Digital Drops Blog de Brinquedo

Google experimenta o uso da opinião humana para melhorar os resultados das buscas

Por em 29 de novembro de 2007

Uma nova experiência da Google pode enterrar de vez o projeto Wikia Search. O desenvolvimento do Wikia Search está sendo conduzido por Jimmy Wales (criador da Wikipedia), e consiste em um mecanismo de busca no qual os resultados são avaliados pelos próprios usuários. O objetivo é usar a opinião humana para melhorar a qualidade dos resultados de acordo com a relevância. Aparentemente, o Google gostou da idéia, aliás ADOROU! Tanto que já iniciou uma experiência na qual os usuários poderão “editar” os resultados de suas buscas:



Parece que o misterioso algoritmo do PageRank vai ficar mais obscuro ainda…

emGoogle Internet

O Tio Patinhas também quer pegar a onda da Web 2.0

Por em 28 de novembro de 2007




A Disney está planejando a aquisição de aproximadamente 20 startups nos próximos dois anos! As primeiras conversas já iniciaram com alguns empreendedores nos Estados Unidos, porém ainda não está claro onde a gigante do entretenimento quer chegar, contudo acredito que, pelo tipo de público-alvo da Disney, as aquisições deverão ser concentradas em soluções de jogos online e distribuição de vídeo.

Em agosto desse ano, a Disney já gastou US$ 700 milhões na aquisição do Club Penguin, um mundo virtual muito popular entre os baixinhos americanos e canadenses. Além do Club Penguin, a Disney já investiu em outras iniciativas como as redes sociais Disney Fairies e Family.com. Isso demonstra como o mercado americano de startups continua aquecido! Parece que o conto de fadas da Web 2.0 ainda está longe de acabar…

Fontes: CNN Money, Techcrunch

emIndústria Internet Web 2.0

Aprex: a Web 2.0 chega aos escritórios brasileiros

Por em 27 de novembro de 2007

PC & Pbook images Office 2.0 é um termo que tem sido usado frequentemente para representar a adoção dos conceitos da Web 2.0 dentro mundo corporativo. Essa abordagem incorpora novos paradigmas com impactos tecnológicos e (principalmente) culturais. É provável que o paradigma mais questionado inovador seja a adoção de soluções centralizadas na Web para as clássicas ferramentas de produtividade. Certamente, essa é uma questão controversa, porém é inegável que o uso de ferramentas Web agrega importantes benefícios para as empresas:

  • As aplicações de escritório funcionam verdadeiramente em múltiplas plataformas/dispositivos (seria o fim da guerra dos SOs?);
  • O armazenamento centralizado elimina (ou reduz) os típicos problemas de perda de dados dos usuários;
  • A administração centralizada do software promove o controle de versões e licenças;
  • As aplicações colaborativas melhoram significativamente a produtividade pessoal e organizacional;
  • O uso de configurações mais modestas nos desktops pode significar uma economia expressiva no orçamento de TI.

Esses são alguns motivos que fizeram as soluções Office 2.0 ganhar espaço nas empresas. É a materialização do conceito "Web como plataforma" no âmbito corporativo. Na gringolândia essa idéia é levada a sério (e muito!), tanto que na Office 2.0 Conference desse ano o principal assunto discutido por empresas como Google e Zoho foi "como ganhar dinheiro em cima dessa tendência". É de olho nesse mercado que os brasileiros do Aprex decidiram brigar atuar…

O que é Aprex?

O Aprex é um poderoso pacote de ferramentas de organização profissional desenvolvido especialmente para atender as necessidades das pequenas e médias empresas. O pacote possui três módulos (Escritório Online, Apresentações e Email Marketing) que são avaliados nesse artigo.

O primeiro contato com o Aprex é muito positivo. Não é à toa que a Business 2.0 elegeu-o em julho como um dos 31 melhores empreendimentos desenvolvidos fora dos Estados Unidos. Portanto, prepara-se para ver uma aplicação de alta qualidade, desenvolvida para atender aos elevados padrões internacionais. O Aprex está preparado para ampliar o acesso ao mercado externo: além de português, o aplicativo está disponível também em inglês e espanhol.

Escritório Online

O módulo Escritório Online inclui um calendário, uma agenda de contatos, um gerenciador de tarefas, um disco virtual, um bloco de notas, um gerenciador de links, um blog e um gerenciador de enquetes. É uma ferramenta bastante completa e flexível, pois permite o acesso de dispositivos móveis, porém aindam faltam funcionalidades para torná-la definitiva. Uma solução de escritório online deve funcionar não apenas como um repositório de informações, mas um ambiente para colaboração de equipes, especialmente quando seus membros estão geograficamente dispersos. Portanto, o Escritório Online do Aprex tem espaço para mais funcionalidades colaborativas, como edição de documentos e planilhas, controle de versões para arquivos e fórum para discussões entre os membros de um grupo de trabalho. Dessa forma, se uma empresa quiser trocar o Microsoft Office pelo Aprex terá que buscar apoio em ferramentas complementares, como o Google Apps, que têm um foco mais forte na interação entre os usuários.

