Digital Drops Blog de Brinquedo

Passeio no Av. Central – Genéricos Apple, Eees e invasão Pinnacle

Por em 31 de janeiro de 2008 - 89 Comentários

O Edifício Avenida Central, na Avenida Rio Branco, 156 é o coração da informática “de raiz” no Rio de Janeiro. Para surpresa dos paulistas (e mesmo dos cariocas) ele é maior que o famigerado Standcenter, além de ser muito mais espaçoso.

Com vendedores e donos predominantemente brasileiros, o Edifício Central não nos deixa com aquela sensação de estar no meio da rua em Blade Runner, mas talvez por isso passe a impressão de não ser tão “ativo”.

Em algumas áreas, como câmeras digitais, o Standcenter é bem melhor, mas no campo da informática do dia-a-dia, depois de várias visitas a ambos, posso dizer que o Edifício Central é tão bom quanto.

O que não pode acontecer, de forma alguma, é alguém mandar um leigo fazer compras lá. O Natal de muita gente foi estragado, com os pais “espertos” que viram “iPods” a preços super-promocionais e levaram, somente para descobrir que comprou um xing-ling. Vejam as pérolas que achei lá:

Vai um novo Nano, alguém? Notem que os calas-de-pau copiaram até os fones. Não vi detalhes, mas a R$130,00 não deveria ter mais de 256MB. Mas a falsificação era perfeita, eu nem reparei até ver o preço (e a caixa), estava passando achando que era um Nano.

Outro Nano na mesma loja. O pai vai comprar e ainda vai ligar pro amigo chamando de otário por ter pago US$200,00 nos EUA…

Essa aqui vai fazer o Stallman se virar no caixão (alguém duvida que ele durma em um caixão?): A Loja que não tem corretor ortográfico está vendendo o Asus Eee, a um preço até razoável para um ultraportátil, R$1200,00, ou US$675,00. Só que eu me recuso a comprar de uma loja que lista “Memória 512″  sem dizer 512 o quê, em seguida coloca “Memory FLAH 4GB” e ainda escreve “webcam IMbutida”.

Aliás a Memory Flah nem assentou em meu cérebro, quando vi o pior: Licença Linux.

UAU, eles dão uma licença do Linux di grátis com o Eee, quanta generosidade.

De resto, uma promoção da Kingston em várias lojas vendia pendrives de 4GB por R$70,00. Se lembrar que em meu primeiro 386 eu paguei US$50,00 por MB…

Em todas as vitrines, equipamentos de captura de vídeo da Pinnacle, via USB, PCI, vários modelos e preços, todos prometendo edição de vídeos com qualidade profissional, e os melhores batizados, casamentos, aniversários e bar-mitzvas que a tecnologia pode prover.

Também estão na moda “placas de TV”, que exibem e capturam imagens de vídeo ou TV (sintonizada ou via cabo) em seu micro. Essas eram quase todas PCI, GoTec e ficavam na casa dos R$75,00.

Misteriosamente saí de mão abanando, preferi passar na Banca do Osni e comprar uns gibis.

emMiscelâneas

Ainda bem que o Yahoo tem uma seção de empregos

Por em 30 de janeiro de 2008 - 63 Comentários

Ao menos para os 1000 que serão demitidos, conforme anunciou Jerry Yang, diretor-executivo da empresa, prevendo cortes de até 7% dos quadros, além de um 2008 difícil.

Definitivamente o Yahoo perdeu o bonde.  Eles já foram mais sinônimo de Internet do que o Google é hoje, inclusive com a imagem de empresa simpática.  Quando ninguém se interessava por um Hotmail, o Yahoo mail era a moda. Listas de discussão, que antes eram espalhadas por um monte de servidores, se concentraram no Yahoo Groups, que ainda hoje é sinônimo desse tipo de serviço.

Infelizmente eles sofreram uma “Netscapefização”, deitaram sobre os louros (se ao menos fossem as louras) e esqueceram que a Internet evolúi.

A Microsoft, que nunca existiu como competição ao Yahoo, apareceu com mais e mais recursos. O Google saiu atropelando tudo e todos, os sites Web 2.0  mostraram que com boas idéias não é preciso um mega-portal por trás  para fazer sucesso. Aliás, uma prova disso foi a humilhante compra do Flickr pelo Yahoo, que admitiu derrota  e tirou do ar o Yahoo Photos em prol da start-up adquirida.

