Extensões do Firefox podem te esfaquear pelas costas?
Uma das features mais elogiadas e usadas como justificativa pelo sucesso do Firefox perante os navegadores disponíveis é a ampla disponibilidade de extensões: Tem para todos os gostos, fazem de tudo e muita gente não vive sem elas. Inclusive eu.
Era usuário da extensão Google Reader Notifier de longa data. Eu uso vários computadores em vários locais, e também vejo feeds no celular, logo, é essencial usar um serviço agregador de feeds na nuvem, e optei pelo Google Reader. A extensão facilitava muito a leitura de novos feeds enquanto navegava, mas enfim, isso não importa muito.
A questão é que, do nada, a extensão, após um update, começou a apresentar anúncios ao lado do seu botão situado na barra de status, relativos as páginas em que o usuário navegava.
A preocupação maior, que vem a tona neste momento, é como a nossa privacidade pode ser maculada, ou até coisa pior, pelas extensões do Firefox que instalamos e confiamos. Uma extensão que outrora foi confiável e não fazia nada pode, através de um update automático, introduzir o que ela bem entender no seu browser, dentro do que o browser permite para as extensões, cuja liberdade não é nada pouca.
Uma pessoa má intencionada poderia, por exemplo, comprar do programador responsável pela extensão AdblockPlus o direito sobre a obra, e embutir dentro de sua programação um adware, ou descobrir tudo que você faz ou por onde navega, sem ser tão explícito quanto foi o infeliz e burro dono da Reader Notifier. Um update da extensão, que se dará sem nem você perceber, pode tornar seu Firefox uma botnet. Claro que tudo isso é fictício e provavelmente muitas configurações de segurança para as extensões impediriam bastante destas ações, porém criatividade é o que não falta pra pilantras da web e sabe-se lá o que vão inventar para obter vantagens.
E já não é a primeira vez. A extensão NoScript adiciona filtros de permissão no Adblock Plus para que os anúncios na sua própria página estejam liberados, sem intervenção do usuário.
Qual a solução? Usar o Firefox sem extensão nenhuma? Confiar cegamente em qual extensão você instala? Talvez um maior cuidado da Mozilla em suas permissões? Mas caso a Mozilla decida ser mais seletiva, isso não iria contra a liberdade do browser?
Mozilla peita todo mundo e disponibiliza Ogg no Firefox
Esta semana, quem é desenvolvedor web recebeu uma ótima notícia: a Mozilla Foundation resolveu dar um passo à frente e implementar as tags do HTML5 “vídeo” e “áudio” no Firefox 3.1, que já está disponível para os doidos que usam nightly builds.
Importante (ou não): os 4 fãs do Opera dirão que a versão 9.5 já possui este suporte. Mas, digamos que isso não foi tão impactante quanto o anúncio da Mozilla, por motivos óbvios.
“Pô, que da hora!” diz o fazedor de sites. Vídeo direto em tags, sem necessitar de plugins, nada? Músicas na minha página sem a obrigatoriedade de players em flash ou Windows Media, com controles funcionais e de forma simples? Tais novidades e mais algumas são advindas do HTML5, que ainda é “Working Draft” na W3C. Dá pra comemorar o avanço da web? NÃO.
De início, era explícito nas especificações do HTML5 que o Ogg Vorbis e o Ogg Theora seriam os codecs a serem usados por TODOS os browsers, para garantir que a interoperabilidade e a conversão pelo usuário fossem simples e livres de patentes.

Até aí, ótimo. Eu nunca sequer tive a oportunidade de assistir algo em Theora, mas acho o nome bonito. E Vorbis é um codec de áudio muito bom, posso assegurar.
Só que no quartel general do Coringa certas empresas não ficaram felizes com o anúncio. Foram a Microsoft (surpresa!), Nokia e a Apple que não gostaram da idéia da obrigatoriedade dos codecs e deixaram claro isto aqui e aqui.
