Você está lendo os artigos de Fabio Luiz

Comparação de performance das CPUs atuais

Por: em 08/12/06 na(s) categoria(s): Hardware


O blog Geek Patrol fez um comparativo de performance entre as CPUs atuais de Intel, AMD e IBM. O resultado é uma tabela comparativa de média de desempenho que você pode usar para definir qual a melhor compra atualmente. Os resultados não são uma referência exata, mas sim uma média calculada a partir de vários testes. Ainda assim servem para ter uma idéia do que esperar do modelo que você está pensando em adquirir.

Softwares Livres para o que você precisa

Por: em 05/12/06 na(s) categoria(s): Linux, Open-Source


Ainda na série estou pensando em experimentar o Linux e como você já sabe que seu iPod vai funcionar naquele sistema uma nova ferramenta pode ajudar. O Linux Equivalent Project pretende reunir uma biblioteca de softwares para Linux equivalentes aos clássicos da plataforma Windows. Por equivalentes entenda softwares que desempenham a mesma função. Não espere encontrar um sofware idêntico ao Abode Premier. O que o site faz é compilar uma lista de sugestões para que você possa cumprir a mesma tarefa (nesse caso a edição de vídeos) sem precisar piratear software ou trocar seu carro por uma licença de uso de software.

Para quem não está pensando em provar o Linux a lista ainda é útil. Muitos dos programas indicados são livres, gratuitos e possuem versão para Windows. Então em lugar de piratear um software caro, do qual você não usará 10% das funções talvez você possa se entender com um programa livre com custo zero.

iPod funcionando em Linux

Por: em 05/12/06 na(s) categoria(s): Linux, Miscelâneas


O player de mídia mais famoso do mercado, o Apple iPod, é um sucesso inegável. Muitos usuários curiosos por Linux, especialmente o Ubuntu, questionam se o player da maçã funciona adequadamente no Linux. A resposta é sim, o iPod funciona no Linux, ao menos para o que interessa de verdade que é o envio de arquivos de áudio para o aparelho. Em uma operação simples, usando Mandriva 2007 e Amarok 1.4, conectamos um iPod Nano de primeira geração à um PC com Linux.


Janela de serviço do KDE que aparece ao conectar o iPod

O processo não foi muito diferente da conexão de um iPod ao iTunes em Windows ou MacOS. A diferença é que em Linux temos que usar outro software para gerenciar a mídia. À exceção do software usado a conexão do iPod com o Linux é identica à outros sistemas operacionais. Após conectado o iPod precisa ser montado (o Linux pode ser configurado para fazer isso automaticamente como o Windows) e após a transferência dos arquivos você precisa desmontar e desconectar o iPod (da mesma forma que é necessário manualmente tanto para Windows quanto MacOS).

As configurações necessárias para o Linux são básicas. Envolvem apenas o entendimento de alguns comandos simples (na verdade 3 comandos) e qualquer usuário de Linux poderia executá-las em seu sistema. Não é preciso nenhum tipo de magia negra ou malabarismo, nem compilar nada. Após uma configuração inicial (realizada na primeira conexão) bastará plugar o cabo USB no iPod para tê-lo conectado à sua base de mp3 gerenciada por Linux.


Janela do Konqueror mostrando o iPod montado no Linux


Transferindo arquivos para o iPod usando Amarok 1.4

Se a operação de um iPod era determinante para você decidir experimentar o Linux, seus problemas acabaram. Operar o iPod no Linux não é tão diferente de operá-lo em qualquer outro SO para PCs, como o Windows ou o MacOS. A diferença é que o Linux demanda alguma configuração inicial básica. Nada demais para um suporte implementado sem nenhuma ajuda do fabricante.


Configuração do Amarok para acessar o iPod corretamente

Para ver as instruções de configuração e saber mais: Mini-Tutorial- iPod no Linux em 7 passos e Guia do Hardware

Criatividade acima da ferramenta

Por: em 30/11/06 na(s) categoria(s): Miscelâneas, Software


Pense sobre quantas vezes isso aconteceu com você. Durante a execução de um trabalho ou enquanto contrata serviços de um profissional liberal você se depara com a situação de precisar de um programa específico para abrir um tipo de arquivo. Frases como “você tem aí o Corel?” ou “preciso instalar o Photoshop” são comuns. Qualquer amigo meu, depois de comprar uma máquina nova ou mesmo formatar um PC acaba, invariavelmente, me ligando para perguntar se eu não tenho um CD com alguma dessas aplicações consagradas para emprestar. Afinal, eu sou “entendido” em informática (não me perguntem onde eu consegui esse título, afinal eu preferiria um bacharelado) e portanto devo ter uma biblioteca inteira de discos com os programas “que todo mundo usa”, certo?

