Digital Drops Blog de Brinquedo

O Buraco Negro dos registros digitais

Por em 25 de maio de 2009

O Governo Australiano está enfrentando um problema que é mundial, e pouca gente se tocou que atinge inclusive indivíduos: Nossos registros são efêmeros.

Enquanto livros de 700 anos de idade ainda resistem, enquanto o primeiro registro escrito, ainda em linguagem pictográfica – a tábua de Kish, de 3500AC- está aí firme e forte, conseguir ler um disquete de 5¼ já dá trabalho.

Uma fita K7 com um programa de ZX Spectrum é um parto. Uma fita de papel com o BASIC da Microsoft, usado no Altair, só pegando periféricos em um museu.

A NASA teve problemas com as fitas com imagens do pouso na Lua, pois ninguém tinha mais equipamento para lê-las.

Na Austrália tudo de 1980 a 2000 está em um Buraco Negro Digital, os dados estão se perdendo por falta de hardware E software. Segundo especialistas locais a vida média dos dados arquivados é de 7 anos, após os quais ou estão ilegíveis por conta da mídia ou não há software para importá-los.

Pensando bem, acho que não há mais filtros no Office para o Carta Certa ou Chi-Writer. Quanto às mídias, eu tenho um monte de CDs que segundo os fabricantes durariam 100 anos, totalmente ilegíveis.

Mesmo o armazenamento em discos  RAID, servidores replicados em diferentes locais do globo, é algo extremamente temporário. O GOOGLE em si é uma coisa efêmera.  Em 50 anos não haverá um único registro de tudo que eles tem armazenado hoje. Que dirá em 500. Por outro lado, veja a imagem:

É a tal tábua de Kish. Mais de 5.500 anos. Se bem cuidada, continuará existindo até o Sol se tornar uma Nova, em uns 5 bilhões de anos. Ou até 2012, se o mundo for acabar mesmo por lá. Ainda é muito mais eficiente em preservar informação a longo prazo do que qualquer tecnologia já inventada.

Qual a solução? Não sei. Mas é alarmante saber que todas as minhas fotos, minhas recordações e memórias são frágeis, e que imprimi-las em papel ainda é a melhor forma de preservá-las a longo prazo.

Fonte: News.Com.Au

emMiscelâneas

Microsoft vai transformar o PHP no ASP 2.0?

Por em 25 de maio de 2009

Um dos maiores xingamentos que um programador nos anos 90 poderia ouvir era “aspeiro”.

Qualquer programador de respeito gastou meses de sua vida consertando as asneiras que vinham das tais “fábricas de software” e dos “pogramadores” contratados a preço de banana.

Eram horrores como um sistema de importação de dados que abria um recordset em memória com TODO A TABELA PRINCIPAL (sim, SELECT * FROM USUARIOS) depois varria linha a linha, seqüencialmente, em busca do registro a exibir.

Também encontrei um Gênio que guardava os dados do email “esqueci minha senha” (incluindo a senha) em um campo HIDDEN no HTML.


genial.

Do mesmo jeito que o mercado foi inundado por “designers” criadores de logotipos por R$15,00 graças ao CorelDraw, eu culpo a Microsoft pelos “programadores ASP”, formados pelo grupo que achava CLIPPER muito complicado.

Com a entrada de Java no mercado, mais Delphi, a exigência aumentou, e muitos aspeiros sem nenhum conhecimento de lógica (e conseqüentemente sem aquário em casa)  se viram desempregados.

Um belo dia surgiu uma ameaça no horizonte: O PHP. Sim, essa linguagem simples, versátil, rápida e muito, muito condescendente com erros dos programadores. É Possível desenvolver sistemas inteiros com metodologia POG, usando PHP. Quem estudou o fonte do PHPNuke sabe bem do que estou falando.

Restrita ao mundo WEB, a princípio o PHP mal-usado não causava danos a ninguém além de seus próprios desenvolvedores, mas agora o Mercado corre o risco de uma nova invasão:
A Microsoft está disponibilizando suporte a PHP em sua plataforma Azure, de Aplicações Web,  concorrente do Google App Engine.

O serviço do Google está limitado a Java e Python, já o da Microsoft é aberto para uso com o Visual Studio E linguagens externas, como o PHP.

