O Meio Bit leva você ao Nu Photo Conference – último dia para participar
Como já noticiado por aqui, a iPhoto Editora esta capitaneando um congresso de fotografia com tema inédito na América Latina e talvez no mundo inteiro. O 1º Nu Photo Conference vai acontecer em São Paulo nos dias 19, 20 e 21 de setembro, no Teatro das Artes | Shopping Eldorado. A fotografia de nu artístico ou fotografia sensual (existem algumas diferenças entre os dois tipos) é a que mais fascina o ser humano, uma das mais praticadas por revistas e editoriais de moda e, ao mesmo tempo, uma das mais inacessíveis para quem está começando na fotografia (por razões obvias).
Porém, o que alguns podem não saber é que através de uma parceria com a Iphoto Editora o Meio Bit está levando um de seus leitores para participar dos três dias de palestra totalmente de graça. Isso mesmo. Um congresso inédito na América Latina e você pode fazer parte desse evento. Ao contrário de outras promoções decidimos não sortear no twitter, onde o número de participantes pode ser maior, mas o mérito nem tanto. Por isso lançamos um concurso fotográfico para você que quer assistir aos grandes nomes da fotografia de nu dividir seus segredos.
O tema do concurso é O Meu Olhar sobre a Sensualidade e hoje é o último dia para se inscrever. Se você está interessado é só ler o regulamento da disputa e enviar sua foto até a meia noite de hoje. O vencedor vai ser anunciado na Segunda-Feira. Não percam essa oportunidade.

Alpha 77 – estará na hora de investir em uma Sony?
Boatos estavam correndo na internet já há algum tempo, mas agora se torna realidade. A nova Sony Alpha 77 está chegando ao mercado e parece ser uma ótima câmera. Porém, sempre fica aquela pulga atrás da orelha. A primeira coisa que sempre me deixa triste é a utilização da tecnologia do espelho translúcido. Tudo bem que melhora a velocidade do sistema de autofocus no modo Live View, mas obriga a câmera a utilizar o view finder eletrônico. A Sony já anunciou que não vai mais trabalhar com visor ótico, mesmo em suas câmeras profissionais, então é melhor ir se acostumando. A segunda coisa é que todas as câmeras reflex da Sony que já peguei na mão (estou falando dos modelos de entrada) pareciam ser câmeras de brinquedo. Muito frágeis e com acabamento bem pobre. E por último temos a qualidade de imagem. As Sony Alpha sempre tiveram um probleminha com ruído.
Mas, talvez isso esteja melhorando. Olhando para a Alpha 77 eu vejo uma câmera que pode mudar um pouco essa história. O corpo do equipamento é feito de plástico industrial e metal, mostrando a durabilidade da câmera. O design não é dos melhores, mas talvez seja apenas minha mente apegada aos desenhos mais tradicionais. Outra coisa que faz diferença, pelo menos para mim, é a durabilidade do obturador prometida para 150 mil disparos. Características que já podem candidatar a câmera para alguns trabalhos profissionais. Outro conforto muito bem vindo são os dois visores LCD. Um na parte de trás da câmera (articulado) e outro superior, perto do botão disparador. Pode parecer bobeira, mas ajuda muito ter algumas informações disponíveis na parte de cima da câmera. Fechando a parte do design, temos uma empunhadura suave e ao mesmo tempo bem cavada, propiciando uma boa pegada, mesmo para quem tem mãos grandes.
A câmera chega ao mercado com um sensor CMOS APS-C de 24 megapixels. Aqui vamos a outra observação. Será que precisamos de tudo isso? Tudo bem que as possibilidades de corte na imagem se multiplicam e as impressões em grandes formatos ficam mais folgadas, mas penso que 18 megapixels seriam mais do que suficientes. Imaginem o tamanho do arquivo RAW gerado. Porém, outras características técnicas são muito interessantes. Por exemplo, a câmera pode fazer 12 fotos por segundo no modo contínuo. Essa é uma quantidade de fotos de respeito para um equipamento intermediário. Outra coisa que coloca a câmera um patamar acima da concorrência é a existência de contato PC para cabo de sincronismo. Tudo bem que atualmente tem muito radio flash no mercado com preço acessível, mas o cabo de sincronismo já me salvou em algumas situações. Por fim, a câmera possui um view finder eletrônico OLED com a resolução de 2,4 megapixels. Eu gostaria muito de ver a capacidade de representação da imagem desse novo visor. No mais, a câmera pode produzir vídeos em alta definição Full HD, velocidade ISO entre 100 e 16.000, velocidade do obturador chegando a 1/8000, microfone estéreo e possibilidade de micro ajuste do foco.
