Digital Drops Blog de Brinquedo

Oracle Univertisity: Educação e Aprimoramento Continuado e… Java não morreu!

Por em 20 de dezembro de 2010 - 10 Comentários

Entre os dias 7 e 9 de Dezembro, fui ao Oracle Open World em São Paulo e gostei do que ví. Esse é o primeiro post de uma série que mostra um Brasil que eu desconfiava que existia, mas testemunhar é diferente.

O Brasil está crescendo, e MUITO, no interior do país. O Agronegócio está se informatizando a passos largos e todos os setores, rural, industrial e de serviços, estão contratando. Se você, como eu, vive em uma capital ou cidade com mais de 1 milhão de habitantes, prepare-se para uma surpresa ao longo dessa série.

Reclamação constante dos empresários: faltam profissionais de tecnologia. Ouvir isso direto de quem contrata, tem um peso. O Oracle Mundi está todo baseado em Java. IBM e SAP também.

Há demanda para quem saiba desenvolver, implantar, gerir e arquitetar soluções. Documentar e modelar processos, gerenciar projetos, análise e design de aplicações. Por isso a Tecnologia da Informação está absorvendo pessoal de várias áreas com embasamento de exatas, notadamente Engenharia, Administração e Economia. Mas absorvem também muita gente da área de Comunicação. Eles se especializam e o empresariado contrata.

Uma crítica é a dificuldade de se encontrar treinamento no Brasil em áreas especializadas. Se eu quiser comprar um curso de Oracle Siebel, presencial, só nos EUA. A explicação dada é que o produto é específico demais para gerar interese de pessoas físicas. São treinamentos dados dentro de empresas. É uma espécie de sinuca: para trabalhar na área, é preciso estar trabalhando nela me primeiro lugar.

Pelo menos existem várias opções de cursos em CD/DVD, cursos online, cursos online com instrutor. O material vem direto da Oracle, é bem mais barato e tem opções que dificilmente serão encontradas no mercado, já que o próprio aluno cria o curso.

A orientação também está online com guias de aprendizado, os Learning Paths e cursos necessários para certificações.

Empresas que faturam centenas de milhões por ano não pulam em novas tecnologias cool do momento. Eles precisam de muito suporte, aplicações e gente com capacitação além de linguagens de programação.

Exemplo? Digamos que você é o responsável por modelar todos os processos de negócio do setor de laticínios e derivados de uma empresa. Ou seja, precisa analisar o negócio, documentar e modelar de forma que possa ser aprimorado e entendido por pessoal técnico, gestores e até mesmo usado em ferramentas.
Um curso de Oracle SOA Suite 11g: BPEL Component Overview, parece ser uma boa idéia para um analista de negócios, por exemplo.

A boa notícia para muitos de vocês, leitores e profissionais é que esses mesmos empresários que reclamam da falta de mão de obra acabam por pagar bem quando encontram talento. Mas lembre-se que muitos desses bons empregos estão em cidades médias e não nas grandes capitais.

Para quem procura por treinamento Java, um bom começo é o Java Training.

Fontes: Oracle Open World e Débora Palermo, Gerente Sênior do Oracle University

emArtigo Indústria Meio Bit

Windows Phone 7 Marketplace Lançado: Brasil está dentro, vamos exportar software?

Por em 11 de outubro de 2010 - 3 Comentários

Durante o Mix 2010 foi anunciado que o Brasil faria parte dos primeiros 30 países no lançamento mundial do Windows Phone 7 Marketplace.

Desenvolvedores e empresas podem comercializar desde já aplicativos e jogos tanto para o mercado nacional quanto para os outros 29 países participantes. Para esclarecer algumas dúvidas e os detalhes, conversei com o Galileu Vieira da Microsoft durante 40 minutos para obter os detalhes.

Desenvolver aplicativos em que? A orientação básica é a que vemos abaixo.

Silverlight, Aplicativos. XNA, Games

A recomendação da Microsoft para desenvolvimento. Nada impede que jogos sejam feitos em Silverlight também.

E como a base é o .Net, um aplicativo feito para Windows Phone 7 terá o mesmo executável para rodar no Desktop ou na Web. Em XNA, ele irá rodar no XBox 360 e no Windows.

Obviamente, se um aplicativo é mal arquitetato, o desenvolvedor terá dificuldades em migrar seu software entre plataformas. A regra de aplicativos em 3 ou N camadas e com boas práticas de orientação a objetos facilita a migração de bibliotecas e lógica. Altera-se a interface e tem-se o mesmo produto em 3 plataformas diferentes.

CUSTO
O preço de venda das aplicações é determinado pelo desenvolvedor ou empresa. Para comercializar as aplicações, paga-se uma anuidade de US$ 99,00 com direito de até 5 aplicativos gratuitos e ilimitados comerciais. O motivo inicial desse limite em aplicações gratuitas é evitar um grande número de programas em fase alfa ou beta e o MarketPlace ser inundado por aplicativos e games de baixa qualidade ou em fase inicial.