Será que disponibilizar um serviço de hospedagem de aplicação na Nuvem E acesso a linguagens “populares” é uma boa coisa?  Neste artigo do Register o autor discute exatamente isso.  Eu acho que ele culpa demais a Microsoft, mesmo descontando sua afirmação de que PHP deveria ser ilegal como apenas uma figura de retórica.

Acredito que o buraco seja mais embaixo. Não é o PHP, nem a Microsoft. É a pressa dos dias de hoje. São os livros “Aprenda XXX em 24 Horas”. Entenda: copiar um script e mudar o valor de uma variável não te torna programador. Se você não sabe usar expressões regulares, você NÃO programa em Perl e se você não sabe quantos bits há em um byte, você NÃO pode ser programador C (embora um estagiário meu tenha dito que era desnecessário).

Não há demérito nenhum em estudar. Bill Gates escreveu uma vez em sua coluna, como dica para iniciantes: “Leia os volumes d ‘A Arte da Programação de Computadores, de Donald Knuth. Faça os exercícios todos. Se chegar ao fim, me mande seu currículo”.

Linguagem é o que menos importa. Você precisa saber resolver problemas usando lógica, aplicar algoritmos consagrados e desenvolver novos, quando necessário.  

Principalmente, você tem que fugir da caixa-preta. Posso afirmar sem sombra de Dúvida que uma  fração desprezível dos programadores PHP já se deu ao trabalho de estudar o código-fonte do PHP, apenas assumem que ele funciona.

Faça um favor a si mesmo e tire um final de semana para estudar o driver do Linux para dispositivos de armazenamento USB. Vai ser muito melhor pro seu futuro do que escrever mais um “AM I HOT OR NOT” em PHP.

Disponibilizar o PHP no Azure torna a Microsoft popular entre um monte de programadores, mas não faz nada para melhorar esses programadores. Talvez não seja a função da empresa fazer isso, mas seu mantra é DEVELOPERS! DEVELOPERS! DEVELOPERS!, e script kiddies são tudo, menos desenvolvedores.

Se você duvida, pergunte a alguém que precise contratar quanto tempo em média gasta-se até achar um candidato viável. Meu recorde foram quase dois meses de entrevistas, e queria um júnior.

Por puro darwinismo, o Google terá menos, porém melhores projetos, em sua plataforma.

emAnálise Internet Open-Source

iPhone Marketing – Second Life 2.0

Por em 21 de maio de 2009

Existe um nicho de mercado -e aqui vai a dica- que está rendendo uma grana absurda: Desenvolvimento de aplicações para iPhone. Não digo grana vendendo as aplicações na App Store, mas grana desenvolvendo para terceiros.

Em conversa com o pessoal das agências de marketing online, descobri que o custo dos programas está altíssimo. Oferta e Demanda, é a Lei do Oeste.

A questão é: Qual a lógica de ter uma aplicação promocional no iPhone, no Brasil?

No Brasil iPhones representam menos de 1% dos aparelhos vendidos. Mesmo entre os smartphones, ninguém compra. O iPhone 3G então, quase não se acha nem na muamba, com a exigência de contrato de fidelização para comprar, nos EUA.

Usando Teoria dos Conjuntos, se começarmos com o conjunto de usuários de celulares no Brasil, descermos para os de smartphone, para os que acessam Internet, para os de iPhone, para os de iPhone que sabem instalar novos programas, para o de iPhones que efetivamente encontraram a aplicação do cliente e decidiram baixá-la, temos um número irrisório.

Entretanto, ter gente ou não usando é irrelevante. Como o Luli Radfahrer bem disse sobre a TAM, é uma idéia tola, a TAM criar um avião no Second Life, um Universo onde todo mundo pode voar.

O que não é idiota é a enorme quantidade de publicidade grátis que a TAM conseguiu. Revistas e Jornais atrás de pauta, diretores dando entrevistas, bla bla bla. É tolo? Com certeza, mas é assim que o jogo funciona.

Agora com o iPhone está acontecendo a mesma coisa. Empresas lançam aplicações, soltam press releases e a mídia divulga. Bom pra eles, bom pra meia-dúzia de usuários que baixa os programas, e bom para a mídia, que é sempre carente de pauta.