A questão toda é que todo mundo rejeitou, mas ninguém sugeriu um padrão para o tal codec. A parte do documento que especificava o Ogg foi substituída por um “It would be helpful for interoperability if all browsers could support the same codecs. However, there are no known codecs that satisfy all the current players.” (Tradução livre: seria de grande ajuda para a interoperabilidade se todos os browsers pudessem suportar os mesmos codecs. Contudo, não existe nenhum codec conhecido que satisfaça a todos os tocadores de hoje.)

A posição das empresas citadas contra o Ogg foi devido ao medo de serem processadas. Sim, elas acham que o Vorbis e o Theora podem ser alvos de disputas judiciais no futuro, mesmo sendo completamente Open Source e defendidos até pelo paranóico-mor Stallman.
Quem é desenvolvedor web fã dos padrões (leia-se cansado de css hacks, conditional comments, setenta e cinco folhas de estilo, uma para cada browser) certamente não vai gostar do rumo que a coisa está tomando. Não se trata aqui de fã do Ogg defendendo o codec, mas sim da possibilidade de se converter um vídeo para o HTML5 e saber que ele roda em todos os browsers sem necessidade de codecs extras ou pagamento de alguma coisa. Podia ser WMV, se a MS tornasse Open Source, por exemplo.
Alguém aqui duvida do Safari no Mac cometendo algum codec esquisito relativo ao Quick Time, e o IE tocando WMV? Desse jeito não sai: Vai ser preferível usar Flash, que, mesmo não sendo padrão, pelo menos funciona em todo browser. Exceto em 64 bits, mas isso é outra história.
Esta (in)decisão é um retrocesso. Quando estamos saindo (ou tentando sair) do poço sem fundo que foi a guerra Netscape X IE que nos deu de presente até a tag BLINK, o povo não entra em acordo nem quanto a simples codecs de vídeo e áudio?
Neste ponto, a Mozilla resolveu peitar as grandes. O Firefox 3.1 vem com o dito e polêmico suporte a Theora e Vorbis embutido. E que não pensem que foi pouca coisa, já que eu não consigo imaginar o IE8 ou 9 usando os mesmos para multimídia. É uma decisão arriscada e digna de aplausos da Mozilla, que pelo menos deu um passo a frente.
Pelo menos na Hungria, o povo pode comemorar. Eu, tal qual Regina, tenho muito medo do destino que a web me reserva. Ou a bolha estoura, ou os padrões vão pro espaço. Em todo caso, eu aprendi esta semana a fazer malabarismo e só me falta escolher um semáforo/farol/sinal.
Fontes: Science Media Network, Tableless.com.br, WHATWG community, Wikipedia em inglês e claramente inspirado no Tópico do Fórum do Luiz Claudio. Ele comenta o fato do navegador, eu decidí aprofundar mais sobre as consequências.
Bolha da Web 2.0? Quem é que está com o alfinete?
Web 2.0 BubbleBETA.png)
O dia que o Tim O’Reilly definiu o termo “Web 2.0″, isso lá pra meados de 2004, a internet começava a descobrir seu verdadeiro potencial. Surge a internet como plataforma: “Vamos aproveitar a inteligência coletiva!”…
Sugeriram certos conceitos interessantes naqueles seminários, como o “beta eterno”, abertura de API dos sites (que a partir de então não são mais sites, são “serviços”), e também o uso mais abrangente do XMLHTTP (da Microsoft, aliás), que todo mundo conhece hoje como Ajax.
Já tínhamos serviços Web 2.0 desde lá por meados de 2000, 2001. A Wikipedia surgiu nesta época. Em 2004 já não era um fenômeno novo. O que a conferência fez, reunindo vários estudiosos, foi estudar e endossar os sites sobreviventes da bolha da internet e se perguntarem “Porque que estes sites não pereceram, tal qual os demais”? Alguma coisa eles têm, que os fez fazer sucesso.
