Digital Drops Blog de Brinquedo

Freelancer: que bicho é esse ?

Por em 14 de julho de 2008

Estamos estreando uma série de posts de convidados e amigos do Meio Bit. Os artigos serão temas focados, em que autores exploram suas áreas de experiência. O primeiro convidado é o Mauro Amaral, Arquiteto de Informação e Estrategista de Conteúdo, que escreve no Carreira Solo. O Mauro Amaral transforma tendências em soluções de conteúdo para empresas e marcas que já chegaram ou ainda precisam entrar no mundo digital.

Esta é a primeira de uma série de perguntas que vou fazer a comunidade do MeioBit. Serão quase como provocações comportadas, não buscando polêmica ou aldeões correndo atrás de mim pelo vilarejo “Queimem este Ogro”; mas sim uma reflexão após a leitura do texto.

Através destas questões pretendo apresentar a vocês alguns conceitos básicos e dicas importantes para aqueles que, um dia resolverem trocar a segurança pela busca constante de projetos novos; o salário pelo lucro; o contra-cheque pela nota fiscal; o…ah, chega de metáforas, vocês sacaram, né?

Aqui, na minha recém-inaugurada coluna no Meio Bit, vamos falar sobre o modo de vida Freelancer.

Por dois motivos: o primeiro e mais óbvio é porque tenho um blog dedicado ao tema que nos últimos quatro anos só falou disso. O segundo, ainda mais simples. Ao ser convidado, perguntei “Leo (Faoro, meu editor) eu topo, mas posso falar sobre freelas?” Ele topou.

E se vocês também toparem, a idéia é criar um fórum aberto de discussões e insights que possa ajudar a todos aqueles que resolverem seguir sozinhos naquilo que faziam sob o guarda-chuva de uma empresa formal.

Vamos a primeira?

Explicando que raio de profissão é essa…

De maneira simples podemos dizer que é todo profissional que se relaciona com seu cliente/contratante de forma esporádica, normalmente ao redor de um projeto pontual.

Se fôssemos brincar de History Channel, encontraríamos freelancers carregando pedras para construir pirâmides, nas caravelas que descobriram o novo mundo, provavelmente ajudando o Caminha a revisar a carta que ele não conseguia terminar de jeito nenhum. E até mesmo no histórico familiar de um ou outro leitor aqui encontraríamos gente que há 20, 30, 50 anos atrás desenvolveu alguma atividade nestas características.

Mas se há tanto tempo tem gente trabalhando assim, porque tem uns que se dão bem e outros que não? A reposta meu caro, minha cara, tem a ver com o quanto profissional você é ao decidir trabalhar por conta própria. Aliás, podemos eleger vários “quantos” do profissional Freelancer que tem sucesso:

1. O quanto você trata seu cliente REALMENTE como um cliente.

2. O quanto você tem foco e organização para, mesmo trabalhando em casa, não perder prazos e projetos por pura falta de processo, horários e compromissos.

3. O quanto você é resiliente, ou seja, continua lutando mesmo nas primeiras, segundas, terceiras, “n” quedas.

4. O quanto você é organizado financeiramente para entender que é uma vida de ganhos flutuantes e você deve se focar sempre nas vacas magras

5. O quanto você acredita no seu potencial em funcionar sozinho

6. O quanto você entender que o conceito de “sozinho” é relativo e você deve trabalhar em parceria com outros profissionais. Parece contraditório com o “quanto 5″, eu sei. Mais pra frente entenderemos.

E por aí vai. Poderíamos brincar de lista ad aeternum. Para um primeiro contato fica o recado: foco em disciplina e certeza do seu potencial.

Leitura sugerida

Enquanto preparo o próximo artigo, gostaria de pedir licença e sugerir um pequeno Guia que montei reunindo os “113 textos que todo freelancer deveria ler.”. Está lá em WWW.carreirasolo.org/guia

Até a próxima!

emArtigo Indústria

Fundador da Intel enxerga longe

Por em 7 de dezembro de 2007

telescopios.jpg

O fundador da Intel e sua mulher, o casal Gordon e Betty Moore, doaram $200 milhões para a construção do maior telescópio óptico do mundo, com um espelho de 100 pés, três vezes maior do que o campeão dos telescópios atuais, localizado em Mauna Kea, no Hawai (foto acima).

