Digital Drops Blog de Brinquedo

Estragaram a piada do pedal

Por em 11 de novembro de 2010 - 21 Comentários

Uma das piadas de suporte mais antigas é a da mulher que liga reclamando que o pedal do computador não está funcionando, quando o técnico chega descobre que o mouse está no chão. Hoje a piada não funciona mais, um grupo de chatos resolveu que mexer um cursor com os pés era algo viável, e desenvolveu o… No Hands Mouse.

Vendido no site www.footmouse.com, essa pérola promete liberar suas mãos e aumentar sua produtividade, com um pedal para movimento, outro para clique.

Eu sei que alguns milhões de anos atrás nossos ancestrais arbóreos usavam os pés para manipulação de objetos com a mesma desenvoltura que usavam as mãos, mas já evoluímos um cadinho, hoje nem de longe temos a flexibilidade de outrora. Posso apostar que meia-hora de uso e seu pé estará pedindo arrego.

Não que eu pretendo experimentar, o troço custa caro pacas, US$359,99.

Boa parte deve ser pro cachê do sujeito que canta o jingle, no fim do infomercial. Nem o iPad tem uma música-tema, achei chique!

emHardware

Para Carl

Por em 9 de novembro de 2010 - 143 Comentários
November 9, 1934 – December 20, 1996

★ 09-11-1934 - ∞ 20-12-1996

Para muita gente de minha geração o mundo se divide em AC e DC. Antes de Cosmos e Depois de Cosmos.

Em 1980 um documentário revolucionou a forma de se divulgar ciência, na verdade popularizando de vez a figura do Divulgador Científico, na figura do astrônomo Carl Sagan. Acostumados com documentários sem grande apelo visual, quase aulas disfarçadas, ficamos chocados (no bom sentido) com um programa cheio de efeitos visuais, trilha de Vangelis, rivalizando com tudo que o cinema da época trazia.

Cosmos, de Carl Sagan é uma História do Universo, com toda a grandiosidade de uma proposta assim. Em treze episódios somos apresentados a buracos negros, DNA, Evolução, Vida Alienígena, Curiosidade, Inventividade e o Método Científico.

Como uma vela acesa espantando a escuridão da Ignorância, durante 13 episódios vimos o triunfo do intelecto sobre a superstição, aprendemos com Carl que os átomos que nos compõe, como carbono e oxigênio são gerados no núcleo de gigantes vermelhas. Não somos feitos de barro, mas de estrelas.
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emArtigo Astronomia Destaque Destaque Destaques

Ataque Alienígena, Conspiracões e a Sociedade da Informacão

Por em 9 de novembro de 2010 - 49 Comentários

O mundo é cheio de pequenos e grandes mistérios, a nossa Era da Informação Instantânea acaba trazendo mais perguntas junto com poucas respostas, mas isso não é ruim, pelo contrário. Torna tudo muito mais divertido.

Exceto para quem gosta de manter segredos.

Nos anos 40 os EUA conseguiram manter o Projeto Manhattan em sigilo absoluto, centenas de milhares de pessoas sumiram da face da Terra e foram isolados em Los Alamos, a pesquisa foi compartimentalizada e quem tinha idéia do que estava acontecendo, não tocava no assunto. Até quadrinhos do Super-Homem foram censurados, pois mencionavam uma “bomba atômica”, que não tinha nada a ver com a que estava em desenvolvimento, mas mesmo assim o Governo não queria arriscar que os nazistas tomassem conhecimento da possibilidade de tal arma.

Algumas conspirações são mantidas aos olhos do público, com um disfarce convincente, como o Projeto Jennifer. Em 1969 um submarino russo, o K-129 naufragou em águas profundas. Depois de semanas de busca, os soviéticos desistiram de tentar achar os destroços. De olho na incrível quantidade de informações em um submarino balístico inimigo, os americanos começaram uma busca sistemática com o USS Halibut, um submarino modificado para operações de espionagem, com um robô controlado por cabos. Como dispunham dos dados do  “evento acústico”, fornecidos pela rede de sonares no Pacífico, a área de busca foi bem menor, e em meras 3 semanas o K-129 foi encontrado, a 4,8 Km de profundidade. continue lendo

emHardware Meio Bit

Kinect, racismo, humor negro e a piada que deu errado

Por em 7 de novembro de 2010 - 37 Comentários

Hoje fiz sem pensar muito uma piada politicamente incorreta, dizendo que a Microsoft havia negligenciado os quadriamputados com o Kinect.

