Digital Drops Blog de Brinquedo

2010 – O Ano dos eReaders. PS: Não compre

Por em 11 de janeiro de 2010

A CES deste ano foi tomada por eReaders. A Tinta Eletrônica, antes ficção chegou para ficar. O Amazon Kindle foi o produto mais vendido da Amazon.com e venderam mais livros eletrônicos em 2009 do que livros físicos.

O preconceito com a falta de cor não está sendo realmente significativo, as pessoas pelo visto perceberam que todos os livros de adulto são em preto-e-branco. Mesmo assim leitores coloridos já estão aparecendo também.

Mesmo empresas não muito dadas a inovação, como a RCA, apresentaram modelos. A estrutura de pegar carona em redes 3G está sendo replicada, e quando um de meus amigos menos geeks ganha da namorada igualmente não-geek um Kindle, e gosta, tenho que reconhecer que “inclusou”.

skiff

O modelo acima tem excelente resolução, 1600×1200, tela de 29,2cm, ridículos 6,8mm de espessura, uma semana de bateria, WIFI, 3G, 4GB de memória, slot para cartão SD, alto-falante, entrada de headphone, etc, etc, etc. É um Skiff, ainda não tem preço definido.

Vale a pena comprar?

Não.

Os preços ainda estão inflacionados pelo hype da novidade. Os mais baratos custam US$250,00. A estrutura ainda está muito amarrada aos vendedores, formatos proprietários imperam e a própria questão da propriedade intelectual não está bem resolvida.

Ano passado a Amazon fez algo impensável, e com o pior título possível: Após um imbroglio com os detentores do Copyright, assumiu uma postura Big Brother e apagou remotamente dos Kindles dos usuários cópias vendidas de 1984.

A medida horrorizou todo mundo, resultando em um pedido de desculpas de Jeff Beezos onde a medida foi chamada de estúpida e impensada. Só que o que ela fez foi mostrar que o Rei está nu, que embora tenhamos pagado por por eles, os livros legalmente adquiridos não são necessariamente nossos.

Não consigo conceber uma livraria invadindo minha casa para retomar um livro vendido por engano, então não concebo isso sendo feito eletronicamente.

Portanto, em vista de tudo isso acho melhor esperar.

Esperar por uma política de preços menos baseada no hype e mais baseada no valor real dos produtos. Não faz sentido um leitor de eBooks custar o mesmo que um netbook completo.

Esperar por uma maior unificação de formatos e lojas. diminuindo a dependência dos vendedores originais. Ninguém compraria um Dell que só funcionasse (ou funcionasse nitidamente mais adequadamente) com programas comprados no lojinha da Dell. Por quê comprar um leitor de ebooks que só é realmente amigável com uma loja?

Esperar subsídios reais para aceitar situações como as do parágrafo anterior. Se é para me prender à loja, que banquem a parte do leão.

Esperar a chegada definitiva dos modelos coloridos, que com certeza já existem em laboratórios, mas estão sendo retardados para aproveitar o interesse que já existe nos modelos monocromáticos.

Pode parecer estranho pregar paciência para uma tecnologia tão reconhecidamente útil e satisfatória como ebooks, mas é exatamente por isso que o estou fazendo. Acredito que eReaders serão tão fundamentais e presentes em nossas vidas, em um futuro próximo, que devemos pressionar fabricantes atrás dos melhores modelos possíveis, não dos melhores que estão dispostos a liberar no momento.

emHardware

Scanners de Aeroporto: O buraco é mais embaixo e nitidamente visível

Por em 9 de janeiro de 2010

Em matéria anterior falei do mimimi de países que não querem permitir o uso dos scanners de corpo inteiro em crianças, com medo das imagens violarem Leis sobre pornografia infantil. Também foi levantado o problema de celebridades,que teriam suas imagens surrupiadas e vendidas para sites como o TMZ.

Nos comentários muita gente desdenhou dizendo que só muito tarado para achar graça em uma imagem que torna a Luciana Vendramini parecida com uma protagonista de Avatar careca. Eu concordei.

Agora mudo de opinião. Um cidadão pegou algumas das imagens de exemplo, aplicou filtros de correção no Photoshop e descobriu que muito facilmente pode desesmurfizar uma pessoa:

500x_airportscannercensored_01

YES, fácil assim. Para ver a imagem completa, sem censura e de corpo inteiro visite este link do Gizmodo.