Updates das aplicações publicadas não são cobrados e estão dentro da taxa anual.

Quem possui acesso ao programa para estudantes DreamSpark pode usar o MarketPlace sem a taxa anual de US$ 99,00 para vender suas criações e há um limite de 2 games ou aplicativos gratuitos.

COMO DESTRAVAR UM TELEFONE?
Para que seu telefone Windows Phone 7 torne-se uma máquina com ambiente de desenvolvimento, basta pagar a anuidade acima e o telefone pode entrar em development mode com depuração, testes, etc.

Telefones destravados para desenvolvimento só permitem instalar até 10 aplicativos por fora do MarketPlace, uma das formas de coibir a pirataria.

FERRAMENTAS
A Microsoft manteve a promessa: custo zero, para sempre. O kit de desenvolvimento inteiro, incluindo as ferramentas Expression para desenvolvimento de interface são free of charge, free beer mesmo.

E não é uma versão “capada” ou limitada. Quem possui o Visual Studio Ultimate, terá incluso dentro do ambiente mais opções de aplicativos, mas quem fez o download e instalou em uma máquina sem nenhuma outra ferramenta, terá os mesmos recursos disponíveis.

O emulador disponível é uma máquina virtual com o Windows Phone 7 verdadeiro dentro dela. Nada de mapeamento de APIs ou simulação do que seria o SO.

Download aqui.

DRM
O DRM está presente para fornecedores de conteúdo na forma do PlayReady, compatívels com antigo Windows Media DRM.

COMO EXPORTAR?
Para exportar é necessário localizar seus produtos pelo menos em inglês e colocá-los como disponível no mundo inteiro. Mas lembre-se que vender software para a Espanha, em espanhol, ajuda a vender mais.

O MarketPlace permite que você venda seus produtos em Euro e receba em Reais, com depósito em conta bancária. E isso serve tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. Não é preciso abrir empresa para participar.

Por enquanto, o dinheiro será feito por “wire transfer” internacional, ou seja, estará sujeito às regras e taxas desses tipo de operação até que seja totalmente internalizado. Funciona assim:

Se você vendeu 1000 dólares do seu Combat Tic-Tac-Toe para brasileiros, o dinheiro chegará na sua conta como um depósito feito do exterior, com taxas e conversão operados pelo banco.

ADWARE, PROPAGANDAS e ASSINATURA
O sistema de propagandas nativo da Microsoft está disponível apenas para os EUA, mas não há qualquer tipo de bloqueio para que você crie o seu ou use de terceiros. Um exemplo, o AdMob, comprado pelo Google, pode ser usado.

Não foi implementado um sistema de venda de itens dentro de games, mas também não está bloqueado. Ou seja, se você criar o seu MMO e vender cavalos alados cintilantes por 25 dólares, não há problema algum.

Ainda não há um sistema de assinaturas criado, como o usado por periódicos ou games. Da mesma forma como outros acima, pode-se usar o sistema de terceiros ou desenvolver o seu próprio. (reparou que há uma boa oportunidade de negócio em desenvolver APIs que a MS não lançou?)

CONCLUSÂO
Dúvidas e observações, incorreções, deixe seu comentário. Os que desenvolverem algum produto, anuncie no nosso fórum ou entre em contato direto conosco.

Agradecimentos: Ao Galileu pela entrevista e à Marcela Martins da FSB pelo apoio.

emArtigo Artigo Celular Indústria Meio Bit Mercado Mobile Software

Agências de Viagem vs Internet: Turista economiza até 50% em viagem ao exterior

Por em 8 de setembro de 2010 - 41 Comentários
Bay of Kotor, Perast, Montenegro

Baía de Kotor em Perast, Montenegro

Steven Levitt, autor do livro Freakanomics e Super Freakanomics, menciona no primeiro livro que a Internet tirou a vantagem de quem ganha com desinformação. Um exemplo disso são as Agências de Turismo. As comissões e lucros deles estão atreladas ao turista não ter ideia alguma do custo real dos serviços.

Com a Internet,  pode-se pesquisar e reservar hotéis, comprar passagens de trem, ônibus, reservar  carros e programar passeios turísticos com pequenas agências no destino. As vantagens são maior independência e economia suficiente para fazer uma segunda viagem.

Para desespero das  agências de turismo, os turistas conectados crescem a cada ano e são mais difíceis de cair em arapucas como as das passagens de trem pela Europa.

Dica 1: Compre suas passagens de trem
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emArtigo Destaque Dicas Internet Meio Bit

Trailers de Games: Parece filme, não é, quero comprar

Por em 23 de agosto de 2010 - 22 Comentários

Estamos no último ano da primeira década do século XXI. Entraremos nos anos 20 10 em menos de 6 meses e olhando a evolução dos games, nos últimos anos, notamos um salto não apenas tecnológico, que é o mais óbvio, mas qualitativo.