O Dpreview (sempre eles) já conseguiram colocar a mão em uma unidade da câmera e fizeram um pequeno teste e já colocaram no ar uma galeria com amostras de imagens. Olhando para o geral a câmera mostra uma boa representação de cores e detalhes. A maioria das fotos foram feiras de dia, mas algumas mostram a utilização do ISO 1250. Infelizmente, nessas condições o ruído já se torna evidente nas imagens. Pensando que a D7000 da Nikon, uma câmera que estaria um pouco abaixo da categoria da Alpha 77, pode chegar ao ISO 2000 de maneira tranqüila, então a Sony teria que correr um pouco mais no caminho da qualidade de imagem. Estranho, pois a câmera tem tudo para ser um produto de grande sucesso, mas esse pequeno detalhe do ruído sempre estraga um pouquinho a festa.
A nova Sony Alpha 77 vai estar a venda por US$ 1.400,00 (somente o corpo) ou por US$ 2000,00 com a nova lente SAL 16-50mm f2.8.
Novas câmeras Canon são anunciadas
Temporada de lançamentos chegando. Canon, Nikon e Sony estão anunciando nova linha de câmeras que chegam para substituir as que já estavam no mercado durante o ultimo ano. Incrível como a vida útil de uma câmera compacta é curta. Algumas câmeras reflex mais caras possuem vida comercial mais longa, mas os equipamentos mais baratos são trocados das prateleiras com no máximo dois anos de vida. Isso é justificável quando temos uma grande evolução tecnológica entre os modelos, mas muito questionável quando o objetivo é apenas vender quase os mesmos equipamentos com a cara de novidade.
A Canon está com três novos modelos que merecem destaque. A primeira é uma compacta com grande distância focal (algo que está se tornando comum no mundo da fotografia). A ELPH 510HS (IXUS 1100HS) é uma câmera pequena mas com uma distância focal de 28-336mm (equivalente no formato 35mm) e 12 megapixels de resolução máxima em um sensor CMOS retroiluminado. O fato de ser pequena é um fator complicado do ponto de vista da estabilidade. Trabalhar em 300mm com uma câmera compacta não é fácil, mas a Canon providenciou um estabilizador de imagem na lente para ajudar nesses momentos. Outro conforto do equipamento é o visor LCD de 3,2 polegadas sensível ao toque que toma quase toda a parte traseira da câmera. Segundo a Canon, essa é a única compacta da família IXUS que pode produzir fotos nos formatos 3:2, 16:9 e 1:1. A câmera também utiliza o processador DIGIC 4 e pode fazer filmes em Full HD. Boa pedida para levar sempre na bolsa.
A segunda câmera do pacote é uma compacta automática com 8x de zoom ótico. A ELPH 310HS (IXUS 230 HS) possui uma lente que começa em uma boa grande angular de 28mm e se estende até uma teleobjetiva de 224mm. Ótima distância focal em se tratando de uma câmera compacta. A câmera é equipada com sensor CMOS retroiluminado de 12 megapixels de resolução máxima, visor LCD de 3 polegadas, e o sistema de estabilização de imagem inteligente (Smart IS). A câmera é totalmente automático é equipado com 32 modos de cena e os modos de efeito criativos. Finalizando, mesmo sendo a câmera mais simples do pacote, ela também pode fazer filmes em Full HD. A alta definição agora está chegando para as massas.
A última e mais importante câmera dessa leva de lançamentos é a Powershot SX 150IS, mais nova representante de uma linha que considero vencedora dentro da Canon. Desde o primeiro modelo o que encontramos foi conforto, ótima qualidade de imagem e uma quantidade elevada de recursos. Só o fato de possuirmos modo manual completo e os modos de prioridade de abertura e velocidade já vale à pena olhar com mais carinho para a câmera. A novidade aqui é o novo sensor CCD de 14 megapixels de resolução máxima, substituindo o de 12 megapixels da versão anterior. A câmera possui 12x de zoom ótico (equivalente a uma 28-336mm) e estranhamente não produz vídeos em Full HD. Ela fica apenas na alta definição com 720 linhas com 30 quadros por segundo. Fora isso, temos as perfumarias de modos automáticos, filtros criativos e o modo de detecção de cena. Embora seja uma compacta, a SX150IS não pode ser chamada de uma câmera compacta. Ela é levemente maior que uma câmera compacta normal e um pouco mais pesada. Ideal para quem procura qualidade.
PIB2011 – iPhoto Editora
E como último texto da Photo Image Brazil deste ano temos o estande da iPhoto Editora que também nos trouxe muitas novidades. No dia que estive presente pude conferir algumas palestras muito bacanas. Entre elas encontramos o sempre bem humorado Danilo Russo que trouxe uma palestra muito informativa sobre fotografia de moda. A aula teve modelo e demonstração da montagem de esquemas de luz e algumas pegadinhas da arte da iluminação. Também tivemos uma ótima aula de Photoshop com o mestre Altair Hoppe e outra aula de diagramação de álbuns com a dupla Reinaldo Martins e Fernanda Marques. Outra grande apresentação, assim como no ano passado, foi do Luiz Garrido, que está divulgando o seu livro Retratos e falando um pouco sobre sua carreira, a forma como ele fotografa e as histórias de seus personagens. Quem já viu a apresentação sabe como são divertidas e interessantes as aventuras desse fotógrafo.
