Digital Drops Blog de Brinquedo

A Casa Caiu pros Piratas

Por em 30 de junho de 2009

Até então tratados como um grupo de celebridades rebelando-se contra o sistema, os integrantes do Pirate Bay enfrentaram a dura realidade: Em um post no Blog Oficial comunicaram que o site está sendo vendido.

O comprador é a Global Gaming Factory X AB, que pretende introduzir um novo modelo de negócios onde os detentores do copyright do conteúdo baixado serão devidamente remunerados. Nas palavras de Hans Pandeya, CEO da Global Gaming:


”Vi vill införa nya affärsmodeller som innebär att innehållsleverantörer och  rättighetsinnehavare får betalt för innehåll som fildelas via sajten”

Um absurdo isso. Vejam os detalhes financeiros:

Köpeskillingen uppgår till totalt motsvarande 60 MSEK,  bestående av minst 30 MSEK i kontanter och upp till motsvarande 30 MSEK i form av nyemitterade aktier i GGF (enligt värdering i samband med förvärvets fullföljande).

Isso  mesmo que você leu: 60 milhões de Coroas Suecas (imagine uma Suzana Vieira mais photoshopada), sendo 30 em grana, em 30 em ações. O valor total dá R$15,2 milhões.

A decisão gerou uma avalanche de protestos. O post já tem mais de 700 comentários, muita gente pedindo descadastro, a ponto de prepararem uma interface especial só para isso. Os mano traíram o movimento, e feio.

O sonho pelo visto acabou, o Pirate Bay com certeza se tornará o próximo Napster, caindo na vala comum da irrelevância. Isso só prova o que qualquer bom terrorista sabe: Só dá para ser underground vivendo fora dos holofotes. O Pirate Bay morreu única e somente por ser o foco das atenções.

Lembram quando a Adobe ameaçou a Microsoft de processo, caso o Office fosse capaz de gerar PDFs nativamente? Não moveram uma palha contra o OpenOffice, que possúi o mesmo recurso.

O mundo dos downloads questionáveis continuará. Há milhares e milhares de trackers pouco conhecidos pela grande mídia, os emules continuam, as listas de discussão continuam e o tracker bit torrent que conheço, especializado em vídeos educativos só lançados no Japão vai bem, obrigado.

Descanse em Paz, Pirate Bay. Mande lembranças ao Napster, ao Blip.FM e ao Suprnova.

emIndústria Internet

TomTom lança produto que engrandalhece seu GPS

Por em 24 de junho de 2009

Os GPSs de verdade possuem UM grande defeito: Funcionam muito bem e não precisam de grandes atualizações. Também se tornam tediosos, nada mais são do que ferramentas que funcionam muito bem, obrigado. Então, como pegar mais um dinheirinho dos consumidores?


Pacotes de voz.

Ao invés da voz normal de atendente de motel dando instruções de navegação, o pacote de US$13,00 transforma seu GPS TomTom em algo impensável: Homer Simpson dando indicações precisas de navegação. Quer ter uma idéia? Visite o site do produto e clique nos dois exemplos, abaixo do “Try it”.

Via Gadgets-Weblog

emComputação móvel Hardware

Ringtones musicais: Pagar os pecados não é o suficiente

Por em 24 de junho de 2009

Todo mundo já passou por isso. Está no restaurante com uma menina tentando impressionar, na mesa ao lado um Isento (tm Morróida) com um celular comprado em 3434 vezes nas Casas Bahia, de cartão, demonstrando os 1532 toques engraçadinhos que baixou das Internetes.

Depois do que pareceram anos, o isento escolhe o toque de Missão Impossível, que faz questão de mostrar, na íntegra, a cada um dos 28 colegas do Depto de Expedição, todos reunidos para comemorar a promoção do Ariosvaldo, que agora é sub-auxiliar administrativo IV.

Horror o suficiente? Então imagine que nos EUA a ASCAP, uma entidade que lembra (no mau sentido) o ECAD quer ganhar dinheiro em cima disso.

