Power6 e Cell devem ultrapassar os 5GHz
Mal o Cell chegou ao mercado e a IBM já fala a respeito da segunda geração do processador. E pelo jeito não deve estar longe, já que a Big Blue afirma que ele será primo do Power6, processador da empresa para grandes servidores, que será lançado oficialmente em Fevereiro. O Power6 deve conter 700 milhões de transistores e operar abaixo dos 100W para ser uma boa alternativa ao Opteron (95W) e Xeon (80W). Fabricado com tecnologia de 65 nanômetros o Power6 será o carro chefe da empresa para computadores de grande capacidade.
A segunda geração do Cell, que analistas esperam que seja anunciada ainda no primeiro trimestre de 2007, deve compartilhar as tecnologias construtivas do Power6 e usar uma versão “leve” desse núcleo como seu core principal. Ambos os processadores devem ser capazes de atingir clocks superiores a 5GHz com o Cell chegando a 6GHz em sua versão high-end, afirmaram os representantes da IBM.
Via Slashdot
SanDisk lança HDD de memória Flash
Voltado para o uso em notebooks o primeiro HDD de memória Flash da SanDisk apresenta 32GB de capacidade. Está sendo anunciado como uma evolução dos discos convencionais, por ser mais rápido, mais econômico em termos de consumo elétrico (especial para o Bicalho) e mais resistente à perda de dados por choques mecânicos. O problema é o preço: US$ 600,00 pela unidade. Antes que a moda pegue será que eles não tem um nome melhor para essas coisas? Hard Disk Drive não é um pouco inadequado para um dispositivo que não possui disco algum dentro dele?
Via Slashdot
A estrada para o KDE 4
O site ComputerWorld entrevistou Hamish Rodda, representante do projeto KDE na Oceania sobre a aguardada versão 4 de um dos ambientes gráficos mais usados em plataforma UNIX. Além de pinceladas sobre as capacidades cross-plataform do novo ambiente, que rodará baseado na API Qt 4 da Trolltech o artigo fala de usabilidade e de um novo sistema livre para gerenciamento de informações pessoais de usuários em ambientes profissionais.
Batizado de Akonadi o novo framework será um serviço de armazenamento independente do desktop voltado para PIM (personal information management). Segundo Rodda, esse serviço deve criar um grande apelo no mundo corporativo (já muito receptivo ao Linux) e permitir que aplicações de terceiros possam, de forma paralela e concorrente, armazenar e buscar dados sensíveis. “O Akonadi vai permitir que possamos ser ainda mais competitivos em relação ao Microsoft Exchange Server, continuando o trabalho que efetuamos com o servidor Kolab.”
Entretanto o impacto do Akonadi deve ser sentido também pelos usuários do KDE no desktop doméstico já que qualquer aplicação poderá ser facilmente adaptada para usar o serviço para tratar dados do usuário que precisem ser armazenados. A idéia é retirar esse trabalho das costas dos programadores de pequenas e médias aplicações para que eles possam dedicar-se mais ao aprimoramento da interface com o usuário, ignorando as rotinas que tratam, armazenam e recuperam dados. Com uma API completamente agnóstica à linguagens ou interfaces o Akonadi deve estar disponível em qualquer lugar do SO.
Combinando isso com o sistema de gadgets em JavaScript implementado no KDE 4 o usuário terá uma experiência muito mais rica e íntima com os seus próprios dados podendo acessá-los literalmente de qualquer lugar do sistema. A idéia por trás desses conceitos é permitir que os programas troquem dados de forma muito mais livre e abrangente dando ao usuário uma nova perspectiva sobre como operar o desktop.
Para aqueles interessados no KDE 4 e nos conceitos sobre os quais baseia-se seu desenvolvimento o programador Troy Unrau criou a série The Road to KDE 4, disponível no blog oficial do projeto, o KDE News. Nessa série o também membro da equipe de desenvolvimento do ambiente livre planeja descrever as inovações e novidades que deverão revolucionar a história do KDE. Em seu primeiro artigo ele mostra algumas das melhorias gráficas do sistema com a implementação das engines de renderização de SVG. Vale acompanhar, pois não é todo dia que se pode ver e conhecer a fundo o processo de desenvolvimento de um ambiente gráfico complexo como o KDE. O KDE 4 ainda não tem dada definida para ser lançado oficialmente, mas todos os grandes desenvolvedores do projeto afirmam que isso ocorre em algum momento de 2007. Mas todo o trabalho já feito até agora pode ser baixado do SVN do KDE e inclui as versões 4 de toda a infra-estrutura do sistema para que desenvolvedores possam compilar e escrever código para a nova plataforma.
