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Something something dark side Silverlight Symbian complete

Por em 16 de março de 2010

A promessa de 2008 se confirmou. A Microsoft acaba de liberar o download de uma versão de testes do Silverlight rodando na plataforma Symbian, mais precisamente S60 5a Edição, como o Nokia 5800 XpressMusic, Nokia N97 e o Nokia N97 Mini.

Conforme vimos hoje no keynote do MIX´2010, o foco da Microsoft para desenvolvimento mobile é Silverlight e a linguagem é C#. Também vimos gente nas mais variadas plataformas de browsers acompanhando o streaming via Silverlight.

Scr000003A Tecnologia é intrínseca ao Windows Phone 7, com resultados impressionantes. Vimos ao vivo a criação de um cliente Twitter em 5 minutos e um álbum de fotos em 8.   

A vantagem aqui é que antes de vender telefones, a Microsoft é uma empresa de software, então quanto mais developers developers developers, melhor. E que forma mais eficiente de atrair developers do que a facilidade de desenvolver aplicações de conteúdo rico para múltiplas plataformas com pouco ou nenhum trabalho de adaptação?

Boatos fortes dizem que a Novell lançará Silverlight (ok, Mono) para o iPhone. Também á comentários de uma versão para Blackberry e a ZD Net cita uma versão interna para Android. Se isso se concretizar a Microsoft terá dominado TODO o ambiente de desenvolvimento mobile.

Se esses runtimes todos funcionarem de forma consistente a concorrência será pulverizada. Resta saber da performance. Em meus primeiros testes no N97 a velocidade está semelhante a aplicações nativas, e bem melhor que qualquer coisa que Java jamais fez para ambiente mobile.

Dará certo? Bem, o Silverlight como quem não quer nada foi xingado e abominado pelos freetards como uma “cópia do Flash”, teve sua morte anunciada diversas vezes e hoje está pesente em 60% dos PCs com acesso a Internet.

Extrapole isso para um desenvolvedor de jogos, por exemplo, que pode gerar programas para 3 ou 4 plataformas diferentes, com pouco ou nenhuma alteração de código. Qual o incentivo para esse desenvolvedor escrever em Objective C?

O SIlverlight tem grande possibilidade de se tornar o padrão de facto para desenvolvimento mobile. Quem não gostar pode ir chorar no colo do Eclipse e desenvolver aplicação J2ME para o OpenMoko. Já quem sabe que Resistance is futile, pode clicar neste link e baixar gratuitamente as ferramentas de desenvolvimento do Windows Phone, compostas de:

 

  • Visual Studio 2010 Express for Windows Phone CTP
  • Windows Phone Emulator CTP
  • Silverlight for Windows Phone CTP
  • XNA 4.0 Game Studio CTP

Não se esqueça de baixar as Apps de desenvolvmento Symbian, com direito a emulador.

emCelular Computação móvel Mercado Mobile Software

Microsoft Mix´2010 – Cobertura ao Vivo

Por em 15 de março de 2010

A Microsoft está prometendo “epic shit” pro keynote de abertura da Mix 2010, sua conferência anual de developers, developers, developers. Os keynotes poderão ser acompanhados ao vivo através deste link e estaremos comentando abaixo, ao vivo. As apresentações começam às 13h de hoje.



emDestaque Indústria

A Internet Pornô é uma série de tubos

Por em 15 de março de 2010

Até os anos 70 o mundo pornô viva em guetos, a produção era em sua maioria voltada para a mídia impressa, com filmes de qualidade questionável passando em cinemas mais questionáveis ainda. A saída para quem queria ver sacanagem sem ser barbarizado por uma gangue de travestis halterofilistas punks nos cinemas do Centro do Rio ou de SP eram os filmes europeus, mas a parte ruim era que para isso teriam que assistir filmes europeus. Dúvida cruel.

No final dos anos 70 e começo dos 80 veio o boom da (com cacófato) indústria pornô, o videocassete deve a esta sua popularização e a indústria deve aos videocassete seus Anos Dourados. Um casamento perfeito. O público consumidor podia ir na locadora, entrar na salinha reservada e escolher tranquilamente o filme do dia, entretendo-se com obras de gente como Traci Lords, Ginger Lynn, Marilyn Chambers e Dick Rambone, se for a sua praia.

porn

A indústria de entretenimento adulto tem faturamento de 15 bilhões de dólares nos EUA, 90 bilhões no mundo. No mercado americano ela vale mais que as franquias de futebol, baseball e basquete combinadas. São feitos entre 4.000 e 11.000 filmes por ano, dependendo do seu conceito de filme. Mas esses números são enganosos. Tão enganosos quanto as esperanças dos produtores que acreditavam que a Internet iria deixar todo mundo rico.

O que aconteceu foi o contrário. A banda larga foi o prego na tampa do caixão das esperanças de recuperação do Mercado. Se há um conteúdo que todo mundo consome de fonte pirata sem nenhum tipo de crise de consciência é o pornô. O material é descartável por natureza.

