Digital Drops Blog de Brinquedo

Mini-Helicóptero Autônomo – Run Sarah Run

Por em 19 de outubro de 2009

Equipamentos de vôo autônomo usando GPS e outros sistemas de navegação assistida não são novidade. Toda vez que entra em um avião você está confiando sua vida em um desses. Complicado é navegar de forma autônoma em um ambiente desconhecido, sem GPS ou tecnologia similar.

O protótipo abaixo usa câmeras estéreo e lasers para identificar passagens, calcular trajetória e mapear em 3D um ambiente.

Há inclusive um modo onde ele percorre todos os espaços acessíveis, montando uma planta que pode ser repassada para unidades de resgate, por exemplo.

Desenvolvido pelo Robust Robotics Group do MIT, embora seja apenas um protótipo de testes, já ganhou competições de aeronaves robóticas autônomas.

Além de caçar mães de futuros líderes da Resistência, esse tipo de tecnologia pode ter usos bem mais benignos, como manobrar em segurança uma aeronave com o piloto incapacitado. 

Fonte: Slashdot

emHardware

DNA no Seu iPhone?

Por em 19 de outubro de 2009

Eu sei, eu sei. Como bo internauta da velha guarda você lembrou imediatamente da história do pobre Leonan e seu Dreamcast. Foi um caso traumático, reza a lenda que o coitado chegou a mudar o nome para Dori, tentando se distanciar da história, mas o DNA deste post tem origem bem mais família.

É uma empresa francesa que oferece um serviço tão inédito quanto inútil: Por módicos 99 Euros a Helys enviará para sua casa um kit de coleta de células; de posse de seu tecido epitelial buco-bochechal, eles prometem sequenciar parte de seu DNA e criar imagens para usar como fundo de tela do iPhone.

Ainda dá para escolher qual padrão de cores falsas você prefere, tudo em um arquivo 320×480, prontinho para seu iPhone. Não são legais?

Claro, a menos que você tenha acesso a sequenciadoras, saiba fazer gels e esteja familiarizado com PCR a ponto de cantar sobre isso, não há chance de conferir se a sequência exibida no arquivo de imagem é sua ou não. Pensando bem nem seus amigos saberão, a menos que sejam PNC* o suficiente para conseguir uma amostra de seu DNA, sequenciá-la, identificar a região equivalente ao arquivo original e então compará-la.

* Pesquisadores, Naturalistas, Cientistas – Pensou que fosse o quê, a sigla?

A idéia dos caras é excelente, e dada a semelhança genética entre as formas de vida da Terra, podem perfeitamente colocar uma amostra retirada de uma salsinha e ninguém perceberá. Se bem que se o sujeito gastar 99 Euros nisso, se usarem DNA de jumento ficará indistinguível da mesma forma.

Fonte: Textually

emApple e Mac Ciência

Segurança é problema de BIOS

Por em 14 de outubro de 2009

Durante um tempo fui guardião informal de uma rede de 13 máquinas. Todo dia aparecia algum problema. Acabei tirando um sábado, fui para o trabalho e testei tudo, sem ninguém por perto. A rede funcionava maravilhosamente bem, comprovando minha teoria de que o problema era os usuários, eliminando-os tudo funcionava.

A maior parte das invasões se dá por burrice ou arrogância. Já vi servidores Windows sem updates por mais de 1 ano, com a justificativa “o firewall nos protege”. Também já passei por uma ótima: O cidadão insistia que Linux era maravilhoso perfeito e completamente a prova de invasões.

Tentei explicar que não existe sistema perfeito, que mesmo o BSD tem falhas, etc, etc, o cara não aceitou. Apontou pra máquina e disse: “Invade aí”.

Era uma instalação Linux antiga, com LILO. Na minha frente. Resetei, quando apareceu a solicitação do sistema a carregar, bastou digitar “Linux single”. Pronto, entra-se no modo de emergência, logado como root, sem senha. Mudei a password e fiz o sujeito implorar pelo acesso de volta a máquina.

Essa arrogância de “não serei invadido, sou espertão” de forma alguma é exclusiva dos freetards. Vejam a lista de passwords mais populares do MySpace, segundo uma pesquisa envolvendo 34.000 senhas, feita em 2006:

password1
abc123
myspace1
password

Só esqueceram a minha favorita, “*******” (só asteriscos) – sério, há gente “esperta” que usa isso.

Em tempos onde o passatempo de desocupados é invadir contas alheias, todo cuidado é pouco. Senhas curtas não funcionam mais, qualquer ataque de força bruta as derruba. A melhor lição que posso passar adiante é tirada direto de Jack Bauer: use uma senha tão complicada que nem você sabe.

Existem excelentes programas para gerenciamento de senhas, como KeePass, do Portable Apps ou o 1Password, para Macs. Eles se integram com seu navegador, que em geral também tem um bom sistema de armazenamento de senhas. Com isso você não precisa usar mais combinações de username/senha fáceis de lembrar como “brokeback”, a senha-padrão do Morróida.

