Análise entre Flash e Silverlight
A Smashing Magazine fez uma ótima análise, técnica, sem fanboyismo entre as duas tecnologias mais proeminentes do mercado em aplicações RIA: Flash e Silverlight. Como era de se esperar o Flash é melhor na maioria das categorias testadas, mas o Silverlight se apresentou forte em outras e a decisão para optar entre uma ou outra, depende da necessidade do projeto e dos usuários finais.
Por exemplo, eles consideraram o modelo de animação do Silverlight melhor e mais robusto que o do Flash. Em compensação, o Flash possui melhor compatibilidade entre plataformas e maior suporte a formatos de imagens.
O que pode gerar surpresa é que o Silverlight ganhou na categoria Vídeo/Audio, um dos carros-chefe do uso e distribuição do Flash hoje. Isso não significa, obviamente, que se algo é melhor, será mais usado.
Leia o artigo, vale a pena cada tópico para decidir o que usar no próximo projeto e entender as limitações da escolha que for feita. O resumo da análise:
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É fato que a Microsoft melhora o Siverlight a cada nova versão. A Adobe não está parada e pelo visto, pela primeira vez, haverá alguma concorrência no mercado de Rich Internet Applications. O Flash e o Silverlight possuem limitações como qualquer outra tecnologia. O Flash possui um modelo de animações que depende de um arquivo de som vazio para manter o timing correto, por exemplo. É uma limitação que persiste desde suas primeiras versões. O Silverlight está disponível direto da Microsoft apenas para Mac e Windows e com suporte limitado a outras plataformas como Open Solaris e Linux.
Fonte: Smashing Magazine
CPUs com Suporte ao Windows XP dentro do Windows 7
Uma das exigências de hardware para ter o Windows XP virtualizado dentro do Windows 7 é uma CPU com a tecnologia VT-x que não está disponível em em várias famílias de CPUs. Por exemplo, eu não pude testar o Windows XP Mode porque a CPU que estou usando na máquina de testes do Windows 7 é um Core 2 E4500.
Abaixo, um guia de referência rápido para quem vai comprar um novo notebook ou fazer um upgrade na plataforma Intel. Com tantas famílias com e sem suporte, é um verdadeiro campo minado.
Já os donos de de CPUs AMD, as coisas são bem mais fáceis, já que praticamente tudo o que eles fabricaram possui suporte ao AMD-V, mas para ter certeza, faça o download do AMD Virtualization™ Technology and Microsoft® Hyper-V™ System Compatibility Check Utility. Phenoms e toda a linha Athlon XP já possuem as instruções.
AMD Mobile: todas as CPUs exceto Sempron e Turion K8 Revisão E
AMD Desktop: todas as CPUs exceto Sempron e pré-Revisão F Athlons
Para Intel… as tabelas abaixo:
Update: Correção na tabela de desktop. A primeira linha informava os processadores errados como tendo o VT.
Fiz uma verificação no site da Intel também, com os outros processadores.
Fontes: Toms Hardware, CNet, Intel
Google será investigada por indexar livros. Monopólio?
O Departamento de Justiça dos EUA está analisando um acordo feito pela empresa para digitalizar livros em bibliotecas e disponibilizá-los online. Muitas publicações em domínio público poderão ser descarregadas gratuitamente. Outras, consideradas órfãs, na qual não há mais interesse da indústria em republicá-los ou os responsáveis e/ou autores não conseguem ser mais contactados.
As obras que ainda são protegidas por Copyright terão trechos disponíveis para leitura, mas para que ela seja lida, a empresa quer facilitar a compra das mesmas. Isso não parece ser o motivo da disputa e sim a inexistência de outra empresa que faça a mesma coisa no mercado. O medo dos reclamantes é que a Google possa arbitrar os preços desses serviços e não haverá opção.
Então é assim: Google indexa livros, que são publicados e os que ninguém mais tem interesse. Separam um fundo para remunerar autores a digitalizar os livros. Isso mesmo, eles pagam os autores para poder colocar o livro online. Se o livro tem Copyright, ele é protegido e a Google pode intermediar a compra. Os que não são protegidos, você olha de graça com propagandas.
O problema: só a Google faz isso.
Fonte: BBC
Amazon Kindle DX: Quero um de Natal
Se você acabou de sair de uma caverna onde morou nos últimos anos, não deve saber o que é o Kindle. É um produto da Amazon para leitura que utiliza uma tecnologia chamada e-Ink (Eletronico Paper Display), que possui as mesmas propriedades e conforto de leitura visual do papel. Não há luz de fundo ou emissão de qualquer tipo e a tecnologia imita as propriedades do papel, como o contraste.
A Amazon anunciou hoje o novo companheiro do Kindle 2, o Kindle DX, uma versão mais parruda, voltada para um público que precisa de telas maiores e mais armazenamento. A outra versão é muito boa para leitura de livros de bolso, aqueles livros que compramos em aeroportos e rodoviárias. O problema é que livros universitários, revistas e jornais são feitos em um formato que exige mais espaço, principalmente por causa da quantidade de gráficos usada.
- Tela: 9.7 polegadas, diagonal, tecnologia E-Ink® electronic paper display, 1200 x 824 pixels, 150 dpi e escala de cinzas.
- Dimensões (cm): 26,4 x 18,3 x 0,97.
- Peso (massa, para os GNU/Físicos): 536 gramas.
- Armazenamento: 4GB embarcados (3.3GB livres para conteúdo do usuário).
- Bateria: 4 dias com o wireless ligado ou 2 semanas com ele desligado.
- Carrega em 4 horas, via cabo USB.
- Conectividade: EVDO, 3G.
- USB 2.0 (micro-USB)
- Formatos suportados: Kindle (AZW), PDF, TXT, Audible (formatos 4, Audible Enhanced (AAX)), MP3, MOBI (desprotegido), PRC nativo; HTML, DOC, RTF, JPEG, GIF, PNG, BMP através de conversão.
- Preço: 490 dólares
Imagine um livro qualquer, cheio de esquemas, fotos e diagramas, tudo apertado na tela. Eu só não comprei um Kindle até hoje porque a maioria dos livros que eu tenho são justamente os livros longe de ser os melhores para ser lido num espaço apertado de 6 polegadas. Veja uma tabela comparativa:
Existem atualmente 275 mil livros disponíveis para compra direta na Amazon e com o suporte ao formato PDF, ainda mais possibilidades se abrem, principalmente no meio acadêmico. Sabe aqueles tomos enormes que os alunos são obrigados a carregar para cima e para baixo? Estão com os dias contatos em algumas universidades americanas que adotarão o dispositivo ainda esse ano.
O único problema inicial que eu vejo no Kindle DX? Custar 490 dólares ou duas placas de vídeo, ou um subnotebook top de linha ou mais do que qualquer console de última geração. Ainda assim eu quero um de Natal.
Fonte: Amazon
Engines de Games para Criar Arte
Os engines dos jogos tornaram-se ferramentas muito completas de computação gráfica, uma espécie de agregador de mídias para criar uma experiência única.
Mas e se o objetivo fosse recriar cenas de filmes, como uma obra de arte? Esse foi o desafio lançado no Game-Artist e os ganhadores foram anunciados. Os 3 primeiros colocados usaram a CryEngine 2. Os prêmios também não foram nada modestos.

