Digital Drops Blog de Brinquedo

Os altos custos de um PS3

Por em 15 de outubro de 2005

Vídeo-games são, evidentemente, uma grande febre entre pessoas de todas as idades e gerações.

Neste último 12 de outubro, imaginem vocês quantas crianças não devem ter colocado suas mãos em um Playstation novinho em folha, embalado para presente? Console líder da gigante japonesa Sony, transformado num sucesso absoluto de vendas desde seu lançamento, o Playstation 2 já possui um sucessor, o Playstation 3, que vem sendo ativamente desenvolvido, para que possa ser lançado em meados de 2006, mantendo compatibilidade com suas versões anteriores, mas, ainda assim, segundo dados da empresa, possuindo um poder de processamento cerca de 35 vezes superior a seus antecessores.

Não se espera da Sony que comercialize seu novo produto, assim que este for lançado, por menos do que US$ 360, nos mercados a nível mundial. Esta é, por sinal, a média de preço pela qual um console Playstation 2 original é vendido atualmente. Ao invés disso, componentes inovadores como uma unidade de processamento de gráficos RSX, um drive compatível com Blu-Ray – tecnologia de armazenamento óptico capaz de armazenar maior quantidade de vídeo em alta definição, desenvolvida em conjunto pela própria Sony e pela Philips – e, entre outras coisas, implementações dos sistemas anteriores dos consoles PS1 e PS2 através de chips em seu hardware, devem fazer com que os valores de venda do novo lançamento batam na casa dos US$ 500. Trata-se de um grande valor, e talvez nem todo usuário fanático por games tenha essa disponibilidade financeira para arcar com tal compra, ao menos de imediato.

A própria Sony já se manifestou, mencionando que fará de tudo para reduzir os custos de fabricação do novo vídeo-game. Isso pode ser bom não apenas para os consumidores finais do console, que estarão sempre ávidos pelos lançamentos mais recentes, mas também para uma categoria fundamental no mundo dos games, a dos desenvolvedores de jogos.

É deles que partiu, esta semana, um sinal claro de que altos custos são muitíssimo prejudiciais a qualquer uma das partes. Estes custos, provenientes justamente dos altos padrões tecnológicos que a Sony pretende aplicar a seu Playstation 3, podem afastá-los do mercado de desenvolvimento de jogos do Playstation, fazendo com que comecem, ao invés disso, a desenvolver para plataformas concorrentes, como a do XBox, da Microsoft. Além dos custos neste caso serem bem menores, qualquer desenvolvimento neste campo seria mais rápido e portável quase que instantaneamente para a plataforma PC, por exemplo, sem gasto com pesquisa e desenvolvimento.

O investimento inicial de qualquer empresa de desenvolvimento de jogos para criar um título para o PS3 é estimado em cerca de US$ 17,6 milhões de dólares. Quantas companhias têm esse dinheiro em caixa, para dispor imediatamente? Cabe à Sony arriscar uma previsão, ou rever seus padrões e custos. Aos consumidores como nós, resta esperar.

emGames

Vírus para Playstation

Por em 9 de outubro de 2005

Um novo trojan, batizado de PSPBrick, foi descoberto esta semana. Afetando a plataforma Playstation Portable, ou PSP, a praga, uma vez instalada, é capaz de procurar os arquivos de sistema do aparelho, apagando-os e tornando o console inutilizável. Ainda assim, trata-se de uma ameaça de baixo risco, conforme mencionado pelos especialistas da Symantec Security Response.

Isso se deve ao fato de o vírus vir disfarçado como um arquivo executável, que teoricamente seria um hack que permitiria a execução de jogos criados pelo próprio usuário. Para se proteger, basta o usuário não realizar downloads de fontes inseguras, nem aceitar arquivos de pessoas estranhas. Até o momento nenhuma infecção foi identificada.

emGames Segurança

Quem vai matar quem?

Por em 4 de outubro de 2005

A notícia de que Steve Ballmer ? presidente executivo da Microsoft ? declarou abertamente que sua intenção era matar o diretor executivo do Google, Eric Schmidt, logo em seguida destruindo a gigante das buscas americana já é bastante antiga, em termos da velocidade em que as coisas acontecem na grande rede mundial de computadores. Apesar de não ter sido proferida de forma tão educada pelo representante da empresa de Redmond, a ameaça apenas demonstra as preocupações que Bill Gates e sua turma estão tendo com o Google. Afinal de contas, a companhia, que concentrou durante bom tempo seus negócios apenas no ramo das buscas, já não é mais a mesma.