Costumo usar senhas geradas pelo PCTools, que tem um excelente aplicativo online, dá inclusive a senha em versão fonética:

Password: 36duheS8a587A8UbucegUdUp3d&thUx2MAXuyUSwuP7-XaqedRE$EX9
Phonetics: Three –
Six – delta – uniform – hotel – echo – SIERRA – Eight – alpha – Five –
Eight – Seven – ALPHA – Eight – UNIFORM – bravo – uniform – charlie –
echo – golf – UNIFORM – delta – UNIFORM – papa – Three – delta –
Ampersand – tango – hotel – UNIFORM – x-ray – Two – MIKE – ALPHA –
X-RAY – uniform – yankee – UNIFORM – SIERRA – whiskey – uniform – PAPA
– Seven – Dash – X-RAY – alpha – quebec – echo – delta – ROMEO – ECHO –
Dollar – ECHO – X-RAY – Nine

Usando um gerenciador de senhas você só precisa se lembrar de UMA, e aí dá para ser algo muito, muito grande e difícil.

É prático? Não, mas enquanto não tivermos equipamentos de biometria realmente confiáveis e integrados aos nossos computadores celulares e quaquer outra coisa que acesse internet, ainda dependeremos de coisas arcaicas como senhas.

Paranóia? Talvez, mas Kissinger já dizia que mesmo os paranóicos têm inimigos.

Fonte: Ars Technica

emSegurança

Windows 7 – Será que vão acertar até na propaganda?

Por em 14 de outubro de 2009

Não falo dos filmes recentes, como aquela espetada na Apple que junto com os imunusupressores fez Steve Jobs sentir gosto de bile. A referência são aqueles patéticos filmes com Seinfeld, quando a Microsoft achou que poderia ser engraçadinha sem deixar de ser séria, corporativa e adulta.

Aqueles erros pelo visto viraram lições, e o Windows 7 trará um benefício extra: Conteúdo. Uma das peças preparadas para o lançamento será um programa de TV de nome “Family Guy Presents: Seth & Alex’s Almost Live Comedy Show”

Seth McFarlane é o profissional mais bem-sucedido da TV atualmente, ano passado assinou um contrato com a Fox que rendeu por baixo US$100 milhões, e nem falamos nos “por fora”. Ele hoje tem no ar Family Guy, American Dad e The Cleveland Show, com sucesso o suficiente para criticar abertamente a Fox, mesmo indo ao ar pela Fox.

O programa irá ao ar durante o lançamento do Windows 7, foi escrito por Seth McFarlane, Alex Borstein (a voz de Lois Griffin) e -aqui entra o medo- as agências de propaganda envolvidas com o projeto. A idéia é um conteúdo patrocinado, sem comerciais.

Vai dar certo? Não sei. Como nunca fui fã de Seinfeld não achei grande surpresa os comerciais com ele não serem engraçados, mas dizem os que acompanhavam a série que soaram como sacrilégio.

Em alguns dias saberemos se a Microsoft E o criador de Lois Griffin, a melhor MILF da animação atual deram uma dentro.

Fonte: The Register

emIndústria Software

Grande Concurso: Ganhe 5 cópias do Windows 7 Ultimate

Por em 14 de outubro de 2009

O MeioBit foi escolhido como um dos blogs participantes desta promoção: A Microsoft vai disponibilizar 7 cópias do Window 7 Ultimate na faixa,versão final, para vocês queridos leitores. Eu sugeri vender no Fórum com um desconto camarada de 5%, mas insistiram em sortear.

Por isso você, nobre ser evoluído que frequenta o MeioBit, poderá levar para casa uma cópia do melhor sistema operacional da Microsoft desde o Windows XP, esnobar seus amigos, fazer sucesso com as mulheres e alcançar o sucesso profissional que até então só quem tinha a camisa dos 3 lobos conseguia.

Das 7 cópias uma foi para o MeioBit Foto, outra para o MeioBit Games, mas o filé é nosso, do MeioBit de Raiz.

Para ganhar uma dessas 5 cópias, é simples: Você precisa escrever uma história, fazer um vídeo, uma música, um photoshop. Crie algo que me comova, algo que faça com que eu fique tocado (no bom sentido) e ache que você realmente merece um mimo que lá fora custará uns US$320,00.

Poste sua obra nos comentários deste post.

As 5 peças mais comoventes serão agraciadas com uma cópia do Windows 7 Ultimate em Português.

Você tem até o dia 20 para publicar sua peça. Dia 21 faremos a avaliação, entraremos em contato e dia 22 serão anunciados os vencedores. A Microsoft enviará os windows a partir do dia 23 de Outubro.

Bote sua imaginação para funcionar, capriche no lado piegas, criativo, engraçado. Use vídeos, fotos, imagens da Luciana Vendramini, qualquer coisa que funcione. Se convencer, você ganha.

