Digital Drops Blog de Brinquedo

Windows vs Linux – estilo Big Bang Theory

Por em 25 de novembro de 2009

Big Bang Theory é a sitcom preferida de 9 entre 10 geeks, até por mostrar geeks com vidas normais, ao contrário da versão melodramática de IT Crowd (que gosto muito mas de vez em quando cansa) ou da versão idiota de todo filme com “nerd” no título.

O ambiente dos personagens é cuidadosamente pensado, a direção de arte está de parabéns, quase todas as citações de tecnologias são existentes, inclusive o Age of Conan, que tanto trabalho deu a Penny.

Legal é que isso abre espaço para ações de merchandising como Sheldon Cooper (aka Batman) usando Windows 7 em seu notebook…

Detalhes de cenografia como os manuais da Microsoft Press espalhados pelo apartamento…

Ou Leonard Hofstadter usando uma camiseta do Konqueror.

Como espectador acho o máximo esse tipo de detalhismo. Demonstra que há respeito pela inteligência de quem assiste.

Fontes:
Microsoft Press – via comentário do Fabiano
Konqueror – via Daniel Penasio
Windows 7 – via eu mesmo

emMiscelâneas

Microsoft libera Micro Framework .NET como Open Source

Por em 25 de novembro de 2009

Peter Galli, Open Source Community Manager da Microsoft anunciou no blog PORTA 25 que o Micro Framework .NET 4.0 está sendo disponibilizado em regime de Open Source.

O MF .NET é um ambiente extremamente enxuto, projetado para rodar aplicações .NET que utilizem um subset do Framework completo. Ele é compatível com CPUs mobile, como ARM, e roda no XBOX360. O footprint de memória é ridículo, meros 300KB.

Todo o código-fonte foi disponibilizado sob a licença Apache 2.0 (compatível com GPLv3), exceto as rotinas de criptografia, que segundo a Microsoft são utilizadas em outros produtos, e o stack TCP/IP, que é licenciado de terceiros e portanto não pode ter seu fonte disponibilizado.

Fonte: TuxRadar

emOpen-Source

Microsoft: Gênio ou Gênio do Mal?

Por em 25 de novembro de 2009

Uma das melhores formas de ganhar dinheiro é descobrir um nicho inexplorado e ser pioneiro. Pode ser uma variação geográfica de algo inexistente, como uma nova mina de Ouro, ou uma revolução tecnológica, como o Petróleo.

Raramente vemos inovações do segundo tipo, mas desta vez talvez sejamos testemunhas oculares da História, no melhor estilo Repórter Esso.

A idéia é enganosamente simples: Já repararam que ninguém cobra para ser indexado pelo Google? Só que conteúdo é a BASE do valor agregado do Google, não importa indexar bem se você não tiver o que indexar. As pessoas querem esse conteúdo de qualidade bem indexado.

Então… que tal quem tem esse conteúdo passar a vender o direito de indexação?

A proposta envolve a Microsoft e a News Corp, o mega-complexo editorial de Rupert Murdoch, uma espécie de filho do Assis Chateaubriand com Roberto Marinho, Cidadão Kane, Lex Luthor e Satã. As empresas de Murdock vão da Fox News ao Wall Street Journal, ele é um magnata da mídia como há muito não se via. E odeia a Internet.

Diz com todas as letras que os sites de indexação roubam seu conteúdo, são parasitas, etc.

O acordo com a Microsoft seria algo que preencheria essa necessidade de remuneração; A Empresa do Dr Ballmer pagaria uma fortuna pelo direito exclusivo de indexação dos sites da News Corp. Só de TV a cabo são 18 canais.

Assim quem quisesse conteúdo noticioso do grupo, teria que procurar no Bing. De uma hora para outra o serviço do Google News perderia muito de seu apelo.

A idéia é genial. A quem pertence o conteúdo dos sites de notícias? à News Corp. Ela não tem o direito de usar uma regra no robots.txt indicando quem deve indexar seus sites? Muitos blogs fazem isso e banem robôs de portais que não dão retorno, ou consomem muito recurso para pouco link, como o Yahoo.

A alteração não afetará quem acessa os sites via RSS, ou diretamente. Mexerá apenas no tráfego via buscador. O Google por sua vez não é uma ONG, está lucrando e muito com o conteúdo indexado. O racional é que os sites lucram com a visitação que o Google manda, mas em um ambiente capitalista outro player está oferecendo a visitação MAIS uns caraminguás.

Pela primeira vez o conteúdo de busca deixa de ser um bem comum e se torna um produto. O site de busca deixa de ser escolhido apenas pela qualidade da busca, mas também pelo material indexado.

Vai pegar? Não sei. É uma idéia maligna? Talvez. É uma idéia genial? Com certeza.