Logo em seguida me arrependi. Não por medo da reação, eu corro mais que eles, mas por perceber que entender o Kinect como um joguinho que a gente pula e se mexe é apenas a ponta do Iceberg, Goldenberg, sei lá (pra manter a linha politicamente incorreta)

Na verdade o Kinect é a melhor coisa que já aconteceu para quadriamputados, tetraplégicos, idosos e convalescentes em geral. Esqueçam videogame. Lembre-se que ele tem quatro microfones para reconhecimento de voz, não precisa de treinamento e nos EUA a Live tem acesso a toneladas de material de entretenimento.

As pequenas atividades do dia-a-dia passam despercebidas para a maioria dos mortais, mas quando se está em situação de dependência, essas pequenas atividades se tornam grandes vitórias. De novo, esqueça game. Com o Kinect sem se mexer uma pessoa pode acessar a televisão (não exatamente TV, mas você entendeu o conceito) e mudar de canal. Entenda, até então essa pessoa precisava pedir a ajuda de alguém para esse simples ato. Hoje ela diz “XBOX, ESPN” e assiste a um jogo. Pode ouvir a música que quiser, apenas pedindo. Alias, pedindo não, mandando. O Xbox entende e toca.

Mais ainda: Esse mesmo sujeito pode só por voz fazer uma chamada de vídeo pelo MSN. O que era uma pessoa em total dependência ganhou de volta o direito de se comunicar.

Isso é muito mais que um videogame.

O outro caso é mais sério, pois envolve malícia, a mídia raivosa sedeMnta de sangue e haters, muitos haters. Algum tempo atrás um post do Gamespot falava de uma inconsistência no reconhecimento de jogadores no Kinect. Segundo eles dois (DOIS) funcionários negros experimentaram o Kinect e um deles não conseguiu ter sua identidade identificada pelo sistema. O Kinect reconheceu o primeiro sem problemas, bem como um terceiro funcionário também negro.

O reconhecimento do Kinect envolve dados biométricos de esqueleto, voz e rosto. Sem luz, não dá para reconhecer, seja branco ou negro. A resposta da Microsoft foi a mais honesta possível: Sala mal-iluminada. Caso encerrado, certo?

Errado. A mídia pegou a notícia e já saiu repetindo e ampliando. Hoje elogiando o Kinect no Twitter fui surpreendido com um “é, pena que não funciona para negros”.  Ou seja: De UM caso de não reconhecimento de rosto o Kinect virou um projeto saído direto dos laboratórios da Ku Klux Klan, com selo de qualidade de Adolph Hitler e Mayara Petruso.

Perguntado sobre isso na coletiva, Alex Kipman, criador do Kinect disse que nem se dignou a responder a uma besteira dessas, em seguida explicou em detalhes o funcionamento do sistema:

O Kinect faz todo o reconhecimento de movimento por infravermelho. Um laser pinta a sala em pontos, um sensor capta o retorno e através da intensidade determina a distância daquele ponto em relação ao emissor. Veja:

A menos que eu tenha entendido completamente errado o conceito de Radiação de Corpo Negro, não acho que afrobrasileiros reflitam infravermelho de forma diferente dos caucasianos, japoneses ou mesmo dos nordestitos, seja lá o que for isso.

Em resumo, temos uma acusação ridícula e prejudicial gerada por UM CASO, tão mal-contado que o Gamespot diz que refez os testes, os usuários não foram identificados mas foram identificados (isso mesmo).

Isso é sensacionalismo barato, do nível daquela blogueira que chamou a Apple de Misógina pois o iPhone não funcionava se a pessoa tivesse unhas muito grandes. Se eu disser que ela é muito BURRA, pois basta inclinar o dedo, estarei sendo misógino? Azar.

