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Second Life: O que que estão esperando para fechar o caixão ?

Por: em 23/03/08 na(s) categoria(s): Análise, Artigo, Internet


 

Já viu um Chester vivo? Não? Já viu um enterro de um anão, ou um filho de mulher de vida fácil chamado "Júnior"? A maioria não viu. Pois, creio eu, ser mais fácil ver tudo isso em um só dia que encontrar um usuário freqüente do Second Life.

Desde que o cliente brasileiro foi lançado, a quantidade de usuários onine vem caindo: De 120 mil na estréia, hoje temos uma média de 30 mil, com picos de 50 mil. As previsões de 2 milhões de usuários registrados em fevereiro deste ano micaram: hoje são apenas 700 mil. Só estes números já seriam base suficiente para enquadrar a iniciativa de trazer o SL para o país como um fracasso retumbante (observem o post do Cardoso detalhando o número de acessos do seu blog pessoal e compare os números). Entretanto, a situação atual do metaverso que ninguém usa está se deteriorando por dentro: o Second Life está virando um mundo-cão, digno de programa do Datena.

Prostituição


É um mundo virtual, certo? Neste mundo, você necessita trabalhar. A economia precisa se desenvolver. Só que emprego não é fácil.
Dado o nível de desemprego dentro do SL, muitos avatares partiram para a prostituição, e muitos dos developers se especializaram em criar movimentos e roupas eróticas para os avatares. Há até uma recriação da famosa rua de Amsterdam aonde as mulheres ficam expostas em vitrines.

Criminalidade


Há bandidos no second life. Neste caso em especial, foi necessária a intervenção do "BOPE virtual" para coibir o tráfico e os "assassinatos" que ocorrem na favela virtual "Cidade de Deus". O avatar Rmo Kurka explica: "Eu entrei nessa vida de bandido porque não consegui arrumar emprego no SL. Dentre os policiais, os traficantes do morro só falam com os "corruptos", que dão para eles Lindens (moeda virtual) e armas". Há usuários sugerindo a criação de delegacia virtual. E há estupros no metaverso também.

Revolução de Shopping Center e Terrorismo

Com o uso de bombas atômicas virtuais, o Exército de Libertação do Second Life explode lojas e construções, exigindo a abertura do capital do SL pela empresa responsável.

Recessão econômica e falência

Neste post no fórum oficial do SL Brasil, um avatar reclama da falência de sua pessoa jurídica virtual e pede medidas protecionistas para "pequenas empresas" dentro do SL. A equação é simples: a culpa é dos usuários que "pirateiam" os itens comprados e o excesso de cópias os desvaloriza. É óbvia a falta de procura para tanta oferta, já que, frequentemente, a primeira pergunta do brasileiro ao entrar no SL é "como ganhar dinheiro?".

Para quem não sabe, a principal atividade monetária do SL que não seja compra e venda de terrenos e ítens (depois da prostituição) é ficar sentado em locais apropriados ou dançando.
Já neste caso, a situação é mais complexa e alarmante: este site lista as consequências em cascata que a maior magnata do SL (uma Ayumi Hamasaki depois do inverno tenebroso, que parece ter encontrado no metaverso uma maneira legal de ficar bonita sem plástica) pode causar ao sistema econômico do negócio por vender ítens baratos demais, como as grandes cadeias de lojas americanas fazem. De acordo com a análise, sozinha ela pode falir a si mesma e levar junto a própria Linden Labs devido ao colapso monetário dentro do ambiente virtual.

Poluição Visual e Cidades Fantasma


O senso estético dos criadores de imóveis no SL claramente é de gosto duvidoso. Prédios bizonhos, casas esdrúxulas, e anúncios em painéis gigantes para todos os lados. Como de início o hype em torno do negócio era grande, muitas grandes empresas ergueram construções enormes no ambiente e, dado o esvaziamento do sistema, as abandonaram.

Hoje, algum desavisado caminhando no Second Life por certos locais, escutando o assovio tenebroso do vento e entrando em edifícios vazios sem enxergar nenhum avatar "vivo", pode se sentir como o Tom Cruise no filme "Vanilla Sky", ou o Will Smith no "Eu sou a Lenda": a sensação de pós-hecatombe-nuclear é realmente assustadora. Faltou só o velhinho sentado no que era a minha casa me entregar uma cebola.

Além destes problemas, note que não foram citados os evidentes avatares inconvenientes (muitos), o fato do programa ser pesadíssimo e exigir quase tanta banda quanto o Joost e a absoluta falta de sentido no negócio, mesmo que tais problemas não existissem.

