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Microsoft seguindo os passos da Apple. De novo.

Por: em 26/07/08 na(s) categoria(s): Apple e Mac, Indústria


Num famoso discurso feito por Steve Jobs, à certa altura, ele diz:

[...] eu decidi tomar aulas de caligrafia para aprender a fazer aquilo. Eu aprendi sobre caracteres com e sem serifa, sobre a variação do espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna a grande tipografia grande. Era bonita, histórica, artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode capturar, e eu achei aquilo fascinante.

[...]

Nada disso tinha sequer um lampejo de aplicação prática na minha vida. Mas dez anos depois, quando nós estávamos projetando o primeiro computador Macintosh, aquilo tudo voltou. E nós colocamos tudo no Mac. Foi o primeiro computador com uma tipografia bonita. Se eu nunca tivesse entrado naquele simples curso da faculdade, o Mac nunca teria múltiplos tamanhos de letra ou fontes proporcionalmente espaçadas. E como o Windows só copiou o Mac, provavelmente nenhum computador pessoal teria.

Não é justo dizer que a Apple sempre é original em tudo o que faz e que a Microsoft sempre copia tudo dela, mas a fama pegou. Agora, mais uma vez, Steve Ballmer dá motivos para esta (má?) reputação continuar à toda. Foi publicado no All Things Digital um memorando do CEO em que ele fala da nova estratégia a ser adotada Microsoft, e que o MacMagazine chamou de “busca por uma experiência mais ‘Apple-like’”.

No memo, Ballmer fala que apesar da Microsoft ser líder absoluta – numa proporção de 30 para 1, segundo ele mesmo -, a Apple vem crescendo por causa da experiência, que apesar de ser “capada” em vários aspectos, é completa ao consumidor final. O pessoal “de fora” reclama, mas Mac-users não vêem problema nenhum em ficar com um computador com hardware extremamente específico e com um certo limite para upgrades; é um pequeno preço que se paga para não ter dores de cabeça. Além disso, a Apple é dona de todo o processo, com pouquíssimos intermediários, e a partir de agora a Microsoft quer seguir na mesma direção.

Para ler todo o documento, clique aqui (em inglês).

[via MacRumors]

Zune Guy entrega os pontos

Por: em 24/07/08 na(s) categoria(s): Áudio Vídeo Fotografia


A primeira coisa a se pensar na hora de fazer uma tatuagem é se o “assunto” tratado tem força o suficiente para continuar tendo significado – ou pelo menos algum significado relevante – mesmo que se passem anos após a feitura do desenho. Porém, não foi nisso que o Zune Guy pensou ao tatuar o logo do Zune no braço e o slogan do produto (com quebra de linha e hífen!) nas costas.

Hoje, em um forum sobre o Zune, a referida criatura abriu um tópico onde declara a decepção que está sentindo com o produto: não poder carregar vídeos do Xbox Live no player e o fato do mesmo não “conversar” com o Zune Marketplace o fizeram desistir de lutar pela causa, e agora ele quer cobrir as tatuagens. E nós achando que era porque ele final e tardiamente havia chegado à conclusão de que tatuar uma marca efêmera no corpo não era lá uma idéia muito inteligente.

O Zune não vem fazendo o sucesso esperado pela Microsoft, mas lembre-se que mesmo o iPod – que está nas cabeças (e nos ouvidos) -, desde que foi lançado já teve sua marca alterada da água pro vinho, de Apple Garamond para Myriad. Mas de qualquer modo, uma idéia estúpida.

Uma coisa é usar uma camiseta declarando todo o seu amor por um produto, pois em caso de fracasso é só usá-la como pano de chão. Outra é marcar seu corpo de forma permanente com o nome (ou pior, o logotipo) de alguém que sequer lhe pagou um jantar à luz de velas acompanhado de vinho e flores, e posar de ridículo. Alguém consegue imaginar o Cardoso, ex-fanboy confesso da Palm, com uma tatuagem da marca da empresa?

[via Engadget]

Geek way of life

Por: em 17/07/08 na(s) categoria(s): Miscelâneas


Se há algo que falta no Brasil é uma boa loja de tecno-tranqueiras como a Think Geek. O mais próximo que se chega disso são alguns artigos da Linux Mall, da Tok Stok (como essa capinha para iPod), e a Imaginarium, onde se pode fazer seu próprio projeto de design que eles fabricam – custando, obviamente, um ou dois rins. Temos também a Nerdstore, mais voltada a action figures e (ótimas) camisetas.

Eu, se inteligente fosse, teria feito design de produto em vez de design gráfico, e aberto um estúdio bacanudo que fosse a versão tupiniquim do Yanko Design, vendendo peças de decoração como as catalogadas neste site aqui. Alguns destes produtos já deram as caras aqui pelo Meio Bit.