O que eu não entendo, pessoalmente, é porque alguém que vai usar o PC em sua casa precisa de um Corel Draw ou de um Adobe Photoshop. Afinal são programas profissionais e apenas “profissionais” deveriam necessitar usá-los. Entretanto as pessoas acabam querendo instalar esses programas em seus computadores, sabe-se por qual motivo. Uma das hipóteses que me surge é a de que as pessoas pensam que esses programas podem fazer coisas profissionais mesmo que sejam operados por amadores, ou hobistas se preferir. Assim, um usuário leigo acaba por instalar o Photoshop talvez por esperar que, mesmo que não entenda nada de edição de imagens, com este software ele vá conseguir criar verdadeiras obras de arte digitais.

É uma pena isso não ser verdade. Talvez o que a grande massa de usuários de computador não tenha percebido é que a criatividade faz a diferença, não a ferramenta. E que ao piratear indiscriminadamente programas profissionais para usos bobos em suas casas as pessoas estão apenas impedindo que outros programas, mais baratos e voltados ao usuário inexperiente, sejam desenvolvidos. Assim os usuários continuarão instalando Photoshop pirata para rotacionar as suas fotos pessoais e usando o alto preço do software como desculpa para o crime “pequeno” que estão cometendo. Existem dezenas de editores de imagem a preços acessíveis no mercado que poderiam servir para o que 90% das pessoas precisam. Mas é bem mais fácil “precisar” do Photoshop e pegar um CD com um amigo.

Via ImageMaster Blog

A tecnologia OLED para monitores de vídeo

Por: em 27/11/06 na(s) categoria(s): Artigo, Hardware


Por muitos anos a tecnologia CRT (Cathode Ray Tube ou Tudo de Raios Catódicos) foi dominante na produção de monitores de vídeo, para televisões e computadores. Esse domínio ocorreu principalmente porque os custos de produção da tecnologia tornaram-se baixos devido à grande escala de produção. Na últimas décadas, entretanto, novas tecnologias de construção e operação de telas de vídeo tornaram-se economicamente viáveis e tecnicamente aptas a substituir o CRT. Esse processo vem acontecendo de forma acelerada nos países desenvolvidos e, ainda que um pouco mais lentamente, também pode ser notado também nos países em desenvolvimento. Tecnologias como o LCD (Liquid Cristal Display) e o Plasma Display (assim nomeado por usar gazes ionizados para excitar substâncias químicas) substituiram completamente a tecnologia CRT na fabricação de TVs e monitores para computadores pessoais no mercado de consumo dos países mais avançados.

Ironicamente o CRT perdeu seu lugar para o LCD e para o Plasma não apenas por méritos técnicos das novas tecnologias, já que cada uma delas apresenta grandes problemas. As grandes razões por trás do abandono do CRT (que já não é mais fabricado em países como os EUA e Japão) estão na dificuldade construtiva do CRT, na imensa quantidade de materiais gastos (comparado às novas tecnologias bem mais econômicas) e, principalmente, no excesso de peso e grandes dimensões apresentados pelos monitores que usam tecnologia CRT. Entretanto uma tecnologia um pouco mais recente começa a chamar a atenção da indústria. Chamada OLED (Organic Light-Emitting Diode ou Diodo Orgânico Emissor de Luz) essa tecnologia promete suprir os grandes problemas atuais dos dispositivos de vídeo à um custo aceitável para o mercado de produtos de consumo.

O LED (Diodo emissor de luz) é um dispositivo eletrônico composto de materiais metálicos que quando excitado eletricamente emite um faixo de luz de uma freqüência bem específica. O OLED diferencia-se de seu primo por usar em sua construção substâncias eletroluminescentes compostas de Carbono. Ao serem excitadas por uma corrente elétrica essas substâncias emitem luz em uma freqüência determinada por sua composição química. Painéis de vídeo compostos por OLEDs pode ser extremamente finos (como uma folha de papel) e flexíveis (executados em materiais plásticos, como polímeros). Essa possibilidade surge do fato de que as substâncias químicas que compõe o OLED podem ser impressas em um filme plástico (como um documento é impresso em papel) para marcar os pixels. Ao colar outro filme plástico sobre a impressão cria-se pequenas capsulas que aprisionam cada pixel. A aplicação de eletrodos minúsculos à cada célula permite que se leve à ela a corrente elétrica necessária para excitar cada uma das cores primárias que irão compor as imagens. Essa técnica permite a construção de monitores muito pequenos ou grandes, resistentes à água devido à sua natureza plástica, e flexíveis ou até mesmo dobráveis.