Pronto. Foi a senha para a explosão dos sites Web 2.0. “Agora alguém descobriu o caminho do pote de ouro”, pensou aquele investidor web que estava falido pelos efeitos do estouro da bolha.
A partir daquela conferência (o que não faz muito tempo, aliás), sites inspirados nos preceitos ditados na mesma começaram a aparecer. Alguns deles, você olha e vê que realmente deram certo: Flickr, por exemplo. O MySpace. O Orkut (aqui no Brasil, apenas). Mais recentemente, até o lacônico Twitter ou o Digg. Hoje em dia, sites incorporados no nosso uso habitual da internet, muito aceitos, e, estes sim, valendo bastante: É só ver a quantia que o Google pagou pelo Youtube.
De repente o pessoal redescobriu a internet como plataforma de negócios. Se depois da bolha existia um receio inicial de investimentos na web, depois de um tempo após aquela fatídica conferência, vendo o sucesso de certas cartadas virtuais, o dinheiro voltou. E, tal qual como Serra Pelada (O garimpo), quando apareceu o ouro, todo mundo resolveu tentar a sorte.
Muitas startups começaram a pipocar pela rede afora. Muitas delas cópias pouco modificadas das idéias originais: Alguém lembra do surgimento do Orkut? Como os brasileiros gostaram daquilo? O hype que foi?
Pois agora pergunto pra vocês se alguém aqui lembra (ou usa) o Gazzag (hoje Octopop), o UOLkut (?), o Beltrano do Terra o 1Grau (morto)? NetQi (morto), Clubao (morto), Kibop (morto), Muvuca (morto)?
Quem for procurar vai notar que a maioria destes sites não existem mais, ou mudaram de finalidade. Os que persistem tem poucos usuários, e não geram mais hype.
Não há inovação. Só a vontade de entrar na onda. Os acionistas enxergam o lucro: “Ah, se tá todo mundo indo pro Orkut, vamos lançar nosso Orkut também”. Fato que todos esquecem que as pessoas não trocam de rede social como trocam de roupa, e que a maioria não tem disposição para freqüentar muitas ao mesmo tempo.
E isso segue como regra para vários serviços: de mapas, agregador de notícias, mensagens instantâneas… Alguns deles realmente agregam funcionalidades que os originais não têm, é fato; mas a maioria esmagadora só copia a idéia. E nisso a bolha vai crescendo…
Bola de neve
O que isso causa? Divisão. O agregadores de notícias, por exemplo, como o Digg e o del.icio.us (que vai mudar de nome, como a Patrícia noticiou. Sábia decisão): Existem um MONTE deles. Quem não notou, em certos blogs, abaixo dos posts, uma barra com trocentos ícones convidando você a clicar e a compartilhar esta notícia? Isso complica, não? Os dados se fragmentam.
Ah, mas a web 2.0 resolve isso para você! Use o SocialPoster, e insira o mesmo link em todos eles! Note a “pequena” lista de sites disponíveis.
Em breve, aparecerão vários SocialPoster, e alguém criará um “SocialPosterSocialPoster” para postar ao mesmo tempo em vários SocialPoster.
Está confuso tentando seguir seus 7.392.792 amigos virtuais pelos trocentos sites que eles freqüentam? Não há problema. Use o profilactic (???) e tenha a disposição a maior rede social de redes sociais do mundo: São 186 sites suportados.
Essa escala, obviamente, entope a internet de informação repetida. Lembrem-se, a banda da internet tem fim, o armazenamento é caro e o fluxo de dados só aumenta. Mas, antes repetir a exaustão dados “úteis” (ou pelo menos com potencial de serem), do que encher a internet de coisas inúteis, não é mesmo? É, seria isso. Mas diga isso pro povo da web 2.0: Afinal, a Web 2.0 veio para abalar as estruturas! A Web 2.0 é uma revolução.
