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Propaganda Mobile – Será?

Por em 26 de maio de 2009

O Yahoo! está investindo tudo no seu Mobile Advertising Services, de olho no mercado de propaganda em dispositivos móveis, que em 2008 faturou XXX milhões de dólares, em 2009 deve faturar YYY milhões, talvez chegando a ZZZ bilhões, no começo de 2010.

Os números estão da forma acima para você preencher com os valores que achar melhor.

Em teoria a propaganda em celulares é uma ótima idéia. Pense bem, você está passando perto de um Outback, na hora do almoço. O site que você está acessando no iPhone mostra um banner: “Ei, vá almoçar no Outback aí em frente e ganhe um chopp grátis”

Ainda na teoria celulares contam com um monte de recursos de localização, segmentação, etc, etc. As operadoras podem vender publicidade direcionada baseada em seu perfil socioeconômico e até em seu perfil de uso. Muito DDI? Venda de passagens.

Na prática, há um enorme empecilho para a publicidade online em celulares: Nós consumimos serviços, não sites. Embora o uso de Internet, principalmente no iPhone seja muito alto, é quase tudo serviço. São Mapas, Twitter, Flickr, serviços de notícias. Pouca navegação é feita de forma descompromissada, quando alguém acessa Internet via celular geralmente tem um objetivo em foco.

Eu acredito na publicidade mobile se for feita patrocinando serviços e aplicações, não da forma aleatória como é feita na web. Pageviews não funcionam em um espaço tão apertado quanto uma tela de celular, e o usuário não irá se distrair de seu objeto para consumir publicidade.

Fonte: Cellular News

emOpinião Propaganda & Marketing

Amazon apostando no protocolo DPL/DPC

Por em 26 de maio de 2009

Como quem não quer nada, a Amazon tem se firmado como grande player no mundo da Cloud Computing, pois embora alguns achem que tudo fica “na nuvem”, existem servidores por trás, não funciona por mágica.

Entre os vários serviços da Amazon Web Services está o Amazon Simple Storage Service, ou S3. É um recurso para hospedar online grandes quantidades de dados, com APIs de acesso remoto, espaço ilimitado (pagando, claro), etc, etc.

A grande novidade é que a empresa está promovendo um serviço de transporte de dados que é coisa do século retrasado: Correios.

Faz sentido. Por mais rápidas que as conexões sejam, transmissões de grande quantidades de dados ainda são lentas, e empresas de verdade produzem muita, muita informação. Um Terabyte não é nada improvável, e ocupa apenas um disco rígido. Se o envio for feito via Rede, mesmo esse simples Tera levará uma eternidade para ser transmitido. A Amazon dá uma tabela:

Para transmitir Um Terabyte de dados, com eficiência de 80% da conexão, levamos:

T1 (1,5Mbps) : 82 dias
10Mbits : 13 dias
T3 (44,7Mbps): 3 dias

Faz muito mais sentido pegar um HD, enfiar num envelope da Sedex, botar na mão do Tom Hanks e se tudo der certo, chegar na mão da Amazon em 24h.

Curiosamente essa é a ÚLTIMA solução que geeks considerariam, dada nossa predileção por respostas complexas para problemas simples, e serve para demonstra o quanto nossas conexões ainda são lentas, mesmo nos EUA.

fonte: Ars Technica

emComunicação Digital Internet

Vem da China, é meio vagaba mas eu quero

Por em 26 de maio de 2009

O post seria mais uma desculpa para publicar fotos de japinhas, disfarçado em notícia sobre o TL-M66 HD, mais um mídia player chinês.

O bicho vem com 8GB, saída de vídeo Full HD 1080p, display de 12,7 centímetros, suporta AVI, MP4 (H.264), MKV, MP3, RMVB e… bem, há a foto:

Com esforço dá até pra ver o player ali.

