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Digital Drops Blog de Brinquedo

Xperia Arc: vale a pena?

Por em 27 de julho de 2011

Então… depois de ler e reler por aí todos os dados técnicos do Sony Ericsson Xperia Arc, decidi trocar o bom e velho Motorola Milestone.

Analisando as características técnicas, a troca parecia ser um bom negócio: uma CPU Cortex A8 de 600MHz por uma já conhecida (mas ainda respeitável) Snapdragon de 1GHz. A tela, apesar de manter a mesma resolução (854 x 480 pixels), teria meia polegada a mais! Uma câmera decente, um microfone extra usado para cancelamento de ruídos e o Android 2.3 já de fábrica pareciam a cereja do bolo.

Tudo perfeito? Se não fosse o preço… R$ 1.699,00? Caro, muito caro. Mesmo assim, o design (8,7mm… 8,7mm!) e a predileção pela marca falaram mais alto.

Depois de uma semana, posso garantir que a Sony Ericsson está no caminho certo: o equipamento é bonito, elegante e bastante rápido. Mas não deixa de ter seus probleminhas.

Primeiro ponto: a câmera. A qualidade da imagem é muito boa, graças ao sensor Exmor R, de 8MP e retroiluminado. Vejam dois exemplos ao ar livre (ei, Gilson, não sou profissional, hein!).

Fazendo coro a dezenas de outras análises, também achei o botão de disparo muito próximo da borda, dificultando uma foto “firme”, sem a famigerada “tremida”. Mas tudo é questão de treino (e o reconhecimento de sorrisos ajuda bastante: já viu foto para Facebook com o sujeito sério?). A posição do sensor (e da lente), também muito próximos da borda da câmera, são outro ponto negativo.

Eu até entendo que a engenharia da Sony não devesse ter muita opção de lugar, se quisesse manter o equipamento “delgado” como é. Mas que ficou incômodo, ficou.

A gravação de vídeo, em 720p, é bem razoável para um celular e apesar da concorrência já disponibilizar 1080p, não vejo como um grande diferencial.

A tela é um caso a parte: certamente, o melhor LCD que já vi. É muito nítida e o ângulo de visualização é excelente mesmo ao ar livre, graças ao “Bravia Mobile Engine”. No entanto, por mais que tenha tentado (usando, inclusive, o widgetsoid) foi impossível ativar o “brilho automático”. Por conta disso, em ambientes fechados ou à noite, o brilho excessivo incomoda e é preciso ajustar manualmente.

Outro compromisso entre funcionalidade e design foi a localização do conector para fones de ouvido: na lateral do aparelho. Vai colocá-lo no bolso enquanto escuta suas músicas prediletas? Boa sorte.

Aliás, no quesito áudio, quando se recebe uma chamada enquanto se ouve alguma música, há um ruído durante a comutação. Pude perceber nitidamente durante três chamadas.

A carcaça do Arc é muito, muito, muito bonita. No entanto, é plástica… e muito fina. Conversando com alguns amigos, chegamos à conclusão de que seria impossível para a Sony fabricar um equipamento assim com outro material e, portanto, foi uma escolha de projeto. Mas é preciso cuidado redobrado para não deixá-lo cair e perder todo o seu investimento.

Para quem tinha um Milestone, é de se estranhar a “pegada”. A parte traseira é muito lisa e a gordura dos dedos logo se acumula. É preciso usar um paninho fino ou uma mecha de algodão diariamente.

Vale notar que, seguindo a tendência mundial, o conector mini-USB está presente e você pode utilizar outros carregadores que não os da Sony Ericsson.

A interface “Timescape”, que centraliza mensagens, Facebook, Twitter e afins é bem bacana. Nada fora do comum, mas é um visual que faz sucesso.

Algo que faz falta é um bom programa de GPS. Apesar do onipresente Google Maps, um “GPS de verdade” viria bem a calhar… e eis que, ao conectar o aparelho ao computador, via USB, o “Sony Ericsson PC Companion” é instalado automaticamente e dá a opção de se baixar o Wisepilot. Não é um programa ruim, mas o iGo é muito superior.

Depois de tudo isso, fica a pergunta: “Vale a pena?”. A resposta, como quase tudo na vida, é “depende”. Se você for fã da marca e quiser um aparelho que simbolize um certo status, mas sem abrir mão da velocidade e das funcionalidades do Gingerbread, o Arc é a escolha certa.

Mas se você é um “early adopter” e já está de olho nos novos “dual core” que estão aparecendo, então, junte mais alguns caraminguás e escolha outra marca.

