Digital Drops Blog de Brinquedo

Entrevista com Pedro Dias

Por em 22 de outubro de 2008

Este artigo deveria ser a parte 2 do Google Search Masters, mas a agenda lotada – tanto minha quanto a do Pedro Dias – responsável por Search Quality para mercados de Língua Portuguesa do Google – acabou fazendo com que precisássemos adiar um pouco a publicação desta entrevista.

No Google Search Masters, fiz uma pré-entrevista informal com o Pedro, que é um dos profissionais de maior relevância do Google para o nosso mercado. Depois refinamos as perguntas e respostas por email com base nesta conversa – afinal, as respostas literais dele são muito melhores do que a minha interpretação do nosso bate-papo.

Então, com exclusividade para os leitores do Meio Bit, com vocês, Pedro Dias:

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1. Fale um pouco sobre você e sobre seu trabalho no Google.

Em primeiro lugar, quero agradecer o interesse em entrevistar-me. O meu trabalho no Google é primariamente focado em prevenir a presença de spam nos resultados de pesquisa, de modo a que os nossos utilizadores não sejam afectados; ainda este ano, Udi Manber escreveu dois posts que explicam um pouco mais acerca da Equipa de Qualidade os quais podem ser lidos aqui e aqui. No entanto, comunicar com webmasters é também uma parte importante no meu trabalho. Desde há cerca de um ano e meio que iniciámos as comunicações com webmasters, lançámos um Grupo de Ajuda e fizemos alguns posts no Blog da Central do Webmaster, mas também através de conferências, como o Google Search Masters 2008 onde tive a oportunidade de conhecer tantos de vocês, e outras iniciativas, como esta entrevista :).

2. Como você vê o nível de conhecimento de webmasters e blogueiros (as) brasileiros(as) com relação aos produtos e serviços do Google em comparação com outros países?

Frequentemente digo que os Bloggers são uma valiosa geração de comunicadores, eles desempenham um papel importante desde a partilha de informação e expressão de pensamentos, até ao desenvolvimento de novas ideias e conceitos. O Brasil é um dos maiores geradores de conteúdo online com milhares de blogs e páginas pessoais surgindo literalmente a cada momento; isto é uma excelente contribuição para uma comunidade saudável. No entanto é um mercado ainda em desenvolvimento onde o número de blogs promissores e sites com conteúdo acessível é ainda baixo quando comparados com a quantidade de conteúdo de qualidade que permanece menos acessível. Há a necessidade de alargar a comunidade Brasileira online trabalhando para uma maior acessibilidade de conteúdos de qualidade.

3. No Google Search Masters conversamos sobre quantidade e qualidade de conteúdo produzido em língua portuguesa. Fale um pouco sobre isso e sobre o que pode ser feito para melhorar este cenário.

Tal como referi na minha resposta anterior, existe um número relativamente baixo de conteúdos de qualidade acessíveis, há muitos sites que ainda têm muita informação em DOCs, PDFs e outros tipos de documentos menos acessíveis em vez de formatos optimizados para a Internet como HTML. Existe a necessidade de trabalhar para tornar estes conteúdos facilmente acessíveis, que consequentemente contribuirão para um nível mais elevado da partilha de conhecimento.

Gostaria também de ver um maior nível de interacção entre webmasters, muita gente vai ao Grupo de Ajuda, fazem a sua pergunta e uma vez obtida a resposta dificilmente voltarão ao Grupo de novo. Seria formidável se todos tentassem pelo menos responder a uma pergunta de outro membro, partilhando o seu conhecimento. Tenho certeza que há imensas perguntas que a maioria dos leitores desta entrevista poderiam responder muito facilmente — ajudar os outros é uma maneira de aprender mais ainda — isto seria um excelente catalisador para uma comunidade online saudável.

4. Punições: existe muita discussão com relação a este assunto. Em alguns casos, o motivo da punição é claro, em outros não. Por que isso acontece e qual a melhor forma de lidar com esta situação, em ambos os casos?

