodução é bastante intuitiva. Basta ir ao botão no alto direito da tela e clique.
Claro está que quem passa o dia inteiro na frente do computador (quem não fica que atire a primeira pedra e se cale) quer mais que o mundo se desintegre enquanto ouve ininterruptamente suas listas. E quando dá aquela vontade de retroceder, avançar ou repetir todas até os olhinhos ficarem zuretas, as teclas de atalho estão todas lá na aba Reproduzir.
E o quesito Nokia Music Store? Bom é um capítulo à parte. Se houver pedidos do leitorado, volto aqui e posto, ok?
iPhone: você tuita com que ?
O Twitter invadiu as telinhas de celulares há tempos. Até aí, nada de novo. Na cola vieram alguns programas para ajudar a vida de quem tuita de qualquer lugar e não está nem aí para o seu notebook ou micro de mesa. Basta lembrar do Airbus A320 que fez pouso forçado no rio Hudson, em Nova York, em janeiro deste ano. Do alto de um edifício envidraçado, um sujeito deve ter ficado perplexo ao presenciar o acidente e mandou a informação pelo Twitter. O resto todo mundo já sabe.
Confesso que a primeira vez que tuitei pelo celular foi em 2007. A versão mobile do programa nem existia. Quem fazia a interface era um programinha bonitinho, mais conhecido por Fring, que servia para que donos de contas do Skype pudessem usar seu telefone com Symbian para fazer ligações do Skype para um telefone fixo ou móvel. A meleca era ter de agüentar o barulho irritante quando havia mensagens. Se você seguia muita gente, um horror.
Depois surgiram dezenas de programas para a tuitosfera móvel. Com a melhoria dos navegadores para Symbian e Windows Mobile, bastava escolher o que estivesse disponível. Meu querido amigo Carlos Cardoso, um dos especialistas aqui do MeioBit, parece não abrir mão do Gravity, que opera em Symbian. Já usei e gostei muito, mas é preciso pagar alguma bagatela e ainda não dispus meu cartão de crédito para essa façanha.
E o Twitter no iPhone? Os desenvolvedores do Twitter, creio eu, creem que é mais vantajoso esperar sentados enquanto outros se assanham e criam programas para piar pelo iPhone. Ao menos é o que parece. Na loja AppStore, há vários que podem ser usados gratuitamente. Lembrete: mais da metade não presta.
O imbatível, principalmente para quem quer ter controle sobre tudo o que se diz, por ora, é o TweetDeck. É um navegador que roda em Windows, Mac e Linux. A primeira versão que baixei aqui no servidor do meu SoHo deixava tudo muito lerdo. Não tive muita paciência. Depois ele aderiu a outros serviços: Facebook, LinkedIn, MySpace.
No iPhone, ele parece bem melhorzinho. É o preferido para quem quer gerenciar posts enviados, menções ao nome, hashtags y otras cositas más.
Se a sua ainda é entrar no Twitter do seu celular pelo Safari, lembre-se de que há uma sensível diminuição dos recursos. Não dá pra fazer praticamente nada, a não ser postar. Retuitar seria um luxo. Nota para a versão móvel de um a cinco: 1. E se quiser ir para a versão Standard, aquela que fica diante da tela bem na frente do seu nariz o dia inteiro, reze pra conexão 3G agüentar o tranco.
Caso o TweetDeck seja muito confuso para marinheiros de primeira viagem, há um bem bacaninha que me chamou a atenção recentemente na AppStore: SimplyTweet (pra quem não estiver com seu iPhone à mão). O nome diz ao que veio. Na tela inferior, estão disponíveis quatro recursos: Friends, Mentions, Messages, Search. O quinto é More, para levá-lo a outras funções: Trends, Favorites, Blocked e Misc. E, de quebra, dá pra visualizar os papos furados entre você e seus interlocutores. A versão paga, pra dar uma força pra rapaziada, sai por cinco doletas e serve para quem tem mais de uma conta no Twitter, criação de listas de seguidores, sistema de push, respostas a mais de um interlocutor e bla-bla-blá. Retuitar é mamão com açúcar, bastando abrir a mensagem para cair em outra tela com quatro botões, um deles “RT”. Simples, assim.
