O enterro do Internet Explorer 6 será em março
Por Mari-Jô Zilveti
A notícia da morte do navegador da Microsoft já foi anunciada e repetida ad nauseam em 2009 e no início deste ano. Ontem, porém, estipulo-se, pelo menos, o mês. Quanto à precisão da data, há controvésias. Há quem diga que será no primeiro de março. Ou dia 6. Outras fontes profetizam para os dias 7 e 13. Atenção não é uma sexta-feira, ok?
De blague ou não, foi criado um site para o funeral, o IE6funeral.com e quem quiser participar ou não prenteder dar o ar das graças, gentilmente está convidado a dar um RSVP, programado para o dia 7. A brincadeira, de bom ou mal gosto, vem da Aten Design Group, e cabe ao interessado prestar suas condolências se quiser deixar alguma marca. Vale lembrar que o IE6 já gerou filho e neto, respectivamente, o Internet Explorer 7 e o Internet Explorer 8.
No dia 13 será a vez de o YouTube fechar as portas para o moribundo IE6. A mensagem pode gerar leituras sutis. Tudo depende do ângulo de quem a lê. Quem tiver o IE6 e quiser abrir um vídeo nesse portal será convidado a atualizar o seu navegador. Até aí, ok, principalmente para geeks, nerds e afins. Agora imagine a situação do usuário leigo, o comum, que não tem a menor ideia do que é versão. Isso mesmo, caro leitor, sua mãe, a minha, os avós e a maioria dos mortais apenas entram na internet. E pronto. Não tem discussão.
Não vamos esquecer das empresas que mantêm máquinas de antanho, em que os proprietários sentam em cima do dim dim, quando o administrador da rede ou do suporte faz uma simples menção a comprar mais memória para as máquinas da “firma” ou trocar versões de programas, mesmo que elas sejam gratuitas. Que atire a primeira pedra quem nunca ouviu o patrão ou diretor financeiro pronunciar a frase “Não é prioridade, todo mundo pode trabalhar bem com as máquinas que temos”.
Se você achar isso incrível, no sentido “não dá pra acreditar”, basta checar a presença do Internet Explorer 6. Aqui mesmo no Meio Bit foi postado um texto sobre outro assunto, cujo primeiro parágrafo apontava a pizza de quem é quem. Os dados são da netmarketshare: simplesmente, 20%.
A cruzada contra o IE6 foi vem sendo praticada desde o ano passado. Agora é a vez de outros órgãos se unirem para acabar com a dor de cabeça de produzir códigos para abrir sites para um navegador que já deveria ter saído dos computadores. O movimento dos “sem IE6”, “IE6 no more”, está no ar há meses e vem sendo propagado em todos os cantos, lembrando a todos que esse navegador surgiu em 2001.
A Microsoft, por outro lado, não se faz de rogada. Até discute se vale a pena ou não, mas oferece suporte bonitinho para o seu vetusto navegador, o IE6.
Ok, crédito para os desenvolvedores que não aguentam mais ter de trabalhar dobrado ou triplicado para que um site abra no tal navegador. Outro dia ouvi uma hístória no mínimo curiosa. Um sujeito de uma agência trabalhava em uma equipe responsável para fazer o site de Queen Latifah. Por pesquisas, descobriu-se que grande parte do público que acessava informações sobre essa artista usava o Internet Explorer 5, lançado em 1999. Isso mesmo. Dá para pensar que nos EUA há milhares de pessoas que ainda têm máquinas em casa com chips de antanho? E bota velhice e falta de grana nisso.
Fonte: http://blogs.westword.com/latestword/2010/02/internet_explorer_6_is_dead_–.php
Quem é quem no mercado de celulares, parte 2 – a missão
|
Vendas |
mundiais ao |
consumidor |
em milhões |
de unidades |
|
Empresa |
2009 |
market share (%) |
2008 |
market share (%) |
|
Nokia |
440.881,6 |
36,4 |
472.314 |
38,6 |
|
Samsung |
235.772 |
19,5 |
199.324,3 |
16,3 |
|
LG |
122.055,3 |
10,1 |
102.789,1 |
8,4 |
|
Motorola |
58.475,2 |
4,8 |
106.522,4 |
8,7 |
|
Sony Ericsson |
54.873,4 |
4,5 |
93.106,1 |
7,6 |
|
Outros |
299.179,2 |
24,7 |
248.196,1 |
20,3 |
|
Total |
1.211.236,6 |
100 |
1.222.252,9 |
100 |
Por Mari-Jô Zilveti
Quando o assunto é resultado de pesquisas, sempre é possível fazer várias leituras. No mundo dos fabricantes de celulares e sistemas operacionais, essa cena se repete.