Uma vez que não vou entrar em especificidades no que respeita a penalizações, gostaria de passar alguns conselhos.

Certifique-se que o seu site é primariamente feito para humanos e não para motores de busca. Se acredita que foi alvo de penalização — por exemplo, se o seu site sofreu uma queda brusca ou desapareceu completamente dos resultados – aqui ficam os 5 primeiros passos que deve considerar:

1. Crie uma conta de Ferramentas para Webmasters — é grátis!
2. Leia as Directrizes de Qualidade do Google;
3. O seu site viola alguma das directrizes?
4. Se sim, modifique o seu site de maneira a que este respeita as Directrizes de Qualidade do Google;
5. Submeta o seu site para reconsideração utilizando a sua conta de Ferramentas para Webmasters.

Após estes passos simples, se ainda não conseguir encontrar uma solução, poderão sempre pedir conselhos á nossa excelente comunidade de webmasters no Grupo de Ajuda.

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5. Qual o maior desafio do Google no mercado brasileiro (e de língua portuguesa, em geral), atualmente?

O maior desafio no mercado de língua Portuguesa é, mais uma vez, fazer o esforço extra de tornar todo o conteúdo de qualidade existente facilmente acessível e de partilhar as boas práticas, promover conhecimento e experiência para o resto da web de língua Portuguesa. Gostaríamos de ver em Português uma variedade de conteúdos igual a outros mercados, como por exemplo o Inglês.

6. Conteúdo duplicado: embora isso tenha sido abordado brevemente no evento, este assunto  é muito discutido porque afeta diretamente os rankings.

6.1 Quando é que a reprodução de conteúdo parcial (como citações, por exemplo) é considerado conteúdo duplicado e como lidar com isso?

Conteúdo duplicado tem sido um tópico bastante popular recentemente. Nós devemos sempre considerar qual a intenção, se o conteúdo duplicado pretende ser enganoso e manipular os mecanismos de busca, ou se é uma duplicação não maliciosa e se deve simplesmente ao modo como os websites e motores de busca funcionam.

A maioria dos motores de busca gosta de variedade, e prefere mostrar-lhe dez resultados diferentes numa página de resultados em vez de dez URLs diferentes em que todos têm o mesmo conteúdo.

Conteúdo duplicado pode afectar o seu site de diversas maneiras, mas a menos que você tenha feito duplicação deliberadamente, é pouco provável que resulte em penalização.

Por volta do início de Setembro, a nossa colega Susan Moskwa escreveu um post excelente acerca de desmistificar conteúdo duplicado, artigo que recomendo a leitura e onde a maioria das questões são abordadas e respondidas.

6.2. Qual a melhor forma de lidar com conteúdo duplicado quando se é o autor original?

Estamos constantemente melhorando a identificação de conteúdo duplicado, e percebemos que em muitos casos a culpa não é do webmaster que por vezes é afectado, existe um artigo na Central de Ajuda que recomendo a leitura.

Se foi alvo de cópia, isto simplesmente levará a vários processos com o intuito de determinar a fonte original do conteúdo — algo que o Google consegue fazer muito bem, pois na maioria dos casos o conteúdo original é correctamente identificado, não havendo quaisquer efeitos negativos para o autor do conteúdo.
Além disso, se o seu conteúdo tem um link para a fonte desse conteúdo — o seu blog/site –, mesmo que seja alvo de cópia, o PageRank será sempre atribuído à fonte desse conteúdo.

Um colega de Search Quality escreveu um artigo acerca de conteúdo duplicado causado por copiadores por volta de Junho de 2008, o qual recomendo a leitura vivamente.

6.3. E as redes de blogs que agregam conteúdo de diversos blogs com autorização dos mesmos? São os inícios dos posts (resumos) considerados conteúdo duplicado? Quem perde relevância neste caso e qual a melhor forma de lidar com esta situação?