Os revolucionários
Serviços “interessantes”, que parecem saídos de um brainstorm de crianças no recreio do jardim da infância aparecem todos os dias na web 2.0. Afinal, veja como é divertido ficar advinhando a idade das pessoas nas fotos do Agester, por exemplo.
Você tem um hamster, e seu hamster se sente sozinho? Fica lá na gaiola desolado e triste, e você também não está afim de sair do seu quarto para encontrar um amigo pra ele?
Sem problemas! Use o hamsterster. O hamsterster é a primeira (e espero, única) rede social para hamsters fruto da inventividade da Web 2.0. Não fez muito sucesso, como era de se esperar, mas continua lá, firme e forte. Provavelmente feito pelo mesmo cara que criou a fonte “wingdings”.
Este tipo de idéia absurda é comum hoje, aonde a pressão para ser original (a tal criatividade exigida pelo mercado de trabalho) acaba encontrando o cara que não tem lá uma grande perspicácia na arte de inventar. Redes sociais para animais são comuns (tem o dogster, e também as temos para crianças, góticos, para neo-nazistas (só a referência, sem link), encontros com presidiárias, gordos…
A criatividade do segregado pela sociedade é o limite. Aliás, limite é algo que a Web 2.0 tem por costume não definir, seja para os desenvolvedores, seja para os próprios usuários.
Limite seus usuários, porque eles não sabem o que fazem.
A PIOR coisa que um site da web 2.0 pode fazer é dar controle excessivo nas mãos do usuário. Felizes são os sites que controlam as alterações de quem os usa, e não permitem os excessos. “Mas não, uma das premissas da Web 2.0 é a interatividade”, disseram os donos do MySpace. Quando, por meados de 1999, você imaginou que o poder de edição dinâmica na web, culminaria NISSO, ou NISSO?
Alguém aqui imagina o que seria da pobre web, caso o Orkut permitisse personalizações no layout do perfil?
Aliás, o próprio worstofmyspace também é um site com vocação web 2.0. Como se nota isso? É fácil, pelo formato.
Formato?
Você reconhece um site web 2.0 de cara. É só olhar certas características em comum.
Viu um logo com fontes modernas? Sem serifa? Tons pastéis? Cores chapadas ou gradientes suaves? Viu um “beta” bem pequenininho, escondido perto do mesmo? Pronto, acho um site Web 2.0. E você nem precisa se esforçar para criar o logo da sua próxima startup: use o Web 2.0 logo creator, um site da web 2.0 que… cria logos para a web 2.0.
O site geralmente mantém o minimalismo do logo. A tática que inicialmente era para poupar os servidores de um grande overload usando imagens e estilos complexos, foi imitada pelos designers à exaustão: Sempre tons pastéis com cinza clarinho, uma sombrinha aqui e ali, e pronto.
Mesmo sendo minimalista, qual o problema do site ser pesado, não é mesmo? Afinal, o processador está aí para ser usado, correto? Sites como a rede social “all in wonder”Wixi estão aí para levar seu pobre Core 2 Quad ao limite: Tudo é arrastável, clicável, “transparenciável”; até aquilo que podia muito bem ficar lá no lugar estático dele, sem incomodar ninguém.
API aberta. Todo desenvolvedor deve poder desenvolver seu site web 2.0 usando as ferramentas do seu site Web 2.0, que provavelmente usou alguma ferramenta de outro site web 2.0, que, por sua vez, provavelmente usou algo da API do Google. Claro que ninguém pensa no efeito de um dos sites no meio da salada fechar. Mashup é a palavra da vez.
É importante também o site possuir widgets. A barra lateral dos blogs é o lar perfeito para a proliferação desta espécie: Eles fazem barulho, eles se mexem, eles incomodam quem não tem nada a ver com isso, mas, estão lá. Nem que seja um bonequinho 3d esquisito e cabeçudo, que se resume a dançar. Ou uma tagcloud com palavras relativas a comida.
