Telefônica aparentemente é atacada por hackers
Desde o dia 6, vários usuários estão reclamando de instabilidade no serviço de banda larga Speedy, da Telefônica. Aparentemente os problemas ocorreram devido a ataques nos servidores DNS do sistema.
Em comunicado divulgado dia 9, a Telefônica se pronunciou:
A Telefônica informa que, nos últimos dias, parte da sua infraestrutura que dá suporte ao acesso à internet tem sido alvo de ações deliberadas e de origem externa que acarretaram dificuldades de navegação em páginas da internet
O ocorrido está sendo investigado pela Anatel, e o Speedy vai oferecer descontos na conta dos usuários afetados.
Enquanto isto, se o problema for de fato somente com os servidores DNS, o usuário pode contorná-lo usando outros servidores DNS para sua conexão, como os do (excelente) OpenDNS, que são:
- 208.67.222.222
- 208.67.220.220
[fontes: Estadão, Jornal da Cidade, e inúmeros relatos no twitter]

Mais novidades no Gmail: imagens e hora local do remetente
As novidades continuam chegando quase todas as semanas no Gmail, o serviço de e-mail do Google. As últimas que eu achei interessantes:
1) Possibilidade de inserir imagens no corpo do e-mail, anteriormente isso só era permitido como anexo.

2) Exibição da hora local do remetente, bem como um ícone mostrando se o remetente está em horario comercial ou não (considerado entre 9-18h). Talvez no Brasil esta função não importe muito, entretanto para quem trabalha com pessoas em fusos diferentes como eu, é uma enorme mão na roda.

As duas novidades chegam como opções no Gmail Labs. Basta ir em sua conta e ativá-los.
[via Official Gmail Blog]

Devemos substituir HDs antigos ?
Algo que me preocupa bastante é a integridade dos meus dados. Hoje tenho muita coisa que não pode ser perdida de forma alguma, por exemplo fotos de família e documentos arquivados há vários anos. Por este motivo, eu tenho sistemas de backup local (em HD externo) e online (uso o Mozy), que garantem que meus dados estejam razoavelmente protegidos. Um pensamento que me ocorreu seria se seria sensato eu substituir meus discos rígidos periodicamente.
Para avaliar a chance de quebra, uma métrica utilizada é o tempo médio entre falhas (mean time between failures, MBTF). Mas há duras críticas ao método (por exemplo nesta excelente discussão), já que é um número que é pouco palpável para o consumidor final. Talvez algo mais razoável seja usar a taxa de falha (failure rate) para este tipo de equipamento. Se na prática, a chance do HD falhar no primeiro ano seja de 1%, fica muito mais fácil entender o que isso significa. Outro fator é a intensidade do uso do HD, se ele fica ligado continuamente ou não.
Fui na Amazon.com e peguei como exemplo o HD interno mais vendido das duas grandes (WD e Seagate). No próprio site da WD, não foi informado o MTBF do Scorpion de 2.5 polegadas, somente a garantia de 3 anos. Já no site da Seagate, eles informam a taxa de falha anual nas especificações (pdf), (neste caso 0.34%) e o MBTF (750.000 horas, ou 85 anos).
Supondo que a taxa de falha anual de um HD moderno seja inferior a 1% para uso contínuo, e que esta taxa aumente conforme o disco vai envelhecendo, existe uma chance bem razoável de um disco falhar. O meu limiar pessoal para ficar preocupado com um HD seria se a chance naquele ano de falha fosse de 5% (1 em 20). Um paper do pessoal do Google examinou justamente o índice de falhas dos HDs deles (digamos que eles tenham alguns HDs para testar lá). No primeiro gráfico do estudo eles mostram a taxa de falha de acordo com a idade do HD.
Claro que este é um apanhado de todos os drives que foram avaliados no estudo, de várias marcas e modelos diferentes. Eles avaliam outras variáveis, como intensidade do uso, temperatura, e a importância de erros detectados pelo SMART, que mostra que a detecção de um erro pelo sistema SMART aumenta em muito a taxa de falha esperada, como deveria ser.
Pessoalmente, eu estou pensando não em simplesmente jogar fora meus HDs antigos após um certo tempo de uso, mas em rodar os HDs. Inicialmente sendo o drive primário no desktop, e depois de 3 anos sendo substituido por um HD novo, e o HD antigo sendo utilizado como backup somente.
O que vocês acham ? Como gerenciam seus HDs ?
97% dos emails são spam
Foi esta a conclusão de um relatório publicado pela Microsoft, que analisou o tráfego de emails entre junho e dezembro de 2008. Existe uma grande flutuação no volume absoluto de mensagens, já que as botnets que costumam enviar enormes quantidades de spam são detectadas, desabilitadas, e novas são criadas. Entretanto, chegamos em um patamar que a vasta maioria é lixo.
Um dado interessante é o mapa mundial da taxa de infecção por malware. Vejam os países marcados em vermelho:

