Digital Drops Blog de Brinquedo

Windows 7 – não tem jeito, touch é o caminho

Por em 26 de março de 2009

Um video curtinho mostrando alguns dos recursos da interface de toque do Windows 7.

Estou vendo que vamos precisar não só de telas com suporte a toque, como de monitores maiores também.

Confesso que na primeira vez que ouvi falar dessas coisas, lembrei dos velhos monitores touch screen que nunca funcionavam e só servem para caixa eletrônico, mas agora estou convencido de que é a grande quebra de paradigma do mundo das interfaces, algo que da última vez que aconteceu, foi com a invenção do Mouse.


<a href="http://video.msn.com/?mkt=en-US&#038;playlist=videoByUuids:uuids:891c68b3-a534-4159-b6b2-8e4ac56b6890&#038;showPlaylist=true&#038;from=shared" target="_new" title="Windows 7 Touch Gestures">Video: Windows 7 Touch Gestures</a>

Fonte: Download Squad

emProdutividade

China paga de Cicarelli e bloqueia YouTube

Por em 26 de março de 2009

O Governo marketista-leninista de Beijing continua com as ilusões de que é possível controlar a mídia, em uma época em que todo mundo é mídia. Indiferentes ao fato de que mesmo em Burma, país tão fechado que só o Rambo entra, teve protestos públicos filmados por blogueiros e disponibilizados na Internet, os chineses resolveram acabar com protestos pró-Tibet na base da cacetada e do bloqueio de IP.

Acusando a Internet de tentar corromper a moral e bons costumes dos jovens chineses, milhares de sites são censurados, o próprio Google abre as pernas (ok, existe mau sentido) e bloqueia buscas locais para palavras como Tibet e Dalai Lama, e desconhecendo o mundo tecnológico de hoje, comete gafes ridículas como negar publicamente um incêndio no prédio da TV Estatal, enquanto sites, blogs e foruns eram lotados com fotos do evento.

No caso atual, a China não quer que seus cidadãos vejam este vídeo:


[atualização] Os lacaios de Beijing do YouTube China removeram o vídeo, mas tudo bem. No Liveleak há outros, e piores. Chupa, China!

Melhor: A resposta de um Porta-Voz do Ministério das Relações Exteriores Chinês:

“Muitas pessoas têm uma falsa impressão de que o Governo Chinês teme a Internet. De fato é o oposto. (…) a Internet na China é aberta o suficiente, mas também precisa ser regulada por Lei para prevenir a disseminação de informação prejudicial, e por questão se segurança nacional”

Claro, camarada, claro. É a mesma justificativa que o Governo Cubano dá para negar o visto de viagem para Yoani Sánchez, blogueira cubana eleita uma das 100 pessoas mais importantes de 2008 pela revista Time, que publica um blog que não consegue acessar, pois está bloqueado em Cuba, e que ganhou de presente dois agentes do Serviço (não tão) Secreto vigiando seus passos.

Some a isso a notícia de que o Irã aprovou uma Lei que aplica Pena de Morte para blogueiros e webmasters que divulguem em seus sites textos que promovam “Corrupção, Prostituição e Apostasia”. Até então apenas tráfico de drogas e insultar o Islã eram punidos da mesma forma.

Agora por dizer que “Deus não existe e o Islã é um bando de maricas” estou sujeito a dupla pena de morte, se colocar os pés em Teerã. (não exatamente meu destino de férias preferido)

A Internet, infelizmente, é muito mais um reflexo da sociedade do que uma proposta de mudança em si. Não há perspectiva da China mudar, o Irã está se armando e só perderá a relevância quando o petróleo acabar, e Cuba então nem se fala. Quer dizer, se fala, mas Raoul Castro censura.

emInternet

Windows Marketplace: Postura antipática ou eles têm um plano?

Por em 26 de março de 2009

Depois que a Apple demonstrou que há um contingente imenso de gente disposta a pagar por aplicativos mobile, caso a compra seja conveniente, os aplicativos sejam baratos e interessantes e o processo não envolva necessariamente um computador, todo mundo foi atrás.

O Google, como o Android Market é Open Source e do bem, assimilou e aprimorou o conceito, claro. Já a Microsoft copiou a Apple descaradamente com seu Windows Marketplace. A Palm, se relevante fosse, teria copiado também, com a Palm Store ou seja lá como vão chamar a Loja do Pré, o Palm Anunciado e Ainda Não Lançado.

De todas elas a loja da Microsoft é a mais “fechada”, é quase uma Daslu Digital. Deveria ser o contrário, a Apple é a mais chique, e mais exclusiva. Então porque é tão mais fácil publicar algo na App Store?

A Microsoft, pelo contrário, está restringindo pesadamente o oba-oba. Tanto ela quanto a Apple cobram US$99,00 para o desenvolvedor se associar à loja, mas enquanto a Apple libera a quantidade de aplicações que o desenvolvedor pode enviar, a Microsoft limita em 5, após as quais cada nova aplicação custará US$99,00 para ser avaliada e (talvez) disponibilizada.