Pelo visto esses scanners geram imagens com altíssimo potencial de fapabilidade, pelo menos melhores do que as que eu baba-digo, apreciava no Strip Poker da Samantha Fox no velho ZX Spectrum:

sam_fox.png

Na verdade está até ampliada, essa tem 320, o Spectrum tinha 256 pixels na horizontal.

Portanto, de uma tacada só os scanners se tornaram bem mais questionáveis e o emprego de operador bem mais interessante.

emMiscelâneas

Celulares mudam agência de RP- De causar câncer agora curam Alzheimer

Por em 7 de janeiro de 2010

VOcê viu a manchete no Jornal Nacional, verá no Fantástico e em um monte de portais. Mas calma. Não é verdade da forma que está dita mas a pesquisa incrivelmente é séria. Foi feita pelo Instituto de Alzheimer da Flórida, e publicado no Journal of Alzheimer´s Disease, Volume 19, Número 1. Gary W. Arendash e outros cientistas estudaram o efeito de ondas eletromagnéticas de alta frequência em ratos.

Foram usados animais geneticamente modificados com predisposição a produção irregular de Amilóide-β, uma proteína associada ao Mal de Alzheimer.

Os ratos foram expostos a emissões diárias enetromagnéticas na faixa de 918MHz, junto com ratos não-modificados. Durante um período entre 7 e 9 meses os ratos foram examinados e testados em suas funções cognitivas.

alzheimercelular Os testes foram adaptados para se assemelhar a tarefas cognitivas associadas a humanos com Alzheimer.

Resultados: Não só os ratos expostos tiveram menos casos de Alzheimer, ou casos com grau menor de seriedade, como os ratos já com sintomas apresentaram melhoras.

O mecanismo ainda é desconhecido, organismos biológicos são muito pouco afetados por radiação eletromagnética na faixa de rádio-frequência.

Ao contrário da histeria “celular dá câncer”, que além de não ter sido comprovada em nenhum resultado de laboratório que fuja do erro estatístico já teria se transformado em epidemia dada a quantidade de gente que usa os aparelhos hoje em dia, o efeito de radiação eletromagnética no tratamento de problemas de ordem neurológica já é conhecido. Não que isso impeça legisladores de tentarem incluir nas embalagens avisos de potenciais perigos teóricos.

A pesquisa surgiu por acaso, após pesquisadores repararem que pacientes com problemas psiquiátricos apresentavam melhoras e se sentiam bem-dispostos, após sessões de Ressonância Magnética feitas para diagnosticar outros problemas não-relacionados.

Isso tudo não quer dizer que você tem que correr e comprar um celular pra seu avô. Não há previsão de pesquisas envolvendo humanos, os experimentos com ratos serão repetidos ainda por muitos e muitos cientistas espalhados pelo mundo (replicabilidade e comprovação independente são a BASE da Boa Ciência).

emCiência

Novo mimimi dos scanners de Aeroportos: Pornografia infantil

Por em 7 de janeiro de 2010

Graças ao Terrorista da Cueca o mundo voltou a se preocupar com ataques suicidas em aviões. Uma das tecnologias envolvidas são os scanners de corpo inteiro, que utilizam ondas de rádio de alta frequência ao invés de raios-x para gerar imagens do corpo dos passageiros, sem as roupas.

EM TEORIA a imagem gerada seria de baixa definição, e pararia na roupa de baixo. Na prática a resolução é melhor do que isso, e dá para ver detalhes da genitália desnuda, como neste vídeo de demonstração que você não deve clicar.

pedoscanner

Isso gerou outra preocupação: e a professorinha? as crianças? Como ficam as Leis que impedem a geração de imagens de crianças nuas, semi-nuas ou em poses sugestivas?

Na Inglaterra as Leis são tão duras que mesmo “pseudo-imagens” são proibidas. (isso mesmo, nada de mangás de Loli) Por isso os testes com scanners (que custam uma baba, mais de US$120 mil) só foram adiante quando as autoridades do Aeroporto de Manchester aceitaram limitar os scans a maiores de 18 anos.

Agora no Canadá decidiram que menores também não serão escaneados. Especialistas de segurança estão subindo pelas paredes, afinal terroristas dimenor não são realmente raros, e em todo caso fica aberto o caminho Achmed (se vivo fosse) pegaria emprestado uma sobrinha (lá não valem grande coisa mesmo) encheria a burkinha dela de C4 e passaria serelepe pelos scanners de segurança.

A cereja do bolo entretanto é que além das crianças estão preocupados com as… celebridades. Há medo de que imagens de famosas peladonas caiam na rede.