De uma hora pra outra eles passaram a oferecer serviços que vão do e-mail gratuito com capacidades astronômicas de armazenamento, passando pela aplicação de gerenciamento de fotos e chegando ao campo de mensagens instantâneas, onde, ainda em versão beta, podem vir a ameaçar seriamente não apenas o arqui-rival MSN, mas também aplicações que estavam à sombra da disputa, como o Skype, por exemplo. Esse é o novo Google, capaz, acredito eu, de dominar o mundo num piscar de olhos, se assim o deixarem fazer.

É justamente esse novo Google que não parece estar disposto a ficar apenas olhando o CEO da Microsoft fazer-lhe ameaças conforme bem entender. E é justamente este novo Google que pode estar preparando um contra-ataque ao comentário infeliz, acertando diretamente no coração da empresa que fabrica o sistema operacional mais utilizado do mundo. O alvo? Seu carro-chefe, o Microsoft Office.

Nesta terça-feira o gigante das buscas realizará uma conferência de imprensa em conjunto com a Sun Microsystems, onde pretende anunciar um projeto que tocará em colaboração com a outra empresa, afim de trazer para os usuários Google a produtividade de um dos principais concorrentes do pacote da Microsoft, o StarOffice.

Apelidado por muitos usuários mundo afora de “versão paga” do OpenOffice, projeto colaborativo de código aberto, o StarOffice é um pacote que conta, além de processador de texto e planilha eletrônica, com um módulo para geração de arquivos de apresentação, um software para desenho e também um gerenciador de banco de dados integrado. Ao que tudo indica, a resposta às ameaçadoras palavras de Steve Ballmer se traduzirão numa espécie de Google Office, reforçado pela robustez da suíte de aplicativos da Sun.

Enquanto os rumores continuam em torno do desenvolvimento de um sistema operacional da Google, com aplicações como calendário e busca de desktop, já lançados ou em fase de lançamento, o movimento de contratação por parte da empresa de Joerg Heilig, ex-diretor de engenharia de software da Sun, e um de seus mais antigos funcionários, parece mesmo indicar que a empresa está disposta a investir fundo num concorrente à altura para o Microsoft Office.

Com o crescente número de aplicações web baseadas na tecnologia AJAX que estão pipocando Internet afora, voltadas para a edição colaborativa de documentos, sendo um exemplo muito bom o Writely, não seria nada demais achar que o Google ? novamente ele ? também resolvesse apostar suas fichas numa aplicação do gênero. Afinal de contas, o GMail já é baseado em AJAX, e seu espaço virtualmente ilimitado ? pois quem usuaria tanto espaço com mensagens de e-mail comuns? ? poderia ser usado para o armazenamento de documentos de outros tipos.

Mas os olhos do Google enxergam muito mais longe. Tanto que não hesito nada em dizer que pelo menos uma parte da estratégia recente da Microsoft para entrar no mundo das aplicações Web 2.0, abrindo alguns acessos à Microsoft Network para desenvolvedores, foram claramente motivados pela periculosidade da empresa fundada por Larry Page e Sergey Brin. Um trunfo do Google não é apenas o AJAX, mas sim o fato de que o StarOffice é baseado em XML puro, podendo, por exemplo, atuar como uma camada de interligação entre aplicativos Web 2.0 e softwares tradicionais, desde que esses últimos suportem XML.

O pacote de aplicativos da Sun também usa o formato OpenDocument, que permite o salvamento e troca de documentos de texto, planilhas eletrônicas, gráficos e apresentações, e que foi desenvolvido por um consórcio internacional chamado OASIS – Organization for the Advancement of Structured Information Standards. A finalidade do OpenDocument é justamente prover uma alternativa à formatos proprietários como o DOC ou o PPT, e já foi implementado por uma série de desenvolvedores de software que agora o suportam em seus aplicativos.