Fora do ambiente virtual, semana passada, o fundador do SL deixou a empresa. A representante do SL no Brasil acordou para a realidade e mudou o foco de seus investimentos. Mesmo assim, o número de participantes continua caindo. O hype acabou e hoje a imprensa malha (embora comedida, não sei o motivo). O último a sair, que apague a luz.

Alguém aqui frequenta este negócio, e quer advogar em seu favor?

Nomes bizarros de distribuições Linux

Por: em 16/03/08 na(s) categoria(s): Linux, Miscelâneas


 

Qual nome você deu/dará ao seu filho ? Óxto ? Jucicleide ? Wandermilson César ?

Nomes de gosto duvidoso e bases esdrúxulas não são exclusividade de brasileiros criativos: certas distribuições Linux possuem nomes incrivelmente bizarros e inconvenientes. Tentando fugir dos clichês não muito criativos como "Windows","Office", ou "iWhatever", tal qual uma mãe empolgada que pensa que seu filho é especial, merecedor de todo destaque e que "João", "José", ou até mesmo "Fabio" não são suficientemente distintos para fazer jus ao seu rebento-celebridade, os criadores de distro Linux escolhem a dedo seus nomes; e acredite, coisas como ^[U|Ku|Xu|Edu|Flux|Sci|Go|Nu|Myth]buntu$, Fedora, Mandriva ou até mesmo o quase insuperável Damn Small Linux não são as coisas mais esquisitas em matéria de nome que nós podemos encontrar no mundo do Pinguim.

Temos bons representantes, então, modestamente eu resolvi fazer meu Top Ten:

10 – O Chainsaw Linux, "Linux Serra Elétrica".

9 – Fazendo par com o Ubuntu Satanic Edition, está o Devil Linux.

8 – O clean Limpus. (Piada Zorra Style)

7 – O brasileiríssimo Dizinha, que é o apelido de uma amiga minha, aliás.

6 – O slogan do Tiny Sofa Linux é "Imagine a world full of tiny sofas".

5 – Não é Linux, mas, quase: Nem por isso o Nexenta deixa de ser kitsch. Seu símbolo é uma girafa.

4 – Por motivos de associação, que só fazem sentido em nossa língua, o Bengalinux fica em quarto.

3 – O chinês Pentoo. Sua função é de ser um "Penetration testing framework", de acordo com seu site. Pronuncie rapidamente e entenderás.

2 – O representante japonês, o pokemônico Momonga.

1 – O mais estranho deles: Tinfoil Hat. Talvez não pareça bizarro até você ver o significado.

O Loobuntu ganharia menção honrosa, se existisse de verdade. Aliás, em breve provavelmente deve ser possível escrever um texto destes apenas usando variantes do Ubuntu.

Fontes: Pesquisa no Distrowatch e no Google

Você confia na Wikipedia ?

Por: em 08/03/08 na(s) categoria(s): Artigo, Internet, Miscelâneas


O Internet Explorer 8 beta 1, lançado recentemente, possui alguns novos recursos interessantes.Dentre eles a possibilidade de, rapidamente, selecionar uma palavra e buscar sua definição na enciclopédia Encarta on-line:

Porque a Encarta? Porquê ela é associada ao portal MSN, que por consequência é da Bill & Ballmer’s. Lógico que, num browser da MS, estaria presente um produto da MS, por padrão.Mas, cá pensei (e duvido que os freetards não pensaram): Porque não a wikipedia?A wikipedia é um projeto fantástico. Típica iniciativa com ideais stallman-based que deu certo. Serve até para terminar namoro. Por que não ela como default?Me ocorreu que talvez, a wikipedia ainda não seja aceita plenamente devido a sua própria natureza anárquica: O conteúdo é enviado por qualquer um, o filtro existe, porém as vezes falha e não há um parâmetro confiável para se medir a confiabilidade das informações publicadas, a não ser fontes retiradas da própria web, que correm o risco de não serem confiáveis também.

Tal característica da wikipedia provoca certas discrepâncias inaceitáveis, que inviabilizam sua afirmação como fonte de informação de confiança. Como exemplo, eu cito o verbete, da própria wikipedia, sobre o governante chinês Mao Tse Tung:Verbete sobre Mao Tse-tung na wikipedia em portuguêsVerbete sobre Mao Tse-tung na wikipedia em inglêsÉ normal a wikipedia em português apresentar artigos muito menos densos do que a em inglês; porém, a análise não é vista por este ângulo, neste caso. Para quem leu os dois artigos, nota-se que o verbete de Mao na wikipédia em português SEQUER CITA o fato de que o ditador chinês mandou executar, segundo as melhores estimativas, pelo menos 800 mil pessoas durante o seu governo. Não se trata de um resumo. Não se trata de omissão. Trata-se de má-fé mesmo.