Aqui vão duas vertentes de levantamento para smartphones realizado pelo Gartner Group durante 2009 e revelado em fevereiro. No market share dos sistemas operacionais, o Symbian mantém a liderança, ocupando 47%. A Research in Motion, dona do famoso BlackBerry, vem em segundo lugar. No próximo posto, iPhone OS comparece com 14,4% em 2009. Eu quarto lugar, o Microsoft Windows Mobile, com 9 %, e Android, com 4%. Os demais são o resto. A segunda leitura que pode ser feita aqui é a seguinte: os sistemas iPhone, RIM e Android vêm aumentando seu espaço em velocidade impressionante.
É bom repetir que a categoria smartphone obteve um resultado surpreendente no último trimestre de 2009, com a marca de 53,8 milhões de unidades despejadas nas prateleiras para o consumidor. Trata-se de uma alta de 41% en relação ao mesmo período do ano anterior.
Ok, a plataforma Symbian mantém-se no reinado, mas é preciso bater em outras teclas: a alta de vendas de smartphones em 2009 se deveu ao iPhone OS, que praticamente dobrou seu market share, passando de 8,2%, em 2008, para 14,4%, em 2009. O sistema Android saiu das fraldas com uma quase nada representativa margem de 0,5%, em 2008, saltando para 3,9% no ano passado.
|
Vendas ao consumidor por sistema operacional em milhões de unidades |
|
Sistema operacional |
2009 |
market share (%) |
2008 |
market share (%) |
|
Symbian |
80.878,6 |
46,9 |
72.933,5 |
52,4 |
|
Research in Motion |
34.346,6 |
19,9 |
23.149 |
16,6 |
|
iPhone OS |
24.889,8 |
14,4 |
11.417,5 |
8,2 |
|
Microsoft Windows Mobile |
15.027,6 |
8,7 |
16.498,1 |
11,8 |
|
Linux |
8.126,5 |
4,7 |
10.622,4 |
7,6 |
|
Android |
6.798,4 |
3,9 |
640,5 |
0,5 |
|
Web OS |
1.193,2 |
0,7 |
n/d |
n/d |
|
Outros |
1.112,4 |
0,6 |
4.026,9 |
2,9 |
|
Total |
172.373,1 |
100 |
139.287,9 |
100 |
E o que dizem os especialistas do Gartner? Pode parecer óbvio, mas vamos lá: o sucesso do Android no último trimestre de 2009 deve repetir-se, uma vez que há vários fabricantes apresentando seus respectivos novos modelos com esse sistema operacional ao mercado. Prova disso foi a recente feira ocorrida em Barcelona no início deste mês, a World Mobile Congress. Pergunto: dá para chutar que este ano será do Android? Façam suas apostas. Vamos lá, afinal, especular é preciso.
Extensões para quem navega pelo Chrome
E não é que o Chrome está aumentando sua fatia no mercado de browsers? Em janeiro, a Netmarketshare divulgou as seguintes cifras: o navegador Chrome roubou espaço do Internet Explorer e do Mozilla Firefox. As vantagens desse programa são inúmeras, além da velocidade para abrir páginas, porém uma das reclamações constantes seria a falta de extensões. Seria, porque agora, meu caro, você escolhe a granel. Ok, isso não é novidade, pois elas vêm sendo bombardeadas desde o ano passado, mas há várias de qualidade mais do que satisfatória que podem interessá-lo.
Confesso que até pouco tempo atrás, eu preferia o Firefox. Mudei de vez porque não aguentava os constantes paus toda vez que instalava uma extensão. Desde a instalação do Chrome 4.0, dá para acessar as extensões no canto direito superior, no ícone da ferramenta e acionar Extensões, ou digitar chrome://extensions/. Lá estão as últimas atualizações.
Testei 15 applets, dos quais hoje recomendo cinco. A eles.
Google Mail Checker Plus merece ser baixado por um motivo simples. Em vez de você ter de ir toda hora para a outra aba checar a caixa de entrada, que tal abrir uma janela superior e de lá mesmo mandar várias para o lixo, ler o cabeçalho e as três ou cinco primeiras linhas da mensagem na qual está interessado? Dá também para mostrar o número de mensagens não lidas, arquivar as lidas e decidir o que é spam. A barra de scroll, do lado direito, é útil para fazer uma leitura diagonal.