No caso de agregadores, a melhor prática seria a escolha de não indexar os posts feitos pelos seus membros, mas como sabemos, nem todos seguem esta regra. Mas não se preocupem, como referi, o Google está cada vez melhor em identificar a fonte de conteúdos, e se por um lado o conteúdo agregado pode ser visto como algo original — para o qual a comunidade agregada contribui –, por outro lado nós daremos sempre mais importância á fonte desse conteúdo.

7. Esta vem diretamente do nosso grupo Google Search Masters:

Em 15/09/2008 foi lançado o Blog para Webmasters em espanhol, contando, inclusive, com algumas entrevistas com Matt Cutts. Quando teremos essa novidade em português?

Por enquanto ainda não temos planos para lançar um blog dedicado a webmasters em Português, porém isso passou pelas minhas ideias várias vezes e é algo a ser considerado no futuro. O Matt disse-me que na minha próxima ida a Mountain View — ou ele a Dublin — terá todo o gosto em fazer uma entrevista comigo :).

8. Entendemos por que a venda de links de texto é punida pelo Google. No entanto, o que torna a venda de links diferente da venda de espaço publicitário em outros formatos que não utilizam o “nofollow”?

Qualquer tipo de publicidade deve seguir os mesmos princípios, de ser útil para os utilizadores e de não manipular os motores de busca. Se tem qualquer tipo de publicidade que passe PageRank através de qualquer tipo de links, e se por alguma razão não pode incluir a tag nofollow, recomendamos que esses links sejam redireccionados através de uma página excluída da indexação.

9. Para encerrar, indique as melhores fontes de recursos e informações do Google, para webmasters e bloggers, em língua portuguesa – tanto para desenvolvedores novatos quanto para usuários mais avançados. E se deixamos de perguntar algo que você considere de relevância para desenvolvedores e bloggers no Brasil, por favor faça também menção ao seu conselho/recomendação.

O Blog do Google Brasil e o canal do YouTube do Google Brasil são óptimas referências que devem subscrever, muitos dos recursos em Inglês são publicados em Português através destes canais.

Se ainda pretendem mais informação, recomendo definitivamente uma visita ao Grupo de Ajuda a Webmasters e abrir tópicos de discussão em que estejam interessados, o Grupo não é apenas para perguntas e respostas, mas um local onde webmasters são encorajados a partilhar conhecimento e boas-práticas.

———————

Ao Pedro, muito obrigada pela disponibilidade e gentileza em nos ceder um pouco do seu tempo, partilhando estas informações conosco. Espero que tenham gostado da entrevista e termino com alguns links complementares sobre o evento – não incluídos no artigo anterior.

Vídeos oficiais do evento (incluindo a palestra do Pedro)

Fotos oficiais do evento

Post no Ego Strip (blog do Pedro Dias) sobre o evento

emDestaque Entrevista Google

Google Search Masters 2008 – Parte 1

Por em 30 de setembro de 2008

Aconteceu no hotel Ceasar Park Faria Lima em São Paulo, dia 24 de Setembro, o Google Search Masters 2008 – evento gratuito voltado a webmasters interessados em ampliar seu conhecimento sobre a plataforma de busca e produtos do Google. Estive presente registrando tudo sobre o evento:

Organização:

O evento foi organizado pela equipe de marketing do Google (que fez um trabalho simplesmente impecável, sendo a simpaticíssima Diana Cerveira a maior responsável pela organização no local), com suporte da Agência Ideal na coordenação do atendimento à imprensa e a blogueiros. Foram aproximadamente 600 pessoas para ouvir palestrantes de diversos países e tudo correu com absoluta perfeição: credenciamento bem feito na entrada, tradução simultânea das palestras, coffee breaks bem servidos, um almoço descontraído no hall ao lado do local das palestras, brindes e, lembrem-se: tudo gratuito. A Marina Zveibil, da Agência Ideal, coordenou as entrevistas individuais com palestrantes, disponíveis aos profissionais com credencial de imprensa, como eu, dando todo o suporte necessário com muita simpatia e atenção. Nota dez para a organização; meus agradecimentos à Diana e à Marina.

