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iPhone agora curando todos os males

Por em 12 de fevereiro de 2010

O termo “alternativo” é licença para abrir mão de todo pensamento racional e até bom-senso. Todo tipo de buginganga e ‘remédio” é vendido, tendo em comum um único efeito funcional: Placebo. Chega a ser engraçado, uma vez vi um remédio homeopático para gripe que me garantiram que funcionava. Nas instruções: “Usar durante 15 dias”.

Como não poderia deixar de ser, novas tecnologias atraem os velhos picaretas de sempre, e o fato de você não poder produzir Florais por software não afastou os espertos. Como os caras da Miridia Technology, que criaram uma aplicação para iPhone chamada Headache, “baseado na medicina tradicional chinesa”.

O programa utilizaria os pontos de pressão da acupuntura (outra técnica com resultados idênticos a placebo) mas ao invés de agulhas, faria sua mágica através de som e vibração. Isso mesmo. Você encosta o iPhone na cabeça, ele faz barulho, vibra e sua enxaqueca vai embora.

Funciona, acreditem. Placebo é um efeito cientificamente comprovado.

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Os caras são tão irresponsáveis que dizem que “distúrbios energéticos” no alto da cabeça causam coisas tão díspares como dor no calcanhar, hemorróidas e epilepsia. Assim ao invés de tomar seu remédio, um epiléptico crédulo andará com um iPhone encostado na testa. Até ter uma crise, claro.

 

Mas calma, não ligue ainda.

Existe também o Anti-Aging, uma aplicação que retarda o envelhecimento, faz crescer cabelo, combate celulite, limpa espinhas, remove rugas, melhora oxigenação e circulação, artrite, distúrbios do sono…

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Como funciona? Com vocês nas palavras do fabricante:

“Os dez tratamentos terápicos na App Anti-Aging usam um comprimento de onda de uma cor específica e uma frequência sonora para tratar e curar uma variedade de condições baseado na sagrada geometria das gemas, minerais, vitaminas, gases nobres e cores”

Evidente, faz todo o sentido do mundo.

Claro, se você não quiser gastar US$2,99 no Anti-Aging, e seu problema for bem específico (digamos que você é adolescente e achou a coleção de Playboys de seu pai) pode escolher livrar-se das espinhas pelo método mais fácil: Pagando US$0,99 comprando o Acne Clear.

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Acha que ninguém seria burro o suficiente? Bem, há vários depoimentos no link acima. As aplicações todas tem votação de boa para cima. Um sujeito deu 5 estrelas sem sequer baixar o programa.

Melhor ainda, há várias outras aplicações com propostas semelhantes, como a AcneApp. Essa é tão picareta que depois de uma enorme lista de virtudes e promessas, coloca uma última linha explicando que a aplicação é para fins de entretenimento, não é projetada para tratar qualquer doença ou condição.

Pelo visto a Apple é muito mais permissiva do que se imaginava, quando não se trata de aplicações que invadam SEU ganha-pão.

O conceito de ética da Apple é interessante. Se você faz VOIP, roda Flash ou sequer se parece com um navegador, é Satã e sua aplicação nunca será aprovada, mas se você promete curas milagrosas tirando dinheiro de incautos que passarão horas com o iPhone encostado na fuça, esperando se livrar de espinhas, tá liberado, seja bem-vindo developer developer developer.

Fonte: Bad Astronomy

emApple e Mac Ciência

Twitter de bêbado não tem dono

Por em 10 de fevereiro de 2010

O Orkut tem (dizem) dezenas de comunidades tratando do tema. Conheço casos épicos de telefonemas praticados sob influência do Suco do Diabo que renderam dramas de semanas. A instantaneidade da Internet só piorou, e hoje é comum ver gente no Twitter anunciando em alto e bom (porém enrolado) som seu avançado estado etílico.

Claro, muita gente abusa. Sujeito fala besteira, se arrepende e solta um “eu estava bêbado”, que costuma funcionar tão bem quanto o “eu estava possuído por uma entidade alienígena maligna” em Star Trek.

Agora isso não é mais possível. Um grupo de japoneses desocupados criaram a máquina perfeita pro cachaceiro tuiteiro:

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O brinquedo consiste de um bafômetro, uma placa com microcontrolador (provavelmente arduíno), conexão Ethernet com cliente DHCP e um software que analisa a quantidade de álcool no bafo do vivente e envia Twitters para uma contra previamente programada.