Sim, é um equipamento xing-ling, de origem conhecida mas questionável. Só que ele custa US$102,00 ou Duzentos reau. Isso é menos do que uma hora de bate-papo com uma dama que troca favores por dinheiro bem menor do que a moça da foto, e bem menos do que um iPod Touch.

Nós Macfags usuários Apple temos mania de achar que nada abaixo de um iPhone/Touch presta. É verdade (viu?) mas existem alternativas. Descobri por exemplo que o E71 funciona perfeitamente bem como player de MP3, e a quantidade de gente na rua satisfeita com seus Fostons da vida, não é algo a se desprezar.

Acho que a forma a encarar os produtos como o mídia player da foto é tratá-los como netbooks, no sentido de que são versões mais simples, baratas mas ainda funcionais. Confesso que quando ando no Rio de Janeiro não me sinto à vontade, carregando um monte de tralhas caras, mas um mídia player de R$200,00 não seria uma grande perda. Em viagens onde sei que o bicho vai sofrer na mochila, idem. São casos onde um Asus Eee bem básico supera qualquer Macbook.

Não é um iPhone, onde o grande diferencial é a interface. Trocá-lo por um HiPhone não faz sentido, já um Sdruvs Player 2000 desses cumpre a mesma função primária de um iPod Touch: Tocar vídeos.

Eu seria feliz só com um desses? Não, mas seria mais feliz tendo os dois.

PS: Visitem o site do fabricante. Acho que os próprios chineses têm fetiche por orientais, embora não consiga ver AONDE isso ajuda na venda de um produto eletrônico. A japa de bailarina na foto, por exemplo, não só é modelo da campanha promocional do produto que quase não aparece, como tem todos os seus dados listados:

Nome: Ling Tsai
Nome em inglês:
Jolin Tsai
Aniversário: 15/9/1980
Signo: Virgem
Tipo sanguíneo: A
Altura: 1m61cm
Peso: 40Kg

Ela é uma espécie de Britney Spears made in Taiwan, e tem até página na Wikipedia, o que a torna muito mais relevante do que certas pessoas ;)

Fonte: Akihabara News

emÁudio Vídeo Fotografia Computação móvel Opinião

A Internet de 1969

Por em 25 de maio de 2009

O vídeo abaixo é um daqueles exercícios de futurologia, mas não do nível de trabalhos como os de Arthur Clarke, mas amadores. Notem que extrapolam o mundo online sem imaginar nenhuma mudança em interfaces, mesmo conceitos como multitarefa, que já existiam na época, são deixados de lado. O sujeito tem vários terminais na mesa, alternar entre tarefas passou ao largo do criador do vídeo.

Agora, a parte divertida: Notem no começo, depois do ecommerce, em cima do monitor da mulher há dois monitores menores, utilizados para vigiar os filhos. Agora compare com o exemplo do Windows SideShow, tecnologia da Microsoft para jogos, onde um monitor secundário é usado para exibir informações adicionais, sem atulhar a tela principal:

Aqui fica a opção: Você pode culpar a Microsoft por ter lançado como novidade uma idéia de 1969, ou culpar o resto do mundo por também não ter implementado isso até hoje.

emInternet

O Buraco Negro dos registros digitais

Por em 25 de maio de 2009

O Governo Australiano está enfrentando um problema que é mundial, e pouca gente se tocou que atinge inclusive indivíduos: Nossos registros são efêmeros.

Enquanto livros de 700 anos de idade ainda resistem, enquanto o primeiro registro escrito, ainda em linguagem pictográfica – a tábua de Kish, de 3500AC- está aí firme e forte, conseguir ler um disquete de 5¼ já dá trabalho.

Uma fita K7 com um programa de ZX Spectrum é um parto. Uma fita de papel com o BASIC da Microsoft, usado no Altair, só pegando periféricos em um museu.

A NASA teve problemas com as fitas com imagens do pouso na Lua, pois ninguém tinha mais equipamento para lê-las.

