Dúvidas? Google Talk Guru tudo sabe, tudo responde
Vez ou outra, olhando as estatísticas de acesso dos blogs onde escrevo, me deparo com termos curiosos que algumas pessoas utilizam em buscadores para chegar até meus textos. Entre o esperado e o bizarro (e, acredite, tem muito termo bizarro), chama a atenção aquelas consultas que parecem ter sido feitas a outros humanos. Perguntas.
A ideia do Google como um oráculo às vezes é levada ao pé da letra. As pessoas usam o campo de texto do formulário de pesquisa para fazer perguntas. É a esperança de todos que, um dia, os algoritmos dos buscadores sejam avançados a ponto de compreenderem e entregarem respostas a perguntas em linguagem humana, mas ainda não chegamos lá. Estamos no caminho, o Wolfrang|Alpha tem essa proposta, dentre outros estudos e tecnologias na área, o próprio Google já tenta fazer esse papel, mas a coisa como um todo ainda engatinha.
Em 2015, Windows Phone será o segundo sistema móvel mais popular do mundo

Nokia Windows Phone
Previsões na área de tecnologia são quase como roletas-russas: você pode tentar prever algo hoje, até usando parâmetros concretos, mas uma reviravolta ou mesmo um pequeno detalhe que mude num ponto-chave da indústria pode inviabilizar esse cenário futurista.
A IDC previu, num recente relatório, como estará o mercado de smartphones em 2015. Sem surpresa, o Android aparece no topo da lista, com 45,4% do mercado. Em segundo lugar, errou quem disse iOS/iPhone, errou quem disse BlackBerry, errou ainda mais quem lembrou do Symbian. Segundo a IDC, em 2015 o Windows Phone 7 será o segundo sistema mais popular do planeta, respondendo por 20,9% do mercado de smartphones. Em terceiro estará o iOS (15,3%) seguido do BlackBerry (13,7%). Na lanterna, o Symbian, com quase invisíveis 0,2%.
O ranking fica assim:
Early adopter só se f…erra: economize MUITO comprando produtos “velhos”

Fila, em Dallas, para comprar o iPad 2. (Foto por Larry W. Smith/EFE)
Existe uma velha máxima na tecnologia, que a maioria dos leitores do Meio Bit deve conhecer, que diz que “early adopter só se ferra”. Trocando em miúdos, isso quer dizer que quem anda na crista da onda (ouch!) e compra no impulso, ou mesmo de forma planejada, lançamentos, corre sérios riscos.
Quais? Vários. Antes mesmo de colocar as mãos no produto, já paga mais caro só pelo fator novidade. Há exceções, descontos para quem realiza pré-venda, mas acredite: esse desconto é menor se comparado à queda de preço que esse mesmo produto sofrerá dali a alguns meses. E tem outros, mais sérios, como defeitos na linha de fabricação (oi, Sandy Bridge!), qualidade aquém do esperado (Xoom, taí?) e quedas imediatas de preços poucos dias após o lançamento (é contigo, Homefront).
Amazon oferece “test drive” de apps para Android direto do seu site
Quando a Amazon anunciou que lançaria uma loja de aplicativos para Android, a pergunta principal era: “para quê?”. Já existe o Android Market, AppBrain, tantas, além do que lojas de aplicativos não são obrigatórias na plataforma Android — você pode distribuir um app do seu site, sem erro.
Veio o lançamento, chutando bundas com Angry Birds Rio grátis e exclusivo e o controle de qualidade que tanta falta faz no Android Market oficial. Hey, isso pode dar certo…
Software Center do Ubuntu 11.04 trará test drive de aplicativos
Você olha as screenshots, lê a descrição e as avaliações de outros usuários… Parece que, enfim, encontrou o software certo para suprir uma necessidade. Mas aí instala e vê que, por um detalhe (ou por muitos), ele não serve para você. Perda de tempo e carregamento de dependências e outros inconvenientes que a instalação/remoção de um programa gera.
Mas e se fosse possível testar de forma prática e rápida, numa camada separada da do sistema operacional instalado na máquina, o programa antes de instalá-lo? É o que promete a Central de Software do Ubuntu 11.04, ainda em desenvolvimento. O recurso “Test Drive” permitirá a qualquer interessado testar um aplicativo num servidor remoto antes de instalá-lo. Veja no detalhe:
Aprenda, Murdoch: WordPress.com ganha formatação especial no iPad

WordPress.com no iPad: interface otimizada. (Clique para ampliar)
Ah, os “apps” para iPad que nada mais são que sites com efeitos visuais e conteúdo multimídia. Inúteis. O conteúdo já está na web, a Apple oferece recursos e documentação para formatar páginas especialmente para o iOS, com direito a rotação, efeitos de transição e outras coisas específicas. Nesse cenário, qual a lógica de fechar seu conteúdo para um tablet e privar o resto do mundo de consumi-lo?
O iPad (e os demais tablets, para esse efeito) realmente pede uma abordagem diferenciada. A interação entre usuário e máquina está em outro nível, longe do mouse e do teclado. Mas o que muda é a casca, não o recheio. Embora muito fanboy da Apple pense o contrário, quem tem um iPad não merece conteúdo exclusivo e/ou diferenciado apenas pelo fato de ter um iPad. Ele merece, sim, uma experiência própria. E isso a própria web é capaz de entregar.

