Novos MacBooks Air são mais lentos que os anteriores. Hein?
O MacBook Air, não categorizável em nenhuma das classificações para notebooks existentes atualmente, já não tem portas USB sobressalentes, não tem drive ótico, não tem porta Ethernet e, mesmo eu, que tive que raspar pedaços do meu cérebro das paredes quando ele foi lançado (tudo por conta do Campo de Distorção da realidade do tio Steve) o acho meio fora da realidade, um produto para muito poucos comprarem.
Como todo produto Apple lançado recentemente, o novo MacBook Air também foi esmiuçado e descobriu-se um estranho “downgrade”: o bicho é mais lento que o modelo anterior. Não absurdamente mais lento, “OMG como vamos conviver com isso”, mas ainda sim mais lento. É estranho, mas não ilógico.
Quando foi lançado há um ano e meio, seu modelo mais econômico custava 1500 pilas, um preço que é os olhos da cara caro até mesmo para o consumidor de primeiro mundo. O novo modelo ganhou 330MHz a mais no poder de processamento e mais espaço em disco (enquanto outros componentes sofreram uma queda de 400 dólares), e teve um corte considerável no preço, de modo que o modelo novo sai por 1300 dólares.
Isso é praticamente o mesmo preço de um MacBook comum. A diferença é que um MacBook comum tem porta Ethernet, drive optico, etc etc, de modo que a única vantagem real do Air é ser peso pena. Aqui no Brasil então, ele só serve como recurso para impressionar visitas nas lojas autorizadas.
Dá dó dizer isso de um produto que parecia tão promissor. Eu bem que gostaria de poder passar por cima dessas limitações e levar um desses pra casa (olha o Campo de Distorção da Realidade fazendo efeito de novo!), mas é verdade.
Fonte Macworld [via Mac Rumors]
OLPC? Estudantes do Maine ganharão Macs
Já faz alguns anos que o governo federal abriu uma concorrência para que fabricantes de laptops educacionais apresentassem seus projetos e o ele pudesse, finalmente, decidir qual máquina seria mais apropriada para o uso dos estudantes nas escolas. Acabou que o pregão foi suspenso pelo MEC, a Positivo cansou da enrolação e resolveu botar o bloco na rua e o Classmate PC no mercado (e nas escolas de sua rede), e ninguém mais ouviu falar do tal do Projeto UCA – não no mainstream, pelo menos.
Mas aqui vigora o chamado Samba do Criolo Doido, e quando uma iniciativa dessas aparece é quase certo que, bem… não vai dar certo. Lá no hemisfério norte, mais precisamente no estado americano do Maine, a história é outra.
O MLTI (Maine Learning Technology Initiative), que tem parceria com a Apple desde 2002, é a maior ação do tipo já feita. As 64 mil máquinas que vão distribuir entre os estudantes do 7º o 12º ano de ensino da rede pública do Maine são nada menos que MacBooks, que serão entregues já no próximo semestre, quando começa um novo ano letivo nos EUA.
Como se já não bastasse, o projeto de inclusão digital não se limita a distribuir maquininhas pébas para os alunos e eles que se virem. Os notebooks virão equipados com material de apoio pedagógico, de desenvolvimento profissional e softwares educativos. Os alunos também terão orientações sobre como fazer bom uso da tecnologia, como conduzir pesquisas, além de acesso a material online.
Primeiro mundo é outra coisa…
Fonte Apple Insider
Windows XP resiste bravamente
Considerado obsoleto pela Microsoft, o Windows XP ainda resiste nos computadores do mundo. Sem sucesso, a empresa tentou fazer o Vista deslanchar, mas por mais que alegue que foi um dos sistemas de maior sucesso de todos os tempos, ainda é alto o número de “downgrades” para a versão antiga, principalmente nas empresas.
Em pesquisa reportada pela Info World, o número de computadores comprados com o Vista e que posteriormente teve o sistema trocado para XP é tão alto que dá até pra comparar com o caso dos PCs populares que vêm com Linux de fábrica. Nas empresas, isso ocorre em mais da metade das máquinas.
Mas não é só o nojinho generalizado do sistema que explica o sucesso persistente do XP. Além disso, a Microsoft também criou versões especiais do OS para aparelhos “menos capazes”, como netbooks. Isso se deve principalmente porque o Vista jamais rodaria lisinho numa máquina dessas, então o XP seria a melhor escolha óbvia.
E como a voz do povo é a voz de Deus, a Microsoft repetidamente atendeu aos apelos para que não deixasse o querido XP morrer. O suporte ao sistema, que terminaria em fevereiro do ano passado, foi postergado para junho de 2008, e depois para abril deste ano, mas pode ser extendido até 2014, contanto que o usuário pague. Espera-se que, com o lançamento do Windows 7 em breve (e as várias críticas favoráveis), as pessoas se animem a migrar.
