Digital Drops Blog de Brinquedo

Campus Party: Errar é corporativo?

Por em 14 de fevereiro de 2008

Não é somente a imprensa em geral que transmite um conceito superficial e falho sobre o Campus Party.

Vamos admitir: erros estratégicos acontecem, mas ao estar no Campus Party para o Meio Bit tive a oportunidade de presenciar que até mesmo empresas da área de tecnologia pecaram por não conhecer seus clientes. Ou seja, empresas que deveriam saber ou pesquisar falharam ao tentar conquistar a simpatia dos blogueiros presentes no evento.

O primeiro exemplo é o Terra, patrocinador oficial do Campus Blog, que veio com uma proposta, no mínimo, simplória: ganhar um “squeeze” de alumínio se tirasse uma foto e a publicasse no Fotolog do Portal e somente um pequeno link para o blog de quem aparecesse na foto. Não foi exatamente um grande hit.

Já o concurso da Universia (somente para participantes e com prazo determinado) para criar um blog sobre o Campus Party em sua plataforma, mesmo com um prêmio extremamente atraente (um iMac), parece ter tido poucas adesões. Por que motivos? Primeiramente divulgação na mídia errada: que pessoal ligado em tecnologia vai ler um pedaço de papel distribuído no Welcome Kit? Aliás desde quando mala direta e propaganda assim tem alto resultado? Segundo por ser uma cobertura que a maioria da pessoas já está fazendo para si mesma – uma proposta para quem já tem blog (seja gratuito ou pago) resultaria num trabalho extra além da produção do texto. Ou seja: Que vantagem Maria leva?

Mas a empresa que mais deixou a desejar foi o Google. No começo da divulgação do evento, falou-se que as barracas seriam patrocinadas por eles (o que ficou a cargo da Telefonica). Nas áreas para as palestras, o logo está somente presente na área de astronomia (sinergia excelente para o Google Earth e o Google Star) e em mais lugar nenhum! Nem uma área, nem um brinde, nem uma simples menção nos demais andares.

Em comparação, o Yahoo acertou no que os blogueiros mais gostam: divulgação simples mediante um contrato temporário para destaque de conteúdo sobre o Campus Party em sua página. A iniciativa chamou a atenção e garantiu uma cobertura e um tráfego para ambos os lados.

Só espero, sinceramente, que no próximo ano esses erros não sejam recorrentes. Vamos ver.

emMiscelâneas

Campus Party – Primeiras Impressões de uma blogueira de negócios

Por em 13 de fevereiro de 2008

Em resposta ao post do Leo sobre “O que rola na Campus Party?” e alguns comentários gerados, vou colocar o Campus Party como eu o vejo hoje:

Há realmente a parte adolescente presente (mas quem não é uma eterna criança se cresceu jogando Atari, Master System, Mega Drive, Nintendo64,  Playstation2, Wii entre outros), afinal de contas, quem nunca jogou no  arcade?

O Desenvolvimento de Jogos vem criando tecnologias cada dia melhores e de maior qualidade, seja para lazer (games), seja para treinamento de médicos na área cirúrgica (simuladores) – e aqui passam senhores uniformizados de pelo menos 2 das forças armadas brasileiras – mas lamento que confundam simuladores com games em geral;

 A área de Desenvolvimento de Software chama atenção (afinal de contas, que software não tem de ser feito assim? ou que necessidade não pode ser customizada?),

 A Robótica atrai os profissionais (a maioria engenheiros) interessados em mecânica, novas concepções, incrementos e alguns curiosos;

 Claro que há divulgação de empresas de diversas áreas em TI: Telefonica (praticamente em cada local que os olhos batem), Intel (que trouxe blogueiros de aluguel), Yahoo (com proposta de concessão de licença para destaque sobre o evento), para citar alguns, mas realmente todas parecem voltadas muito mais ao cliente pessoa física, do que a jurídica desenvolvida (sem contar os empreendedores). Eu realmente me pergunto por que não conciliar mais novos empreendimentos e desenvolver mais incubadoras?

