Digital Drops Blog de Brinquedo

E o bambu?

Por em 28 de abril de 2009

Quando o USB surgiu a sensação de frustração, dúvida e temerosa curiosidade diante daquele misterioso orifício recordou muitos nerds de sua primeira experiência sexual. (ok, a vários lembrou a última). Por anos tínhamos o equipamento mas nada para usar com ele (sim, a metáfora sexual continua). As alternativas eram poucas e muito caras (ok, a metáfora foi mais longe do que eu imaginava).

O único periférico disponível era o mouse, mas pagar R$200,00 por um mouse apenas por ser USB? Qual a vantagem? Mesmo hoje em dia não há realmente nenhuma vantagem matadora em ter um mouse USB no lugar de um PS2, ou Bluetooth.

Com o tempo os periféricos surgiram, e hoje é impensável viver sem USB. Tudo funciona via USB, até Grill do George Foreman via USB é capaz de lançarem.

As inutilidades, claro, crescem. Até aqui o campeão havia sido o cachorrinho tarado, mas o Jardim Zen USB conseguiu superar. Vejam a coisa:

O vídeo está sem som, muito provavelmente de forma proposital, pois esse troço deve fazer um zunido irritante constante. Se bem que não é preciso se preocupar, da primeira vez que você esquecer que essa idiotice está ligada no seu notebok você irá levantar, puxar o note, arrastar essa cuba de água para cima de seu computador e tudo terminará em uma grande nuvem de componentes eletrônicos queimados.

A coisa, claro, é japonesa, e custa por volta de US$25,00.

E o bambu? Pergunta pro Sílvio Santos

Fonte: Crunchgear

emHardware

E assim começa: Robô quase mata trabalhador na Suécia

Por em 28 de abril de 2009

O atentado ocorreu em Junho de 2007, mas por motivos obscuros só ficamos sabendo agora que um trabalhador na cidade de Bålsta, norte de Estocolmo teve quatro costelas fraturadas e quase morreu, ao ser atacado por um robô industrial.

O equipamento, usado para levantar pedras pesadas estava aparentemente desligado, mas quando pobre sujeito chegou perto para fazer manutenção no robô, este voltou à vida, agarrou-o pela cabeça e começou a sacudir.

O jornal The Local usa as exatas palavras:

“O homem teve sucesso em se defender, mas não sem antes sofrer ferimentos graves”

“Se defender”. Ninguém se defende de um acidente de carro. Ninguém se defende de um elevador com defeito ou de um aquecedor que explode. O ato de se defender implica alguém (ou alguma coisa) determinado a causar dano.

Outros não tiveram tanta sorte. Em 1981 ocorreu a primeira morte causada por um robô nos Estados Unidos, de lá para cá a quantidade de fatalidades só aumenta, convenientemente disfarçada como “acidentes industriais”.

Hoje robôs industriais possuem sirenes e giroscópios para alertar humanos de sua presença, os mais modernos contam com sensores que identificam obstáculos e desviam para não acertá-los, mas e robôs menores? Em 2002 a ONU estimava para o fim de 2003 600.000 robôs-aspiradores e cortadores de grama. Quais as chances de um acidente? Quantos já ocorreram? Ninguém sabe.

O grande problema não é que robôs sejam inteligentes e malignos e queiram nos destruir. Isso, como aquecimento global é problema para nossos netos, não me interessa. O nosso grande problema é que robôs ainda são muito burros.

Isaac Asimov praticamente resolveu o problema ao criar as Três Leis da Robótica:

1 – Um robô não pode ferir um ser humano ou por inação permitir que um ser humano seja ferido.

2 – Um robô deve obedecer as ordens dadas por seres humanos, exceto quando conflitarem com a Primeira Lei

3 – Um robô deve proteger sua existência desde que tal proteção não conflita com as duas Primeiras Leis

Simples, não?

Será, quando um aspirador ou mesmo o seu PC entender o conceito de “Ser Humano”. Hoje em dia as máquinas ainda não entendem o conceito de “bom senso”, um aspirador esperto desviará de uma criança no chão da mesma forma que desviará de um tijolo.