O fato de poder ser consumido fora de contexto faz com que ao contrário dos discos do Pink Floyd filmes pornô possam ser desmembrados (epa!) sem prejuízo para o espectador. Esse conteúdo sempre existiu, mas a facilidade de acesso é o que mata. Existem mais de MIL sites no estilo PornoTube, RedTube, MeatTube, etc. 99,99% do conteúdo é pirata.

Some a isso os vídeos amadores e as webcams, e temos um caso onde o consumidor vira produtor e dispensa não só o intermediário como também o Produtor Profissional. Igual à Velha Mídia, o mercado pornô não tem como competir com a agilidade da Internet, nem com sua gratuidade. Vide o ChatRoulette.

Steven Hirsch, fundador da Virgin Entertainment é dramático em sua colocação (epa2):

“Estamos lidando com a Tempestade do Século: Declínio na venda de DVDs, pirataria generalizada, conteúdo gratuito e uma economia fraca. É o pior que já vi nesta indústria nos últimos 25 anos”

As grandes produtoras procuram na Justiça uma forma de diminuir essa sangria, mas como já dito, são milhares e milhares de sites, até um conteúdo sair do ar ele já está queimado, usado e descartado como um filme pornô em VHS.

Temos um cenário onde só quem não ganha é quem PRODUZ o conteúdo. Por enquanto a indústria sobrevive pois ainda há muitos velhos luditas que não sabem usar o Google e manés dispostos a PAGAR por conteúdo adulto, mas a nova geração dificilmente gastará um centavo com isso. Lembre-se, o ChatRoulette conseguiu dar um passo adiante da famosa pergunta do chat do UOL “tem cam?”

O lado trágico é que dessa forma ninguém nunca mais investirá US$8 milhões em um pornô, como o magnífico Pirates II – Stagnetti´s Revenge:

 

Fonte: Little About

emIndústria Internet

Computador não engorda, a culpa é da TV

Por em 13 de março de 2010

Um estudo feito por Pernilla Garmy, enfermeira de uma escola em Lund, Suécia analisou questionários enviados para os pais de todas as crianças cursando o Primário na cidade. Os resultados foram surpreendentes.

comic_book_guy Aparente as crianças que passam muito tempo no computador não apresentavam excesso de peso fora da média, o grande fator determinante foi a televisão. Crianças que passavam muito tempo vendo TV respondiam por uma quantidade anômala de casos de obesidade.

A teoria é que o uso de computadores requer muito mais movimentação por parte da criança. Também lembro que atividades que estimulam o cérebro como jogos e multitasking aumentam o consumo de glicose. Pensar cansa.

Já ver televisão é uma atividade totalmente passiva, sendo que ainda complementamos com pipoca, Coca-Cola, Bacon, torresmo, orelha de porco, tacos e seja lá o que mais as pessoas comam enquanto assistem Big Brother.

Agora só falta provarmos pros pais a falsidade de OUTRO grande mito: Que videogame estraga televisão.

Fonte: The Local

emMiscelâneas

Winamp lança loja digital. Breaking News: Winamp ainda existe

Por em 13 de março de 2010

Quando o Windows Media Player ainda era uma criança e um MP3 levava 10 minutos para baixar no Napster o melhor programa para tocar música no PC era o Winamp. Com o tempo ele foi se enchendo de penduricalhos, surgiram centenas e centenas de concorrentes e ferramentas como iTunes e o WMP se tornaram mais completas e integradas do que um simples player cheio de penduricalhos.

Mesmo assim o Winamp resiste, não quer o mesmo destino do Eudora e do HotDog.

Agora fizeram um acordo com a 7 Digital, a empresa britânica líder na área de distribuição de conteúdo digital para o mercado B2B. Os usuários do Winamp poderão comprar músicas de dentro do programa, aproveitando o acerto de 6 milhões de faixas da 7 Digital.

Segundo o blog oficial do programa, usuários dos EUA e do Reino Unido já podem utilizar a loja. Dentro de algumas semanas o resto da Europa. Como? Brasil? qua-qua-qua.

7digital-store-winamp

 

Fonte: DowloadSquad

emÁudio Vídeo Fotografia

Pink Floyd vence processo contra EMI

Por em 13 de março de 2010

Após uma longa batalha judicial a Suprema Corte britânica deu ganho de causa à banda Pink Floyd. O motivo foi uma quebra de contrato onde a gravadora estava proibida de vender singles sem a autorização da banda.

Talvez o maior benefício da distribuição digital tenha sido a volta do single, um formato não muito apreciado pela maioria das bandas, que durante décadas usaram e abusaram da facilidade de enfiarem 10 músicas ruins e 2 boas em um álbum, e quem queria uma qualidade melhor do que a 5a geração de uma fita K7 ou algo gravado do rádio, comprava.

porco Hoje podemos entrar em uma loja online e escolher apenas as faixas que nos interessam. O próprio ato de ouvir música mudou. Playlists misturam artistas diferentes, muita gente gosta de ser surpreendida pela função Shuffle e misturar Supertramp com Rita Lee.

Assim, a princípio a ação do Pink Floyd parece algo criado para cercear nossa liberdade como consumidores, um estratagema maligno para nos forçar a comprar álbuns inteiros e não apenas as músicas boas. Mas não é assim que a banda toca (literalmente).