Há 4 níveis documentados:

1 – Alegre

2 – Meio bêbado

3 – Consideravelmente bêbado

4 – Perigosamente bêbado

Completando, um 5o nível não documentado envia o twitter “indo para o céu agora”. O que é um tanto otimista, diga-se de passagem.

Se você souber ler seja lá que idioma falem no Japão, neste link terá explicações mais detalhadas sobre o projeto.

No mínimo é um brinquedo que fará muito sucesso em festas, com todo mundo cronometrando quem consegue digievoluir até o nível 5 mais rápido.

Fonte: Japanator

emMiscelâneas

Adobe Redefine Arrogância

Por em 10 de fevereiro de 2010

Um dos segredos do sucesso nos negócios é não se achar o máximo. Quer dizer, você pode até se achar, pode até agir assim, mas não a sério, não o tempo todo. Um bom exemplo é a Microsoft. Quando a Digital Research lançou seu DOS, o DR-DOS (que 100% de todo mundo no Brasil chamada DOUTOR DOS) Tio Bill ficou com medo de perder espaço, e controle sobre o ambiente que rodaria o Windows. Assim foi introduzida uma pequena marmotagem; cada vez que alguém iniciava o Windows sobre o DR-DOS, aparecia uma mensagem de erro. Só isso. Nada demais, em seguida o usuário prosseguia normalmente.

Guerra psicológica.

arrogantbastard Por outro lado (e aqui entra o pragmatismo) a mesma empresa que fez essa gambiarra do mal descobriu que o SimCity havia sido programado de forma porca e fazendo chamadas irregulares a posições de memória usadas pelo sistema. Rodá-lo no Windows resultaria em crash. Como o jogo era extremamente popular, Bill não pensou duas vezes: Mandou alterar o Windows para incluir um bacalhau que identificasse o SimCity e contornasse o bug. Assim o jogo passou a ter um sistema operacional alterado por sua causa.

Quem quer isso agora é a Adobe.

Eles avisaram que a versão 10.1 do Flash na plataforma Android estaria limitada a aparelhos rodando a versão 2.1 do sistema operacional.

E mais: Para que Flash 10.1 seja totalmente suportado deverão ser feitas melhorias nas versões existentes do Android (talvez incluindo a 2.1).

Isso mesmo que você leu. Quer rodar nosso produto? Melhore seu sistema operacional.

Eu sou do tempo em que os programas eram escritos segundo as especificações do Sistema Operacional, e salvo exceções como o SimCity quem se adaptava era o software externo. Não sei se nesse mundo modernizado globalizado superaquecido a coisa mudou, mas espero que não.

Só sei que não é o momento para a Adobe posar de dona da bola, muito menos esnobar o Android, que é a plataforma mobile que mais cresce.

 

Fonte: Engadget

emInternet Software

7 Minutos de Space Pr0n

Por em 10 de fevereiro de 2010

Não há muito o que dizer. É um vídeo para ser visto em alta definição (escolha 720p, tela cheia, lembre-se do tempo do RealPlayer e deixe buferizando) com um tour da Estação Espacial Internacional, saindo da Soyuz em uma ponta até o Ônibus Espacial na outra.

Lembra muito mais Battlestar Galactica do que Star Trek, e definitivamente a ISS é tudo menos a Deep Space Nine.

Mesmo assim passar uma semana lá vale cada centavo dos US$20 milhões que alguns sortudos como Mark Shuttleworth pagaram pelo privilégio.



emCiência

Como vender vapor oriental

Por em 9 de fevereiro de 2010

Antigamente sabíamos dos lançamentos quando algum amigo aparecia com o produto na mão. As revistas especializadas recebiam releases, seguidos de unidades de teste. Depois surgiu a Internet, e os lançamentos eram apenas fotos. Com o advento da computação gráfica, os “conceitos” e “mock-ups” dominaram.

Nas últimas semanas a web foi invadida por uma horda de modelos de leitores de eBooks e iPads genéricos. Todos feitos em softwares 3D. Fabricantes anunciam o produto sem preço, com pouco ou nenhum detalhe técnico, sem data de lançamento, e os otários babam. UAU, que fantástico.

Agora a Cube, de Taiwan foi mais além: Prometeu um leitor de eBooks por US$150,00.  6 polegadas, tela touch capacitiva, colorido, rodando Windows Mobile 6.5 e com WIFI. Quando? Ninguém sabe. Como ele se parece? Nah…

Disponibilizaram apenas a imagem abaixo.