O Thirty-Meter Telescope, como é chamado, terá seu projeto concluído só em 2009 e sua construção deve se estender até 2017, ao encargo do pessoal da Caltech, na Califórnia. A tecnologia utilizada será a mesma dos telescópios do observatório de Mauna Kea, com um grande espelho central formado por 492 espelhos hexagonais, sensivelmente mais finos e sensíveis doque os atuais. Outra novidade é a capacidade de diminuir as distorções da atmosfera e assim alcançar resoluções maiores até mesmo do que o Hubble, o que possibilitará investigar sistemas criados logo após o Big Bang.

Cinco localidades estão na fila para abrigar o lunetão: três deles no Chile, um na California e um último no Hawaii, lá mesmo em Mauna Kea (foto).

Fonte: Los Angeles Times

emMiscelâneas

Buraco Negro(ponte)

Por em 6 de dezembro de 2007

olpcxp_6122007.jpg

Pera aí. Pára tudo. CTRL+ALT+DEL nos neurônios que eu preciso entender uma coisa.

Você é um cara respeitado e cria um projeto para mudar a maneira como as crianças de terceiro mundo (terceiro mesmo, não este segundo e meio nosso aqui) criam e compartilham informações.

Chama este projeto de OLPC, para simplificar numa sigla, que quer dar um laptop para cada criança no mundo. Coloca dentro destes laptops com cara de Shrek um sistema proprietário e uma rede mesh para que ele se comunique com outros num raio de poucos metros e possa assim multiplicar seu poder computacional.

Um projeto lindo.

Aí, vêm as primeiras barreiras, claro. Gente na Nigéria é pega fazendo o que não deve, um concorrente encontra um nicho um pouco diferenciado e se sobressai. Tudo bem, o mercado é assim. Mas antes no mercado, o OLPC tinha uma missão, certo?

Sei lá, não sei.

Agora, querem nos fazer acreditar que com o XP o OLPC será melhor aceito nos países para os quais originalmente foi destinado. Um XP que roda direto de um SDCard de 2Gb.Um Windows XP com um Office. As primeiras cópias de teste começam a circular a partir de Janeiro.

Tsc.

Fonte: C|Net


emIndústria

Pacman tira férias na Espanha

Por em 6 de dezembro de 2007

Instalada no centro de Madri esta árvore de natal em estilo Geek é realmente diferente. Lá estão Pacman, as vitaminas e os fantasmas do game mais famoso de todos os tempos. Ficaram devendo a integração com um console ou, pelo menos, animação completa, com o pacman percorrendo todo o labirinto. Outra: assim, piramidal, ficou mais parecendo um obelisco do que uma árvore de natal.

Mas o que vale é a intenção, né?


Fonte: Gizmodo

emMiscelâneas

Tecnologia que vira arte que vira tecnologia

Por em 6 de dezembro de 2007

Quando recebo um e-mail de um amigo ou parente não muito afeito a tecnologia que me pergunta:

O que eu faço com um 486 que eu tenho aqui em casa?

Eu normalmente respondo:

Pinta de roxo e transforma num abajur ou aquário

É óbvio que estou brincando. Ou será que não? Tem gente que leva tão a sério a reinterpretação de objetos tecnológicos que alcança um estado de arte, muitas vezes curioso.

Foi o que fez Mike Libby do Insect Lab. Um dia, caminhando pelos arredores do Maine (EUA) ele achou um besouro intacto no chão. Resolveu incrustrar os mecanismos de um relógio e chegou a esta curiosa mistura:

besouro_06122007.jpg

A coleção hoje tem aranhas, escorpiões, libélulas e aquilo que começou como brincadeira rendeu ao artista (que se auto intitula multidisciplinar) exposições por todos os EUA e Canadá.

Já que descobrimos que dá para formar uma (ou várias) bandas só com leitores do MeioBit, fica no ar a pergunta: temos, entre vocês, alguem que já tentou algo parecido?