A alegação –entendida pelo Juiz- é que os álbuns conceituais da banda são criados como uma peça única. As músicas são parte de um todo. Esquartejá-los e vender as partes destruiria a integridade artística da obra.

Como havia uma cláusula contratual proibindo não há muito o que discutir, mas será que outras bandas usarão essa justificativa para tentar bloquear downloads de faixas individuais?

Não é preciso ser fã do Pink Floyd para entender The Wall como uma obra única, fechada e que só pode ser apreciada em sua genialidade como um todo, mas muito dificilmente fãs de Hanna Montana ou das Popozudas do Funk entenderão os álbuns de seus err… “artistas” favoritos como peças conceituais.

Em nenhum momento o Pink Floyd está dizendo como você deve escutar o álbum, não é uma daquelas campanhas idiotas cheias de DRM que apostam que iremos comprar uma cópia da música para cada player que temos em casa. O que estão exigindo é o direito de que a obra seja VENDIDA como um todo.

Ninguém compra livros por capítulo, muito menos filmes baseados em cenas. “ah mas um filme é uma obra fechada”. Perfeito, e que tal filmes como Kill Bill, cujos capítulos funcionam de forma independente? De todos os direitos talvez um dos mais fundamentais para um artista seja poder decidir como sua obra será vendida.

A medida com certeza acarretará perda de vendas, mas a banda está colocando a obra na frente do dinheiro. O que não deixa de ser fácil depois que você tem uns 70 anos de carreira e já faturou algumas centenas de milhões de dólares. Por isso mesmo, fiquem tranquilos, essa moda não vai pegar.

Fonte: Crunchgear

emÁudio Vídeo Fotografia Indústria

Bem-vindo ao Open Source, Google. Android com Bing

Por em 11 de março de 2010

O Android está sendo um excelente experimento, a adoção por parte dos fabricante está sendo boa, mesmo com o Google cometendo alguns erros primários, como o lançamento de um aparelho de marca própria. (isso desagradou muita gente)

Os celulares disponíveis com Android vão do medíocre ao excelente, o Motorola que o Nick Ellis está usando é tão bom que o fez desistir do iPhone. E ainda falam que a macfagagem é um caminho sem volta.

Aparentemente tudo está dando certo para o Google, certo?

android-fail-whale Mais ou menos. A Motorola por exemplo acaba de anunciar um acordo com a Microsoft; irá incluir os serviços Bing em seu novo smartphone a ser vendido no mercado chinês. Podem fazer isso? Claro, o telefone é deles, o sistema operacional é open source. O Google não pode fazer absolutamente nada.

Pior; o Google não ganha nada com o Android, a idéia de geração de receita é estimular o uso dos serviços online da empresa, como Mapas e Busca. Ao fazer um acordo como esse a Microsoft tirou o leitinho da boca do Sergey. Lembrem-se, o Windows Mobile Phone tem custo de licenciamento, então mesmo que você compre um aparelho WM apenas para o Stallman quebrar, a Microsoft já terá faturado uns caraminguás.

Se o futuro estiver mesmo na Nuvem como todos acreditam, produzir um sistema operacional mobile open source que sequer amortize seus custos deixa de ser algo atraente e se torna uma despesa a mais, você está a mercê da concorrência que pode perfeitamente produzir serviços agregados MAIS atraentes que os seus.

Por quanto tempo o Google continuará investindo no Android se o Bing ou o Yahoo(caso ressuscite) se tornarem majoritários?

Talvez o lançamento do Nexus One seja uma espécie de Plano B, para garantir uma renda real e ao mesmo tempo se tornar uma plataforma de referência, uma forma de apresentar uma versão kosher do Android.

Do jeito que está o Google tem um sistema operacional mobile bem-sucedido (o que é estrategicamente crucial) mas o fato de ser open source adicionou uma camada de complexidade. Para dar dinheiro o sistema tem que ser bom e os SERVIÇOS do Google tem que apresentar igualmente qualidade. Só isso garante que uma Motorola não mude as aplicações para o pacote Bing.

Então o modelo Open Source não presta para sistemas operacionais mobile?

Outro dia um freetard sofrendo de alucinações colocou em um mapa de aplicações o Open Source como a metodologia dominante no mercado mobile (usando o Symbian como argumento, como se ele tivesse conquistado seu share já open). Não é preciso delirar assim. Basta seguir os blogs de tecnologia, é fato que Androids NÃO são openmokos e tuxphones. Funcionam bem, vendem bem.

A questão estratégica é que dado o modelo de monetização indireto do sistema operacional mobile open source, quem se aventurar tem que ser competente não em uma, mas em duas áreas de expertise: SO E Serviços. Quem entrar achando que open source significa mão-de-obra gratuita descobrirá que o modelo é MUITO mais cruel e darwinista do que imaginam.

googlequitanda

Claro, apesar das evidências fotográficas o Google não é uma quitanda, então a menos que façam algo muito errado, ainda veremos por muito tempo o único robô que parece mais uma lata de lixo do que o R2D2. A menos que a maior praga que atinge projetos Open Source, a fragmentação de versões não seja resolvida, e rápido.

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