Digital Drops Blog de Brinquedo

Rec6 implementa pacote de mudanças sugeridas por bloggers

Por em 30 de novembro de 2006

O Rec6 implementou algumas das principais sugestões da blogosfera brasileira (1, 2) nas últimas semanas. Já é possível realizar buscas, denunciar notícias inadequadas, manter-se logado entre diversas sessões e publicar em seu blog a quantidade de votos do post. Também é possível, experimentalmente, acompanhar artigos relacionados a algum outro. Além disso, foram realizadas pequenas alterações visando evitar spam e inserção de notícias de autopromoção. Alguns algoritmos também foram ligeiramente modificados. Foram 3 semanas de muito trabalho. Estamos a todo vapor.

A equipe do Rec6 também agradece o apoio e críticas que vem recebendo, vendo-as como essenciais para o sucesso da ferramenta. Também aproveitamos para reforçar alguns pontos importantes sobre nosso posicionamento:

1. Nosso foco é relevância.

Trabalhamos todos os dias para trazer notícias mais relevantes. Por isso, as vezes pecamos em alguns pontos, como não seguir alguns webstandards.

2. Gostamos do simples

Não acreditamos que trazer diversas funcionalidades vá necessariamente tornar a ferramenta melhor. Menos é mais.

3. Gostamos de poucas categorias

Muitas categorias trazem menos, e não mais, usuários. Foco é tudo.

Prometemos também mais novidades para esse final de ano e uma enorme novidade para o ano que vem. Aguardem.

Um abraço de toda a equipe Rec6

emInternet

Rec6 disponibiliza conteúdo através de widget

Por em 9 de novembro de 2006

O site de edição colaborativo Rec6, começa a compartilhar seu conteúdo disponibilizando através de um widget a opção de bloggers ou webmasters colocarem em seus sites blocos de notícias do Rec6. O site gera, conforme as opções do usuário, um javascript que deve ser colocado no código fonte. É possível personalizar o design pelo prório widget ou alterando o css do site.

É uma boa opção para quem deseja aprimorar o conteúdo do seu próprio site com o conteúdo do Rec6, que vem colaborativamente escolhido com a ajuda de centenas de publicadores.

emInternet Miscelâneas

Digg.com: Revolução editorial?

Por em 11 de outubro de 2006

Tem-se falado muito sobre o Digg.com. Nos EUA, é um fenômeno. Você sabe o que é e como funciona essa revolução na publicação editorial?

Para falar do Digg, a melhor coisa é defini-lo antes: um site onde as próprios leitores enviam as notícias e decidem quais serão exibidas na capa, sem qualquer intervenção externa. Ou seja, quem faz o conteúdo são os próprios usuários. Só isso. E saem coisas maravilhosas.

É difícil de acreditar, mas em pouco tempo a popularidade do site superou o New York Times online e vem duplicando de tamanho a cada dois meses. Em menos de 1 ano foram lançadas três versões, apareceram novas categorias, novidades do DiggLabs e muito espaço na mídia. Tudo isso com um punhado de servidores e uma dúzia de funcionários.

A verdade é que ninguém entende o Digg. Os usuários não são pagos, mas vasculham a internet inteira em busca da melhor notícia para que sejam votadas e “subam” para a capa. Essas notícias vêm de canais de notícias, blogs ou até mesmo página pessoais. Uma vez na capa, esse site recebe dezenas de milhares de visitas. O usuário que postou a notícia não ganha nada (a não ser que tenha postado uma notícia do próprio site) e quem votou para que ela fosse enviada a capa também não. E mesmo assim são mais de 1 milhão de colaboradores buscando classificar o que é bom ou não naquele mundo de links.

O fenômeno Digg é também uma vitória de bloggers e outros geradores de conteúdo anôninos. Agora é possível que um pequeno artigo tenha projeção equivalente à publicação de um grande portal, basta que ele tenha conteúdo de interesse aos usuários. Muitas vezes a divulgação no digg é desconhecida pelo próprio autor e os servidores desses pequenos sites não aguentam tantos acessos repentinos e acabam caindo.

Enquanto isso, ainda há quem diga que o modelo é ultrapassado, referindo-se a existência do Slashdot, que usa há alguns anos um sistema parecido. Não vejo dessa maneira. Existe essencialmente uma enorme diferença entre os dois: o digg é simples. O slashdot, complicado. Simplicidade é tudo.

Demanda Reprimida

Tem-se discutido muito sobre o excesso de conteúdo atual da Internet. O tempo disponível diminui cada vez mais e cada vez mais somos expostos a mais informações. Como saber o que é realmente relevante? Nesse contexto, um site que consegue organizar os conteúdos de forma extremamente eficiente, utilizando-se das opiniões dos próprios usuários, atinge em cheio essa demanda reprimida. Não é de se estranhar tamanho sucesso.

Uma pitada de comunidade virtual

Não é verdade que o digg se baseia totalmente em conteúdo. O aspecto social do site é muito forte. Existe uma disputa forte entre os usuários para saber quem traz notícias mais relevantes, um sistema de comentários bem movimentado e até mesmo perfil de usuários.

Há alguns meses a Netscape.com, que trouxe um clone do digg online, teria tentado trazer para seu site os melhores postadores, pagando-os para US$1000,00 mensais para desempenharem tal serviço. Não funcionou.

O outro lado da história

Mas o digg não são só maravilhas. Recentemente houve diversas denúncias de que haveria manipulação da posição das notícias, principalmente quando referia-se a algum concorrente. De fato ocorreu. Diversos links do reddit.com, principal concorrente, desapareceram inexplicavelmente.

Também está em discussão a ação de grandes grupos fechados de usuários que podem estar controlando as publicações da capa, agindo em blocos e promovendo notícias de seus interesses. Para eles, os fundadores limitaram-se a dizer que novos algoritmos impediriam esse tipo de atuação.

Mas fica a pergunta: um sistema tão democrático, utópico e principalmente valioso não estaria sujeito a ser corrompido por grupos com interesses diversos?

Alternativas brasileiras

No Brasil, o fenômeno digg ainda não pegou. Estão nascendo agora as primeiras iniciativas. Muitas delas pecam nos aspectos mais básicos. Venho coordenando uma das que acho a mais promissora: o Rec6. , com foco em Tecnologia, Gestão e Negócios.

emInternet