Na Austrália tudo de 1980 a 2000 está em um Buraco Negro Digital, os dados estão se perdendo por falta de hardware E software. Segundo especialistas locais a vida média dos dados arquivados é de 7 anos, após os quais ou estão ilegíveis por conta da mídia ou não há software para importá-los.

Pensando bem, acho que não há mais filtros no Office para o Carta Certa ou Chi-Writer. Quanto às mídias, eu tenho um monte de CDs que segundo os fabricantes durariam 100 anos, totalmente ilegíveis.

Mesmo o armazenamento em discos  RAID, servidores replicados em diferentes locais do globo, é algo extremamente temporário. O GOOGLE em si é uma coisa efêmera.  Em 50 anos não haverá um único registro de tudo que eles tem armazenado hoje. Que dirá em 500. Por outro lado, veja a imagem:

É a tal tábua de Kish. Mais de 5.500 anos. Se bem cuidada, continuará existindo até o Sol se tornar uma Nova, em uns 5 bilhões de anos. Ou até 2012, se o mundo for acabar mesmo por lá. Ainda é muito mais eficiente em preservar informação a longo prazo do que qualquer tecnologia já inventada.

Qual a solução? Não sei. Mas é alarmante saber que todas as minhas fotos, minhas recordações e memórias são frágeis, e que imprimi-las em papel ainda é a melhor forma de preservá-las a longo prazo.

Fonte: News.Com.Au

emMiscelâneas

Microsoft vai transformar o PHP no ASP 2.0?

Por em 25 de maio de 2009

Um dos maiores xingamentos que um programador nos anos 90 poderia ouvir era “aspeiro”.

Qualquer programador de respeito gastou meses de sua vida consertando as asneiras que vinham das tais “fábricas de software” e dos “pogramadores” contratados a preço de banana.

Eram horrores como um sistema de importação de dados que abria um recordset em memória com TODO A TABELA PRINCIPAL (sim, SELECT * FROM USUARIOS) depois varria linha a linha, seqüencialmente, em busca do registro a exibir.

Também encontrei um Gênio que guardava os dados do email “esqueci minha senha” (incluindo a senha) em um campo HIDDEN no HTML.


genial.

Do mesmo jeito que o mercado foi inundado por “designers” criadores de logotipos por R$15,00 graças ao CorelDraw, eu culpo a Microsoft pelos “programadores ASP”, formados pelo grupo que achava CLIPPER muito complicado.

Com a entrada de Java no mercado, mais Delphi, a exigência aumentou, e muitos aspeiros sem nenhum conhecimento de lógica (e conseqüentemente sem aquário em casa)  se viram desempregados.

Um belo dia surgiu uma ameaça no horizonte: O PHP. Sim, essa linguagem simples, versátil, rápida e muito, muito condescendente com erros dos programadores. É Possível desenvolver sistemas inteiros com metodologia POG, usando PHP. Quem estudou o fonte do PHPNuke sabe bem do que estou falando.

Restrita ao mundo WEB, a princípio o PHP mal-usado não causava danos a ninguém além de seus próprios desenvolvedores, mas agora o Mercado corre o risco de uma nova invasão:
A Microsoft está disponibilizando suporte a PHP em sua plataforma Azure, de Aplicações Web,  concorrente do Google App Engine.

O serviço do Google está limitado a Java e Python, já o da Microsoft é aberto para uso com o Visual Studio E linguagens externas, como o PHP.

Será que disponibilizar um serviço de hospedagem de aplicação na Nuvem E acesso a linguagens “populares” é uma boa coisa?  Neste artigo do Register o autor discute exatamente isso.  Eu acho que ele culpa demais a Microsoft, mesmo descontando sua afirmação de que PHP deveria ser ilegal como apenas uma figura de retórica.

Acredito que o buraco seja mais embaixo. Não é o PHP, nem a Microsoft. É a pressa dos dias de hoje. São os livros “Aprenda XXX em 24 Horas”. Entenda: copiar um script e mudar o valor de uma variável não te torna programador. Se você não sabe usar expressões regulares, você NÃO programa em Perl e se você não sabe quantos bits há em um byte, você NÃO pode ser programador C (embora um estagiário meu tenha dito que era desnecessário).