Cena de Blade Runner e ganhadora do concurso. A imagem acima tem 196.635 triângulos. Mais detalhes sobre a produção aqui.

Hook (A Volta do Capitão Gancho) ficou em segundo lugar. São 189.164 triângulos e os detalhes estão nessa página.
Outras obras que participaram da competição podem ser vistos aqui.
E se você busca aprender mais sobre engines gráficas, produção 3D e computação gráfica para games, há um post no fórum deles com links para vários tutoriais para CryEngine2, Source e Unreal 3.
Fonte: Ars Technica

TI e Suporte: Não culpe o software livre
Quem nunca ouviu alguém numa empresa culpar software open source ou livre por causa de problemas técnicos, saiba que há um problema de percepção.
As empresas precisam economizar para maximizar lucros, baixando preços e uma das saídas que muitas encontraram foi usar software livre. Mas aí surge um pequeno problema: isso muitas vezes é feito por filosofia dos profissionais de TI contratados e não por avaliação técnica. Aí quando acontece algum problema e o “pessoal da TI” não sabe resolver, quando confrontados:
“Foi pedido a solução mais barata possível. Encontramos essa que atendia aos requisitos na época e não tem mais barato do que de graça. Não gastamos nada com licenças.”
O problema aparece quando por qualquer motivo, aquele software livre ABC não funciona com o hardware XYZ ou é incompatível com o programa XPTO. E aí o software livre é usado como bode expiatório: não tem ninguém para reclamar/exigir/processar/etc e que a comunidade não tem urgência para o SEU problema. Se a empresa não quer investir para que o trabalho seja feito, porque exigir o comprometimento comunitário?
Se a escolha foi errada, não culpe depois se o conserto ou alteração custa o mesmo que uma licença comercial. Total Cost of Ownership (TCO) em alguns casos, pode até ser maior com o FOSS, portanto não existe isso de almoço gratuito. O dinheiro apenas flui de forma diferente.
Dentro de empresas, o suporte aos usuários é feito pelo departamento de TI. Cabe a esses profissionais decidir prós e contras de uso de software livre ou proprietário. Depois não adianta culpar o FOSS em geral porque a sua decisão foi filosófica e não técnica. Pense, pese prós e contras, há riscos tanto em software fechado (falência, cancelamento, venda a terceiros, etc) quando livre (estagnação, lentidão de correções, poucos desenvolvedores, etc).