Falando em tags… A moda agora são as tags. Não importa aonde elas vão.
Frases de efeito. Buzzwords. Filosofia de web 2.0 é o novo Nietzsche: “Post anything. Customize everything”. “Socialize everything”, “Everything anything”.
Ajax. Requisição HTTP normal é tão semana passada… Se não vemos aquelas bolinhas girando como sinal de loading, o site já perde o crédito. Se seu site não possui as bolinhas de loading girando, crie uma no AjaxLoader, ferramenta da web 2.0 que permite a criação rápida de bolinhas que giram para loading.
Nomes? Essa é a parte mais legal. Oyogi, Utterz, Plurk, Jaiku, Tumblr, Quechup, Xanga…
Alguém resolveu no meio dessa balbúrdia toda, definir que “nomes pequenininhos e silábicos são legais”. Mas se esqueceram que o alfabeto tem um número limitado de letras… Hoje, as combinações de 6 letras estão acabando, e a tendência é que os nomes piorem, pelo menos até a bolha estourar.
Bolha?
“Ah, não tem bolha!” Dirão alguns. “Isso é exagero!”, dirão outros. “Fala baixo”, dirão os donos das novas startups. Eu não sei se vocês conhecem o deadpool do techCrunch, que reúne as startups que já se foram. Lá pro fim de maio, por exemplo, a startup de vídeos Akimbo fechou. Quanto o Akimbo levou junto com ele? 56 milhões de dólares. Sim, US$ 56,000,000 foram vaporizados junto com o serviço: Recupera-se o que de uma startup falida? Nada. Não tem bens físicos, não tem massa falida, não tem nada.
É um investimento de altíssimo risco. Todos sabem. E mesmo assim, o pessoal continua investindo feito louco. Não foram poucas as notícias aqui no próprio Meio Bit, aonde “fulano compra sicrano por uma quantia astronômica”. Boa parte deles são sites que não possuem anúncios. De vez em quando um adsense. Considerando que programador também come, de onde vem o dinheiro?
Investimentos. Muitos. Executivos doidos para terem sua startup. Se todo esse investimento não gerar retorno, o que nos resta?
Há uma linha de pensamento que trabalha com uma espécie de “geladeira da globo” para websites. Os sites seriam comprados por grandes quantias, geralmente por portais, aonde o preço se dá pela idéia, e não pela própria empresa: Isso lemos aqui mesmo no próprio MeioBit. Mas há certos fatores não esclarecidos a se pensar acerca, como o fato do Google pagando bilhões num Youtube, mesmo tendo um serviço idêntico e funcional.
Esse vídeo aqui mostra que eu não estou sozinho nesta linha de pensamento.
A que destino será que esta onda da Web 2.0 nos leva? Estamos voando na bolha sem saber usar o GPS?
Ah, mas Você não tem um site web 2.0? Não tem problema. Crie um no weebly, a ferramenta da web 2.0 para criação de sites web 2.0.
Fontes:
Businessweek, Walleywag, Micropersuasion, Techcrunch, e intensivamente usada, a Internet Wayback Machine, já que startup nascer e morrer é algo mais efêmero do que salário mínimo.
Flash Player 10 Beta
A Adobe liberou hoje o primeiro beta do Flash Player 10 para download.
Dentre as muitas novidades para os desenvolvedores, alguns aspectos frustrantes dos flash players anteriores foram sanados: Trabalho com texto vertical e rotação, engine 3D nativa (não sei se tão completa quanto o Papervision) e, FINALMENTE, o sonho de 10 em cada 10 desenvolvedores flash que trabalham com animações: Aceleração por hardware.
Há até uma implementação simplificada de efeitos de pixel shader, usando o Pixel Blender, que é o responsável pelos efeitos do Adobe After Effects.
Na página do Adobe Labs você encontra para download as versões Windows, Mac e Linux do Flash Player 10 Beta.
Demonstração do que ele pode fazer aqui.