Nossos robôs estão em sua infância, mas serão crianças de várias toneladas, algumas vezes armadas. Em 1988 um Airbus com 290 pessoas a bordo foi derrubado no Estreito de Ormuz, quando o computador do cruzador USS Vincennes achou que estava rastreando um F14 iraniano. Houve profunda incompetência por parte da tripulação, mas a interface de usuário e as rotinas de tomada de decisão tiveram forte responsabilidade também.

Assustador? Então que tal eu dizer que caso você fique internado em um hospital topo-de-linha, seus remédios serão escolhidos e selecionados por um robô?

Meu problema não é colocar nossas vidas e nossa saúde nas mãos dos robôs. A preocupação é confiar em robôs que ainda são no máximo duas vezes mais inteligentes que o pessoal que fala “Pow, deixei um scrap, me add aí!”.

emIndústria

Aporcalipse Now!

Por em 28 de abril de 2009

A pandemia mundial causada pela terrível gripe suína está se tornando uma espécie de curta-metragem antes do filme principal do Fim do Mundo, graças a maior lente amplificadora de catástrofes inventada pelo homem, a Internet.

Diante do caos geral (pelo menos online) o Governo Americano já elevou o nível de alerta de Steven Seagal para Jack Bauer. Barack Obama espera que o Centro de Controle de Doenças consiga conter a epidemia antes que ele tenha que aumentar o alerta para Chuck Norris ou o topo da escala, Charlton Heston.

Quem sobreviverá? Primeiramente sapos, que demonstraram total imunidade a doenças vindas de porcos, mesmo os mais promíscuos. Depois os usuários de Mac, graças ao Widget SwineFlu, da Spoon Software.

Com marcadores de diversas cores indicando casos confirmados, suspeitos ou alarmes falsos o widget ainda detalha, mediante um clique cada caso.

Rodando em background e continuamente atualizado o widget mostra a localização dos casos conhecidos da assustadora doença, permitindo que nós, donos de Macs planejemos antecipadamente nossa fuga para as montanhas quando o inevitável colapso da Civilização chegar.

Dica via Twitter do Azaghal

emApple e Mac

Não se fazem mais 007s como antigamente

Por em 27 de abril de 2009

Alguns anos atrás os ingleses já passaram vergonha, quando descobriu-se que agentes do Serviço Secreto iam encontrar com informantes em pubs perto da sede do MI5, e esqueciam de tirar os crachás de identificação.

Agora a reputação (fictícia) de um excelente serviço secreto, a duras penas criada com ajuda de Sean Connery, Roger Moore e Pierce Brosnan foi pro ralo de vez:

Na Colômbia uma agente do MI6 inglês esqueceu a bolsa no ônibus. Na bolsa, um cartão de memória não-criptografado contendo nada menos que uma lista de todos os agentes infiltrados e operações secretas inglesas no país, nos últimos 5 anos.

Senão vejamos; a creatura, com todos aqueles gadgets maravilhosos criados pelo Q não usa nem um TrueCrypt da vida, com senha “12345″? No mínimo sem uma segurança básica, garantindo que ninguém tivesse vontade de abrir o arquivo. É simples, basta renomear “listasecreta.doc” para “susanboylesextape.avi”.

Isso, claro, não é o pior. O mais degradante é uma Agente Secreta de Sua Majestade andando de ônibus. Que pobreza, que decadência. James Bond quando estava muito pobre andava de BMW.

Andar de ônibus na Colômbia não é extatamente a vida de glamour, casinos e vodca-martinis batidos, não misturados que esperamos de um agente secreto inglês.

Se bem que é possível que só mandem pra Colômbia os mais incompetentes.

Do lado do Governo de sua Majestade, estimam em milhões de Libras o custo de realocar todos os agentes, antes que a informação caia nas mãos dos chefões do tráfico.