Vamos imaginar que a chata boba e feia união européia freetard resolva invocar com o monopolio da Encarta no sistema do IE8, e exija que opções sejam dadas. Uma delas será a wikipedia, por exemplo. E, que aquele aluno da oitava série esteja procurando um local aprazível para que possa copiar e colar aquele trabalho de história: Cai neste artigo do Mao na wikipedia em português. Vai aprender lá que o Mao era um grande lider revolucionário pacifista, semi-herói, poeta nas horas vagas, que foi injustiçado pelo governo chinês.Fanboyzice existe em todas as áreas do conhecimento humano, e até aí é normal. Que todos tenham pelo menos a hombridade de não ficar em cima do muro e escolher um lado e defendê-lo. O problema é quando isso começa a virar referência. Um plugin destes no browser mais usado no mundo, apontando para a wikipedia, poderia causar um desastre em alguém que está aprendendo história.Há aquele ‘ditado’: "Leu na Veja e viu no JN, azar seu".

Estou começando a pensar que a wikipedia talvez possa começar a figurar neste seleto hall dos veículos de difusão da informação que sofrem questionamentos.Porém, é um direito claro de escolha. Mediante tal possibilidade, e pensando que, para certas coisas a wikipedia ainda serve, disponibilizo aqui os add-ons que fiz para serem usados no IE8, na parte da enciclopedia: ‘Define with wikipedia’ e ‘Undefine with Desciclopedia’. Não tem spyware, é só um XML com as instruções para o IE8 fazer o redirecionamento.

Fica a pergunta: Você acredita e aceita como verdade, usa como fonte, ou endossa, as informações que lê na wikipedia?Como conciliar a fantástica ferramenta da wiki com a não tão fantástica mente humana ?Exclusivo para a horta de salsinhas:Sim, estou generalizando. Nem todos os artigos da wikipedia são ruins ou trazem desinformação. Porém, basta um para questionar-se a viabilidade do método.

Flash ou Silverlight ? Ou nenhum dos dois?

Por: em 07/03/08 na(s) categoria(s): Internet, Web 2.0


O Flash reinou soberano por anos a fio nos browser de todos, e era a primeira (e única) opção para provimento de recursos que extrapolassem o hipertexto estático e sem graça na internet.
Passou por várias fases: Do início conturbado e lento, passando pela ascensão meteórica quando suportado pelo IE5, a chegada do Action Script no Flash5, a evolução da interface, a compra pela Adobe. Em nenhum momento desta história houve algum concorrente para o Flash, se tratando de animações para a web.

Claro que neste meio termo, a internet evoluiu. Os computadores evoluíram. A banda disponível saltou, a potência do hardware cresceu, e, acima de tudo, a web 2.0 chegou. E mesmo assim, o flash continuava lá, intacto, liderando, sem concorrência alguma.

Foi neste cenário que a Microsoft resolveu desenvolver o Silverlight. E, não obstante a concorrência da Bill & Ballmer’s, as alternativas feitas no próprio browser, sem necessidade de plugins específicos, desde o surgimento do AJAX e da evolução do Javascript, também se tornam uma opção viável no desenvolvimento de aplicações web 2.0.

Dada esta liberdade de escolha, que os desenvolvedores para web nunca possuíram, qual a melhor opção para aquele trabalho específico?

Silverlight, o ‘Flash Killer’?

Em hipótese alguma. O Flash continua sendo a única alternativa viável para o desenvolvimento via GUI de animações e banners. Para animar coisas no Silverlight, usa-se código (XAML), e as ferramentas de design que a MS nos proporciona hoje não batem a robustez do Flash CS3. O Silverlight vem bater de frente com o Flash na área das RIA (Rich Internet Applications), área que, querendo ou não, o Flash nunca fez muito sucesso, nem com o advento do Flex.

Nesta área, do desenvolvimento de aplicações web, o Silverlight tem realmente uma boa vantagem. O Visual Studio 2008 proporciona desenvolvimento de aplicações em Silverlight, os próprios recursos do produto da MS são mais robustos do que os da Adobe, e o ActionScript3, embora seja uma linguagem legal de se trabalhar, ainda perde para o C#, no meu ponto de vista. Some a isso o anúncio do Symbian e os Tablets Nokia rodando Silverlight, e o gigantismo da empresa responsável, é uma opção bem viável, para início imediato.

Uma terceira força.

Embora sejam insuperáveis pelos recursos apresentados, tanto Flash quanto Silverlight usam plugins. A possibilidade de se encontrar um browser sem Flash é remota, mas, existe. Além disso, o Flash é um programa caro, o Visual Studio também, e um desenvolvedor freelancer ou uma empresa pequena não costumam ter condições de arcar com tais custos. E ai, parte-se para o ‘HTML sem graça’?