Fonte, a própria Adobe.
Podando o Windows XP
Espaço não é lá um grande problema quando se trata do Windows XP em computadores modernos. Uma instalação típica ocupa, logo após instalado, por volta de 1,8 GB, dependendo da versão, Service Pack integrado e outros badulaques. Considerando que os menores HDs à venda são de 40GB…
Mas agora com o advento dos pcs ultra portáteis aonde espaço em disco é luxo, pode ser uma dor-de-cabeça.
Notebooks-anões com 4GB ou 2GB de espaço disponível começam a aparecer. Como enfiar um elefante de 1,8GB em uma partição de 2GB e ainda sobrar algo para o uso posterior? Usando o nLite, que acrescenta ou retira features e programas do Windows, é possível reduzir o tamanho do sistema, melhorando o uso do espaço livre e tornando a experiência do usuário mais agradável.
Vejamos até onde podemos podar o Windows XP.
Parte-se do princípio de que o CD seja uma cópia legítima do sistema, claro.
Caso fique alguma dúvida sobre a legalidade do nLite e desta "poda" do Windows, aqui você pode ler a licença, e conferir que não há proibição alguma de remoção de programas ou features, desde que a mídia seja sua. Não há engenharia reversa tampouco "disassembly". As regras de licenciamento do Windows continuam as mesmas, em seus direitos e deveres. Basicamente, o nLite só automatiza o que você poderia fazer de modo manual: nenhum arquivo é substituído ou editado no processo.
Portanto, de posse do CD de instalação,basta copiar os arquivos para uma pasta qualquer no seu disco, e apontá-la quando o nLite perguntar aonde os arquivos do Windows estão.
Feito isto, o programa mostrará a versão, Service Pack e tamanho dos arquivos, confirmando que a pasta está correta.
Avançando no programa, você chegará até esta tela:
Que é a tela aonde selecionamos que tarefas que realizaremos no SO. Neste caso, apenas interessa a remoção de componentes e a geração de uma ISO para gravação, logo, marquemos apenas as duas opções. O programa faz muito mais que isso, vale uma fuçada para descobrir mais opções.
A intenção é uma poda semi-radical, gastando o mínimo de espaço em disco possível, sem prejudicar nenhuma funçao.
Para REMOVER algum componente, basta marcá-lo clicando na caisa do lado esquerdo.
A minha personalização, foi do seguinte modo: na parte de "Aplicações", cortei tudo, exceto NT Backup e a Calculadora, que pode ser útil. O resto, não achei necessário.
Em "Drivers", dá pra remover todos. A idéia é integrar apenas os drivers dos dispositivos usados.
Em "Multimídia", cortei os "Antigos reprodutores de cd e gravador de sons", a ferramenta de diagnóstico do DirectX,
as imagens e fundos (baixamos um wallpaper depois), o Media Center (se houver), o Movie Maker, as músicas de exemplo, o suporte a reconhecimento de voz, o Tablet PC e, se você quiser ser radical, o Windows Media Player. O WMP tem 14MB, poderia ser substituído por um VLC, que é bem menor, ou outro player menos robusto.
Nas "Opções do Sistema Operacional", corte a Ajuda e o Suporte. Se necessitar dele, use em outro computador. Juntos, ocupam mais de 25MB de espaço em disco! Cortemos também o irritante cachorrinho de busca da MS, o Assistente para transferência de arquivos e configurações e, como não usará o Visual Studio (suponho) nem o IIS num portátil (salvo alguma necessidade meio esquisita), pode cortar os 3MB do Jet Database. Cortar também as fontes extras é uma possibilidade (sempre podemos adicionar posteriormente).
Se usar o Windows em inglês, pode remover as "Mensagens de service pack" também. Não ceda à tentação de remover o núcleo do IE, que é a engine de HTML usada no sistema.