Embora cada ringtone vendido tenha incluído no preço um justo percentual de royalties, destinado aos autores, a ASCAP quer mais.

Eles consideram que um ringtone tocado em um ambiente público representa… Execução Pública.

Isso mesmo, eles querem ganhar royalties como se aquele MIDI maldito do Bonde do Tigrão fosse uma música executada por um profissional, para uma platéia.

Diante disso só tenho uma pergunta: Fritas acompanham?

Fonte: EFF

emCelular Mobile Mundo Estranho

ThinkFree – Office multiplataforma para netbooks, ironicamente pago

Por em 24 de junho de 2009

Por mais que digam que não, netbooks são fraquinhos, tanto que a Microsoft não conseguiu empurrar o Vista para eles. Por isso quanto mais otimizadas as aplicações, melhor. Paquidermes como o OpenOffice ou o Microsoft Office não são exatamente Reis da Performance, nesse caso.

Por isso o pessoal da ThinkFree resolveu criar uma suite adequada para netbooks. Com um instalador de apenas 50MB, é enxuta, bem enxuta, e até a tela inicial é elegante:

O ThinkFree Mobile tem versões Windows, Linux e Mac, custa na promoção US$24,95, um valor bem razoável para um software decente:

O programa parece realmente otimizado, o editor de textos levou apenas 8 segundos para entrar. A imagem acima é a interface em tela cheia.

Mas… antes que você meta a mão no bolso, vamos dar uma pesquisada. Será que o paquiderme do OpenOffice, tradicionalmente conhecido por ser um trambolho sequer funciona, na tela mirrada de um netbook?

Ops. Não só entrou em não muito mais tempo (uns 12 segundos) como a interface ficou melhor do que a do ThinkFreeMobile, como podemos ver pela tela acima.

Será que em termos de recursos, a diferença é gritante? Até é, mas o grito é de surpresa. Ambos utilizam, com um documento aberto em torno de 70MB de memória.

Hum. Vejamos: Dois Offices em Java, com tempo de carga semelhante, recursos de um sendo um subconjunto do outro, com o mesmo consumo de memória. Entendem onde quero chegar? Pois é. Se seu netbook roda Linux, principalmente, fique com o OpenOffice mesmo. Se for Windows, escolha entre ele e o Microsoft Works, que costuma vir nos netbooks decentes. Vantagens do Works? 1,4MB de consumo de Memória, na situação de arquivo vazio:

É o mais fraco dos três? Provavelmente, mas como sempre, tudo depende da necessidade de cada um, e no meu caso troco recursos que não vou usar por agilidade.

emSoftware

Pesquisa: Quantos cartões de memória você tem?

Por em 24 de junho de 2009

O fetiche de muita gente era comprar leitor de cartão 83743874-em-um da Brando. Em algum momento parecia ser importante ler um Sdruvs-Stick usado somente para programação de vibradores digitais da Coréia do Norte.

Aï começaram a surgir os MMC, RS-MMC, SD, SD 2.0, MiniSD, MicroSD, SDHC, e virou bagunça, Mesmo cartões aparentemtente semelhantes já não funcionavam. Era comum ter gente trocando cartões entre si, até achar um que funcionasse “na maioria” dos equipamentos.


A impressão geral é que rumávamos para um apocalipse. Só que não foi assim. Eu mesmo tenho um monte de caixinhas para guardar cartões que nunca foram usadas. Hoje tenho dois modelos em uso: SDs na câmera Casio, e Memory Stick na câmera Sony. A rigor teria também o microSD nos celulares, mas na prática eles NÃO saem do aparelho, tudo é feito via Bluetooth.

Mesmo ter vários cartões do mesmo modelo não faz muito sentido. Tenho um de 8GB em cada câmera, um HD portátil com leitor de cartões que quase nunca uso, e está mais do que bom.

E vocês? Qual a biodiversidade de cartões de memória em suas vidas? O formato do cartão foi influência na aquisição de celular ou câmera?

emMiscelâneas

Microsoft DeepZoom – versão brasileira

Por em 23 de junho de 2009

No artigo Microsoft DeepZoom a serviço da Humanidade demonstramos todo o nosso comprometimento com o MeioBit, passando longas horas estudando o arquivo digitalizado da Playboy, disponibilizado pela empresa mais legal do mundo, a Microsoft.