No entanto, uma coisa é certa: o Arc tem ótimas qualidades e é um aparelho acima da média.

emAnálise Celular Meio Bit Opinião

Parabéns Computing Tabulating Recording Co.!

Por em 16 de junho de 2011

No ramo de TI existem muitas empresas. Já existiram muitas empresas. Algumas, povoam a imaginação como a Commodore ou a Atari. Outras, são celebradas e badaladas, como a Apple ou a Microsoft. Outras, são mais lembradas por suas conquistas no campo da pesquisa, que por seus sucessos comerciais, como a Xerox. Outras tantas caem no esquecimento anualmente.

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Mas existe uma que pode não ser a mais “sexy”, a mais badalada, nem mesmo a mais amada (e olha que já foi uma das mais odiadas), mas deixou sua marca em praticamente todos os produtos de informática conhecidos. Exemplos? O código de barras. O processador do XBox 360. O processador do PS3. O processador do Wii. A arquitetura RISC. O disco rígido. A mais perfeita forma de se digitar um texto: a máquina de escrever Selectric. A melhor (fanboy mode ON) workstation de todos os tempos: a RS/6000. E uma infinidade de outros produtos, de relógios de ponto a moedores de café.

Se hoje a empresa vale quase 200 bilhões de dólares, em 1900 já era uma das 25 maiores empresas dos Estados Unidos.

A Computing Tabulatin Recording Company foi formada a partir da união de três empresas (Computing Scale Comp., Tabulating Machine Comp. e a International Time Recording Comp). O nome “International Business Machines” só apareceu em 1924. No final do ano de 1911, a CTRCo. tinha 1346 funcionários e uma receita de US$ 950 mil. Repito: em 1911! No Brasil, apareceu em 1917 e foi logo contratada para realizar o censo de 1920.

Apesar de já ter sido ironizada como o maior dinossauro do setor de informática, a IBM está aí, firme e forte, moldando o mundo. Para se ter ideia, em 2009 ela investiu US$ 5,8 bilhões em pesquisa e desenvolvimento e, nos últimos 17 anos, tem sido a empresa que mais registra patentes nos Estados Unidos. A cada dez mainframes vendidos, 9 são IBM. Ou seja: se você está feliz e pimpão porque comprou o último iPad, provavelmente foi um mainframe IBM que contabilizou a transferência do dinheiro.

Um link bem interessante, contando a história da empresa pode ser visto aqui. E o vídeo, imperdível, está na nossa página no Facebook.

Parabéns pelo centenário, IBM!

emIndústria Miscelâneas

Análise: Netgear ReadyNAS Duo

Por em 30 de maio de 2011

Não me canso de elogiar o pessoal da assessoria de imprensa da Netgear. Vira e mexe entram em contato conosco, oferecendo um brinde ou equipamento para análise, sem contar que são ótimos de viola (piada interna, pessoal).

Desta vez nos enviaram um ReadyNAS Duo.

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Um “Network Attached Storage” (NAS) é um equipamento ligado à rede interna, especializado em armazenar arquivos. Simples assim. Procurando pela internet, encontrei o modelo anterior (HD de 500GB) com preços na faixa dos R$ 1.600,00… será que vale o investimento?

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emAnálise Hardware

Faça um pedido. Melhor: realize um!

Por em 27 de abril de 2011

Tablets, celulares, CPUs, placas de vídeo, notebooks… sempre uma novidade, uma correria louca para ficar atualizado. Mas algumas vezes, é preciso parar um pouco e viver a vida real, deixar a virtual de lado.


Aqui no MB, vira e mexe fazemos uma ação voltada a crianças carentes. Desta vez vamos abrir espaço para o pessoal da Make-a-Wish Brasil. Eles realizam “desejos” de crianças que sofrem de doenças graves. E não pense que seja algo do tipo “Eu queria um Core i7…”. São coisas bem mais legais, como “Eu queria um dia de princesa” ou “Eu queria passear no zoológico”.

Como isso costuma alegrar muito mais o voluntário que a própria criança, sugerimos que você conheça o site http://makeawish.org.br. Aliás, dia 29 é o “Dia Mundial dos Desejos” e você pode ajudar de várias formas: participando, divulgando ou doando (http://makeawish.org.br/blog/doacao/).

E eu desejo a todos uma vida longa e próspera!

emDestaque Miscelâneas

Onde está o Jobs?

Por em 22 de abril de 2011

whereisdroid

Então, vocês, meninos inocentes da Grifinória, acharam mesmo que Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Contrariado não teria um Mapa do Maroto mostrando exatamente cada passo dado fora (e dentro) do caminho Dormitório-Escola-Hogsmeade?  Bobinhos.