Fonte: Wired Blog

emMiscelâneas

Mickey Mao

Por em 4 de dezembro de 2007

mickey_mao1.jpgInternet, entretenimento e Disney formam um trinômio (ou seria triunvirato?) que sempre enfrentou patrulhamento severo por parte de instituições de proteção a criança. Isso sem falar nos fãs de teorias da conspiração que juram ter visto frases de baixo calão nos céus da áfrica.

Estes tempos podem estar para acabar: a terra de Branca de Neve, Mickey Mouse, Pluto será invadida pela iParenting, cuja aquisição pela Disney foi anunciada hoje na mídia especializada, por valores ainda não declarados.

A idéia é integrar o conteúdo criado por especialistas, educadores e até mesmo alguns usuários para garantir navegação segura e livres de sustos por parte dos menores, além de indicações e resenhas.

Sou contra todo tipo de censura, é bom dizer. Mas, achei uma jogada válida. Proteger sua marca de ataques vindos de todos as lados (i.e. spammers e difamadores em geral) pode garantir a Disney a retomada do terreno perdido nos últimos anos no segmento de animação, por exemplo.

Por outro lado, não se sabe até que ponto os policies (diretrizes, regras etc) aumentarão a ponto de tornar impossível a criaçao de algo novo e deliciosamente mal comportado como algumas animações recentes – de outros estúdios obviamente.

Será que teremos que assistir somente a escolas musicais a partir de agora?

(Imagem: Mickey Mao, de Frank Kozik )

Fonte: C|Net


emInternet

Dá uma forcinha?

Por em 4 de dezembro de 2007

carroeletrico_04122007.jpgQuando fui convidado a ingressar no time de colaboradores do MeioBit, ofereci aos colegas uma idéia básica do que seriam meus posts: não da tecnologia per si…mas de como invenções, pesquisas, lançamentos, tendências e produtos influenciariam na mudança de direcionamentos de nossa vida. De preferência para melhor.

Então comecei a trazer barcos solares, robôs, intrusões – ou não – em nossa privacidade (se é que ela ainda existe) e que tais.

Fiz esta pequena introdução que no meio jornalístico chamados de “nariz de cera” para apresentar uma linha de pesquisa, duvidosa, do pessoal da Universidade de Delaware.

A idéia parece promissora: se um dos grandes problemas para as indústrias é o preço da energia estocada porque não aproveitar os momentos de inoperância de carros híbridos e elétricos (algo como 90% de seu tempo de vida) para que eles funcionem como fornecedores de energia elétrica para casas de seus donos?

Explica-se: entre 4h e 7h da manhã, as usinas de fornecimento sofrem com o pico advindo de prédios comerciais, indústrias e moradias. Neste momento, o sistema criado por Willet Kempton, e seus colegas, o V2G (vem de vehicle-to-grid), se encarregaria de gerenciar o fornecimento de pequenas quantidades de energia. Cada carro, estimam os pesquisadores, poderia render até US$ 4 mil em energia estocada. Kempton continua:

..um carro não faz diferença neste tipo de operação, mas se conseguirmos chegar a 100 carros, conseguiríamos em um terço do tempo, um megawatt de energia estocada.

Agora vamos pensar.

Existem duas maneiras de atacar um problema: ou você foca no próprio problema ou em sua solução. É quase um mantra para quem gerencia projetos e, vez em quando você ouve de um profissional mais experiente: “Pare de focar no problema ou foque na solução, ora bolas”.

O pessoal de Delaware me parece ter focado no problema. O pico de energia levou a utilizar energia circulante ou parada para suprir uma deficiência esquecendo-se que um bem particular será usado para contornar uma limitação governamental.

Ok, estamos todos no planeta terra pensando num bem maior e somos como a Liga da Justiça, heróis contra o vilão do aquecimento global.

Mas uma abordagem focada na solução, deveria incluir:

a) Alternativas para não locomoção. Ou seja: teletrabalho, melhor infra-estrutura comercial perto de casa, cidades planejadas etc

b) Diminuição do consumo de energia: porque não pensar num sistema que comande o consumo de habitações e divida entre elas o consumo?

c) E os carros movidos a hidrogênio? Me parece que eles tem mais chance do que carros elétricos. Como fica o cenário do projeto frente a esta questão?

Conclusão

Tecnologia é bom e todo mundo gosta. Soluções são melhores ainda.

Fonte: New Scientist

emIndústria