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Google Cloud Printing: funciona?

Por: em 23/02/11 na(s) categoria(s): Celular, Dicas, Google, Meio Bit, Mobile, Software


Procurando soluções para imprimir um documento diretamente do Android (que não é uma necessidade assim tão necessária, mas…), não consegui nada que funcionasse a contento.

Nenhum dos programas que encontrei no Market conseguiu se autenticar no servidor CUPS ou usar a impressora compartilhada pela estação Windows. Restou, então, enviar o documento para um micro qualquer ou testar a solução da Google para “Cloud Printing”.

Apesar de ainda ser um projeto incipiente, me chamou a atenção. A proposta é que, eventualmente, qualquer dispositivo possa imprimir em qualquer impressora, em qualquer lugar. Simples assim.

Por ora, há algumas restrições. Por exemplo: a coisa só funciona no Chrome. E, das cinco tentativas de imprimir um documento, uma falhou. Mas a ideia é boa e, para quem quiser testar, aí vai a receita de bolo.

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Eu amo a Microsoft


É impossível ser indiferente à Microsoft. É uma das (senão a) mais importantes empresas do segmento, praticamente moldou o mercado e seu faturamento é maior que o PIB de muitos países. Você pode até não gostar da empresa, mas há que reconhecer sua influência.

bill_gates_MSDOSO motivo para que eu goste da MS é simples: ela sempre consegue façanhas incríveis, olhando um futuro que poucos conseguer ver. Vamos relembrar: início da década de 1980, a IBM era a maior empresa de computadores do mundo. Vendo um mercado se abrir à sua frente, o de pequenos computadores pessoais, ela decidiu revisar um velho caixa eletrônico, cortar algumas coisas e ver no que dava. Software? Muito caro desenvolver… melhor seria comprar de alguém que entendesse do assunto.

Naquele momento, a IBM vendeu sua alma. E, como dizem, o diabo não é mau. É apenas atencioso.

A líder de mercado no segmento de Sistemas Operacionais, era a Digital Research, com seu CP/M. Simples, ágil, dominante. Por que não usá-lo, afinal? Dizem as más línguas que Gary Kildall perdeu a reunião com os executivos da Big Blue, porque estava preocupado demais com sua atividade preferida: voar. Talvez a verdade seja que a Digital Research quisesse quase US$ 500,00 por cada cópia do sistema operacional, enquanto a versão similar da MS sairia por volta dos US$ 40,00.

Ao abrir mão do software que comandaria as funções do PC, a IBM entregou de bandeja a maior parte dos lucros vindouros. E a Microsoft venceu seu primeiro Golias.

Para fixar: a maior empresa de computadores de então desistiu do sistema operacional líder de mercado para usar outro, completamente desconhecido, fornecido pela Microsoft.

Avanço rápido até a década de 2012. Nada de carros futuristas, Bill Gates já não produz mais monitores de tráfego. A Nokia é a maior empresa produtora de telefones celulares do mundo: vende mais que suas três principais concorrentes JUNTAS. Ano passado, foram mais de 460 milhões de aparelhos.

No entanto, assistindo seu domínio ser corroído pela concorrência e tendo três alternativas difíceis, ela escolhe a (IMHO) pior delas: usar o Windows Phone 7, sistema que tem menos de 2% do mercado, mesmo com o nome “Microsoft” por trás (eu sei que é um sistema recente, mas isso já é outra discussão). O Symbian, apesar de “atualizado” para a versão ^3, já era carta fora do baralho há tempos. O Meego, uma promessa distante. Então, por que o WP7 é a pior, Flipper? Já, já, a resposta.

Façamos, antes, um paralelo: a maior empresa do segmento desistiu do sistema operacional líder de mercado para usar outro, “que dá traço no Ibope”, fornecido pela Microsoft… depois de investir rios de dinheiro no desenvolvimento e/ou compra do que seriam suas tecnologias do futuro: Meebo e Qt. Outro Golias subjugado pela Microsoft. O fato do atual CEO da Nokia ter vindo das entranhas de Redmond é, no mínimo, digno de nota.

