Você está lendo os artigos de Gilson Lorenti

Câmeras reflex – como escolher?


 

Esse texto é baseado em uma dúvida mandada por um leitor do Meio Bit. O Marco Henrique Martins Araujo está cheio de dúvidas sobre qual câmera reflex comprar e não entende muito bem a baciada de especificações técnicas que a gente sempre coloca em todos os textos que publicamos por aqui. Como saber se a câmera que você quer comprar é a ideal para o que você quer fazer? Essa é a grande dúvida que assola a maioria dos fotógrafos iniciantes e, infelizmente, creio não existir uma resposta fácil e certeira. Mas, podemos levantar alguns fatores para aqueles que estão nessa grande dúvida existencial.

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Sony A37 e Sony NEX-F3 – sem muitos atrativos

Por: em 18/05/12 na(s) categoria(s): Equipamentos


Sabe quando você recebe o release oficial do lançamento de uma nova câmera e não fica impressionado? É o caso dessas duas novas câmeras da Sony. Não estou falando que elas são ruins, apenas que não impressionam. Estão chegando ao mercado apenas para cumprir tabela e talvez levar um ou dois consumidores a trocar de câmera. O engraçado é que os releases oficiais são escritos com tanto entusiasmo que parece que está chegando ao mundo o equipamento mais importante de todos os tempos.

A Sony SLT A37 chega para tomar o posto de câmera reflex mais barata da empresa. Utilizando a tecnologia de espelhos translúcidos (que segundo informações da própria Sony é o destino de todas suas câmeras reflex) a câmera é equipada com um sensor CMOS APS-C de 16 megapixels. A câmera vai executar 5,5 fotos por segundo no modo contínuo em resolução máxima e 7 em modo 1,4x. Também encontramos um visor LCD articulado de 2,7 polegadas com 230 mil pixels, o  visor eletrônico de 4,44 milhões de pixels e 15 pontos de autofocus sendo 3 em formato de cruz. Junto com a câmera temos  a lente 18-55mm DT. A nova Sony SLT A37 será comercializada por US$ 600,00.

Já a Sony NEX-F3 é a nova representante da linha mirrorless da fabricante japonesa. Ela chega com um sensor CMOS APS-C de 16 megapixels, visor LCD articulado de 3 polegadas com 921 mil pixels e um pequeno flash acoplado. Ela pode fazer 5 fotos por segundo em máxima resolução e produz vídeos em Full HD com 1080 linhas e 24 fotogramas por segundo. A Sony NEX-F3 vai ser comercializada por US$ 600,00.

Junto com as novas câmeras tivemos duas novidades em relação a lentes para a linha Alpha. A primeira é o lançamento da lente 18-135mm F3.5-5.6 SAM. Essa é a distância focal almejada pela maioria dos amadores que conheço por conta de cobrir quase todas as necessidades de um fotógrafo em início de carreira. São 14 elementos distribuídos em 11 grupos com 3 elementos asféricos e 2 de cristal ED. A lente já está em pré-venda ao preço de US$ 498,00. Um valor bacana. Também temos o relançamento da lente 18-200mm F3.5-6.3 OSS que agora chega na cor negra. Não conheço nada dessa lente e não posso falar de sua qualidade. O valor de venda está em US$ 850,00 e deve estar disponível ao consumidor em julho.

 

 

Meio Bit no Flickr – Fotos da Semana


Um toque para você que está começando na fotografia e quer mostrar seu trabalho para o mundo através do flickr. É muito positivo você dar um nome para a foto em vez de deixar o nome do aquivo que a câmera gera. Outro fato que ajuda na interpretação do observador é uma pequena descrição sobre a foto mostrada. Pequenas coisas que separam as fotos mais comentadas do resto.

A Foto da Semana é escolhida entre as imagens postadas em nosso grupo no Flickr. Já temos 1.838 participantes e um total de 38.435  itens compartilhados.

ATENÇÃO: pessoas que não permitem o compartilhamento de imagens no flickr podem mandar suas imagens para nosso grupo sem problema, mas ficam impossibilitadas de participar da escolha semanal de fotos.

Estatísticas do grupo do Flickr do Meio Bit:

Cinco maiores colaboradores

 

Cinco maiores Tags do grupo

  • brasil
  • brazil
  • Canon
  • nikon
  • natureza

 

Arapoti - Paraná - Brasil

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Fujifilm WCL-X100 – adaptador de grande angular para a X-100

Por: em 16/05/12 na(s) categoria(s): Lentes


Lembram-se da Fuji Finepix X-100? É aquela câmera compacta com lente fixa e sensor APS-C que se mostrou o desejo de consumo de muito fotógrafo e que no Brasil custa uma verdadeira fortuna. A câmera, mesmo tendo um preço elevado, vendeu como água e trouxe a alegria de fotografar com uma câmera pequena com grande qualidade de imagem e sem precisar carregar quilos e quilos de equipamento. Porém, sempre existiu uma reclamação. A lente fixa do equipamento, equivalente a uma 35mm levando em conta o fator de corte, tem um ângulo que não favorece a fotografia de grupos de pessoas ou paisagens. Tudo bem que não é uma coisa que inviabiliza o seu uso, mas é notório que o consumidor nunca está totalmente feliz com seus brinquedos.