Com o mesmo jeitão, o Echofon parece mais simpático aos olhos. Para retuitar, clique e na próxima tela, lá está o botão para essa função. Ao que interessa: postar tem mais recursos, permitindo enviar imagens, a sua localização e abrir a lista dos seus contatos sem obstáculo algum. A versão gratuita não tem frescura alguma para ajustar configurações. Simples, assim. Em compensação, cada “pasta” tem uma cor de gosto duvidoso para ajudar na identificação entre as mensagens do timeline, as mencionadas e as diretas.
O último baixado foi o Twittelator. Segue o mesmo padrão dos anteriores Para acessar os outros recursos, toque no nome de quem você está seguindo para ir a uma tela com nove botões, que mimetizam o estilo Apple. Dá para copiar, retuitar, enviar por email, copiar link, sem encurtá-lo. Ao postar, se quiser, dê sua localização e ponha aqueles sinaizinhos adolescentes. Cuidado, porém, para não perder seguidores contra excesso de ícones.
Meninos, eu revi
Um mercador do conhecimento. Ou o caixeiro viajante da ciência e tecnologia. Jean-Paul Jacob é um mestre do futurismo. Faz previsões, muitas das quais viram produtos, que acabam se popularizando. Quer um exemplo? Em 1989, para uma plateia de centenas de engravatados, o cientista e pesquisador mostrava em um telão o que viria parar nas mãos de qualquer cidadão, com algum dinheiro no bolso, é claro: o computador do tamanho da palma da mão, também conhecido vulgarmente como palmtop, que anos depois aliou-se ao celular e ganhou a alcunha de smartphone. Motivo? Ele não se restringia a um celular ou a uma calculadora.
Todas as traquitanas que ele anunciava na época viriam a se tornar realidade poucos anos depois. Ao final de cada palestra, muito aplaudido, ele saía carregando um computador portátil, que pesava mais de 13 quilos, assemelhando-se às valises de vendedores de beira de estrada. O famoso caixeiro viajante. Quando Jean-Paul Jacob vaticinou que o computador seria minúsculo e caberia na palma da mão, é bom lembrar que aqui em terras brazucas ainda não tínhamos acesso fácil ao computador PC com os disquetes de 5 ¼ polegadas, que só começaram a chegar, por vias do mercado informal, no início dos anos 90.

Nos últimos 20 anos, o pesquisador da IBM vem com regularidade ao Brasil. Presente em palestras, programas de televisão, é fonte garantida da mídia quando o assunto é o que vem por aí. Em encontro com blogueiros, no início de novembro, Jean-Paul centrou sua conversa no quesito saúde e decretou de cara: “A saúde vai mal na era do conhecimento”. Segundo ele, não na mesma progressão que em outras áreas de tecnologia. Sacou de seu laptop (deixando à mostra seu Kindle recém-adquirido), bem mais enxuto do que há 20 anos, telas de uma apresentação, destacando que os erros médicos chegam a matar 100 mil pessoas ao ano nos EUA. “Imagine um acidente aéreo diariamente com morte fatal para todos os tripulantes.” Na opinião de Jacob, é mais seguro viajar de avião do que entrar em um hospital. Ok, é mais seguro viajar de avião do que de carro ou moto.
O pesquisador se queixa da falta de uso de tecnologia para gerenciar informações. “Se tablets, com milímetros de espessura, equivalentes ao tamanho de um cartão de plástico, forem adotados largamente no futuro, todas as informações do pacientes estarão disponíveis a qualquer profissional de saúde.”