Ok, muita gente prefere instalar add-ons na barra de favoritos de seu browser. O Del.icio.us, uma rede social para guardar favoritos e compartilhá-los, se for o caso, não foge à regra. Mas, para não lotar sua barra de favoritos com esses applets, a extensão do Chrome para esse programa é perfeita. Atenção, há várias disponíveis. Eu gosto quando abre uma outra janela na tela, e meu site escolhido não sai do lugar. Daí escolhi a Chromium Delicious plugin – Versão: 1.1.2. Já logado, basta você acrescentar as tags e anotações e decidir se será público para seus contatos ou privado.
Outra irritação para quem está com seu navegador aberto é ter de acionar o famoso comando Alt+Tab para ir a um programa de gerenciamento de Twitter ou para outra janela do browser. Cheguei a usar o TwettDeck, mas o considero muito pesado e não tenho a menor paciência para sair do browser e ir para um outro aplicativo. O Chromed Bird resolveu minha falta de vontade de usar o comando Ctrl+Tab para mudar de aba. Toda vez que há pios de quem eu sigo, o passarinho avisa. Abre-se uma janela com várias opções em abas. Se você quiser tuitar de lá mesmo, melhor ainda. Detalhe importante: ele vem com um campo para encurtar urls. Depois dessa, para que vou sair da janela onde estou lendo um texto!
A extensão criada para acessar o Facebook dá conta do recado. Está tudo lá: perfil, amigos, caixa de entrada, atualizações. Esses recursos ficam na aba Home. Em chat, quem estiver disponível para teclar vai aparecer com um sinal verde. Notificações de eventos ficam ao seu alcance. Ao acessar o item Extensões, Escolha Facebook for Google Chrome.
E, por último, experimente baixar o Flickr Popup. Após a instalação, caso não esteja logado na sua conta do Flickr, cadastre-se. São quatro abas na tela principal, que dão acesso às suas atividades mais recentes em outros álbuns, a suas fotos postadas, aos seus contatos. Em More, há mais recursos, entre eles fotos em destaque e o recurso de buscas.
Aguarde para breve mais cinco testes com as extensões do Chrome. É bom avisar que seria uma covardia comparar o números de applets oferecidos para o Firefox, que também merece um post, uma vez que há inúmeros applets bem úteis para o dia a dia de qualquer internauta.
Caso não tenha gostado de nenhuma delas, siga os sábios conselhos de Carlos Cardoso, que, recentemente, publicou aqui no Meio Bit um post intitulado A melhor extensão do Google Chrome. Eu adorei.
Mobile Google Buzz na tela do seu computador
Por Mari-Jô Zilveti
Nada como alguns dias para começarem a surgir as dicas, armadilhas, atalhos, malandragens ou o nome que lhe der na telha. O Google Mobile Buzz nasceu com propósito diferente do Google Buzz. O primeiro tem interface integrada ao Google Maps, com recursos para ver quem está perto de você, desde que o GPS do seu celular esteja acionado e você queira fornecer essa informação. Se quiser ler ou reler sobre o assunto, intitulado Google Buzz no seu celular, quer dizer, no iPhone, o post explica tudo.
A dica é como levar a interface móvel para o seu celular. Mais do que isso, o comando permite que você visualize os buzzes das redondezas e o mapa do Buzz. Simples assim, acione o link https://m.google.com/app/buzz?force=1#~buzz:view=me.
Próximo passo: permitir que o Google Gears entre em ação. Depois, clique em Menu para ver Nearby Buzzes. Daí, pule para o recurso que quiser. Lembre-se, porém, de que seu computador de mesa ou portátil costuma vir sem o chip de GPS, mas já dá para brincar e ver quem está por perto e dizendo exatamente o quê. Aqui em São Paulo, o papo que rola nos balõezinhos costuma ser sobre o trânsito ou sobre chuva, pois a cidade tem sido fortemente castigada pelos alagamentos. Culpa da natureza? Ou?
Cansado de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e quetais? Rume para Nova York para saber o que o povo de lá anda pensando. Clique em Menu > Search Map e digite algum endereço de Manhattan (1550, 5th avenue, New York, NY) e depois navegue pelas ruas. A tela acima mostra um mobile-internauta lendo “The New York Times” no Central Park. Com esse frio e neve, eu ainda prefiro ler na tela do celular ou notebook ou do desktop. Cada maluco em seu galho.
Estatísticas do uso de celulares nos EUA
Por Mari-Jô Zilveti
Os americanos do norte passam cerca de três horas diárias navegando na rede pelos seus celulares, precisamente, 2,7 horas. É o que diz estudo realizado pela Ruder Finn. O site é bacaninha e vale a pena passar o mouse em vários itens para esquadrinhar quais segmentos são mais ou menos usados pelo consumidor dos EUA dotado de telefone móvel com acesso à internet.