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Palestrantes e conteúdo das palestras:

O Google reuniu uma equipe de palestrantes de primeira linha composto por nomes como Adam Lasnik (Search Evangelist), Pedro Dias (Search Quality para mercados de Língua Portuguesa), Ben D’Angelo (Webspam), Rajat Mukherjee (Custom Search, Related Search and Alerts), Daniel Loreto (líder de um projeto experimental dentro da área de Pesquisa do Google), Francisco Gioielli (Engenheiro de Vendas do Google Enterprise) e Fernando Delgado (Associate Product Manager). Estiveram presentes, também, na abertura do evento, o próprio Alexandre Hohagen e Felix Ximenes – a quem quero estender meus agradecimentos pela cordialidade em nos receber como convidados de imprensa.

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Os assuntos abordados foram abrangentes e todas as palestras foram seguidas por um espaço para perguntas da platéia – infelizmente não muito bem aproveitado do ponto de vista de quem já tem alguma familiaridade com os conteúdos apresentados, pois muitas das perguntas foram bastante básicas.

Houve quem considerasse também o conteúdo das palestras um pouco superficial, mas sejamos realistas: em um evento para 600 pessoas (webmasters existem de todos os tipos), é inevitável que se tenha uma platéia extremamente heterogênea. Com isso em mente, entregar conteúdo que agrade todo mundo é uma tarefa impossível. Em conversa com o Pedro Dias, falamos exatamente sobre isso. É uma questão diretamente ligada ao público com níveis de conhecimento diferentes.

Os destaques, na minha opinião e de muitos com quem conversei, ficararam para as palestras do próprio Pedro Dias (que tem um contato mais próximo com webmasters no Brasil) e do Adam Lasnik (que entregou uma apresentação bem humorada e fez considerações em tom muito transparente e honesto). Tive o privilégio de conversar com ambos – com o Pedro ao final do evento e com o Adam, com quem tenho contato há muitos anos e nos deu o prazer de sua companhia durante o almoço.

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(com Adam Lasnik durante o almoço)

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(com Pedro Dias no final do evento)

Alguns dos assuntos interessantes mencionados foram:

- Indexação de conteúdo em Flash, texto e imagens – prós e contras, problemas e soluções

- Conteúdo duplicado e identificação de autoria original

- Relevância de conteúdo

- Webmaster tools e Wembaster central

- Custom Search

- Na palestra do Daniel Loreto, que falou sobre o futuro da pesquisa, ele disse que a tendência é criar condições e ferramentas que possibilitem o acesso a todo e qualquer tipo de informação em uma infinidade de formatos, a partir de qualquer dispositivo ou computador. Com isso em mente, mencionou a Pesquisa Universal (Universal Search), que centraliza todos os tipos de busca (por fotos, notícias, blogs, imagens, vídeos, etc). Falou também sobre Book Search (e todas as possibilidades de estruturação e cruzamento de  informações que a ferramenta vai potencialmente possibilitar), indexação de áudio e reconhecimento facial e de voz.

- Fernando Delgado, que encerrou as palestras falando sobre novos produtos, apresentou o Knol (esclarecendo as dúvidas sobre a diferença entre ele e a Wikipedia) e explicou sobre tradução automática.

De uma forma geral, o evento foi um sucesso. Mais proveitoso em termos de conteúdo para aqueles com conhecimentos mais básicos, proveitoso de qualquer forma para todos os demais, que tiveram a oportunidade de entrar em contato com o time de primeira do Google.

Estamos aguardando a publicação das fotos e vídeos oficiais, mas por enquanto as fotos do grupo no Flickr podem ser vistas aqui.

Fica também a dica do grupo de discussão criado pelo Nando Kanarski do Undergoogle antes do evento – que eu agora também co-administro. Aos interessados em debater assuntos relacionados ao Google (ferramentas, otimização, busca, eventos, etc), façam seus cadastros no link abaixo:

http://groups.google.com.br/group/google-search-masters-brasil

emDestaque Google Indústria

Utterz: conversas em multimídia

Por em 29 de julho de 2008

Em um artigo anterior, eu mencionei um serviço chamado Utterz e prometi escrever sobre ele em mais detalhes:

O Utterz é um site interessante que pode ser utilizado para finalidades diferentes, mas a base do seu funcionamento é permitir que usuários postem conteúdo em forma de texto (com o usual limite de 140 caracteres), áudio, imagens e vídeo, que podem ou não se transformar em conversações (dependendo da finalidade do conteúdo postado).