Ele citou ainda roupas com sensores para detectar o estado de saúde de passageiros, em aeroportos, além dos ternos anti-H1N1, que não são muito efetivos. Afinal, basta dar um espirro para que a defesa do portador dessa indumentária vá por água abaixo.
“Antigamente remédios eram feitos para curar remédios. Com o conceito de interconexão, as medicações serão feitas para curar certas pessoas de certas doenças. Ou seja, a estrutura genética do indivíduo vai entrar na fabricação e composição do remédio.” Jacob lembra que há cinco anos, a análise de DNA custava 20 mil dólares. Hoje, diz o pesquisador, a análise chega a mil dólares. E deverá custar, em dois ou três anos, 100 dólares, segundo previsões da IBM.
Em um exercício de futurologia, não muito remota, pois já há um produto no mercado, o carro voador poderá se beneficiar dessa interconexão entre o mundo digital e real, levando profissionais de medicina e pacientes para o pronto-atendimento, o antigo pronto-socorro. Jacob mencionou o Terrafugia (), que custa US$ 140 mil.
Ok, o carro voador é uma realidade, mas por que ninguém está comprando o Terrafugia? O pesquisador tem a resposta na ponta da língua, tal qual o mágico com seu truque na cartola ou na manga do paletó.
“Bom ele precisa de uma pista para decolar, um plano de vôo. É preciso ainda questionar se ele é econômico.” Acrescenta também celulares com recursos para telemedicina, com transmissão de imagens de exames de sangue, pressão arterial e jogos para que crianças com câncer lutem contra as células maléficas. Um exemplo viável: jogos para Wii para reabilitar a coordenação motora.
A IBM, por exemplo, vem apostando na campanha Smarter Planet, que não se traduz por inteligência. Em vários campos do conhecimento estamos aproveitando o componente digital. Na Espanha, o Servicio Extremeño de Salud (SES) criou uma plataforma conectando 13 mil funcionários por um sistema de agendamento, capaz de administrar 9 milhões de consultas anuais.
Carros voam, a medicina ainda não tornou tudo assim tão ágil, mas pode apostar que em poucos anos muitas das previsões desse mercador do conhecimento estarão por aí. Pode ser que leve muito tempo para se popularizar. Afinal, em 1990, no Brasil um PC sem disco rígido e dois leitores de 5¼ polegadas custava em São Paulo o equivalente a mil dólares. Nas Casas Bahia ou Pernambucanas, o consumidor leva pra casa de bumbão seu PC com chip bem relativamente poderoso, monitor de tela plana e paga metade dessa mesma quantia em 18 meses.
Não é à toa que o computador passou das classes A e B para as outras camadas. A diarista do andar de cima do edifício onde moro leva mensalmente para sua casa R$ 750. Seu marido, R$ 1.000. Sua casa está equipada com dois computadores e a conexão de banda larga (mas nem tanto) é dividida com as irmãs e primas no quintal. Interconexões? Todas. Ela usa o MSN para falar com sua patroa e administrar as vendas de cosméticos, algo impensável há 20 anos.
Fim das lojas Nokia Store nos EUA e Londres; Brasil? Por ora, mudança de local
A notícia caiu na rede logo na madrugada. Eu estava absorta tentando capturar telas, transferi-las pelo modo dinossáurico do iPhone para o PC, that means, via cabo, e navegando pelo novíssimo e bem reformulado site da Reuters.
A Nokia vai fechar suas duas lojas nos EUA, mercado no qual a líder mundial em vendas de celulares pena há um tempo para conseguir um espaço.
A decoração das lojas da Nokia não difere da de Helsinque
A agência noticiou que o fechamento dos locais fazem parte de uma estratégia para ajustar o foco com as operadoras de telefonia móvel e o varejo.
Melhorar o posicionamento no mercado norte-americano sempre foi uma das prioridades do presidente da empresa, Olli-Pekka Kallasvuo, desde que ele assumiu o comando em 2006.
Apesar de a Nokia ser dona de 40% do bolo em todo o mundo, nos EUA, o market share fica abaixo dos 10%.