Um ponto chave: a maioria deles (91%) entra na web para fazer um social, comparado aos 79% usuários tradicionais da internet. Mais: dos que fazem parte de comunidades, 47% usam redes sociais, 45% postam comentários nessas redes e 43% se conectam a outras pessoas pelas redes sociais.
Vale notar que do povo que adota as redes sociais, 35% comentam fotos em serviços do tipo Flickr e Picasa e 33% postam fotos nos ciberálbuns.
No quesito compartilhar informações, alguns dados relevantes: Dos 88% que dividem o que veem, 38% encaminham fotos, 32% linkam sites com amigos e familiares e 28% mandam adiante links de artigos, sem esquecer que 27% dividem documentos, apresentações e imagens com intuito profissional.
A metodologia do estudo é atualizada, segundo o site, trimestralmente. A cada período, colhem-se informações de uma amostra de no mínimo 500 cidadãos adultos com mais de 18 anos.
A pesquisa indagou aos entrevistados com que frequência eles usam seus celulares para acessar a rede em 295 itens. Os resultados revelam que o impulso é o fator principal que os leva a esse comportamento.
Google Buzz no seu celular, quer dizer, no iPhone
Desde o anúncio do Google Buzz com transmissão ao vivo, eis o assunto da hora, do dia, da semana. Barulho não faltará por um bom tempo. Confesso que entrei esbaforida no serviço e fiquei deslumbrada. Passado o êxtase, me indaguei se não era mais uma rede social para roubar o tempo. Depois achei que era o caso de testá-lo comme il faut, no celular, afinal foi feito um estadardalhaço sobre seu uso para quem transita com seu aparelho conectado na web.
Sofri um tantinho para entender que o Galaxy Samsung, um dos primeiros aparelhos a vir com Android, não pode usar o tal do Google Buzz.
Motivo simples: o novo produto só funciona na versão 2.0 do sistema operacional do Google, leia-se Motorola Milestone, HTC Magic e Nexus One, e em iPhones. A culpa é de quem, perguntariam minhas filhas? No oráculo do século 21, uma possível resposta: somente quando os coreanos da Samsung atualizarem o firmware, pobres mortais donos de Galaxy Samsung poderão fazer buzzzzz em seus telefones.
Assim que pude resgatar o iPhone deixado em casa, pois o dia todo estivera com o tal Galaxy e o N97 nas mãos, lá fui abrir o kit Google. Ao entrar em minha conta de Gmail, apareceu o balãozinho colorido automaticamente.
O grande atrativo do Buzz no celular é poder se beneficiar dos serviços que ele oferece de localização. Antes de fazer o primeiro comentário, lá vem a pergunta se você autoriza tornar público o seu local. É bom avisar que o Google Maps + iPhone funcionam por triangulação, ou seja, além do GPS, há também o contato com a operadora aos satélites. Isso ocasiona uma margem de erro não muito interessante, com falha na precisão de até 700 metros, algo impensável para quem quer o local exato e conseguir rotas do lugar onde se encontra.
Mas você vai lá e aceita o local mais próximo ao seu. No Buzz, pressione o botão Nearby para checar o que seus amigos dizem. Enquanto isso, vai surgir na tela um aviso de quem o segue. Abra-a e decida se vai atrás desses novos contatos.
O serviço vai carregar a sua lista de amigos e mostrar do lado esquerdo um ícone escrito Layers, as famosas camadas.
No Layers, você encontra as opções Satellite, Traffic, Latitude e Buzz. Acione uma por uma para ter uma ideia do que acontece com a tela do seu iPhone.
Em Latitude, você cai na tela dos seus amigos conectados nesse programa. Se eles estão há dias sem atualizar seus locais, perde a graça. Daí é preciso clicar em Map novamente e nos balões.
Ao acioná-los, dá para ler o que os “buzzeiros” de plantão estão postando. Eu diria que o novo brinquedinho vale a pena para quem quer dicas ou simplesmente ler o que se diz por aí.
No computador, ele exerce uma função diferente: serve mais para postar vídeos, fotos e textos mais longos. No celular, ele é ideal para xeretar o que rola perto ou longe de você. Basta definir suas vontades de voyeur. Afinal Janela Indiscreta, filmada por Alfred Hitchcock, não fica a dever em nada ao burburinho que o Buzz vai causar por aí.




