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Tipografia digital: de onde viemos, para onde vamos

Por: em 04/11/09 na(s) categoria(s): Miscelâneas


Quando Steve Jobs proferiu seu famoso e inspirador discurso, falou muito brevemente a respeito de tipografia: se ele, tio Steve, não tivesse feito uma oficina de tipografia nos tempos da faculdade e não tivesse levado esta preocupação estética e ergonômica para o projeto do Macintosh e a Microsoft não os tivesse copiado, os computadores não teriam tipos tão bonitos.

Ironias à parte, se não fosse Jobs, com certeza seria outro visionário. Em todos estes anos de evolução da computação gráfica, naturalmente a tipografia – que migrou dos velhos tipos móveis inventados no ocidente no século XV para pequenos arquivos digitais – evoluiu junto, e acabou revolucionando as Artes Visuais com suas novas possibilidades.

Imagem: The Daily Type

O caminho foi longo. Nos anos 80, a tecnologia de renderização de subpixels desenvolvida pela IBM permitiu uma melhor definição de imagens e, de quebra, da tipografia. Era então possível adicionar mais detalhes às letras e tornar as fontes mais legíveis e confortáveis para leitura em tela. De lá para cá, com o formato PostScript otimizando as fontes nos seus diferentes suportes, as técnicas de antialiasing em constante evolução e as resoluções de monitores cada vez mais altas, ficou muito mais fácil criar e usar tipos nos meios digitais.

Ferramentas como o FontStruct tornam possível a leigos exercerem o exaustivo trabalho de typedesigner, ainda que de maneira limitada. O uso de imagens na web – que teve seu início nos primeiros anos da década de 90 – permitiu que fontes não disponíveis no pequeno espectro de tipos comuns à maioria dos computadores do mundo pudessem ser usadas em pequenas doses. Scripts e CSS permitem que os usuários personalizem alguns sites. Além disso, serviços como o Typekit dão uma luz de como será o futuro da tipografia na rede.

Apesar de algumas dicas do presente, ainda não sabemos a continuidade dessa história. Talvez em alguns anos seja possível modificar uma fonte diretamente na tela do computador e ajustá-la conforma nossa necessidade de conforto visual, como sugere o experimento Laika Font, ou até mesmo incorporar fonemas nos tipos. Seja como for, a tipografia digital ainda tem muito o que evoluir e um grande potencial a ser explorado.

[via My Ink Blog]

Apple atualiza Macbook branco e linha de iMacs

Por: em 21/10/09 na(s) categoria(s): Apple e Mac


Se a Apple tivesse se limitado apenas ao lançamento de seu mouse multi-touch, a coisa já seria assombrosa e espetacular o suficiente. Porém, quando o assunto é Apple, há sempre espaço para mais uma coisinha. Neste caso específico, várias delas.

Hoje a Apple apresentou ao mundo sua nova linha de iMacs. Com preços que variam de 1199 a 1999 dólares, as novas máquinas tiveram mudanças drásticas em suas tech specs. A mais visível dessas mudanças talvez sejam os novos monitores LED de alta resolução (21,5 e 27″), permitindo um ângulo de visão de 178°, e o conjunto teclado wireless + Magic Mouse, que virá nos iMacs por padrão a partir de agora. Fontes do Apple Insider dizem que os novos iMacs viriam com Blu-Ray, mas que houve uma mudança de planos em cima da hora.

Por dentro, os iMacs estão incrívelmente mais velozes. O modelo mais pobrinho vem com um Core 2 Duo 3,06GHz, enquanto que o mais poderoso possui um processador quad-core Intel Core i7 2,8GHz. O modelo de 21,5″ tem como opções de placas gráficas o modelo GeForce 9400M 256MB da NVIDIA e o ATI Radeon HD 4670 256MB. Já o modelo de 27″ tem como opções os modelos Radeon HD 4670 256MB e 4850 512MB (dual e quad-core). HDs espaçosos e muita (MUITA!) RAM também fazem parte do pacote.

O Macbook modelo básico, de acordo com Jobs numa keynote passada um dos notebooks mais populares da Apple de todos os tempos, continua forme e forte, e agora com força renovada. Por 999 dólares é possível adquirir o Macbook com case reformulado de policarbonato branco. Ele vem com uma bateria de 7 horas de duração e, assim como os iMacs, ele também vem com tela LED. As especificações técnicas também incluem processador Intel Core 2 Duo 2,26 GHz, 2GB de RAM (upgradeabilizável* para 4GB), HD de 250GB e uma placa NVIDIA GeForce 9400M. Outra novidade é o trackpad multi-touch sem botões.