Além das lojas em Nova York e Chicago, será fechada também a de Londres.
Assim que a notícia bateu aqui, eu tuitei em seguida (Nokia fecha suas lojas em Nova York, Chicago e, pasmem, São Paulo http://ow.ly/KsvK #Nokia #NokiaStore), e mandei pelo próprio site da Reuters email para dois de seus assessores na agência, pois a notícia incluía a bela e sofisticada loja na rua Oscar Freire, nos Jardins.
A madrugada foi embora e eu junto. Antes das 10h30, recebi ligação de uma das assessoras que já lera o post no Twitter. Eficiência da agência é isso aí. Poucos segundos depois uma resposta oficial. “A companhia está em busca de um local adequado para instalação de sua nova loja na cidade e mais informações serão divulgadas futuramente.” Ok, compreendido. Mas que a loja da Oscar Freire vai fechar, isso vai.
Uma pena. A empresa tentou em vão mimetizar o formato da Apple Store. Quem disse foi Ben Wood, diretor de pesquisas da consultoria CCS e com 12 anos de experiência no mercado de telefonia móvel.
Uma comparação inevitável: a Nokia Store vende aparelhos e acessórios, leia-se baterias, fones de ouvido. Ponto. Ninguém em sã consciência iria desembolsar entre R$ 1.000 e 2.000 por um aparelho de última geração, quando vendedores de telemarketing ligam a qualquer mortal duas vezes por dia para fazer ofertas, contanto que você assine um contrato de fidelização. Nesse bla-bla-blá, o consumidor leva pra casa um aparelho ou gratuito ou em módicas prestações. Tão módicas, que ele nem repara no extrato do seu cartão.
A loja, nesse caso, exerce a função de vitrine. Não é o que acontece com as Apple Store, que vendem desde iPods de todos os modelos e cores, passando por vários tipos de iMac, de mesa e portáteis etc. etc. E o iPhone? Well, ele está lá também, mas o consumidor vai negociá-lo com a operadora.
Meninos, eu revi
Encontro com o pesquisador emérito da IBM, Jean-Paul Jacob, pontua que a saúde vai mal na área do conhecimento e cita soluções da empresa para um planeta mais inteligente
Por Mari-Jô Zilveti
Um mercador do conhecimento. Ou o caixeiro viajante da ciência e tecnologia. Jean-Paul Jacob é um mestre do futurismo. Faz previsões, muitas das quais viram produtos, que acabam se popularizando. Quer um exemplo? Em 1989, para uma plateia de centenas de engravatados, o cientista e pesquisador mostrava em um telão o que viria parar nas mãos de qualquer cidadão, com algum dinheiro no bolso, é claro: o computador do tamanho da palma da mão, também conhecido vulgarmente como palmtop, que anos depois aliou-se ao celular e ganhou a alcunha de smartphone. Motivo? Ele não se restringia a um celular ou a uma calculadora.
Todas as traquitanas que ele anunciava na época viriam a se tornar realidade poucos anos depois. Ao final de cada palestra, muito aplaudido, ele saía carregando um computador portátil, que pesava mais de 13 quilos, assemelhando-se às valises de vendedores de beira de estrada. O famoso caixeiro viajante. Quando Jean-Paul Jacob vaticinou que o computador seria minúsculo e caberia na palma da mão, é bom lembrar que aqui em terras brazucas ainda não tínhamos acesso fácil ao computador PC com os disquetes de 5 ¼ polegadas, que só começaram a chegar, por vias do mercado informal, no início dos anos 90.