De tudo isso só sei de uma coisa: Acabou a brincadeira, os jogadores profissionais entraram em campo. Mais uma faceta inocente da Internet MOR-REU.

Fonte: Guardian

emGoogle Internet

Windows 7: Paraíso de Pedófilos ou Inferno de Políticos sem-noção?

Por em 23 de novembro de 2009

A manchete é escandalosa: “Microsoft Windows frustra esforços da polícia em reduzir pornografia infantil” A imagem mental invocada envolve Ballmer gargalhando, bebês-pinguins sendo barbarizados e fotos da Miley Cyrus.

Na prática, vejamos o que diz o artigo:

Hetty Johnson, ativista de segurança infantil fez o “alerta”, e cita Adrian McCullaugh, especialista em Cyber-Leis da Universidade de Queensland, Austrália. A declaração de Mr McCullaugh é de uma contradição só:

“A Microsoft sempre foi criticada por sua segurança inadequada, agora implementaram um systema de segurança robusto que trará problemas e vantagens. Há razões legítimas para criptografia, mas também há razões criminosas”

O cidadão é membro de um comitê do Governo Australiano que cuida de cybersegurança, e fala coisas como:

“Se o novo produto [Windows 7] der aos pedófilos proteção para continuarem a machucar crianças ficarei extremamente desapontado. Eu espero que a empresa tome atitudes para corrigir isso”

Basicamente o sujeito está falando do Bitlocker, tecnologia de criptografia que permite encriptar on-the-fly discos no Windows. Infelizmente os especialistas australianos deixam a desejar, pois Bitlocker foi lançado com o Windows Vista. Reclamar dele agora não faz muito sentido.

Mais ainda, ao o discurso é perigosamente fascista. Chega perto do PreCrime, do Minority Report. As pessoas são culpadas, ou pelo menos suspeitas antes mesmo do crime. Querer proibir uma tecnologia porque ela pode, PODE ser usada de forma maligna é puro medo do desconhecido.

É algo que espera-se de Cuba, China, Coréia do Norte, Brasil, não de países como a Austrália.

Principalmente, é uma caixa de Pandora que quando aberta não poderá ser fechada. No Japão celulares obrigatoriamente piscam e fazem barulho quando tiram fotos, para evitar que tarados façam imagem das calcinhas das japinhas em escadas rolantes, metrô, etc. Uma incidência maior de casos e alguém proporá (se já não propôs) banir telefones com câmeras.

Câmeras são mais usadas do que criptografia, por pedófilos. Seria o caso de bani-las?

Quando abrimos mão de liberdades individuais dos outros em nome de um bem coletivo cometemos algo ruim, pois punimos quem mais tem a se beneficiar com a liberdade removida, e não é o pedófilo. É o inocente que quer manter sua privacidade, seus dados fora dos olhos de chefes curiosos e um Governo questionável.

O tarado, o terrorista, o subversivo, esse sabe usar muito bem as ferramentas gratuitas disponíveis por aí, que fornecem inclusive bem mais proteção e segurança de que não possuem qualquer backdoor, coisa que a Microsoft jura não existir, mas quem saberá?

Seguindo a lógica irracional dos “especialistas” devemos acabar com o OpenSource, afinal 90% dos sites de pedofilia rodam em ambiente LAMP. E sem falar na eletricidade. Todo caso de pedofilia registrado em vídeo fez uso de eletricidade. Não é hora de alguém ver a correlação?

De resto, imagino o piti que esses “especialistas” dariam se conhecessem Nanami Madobe, a personagem da ilustração acima e mascote do Windows 7 no Japão. OK, talvez entrassem em modo-galvão e dissessem “eu já sabia!”

Fonte: CourierMail

emInternet Software

Silverlight 4 – coisa de gente grande

Por em 23 de novembro de 2009

O Silverlight é visto por gente de fora como uma mera alternativa ao Flash, o que é uma visão absolutamente limitada, revertida com o que quase nenhum crítico faz: 5 minutos de leitura. Da documentação, não da Wikipedia, lá falam que o Silverlight é Flash mesmo.

Infelizmente para a Adobe o Flash foi criado por designers para designers e durante muito tempo programar em Flash foi um pesadelo. Hoje é só um horror. Já o Silverlight foi feito para developers developers developers, pensado como um framework, não uma ferramenta de animação no estilo do Flash. Silverlight não tem timeline.

A versão 4, apresentada no PDC impressiona. Mesmo. Além de recursos como integração ao Visual Studio 2010, 60 controles diferentes para formulários, live data binding, o Silverlight 4 agora compartilha binários com o .Net. Não é mais “escreva uma vez, compile várias vezes, rode anywhere”. É rode anywhere e pronto. Ah sim, falei dos canais TCP/IP? Pois é, diga adeus a HTMLhttp, se o desenvolvedor quiser pode transferir dados de forma muito mais eficiente.