Ah sim, atualizações são consideradas uma nova aplicação e caem no limite de 5 também.

Feio, feio, Microsoft restringindo os desenvolvedores, certo?

Huumm…. não.

A Apple abriu as pernas no bom sentido (não que haja mau) por um único motivo: O iPhone era uma plataforma nova e eles precisavam desesperadamente de uma boa biblioteca de programas, sem a qual o aparelho não decolaria. É como a Microsoft no desktop, Developers Developers Developers. Todo mundo, menos os freetards mais xiitas reconhecem o quanto a Microsoft mima os desenvolvedores, e desejam secretamente um MSDN para Linux.

Já o Windows Mobile, bem… ele já tem uma base instalada muito forte, só com os programas nativos um smartphone WM é uma ferramenta completa (ao contrário do iPhone) e com grande peso no mercado corporativo, a Microsoft já tem gás pra bancar uma loja.

Por falar em gás, esse é o problema da Loja da Apple:

Só uma amostra do resultado da busca por “Fart”. Sim, depois que um sujeito ganhou US$10 mil por dia, faturou mais de US$150.000 e largou o emprego na Sun, com uma aplicação de peidos no iPhone, surgiram mais de 400 programas envolvendo flatulência, na App Store.

Segundo um notório desenvolvedor, “qualidade é irrelevante”, vale a regra dos 5 segundos: Se o programinha chamou atenção, foi baixado e entreteve por 5 segundos, o sujeito compra. Não é preciso desenvolver e aprimorar o programa para mais do que esse tempo de uso.

Isso se chama poluição, é perder a relevância completamente. O RSS de novas aplicações é algo que se existe, hoje é inútil. Procurar por algo bom na App Store é tão frustrante quanto buscar um programa no Sourceforge e descobrir que não saiu do estágio pré-alfa. (não que isso impeça os freetards de apontarem o link e dizer que existe uma alternativa open source, como o plugin CMYK do Gimp, na versão 0.3)

A política de oba-oba da Apple está acabando lentamente com o iPhone. Além dos usuários afogados em peidos (tente tirar essa imagem da cabeça) a facilidade de enviar qualquer lixo para a Apple aprovar gera filas imensas. A FreedomVoice por exemplo parou o desenvolvimento do Newber, depois de gastar US$600 mil no programa. Motivo? 175 dias e contando, esperando a Apple aprovar o software e disponibilizar na App Store.

O modelo centralizador pode ser maravilhoso para o usuário final, mas quando ele concentra todo o lixo em um lugar só, deixa de funcionar. E para o desenvolvedor se torna um inferno.

Será que com suas políticias explicitamente restritivas ao oba-oba a Microsoft conseguirá ter a única loja de aplicativos mobile realmente útil? Provavelmente.

A Apple vai dar uma sacudida e criar mecanismos para limitar a ação dos flatulentos e similares? Provavelmente também. A Nokia aprenderá com os exemplos, quando lançar sua loja? Eu espero.

emArtigo Artigo Celular

Apagando 17 HDs de uma vez

Por em 26 de março de 2009

Quando um HD passa dessa para melhor, ou apenas é substituído, temos os dados ainda gravados nos discos, o que é uma falha de segurança. Há programas que prometem apagar essas informações, mas são muito demorados. Como garantir que seus HDs velhos nunca mais serão lidos, sem tomar o dia inteiro?

Seus problemas acabaram!

Com um fuzil para tiro de escol, munição .50 anti-blindagem incendiária, um pouco de silvertape e 18 HDs com desejo de morte, vemos como é rápido o processo:

Não é muito recomendado para ambientes fechados, e silvertape é muito caro, mas nada que um estagiário não resolva.

Fonte: The Firearms Blog

emPeriféricos

Hulu, vai tomar vergonha

Por em 24 de março de 2009

Imagine você poder assistir em alta qualidade, via streaming, filmes como Requiem for a Dream (hmmm Jennifer Connelly), Lagoa Azul, Rob Roy, séries como Battlestar Galactica, Heroes (quando era bom), Dollhouse, The Daily Show, ou mesmo documentários clássicos como toda a série Cosmos, de Carl Sagan.

Imagine poder assistir tudo isso legalmente, de graça.

Agora imagine que por pressão de estúdios, burocracia, ganância desmedida e burrice o site que disponibilize isso só esteja acessível ao público norte-americano. Esse é o Hulu.

A mensagem acima é algo que você provavelmente já viu, e verá com muita frequência, pois o Hulu é extremamente liberal em termos de embed, é inclusive usado por vários outros serviços de vídeo.

O site, segundo o TechCrunch, incorporou 10 milhões de usuários, só em Fevereiro, e está em 4o lugar entre os sites de vídeo mais acessados nos EUA. Já ultrapassou Microsoft e Viacom, e agora está atrás do Yahoo!, que exibiu 353.5 milhões de streams de vídeo em 02/2009. O Hulu exibiu 332.5. Na frente temos o MySpace, com 462.6 milhões e em primeiro o YouTube, com 5.3 bilhões.