O Yahoo vai para o buraco? Dificilmente, ele é grande demais, mas uma empresa de Internet demitindo em massa é no mínimo preocupante.

Fonte: G1, com dica do leitor Eliezer

emIndústria Internet

Um em cada 4 iPhones foi desbloqueado

Por em 30 de janeiro de 2008 - 30 Comentários

mirandabb.JPG

Eu sei que vai parecer teoria das conspiração, mas eu acho que a facilidade de desbloquear o iPhone foi proposital. O próprio bug na manipulação de TIFFs, que deu origem ao desbloqueio por software foi descoberto com muita facilidade.

Fabricantes de telefones sabem fazer aparelhos complicados de desbloquear. A Motorola é notória nessa prática. Travar por hardware o iPhone a uma única operadora é algo que a Apple poderia ter feito, visto que trabalha com contratos de exclusividade.

As exigências de bloqueio são algo vindo direto da mente maligna das operadoras de celular. Na penúltima Wired há uma longa matéria contando a história do iPhone. É um pesadelo, a idéia de um aparelho sincronizando com o iTunes, SEM que as músicas fossem baixadas pela rede de dados deles era inconcebível, mas a idéia de se associar com a Apple era boa demais, por fim cederam.

O fato de 1 em cada 4 iPhones estar desbloqueado não pode ser atribuído aos consumidores geeks, pois como bem-dito por um leitor, o público-alvo da Apple é o sujeito descolado, não necessariamente tecnicamente hábil. Pombas, a Paris Hilton e a Britney Spears tiveram um iPhone. Conseguem imaginar a Paris Hilton tendo inteligência suficiente para acessar www.jailbreakme.com e clicando em “unlock my iPhone”? É, nem eu.

Eu diria que a maior parte desses iPhones desbloqueados NÃO está nos EUA. Estão no Brasil, na Europa, no Japão e em qualquer lugar onde haja geeks com vontade de ter um iPhone, e não atingidos pela Apple.

Será que a longo prazo isso é bom? Hoje compra-se iPhone em qualquer canto nas grandes cidades do Brasil. Sempre tem alguém que traz, vende ou intermedia. Sendo um aparelho caro, seu mercado é minúsculo, em países como o nosso. Assim, quando a Apple trouxer o iPhone para o Brasil, e ele não vender nada por todo mundo já ter o seu, de quem será a culpa? Ou vão dizer “viram? iPhone não vende no Brasil, nós avisamos”.

PS: A foto da matéria é a Miranda Kerr na festa de lançamento do novo Blackberry. Notem que não é só a Apple que tenta vender a imagem de descolada. Todos os fabricantes fazem festas, eventos e coquetéis de lançamento de seus produtos da moda, geralmente convidando (e em alguns casos pagando) celebridades para prestigiar o evento. Que a RIM faça isso com o Blackberry demonstra que o mercado corporativo deixou de ser sua única área de atuação. Melhor para todos, concorrência é sempre bem-vinda.

emApple e Mac

MSDN Code Gallery

Por em 30 de janeiro de 2008 - 23 Comentários

Um dos pontos mais fortes da Microsoft sempre foi a documentação. Qualquer desenvolvedor se tiver que escolher entre só acessar o Google ou só acessar o MSDN (Microsoft Developer Network) no mínimo entra em uma dúvida existencial.

Agora com o MSDN Code Gallery é possível consultar, contribuir e comentar milhares de rotinas, programas e funções, muitas disponíveis em licenças Open Source. (atenção freetards, vejam o link antes de falar algo).

Definitivamente um site para um programador Windows ter em seus bookmarks.

emIndústria Internet Software

Lançado oficialmente Skype para PSP

Por em 30 de janeiro de 2008 - 54 Comentários

Não é brinquedo não. O videogame portátil mais lindo do mundo (desculpe, Nintendo Fanboys, mas o DS é igualzinho aos minigames que brincávamos no colégio nos anos 80) acaba de ficar menos game e mais… versátil. Foi lançada a versão PSP do Skype.