Se, por exemplo, um usuário publica um vídeo fazendo uma pergunta a outros usuários, ela pode ser respondida utilizando qualquer uma das formas mencionadas acima (ou uma combinação delas). O Utterz tem características muito similares ao Twitter e outros serviços do gênero, mas ao invés de apostar na total simplicidade (como é o caso do Twitter), aposta em oferecer alternativas multimídia que enriquecem as interações.

Se você está pensando que isso complica demais as coisas sem necessidade, não se engane: eles construíram o site de tal forma que a simplicidade de uso se manteve intacta. Áudio e vídeo, por exemplo, podem ser gravados diretamente pelo site, embora exista a opção de fazer upload dos arquivos também:

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Além destas opções, updates em qualquer formato podem ser enviados pelo celular e por email, o que significa total mobilidade aos usuários. O Utterz tem números de telefones em vários países para possibilitar a gravação de áudio diretamente de celulares, para que você possa ler e ouvir respostas enviadas e você, além de uma série de outras funções. O Brasil ainda não tem um número próprio, mas é provável que em breve passe a ter.

Assim como no Twitter, a home do site mostra os updates mais recentes, que podem ser também filtrados por popularidade:

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Outra similaridade com o Twitter é a possibilidade de seguir outros usuários, o que garante a natureza social do serviço. Pessoas com os mesmos interesses desenvolvem conversas em torno destes assuntos de interesse comum.

O que é postado no site, no entanto, não fica restrito a ele. Estas são outras opções de republicação de conteúdo:

1. Feeds RSS

2. “Cross-posting”: todo conteúdo postado no Utterz pode ser enviado simultaneamente a outros serviços, inclusive para blogs:

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3.Três opções de widgets configuráveis que podem ser colocadas em qualquer website/blog e são atualizados automaticamente conforme novos updates são postados – e eles podem, inclusive, ser filtrados de acordo com critérios definidos pelo usuário:

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4. Quer enviar um update específico para alguém ou colocar um player em um post de blog com um áudio gravado? Simples: basta usar a opção “send”, que o Utterz mostra todas as alternativas, incluindo o código “embed” do update:

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Serviço redondinho, simples de usar e com possibilidades de uso diversas. Fica a dica.

emÁudio Vídeo Fotografia Comunicação Digital Dicas Internet Web 2.0

Del.icio.us anuncia que nova versão do site será lançada em breve

Por em 28 de julho de 2008

Uma nova versão do site de social bookmarking, del.icio.us, estará saindo do forno em breve, conforme anunciado no blog oficial. As mudanças vêm sendo anunciadas faz tempo; em março foi mostrada uma prévia do redesign:

O anúncio oficial não dá nenhum detalhe sobre as novidades, mas eles parecem estar preocupados em avisar os usuários que todos serão deslogados do sistema quando a nova versão for ao ar – e orientam para que todos se lembrem de seu nome de usuário e senha e aproveitem enquanto estão logados para atualizar seus endereços de email para recuperação de senha, caso venha a ser necessária.

Uma das mudanças que passará a ser oficial diz respeito à URL do site: você levou um tempão para memorizar a forma correta de digitar “del.icio.us” (e digitou coisas como de.li.cious até acertar)? Esquece tudo! Agora a URL oficial do site será delicious.com. Na verdade, este endereço já funciona e direciona para del.icio.us, mas com a mudança o endereço das páginas de usuários passam a ser oficialmente http://delicious.com/nome_do_usuário.