Se a idéia for nunca usar aplicações de 16 bits, pode remover o patch de compatibilidade de aplicações (1,2MB) e o suporte a 16 bits (2 MB), mas não recomendo.
DEFINITIVAMENTE remova o "tour", que é uma feature que "torra" 18MB do seu HD e não serve para nada. O restante das opções, ou não deve ser removida, ou é pequena demais para fazer alguma diferença.
Em "REDE", podemos apagar a maioria dos ítens que não usaremos num PC portátil. Isso depende de caso a caso: a idéia seria colocar o portátil em rede em casa? Ou nunca usar tais features? Seguros para se remover e que ocupam bastante espaço, são: o MSN Explorer, o Netmeeting, as Pastas Web, o Peer-to-peer (que não interfere no P2P comum), o IIS, o VML e o Windows Messenger.
Mantendo o núcleo do IE, a remoção do Internet Explorer é possível: são 4MB economizados.
A parte de Serviços também depende do uso. Se precisar de rede wireless, não é lá muito recomendado remover o QoS, por exemplo. Valem aqui aqueles guias de configuração de serviços do Windows que se encontram muito pela internet. Relevantes mesmo em termos de tamanho e que podem ser removidos sem muito problema futuro são as atualizações automáticas (desde que se lembre de atualizar posteriormente) e o serviço de indexação (só vai torrar a bateria do seu portátil). O resto é irrelevante em matéria de tamanho.
Em suporte a hardware, dá para fazer uma limpa. Por exemplo: quem precisa de suporte a "adaptadores de série multi-porta"?
Se você utiliza câmeras que sejam reconhecidas como um pen-drive, sem assistente de importação de fotos, por exemplo, poderia eliminar o WIA. Se seu equipamento não possui dual-core nem um P4HT (coisa que é MUITO provável), a remoção do suporte a multiprocessamento pode economizar algum espaço. Se não for imprimir nada no trocinho, dá para cortar o suporte a impressora. O restante dos componentes é pequeno demais para fazer alguma diferença, mas podem ser removidos caso o futuro usuário deseje.
Na aba de suporte a linguagem, dá para a maioria dos idiomas, deixando apenas Western Europe e United States. Dá até para entrar nesta área e cortar mais alguns idiomas, mas, o espaço em disco liberado não é relevante.
No suporte a teclado, corta-se tudo exceto o correspondente ao seu dispositivo. Em diretórios, dá pra sumir com tudo.
Ao final do processo (features eliminadas, ISO gerada, gravada e instalada), o Windows XP ocupa 530 Mb instalado no HD. Mais perfis, algumas dlls compartilhadas nos Arquivos de Programas.. 570MB, menos de um terço da instalação original!
Isso deve ser mais viável para os novos ultra-portáteis, deixando espaço para o restante das atividades.
Acessibilidade: Muito além do Acid3

Se você perguntar para qualquer pessoa: “Você acha correto que o governo tome medidas para inclusão plena do portador de necessidades especiais à sociedade?”, todos, sem exceção, dirão que sim. Porém, poucos são os desenvolvedores de websites e aplicações que realmente se preocupam com o acesso dos seus produtos ao público que possui deficiências motoras, auditivas e visuais, tornando a internet e o desktop uma espécie de “calçada sem guia rebaixada cibernética” e dificultando ao máximo a tarefa de navegação não convencional. No caso da web, pior ainda: Sites cheios de técnicas não ortodoxas de visualização, uso excessivo de AJAX, “captchas” imagens no lugar de texto em prol do visual e certas “gambiarras” que viram armadilhas pro coitado que tentar navegar na página usando um software leitor de tela, por exemplo.