[via Slashdot]
China fazendo escola: Austrália bloqueando sites e jogos eletrônicos
E quando a gente pensa que apenas os países não-civilizados é que são maus e querem interferir na liberdade das pessoas para tentar protegê-las delas mesmas, uma daquelas nações bacanas (mas da qual raramente ouve falar) resolve agir como uma ditadura asiática: agora é a vez da Austrália aparecer com medidas esdrúxulas.
O alvo principal dessa vez são os games. No intuito de manter as mentes jovens livres da violência e de conteúdo sexual explícito, e ignorando completamente que adultos também jogam (e talvez sejam um dos principais públicos-alvo dos videogames), o governo australiano irá banir todo e qualquer jogo eletrônico que receba a classificação de impróprio para menores de 15 anos. E quando digo “todo”, é “todo” mesmo, desde jogos casuais em Flash até os tradicionalmente comprados das prateleiras. Como se os jogos eletrônicos é que fossem culpados por massacres em escolas e não a humilhação pública sofrida por certos estudantes todos os dias por parte de pessoas reais.
Os videogames são apenas um dos conteúdos que vão sofrer nas mãos do Australian Firewall. Apesar de não ter a intenção de monitorar a web toda, será mantido um banco de dados com sites proibidos no país e classificados pelo governo como impróprios, como já acontece hoje.
Fonte: Ars Technica
China bloqueia sites de conteúdo sexual
Algumas tarefas desempenhadas por robôs são especialmente difíceis, uma vez que eles não têm um discernimento semântico tão desenvolvido quanto um ser humano. Por exemplo: como um algoritmo de busca pode diferenciar, numa página web comum, o que é pornografia do que é, por exemplo, educação sexual? Pra resolver esse problema e proteger seu povo dos conteúdos pérfidos presentes na internet, o governo chinês resolveu tomar medidas drásticas: mandou bloquear tudo.
O que espantou, no entanto, não foi nem o excesso de zelo do governo em relação aos conteúdos adultos. A parte bizarra vem agora: além da pornografia, sites que tratam de saúde sexual também foram banidos, podendo ser acessados somente por profissionais da área que tenham permissão para tanto.
Aparentemente, os regentes do país acham que condenar a população à ignorância a respeito do assunto pode mantê-los “puros”, esquecendo-se do (mau) exemplo presente no continente africano, onde missionários religiosos condenam o uso de anticoncepcionais e preservativos e pregam que a abstinência é a melhor forma de conter doenças, condenando nações inteiras aos males da AIDS, do crescimento populacional desregrado e outras doenças sexualmente transmissíveis.
É claro que a medida paranóica trouxe alguns perrengues para serviços de busca que atuam em solo chinês. A Google teve vários problemas de acesso a seus servidores, que foram bloqueados pelo governo da China, uma vez que o pessoal de Mountain View é um tanto “preguiçoso” para andar na linha. Enquanto isso, a Microsoft teve que correr para deixar tudo nos conformes com seu recém-lançado Bing.
Para aqueles que acham que essas empresas são cúmplices da ditadura por se sujeitarem a estas medidas, basta saber que ou elas andam de acordo com a vontade do governo, ou caem fora.
Fonte: Ars Technica
Leigos não sabem diferenciar notebooks de netbooks
Não foram poucas as vezes em que eu vi pessoas completamente leigas namorarem netbooks nas vitrines das grandes lojas de varejo dos shoppings curitibanos, enquanto diziam coisas como “olha que bonitinho e que baratinho esse notebook!”, sem ter a mínima idéia dos propósitos para os quais esses bichinhos foram feitos, achando que eram notebooks normais de tamanho reduzido. Agora, isso foi constatado em pesquisa.
Um estudo conduzido pelo The NPD Group descobriu que 60% dos consumidores que têm a intenção de comprar um notebook acabam comprando um netbook no lugar sem saber. De todo esse povo desinformado, mais da metade acabou gostando de ter trocado gato por lebre no fim das contas, mas 65% desse total reclamou da performance dos computadores.
Claro, né? Quem não sabe diferenciar entre um e outro muito provavelmente não precisa de um computador grande coisa e o netbook acaba suprindo bem suas necessidades. Ou seria apenas “efeito placebo” os 27% de usuários que reportaram performance melhor que o esperado?
O estudo foi realizado a partir de uma amostra de 600 usuários de netbooks, entre 27 de abril e 4 de maio deste ano.
Fonte: Engadget