Mas se o Symbian já era e o Meego está longe, então, por que acusar o WP7 de “pior escolha”? Porque a Nokia abriu mão do controle do seu destino. Ela vendeu a alma.

E não adianta tentarem me convencer de que a MS “tem um extenso contrato de colaboração” com a Nokia e que vai permitir que ela faça “profundas e exclusivas customizações”… a IBM acreditou nesse papo quando desenvolveu o OS/2 e vejam no que deu.

O mais curioso é que a Nokia tenha desistido da tecnologia que permitiria que seus celulares fossem praticamente independentes do sistema operacional: a Qt, comprada da Trolltech. Os desenvolvedores poderiam simplesmente recompilar seus programas, sem modificar nada no código-fonte, caso a empresa decidisse usar o… digamos… GNU/Hurd®, num futuro muito, muito distante…

De toda essa história, o que vejo é que a MS se deu bem. De novo. É ou não para se gostar desses caras?

É nóis! É nóis!

Por: em 08/02/11 na(s) categoria(s): Celular, Indústria, Mercado


Para quem acompanha a indústria de TI há algum tempo (e nem precisa ser assim há tanto tempo), sabe que o instinto de emulação (nada a ver com o Dori, pessoal) é tão forte nos ceresumanos e trolls em geral que, misturado a uma projeção própria do ego nerdiano desemboca em conflitos homéricos: Brasnet versus Brasirc, Spectrum x TRS-80 x Apple][ x MSX x Amiga X Macintosh x PCs, Navigator x IE x Fx x Chrome, Altavista x Google, iOS x Android e assim indefinidamente.

Crichton_Twiki

É curioso o comportamento do pessoal que torce até às lágrimas por algo que, além de intangível, não lhe traz nem um centavo, nem qualquer outro tipo de lucro (mais ou menos como ser vascaino). A pessoa chega a perder a objetividade.

É por achar toda essa roda viva um absurdo que não vou escrever aqui, em caixa alta, que… É NÓIS! ANDROID ULTRAPASSA iOS NOS EUA! PERDEU, PRAIBOIZADA!

Em uma pesquisa da comScore, realizada no último trimestre entre os estadunidenses, adivinhem qual sistema operacional para celulares foi o mais vendido? O seu, o meu, o NOSSO Android! Apesar dos Blackberry ainda terem 31,6% do mercado (queda de 5,7% em relação ao trimestre anterior), o Android subiu 7,3% e ultrapassou o iOs, chegando aos 28,7%, contra 25,0%.

Pronto, já posso dormir feliz hoje.

Brincadeiras à parte, é curioso que entre os mais de 63 milhões de consumidores que compraram smartphones, 68% deles usaram o serviço de envio de texto (SMS) e apenas 34,4% tenham baixado algum aplicativo. Talvez seja a hora de torcer pelos “dumbphones”…

Debian 6!

Por: em 08/02/11 na(s) categoria(s): Anúncios, Linux


Dizem por aí que eu odeio o GNU/Linux®, que sou um vendido (escolha: MS, Oracle, ASCII Corp…), que nunca usei o sistema e assim vai. Bem, das profundezas do meu desconhecimento, minha distribuição predileta é a Debian.

debian6

Não que eu seja um fanático por “drivers livres” ou assine embaixo do “Manifesto Debian”, mas é ótimo poder contar com programas que já foram testados por algum tempo, estão relativamente maduros (portanto, com menos chance de apresentarem problemas) e, para quem desenvolve sistemas embarcados, contar com a versão “enxuta” para ARMs do sistema “desktop” ajuda. Muito.

Depois de dois anos, no último domingo divulgada a versão estável de número 6, apelidada carinhosamente de “Squeeze” (não, Cardoso, não tem nada a ver com aquilo). Esta é a primeira versão da distribuição completamente “livre” de código proprietário no kernel. Para os traidores do movimento (ou donos de placas ATI), o código pode ser baixado em uma imagem opcional (e não oficial) ou diretamente do repositório “non-free”.