Note que o Aprex não deve ser visto como um concorrente do Google Apps, pois os dois pacotes possuem funcionalidades distintas (com exceção do Calendário). Na verdade, existe uma grande sinergia entre as duas soluções, e a utilização em conjunto pode trazer muitos benefícios aos usuários. Eu não ficaria surpreso se um dia a Google fizesse uma boa oferta pela base de código do Aprex!

Apresentações

Aprex-2007-11-26 O módulo Apresentações utiliza um assistente para facilitar a criação de slides. Essa abordagem é bastante produtiva pois basta escolher um leiaute entre os disponíveis e informar o conteúdo para se obter, em minutos, uma boa apresentação. Contudo, essa ferramenta oferece menos flexibilidade para a criação de estruturas originais. Diferentemente da solução incorporada ao Google Docs onde a diagramação é livre, o módulo de apresentações do Aprex oferece opções pré-definidas para configurar o formato de uma apresentação. Essa limitação pode frustrar usuários experientes, especialmente àqueles já habituados ao Powerpoint (ou ao Keynote) pois não conseguirão converter automaticamente suas apresentações para o Aprex. A possibilidade de exportar uma apresentação também faz falta, pois eventualmente é necessário realizar uma apresentação offline.

Email Marketing Aprex_em_2007-11-26

O módulo Email Marketing é uma excelente ferramenta para administração de campanhas online. Com uma edição simplificada baseada em modelos, esse módulo viabiliza a criação de campanhas em tempo recorde. A solução da e-mail marketing do Aprex é ideal para empresas (e profissionais liberais) que desejam manter um canal direto com os clientes para divulgar produtos e serviços ou apenas mandar uma mensagem natalina.

Conclusões

O Aprex é um pacote de aplicações online bastante abrangente, que foi projetado para atender as necessidades de pequenas e média empresas. A facilidade de uso e a integração entre os módulos são indicadores do cuidado que a equipe técnica teve ao desenvolvê-lo. Um dos grandes atrativos do Aprex está na flexibilidade dos planos de utilização do serviço que variam de acordo com a necessidade de uso dos módulos. Há desde o plano gratuito até planos profissionais por até R$ 19,00 mensais. Agora qualquer empresa pode ter seu Office 2.0!

emProdutividade Web 2.0

Google quer vender anúncios também na TV

Por em 21 de novembro de 2007

Google na TV também! A Google, que já tem um projeto para explorar publicidade em revistas e jornais impressos, agora quer vender anúncios na TV. A iniciativa está sendo desenvolvida nos porões do Googleplex e vai além do modelo que está sendo testado atualmente no programa AdWords. O projeto iniciou há dois anos quando a Google contratou Vincent Dureau, CTO da OpenTV, para chefiar a equipe de tecnologia para TV. Os rumores apontam para o desenvolvimento de uma plataforma para aplicações que execute nos dispositivos que recebem sinais televisivos das empresas de TV a cabo e satélite. As possibilidades para uma solução desse tipo são ilimitadas: publicidade contextual, sobre-camadas interativas, links patrocinados, etc.

O objetivo da Google é ganhar mais dinheiro revitalizar a publicidade na TV, como já fez com a Internet, levando anúncios mais relevantes para a audiência e popularizando o acesso à midia. Hoje, no Brasil, anunciar na TV é um privilégio inacessível para pequenas e médias empresas. Caso o programa AdWords seja ampliado para a TV, o preço para anunciar nas grandes redes de TV deve cair significativamente. Esse modelo trará benefícios para os anunciantes, os espectadores, para os geradores de conteúdo (emissoras) e, claro, para a própria Google. A Google sabe ganhar dinheiro! Quanto não sabe, compra alguém que sabe!

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Google quer imprimir anúncios AdSense na sua revista preferida!

Por em 19 de novembro de 2007

A Google não pára de invertar! A patente registrada no último 8 de novembro mostra que a empresa de Mountain View quer estar presente no cotidiano das pessoas mesmo quando elas estiverem offline. A idéia é tão simples quanto genial: personalização de conteúdo e publicidade em publicações em qualquer formato, inclusive impresso! Isso significa que você poderá assinar um periódico, como um jornal ou uma revista, e recebê-lo totalmente customizado (das matérias aos anúncios publicitários). A Google é uma empresa de tecnologia, mas acima de tudo é uma empresa de publicidade! O império da Google é sustentado pela venda de publicidade contextual na Internet, porém essa patente indica o interesse em ampliar a área de atuação para outras mídias: revistas, TV, etc… Imagine receber uma revista impressa somente com as reportagens e propagandas que você tem interesse. Se um dia isso se tornar verdade, a Google deixará de ser um negócio bilionário para ser um negócio trilionário!