Não. Frameworks de animação, efeitos e recursos de carregamento dinâmico como (não restritos a) o Mootools, jQuery e Scriptaculous, são gratuitos, open source, e não exigem conhecimentos avançados para sua utilização. Animações simples, transições, efeitos de menu e carregamento assíncrono de documentos que normalmente só seriam possíveis com a utilização do Flash, agora são viáveis sem o uso do mesmo. E estas opções para fuga dos plugins são extendidas ao mercado empresarial também: Alternativas ainda mais robustas, de construção de GUI e aplicativos dinâmicos rodando em um navegador web usando apenas javascript estão disponíveis: O Backbase, o Bindows e o open source Qooxdoo, para citar alguns. Quaisquer delas rodam em qualquer servidor web, e podem ser dinamizadas com qualquer linguagem server-side a sua escolha, o que expande seus tentáculos sem limitações. E ainda deixa o webdesigner freetard feliz, porque é possível trabalhar usando apenas ferramentas de código escancarado.

E o Java ?

É, e o Java. Um plugin de mais de 10mb, que gera aplicações pesadas e não possui recurso para animações. Bom, o Java é um cara legal, nunca fez mal a ninguém, gente boa…

Brincadeiras a parte, a Sun não é tonta e já está tomando suas providências.

Opiniões de partidários do Silverlight, e partidários do Flash, bem como dos partidários das alternativas em javascript.

Usando o Putty para acessar a web em locais bloqueados via SSH Tunneling

Por: em 07/03/08 na(s) categoria(s): Destaque, Dicas, Tutorial


Para não deixar nenhum administrador de rede irado, um aviso: este tutorial serve para que você aprenda a barrar este tipo de brecha na sua rede (claro!) e não para se acessar a rede livremente em locais bloqueados. Porque isso é errado.

Enfim: neste artigo, mostro como usar o putty e uma máquina Linux (ou uma máquina Windows, até) rodando openSSH para criar uma conexão de tunelamento SSH e acessar sites bloqueados ignorando as configurações e bloqueios da rede em que se está.

É possível que não funcione? É. Depende muito do administrador de rede. Porém, a maioria deles não conta com uma vontade assim tão grande por parte do usuário de ver seu orkut e nem bloqueia tal técnica.

Vamos lá:

Partimos do princípio que a máquina ‘servidor’ (o seu Linux de casa, o do trabalho, ou seja lá de onde for) ou até uma conta shell de serviços gratuitos da internet, esteja rodando SSH na porta 22 (pode ser em outra, desde que você saiba em qual). Neste tutorial, assume-se que seja na 22.

Baixe o Putty.

Tendo o putty, tendo o OpenSSH em algum servidor qualquer e sabendo a porta, já dá para brincar:

Por linha de comando:

caminho\para\o\putty -l {Nome de login no SSH} -pw {password do SSH} -D {porta do proxy socks, 1080 no caso} -P {porta do SSH, 22 comumente} -ssh {Endereço do servidor}

Exemplo:

C:\PastaFeliz\putty -l Fabio -pw 123456 -D 1080 -P 22 -ssh 127.0.0.1

Feito isso, o tunel SSH está aberto na sua máquina, após você digitar seu login e senha na tela a seguir, do próprio putty. Deixe-a aberta, minimize, o importante é não fechá-la. Tecnicamente, rodando o putty com estes comandos, ele abre um tunel SSH da máquina servidor para a máquina cliente, e disponibiliza uma espécie de ‘proxy’ socks rodando na máquina em que você o abriu.

Para acessar a internet usando este ‘proxy’ socks, configure a conexão de seu navegador, de modo em que o uso do proxy socks aponte para “localhost” na porta 1080:

IE 8 (pensando no futuro):

Firefox 3 (idem):

Mas, no restante dos browsers é a mesma coisa. E vale para todo e qualquer programa que tenha suporte a socks. E, não posso afirmar com certeza porque faz algum tempo que não me informo, mas parece que há programas que dão suporte a socks proxy para qualquer coisa.

Feito isso, tá lá: acesso irrestrito à rede, pulando as restrições internas.

Adendo:

Tudo isso pode ser feito usando a interface gráfica do putty:

Indicando o servidor:

Configurando o Tunel:

Caso o local aonde você esteja acessando possua proxy autenticado, com usuário e senha, pode configurar o putty para usá-lo:

Lembrando sempre que isso não vai funcionar em todos os casos. Mas, vale a tentativa. Os usuários mais avançados vão perceber as possibilidades quase infinitas que o putty oferece em redirecionamento de portas.