Segundo o site, são dez mil novos pacotes de software, de um total de 29 mil programas. Nada mal. Além disso, esta versão traz uma “prévia” do kernel FreeBSD (com suporte a ZFS), tanto 32 quanto 64 bits, mas apenas para PCs. A versão “normal”, com kernel GNU/Linux® 2.6.32, roda em PCs, PowerPCs, SPARCs, MIPS, S/390, ARMs, tostadeiras e relógios de ponto em geral. Mas abandonaram os Alpha e os PA-RISC. Ninguém notará.

Os novos scripts de inicialização “em paralelo” também são destaque, prometendo um enorme ganho de velocidade durante o boot.

Para quem também prefere o KDE ao Gnome, há a opção de torná-lo o ambiente padrão. Inclusive, há uma imagem de instalação com este último devidamente defenestrado.

Para baixar, aponte se navegador para este link, escolha sua opção (Bittorrent é a recomendada) e seja feliz por mais dois anos.

The Android for the rest of us…

Por: em 30/12/10 na(s) categoria(s): Computação móvel, Mercado


Já nos acostumamos a ver no mercado (nem sempre formal) celulares chineses (no sentido pejorativo da palavra, já que quase todo produto eletrônico é montado na China) que imitam o iPhone, se inspiram em todos os modelos da Nokia, aberrações de “quatro chips” e por aí vai.

Mas isso ainda é pouco para o gigante asiático. A meta agora é ter smartphones capazes de rodar Android, por menos de US$ 100,00. E este é o valor para o usuário final, sem subsídio da operadora!

Para se ter ideia do tamanho do problema, hoje em dia, apenas o custo dos componentes de um smartphone convencional (e não estou falando de dumbphones ou featurephones) vai de US$ 90,00 a US$ 180,00, dependendo do modelo.

Apesar disso, a Windriver e a Via Telecom criaram um “reference design”, ou seja, uma plataforma que pode ser copiada, reproduzida e/ou melhorada pelos clientes, chamada “Kunlun” que promete GPS, Wi-Fi, Bluetooth, rádio FM, câmera, tela sensível ao toque, interface microSD, DLNA, FOTA e Adobe Flash 10. Ah! E o troço ainda fala! Ao menos, teoricamente.

A promessa é interessante, mas não existe mágica, infelizmente… alguma coisa tem que ser sacrificada no final das contas. A bateria? A qualidade dos componentes? Não sei, mas eu certamente não serei um dos primeiros a comprar…

[via EETimes]

Um Android, 359 bugs

Por: em 03/11/10 na(s) categoria(s): Celular, Opinião


Analistas da Coverit disseram ter encontrado nada menos que 359 falhas no código-fonte do sistema. Como se não bastasse, 25% desse total (90) se referem a falhas críticas de segurança.

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A versão analisada foi a “Froyo”, baseada no kernel GNU/Linux® 2.6.32, vendida pela HTC no seu modelo “Incredible”.

Depois de alguns segundos “digerindo” a notícia bombástica, resolvi ler os detalhes do “estudo”. Na verdade, toda a “análise” foi feita por software, ou seja: foi completamente automatizada. Mesmo que haja, por exemplo, variáveis não inicializadas, isso não significa, necessariamente, um grande risco de segurança.

A empresa avisou que enviará um relatório detalhado à equipe responsável pela segurança do Android e a pesquisadores. Daí a sessenta dias, tornará a informação pública.

Particularmente, acredito que seja mais “oba oba” que uma verdadeira preocupação (ou 90 preocupações). Além do mais, segundo o Register, o relatório apontou 0,47 bugs por 1000 linhas de código, o que é muito abaixo do padrão da indústria (americana): 1 bug por 1000 linhas de código.

Não vou deixar de dormir por causa disso. Há formas de se burlar a privacidade sem a necessidade de explorar falhas do sistema, como a tal aplicação que replica o conteúdo de mensagens SMS para um número específico. Ao menos, neste último caso, a Google foi rápida e proibiu sua venda no Market.