Porém, me desculpem os outros palestrantes, mas o destaque, em minha opinião, fica por conta de Gina Stocco que estava palestrando pela primeira vez no estande da iPhoto Editora. A fotógrafa (uma figura muito divertida) veio dividir com os presentes um pouco de sua experiência na produção de ensaios sensuais com mulheres comuns. Aliás, esse é um mercado que anda aquecido dentro da fotografia e nunca é demais estar atualizado sobre as coisas que estão acontecendo. Gina Stocco também faz parte da grade de palestrantes do Nu Photo Conference, que vai se realizar no mês de setembro em São Paulo. Conversei um pouco com ela nos bastidores e garanto que é daquelas pessoas que você quer conversar cada vez mais. A apresentação foi basicamente um bate-papo sobre como ela começou a fotografar, as influências e como começaram a aparecer as oportunidades para os ensaios sensuais. Vale a pena conferir essa apresentação se tiverem oportunidade.
Do outro lado do estande tínhamos a venda dos DVDs e livros produzidos pela iPhoto Editora. Além de obras já lançadas nos outros anos, temos duas novidades para o público. A primeira novidade é o volume 2 do DVD de Fernanda Marques e Reinaldo Martins sobre Diagramação de Álbuns de Casamento. A segunda novidade é o DVD Ensaios de Noivos – A magia da luz de Adriano Gonçalves. Os dois já estão comigo para resenhas que devem sair ainda nessa semana. No mais, gostaria de destacar a atenção que todos os palestrantes e pessoas da iPhoto Editora dispensam para o Meio Bit e para transformar nossa cobertura dos eventos patrocinados por eles em algo muito especial.
As meninas do Photo Image Brazil 2011
Todos os anos uma constante se repete na Photo Image Brazil. Estamos falando do exército de modelos profissionais que são contratadas para distribuir panfletos, sacolas e marcar o código de barras de nossos crachás. Algumas não sabem nada de fotografia ou sobre as câmeras que estão segurando, pois estão lá para embelezar o ambiente ou para servir como teste para as câmeras que estão sendo demonstradas ao público. Como o público do evento é em sua maioria de homens (sim, sei que a participação das mulheres vem crescendo durante os anos, mas ainda não são maioria) é ainda uma tática válida para atrair os fotógrafos. E digo a vocês que isso funciona muito bem.
Porém, vida de modelo profissional não é fácil. Elas ficam em pé durante todo o evento, aturam malas que tentam passar a cantada do fotógrafo (vi alguns tentando jogar o conto do book fotográfico gratuito) e não devem ganhar muito para tudo isso. Por isso, aqui vai minha pequena homenagem a todas que nos trataram muito bem durante o evento e ainda mostraram um grande bom humor para nossas perguntas cretinas.
PIB2011 – Fuji Film
O estande da Fuji estava bem grande esse ano, mas com uma iluminação horrível. Todas as câmeras que já fizeram a fama da empresa em feiras passadas estavam lá. A HS20 e a câmera 3D estavam em pedestais, mas sem nenhum destaque. Também estavam lá as câmeras a prova d’água em tanques para mostrar como funcionam bem submersas e também tínhamos os minilabs e impressoras fotográficas. Tudo lindo e bem montado, mas o destaque absoluto do estande era outro. Estamos falando da Finepix X100.
A pequena câmera chega ao Brasil e ver ela pessoalmente é tão impressionante quanto ler sobre ela. A câmera é pequena e extremamente leve e nos traz todo o charme do design retro. A primeira coisa que nos chama a atenção é o visor híbrido que possui o melhor de dois mundos. Você pode usar tanto o visor eletrônico quanto o visor ótico (que possui uma nitidez absurda). Porém, o visor eletrônico possui vários confortos muito úteis, embora nenhum seja novidade. Temos a linha da regra dos terços e a linha do horizonte que vão ajudar em muito no enquadramento e nivelamento da foto.
Outros destaques desse incrível equipamento são a lente fixa de 23mm com abertura máxima de diafragma em f/2, o sensor de tamanho APS-C, o novo processador EXR e o filtro ND acoplado. A Fuji montou um pequeno cenário para ser fotografado pela câmera e com a presença de uma modelo. O equipamento é muito fácil de usar, confortável e silencioso. Ótimo para fotógrafos de rua que quer passar despercebido ou que não quer carregar quilos de equipamento. O problema é o preço do brinquedinho. A Finepix X100 vai chegar ao mercado brasileiro por um preço sugerido de R$ 4.000,00.

