Agora surgiu outra brincadeira, igualmente Edificante (tm Judão): TODAS as capas das Playboys brasileiras, em alta resolução, utilizando o Deep Zoom com Silverlight. Não há acesso ao conteúdo das revistas, assim infelizmente você não poderá ler as entrevistas.

Se seu Silverlight está instalado, é só brincar:

Se quiser, pode tentar achar a melhor edição de todos os tempos, Dezembro de 1987. Aqui uma dica da capa:

emMiscelâneas

Samsung SCH-W770 com capa de bateria Kim Yu-na

Por em 23 de junho de 2009

Antes que você pergunte, Kim Yu-na é uma patinadora coreana de 19 aninhos (too old, diria o Pedobear) que é celebridade lá na terra dela. Como aqui tivemos o Celular da Sandy, lá também há um grande mercado de celulares e acessórios associados a figuras famosas.

Por isso a série de 50.000 capas exclusivas (como 50.000 de algo pode ser exclusivo?) homenageando a (certamente homenageada pela juventude) patinadora.

O curioso é que nas fotos ela aparece segurando o celular, produzido pela Samsung, DE FRENTE, ocultando a tampa traseira, que seria justamente o produto anunciado.

Demonstra claramente que o produto em si é irrelevante, vale a associação com a celebridade.

Isso é uma forma de tentar ressucitar um mercado que já foi muito lucrativo: Acessórios de personalização.

No início da telefonia móvel ninguém pensava em trocar de celular a cada 3 meses. Após a venda do aparelho as operadoras precisavam manter o fluxo de dimdim vindo dos clientes, e isso foi conseguido com acessórios.

Eram fones de ouvido, cabos de dados e capas, principalmente capas. Se hoje os celulares em grande maioria são “fechados”, antigamente era posssível trocar toda a carcaça. Havia gente que colecionava, era um celular e 10, 15 caixas com estampas diferentes. Sim, havia a maldita estampa de oncinha.

Também era a época dos conectores proprietários. Aparelhos do mesmo fabricante, às vezes evoluções do mesmo modelo vinham com cabos diferentes, conectores diferentes. Aquilo que se ouve hoje em escritórios “alguém tem um carregador de Nokia?” era impensável.

Com o aquecimento do mercado, operadoras começaram com programas de pontos, descontos e fidelização, passou a ser interessante trocar de aparelho regularmente. A um ponto em que celulares eram vendidos sem NENHUM acessório. Quando comprei meu V3 não havia sequer baterias avulsas nas lojas. Mesmo capas eram de difícil obtenção. Os camelôs do Rio não tinham capas para diversos modelos.

Nessa época o Santo Graal eram os acessórios sem-fio, como teclados infravermelhos e fones Bluetooth, a última novidade. Começamos uma coleção de periféricos que não seriam mais jogados fora com a troca de aparelhos.

Então surgiram os smartphones. Com a vida online toda rodando em volta de um aparelho (muito) caro, a troca de celulares de novo se tornou indesejada. Para complicar a popularização das linhas gerou aparelhos com mais recursos, que caíram em um nicho onde nem eram descartáveis propiciando troca rápida, nem eram caros o suficiente para garantir bons lucros.

A saída está sendo voltar ao modelo de capas e acessórios de grife, já que os aparelhos hoje costumam ter recursos mais que suficientes para o usuário normal, e mudanças seriam caras demais para interessar. Não dá pra sair de um MotoRokr para um iPhone.

O que aprendemos disso é que a indústria é cíclica, problemas semelhantes trazem soluções semelhantes. Ao mesmo tempo atitudes abusivas não se repetem, como o caso dos carregadores para um só aparelho.

Quem quiser investir e perdeu o ciclo atual é só se preparar para o próximo.

Por falar nisso, Io-iôs já voltaram a moda?

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