O del.icio.us foi um dos primeiros sites precursores das tendências da web 2.0, mas após ser comprado pelo Yahoo em 2005 não recebeu nenhuma melhora significativa. Ao que tudo indica, com base na imagem da právia acima, o novo design deve manter o mesmo “look and feel” com o qual estamos acostumados, mas atualizado para acomodar funções novas, tais como ampliação e melhoria nas formas de gerenciamento e filtragem dos links (bookmarks).

Como a data de lançamento não foi anunciada (e estas mudanças vêm sendo comentadas já desde o ano passado), não se sabe quando usuários terão acesso à nova versão, então a nós resta apenas continuar esperando.

emIndústria Internet Web 2.0

StartupSchwag

Por em 25 de julho de 2008

Camiseta do Digg, do TechCrunch, Lijit, Mashable, PownceEstrelinhas anti-stress de espuma, adesivos, tudo com o logotipo de startups. Aqueles brindes todos que todo mundo quer quando chega em qualquer feira ou evento da web.

Não é brinde, mas tudo isso pode ser seu e chegar mensalmente pelo correio em um pacote surpresa se você fizer uma assinatura mensal no valor de US$ 14,95 (+ US$ 10,45 do frete internacional) no site StartupSchwag.

Todo mês eles enviam para qualquer lugar do mundo o tal pacote surpresa. Ao abrí-lo (pensem na emoção!) você pode encontrar uma camiseta muito, muito bacana do Firefox (as dos sites mencionados acima provavelmente não, pois estas já foram enviadas em meses anteriores), de excelente qualidade (pois eles utilizam a American Apparel) e adesivos do YouTube e do HelloTxt. OU você pode achar conforto no fato de se orgulhar em viver perigosamente e dizer a si mesmo que os US$ 25,40 valeram a adrenalina dos minutos que precederam a abertura do pacote, quando encontrar lá dentro uma camiseta pink de uma startup sobre a qual nunca ouviu falar.

startupschwag

Brincadeiras à parte, os pacotes enviados até agora, pelo que se pode notar nas fotos postadas no Flickr, contiveram camisetas de algumas marcas bacanas – até porque enviar produtos que não agradem os clientes não vai mantê-los no mercado por muito tempo. O site StartupSchwag foi lançado em Setembro de 2007 e quem quiser viver perigosamente e parar de mendigar por camisetas “cool” de marcas da web, é só se inscrever neste link. Quem sabe você não pode sair por aí usando uma camiseta onde se lê del.icio.us?

Ou então, claro, você pode deixar comentários nos nossos artigos, participar do fórum, juntar tibs e trocar por uma camiseta do Meio Bit!

emDicas Internet Web 2.0

12seconds.tv: Twitter em vídeo

Por em 25 de julho de 2008

Apesar de todas as “baleiadas” do Twitter, ele continua firme e forte na preferência da maioria dos microbloggers. No último mês, o Plurk teve um grande crescimento, contando com adesão e participação ativa de gente grande como Darren Rowse, por exemplo, que escreveu neste período alguns artigos sobre suas impressões (positivas) com relação ao Plurk.

Estes não são os únicos serviços, mas são bons exemplos de que o microblogging está tendo um forte impacto na forma como as pessoas se comunicam hoje pela internet, seja com objetivos pessoais ou profissionais – ou ambos.

E aí, conforme este mercado cresce, surgem novas idéias de como fazer a mesma coisa de formas diferentes ou, em alguns casos, complementares.

Esta parece ser a idéia por detrás do novo serviço 12seconds.tv, que está em estágio alpha e, aparentemente, em pauta hoje. O site empresta o conceito de comunicação através de mensagens curtas e o aplica a uma outra tendência que se fortalece em paralelo na internet: vídeo. 12seconds.tv é Twitter em vídeo e, como o próprio nome deixa implícito, os vídeos têm uma limitação de 12 segundos.

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As pessoas se habituaram aos 140 caracteres padrão nos microblogs. Mas 12 segundos em vídeo? Por que 12 exatamente e não, digamos, 30? Em 140 caracteres de texto, pode-se espremer, entre abreviações e links curtos, bastante informação. Mas será que 12 segundos em vídeo são suficientes?