Agora a Fuji decidiu eliminar esse pequeno incomodo do equipamento. Eles estão lançando um adaptador grande angular para ser utilizado com a Finepix X-100. O WCL-X100 foi desenhado para ser acoplado diretamente na lente da X-100. Tanto o design quanto o material com que ele é fabricado se encaixam perfeitamente na câmera deixando o visual bem equilibrado. Com ele a câmera passa a ter um ângulo de visão equivalente a uma lente 28mm, uma distância focal mínima que encontramos na maioria das lentes zoom que são vendidas atualmente. Junto com o conversor estão disponíveis também, opcionalmente, os filtros protetores LH-X100 e PRF-49S. A lente é construída com 4 elementos divididos em 3 grupos e todos os cristais são fabricados com o revestimento EBC da Fujinon.

Para provar que vale a pena o investimento no brinquedinho, a Fuji colocou a disposição em seu web site seis exemplos em alta definição da utilização do WCL-X100 juntamente com a Finepix X-100. As imagens foram feitas em f/5,6 e f/8 e utilizando os filtros simuladores de filmes Astia, Provia e Velvia. As imagens, uma mais bonita que a outra, possuem ficha técnica completa e mostram que a fotografia de paisagem fica muito mais confortável com o novo adaptar. Isso só me deixa mais aguado ainda para comprar o equipamento.

 

 

 

Leica 0-Series n°116 – a câmera mais cara do mundo?

Por: em 15/05/12 na(s) categoria(s): Áudio Vídeo Fotografia, Notícias


O que determina o preço de uma câmera fotográfica? Se estamos falando de uma câmera nova então é a tecnologia utilizada em sua construção, a qualidade da imagem que ela entrega e o peso da marca que a fabricou. Mas, e de uma câmera que foi fabricada há 89 anos? O principal fator é sua raridade, afinal de contas, aquilo que existe em grande quantidade possui um baixo valor, a história envolvida em sua produção e, claro, o nome do fabricante. Por isso que, invariavelmente, quando ouvimos falar de vendas milionárias de câmeras em leilões quase sempre estamos falando de uma Leica.

E dessa vez mais um recorde foi quebrado quando  um leilão de apenas 4 minutos conseguiu vender uma Leica 0-Series n°116 pela bagatela de 1,8 milhões de Euros. Somando os impostos devidos pela compra, a câmera custou apenas 2,16 milhões de Euros. Para quem não participa desse mundo de colecionadores, fica até difícil entender como uma câmera mecânica pode valer tanto dinheiro. Mas, temos alguns indicativos. Além de ter sido fabricada pela Leica a  0-Series n°116 é uma edição muito especial e rara. Foram fabricadas em 1923 e apenas 25 unidades foram produzidas. Dessas 25, apenas 12 existem no mundo atualmente.

Percebemos que a Leica desde seu início aposta em edições especiais de suas câmeras. No lançamento elas são muito caras, mas depois de 80 anos o investimento se torna milionário. Pensando nisso, seria uma boa herança para seus filhos e netos.

Canon vai substituir humanos por robôs em linha de montagem

Por: em 15/05/12 na(s) categoria(s): Notícias


O futuro está chegando, e vai ser mais evidente na linha de montagem de câmeras digitais da Canon. A empresa acaba de anunciar que vai substituir todos os empregados humanos por robôs na fabricação de suas câmeras fotográficas digitais. Essa notícia me leva diretamente ao passado em minhas aulas de economia na faculdade onde discutíamos acirradamente a substituição da mão de obra humana por máquinas automatizadas. O impacto para o trabalhador é negativo, pois postos de trabalho são fechados, mas para a empresa é uma grande economia, pois mesmo o investimento inicial sendo alto, em longo prazo a tecnologia se paga com folga. Teoricamente isso deveria refletir também no preço ao consumidor, pois com a queda dos custos essa economia poderia passar para o preço final do equipamento, mas nem sempre isso acontece.

A empresa está bem adiantada em seu planejamento e espera-se que já em 2015 a linha de montagem automatizada  esteja completamente montada na fábrica do Japão. Conforme os resultados alcançados a medida será espalhada pelas outras fábricas da empresa. E o que será feito dos empregados humanos? A maioria provavelmente será demitida, mas a Canon já anunciou que irá remanejar essa mão de obra para o setor de controle de qualidade e para outras divisões e setores que estiverem em criação ou crescimento.

Se der certo, pode apostar que as outras fabricantes de câmeras vão entrar na mesma onda, pois vale a máxima de que nada se cria e tudo se copia. Então é melhor se preparar, pois as máquinas estão chegando.

Fonte: Market Watch