Obviamente, que existem algumas questões operacionais e logísticas que precisam ser tratadas. Como imprimir uma publicação em larga escala com conteúdo customizado para cada um dos seus milhares de assinantes? É difícil, mas não é impossível, pois os caras da Google, realmente, pensam fora-da-caixa! Só falta inventarem o outdoor contextual!

Fonte: TechCrunch

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Wikia Search = Google + Facebook

Por em 16 de novembro de 2007

Wikia

No final do ano passado, Jimmy Wales, o fundador da Wikipedia, cansou de ver o Google encher os bolsos de seus fundadores e decidiu virar concorrente! Jimmy anunciou o lançamento de um mecanismo de busca chamado Wikiasari que iria usar a inteligência coletiva para trazer resultados mais relevantes que o Google. Após quase um ano de desenvolvimento, o Wikiasari, agora chamado de Wikia Search, dá os primeiros sinais de vida. Em um evento realizado na África do Sul, Jimmy apresentou o primeiro screenshot (foto acima) do seu novo projeto. A primeira impressão é de que o Wikia Search é aplicativo híbrido que é 90% rede social e 10% mecanismo de busca! Provavelmente, a equipe do Wikia Search copiou inspirou-se no Facebook para projetar a interface de usuário.

A idéia de agregar um mecanismo de busca a um rede social não é ruim, mas acho que o Wiki-man está muito otimista em chamar o projeto de "o pior pesadelo da Google", como a revista Fast Company publicou. Se ele tivesse terminado o projeto há alguns meses talvez o impacto fosse realmente significativo, mas após o anúncio do OpenSocial o cenário é mais favorável para a Google. Na verdade, a Google está com a faca e o queijo na mão, pois já existe um gadget que permite fazer buscas no Google a partir de qualquer rede social compatível com o OpenSocial. Basta um espirro do Google para transformar esse gadget em um mecanismo de busca colaborativo que use a opinião dos membros da rede social para classificar o resultado das pesquisas. Isso seria o fim do Wikia Search. Parece que estamos diante de mais um produto que vai ser sepultado antes de nascer… Boa sorte na próxima, Jimmy!

[Via matthewbuckland.com]

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Blogs não são confiáveis? E os jornais são?

Por em 12 de novembro de 2007

O jornal O Povo está realizando uma enquete com a seguinte pergunta "Você acha que os blogs são fontes de informações confiavéis?". Obviamente, o resultado parcial é desfavorável para a blogosfera: 76% dos respondentes acham que não! Não acho que o resultado seja injusto, pois eu também não confio em TODOS os blogs que leio. Contudo, acho que a enquete é tendenciosa, pois oferece ao respondente somente uma resposta binária: sim ou não! Posso parecer paranóico, mas acredito que houve uma certa malícia na elaboração da questão com o intuito de disseminar a dúvida entre os leitores do referido jornal quanto a qualidade das informações publicadas em blogs.

É óbvio que existe muito informação incorreta em blogs: algumas são colocadas por erro, outras são plantadas propositalmente para gerar tráfego! Porém, existem muitas informações corretas também, e o melhor, acompanhadas de opiniões. Os jornais também possuem opiniões, porém elas estão escondidas diluídas nas entrelinhas. A grande maioria dos jornais se diz isenta ou imparcial, porém isso não passa de um mito! Os jornais, geralmente, representam grupos políticos ou econômicos e seus respectivos interesses. Agora é minha vez de perguntar: você acha que os jornais são fontes de informações confiavéis? Se você inocentemente respondeu sim, fique atento! Há jornais e há jornais. Da mesma forma que não dá para confiar em tudo que se lê na blogosfera, também há muitas mentiras inverdades publicadas na mídia impressa. A diferença é que a informação na Internet é livre, portanto a verdade está a um hyperlink de distância, basta procurá-la.

Ontem participei do BlogCamp-CE, o primeiro evento regional de uma série de iniciativas da blogosfera para debater temas relacionados a blogs. Foi muito gratificante ver como a preocupação com a ética tem sido um tema recorrente nas discussões. As informações presentes nos blogs são preparadas por pessoas (como nos jornais), portanto podem conter erros. Cabe ao leitor estar preparado para separar o joio do trigo. Felizmente, na blogosfera há bem mais trigo que joio! Não concorda? Então participe dessa pesquisa manipuladora.

P.S.: ATENÇÃO! Não confie nessa informação pois ela está publicada em um blog. Porém, use-a para desenvolver sua opinião consciente sobre o tema.

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