O Kinect tem falhas? Com certeza, É um produto 1.0, uma tecnologia não-testada em larga escala cujos limites precisam ser escritos, mas alegar, por causa de UM erro que o produto é racista, insinuando que há toda uma conspiração para alienar gente de pele escura é mais que sensacionalismo, é irresponsabilidade.

emGames Microsoft Rumores

Tablet OLPC esperando descoberta de material indestrutível

Por em 7 de novembro de 2010 - 37 Comentários

O OLPC não morreu, <insira citação saturada de Mark Twain aqui> inclusive evoluiu. O notebook de US$100,00 que dependendo do caso custava mais de US$250,00 não é mais o mesmo.

Como o laptop com cara de brinquedo por US$100,00 não fez sucesso, Nicholas Negroponte deu um passo além. Pessoas comuns tentariam cumprir a promessa inicial, mas Nicholas não. Propôs o OLPC XO-3, chamado de revolucionário no press release. Será um tablet, sem qualquer tipo de conexão física, provavelmente carregado por indução (gerada por lágrimas de unicórnios) com touchscreen, câmera, processador ultra-low-power da Marvell e Android. Isso tudo por US$75,00. continue lendo

emHardware

O computador da Apollo: uma história de True Hackers

Por em 5 de novembro de 2010 - 124 Comentários

Faz muito tempo que problemas de computação passaram a ser resolvidos com força bruta. Otimização de código é considerado algo desnecessário, quando basta adicionar poder computacional no pool e tudo se resolve (exceto Ruby, que não escala).

Nem sempre foi assim. Houve uma época em que o auge da tecnologia de computação não permitia essas saídas fáceis. Era uma época onde o Talento ainda imperava, onde desenvolvedores dotados de poderes mágicos conjuravam programas impossivelmente eficientes, bons o suficiente para colocar um Homem na Lua.

A tarefa não era fácil. O computador de navegação das naves Apollo era tão fundamental que dois meses depois de John Kennedy proferir seu famoso discurso a NASA já estava fechando o contrato de desenvolvimento do sistema, antes sequer de saber como seria o foguete que ele controlaria.

Para surpresa do Complexo Industrial Americano, o contrato foi para as mãos do MIT, mais precisamente do laboratório de Instrumentação, liderado por um sujeito chamado Stark. Certo, era Charles Stark Draper, mas poderia muito bem ter sido Howard Stark, dado seu currículo.
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emArtigo Espaço Hardware

Kinect, Live e Xbox no Brasil – Detalhes oficiais

Por em 4 de novembro de 2010 - 12 Comentários


Salve amigos do MeioBit. Estou na coletiva da Microsoft para lançamento do Kinect. O negócio é lindo, mas resenhas detalhadas depois. Vamos ao que todo mubndo quer saber, quando e quanto.

Quanto:

Kinect: R$599,00
Jogos do Kinect: R$149,00

Xbox Live Brasil:
Assinaturas via cartão de crédito:
1 mês: R$15,00
3 meses: R$39,00
12 meses: R$89,00

Assinatura via cartão pré-pago no varejo:

3 meses: R$55,00
12 meses: R$129,pp

Microsoft Points via cartão de crédito:
500 pontos: R$12,50
1000 pontos: R$25,00
2000 pontos: R$50,00
5000 pontos: R$125,00

Microsoft Points via cartão pré:
1500 pontos: R$49,00
4500 pontos: R$145,00

A Microsoft disponibilizará uma ferramenta para migração de contas da Live EUA para a Live Brasil, assim você não perde seus pontos, achievements, etc. Por questões legais não será possível migrar conteúdo do Zune ou de jogos, mas no caso desses basta fazer um backup para HD ou pendrive antes da migração, e em seguida restaurar.

Preços do Xbox Novo:
Haverá dois modelos, um com 4GB e outro com 250GB de HD. O primeiro custará R$1299,00, já o segundo sairá por R$1899,00. Ambos vem com WIFI 802.11n.

Os consoles antigos sofrerão redução de preço, o Xbox Arcade sairá por R$999,00, o XBox Elite cai de R$1599,00 para R$1399,00.

Quando:
Xbox Live: 10 de Novembro.

Kinect: 18 de Novembro.

emGames Microsoft