 Ah! E a blogosfera – ah! a blogosfera – animada entre os poucos rostos conhecidos, com espaço para tietagem, divulgação de todo tipo de blog – eu, por exemplo, estou sentada ao lado de uma blogueira na área de meio ambiente que odeia ecochatos  e palestras que objetivam gerar um conceito mais claro para quem não está no meio. No jargão administrativo: falta proposta de valor agregado.

 Enfim, é claro que ainda falta um foco maior de corporações para corporações, ou melhor: ainda se investe muito pouco em start-ups ou teme-se em investir (talvez por causa da velha bolha americana na área) ou realmente ainda falta interação entre grandes e pequenas empresas para mesclar negócios – minha hipótese ainda está sob formulação.

 Também acredito que muita gente pensou que a Campus Party era uma Fenasoft ou outra feira de tecnologia feita no Brasil. Infelizmente ainda há gente que acha se trata de um evento com 3.000 pessoas desocupadas – o que é lamentável sob meu ponto de vista, pois você acha que um blogueiro como o Cardoso é um desocupado? Quem acha, precisa rever os seus conceitos.

 De fato, até onde pude perceber, o Campus Party é um espaço para se ver novas tecnologias nas diversas áreas que mais demandam ou ofertam tecnologia, no qual pode-se realmente ver o rosto do outro (seja profissional ou não) e, isso, é o que mais falta: interação real e imediata.

emBlog Indústria

Previsão para o mercado brasileiro de computadores

Por em 31 de janeiro de 2008

PG3092

Que o mercado brasileiro de venda de computadores está indo muito bem, todo mundo sabe. Em 2007 foram vendidos 9,983 milhões de unidades, um aumento de 21,4% – sendo 1,912 milhão de laptops ou 19% do total – comparando-se a 2006.

A expectativa para 2008 é atingir um volume de PCs e notebooks da ordem de 11,7 milhões de unidades, sendo 33% somente de  notebooks, mas para tais previsões certos fatores são fundamentais:

  • Medidas governamentais de isenção fiscal para notebooks, tal como já acontece para PCs de até R$ 4.000,00;
  • Combate à pirataria, no ano passado representaram 35% do total, ou 3,497 milhões de aparelhos (em 2006, o percentual era de 47%);

Com essas medidas mais o financiamento facilitado (assunto do qual falarei a respeito amanhã), espera-se que a taxa de ilegalidade caia para 29% neste ano.

Diante de tudo isso, fica a pergunta: Será que expectativa demais é bobagem?

[via Exame]

emIndústria

A Microsoft em números: orgulho demais?

Por em 30 de janeiro de 2008

Os números do último trimestre (2Q 2007) foram publicados esta semana de modo bastante orgulhoso. O aumento das vendas em comparação ao mesmo período do ano passado e a saúde financeira em geral devem ter deixado muitos investidores e funcionários contentes.

Apesar de dizer que as vendas fecharam 30% acima, de fato, elas subiram somente 15%. A diferença se refere a receita diferida  do trimestre anterior. O volume de vendas registrado deve-se principalmente ao Ruim-das-Vista Windows Vista: 100 milhões de licenças da nova versão das Janelas se espalharam pelo mundo – lembrando que a Apple anunciou que 2 milhões de cópias do Leopard foram vendidas na primeira semana de lançamento. Também há de se considerar o Xbox 360: 17,7 milhões de unidades, mais de 70% em relação ao ano anterior, também garantiram tal crescimento. A única incógnita ficou com o Zune, devido ao lançamento baseado em flash de seus competidores diretos: o iPod shuffle/nano.