A W3C, além de regular os padrões da web quando dizem respeito a renderização do conteúdo que aparece em nossos browsers, também mantém seus “padrões” para acessibilidade, na Web Accessibility Initiative (WAI), que sugere aos webdesigners algumas boas práticas no desenvolvimento e montagem de suas páginas. A maioria destas regras são de fácil execução e implementação, tais como sempre usar o atributo “alt” em suas imagens, para descrever textualmente a imagem que está no layout e permitir que um browser de texto (ou um daemon que leia páginas e envie para algum hipotético cara que não toma banho) exibir uma referência e possibilitar aos leitores de tela “dizerem” ao usuário o que aquela imagem é, entre outras.
Notem que não se trata de uma caridade, mas sim de respeito ao usuário e visão de mercado: Se seu site ou programa for acessível a todos, é um diferencial que pesará muito na escolha do mesmo por um portador de necessidades especiais, que também paga pelo seu programa ou conta nas visitas de seu site. Não se trata de um opcional, um “plus”, ou algo que você deva deixar por último (mesmo porque se fizer isso, vai sofrer bastante): É uma obrigação do desenvolvedor que se preze preocupar-se com a acessibilidade de seu produto, tanto quando um cozinheiro deve lavar as mãos antes de preparar o jantar.
Todavia, infelizmente, o assunto “acessibilidade” é muito pouco comentado nas discussões sobre desenvolvimento web (área da qual faço parte). Discussões sobre qual browser suporta SVG ou quantos pontos o mesmo fez a mais do que o do concorrente no teste do momento em tecnologias que não serão adotadas tão cedo, certamente são muito mais abundantes e emotivas do que recursos e técnicas de acessibilidade que podem (e DEVEM) ser adotadas já, e que os browsers já possuem suporte faz tempo.

Diferente da validação mecânica do XHTML e do CSS que usamos nos sites, a validação do conteúdo de acordo com as WCAG (Web Content Acsessibility Guidelines), embora possa ser realizada de modo automático por validadores como o brasileiro daSilva, depende, acima de tudo, do bom senso e de testes.
A maneira mais segura de saber se seu site ou programa é razoavelmente acessível é tentando usá-lo como um portador de necessidades especiais usaria; este post, aliás, é motivado pela experiência desastrosa de uso de um site meu em um leitor de tela.
Se você, desenvolvedor que leu este texto, achar que é prudente “acessibilizar” seu site (programas também, porque não?), pode usar algumas técnicas simples de teste:
- Exibir o conteúdo com as imagens bloqueadas.
- Exibir o site sem nenhuma folha de estilos.
- Verificar se a leitura do site não fica prejudicada para os daltônicos. Você pode testar facilmente isto usando o Visicheck.
- Testar seu site em browsers de texto, como o Lynx.
- Desligar o monitor e tentar usar um leitor de tela. Este é o maior soco na cara que um desenvolvedor web pode tomar, no que diz respeito a acessibilidade: Aquele ditado de “Pimenta nos olhos dos outros é refresco” vale bastante neste caso. Pelo menos pra mim, valeu.
O desenvolvedor interessado nesta brincadeira pode usar o Dosvox ou o NVDA no Windows, o Orca ou o LSR no Linux e, ponto pra Apple, se você usa o OsX depois do Tiger você já possui o VoiceOver por padrão. Aliás, neste ponto, a Apple é disparada a melhor opção para um usuário deficiente visual: Até a instalação do OSx tem suporte a braile.
Pode-se também obter mais informações no site do SERPRO, do Governo federal, ou ainda no site do Marco Antonio de Queiroz, o Bengala Legal: Marco é cego, aliás.
Pra esclarecer: A imagem do acid3 é só pra encher o saco. Eu não verifiquei, porém, PRESUMO (e espero sinceramente estar certo), que algumas dos padrões validados por ele sejam sobre acessibilidade.E o título é uma licença poética, porque, definitivamente, não é um artigo questionando os browsers, mas sim os desenvolvedores.
E também vale lembrar que a deficiência que o potencial usuário do seu programa enfrenta não se resume a problemas visuais, eu resumo bastante a abrangência aqui. E que qualquer referência a pessoas reais neste post é mera coincidência.