A versão funciona nos PSPs da série PSP-2000, exige um Memory Stick e (claro) headset.

A parte chata (e incompreensível) é que segundo relatos, a parte de Instant Messenger não foi implementada.

Fonte: Gizmodo

emGames VoIP

MeioBit e você, tudo a ver – na maior adrenalina

Por em 30 de janeiro de 2008 - 55 Comentários

Os alarmes começaram a soar por todos os lados, uma visitação bem acima do normal chamou a atenção do sagüi treinado que colocamos como Sysadmin (contenção de custos, e é um sagüi indiano). Eis que percebemos: As visitas estão vindo… do G1, o portal de notícias das Organizações Globo. E não era a clássica menção que portais costumam fazer a blogs “um certo weblog – diário pessoal na internet – (…)”. Era um link, de verdade.

Como não fizemos nada que chamasse a atenção da Vênus (cyber)Platinada, fomos investigar. Eis que o Leo descobre a origem da enxurrada de visitas: ESTA PÁGINA:

mbglobo.jpg

Quem achar a referência ao MeioBit nos títulos, ganha 1000 bits.

Pois é, não há.

O link, na notícia de astronomia (inclusive na foto) aponta para esta matéria do Marcellus, que definitivamente não fala sobre “carnaval estelar”.

A página do G1 com o link é esta aqui, a editoria de ciência e saúde.

Se você é o webmaster do G1 e está lendo este texto, agradecemos efusivamente as visitas. Se não foi proposital, por favor coloque o link correto antes que dê meleca pro seu lado. Se você é leitor do G1 e caiu aqui de pára-quedas, fique à vontade, divirta-se, a casa é sua, e aproveite. MeioBit e Você, programação normal e o melhor do carnaval, desde que tenha a ver com tecnologia.

//para não perder a oportunidade, 50 bits pro primeiro que postar um jpeg do Stallman como Rei Momo.


emInternet

Nova legislação vai livrar a Internet dos tarados. Ou não?

Por em 30 de janeiro de 2008 - 56 Comentários

tarado1.jpg

A sacanagem é a mola-mestra da Internet. Seja a sacanagem sadia, como os vídeos da Sabrina Sato no site do Dino, seja a sacanagem barra-pesada do 2Girls1Cup, mas infelizmente a sacanagem não-consentida, o crime sexual, o assédio ou coisa pior, esses estão achando um terreno muito bom online.

Afinal, se as proto-adolescentes mal conseguem escrever duas palavras, se (caso verídico) precisam entrar em sites para pedir explicação do que quer dizer “ler nas entrelinhas”, cair no papo de um tarado online não é difícil.

Para piorar os legisladores continuam tomando medidas inócuas E espalhafatosas, demonstrando que eles não entendem NADA de Internet, nem são assessorados por alguém que entenda. É impressionante. As únicas categorias que assumem “não tenho a menor ideia do que estou falando, mas não preciso, para emitir opinião sobre isso” são os políticos e os filósofos.

Vejam por exemplo a idéia absolutamente IDIOTA, que foi implementada pelo Estado de Nova York:

Criminosos sexuais deverão registar em um banco de dados seus emails e identidades online (nicknames, etc). De posse dessa lista, sites como MySpace e Facebook irão negar acesso a esses usuários.

Vejamos se entendi: Um banco de legisladores arcaicos que muito provavelmente só lêem emails depois de impressos pela secretária (eu conheci um sujeito assim) acha que colocar um EMAIL, um MALDITO EMAIL em uma lista vai deter algum cyber-tarado?

Será que não há ninguém no staff desses sujeitos para dizer “Deputado, desculpe, mas isso não dá certo, em 15 segundos o sujeito cria um novo email no GMail ou Hotmail”??

Eu acho que os tarados que ficam atrás de garotinhas de 11 anos no chat do UOL (sim, há um monte) deveriam ser presos, surrados e depois sofrer castração. Química E física, só pra garantir. Acho que deve existir legislação que agilize a identificação desses tarados, e que políticos deveriam ter um mínimo de humildade e reconhecer que eles não entendem bicas de Internet, portanto deveriam consultar gente que entenda, antes de se sairem com projetos “brilhantes” como esse.


Fonte: Information Week

emInternet