Nos últimos 20 anos, o pesquisador da IBM vem com regularidade ao Brasil. Presente em palestras, programas de televisão, é fonte garantida da mídia quando o assunto é o que vem por aí. Em encontro com blogueiros, no início de novembro, Jean-Paul centrou sua conversa no quesito saúde e decretou de cara: “A saúde vai mal na era do conhecimento”. Segundo ele, não na mesma progressão que em outras áreas de tecnologia. Sacou de seu laptop (deixando à mostra seu Kindle recém-adquirido), bem mais enxuto do que há 20 anos, telas de uma apresentação, destacando que os erros médicos chegam a matar 100 mil pessoas ao ano nos EUA. “Imagine um acidente aéreo diariamente com morte fatal para todos os tripulantes.” Na opinião de Jacob, é mais seguro viajar de avião do que entrar em um hospital. Ok, é mais seguro viajar de avião do que de carro ou moto.
O pesquisador se queixa da falta de uso de tecnologia para gerenciar informações. “Se tablets, com milímetros de espessura, equivalentes ao tamanho de um cartão de plástico, forem adotados largamente no futuro, todas as informações do pacientes estarão disponíveis a qualquer profissional de saúde.”
Ele citou ainda roupas com sensores para detectar o estado de saúde de passageiros, em aeroportos, além dos ternos anti-H1N1, que não são muito efetivos. Afinal, basta dar um espirro para que a defesa do portador dessa indumentária vá por água abaixo.
“Antigamente remédios eram feitos para curar remédios. Com o conceito de interconexão, as medicações serão feitas para curar certas pessoas de certas doenças. Ou seja, a estrutura genética do indivíduo vai entrar na fabricação e composição do remédio.” Jacob lembra que há cinco anos, a análise de DNA custava 20 mil dólares. Hoje, diz o pesquisador, a análise chega a mil dólares. E deverá custar, em dois ou três anos, 100 dólares, segundo previsões da IBM.

Em um exercício de futurologia, não muito remota, pois já há um produto no mercado, o carro voador poderá se beneficiar dessa interconexão entre o mundo digital e real, levando profissionais de medicina e pacientes para o pronto-atendimento, o antigo pronto-socorro. Jacob mencionou o Terrafugia, que custa US$ 140 mil.
Ok, o carro voador é uma realidade, mas por que ninguém está comprando o Terrafugia? O pesquisador tem a resposta na ponta da língua, tal qual o mágico com seu truque na cartola ou na manga do paletó.

“Bom ele precisa de uma pista para decolar, um plano de vôo. É preciso ainda questionar se ele é econômico.” Acrescenta também celulares com recursos para telemedicina, com transmissão de imagens de exames de sangue, pressão arterial e jogos para que crianças com câncer lutem contra as células maléficas. Um exemplo viável: jogos para Wii para reabilitar a coordenação motora.
A IBM, por exemplo, vem apostando na campanha Smarter Planet , que não se traduz por inteligência. Em vários campos do conhecimento estamos aproveitando o componente digital. Na Espanha, o Servicio Extremeño de Salud (SES) criou uma plataforma conectando 13 mil funcionários por um sistema de agendamento, capaz de administrar 9 milhões de consultas anuais.
Carros voam, a medicina ainda não tornou tudo assim tão ágil, mas pode apostar que em poucos anos muitas das previsões desse mercador do conhecimento estarão por aí. Pode ser que leve muito tempo para se popularizar. Afinal, em 1990, no Brasil um PC sem disco rígido e dois leitores de 5¼ polegadas custava em São Paulo o equivalente a mil dólares. Nas Casas Bahia ou Pernambucanas, o consumidor leva pra casa de bumbão seu PC com chip bem relativamente poderoso, monitor de tela plana e paga metade dessa mesma quantia em 18 meses.
Não é à toa que o computador passou das classes A e B para as outras camadas. A diarista do andar de cima do edifício onde moro leva mensalmente para sua casa R$ 750. Seu marido, R$ 1.000. Sua casa está equipada com dois computadores e a conexão de banda larga (mas nem tanto) é dividida com as irmãs e primas no quintal. Interconexões? Todas. Ela usa o MSN para falar com sua patroa e administrar as vendas de cosméticos, algo impensável há 20 anos.