Para piorar a coisa, o pessoal do Instituto Durmstrang descobriu que também tinha esse tipo de problema! E em suas melhores, maiores, brutas e abertas (opa!) penseiras!

Ok, ok… vamos acabar com essa alegoria. Afinal, todo mundo sabe que HP morre no final, o que não condiz com a Páscoa.

A questão é que o pessoal tem andado alvoroçado com a notícia de que a Apple estaria sendo informada das posições geográficas de *todos* os iPhones e iPads rodando o iOS4. E, como parece que a Google faz coisa similar, os Borgs estão histéricos coletivamente (e eu que não ia fazer mais nenhuma comparação ridícula neste texto…).

Pois bem, vamos por partes.

A raiz de toda a confusão são os arquivos de cache da geolocalização dos usuários. No iOS4, ele se chama consolidated.db. Já nos Androids, com acesso ‘root’, procure em  /data/data/com.google.android.location/files. São dois arquivos: cache.cell e cache.wifi.

Analisando com calma, não há tanto motivo para alarde: primeiro, porque todo mundo sabe onde os usuários de iPhone estão metidos (opa!) à noite (exceto o Ghedin). Segundo, que a precisão da informação não é assim uma Brastemp, muito menos um GPS. Terceiro que, nos Androids, além de poder ser desativado, o arquivo parece ter, no máximo, 50 entradas (no iOS4 são mais, o que, acredito eu, seja apenas um bug). Quarto, que no iTunes existe a opção de codificar os backups (o maldito arquivo é copiado para o micro, durante a sincronização).

Pelo que pude entender, em ambos os sistemas, os arquivos existem apenas como um cache para os aplicativos que usam geolocalização. Só isso. Não são parte de um plano diabólico para conquistar sua carteira.

Muita confusão por pouca coisa… se Apple e Google são culpadas de algo, neste caso, é de deixarem passar mais um bug (o que não é novidade em nenhuma das duas).

Para quem tem pouca memória (ou quer vasculhar a vida alheia), há programas para ambas as plataformas que permitem ver por onde (mais ou menos) andou o cidadão. Mas aviso: é decepcionante…

emApple e Mac Celular Google Mundo Estranho

AMD movida a Fusão

Por em 22 de abril de 2011

Mr. Fusion

Depois que a Intel arrumou a casa e se recuperou do susto tomado com o Athlon, as coisas ficaram feias para a AMD: perda de mercado, enormes prejuizos financeiros, executivos se mandando…

Mas, como dizem: não há mal que sempre dure. No último trimestre fiscal a empresa conseguiu um faturamento de US$ 1,61 bi, com lucro líquido de US$ 510 milhões. Nada mal e, ao que parece, as finanças têm se estabilizado em Sunnyvale.

A principal estrela da festa foi o Fusion: os chips que combinam CPU + GPU destinados ao mercado de computadores móveis “de entrada” (ou seja: baixo custo) e foram adotados por empresas como Toshiba, Asus, HP, Lenovo e outras nem tão conhecidas, como a Congatec, ou a Kontron.

As GPUs também ajudaram e tendo a Apple como vitrine, já que agora toda a linha de iMacs e Macbooks Pro utilizam Radeons.

Apesar de tudo, o horizonte está longe de ser claro. A empresa espera uma leve baixa no lucro do próximo trimestre, devido  à queda de preços dos produtos. É claro que não ter um “Core i7 killer” não ajuda, pois é no topo da pirâmide do poder de processamento que está o dinheiro.

Via AMD.

emIndústria Meio Bit

Google Cloud Printing: funciona?

Por em 23 de fevereiro de 2011

Procurando soluções para imprimir um documento diretamente do Android (que não é uma necessidade assim tão necessária, mas…), não consegui nada que funcionasse a contento.

Nenhum dos programas que encontrei no Market conseguiu se autenticar no servidor CUPS ou usar a impressora compartilhada pela estação Windows. Restou, então, enviar o documento para um micro qualquer ou testar a solução da Google para “Cloud Printing”.

Apesar de ainda ser um projeto incipiente, me chamou a atenção. A proposta é que, eventualmente, qualquer dispositivo possa imprimir em qualquer impressora, em qualquer lugar. Simples assim.

Por ora, há algumas restrições. Por exemplo: a coisa só funciona no Chrome. E, das cinco tentativas de imprimir um documento, uma falhou. Mas a ideia é boa e, para quem quiser testar, aí vai a receita de bolo.

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