OK, não vamos reclamar,  mas que estão abusando, estão.

Fonte: Akihabara News

emHardware

Microsoft reinventando o Windows Mobile, o Linux dos Smartphones

Por em 9 de fevereiro de 2010

Imagine um sistema operacional tecnicamente excelente, com mais recursos do que você imagina, integração com redes corporativas, sólido, sem fragmentação de versões (dentro do razoável) e que te dá uma experiência de uso familiar ao que você está acostumado no PC normal. Agora coloque uma interface velha, datada e que consegue esconder toda essa capacidade técnica.

Lembra o Linux de uns anos atrás, não? Só que é o Windows Mobile.

window_concept_phone_1Quando a Palm reinava absoluta no mundo dos PDAs a Microsoft tentou abrir espaço com o Pocket PC, mas até versão 2.x as tentativas eram horrendas. Usar um PDA PPC era quase como usar um PC, e em uma telinha minúscula, não funciona. Com o tempo a Microsoft reescreveu o Windows Mobile do zero, a Palm foi ficando para trás e surgiram vários aparelhos realmente bons, como o meu querido Dell Axim X51v. Mas a Interface continuava um problema. 

Nos smartphones piorou. Tanto que para “disfarçar” a interface datada a HTC chegou a criar launchers, como o do HTC Touch, que é muito bonito mas só serve pra trazer à tona o feioso Windows Mobile.

Com o advento do iPhone o mundo mudou. Interfaces leves se mostraram possíveis e a metáfora do computador na sua mão foi abandonada. As pessoas querem telefones inteligentes, não computadores portáteis. Hoje todo mundo segue por essa mesma linha, seja Android, seja Maemo, seja Apple, seja o legendário Symbian 4.

E a Microsoft?

O Windows Mobile tinha tudo que os nerds mais inveterados dizem que gostam, mas nerds inveterados são minoria. A cornucópia de funcionalidades só serviu para afundar o sistema operacional em ciclos sem fim de complexidade desnecessária. A facilidade de instalação de programas é legal mas de que adianta se os programas estão espalhados por toda a interweb?

Eu acredito que o Zune e o Zune HD foram um laboratório de interface, onde a Microsoft experimentou para descobrir se teria expertise para criar um ambiente sem o modelo tradicional de menus, pastas, arquivos .ini. Se seria possível esconder a complexidade do usuário, como a Apple faz de maneira soberba com o iPhone.

Os boatos que estão surgindo sobre o Windows Phone 7, a nova encarnação do Windows Mobile apontam nessa direção. Vejam o que dizem as más línguas:

 

  • A interface será bem similar ao Zune HD, “muito limpa”, “viva”, “com alma”
  • Sem suporte a Flash pelo menos inicialmente
  • Instalação de Aplicativos somente via loja online. Não mais via cartão de memória
  • Sem multitarefa, com notificações push
  • Sem compatibilidade retroativa com aplicações .NET CF
  • Integração total com o Zune
  • Sync via Zune Software
  • Adeus as interfaces de 3os e launchers como SPB Mobile Shell, etc
  • Integração total com XBox
  • Suporte total a redes sociais

Você é usuário de longa data do Windows Mobile? OK, sei como você deve estar se sentindo:

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Pois é. Infelizmente você é exceção. Esse modelo é o que o público quer, é o que estão comprando. O Mercado falou mais alto. Caso encerrado. É como o Aquecimento Global. Quer prova maior que ele existe do que o filme do Al Gore ter dado lucro?

A Microsoft aparentemente não vai mostrar aparelho próprio (convenhamos o Nexus foi uma facada nas costas dos parceiros do Google) mas sim hardwares de referência, e se seguirem o modelo Tegra do Zune HD, teremos facinho o hardware mais poderoso entre todos os modelos atuais. Só que isso (de novo) só interessa a nerds. 90% dos usuários de iPhone sequer saber a resolução de tela dele.

O preço já está se fazendo sentir. Mesmo as informações acima sendo apenas boatos, a comunidade Windows Mobile está pegando fogo, não dá nem para chamar de mimimi. A indignação é legítima. Só se compara à reação dos fãs da Palm quando esta anunciou seu primeiro aparelho rodando… Windows Mobile.