O que isso prova? Que investir em nichos pode ser muito rentável, mesmo que a primeira vista, economicamente desinteressante. Quem pensou em criar aplicações no iPhone profissionalmente, fez as contas e achou que não daria certo, pela falta de público que o diga.

emApple e Mac Mercado

Microsoft e Linux Foundation, unidas?

Por em 20 de maio de 2009

A necessidade faz estranhos companheiros de cama,  assim como a tequila, mas nem toda a cachaça do mundo faria alguém imaginar algo como a imagem abaixo:

Isso mesmo: Uma carta conjunta (cuidado, PDF) da Microsoft e da Linux Foundation, ambas protestando contra o American Law Institute.

O motivo de tal união é que o instituto divulgou novas diretrizes instruindo seus membros sobre como interpretar contratos e licenças de software, sendo que tais diretrizes são, na opinião da Microsoft E da Linux Foundation, extremamente prejudiciais, tanto para o software comercial com licença fechada, quanto para o Open Source em geral.
Segundo a interpretação do ALI, o software vendido vem com a garantia implícita de que não há nenhuma falha, bug ou vicio, de conhecimento do fabricante. Também há uma exceção, software disponibilizado sem custo não possui tal garantia.
Isso geraria por exemplo responsabilidades completamente diferentes para um Ubuntu baixado e um Ubuntu comprado via CD da Canonical.

Principalmente, todo software comercial que use componentes open source teria parte coberta, parte não coberta pela garantia.

As partes consideram a interpretação “Vaga, excessiva e em desacordo com a Lei Vigente”.  A criação desse tipo de garantia implícita resultaria em enorme quantidade de processos, afetando não só as produtoras de software fechado como as Open Source.

As licenças existem, são várias.  Se um software não funciona, ele não vende. Simples assim. Quanto aos bugs, faz parte do jogo. Qualquer um que programou algo mais complexo do que bubble sort em Pascal na faculdade sabe que programas SÃO falhos.  Estamos constantemente atualizando e consertando, e matematicamente é impossível um programa complexo não ter bugs.

O processo do American Law Institute é uma das coisas mais fechadas que já vi, o próprio Jim Zemlin, Diretor-Executivo da Linux Foundation comentou isso em seu blog.  Daí a carta-aberta junto com a Microsoft.

Funcionará?

Pelo bem do Mercado, espero que sim.

Fonte: Ars Technica

emIndústria Linux Open-Source

E o GPS está indo pro brejo

Por em 20 de maio de 2009

Em 1978 foi lançado o primeiro satélite da rede de GPS – Global Positioning Satellite, da Força Aérea Americana. A idéia é manter em órbita uma constelação de 24 a 32 satélites, transmitindo continuamente sua posição. Através de geometria relativamente simples um receptor em terra, em contato com pelo menos dois satélites consegue determinar com precisão sua posição no Globo Terrestre.

Até 1983 o serviço era restrito aos militares, mas depois que os soviéticos derrubaram o vôo 007 da Korea Airlines, acusando-o de ser um vôo espião (com esse número, era óbvio) e invadir o espaço aéreo deles, o Presidente Ronald Reagan (isso mesmo, o ator) liberou o GPS para uso civil.

gps de pobre

Mesmo com uma degradação na precisão, hoje sabemos nossa posição com acurácia. No caso do Nokia E71, que nem é um aparelho dedicado de alto custo, consigo 5m de acurácia. Isso é mais que suficiente para acertar o Cafofo do Osama.

A parte ruim é que custa muito caro manter a estrutura dos satélites, o próximo upgrade, que já está atrasado, foi orçado em US$2 bilhões. O mundo inteiro que usa GPS, o mundo inteiro que teve sua vida modificada por essa tecnologia, não paga um centavo para usá-la. Não há licença, royalties, nada.

Já foram lançados 57 satélites, desde o início do programa. Hoje a constelação se resume a 31, com mais dois, obsoletos, de reserva. Os lançamentos programados para 2010-2011, 10 satélites, estão atrasados por falta de verba.