Nintendo admite problemas com controle do Wii
Parece que os relatos de problemas com os Wii remotes não eram casos isolados, de um ou outro “idiota {que} não consegue segurar o controle”. A Nintendo anunciou o recall de 3,2 milhões de cordinhas, que servem para impedir que o usuário derrube o controle do novo console Wii. Claro que a Nintendo continua negando que houve qualquer problema com a concepção do projeto e recusa-se até a chamar o procedimento de recall. O fato é que agora, os controles sairão com cordas mais grossas e os produtos que já estão no mercado serão substituídos sem custo para o cliente. Se isto não é um recall, não sei mais o que um recall pode ser.
Claro que mesmo com o fiasco de não perceber que seus usuários iriam empolgar-se muito mais com os jogos que seus apresentadores nas feiras de games ao redor do mundo, a Nintendo sai do episódio com a moral em alta. Ouviu as reclamações dos clientes, investigou o caso, encontrou um problema e está resolvendo-o. Eu gostaria de ver a Sony e a Microsoft agindo assim um dia. Além disso, a Nintendo está pensando em sua própria saúde, pois é mais barato enviar duas cordinhas de nylon a cada cliente do que amanhã ter de pagar TVs novas para 0,5% deles.
Samsung pretende popularizar dispositivos de estado sólido em 2007
Após lançar em Maio de 2006 o primeiro dispositivo de armazenamento de estado sólido para notebooks a Samsung pretende popularizar os dispositivos em 2007. A empresa pretende colocar no mercado uma linha completa de dispositivos de 1,8 e 2,5 polegadas focadas no uso em notebooks e tablets para substituir os (relativamente) frágeis HDs convencionais. Diferentemente dos dispositivos híbridos, os dispositivos de estado sólido funcionam também com a geração de sistemas operacionais atuais, dispensando software específico.
Os dispositivos, que usam a tecnologia de memória flash para guardar informações mesmo quando não há presença de alimentação elétrica, devem apresentar preços um pouco maiores que seus equivalentes convencionais do padrão SATA. Mesmo com um desempenho menor que o dos HDs convencionais, a Samsung afirma que a maior resistência ao ambiente de uso e a agilidade no acesso randonômico de informações serão pontos fortes da nova linha. A empresa também afirmou que operações-chave do Windows Vista podem ser efetuadas até 4x mais rápido com o uso dos dispositivos de estado-sólido. Essa maior agilidade e resistência mecânica, advindas da ausência de partes móveis e danificáveis por choques físicos, devem seduzir os usuários de computadores móveis e permitir a rápida penetração dos dispositivos no mercado de consumo de massa.
Via Slashdot
Wii have a problem
O pessoal da Nintendo é conhecido pela forma inovadora de tratar os consoles e seus jogos. Tiveram a grande idéia de criar controles sem fio e com sensores de movimento para seu novo console, o Wii. A novidade causou furor. Tanto que, mesmo com o hardware mais modesto dentre os novos competidores da arena de consoles atual, ele já deixa longe na poeira o PS3. Alguns dizem que, com o devido tempo, deve superar até mesmo o XBox 360 e tornar-se o best seller, contra todas as expectativas iniciais. Nada mal para o que seria o “segundo console” dos mais entusiasmados por jogos eletrônicos, segundo muitos analistas. Mas é hora de perguntar: será?
O controle é inovador e o console é divertido (dizem, eu infelizmente ainda não pude por minhas mãos em um deles). Mas há uma nuvem escura no horizonte do Wii. Relatos diversos de problemas com a grande vedete do equipamento, o controle sem fio, espalham-se pela web como baratas no esgoto. O site Wii have a problem dedica-se exclusivamente a mostrar e comentar os defeitos (inesperados?) do estilo de jogo do Wii. Cada controle tem um cordão que abraça o pulso do jogador, para evitar que este saia voando. Usuários relatam que após poucos dias de uso os cordões arrebentam, provocando o arremesso involuntário dos controles. Nem é tão ruim, já que cada controle custa cerca de US$20. O problema é aonde o controle “aterrissa”… Normalmente na TV, que lá fora geralmente é de Plasma ou LCD de 42 ou mais polegadas.
Verdade ou caso para os Mith Busters? Julgue você mesmo, mas o presidente da Nintendo, Satoru Iwata anunciou em uma conferência no Japão que a empresa vai investigar.