Abrir mão da base instalada é algo que a Microsoft nunca teve coragem de fazer no desktop, e não parece uma atitude racional, mas quantas aplicações o iPhone tinha em seu lançamento? Vejamos o que a Microsoft pode oferecer na estrutura de Serviços, em um Windows Phone Conectado:

  • Office – MS Office Web Apps e nativo
  • Busca –  Bing, que é hoje o melhor buscador mobile do iPhone
  • Mapas – Já experimento o Bing Maps?
  • Games – Integração com XBox. Precisa mais?
  • Música e Vídeo – O Zune HD é lindo, FATO. O Marketplace, muito elogiado. Se WP7 for aquilo, eu quero.

Estão percebendo a estratégia? Eles tem a estrutura de serviços em volta, sob controle da empresa. Os dois concorrentes não possuem os serviços todos. O Google não tem nada na área de games e mídia, já a Apple é carente na área de Office, Mapas, Busca, etc. Na verdade ela só controla a parte do iTunes.

Mantido o cenário a política de licenciamento do WP7 (Os tards do WordPress de certo irão chiar pelo roubo da sigla) provavelmente será mais permissiva. Prevejo custos mais baixos e menos (porém mais firmes) exigências aos fabricantes.

Vai dar certo?

O modelo iPhone/AppStore é o que funciona. Está demonstrado pelo mercado INTEIRO. Todo mundo está seguindo a mesma cartilha. O hardware é commodity. Especificação técnica só interessa para nerds. O usuário quer saber se o aparelho é rápido ou lento. Se faz o que ele quer que o aparelho faça.

O modelo Software + Serviços, bem… taí o Google para mostrar que funciona. O Android deu um passo adiante do iPhone, um aparelho Android sem conectividade é virtualmente aleijado. Foi uma aposta grande, que rendeu bons resultados. O público comprou a idéia (nos dois sentidos).

ballmerasdrevil Controlar os serviços é essencial. Vide a briga da Apple com o Google, que rendeu até boatos substanciados de que o iPhone passaria a usar o Bing como buscador padrão. O que aconteceria se amanhã a Apple fosse proibida de usar as APIs do Google em seus serviços? Serviços são estratégicos.

Se a Microsoft conseguir entregar o que (nem) está prometendo, teremos a volta de um mega-player e a briga se tornará mais interessante ainda. Se não conseguir, o destino do Windows Phone já está selado: Vai para a gaveta, como meu HTC Touch.

Fonte: PPCGeeks

 

emArtigo Celular Indústria Mercado

Flash não tem bugs catastróficos até prova em contrário. Continue lendo para a prova em contrário

Por em 8 de fevereiro de 2010

Está aberta a temporada de caça ao Flash. O formato da Adobe, odiado por Freetards (exceto quando é para falar mal da Apple) e por designers não-preguiçosos é uma realidade. Não há para onde correr, 90% dos PCs do planeta rodam Flash.

Mesmo assim só agora os Grandes Nomes estão ousando falar mal dele. Até a Microsoft prefere ignorar o Flash ao promover o SIlverlight, dando a entender que este é uma solução muito mais abrangente e completa. É, mas sempre ajuda pisar na concorrência. Foi preciso Steve Jobs botar o iPad na mesa e abrir a boca. Falou com todas as letras que se um Mac dá pau mais do que deveria, a culpa é do Flash.

O uso diário de aplicações Flash em qualquer plataforma demonstra que isso infelizmente é verdade.

O que não é verdade é a declaração de Kevin Lynch, CTO da Adobe, que afirmou:

“Em relação a crashes, posso dizer que não distribuimos o Flash com nenhum bug conhecido, e se houvesse um problema tão generalizado o Flash não teria o uso generalizado que tem hoje”

Um desenvolvedor chamado Matthew Dempsky respeitosamente discorda. Lembra de um bug que ele reportou em Setembro de 2008 e que só foi corrigido no último Beta. TODAS as versões atuais, independente de plataforma morrem, se o usuário clicar neste link.

Falei que provavelmente sem navegador vai pra vala junto? Tudo bem, você não sai clicando antes de terminar de ler o artigo, não é?

Será possível um mundo sem Flash? Steve Jobs acha que sim. YouTube e Daily Motion estão testando players de vídeo em HTML5, e a Microsoft parece que vai kickar o Flash do Windows Phone 7. (formerly known as Windows Mobile, formerly known as Prince)

Meu único medo é que algum GÊNEO redescubra as Applets Java e apresente como alternativa.

Fonte: Download Squad

emInternet Software