Enquanto a taxa global média de máquinas infectadas é de 8.6 a cada 1000, no Brasil e Rússia este número é três vezes maior. O artigo cita que no Brasil em particular muitas infecções são feitas através de emails que enganam o usuário a pensar que se trata de um email de sua instituição bancária.
Os leitores do Meio Bit não são o público-alvo típico deste tipo de infecção, e é ai que mora o problema: na educação dos usuários leigos, que continuam clicando em qualquer coisa que recebem no e-mail. É muito difícil educar este tipo de usuário, que agora ainda por cima tem que se preocupar com arquivos .pdf também. Outros problemas específicos ao Brasil que posso citar:
- alta taxa de cópias piratas do Windows, que acabam não tendo suas atualizações de segurança instaladas automaticamente.
- Uso de sistemas de email com defesa anti-spam e anti-phishing ruins, como o próprio Hotmail da Microsoft. Pessoalmente, eu tenho usado o Gmail há vários anos e ele tem feito um trabalho excelente de filtrar estas mensagens potencialmente perigosas, com quase nenhuma intervenção.
[via BBC]
Google Health expande seu alcance
O Google anunciou ontem que está agregando ainda mais farmácias ao Google Health, com a rede americana CVS entrando no sistema. Um dos problemas encontrados diariamente por profissionais de saúde é saber exatamente que medicamentos seu paciente está tomando, visto que muitos pacientes tomam vários medicamentos sendo alterados com certa frequência. Imagine um paciente idoso, tomando mais de 10 medicamentos diferentes diariamente; é dificil gerenciar tudo isso.
O Google Health conecta-se à várias redes de farmácias, e também a alguns sistemas de prontuário eletrônico, e agrega toda esta informação em um único lugar. O paciente, que é dono da conta, escolhe quem pode ter acesso a estas informações: família, médicos, por exemplo.
A idéia é muito boa, entretanto a complexidade de se criar um sistema que lida com tantos outros sistemas diferentes é muito alta. E claro, o paciente ter pego o medicamento na farmácia não necessariamente significa que ele esteja efetivamente tomando este medicamento. Acredito que algo como o Google Health seja muito valioso no momento em que os profissionais de saúde passarem a utilizá-lo de fato. Vamos ver quando isto consegue massa crítica.
Twitter não gosta dos serial-followers
Curioso como o ser humano é. Alem de ser uma espécie extremamente tribal, alguns humanos se alimentam de aprovação de seus próximos. Quer um elogio maior do que dizer “cara, posso te seguir ?”. É exatamente isso que o twitter propicia. Um usuário segue os devaneios de outros, e acaba com isso massageando o ego do seguido.
E isto é uma cachaça. Então agora há gente que busca seguir milhares de pessoas, e muitas destas pessoas retribuem seguindo a pessoa original (confuso, né ?). Eu gosto de chamar esses caras de serial-followers. O twitter estava com uma funcionalidade em testes no sistema chamada auto-follow: quem te segue, automaticamente passa a ser seguido também. Mas hoje foi anunciado o fim desta funcionalidade, que era restrita a algumas contas e a quem pedisse via email.
Já vai tarde. A sacada de usar o twitter de maneira produtiva é usá-lo com moderação. Como o Cris Dias conta, é como participar de um bar. De outra forma, é como tentar beber água de um hidrante, ou entrar no bar e berrar: “Galera, cheguei !” e tentar acompanhar todos as 235 conversas em andamento.
Ainda bem que o pessoal do twitter também concorda e ajuda assim a limitar o ruído que eu não quero escutar. Depois de um tempo considerável, eu passei a entender a utilidade do twitter, e passei a aproveitá-lo melhor. Não sou nenhum expert no twitter (alguem é ?), mas algo que está conectando as pessoas de uma maneira muito maior do que as redes sociais ou IM tem que ser aproveitado.