Os fabricantes e autoridades dizem que as imagens não são armazenadas, mas é óbvio que são, até para fins legais.

Minha maior preocupação e solidariedade fica com os agentes de segurança. A Vida Real não é como naquele quadro do Zorra Total com a boazuda tirando a roupa no detector de metais. Esses corajosos homens da Lei irão passar o dia inteiro vendo viajantes comuns como eu e você peladões girando na tela do computador.

Se isso não criar toda uma geração de homens-bomba, nada mais criará.

 

Fonte: Winnipeg Free Press e Telegraph

emMiscelâneas

Com vocês a… Rolha USB

Por em 7 de janeiro de 2010

já discutimos alguns posts atrás sobre o grande problema das mídias minúsculas, seu alto grau de perdibilidade. Só que desafiar o azar não basta, um cartão microscópico não é o suficiente para quem quer mesmo rir na cara do Destino dizendo “você não sumirá com meus dados” (o Destino responde “compre um zipdrive então, mas aí já é forçar a amizade)

Para quem tem essa vontade louca de mostrar o quanto confia no próprio taco (ou no taco da sorte) criaram a Rolha USB:

rolhausb2

Isso mesmo que você está vendo, um pendrive de 2GB disfarçado de rolha.

Rolha é aquele negócio que mãe, mulher, empregada, vizinha, cachorro, filho, gremlins e poltergeists adoram sumir. Pior, são imunes a qualquer tentativa de recuperação, nem São Longuinho acha rolhas.

Deixar uma rolha em cima da mesa é IMPLORAR para alguém olhar “oh, lixo!” e dar um fim.

Pior, além dos 2GB de dados você perderá 4750 Yens, ou US50,00, o que é muito caro por um pendrive desse tamanho mas está de bom tamanho para pegar pela própria estupidez.

 

Fonte: Akihabara News

emHardware

Como se fosse Alzheimer para seu computador

Por em 5 de janeiro de 2010

Existem idéias boas e idéias ruins. A miniaturização é uma idéia em geral boa, embora esbarre em alguns problemas, como gente que quer um telefone minúsculo de tela grande, sem se dar ao trabalho de explicar como isso é possível. São aliás os mesmos que desconhecem conceitos de geometria e querem telas widescreen exibindo conteúdo feito para telas quadradas, sem perda de imagem NEM distorção.

Em alguns casos o “menos é mais” deixa de ser desejável, ao menos para quem pensa de um modo prático. Vide o micro-mini-pendrive abaixo. Vem em capacidades de 8 a 64GB, e tem altíssimo potencial de perdibilidade.

Dizem que é uma ferramenta de backup mas a lógica de manter um dispositivo de armazenamento minúsculo o tempo todo ligado ao computador me escapa. Se o notebook por perdido/roubado o backup vai junto.

Aí mesmo que tiremos o pendrive quando desligamos o computador, caímos no problema: Você tem uma quantidade imensa de informação em um objeto que parece gritar (baixinho) “me perca, me perca”. 

Minha experiência ensinou que os melhores pendrives são os com corrente para pescoço, mesmo na mesa chamam a atenção e não se perdem nas inexploradas remotas regiões de sua mochila.

No caso de netbooks, se há conectividade, sugiro backups remotos. Se não há, alguma coisa que se torne incômoda o bastante durante o transporte do computador que faça com que você se adestre a removê-la e guardar em outro lugar. De preferência (de novo) no pescoço.

A menos que você queira realmente acordar e descobrir que deixou 64GB em um cinzeiro de hotel.

Fonte: Crunchgear

emHardware

Skype HD – breve em sua TV

Por em 5 de janeiro de 2010

O sonho de muita gente (não o meu) está prestes a se realizar, o William Bonner poderá ver seus espectadores, de cueca com um copo de guaraná assistindo ao Jornal Nacional.

A LG e a Panasonic lançarão ainda este ano TVs com webcams de alta definição (720p) integradas, microfones E Skype. Com isso a sua sala se tornará uma central de comunicação, falaremos com a tela da TV e programas vespertinos usarão e abusarão do recurso.


yes, japinhas

O Skype já é popular, entrando agora como parte de produtos de consumo como TVs, tem tudo para se massificar. Assumindo que ele já roda até em Symbian, quanto mais, melhor.

Se quiser experimentar já o Skype em alta definição, é só baixar a versão beta 4.2 para Windows, espetar uma webcam decente, me ligar e mandar ver. Exceto se você for homem, aí não, não tem cam não.

Fonte: Akihabara News

emVoIP