Se levarmos em conta que o Hulu é especializado em exibir programas inteiros, e tem a audiência restrita aos EUA, os números do YouTube deixam de assustar. Em termos de usuários únicos, o YouTube teve 99 milhões contra 35 milhões do Hulu.

O que segura a expansão? A própria indústria, que não percebe o quanto está perdendo dinheiro. Pombas, se eu colocar um player do Hulu no meu blog, dizendo “assista ao episódio de True Blood com a Anna Paquin pelada” todo mundo ganha. O Hulu pela visitação, o produtor pela exibição, o estúdio pela publicidade que irão veicular (muito justo aliás) e o anunciante. E eu, por ter uma desculpa para rever a Anna Paquin pelada.

Temos demanda de gente que quer consumir, se o conteúdo vier por vias legais, excelente. Eu não baixo torrents do Daily Show ou do Colbert Report. Mas não dá para justificar para uma platéia tecnicamente consciente que um programa leve meses para chegar aqui ou que simplesmente não esteja acessível.

Então, só lamento. Hulu é pra jacu, o resto continua usando Bit Torrent.

emIndústria Internet

Barack Obama e o DRM Presidencial

Por em 24 de março de 2009

O primeiro presidente eleito desde que o Congresso dos EUA instituiu o sistema de Cotas, Barack Obama tem fama de mão-de-vaca (exceto com dinheiro para empresas falidas), e pelo visto, justificada. Em seu primeiro encontro oficial com Gordon Brown, Primeiro-Ministro do Reino Unido, houve a tradicional troca de presentes.

Gordon Brown deu para Obama entre outras coisas um porta-canetas feito com madeira do HMS Gannet, um navio inglês do Século XIX, que participou ativamente de missões contra tráfico de escravos. Para um afro-descendente (de verdade, o pai do Obama é Queniano) um presente pra lá de significativo.

Só que o lado turco falou mais alto. Obama deu de presente para Gordon Brown nada menos que… um box de DVDs. 25 filmes clássicos, ou seja, velhos.

Problema maior: Devido à estúpida divisão de regiões, os DVDs americanos não funcionarão nos players ingleses, a menos que o Primeiro-Ministro britânico use um modelo desbloqueado, o que seria alvo de crítica da RIAA, MPAA, Amigos de Satã e outras organizações globais que confundem defender direitos autorais com ferrar com o consumidor.

Por outro lado é bom saber que mesmo dois dos homens mais poderosos do mundo não estão imunes aos mesmos incômodos que nós, meros mortais.

Fonte: Guardian

emMiscelâneas

YouTube lança maravilhoso cliente mobile

Por em 23 de março de 2009

Agora os outros aparelhos não precisam ficar com inveja do iPhone. Pelo menos Windows Mobile e Symbian ganharam um cliente nativo para o YouTube, e diga-se de passagem, bastante decente.

A vantagem é que não é preciso mais depender do FlashLite (não confundir com Fleshlight) para acessar vídeos. A aplicação está otimizada, roda redondinho no Symbian e não engasga como aquele câncer do RealPlayer.

Para instalar, basta visitar o site http://m.youtube.com e escolher a opção “Download YouTube application”. De seu telefone, claro.

O programinha começa exibindo um dos vídeos populares, de acordo com algum critério deles. Na mesma tela há uma proeminente caixa de busca, e botões para os mais bem-rankeados, os mais exibidos e os mais recentes.

A busca é bem eficiente. Vamos procurar por um termo aleatório, “Vendramini”, por exemplo:

São listados os dados básicos do vídeo, como ranking (extranhamente não exibido no teste acima), data de inserção, visualizações. Passeando pelos vários vídeos, a mudança ocorre de forma suave, com animações decentes, bem diferente do ambiente árido que era comum em interfaces de celulares. Executar o vídeo é tão simples quanto apertar OK.

Feito isso, o thumbnail cresce, girando, até ocupar a tela toda. Bonito, muito bonito.

Ao contrário daquele câncer do RealPlayer, a execução é em tela cheia. Não é preciso dar pausa, abrir o menu e selecionar “continuar em tela cheia”. Usar os controles do telefone para avançar ou recuar no filme, ou alterar o volume trazem a interface para a tela, mas adivinhem: SEM afetar a execução do filme ou sequer pará-lo, como o câncer do R-tá, já me fiz entender:

Aliás, ao contrário do supracitado tumor que habita a maioria dos telefones, o YouTube Player PERMITE que você avance o recue no filme. Não é nenhuma vantagem no PC, mas para celulares é maravilhoso.

Para quem gosta de passear sem compromisso no YouTube, e tem uma conta 3G ilimitada ou celular com WIFI, o cliente do YouTube é essencial. Eu nunca vi um programa funcionando de forma tão suave, essa versão só perde para o cliente nativo do iPhone.

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