Fonte: Times

emSegurança

Download pirata: Aqui se faz, aqui se paga

Por em 27 de abril de 2009

Eu defendo que o sujeito que compra um DVD pirata não tem moral nenhuma de reclamar se ao invés de Tropa de Elite 4 vier uma sex tape do Morróida, e que baixar o filme do Wolverine para descobrir que era o 2Girls1Cup versão full, bem… faz parte.

Algumas vezes entretanto tenho que reconhecer que o karma foi exagerado. Como no caso de um sujeito que se identificou como “Alberto”. Em uma viagem para o México, resolveu fazer uma graça para o sobrinho e baixar WALL-E.

Como diz o Batman, toda boa ação tem sempre uma punição, e a graça do Alberto gerou uma fatura de US$62 mil em roaming de dados internacional.

Isso mesmo. Nem que a MPAA, RIAA, KAOS e COBRA processassem juntos pediriam US$62 mil por um filme, mas mais maligno do que organizações de gravadoras e estúdios de cinema, só operadoras de telefonia celular.

O cidadão tentou negociar, e conseguiu um descontão: Após muito chorar, WALL-E custará para ele apenas (preço de mãe!) US$17.000,00.

O valor apresentado pela operadora é no mínimo ridículo. Tráfego de dados está sendo tarifado como se fosse SMS, o que já é outro custo igualmente ridículo e irreal.

Por 62 mil dólares dá para contratar um link de satélite, profissional e dedicado. na verdade vários. Um link de 2MBits custa US$20 mil por mês.

Quando uma conexão profissional custa por mês 1/3 do preço de UM download, há algo muito errado (ou certo) no modelo de custos do roaming internacional.

Os pacotes de dados locais também são improvavelmente caros, o maior obstáculo para uma sociedade globalmente conectada está ironicamente nas operadoras de telecomunicações.

Fonte: Ars Technica

emComunicação Digital

A verdadeira loja do iTunes

Por em 27 de abril de 2009

Por incrível que pareça a bizarrice da semana não vem do Japão, e a pirataria descarada não vem da China. A fonte é nada menos que o Oriente Médio. Para ser preciso, Dubai.

A sensacional imagem foi enviada pelo Rafael Madeira, e mostra uma loja de… perucas próxima ao mercado de Ouro do emirado. Chamada… iTunes. Será Steve Jobs diversificando os investimentos? Ou será que os usuários Apple em Dubai são mais… liberais do que no resto do mundo?

Mesmo que seja (ok, é) apenas um caso de pirataria, qual a lógica das Mil Uma Noites que fez o dono de uma loja de perucas usar “iTunes” como nome? É o mesmo que usar “Microsoft” para um botequim.

emApple e Mac

Apple sobre netbooks: De “Hardware vagabundo” pra baixo

Por em 23 de abril de 2009

Tim Cook, CEO da Apple foi mordido por um Steve Jobs radioativo (é efeito colateral) e soltou o verbo, baseado no fato de ser CEO da Apple, e compensar uma queda de 3% nas vendas de Macs com um aumento de 3% nas vendas de iPods (mercado já saturado) e 123% de aumento nos iPhones.

Não é nada não é nada, é lucro recorde, e quem ganha, ainda mais em um mercado em recessão, fala o que quiser. E ele falou:

“Quando olho para o que está sendo vendido no mercado de netbooks vejo teclados apertados, hardware vagabundo, telas muito pequenas, software ruim. Não é uma experiência de uso que colocamos a marca da Apple. Da forma que existe hoje, não estamos interessados nem seria algo que nossos consumidores estariam interessados a longo prazo. Estamos olhando o mercado. Para aqueles que queram um computador pequeno que faça email e navegação, eles podem querer um iPhone ou iPod Touch. Se nós encontrarmos uma forma de prover um produto inovador, que realmente traga uma contribuição, nós o faremos.”

Tradução: Netbooks são um lixo. Quando tivermos algo que vá arrebentar, nós entraremos no mercado.

Tradução 2: Não conseguimos fazer nada bom, pequeno e barato, por isso vamos detonar o nicho inteiro.

Tradução 3: Steve não quer vender netbooks para não popularizar demais a marca. Mas não quer que ninguém venda.

Fonte: Engadget

emApple e Mac