Promoção Netgear WNR1000
Eu não devia, mas vou contar: nós temos uma agente infiltrada na Netgear. A menina é uma graça, inteligente e tem um dom de família: tocar viola. Esporadicamente, ela nos fornece um mimo para sortear entre os leitores e, desta vez, é um roteador Wireless WNR1000-N150.
Como é comum em equipamentos da marca, o design é um dos pontos altos: parecido com o WRG614, mas em tons mais escuros, o roteador ficou com um jeitão “mais modernoso”. Na traseira, são 4 portas Ethernet 10/100, uma porta WAN (não tem modem integrado), o botão liga/desliga e a entrada de alimentação. Na frente, os leds indicadores comuns.
Na lateral ficam outros dois botões: uma para se desligar apenas o rádio Wi-Fi e outro para se ativar o recurso “Push’n’connect”.
O CD de instalação é simples e tem o conhecido “wizard” para a configuração inicial. Mesmo as nossas piores salsas conseguem terminar o processo e acessar o Meio Bit.
Usei o equipamento por quase uma semana e ele se comportou muito bem, sem travamentos com protocolos P2P (como Skype ou Bittorrent), nem reinicializações inesperadas. A área de cobertura do sinal é muito boa, cobrindo todo o apartamento (e o prédio é antigo, tem paredes grossas).
Pelo nome, já dá para imaginar que este é um equipamento 802.11n, certo? Errado… ele é um 802.11b/g, com “algumas características n”. Traduzindo: marketing. O manual diz que a velocidade máxima chega a 150Mb/s (aqui, não passou de 500kB/s). Nem pense em compartilhar arquivos grandes entre vários micros da sua rede doméstica, porque o desempenho será muito baixo. Ele não foi feito para isso.
Dois grandes destaques que a Netgear faz questão de mencionar sempre são o “Push’n’connect” e o “Parental Control”. O primeiro permite adicionar dispositivos à rede Wi-Fi com muita facilidade. Já o segundo é realmente muito útil para quem filhos pequenos (ou nem tão pequenos assim): usando um programa de configuração baixado separadamente (e uma conta no OpenDNS), é possível criar vários perfis de acesso à Internet, com limite de horários e restrição de sites. Recurso bem bacana.
A página de configuração do WNR1000 é simples, mas completa o suficiente para uma rede doméstica. Nada muito além do comum, mas há um “medidor de tráfego” bem interessante, onde se pode marcar o limite máximo de dados trafegados mensalmente, diariamente ou a cada conexão.
Um ótimo equipamento para o que se propõe: acesso caseiro à Internet.
Agora, a parte boa da história: o sorteio!
Quanto mais as coisas mudam…
Minha avó expedia certidões de nascimento usando uma belíssima caneta-tinteiro Parker, presente da minha bisavó (com uma ponta de ouro que um dia eu estraguei… mas não vem ao caso). Trabalhou assim por décadas, até que, finalmente, a modernidade chegou ao cartório: uma máquina de escrever Remington saída não sei bem de onde.
Em vez de se preocupar com a tinta da caneta, agora a preocupação era com a fita da máquina. Além disso, um curso de datilografia foi necessário, “para não passar vergonha catando milho”. Ah! E uma borrachinha, para limpar os resíduos de tinta que ficavam nas partes metálicas. Mas tudo isso compensava, porque “o ganho de velocidade é impressionante”. Continue lendo »
E agora, Symbian?
Eu gosto da Nokia. Prefiro a Sony Ericsson, mas gosto da Nokia. Uso um Motorola, mas gosto da Nokia. É do Symbian que não gosto muito. Sei que o Ghedin vai bloquear meu acesso como editor, mas o que posso fazer? Gosto não se discute.
Aliás, há muita gente por aí que também anda desistindo do sistema da Nokia. Pelos últimos dados do Gartner Group (trimestre passado), apesar do Symbian ainda estar à frente da concorrência, com 41,2% do mercado de “smartphones”, a presença do Android já é preocupante: 17,2%. Pouco? Nem tanto, se olharmos para os dados de um ano atrás: Symbian com 51% e Android com 1,8%.
A Nokia, que não é boba nem nada, até tentou usar a boa-vontade da sua forte comunidade (parabola non grata por aqui, ultimamente) disponibilizando o código-fonte da sua pequena jóia. Mas, como a História tende a se repetir, quando a coisa chega a esse ponto, já é hora de procurar alternativas. Tanto é verdade que a Symbian Foundation, responsável por gerenciar o desenvolvimento do sistema parece já estar com os dias contados. Ainda houve um anúncio de corte de 1800 colaboradores da empresa, a maioria do time de “smartphones” Symbian, além do cancelamento do Symbian^4.