Que tal uma parede dobrável, muito mais legal que uma drywall? Ou cortina em ASCII art? Adesivos de Space Invaders já são manjados, mas uma impressora de torradeiras ou uma mesa pra quem é fã de Star Wars é o que há.

Taí um nicho que precisa ser preenchido aqui no Brasil urgentemente. Faltam apenas pessoas com boas idéias e bala na agulha, tenho certeza que público não falta.

Radiohead lança clipe com cara de “early computer graphics”

Por: em 15/07/08 na(s) categoria(s): Áudio Vídeo Fotografia


Radiohead e a tecnologia inegavelmente têm um caso de amor. Depois da bem sucedida distribuição de suas músicas via web, a banda resolveu inovar mais uma vez. Usando dois sistemas de scanners que capturam a luz através de lasers e geram imagens 3D, Thom Yorke e seus amigos fizeram um belíssimo clipe da música House of Cards, que pode ser visto abaixo.

Neste vídeo há um making of explicando o processo. Mas o mais legal mesmo é o visualizador que criaram, onde se pode interagir com os cenários, pessoas e objetos em cena no clipe, disponível no Google Code.

O que me veio à mente quando vi este clipe? As animações experimentais que John e James Whitney faziam em meados do século passado com computadores analógicos.

Fonte: Gizmodo

Illustrator versus Inkscape

Por: em 09/07/08 na(s) categoria(s): Artigo, Open-Source, Software


Para quem está começando no ramo das artes gráficas, ilustração digital e adjacências e é desprovido monetariamente, fica um tanto complicado desembolsar mais de mil doletas no pacote Adobe Suite. Assim sendo, restam duas alternativas: baixar os softwares nas redes de compartilhamento de arquivos ou usar as alternativas free as in free speech que também sejam, principalmente, free as in free beer. O problema é que as alternativas nem sempre estão à altura das soluções proprietárias. Ou estão?

A resposta é: depende. Eu, por exemplo, mal uso softwares de tratamento e edição de imagem como Photoshop. Minha praia são os vetores; em se tratando de Photoshop, eu parei na versão 7, que está de tamanho suficiente para o que eu (ocasionalmente) preciso. Se o GIMP não fosse tão… chato, eu o usaria com mais freqüência. Raramente alguém usa as trinta e cinco mil quatrocentas e dezoito funções que vêm nos editores gráficos, e em alguns casos, a ausência de um ou outro recurso nem faz falta.

E no caso dos ilustradores vetoriais, que são softwares relativamente mais simples que os editores bitmap? As soluções open source estariam numa posição confortável caso comparadas com seus concorrentes proprietários? É o que eu estou tentando descobrir, apesar de não ser muito exigente neste quesito – dando pra desenhar letrinha, tá ótimo. Para o TCC, bolei uma matriz comparativa de funções entre o Adobe Illustrator e o Inkscape. Ela abrange as principais funções dos softwares de ilustração vetorial, mas não tem o compromisso de verificar se essas funções são, de fato, eficientes como devem ser, mesmo porque a tal matriz é apenas “um plus a mais” na pesquisa, que tem como foco principal a usabilidade das interfaces gráficas dos softwares citados ao longo deste texto.

Ficou curioso(a)? Baixe a tabela aqui.

P.S.: A imagem que ilustra este texto é de autoria do usuário MadDrum no Flickr e foi feita no Inkscape.

A última cartada da Motorola

Por: em 26/06/08 na(s) categoria(s): Celular, Indústria


A Motorola em breve lançará mais um produto no mercado, e dessa vez, ou vai ou racha. É um novo telefone, apelidado de Alexander, e com certeza não é “O Grande”, um celular com recursos pra lá de batidos e nada revolucionários: chip de vídeo da Nvidia, câmera de 8 megapixels, possivelmente será touchscreen – recurso que daqui a pouco será tão comum quanto as câmeras fotográficas -, e como sistema operacional o UIQ.

Ao que parece, a empresa está depositando todas as suas fichas nesse aparelho, mas pra fazer sucesso mesmo e sair da lama em que se encontra atualmente, vai ter de criar algo tão bem sucedido quanto foram seus RAZRs. Independente de serem um lixo (IMHO), até hoje exercem um fascínio, pelo menos nas camadas menos “tecnologicamente informadas” da população. E, claro, com iPhone à duzentão, também vai ter que dar um jeito de baratear o negócio e deixar sua interface fácil de usar – área na qual ela nunca foi muito boa.

O Motorola Alexander está previsto para chegar em outubro deste ano.

Fonte: Boy Genius Report [via Gizmodo]