No Brasil, o MacBook sai pela bagatela de 3099 reais, enquanto que os preços dos novos iMacs começam em 3399 reais.

*Inventei agora.

Fonte: Apple Insider [1 e 2]

Magic Mouse, o primeiro mouse multi-touch comercial do mundo

Por: em 21/10/09 na(s) categoria(s): Apple e Mac


Eu já estava sentindo falta dos grandes lançamentos da Apple. A empresa passou os últimos eventos atualizando dispositivos já existentes, ou então lançando coisas que não chegavam assim tão perto de serem chamadas de revolucionárias. Hoje, a maçã quebrou este jejum, apresentando novidades em vários produtos, e até o lançamento de um novo (e completamente diferente) mouse.

Um dos produtos lançados hoje foi o Magic Mouse, um nome até breguinha, mas que diz bastante a seu respeito. O periférico, que não vai substituir a linha atual de mouses, vai deixar ao menos curiosos os applemaníacos que compram mouses Microsoft porque o Mighty Mouse (nome que não pode mais ser usado devido a processo judicial), bem como os mouses anteriores da Apple, não são assim tão fabulosos quanto parecem.

(Um parêntesis: pra quem não sabe, ou nunca usou um, os mouses Pro e Mighty são aqueles com cases de policarbonato e formato de sabonete. A bolinha/scroll acumula uma sujeira lazarenta e difícil de limpar. Além de tudo isso, também tem dois problemas de ergonomia relativamente sérios: 1 – são retões e não encaixam direito na mão, e 2 – a falta de uma “divisória” e de feedback físico nos botões torna a affordance pouco clara. Sobre aquele mouse anterior ao Pro, nem é preciso falar nada, né?)

Com tecnologia multi-touch que permite o uso de vários dedos sobre toda a sua superfície, o usuário poderá fazer gestos para dar zoom, rolar janelas, fazer scroll 360º (como já era possível com a bolinha), e uma série de outras combinações típicas de uma superfície multi-touch. O pessoal do Gizmodo.com já botou as mãos no bicho e, ao contrário do que parece – ou seja, que ele funciona mais ou menos como a trackpad dos Macbooks -, ele pede uma coleção de gestos um pouquinho diferentes.

O Magic Mouse é conectado ao Mac através de Bluetooth, e funciona estando até 10 metros distante do computador! Ele também usa um tracking laser, segundo a Apple com uma precisão muito superior ao tracking óptico dos mouses comuns.

Há algum tempo, foi notícia de que a Microsoft também está investindo em mouses multi-touch, mas pelo que se viu, ainda eram pesquisas muito incipientes, nada muito além de protótipos funcionais. Entretanto, não é de se duvidar que em breve a Microsoft também apresente ao mundo sua proposta comercial de mouse milagreiro.

O novo mouse custa 69 obamas no hemisfério norte, e sabe Zárquon quanto custará quando (e se) chegar aqui no Terceiro Mundo.

Fonte: Apple Insider

Resenha: “The World According to Twitter”, de David Pogue

Por: em 17/09/09 na(s) categoria(s): Dicas, Internet, Miscelâneas


Há quem diga que o Twitter veio para substituir os blogs. Outros crêem que blogs e tweets se complementam, afinal que link bacana iremos retweetar se os blogs não existirem? Fato é que na imensa maioria das entradas, sejam em blogs ou contas do Twitter, o conteúdo é completamente inútil.

Imagino que foi pensando nesse dado completamente chutado e aleatório, mas que pode ser observado de perto por qualquer um que twite com uma certa freqüência, que David Pogue resolveu usar a ferramenta e a imaginação de seus quase 1 milhão de seguidores para criar algo ao mesmo tempo engraçado e até mesmo útil.

Recentemente, o autor publicou The World According to Twitter, onde registra 2524 replies recebidos em resposta a uma série de perguntas que fez aos twiteiros na rede social, e que foram selecionados e compilados em livro.

Pogue teve a idéia durante uma palestra em Las Vegas. Para demonstrar como o Twitter funciona, ele twittou que precisava de uma cura para soluços e rapidamente obteve centenas de respostas de seus seguidores. Diferente de qualquer outro serviço online, no Twitter as reações são imediatas.

Abaixo, uma amostrinha do conteúdo presente no mais recente livro de David Pogue:

Qual o seu plano para salvar os jornais americanos?