Mais estatístiscas…
Depois do último artigo, onde só não fui chamado de “santo”, resolvi verificar (para ter “certeza absoluta”) as estatísticas aqui do Meio Bit. Considerando que este é um site “atípico”, o número de acessos de usuários GNU/Linux®, deve ser muito maior que a média, obviamente. Vamos lá, então.
Se, em um site sobre tecnologia, os usuários do pinguim somam menos de 7%, não parece haver muita dúvida sobre a “morte” do sistema operacional em micros desktop, certo?
E antes que continuem dizendo que eu sou “vendido”, que “odeio” o sistema, que “nunca usei”… por favor, dêem uma lida nos artigos passados. Defendi o GNU/Linux® quando havia méritos. Uso o sistema (tanto no servidor, quando nos desktops de desenvolvimento e embarcado), portanto, minha opinião é completamente isenta. Além do mais, cabe enxergar a vida com uma pitada de bom humor, de quando em vez.
Voltando ao Meio Bit, quanto aos navegadores, nenhuma surpresa:
Nada muito diferente desde a última “amostragem”, em setembro. O Firefox continua perdendo espaço para o Chrome e o IE ainda patina.
Veremos o que acontecerá com os novos IE9 e Fx4, daqui a alguns meses.
O Linux morreu
Isso não é nenhuma novidade, é? Afinal de contas, quantas vezes a maioria de nós já foi chamada para “colocar o Windows” em um notebook novinho em folha, comprado nas Casas Bahia? Ou naquele “super-maxi-hyper-double-power” desktop “comprado especialmente para jogar, mas não quer rodar o UOU”?
Ah! E antes de que me batam, atirem pedras ou iniciem um ataque DoS ao site, essa não é apenas a minha opinião. É também a do Cardoso e dos outros 99% de usuários “desktop” que não são Lusers (Linux users).
Para melhorar (ou piorar, dependendo de que lado você esteja), ainda há o reforço de Robert Strohmeyer, da PC World. Em seu artigo, ele corrobora várias das opiniões mundialmente compartilhadas, algumas das quais discutidas aqui mesmo no Meio Bit, como, por exemplo, a de que a comunidade perdeu uma enorme (talvez a maior) chance de “converter” usuários ao deixar “passar batido” o fiasco do Windows Vista. Continue lendo »
Será o Benedito?
Existem momentos que ficam marcados na história: o primeiro pouso lunar, o ataque às torres gêmeas americanas, a exibição do Apple I no Homebrew Computer Club, a compra do sistema operacional DOS por Bill Gates…
Fica fácil, depois de anos ou décadas, olhar para trás e dizer que o fato era previsível, que qualquer um poderia ter feito aquilo ou, mais comumente: que desejaríamos ter participado (não, eu não queria ter derrubado nenhum prédio).
Vendo o GNU/Linux® sendo utilizado por “hackers”, “power users”, administradores de sistemas (e, eventualmente, alguns usuários domésticos) espalhados pelo mundo todo não nos faz desejar ardentemente ter ao menos lido a mensagem do senhor Benedict, lá nos idos de 1991?
From: torvalds@klaava.Helsinki.FI (Linus Benedict Torvalds)
Newsgroups: comp.os.minix
Subject: What would you like to see most in minix?
Summary: small poll for my new operating system
Message-ID: <1991Aug25.205708.9541@klaava.Helsinki.FI>
Date: 25 Aug 91 20:57:08 GMT
Organization: University of Helsinki
Hello everybody out there using minix – I’m doing a (free) operating system (just a hobby, won’t be big and professional like gnu) for 386(486) AT clones. This has been brewing
since april, and is starting to get ready.I’d like any feedback on
things people like/dislike in minix, as my OS resembles it somewhat
(same physical layout of the file-system(due to practical reasons)
among other things). I’ve currently ported bash(1.08) and gcc(1.40),and
things seem to work.This implies that I’ll get something practical within a
few months, andI’d like to know what features most people would want. Any
suggestions are welcome, but I won’t promise I’ll implement them
Linus (torvalds@kruuna.helsinki.fi)
PS. Yes – it’s free of any minix code, and it has a multi-threaded fs.
It is NOT protable (uses 386 task switching etc), and it probably never
will support anything other than AT-harddisks, as that’s
all I have.
Pois esse é o tipo de projeto que aparece o tempo todo. Obviamente, a grande maioria vai parar no fundo do HD até que um “bad block” o destrua para sempre, mas eventualmente algo realmente grande surge.
Talvez o próximo Benedito seja Gianni Tedesco, que liberou a versão 0.0.6 do seu ScaraOS: um kenel para sistemas operacionais de 32 bits, rodando em PCs. E ele já vem com uma tela azul!
Pelo número da versão, percebe-se que a coisa está bem no início e o próprio Gianni avisa que seu propósito é, simplesmente, aprender sobre sistemas operacionais, sem maiores compromissos. Mas não era essa também a idéia do Benedito?
[via OSNews]