Não há demérito nenhum em estudar. Bill Gates escreveu uma vez em sua coluna, como dica para iniciantes: “Leia os volumes d ‘A Arte da Programação de Computadores, de Donald Knuth. Faça os exercícios todos. Se chegar ao fim, me mande seu currículo”.

Linguagem é o que menos importa. Você precisa saber resolver problemas usando lógica, aplicar algoritmos consagrados e desenvolver novos, quando necessário.  

Principalmente, você tem que fugir da caixa-preta. Posso afirmar sem sombra de Dúvida que uma  fração desprezível dos programadores PHP já se deu ao trabalho de estudar o código-fonte do PHP, apenas assumem que ele funciona.

Faça um favor a si mesmo e tire um final de semana para estudar o driver do Linux para dispositivos de armazenamento USB. Vai ser muito melhor pro seu futuro do que escrever mais um “AM I HOT OR NOT” em PHP.

Disponibilizar o PHP no Azure torna a Microsoft popular entre um monte de programadores, mas não faz nada para melhorar esses programadores. Talvez não seja a função da empresa fazer isso, mas seu mantra é DEVELOPERS! DEVELOPERS! DEVELOPERS!, e script kiddies são tudo, menos desenvolvedores.

Se você duvida, pergunte a alguém que precise contratar quanto tempo em média gasta-se até achar um candidato viável. Meu recorde foram quase dois meses de entrevistas, e queria um júnior.

Por puro darwinismo, o Google terá menos, porém melhores projetos, em sua plataforma.

emAnálise Internet Open-Source

iPhone Marketing – Second Life 2.0

Por em 21 de maio de 2009

Existe um nicho de mercado -e aqui vai a dica- que está rendendo uma grana absurda: Desenvolvimento de aplicações para iPhone. Não digo grana vendendo as aplicações na App Store, mas grana desenvolvendo para terceiros.

Em conversa com o pessoal das agências de marketing online, descobri que o custo dos programas está altíssimo. Oferta e Demanda, é a Lei do Oeste.

A questão é: Qual a lógica de ter uma aplicação promocional no iPhone, no Brasil?

No Brasil iPhones representam menos de 1% dos aparelhos vendidos. Mesmo entre os smartphones, ninguém compra. O iPhone 3G então, quase não se acha nem na muamba, com a exigência de contrato de fidelização para comprar, nos EUA.

Usando Teoria dos Conjuntos, se começarmos com o conjunto de usuários de celulares no Brasil, descermos para os de smartphone, para os que acessam Internet, para os de iPhone, para os de iPhone que sabem instalar novos programas, para o de iPhones que efetivamente encontraram a aplicação do cliente e decidiram baixá-la, temos um número irrisório.

Entretanto, ter gente ou não usando é irrelevante. Como o Luli Radfahrer bem disse sobre a TAM, é uma idéia tola, a TAM criar um avião no Second Life, um Universo onde todo mundo pode voar.

O que não é idiota é a enorme quantidade de publicidade grátis que a TAM conseguiu. Revistas e Jornais atrás de pauta, diretores dando entrevistas, bla bla bla. É tolo? Com certeza, mas é assim que o jogo funciona.

Agora com o iPhone está acontecendo a mesma coisa. Empresas lançam aplicações, soltam press releases e a mídia divulga. Bom pra eles, bom pra meia-dúzia de usuários que baixa os programas, e bom para a mídia, que é sempre carente de pauta.

O que isso prova? Que investir em nichos pode ser muito rentável, mesmo que a primeira vista, economicamente desinteressante. Quem pensou em criar aplicações no iPhone profissionalmente, fez as contas e achou que não daria certo, pela falta de público que o diga.

emApple e Mac Mercado