Boa sorte!

emDestaque Software

Intel Light Peak: Apple… with lasers?

Por em 14 de outubro de 2009

Existe uma ilusão de que banda é um recurso renovável e infinito, o que é uma grande ilusão. Ao contrário de petróleo, que pode ser produzido com passos triviais, envolvendo clonagem de dinossauros*, um buraco bem grande e paciência, uma vez que o espectro está cheio, está cheio.

Qualquer um que vá a uma Campus Party sabe o caos que é tentar uma conexão WIFI.  Por isso a famosa Inversão Negroponte, onde o que vinha por cabo (Internet, telefone) passaria a vir sem-fio, e o que vinha sem-fio (TV, rádio) passaria a vir por cabo não é algo que acredito com tanta convicção.

Verdade, na maioria das casas os velhos cabos azuis deram lugar ao WIFI, mas você já tentou copiar arquivos de vídeo na casa de Gigabytes, usando uma conexão de 57MBits teóricos, que na prática vão a bem menos que isso?

Apela-se pro cabo de rede, ou pro HD USB, e nem isso adianta. Periféricos hoje consomem muito em termos de transferência de dados. Uma conexão USB 2.0 com dois HDs externos já está sobrecarregada.

O USB 3.0 viria teoricamente resolver isso, mas a Intel está pensando adiante. Conseguiram enfiar em uma solução de chip único todo o conjunto de inteligência, “Lasers” (como diz o Dr Evil), photoreceptores e interfaces. Com isso a transmissão de dados via fibra óptica fica muito mais descomplicada.

O Padrão Light Peak trabalha com velocidade individual de 10Gb/s, um filme BlueRay pode ser transmitido em 30 segundos. (se o HD do outro lado aguentar, claro). Vejam um dos módulos:

São 4 fibras, cada uma com 10Gb/s teóricos. Isso dá 2 canais fullduplex de 10Gb cada (é preciso uma fibra pra ir e outra pra voltar). A Intel promete durante a década chegar a 100Gb/s.

A miniaturização tornou a tecnologia viável para uso em dispositivos portáteis e baratos. Além do uso dedicado querem oferecer o LightPeak como alternativa ao USB, conectando todos os dispositivos em um único cabo, com banda pra dar e vender. (no caso da Intel, vender, claro)

Agora a parte realmente boa: Os primeiros dispositivos LightPeak chegarão ao mercado em 2010, e há fortes rumores de que a Apple iria pular o USB 3.0 e utilizar uma porta LightPeak como conexão única para seus periféricos.

Pode parecer ousado, mas pense bem: Quem foi que abandonou o disquete quando todo mundo ainda usava, abandonou a porta VGA, lixou-se solenemente para seriais e paralelas, e com o Macbook Air mostrou o que todo dono de notebook sabe: Não usamos CD-ROM na rua?

Se há alguém que pode tornar essa tecnologia cool é a Apple. Com isso, claro, teremos toda uma estante de periféricos a comprar de novo, como scanners, máquinas digitais, celulares megapixel, filmadoras, HDs externos, gravadores de BluRay…

Fonte: Intel, ExtremeTech

* EU SEI que petróleo é formado a partir de algas e outros microorganismos, não estrague minha piada

emHardware

Pareidolia auditiva ou quase

Por em 12 de outubro de 2009

Pareidolia é um fenômeno derivado de uma vantagem evolucionária que desenvolvemos, onde é estrategicamente importante reconhecer outros de nossa espécie, mesmo com poucas informações visuais. Isso resultado em filhotes correndo paras as mães mesmo vendo-as apenas de relance, mas também tem efeitos colaterais, como a Nossa Senhora do Veja Multi-Uso e as Torradas de Cristo do eBay.

Nossa capacidade de reconhecimento de padrões mesmo bastante incompletos não se restringe à visão, claro. O cérebro preenche muito mais lacunas do que imaginamos. Auqele exepimrteno cissláco com a oedrm das laerts nas paavrlas prova isso.

Agora temos outro exemplo de como conseguimos assimilar muito mais informação do que realmente é emitida (ou não): Um artista austríaco teve uma idéia diferente da normal (conquistar a Europa) e transformou um piano em um… sampler.

A teoria era que um piano seria capaz de emitir sons nas frequências usadas pela voz humana, e a combinação correta teria resolução suficiente para ser inteligível por uma pessoa, dada nossa capacidade nata de “preencher as lacunas”

A princípio o som não faz muito sentido, mas com as legendas fica claro como água. Provavelmente um nativo, cujo cérebro foi programado desde cedo para reconhecer a língua inglesa tenha mais sucesso ainda.

O experimento mostra que somos capazes de entender som em “baixa resolução”, e reafirma minha convicção de que o cérebro é meu segundo órgão preferido, só perde pro bolso.

Fonte: Gizmag

emCiência