O mais impressionante entretanto foi uma demonstração neste vídeo aqui – avance para 1h23min. Utilizando os recursos do Silverlight é exibida no Internet Explorer uma página HTML. No caso YouTube, tocando o RickRoll. Um toque de botão e página é transformada em um brush, aplicado a um objeto de interface Silverlight.

A página se torna um quebra-cabeças, com várias peças espalhadas aleatoriamente. O apresentador as movimenta com os dedos (esse touch não falhou) enquanto o vídeo continua tocando, recortado em várias peças.

É um tipo de poder que não se vê todo dia, e com a habilidade do Silverlight de se “destacar” do navegador e virar uma aplicação stand-alone, o tal futuro ChromeOS de tudo rodando no Browser pode até se tornar realidade. Mas não pelas mãos do Google.

emInternet Software

Windows 7, Ultramen e Murphy

Por em 23 de novembro de 2009

Um dos vários eventos de lançamento do Windows 7 no Japão contou com duas presenças especiais: Dois Ultramen, uma promoção conjunta com o lançamento do novo filme da franquia.

Infelizmente outra presença constante de apresentações bateu cartão: Murphy. Na falta de Bill Gates o alvo foi Yasuyuki Higuchi, CEO da Microsoft Japão. Inicialmente tudo estava dando certo, mas de uma hora para outra o multitouch não funcionou mais, o que provocou extrema irritação. Higuchi-sama tenta disfarçar mas sai do palco, provavelmente para confirmar se sua equipe técnica já cometeu seppuku nos bastidores.


O vídeo vale ser visto até o final, afinal não há filme de Ultraman sem monstro, e não nos decepcionam. Além da japinha edificante apresentando tudo.

Quanto ao Windows 7, confesso que não estou muito preocupado com as falhas de performance do multitouch, até porque meus monitores por enquanto são todos cheios de não-me-toques.

Fonte: Sankaku Complex

emIndústria Software

Nem os mortos escapam dos Wikitards

Por em 23 de novembro de 2009

A Wikipedia é uma excelente idéia com alguns problemas. Primeiro, os ideológicos. Ao não assumir que são um SITE, e que seus leitores têm discernimento suficiente para entender que um banner NÃO vai transformar a Wiki em algo tendencioso, manipulável, impreciso e não-confiável.

Até porque ela já é isso tudo.

Assim ao invés de faturar estimados US$200 milhões/ano com publicidade, a Wikipedia vive de pedir esmola, a meta agora são patéticos US$7,5 milhões, coisa que gente como Bill Gates tem no cinzeiro de moedas.

O buraco entretanto é muito maior e mais embaixo. Sete palmos, pelo menos, pois a politicagem e arrogância da Wikipedia atinge até quem não tem como se defender. No caso o Daniel Pádua, que morreu dia 20 de Novembro.

Eu não conhecia o Daniel. Sei que era envolvido em um monte de movimentos, cyberativista e ganhou obituário no BR-Linux, e se o Augusto fez isso, o cara era sério.

Mas não sério o bastante para merecer uma página na Wikipedia. A que foi criada está sendo cruelmente removida repetidas vezes. A última informação é que um CyberTruculento que se esconde sob o pseudônimo “Algébrico” classificou a página como… SPAM.

Curioso como todo cybercovarde adora um pseudônimo.

Outro CyberDitador diz que a página foi removida por ser uma “Biografia sem relevo enciclopédico“. Curioso uma criatura tão irrelevante ter sua morte anunciada no Estadão e no GlobalVoices, por exemplo.

Só o fato de estar envolvido com a criação do blog da Presidência da República já é suficiente para tornar a carreira de Daniel Pádua relevante. Ou não, talvez a Wikipedia só considere relevante organizador da campanha do Obama pra cima.

Os wikitards conseguiram ser piores que os freetards, pois enquanto o pessoal do Software Livre reage a críticas dizendo “vai lá e faz você”, ao menos distribuem o código-fonte. Já o pessoal da Wikipedia MENTE, dizendo que “A WIKI é livre, contribua, não critique”. Estou vendo o pessoal contribuir e tomando na cabeça. E agora?

Enciclopédia livre MY ASS.

De resto, fica claro que os critérios são totalmente pessoais e birrentos. Do contrário como explicar que um ativista como o Daniel não possa ter página na Wikipedia, e o MrManson possa ter?

Nota: O parágrafo anterior refere-se a relevância enciclopédica do Manson, dentro dos parâmetros loucos da Wikipedia. Quanto a pessoa não tenho críticas, pois apesar de passar o dia inteiro pensando em coisas pra fazer com um cara magrelo de sunga vermelha, o Manson me manda chicletes pelo correio, e isso é legal.

 

Atualização: Acompanhe a palhaçada na página de votos de eliminação do verbete.

emInternet