A indústria de games amadureceu muito e há uma clara convergência, ou mistura, como queira, entre profissionais e executivos da indústria cinematográfica que voltaram seus olhos, talentos e dinheiro para os “joguinhos”.

Procurando por novos títulos e olhando novidades, fiquei realmente pasmo em como os trailers ficaram bons. A qualidade e o investimento aumentou ao longo dos anos e depois das amostras abaixo, vejo que realmente os games foram reconhecidos pelo que são: a oitava arte.

A função de um trailer é vender um jogo, suas ideias, incentivar o apetite do gamer para decidir pela compra, seja ela de impulso ou planejada.

Continue lendo, ou melhor, assistindo e depois dê a sua sugestão.

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Carga tributária brasileira sobre o Kindle chega a 100%

Por em 8 de julho de 2010 - 32 Comentários

Se depender nas nossas leis tributárias, um equipamento como o Amazon Kindle, um sub-sub-sub computador capaz de reproduzir livros e periódicos, não será popularizado tão cedo.

Por ser capaz de fazer outras coisas, como o download do livro, tocar mp3 e transformar as palavras escritas em som para deficientes visuais, muitos o consideram um computador. Com isso, nada de imunidade tributária.

Como os impostos são aplicados de forma cumulativa, ele chega a 100% do valor final.

O imposto de importação é aplicado inclusive com o valor frete. Isso faz com que o Amazon Kindle custe US$ 379,00 e as obrigações aduaneiras a acachapantes US$ 380,46! Ou seja, cumpre o seu papel de desestimular o consumo e restringir o acesso a dois grupos: os com poder aquisitivo e os praticantes de descaminho (ok, contrabando, eu quis apenas usar o termo correto).

A lei brasileira garante imunidade tributária a livros, periódicos e jornais assim como o papel na qual são veiculados. (Art. 150, VI, d, CR/88). Uma decisão do Supremo Tribunal Federal estendeu esse direito a um CD ou DVD que seja a meio de distribuição de um livro.

emComputação móvel Meio Bit

Android 2.1 para Milestone da Vivo #Fail

Por em 6 de maio de 2010 - 31 Comentários

Essa semana a operadora Vivo, antigas Teles, usou de toda a sua herança de estatal para lançar uma atualização OTArios para o Motorola Milestone.

O upgrade é uma atualização do Android 2.0 para 2.1 e olha o que eles esqueceram de testar:

– Motonav, o aplicativo de GPS.
– A doca que vem com o aparelho.

O usuário atualiza e perde o aplicativo de GPS. Não importa se é a versão premium de 60 dólares ou trial.

Felizmente, os usuários fizeram o serviço que nem a Vivo, nem a Motorola fizeram: criaram procedimentos para restaurar os dois aplicativos. Leia o Norbies para instruções sobre como solucionar os problemas.

Incompetência pouca é bobagem: custava tanto assim TESTAREM o GPS depois de atualizarem os SEUS aparelhos e dos funcionários?

Como se isso não fosse pouco, um dos comentários no blog sintetiza o serviço de suporte das operadoras de telefonia celular do Brasil:

Bom dia.
Fiz minha atualização ontem e encontrei os mesmos problemas relatados pelo colega “Robinson Bonventi”. Tentei contato com o atendimento da Vivo, mas definitivamente não funciona, os atendentes não sebem o que é Android, e por vezes até Milestone. Tempo gasto nessa operação: 2 horas ininterruptas, todas devidamente gravadas por mim. Solicito uma solução breve, pois “comprei” a licença do Motonav e agora estou sem o produto.

Fonte: Vivoblog1 e Vivoblog2

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15 extensões do Google Chrome para desenvolvedores

Por em 28 de abril de 2010 - 3 Comentários

4-28-2010 9-26-42 AM

Um dos grandes trunfos do Firefox foi a Mozilla ter criado o browser também como uma plataforma para construção de extensões. O resultado foi algo que praticamente todo mundo quem trabalha com web já sabe: virou ferramenta.

Não quero nem lembrar como era depurar uma página no IE antes do Firebug ou do Web Development Toolbar. Era um exercício interminável de tentativa, erro e alerts. A Microsoft no MIx 2010 apresentou algumas novidades para o IE9, mas não chega aos pés da variedade de extensões que auxiliam o desenvolvimento no Firefox e agora, no ótimo Google Chrome.

A mera existência do Web Toolbar e do Firebug Lite eu já estaria muito satisfeito, mas a lista de 15 aplicativos (ou extensões, como queira) deve entrar para o seu pen drive de backup e ferramentas essenciais.

Dica: Leo Borges
Fonte: 15 Google Chrome Extensions for People Who Build Websites

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