Que o Google irá atacar com uma suíte de edição de documentos on-line, combinando o StarOffice e seus próprios serviços, e oferecendo a seus usuários a chance de mudarem drasticamente a forma como encaram a produção de documentos, seja em caráter pessoal ou profissional, isso já é mais do que evidente. Serve para que o mundo saiba que, se a intenção da Microsoft é esmagá-lo como a um inseto, eles não pretendem ficar olhando. Vão é alçar vôos mais altos, deixando, no bater de suas asas, uma dúvida maior: Numa guerra desse porte, quem é mais capaz de matar quem?

emDestaque Internet

Celular para Deficientes Auditivos

Por em 17 de setembro de 2005

Siemens CX65A Brasil Telecom GSM promoverá, no próximo mês de novembro, o lançamento de um aparelho celular que permitirá aos deficientes auditivos não-alfabetizados terem acesso à telefonia celular. Trata-se do Siemens CX65, que rodará uma aplicação Java especializada, que poderá inclusive ser estendida a outros modelos e aparelhos que também suportem a linguagem de programação, no futuro.

Um fato interessante sobre o celular é que sua nova tecnologia se baseia nos resultados de um projeto 100% nacional, o Rybená – palavra na língua indígena Xavante que significa comunicação -, iniciativa que existe desde dezembro de 2003, criada pela DF JUG, comunidade de desenvolvedores Java de Brasília.

A aplicação, um interpretador que será capaz de compreender palavras escritas em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), receberá as mensagens enviadas aos deficientes auditivos, transformando-as, diretamente na tela do aparelho, em animações Flash. Um ponto positivo é que o aparelho da Siemens onde a novidade estréia não é muito caro: Com visor colorido, WAP (Wireless Application Protocol), câmera digital e agenda, seu preço varia entre R$ 499 no plano pós-pago e R$ 799, no pré-pago.

emCelular

Iconize Me

Por em 4 de setembro de 2005

Se você tem US$ 15 disponívies, já pode transformar qualquer foto sua, de um familiar ou amigo em uma caricatura desenhada a mão. Essa é a proposta do site Iconize Me, serviço que, apesar de ter se iniciado dois anos atrás, acaba de passar por uma reformulação, tendo sido relançado.

Pelo valor mínimo citado, cada pessoa recebe, à partir da imagem enviada, um ícone para uso no computador e um arquivo GIF para publicação na internet. Também é possível solicitar a criação de uma imagem no formato JPG ou um arquivo PDF. Além de criar uma identidade única para quem pagar pelo resultado, ainda pode representar uma idéia para presente no mínimo original.

Também se pode pagar um pouco mais, US$ 35, para utilizar os serviços do Vectorize Me, oferecido pelos mesmos criadores do Iconize Me. A diferença é que são enviadas ao cliente imagens vetoriais, que podem ser redimensionadas como bem se desejar, sem perda de definição ou qualidade.

emInternet

Temas para Google Talk

Por em 31 de agosto de 2005

Pode até ser que o sucesso do comunicador instantâneo do Google, o Google Talk, ainda tenha que ser construído aos poucos pela empresa, enquanto ela acrescenta novas funcionalidades ao programa, atendendo aos poucos as solicitações de seus usuários, ou seguindo seus próprios planos enquanto libera atualizações aos poucos.



O fato é que, enquanto isso, alguém se adiantou e já criou temas para o programa. São temas simples, pelo menos por enquanto, mas que adicionam cores ao programa. Você pode escolher entre azul, vermelho, preto, amarelo, roxo ou cor-de-rosa.

Para modificar a aparência do Google Talk, você precisará substituir seu arquivo executável original pelo que é fornecido pelo autor. Para isso, vá até a pasta onde você instalou o programa (o padrão é C:\Program Files\Google\Google Talk), renomeie o arquivo original com qualquer outro nome e substitua pelo que você tiver baixado do site do autor dos temas.

emInternet

Carregador movido a hamster

Por em 30 de agosto de 2005

Quem é que não conhece os hamsters, aqueles bichinhos simpáticos, que vivem fazendo exercícios em suas rodinhas, dentro de gaiolas? Pois bem. Peter Ash, estudante americano de apenas 16 anos de idade, resolveu aproveitar toda a energia desses animaizinhos em proveito da humanidade.

Ele criou o primeiro carregador de celulares movido à hamster de toda a história. Com a gaiola acoplada à duas engrenagens interligadas então à uma turbina, direcionou toda a energia gerada para seu carregador de celular. O resultado é que, a cada dois minutos de exercício do bichinho, 30 minutos de conversação estão garantidos. Se a moda pega, não se sabe. Mas pelo menos é o mais ecologicamente correto dos carregadores.

[via The Register]

emMiscelâneas