Para comparação, como fizemos Marcellus e eu em posts anterior de empresas de tecnologia, segue uma tabela:

(em dólares) Q2 2007 vs. Q2 2006
Receita $ 16,367 bi $ 12,542 bi
Resultado Operacional $ 6,820 bi $ 3,805 bi
Resultado Líquido $ 4,707 bi $ 2,626 bi
EPS $ 0,50 $ 0,27

Infelizmente o relatório anual não está disponível para download até o momento, somente a divulgação dos balanços. Vamos ver quando a Microsoft vai livrar-se da nova tela azul.

emIndústria

Advanced Micro Devices: avançando no prejuizo

Por em 18 de janeiro de 2008

A AMD, tal como a Intel, divulgou também esta semana os números do último trimestre de 2007 (o chamado 4Q07), mas ainda não auditados.

A fabricante de chips de Sunnyvale amargou um prejuízo de US$ 1,8 bilhões nos últimos 3 meses de 2007, acumulando para o ano o saldo negativo de US$ 3.379 bi. Diante dos resultados consolidados, a ATI, adquirida em 2006, agora vale 30% menos.

O diretor financeiro Robert Rivet afirmou ontem que a empresa chegou próximo ao chamado break-even point operacional, ou seja, o ponto em que as perdas se igualam aos ganhos. Rivet ainda declarou que as margens operacionais da empresa subiram devido a aumento nas vendas médias (incluindo o recorde de 400 mil processadores quad-core) e ações de contenção de custos.

Para comparação:

(em dólares) Q4 2007       vs. Q4 2006
Receita   $ 1.770 bi $ 1.773 bi
Resultado Operacional - $ 1.678 bi - $ 529 mi
Resultado Líquido - $ 1.772 bi - $ 576 mi
EPS - $ 3,06 - $ 1,08

Então, em resposta ao artigo de ontem sobre os resultados da Intel, que pergunta o que os acionistas da AMD estão achando dos números reportados… a resposta é evidente: prejuízo avançado sem bom resultado só demanda venda das ações. Por isso, ontem, assim como nos últimos 2 anos, as ações da AMD fecharam em queda e as perspectivas para o primeiro trimestre de 2008 não são boas, pois tradicionamente o período é mais tênue em vendas para manufaturadoras de tecnologia.

emIndústria

Ano começa mal para a Positivo

Por em 4 de janeiro de 2008

Anteontem, primeiro dia útil do ano, o mercado agitou-se com o anúncio da Fazenda de São Paulo de mudar a alíquota de ICMS para venda de computadores no Estado.

Aparentemente a decisão visa colocar os fabricantes em igualdade (com exceção aos da Zona Franca de Manaus), mas, de fato, somente retira o incentivo fiscal que a Positivo Informática – maior empresa nacional de computadores – tinha por estar sediada no Estado do Paraná.

Ainda não existem estudos do quanto essa diferença (que era de 7% e passa a ser de 18%) vai afetar a performance da companhia, mas a reação foi contundente: apesar de vários analistas recomendarem a compra das ações, elas fecharam em queda de mais de 7%, o que reflete um mal começo de 2008 para a Positivo.

Hoje as ações também apresentam queda, embora ainda não esteja em sua menor cotação (21/08/2007). Falta somente o comentário e a reação por parte da alta gerência.

Fonte: Valor Econômico

emIndústria Miscelâneas

Nokia compra a Navteq – E agora?

Por em 3 de outubro de 2007

Ontem a Nokia comprou a Navteq pela bagatela de 8,1 bilhões de dólares ou 5,7 bilhões de euros. Fundada em 1985 no Vale do Silício, a Navteq é a líder mundial no desenvolvimento de mapas digitais e softwares de navegação, inclusive para celulares, presente em 69 países.

Com a negociação, ainda em fase de aprovação e sob o olhar atento dos especuladores do mercado financeiro, a Nokia demonstra seu interesse em aumentar vendas de aparelhos através de serviços agregados de mapeamento – setor de maior crescimento na área tecnológica.

A aquisição não uma grande surpresa para os usuários do N95 e do 6110, já que as duas empresas possuíam uma parceria: A Navteq desenvolveu o “Nokia Maps” para o smartphone.

Agora vamos ver como reagem as demais empresas de celulares, pois a concorrência direta da Navteq passou por grandes fusões e aquisições neste ano.

emCelular Indústria