- Banir o papel higiênico. – @disser

- 80 páginas de Sudoku – @pjpaul

- Acabar com a internet. Alguém faz idéia de onde ela fica? – @simonmcd

Redefina uma palavra existente com um trocadilho

- Algoritmo: Uma invenção da esposa do Al Gore pra tocar baixo no Guitar Hero. – @JimF

- Universo: música onde a mesma letra é cantada repetidamente. – @cmumathwhiz

Você sabe que a lua de mel acabou quando…

- …ambos param de raspar os pêlos. – @passepartout

- …Três palavras: Porta do banheiro aberta. – @Stefaniya

Adicione uma palavra em um nome famoso e defina

- White House, MD: um governo que consegue resolver qualquer problema em uma hora. E faz isso de novo na semana seguinte! – @lizardrebel

O livro é uma daquelas leituras leves e descompromissadas, com alguns tweets de histórias reais de pessoas reais compartilhando um pouco de seus momentos constrangedores, engraçados e heróicos. Outros são dicas práticas, invencionices e referências da cultura popular disseminadas na web.

Ao contrário de outros livros sobre o Twitter, The World According to Twitter não busca definir, dar dicas ou contar a história do serviço. É somente um apanhado descompromissado do conteúdo produzido nele – o que é muito mais divertido!

Agradecimentos à minha amiga Tássia (@tassiadesign), que teve seu tweet publicado, ganhou uma cópia autografada, e gentilmente me emprestou o livro para esta resenha.

Servidor Linux distribuindo malware

Por: em 15/09/09 na(s) categoria(s): Linux


Não é a primeira vez que acontece este tipo de coisa, mas é raro. E a raridade da coisa me faz pensar numa variante do dilema de Tostines: sistemas baseados em Linux são mais seguros por serem pouco visados, ou eles são pouco visados por serem mais seguros e darem mais trabalho aos crackers? Seja como for, mais um servidor Linux foi invadido nos últimos dias.

Um cluster utilizado como servidor web acabou sendo convertido em uma máquina zumbi distribuidora de malwares. O servidor, como dito anteriormente, rodava Linux e também o webserver Apache, e ao mesmo tempo que trafegava dados legítimos pela porta 80, enviava arquivos maliciosos através da porta 8080. Denis Sinegubko, um pesquisador russo independente, diz que o ataque deve ter sido apenas uma “prova de conceito”, algo realizado apenas para mostrar que é possível.

Não se sabe como os crackers conseguiram invadir o servidor em questão, mas imagina-se que de alguma forma (leia-se engenharia social) tiveram acesso à senha de root e puderam fazer algo que, em uma escala maior, poderia causar muito mais estrago.

Fonte: The Register [via @marioamaya]

iPods touch com câmeras: ainda há esperança

Por: em 12/09/09 na(s) categoria(s): Apple e Mac


Já é tradição o pessoal do iFixit fazer a desmontagem de produtos Apple sempre que há algum lançamento novo. Sempre muito bem documentados, os teardown feitos no site mostram como todas aquelas peças são montadas e compostas e revelam até detalhes do que pode estar por vir.

Como o Felipe bem disse neste texto, foi decepcionante descobrir que os nanos vinham com câmera, mas os touches não. Claramente uma tentativa da Apple de tentar não ofuscar sua menina-dos-olhos e fazer com que usuários interessados em iPhones possam querer substituí-lo por um touch frente a este recurso e continuar com seus soniériquissão/éligê/etc rebinhas cumprindo a função de telefone.

Porém, a desmontagem mais recente feita pelo iFixit pode animar futuros donos do “iPhone sem fone”. A geração atual de iPods touch possui um espaço vago em sua placa que pode muito bem abrigar uma câmera como a presente nos recém-lançados iPod nano. Veja na imagem abaixo uma comparação entre as duas gerações de iPods:

O possível novo recurso era tido como certo pelos sites de tecnologia que reportaram rumores a respeito. A desculpa esfarrapada de Jobs para deixar câmeras longe do bicho é de que a intenção da empresa é transformar o iPod touch numa verdadeira plataforma portátil de jogatina, e manter os custos o mais baixo possível. Steve também afirmou que as imagens de touches com buraco para câmera foram divulgadas intencionalmente, mas o porquê da intenção de brochar os usuários quando descobrissem a verdade ainda é um mistério. Outro motivo para a decisão é que o hardware não era tão bom quanto o esperado.

Enquanto isso, esperemos até a próxima geração.

Fonte: Mac Rumors e Apple Insider