As primeiras aplicações de monitores OLED foram em dispositivos móveis, como celulares, PDAs e até mesmo notebooks; onde a pequena espessura e o baixo peso da tela são mais importantes que outros fatores. Entretanto o preço de produção de monitores com essa tecnologia tem caído bastante e hoje já é possível construir telas OLED mais baratas e tão duráveis quanto telas LCD equivalentes. Além da simplicidade construtiva e das vantagens físicas os monitores OLED ainda superam seus rivais em vários aspectos técnicos. Monitores OLED são capazes de criar a cor preta, gerando o chamado “real black” e conseguem taxas de contraste 10 vezes maiores que monitores LCD produzidos atualmente. Não são sucetíveis ao efeito burn-out que agride monitores CRT e Plasma, situação onde a exibição prolongada de uma mesma imagem marca a tela de forma definitiva, sim isso acontece com a maioria das telas de Plasma produzidas hoje em dia. Ainda que uma nova tecnologia de Plasma tenha sido desenvolvida para evitar o burn-out ela resulta em telas mais caras, razão que levou muitos fabricantes à ignorá-la. A rigor, ao comprar uma tela de Plasma, você dificilmente conseguirá saber se aquele modelo específico é resistente ou não ao efeito danoso. Isso pode levar à desagradável situação de, após pagar o valor de uma pequena moto em uma TV, você observar aquele pequeno símbolo da Globo no canto inferior direito da tela durante uma reprodução de DVD.

Além disso o OLED dispensa iluminação de background, necessária nos LCDs, o que o torna a tecnologia mais econômica em termos de consumo de energia disponível atualmente. Além de ser ótimo para dispositivos que operam com baterias isso é um grande ponto a favor da técnica já que a economia de energia é uma preocupação global. O OLED é capaz de reproduzir cores tão bem quanto o Plasma e apresentar um tempo de resposta muito menor que o do LCD. Tempo de resposta é o tempo que um pixel leva para acender, atingir a cor ideal e então apagar voltando ao estado de negro. Quem já jogou games ou assitiu filmes de ação em uma tela LCD entende a importância disso.

Entretanto alguns fatores continuam a atrasar a adoção em massa da nova tecnologia. Mesmo tendo custos de produção mais baixos que outras técnicas o OLED é relativamente recente. Muitas empresas, como a Kodak, que desenvolveram partes importantes da tecnologia, ainda cobram valores excessivamente altos pelas patentes e licenças de produção em busca de ressarcirem seus gastos em pesquisa e desenvolvimento. Além disso, os altos gastos na implementação das tecnologias atuais ainda não foram completamente amortizados. Muitos fabricantes não desejam tirar seus monitores LCD e Plasma de linha ainda por entenderem que ainda há muito dinheiro a ser feito com esses produtos antes que uma nova tecnologia possa ser levada ao mercado de massa. Entretanto a queda significativa nos preços dos monitores LCD e Plasma verificada em todos os mercados é uma mostra de que, assim que essas tecnologias tornem-se o padrão, estará aberto o caminho para que outra possa ser implementada.

Mas o OLED ainda tem alguns detalhes a resolver antes que seja a tecnologia usada em sua próxima TV. A fragilidade dos filmes plásticos, que se rompidos inutilizam o monitor, é uma delas. A durabilidade dos compostos, especialmente os que reproduzem freqüências azuis, é outra. Entretanto parece claro que é o OLED a tecnologia que irá assumir o lugar do LCD e do Plasma no futuro, por unir as qualidades de ambos e ainda apresentar características que nenhuma delas pode reproduzir.

Wizpy: um player portátil com algo a mais

Por: em 27/11/06 na(s) categoria(s): Computação móvel, Linux, VoIP


O mercado de players portáteis de mídia está a todo vapor. A Apple alimenta seus fãs freqüentemente com novas versões de seu iPod, o favorito do mercado com cerca de 75% das vendas totais do segmento. A Microsoft decidiu entrar no jogo com o recém lançado (e já muito criticado) Zune. E muitas outras empresas de produtos de consumo como a Toshiba, a Samsung e a Sam Disk possuem bons produtos que brigam por esse mercado. Todos são tocadores de música em vários formatos e alguns também reproduzem vídeo. Poucos passam disso.

Uma empresa japonesa chamada TurboLinux decidiu pegar carona no chavão da convergência digital e inovar. O resultado é o wizpy um tocador de áudio e vídeo que traz algo a mais. Não é o display OLED de 1.7 polegadas, nem sua memória total de 4GB que fazem o diferencial. É o software que ocupa 1.5GB do espaço total do aparelho, um sistema Linux completo. Por completo entenda que além do sistema operacional estão na memória do bichinho todos os softwares que você pode encontrar em uma distro Linux para desktop. Pacotes de escritório, navegador, e-mail, interface gráfica completa e até o software de voip do momento, o Skype.

Tudo isso para permitir que, além de servir como seu player de bolso para música, video clipes e até filmes (graças ao suporte nativo à Divx) ele também possa servir de telefone (onde houver uma conexão à internet para o Skype) e, pasme, como seu sistema operacional portátil. O site do fabricante afirma ser possível plugar o dispositivo à qualquer computador que suporte boot via USB para que você possa usar o Linux embutido na memória do gadget.

O lançamento do aparelho está previsto para Fevereiro de 2007, mas antes que você anime-se ele estará disponível apenas no Japão. O preço estimado é de US$ 250,00 mas não é confirmado pelo fabricante.