O bloco principal de satélites em órbita, o IIA foi lançado entre 1990 e 1997. São dezenove satélites, sendo que treze ainda funcionam. 12 anos é idade avançada não só para os gostos do Pedobear, mas para satélites também.

Há o medo que comecem a falhar em cascata, seguidos do outro bloco, o IIIR, lançado de 1997 a 2004, ainda com os 12 satélites funcionando.
A única proposta que não foi feita é que a sociedade civil, que utiliza o tempo todos os serviços, contribua para mantê-lo. Claro, nos EUA isso não faz sentido, mas o resto do mundo não paga Imposto de Renda pro Obama.

E aí? Valeria pagar um dólar por ano, para manter o GPS funcionando?

Para uma SENHORA aula sobre GPS, inclusive com toda a matemática envolvida, visite o artigo da Wikipedia original. Parar constatar o quanto a wikipedia em português é patética, visite o artigo correspondente na wiki-pt.

Fonte: PCWorld

emHardware

Onde nenhum merchandising jamais esteve

Por em 19 de maio de 2009

Em Star Trek, filme onde JJ Abrams ressucitou a falecida franquia temos algo muito raro e difícil de fazer em filmes de Ficção Científica: Product Placement, ou em português, merchandising. Filmes passados no futuro, na antiguidade ou em planetas alienígenas dificilmente permitem que alguém apareça comendo um pacote de Doritos. Uma rara exceção foi Inimigo Meu, onde latas futuristas de Pepsi apareceram no lixo.

Para enfiar um merchã em Star Trek só mesmo sendo a Nokia, que se especializou em cavar espaço em filmes da moda. Em Batman, Bruce Wayne tirava onda com seu 5800 (acho). Em Transformers não só um Nokia vira um Decepticon como ainda brincam com a idéia popular de que são japoneses.

No filme atual o Jovem James Kirk atende uma ligação durante uma corrida desenfreada com uma Corvette 66, usando um celular/iPhone/Tablet/whatever Nokia, touch screen tela total que um monte de gente está achando que é protótipo:

O toque é uma versão modernizada do toque clássico da Nokia, chamado de “Star Trek Nokia Futurize”. O melhor de tudo: Está disponível para download, no hotsite da Nokia para o filme:

O site mobile da Nokia? http://nokia.mobi. Mas calma, não clique ainda. Por causa de um maldito redirect, somos mandados para o site brasileiro, que claro, não tem nada, enquanto o Internacional está cheio de material do filme, animações, trailers pra baixar, o ringtone, etc.

Felizmente eles podem até achar que nós vivemos na selva e não temos meios de acessar esses sites, mas alguns de nós encostamos no Monolito, ficamos mais espertos. De seu celular visite: http://startrek.12dld.mobi

Pronto. Na parte de Services, na 2a página você encontrará o link para download do toque. Ou então peque aqui deste link mesmo.

Fonte: Symbian Smashpop

emCelular Mobile

Netbook Dell Mini 9 por R$2,20. Tentáculos grátis

Por em 18 de maio de 2009

O preço parece absurdamente baixo? Pois saiba que com a competição acirrada entre as operadoras de telefonia no Japão há netbooks não por 100¥ como o Dell, mas até por 1¥. Isso mesmo, um netbook por UM YEN, ou R$0,022. Se quiser um iPhone 8GB, também consegue por esse preço.

Qual o pulo do gato? Você tem que assinar um contrato de fidelização com as operadoras. No caso do Dell Mini como o da imagem abaixo:

As terríveis operadoras nipônicas, especificamente a Emobile irá vender esse Dell para você por 100 Yens exigindo em a assinatura de um plano de dados de 6000 Yens. Isso dá mais ou menos R$133,00 por mês.

O que você ganha? Tráfego ilimitado e velocidade de 7,2Mbits.

Com uma fidelização dessas eu caso de papel passado. Mesmo se aquela LINDA raposa do Firefox* não fizer parte do pacote.

Adoraria dizer “quando será que chegaremos a essas condições de competitividade aqui?” mas sendo realista, a resposta é “nunca”.

Fonte: Kirainet

*EU SEI, foxtards, que é um panda vermelho, mas o panda vermelho NÃO parece um panda, bicho por bicho lembra mais ou pedobear, então deixem a raposa em paz.

emIndústria Mercado