De uma forma ou de outra, as pessoas estão testando o serviço que, para não perder o costume, depende ainda de convites que aos poucos vão se espalhando.

A idéia em si não é exatamente nova, o site Seesmic já faz algo similar, mas sem a limitação dos 12 segundos. Um outro serviço chamado Utterz (sobre o qual vou escrever em um artigo separado), ainda pouquíssimo conhecido, me parece muito mais eficiente na medida em que não restringe a comunicação a uma só modalidade: pode-se postar updates em forma de texto, imagens, áudio ou vídeo, pelo próprio site ou pelo celular e ainda permite o cross-posting do conteúdo para outros serviços e para blogs.

Eu particularmente acho interessante observar o desenrolar de todas estas formas de comunicação que a internet está nos possibilitando explorar. E a minimização da informação que foi popularizada através do Twitter tem seu espaço, caso contrário não faria tanto sucesso. Mas o que dizer do 12seconds.tv? 12 segundos não é minimização demais? O que você acha?

emÁudio Vídeo Fotografia Comunicação Digital Internet Web 2.0

Ipernity: opção a usuários insatisfeitos com o Flickr

Por em 24 de julho de 2008

O Flickr, com sua natureza comunitária, interface intuitiva e rápida, seu conjunto de funcionalidades e sua API que possibilitou a criação de aplicativos dos mais diversos, domina hoje o mercado de sites de armazenamento e compartilhamento de fotos. Tem sido o meu preferido há anos. Há quem prefira usar o Picasa do Google e outros serviços similares, mas o Flickr construiu uma comunidade forte de usuários, que o colocou e o mantém no topo até hoje.

Apesar disso, tenho notado ultimamente um aumento na quantidade de pessoas insatisfeitas com o Flickr. Problemas diversos com a ferramenta oficial de upload (Uploadr) e lentidão nos uploads pelo site têm deixado muitos usuários irritados – especialmente aqueles que pagam por uma conta Pro e se vêem, com razão, no direito de exigir qualidade do serviço.

Não vou defender nem criticar o Flickr neste momento, pois embora tenha experimentado alguns dos mesmos problemas relatados por muitas pessoas, ainda não deixei de usar o serviço.

No entanto, queria passar a dica de uma alternativa ao Flickr àqueles que estão buscando uma:

O nome do site é Ipernity – e, por incrível que pareça, foi criado em 2004! Usuários do Flickr irão sentir-se em casa: a interface funcional toda do Ipernity é praticamente uma cópia do Flickr e todas as principais funcionalidades do Flickr estão presentes nele (alguém arrisca uma teoria da conspiração?). No entanto, enquanto mantém o mesmo caráter social presente no Flickr, o Ipernity oferece uma série de funcionalidades adicionais interessantes.

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Além de fotos e vídeos, os usuários podem também fazer uploads de áudio e outros tipos de arquivo – o que faz com que ele seja um site de compartilhamento de conteúdo e não somente de fotos. Cada perfil vem com um blog, um livro de visitas e opções de customização – e o site expande a habilidade de comunicação entre usuários através de um chat nativo e de uma página que mostra quem, entre seus contatos, está online.

O Ipernity oferece várias opções para upload dos arquivos (incluindo uma ferramenta própria e envios por email e pelo celular), mostra os últimos visitantes do perfil, permite adição de música de fundo a slideshows, tem opção de interface em português, diversas opções de feeds e níveis diferentes de privacidade para o conteúdo do usuário.

Não há cota de armazenamento, mesmo na conta gratuita, mas há uma limitação de envio mensal de até 200Mb, a não ser que você compre uma conta pro.

Aos interessados em testar o serviço, vale ainda mencionar que há como importar todas as suas fotos do Flickr para o Ipernity. Quem quiser saber mais, dê uma olhada neste post com informações mais detalhadas.

(Dica do Daniel Santos)

emÁudio Vídeo Fotografia Dicas Internet Web 2.0