Digital Drops Blog de Brinquedo

Se já não bastasse Godzilla

Por em 21 de julho de 2009

O problema de engenharia é que nunca é possível pensar em tudo, e quanto mais pensamos, mais bizarras são as situações deixadas de lado. Por exemplo o trem do vídeo abaixo em Kobe, no Japão. Não é um maglev nem nada, mas os motores elétricos usados já são suficientes para criar um campo e tanto.

Embora seja o tipo de coisa que não afeta humanos, pode afetar algo muito mais importante, nossos cartões de crédito. Imagine o efeito de uma viagem longa sobre uma pasta com cartões, ou um notebook na mochila colocado perto do chão.

Pior, quanta gente já viajou nesse trem, perdeu dados e não tem a mínima idéia de como aconteceu.

A operadora jura que vai colocar blindagens.

Fonte: Pink Tentacle

emHardware

Um pequeno passo aonde nenhum Homem Jamais Esteve

Por em 20 de julho de 2009

A Web está cheia de homenagens ao 40o aniversário do pouso da Apollo 11, quando Neil Armstrong se tornou o primeiro habitante da Terra a colocar o pé em outro mundo. Para todo geek, que ama tecnologia e a Conquista Espacial foi um marco. Ao vermos os velhos filmes estamos testemunhando Colombo cruzando o oceano, História com H maiúsculo.

Sim, a Guerra Fria foi o grande motivador da corrida espacial, e após a Apollo XVII ficou claro que não havia motivo para voltarmos a Lua. Mas não aceito as mentes pequenas que tentam diminuir a conquista de Buzz, Neil e Mike por isso.

O MOTIVO da viagem foi egoísta. A Conquista foi um triunfo da Ciência e da Cooperação, envolvendo mais de 100.000 pessoas trabalhando diretamente para o Projeto. Literalmente tudo teve que ser criado. Eu última análise, eu bato palmas para toda disputa egoísta que ao invés de produzir BOMBAS produza Ciência.

Poderia falar mais. Seria perda de tempo, toda a sensação de deslumbramento com a Conquista Espacial, ao menos para mim pode ser resumida pela abertura de Enterprise, a mais injustiçada das séries da franquia Jornada nas Estrelas.

emMiscelâneas

Microsoft contribui com 20K linhas de código para o… Linux?

Por em 20 de julho de 2009

Isso está muito divertido. Existem dois mundos Linux, basicamente. O dos desenvolvedores e empresas que o utilizam profissionalmente (e aí entram quitandas como a Nokia, Intel, IBM, Novell, Oracle) e os freetards, que não contribuem nada, não produzem nada e acham o máximo quando criar scripts em PHP de 150 linhas.

O 1o Mundo está atrás de soluções, e as produz. O segundo se contenta com os chiliques. Por isso devem estar arrancando as orelhas de seus pinguins de pelúcia (única companhia nas noites frias, maldita webcam que não funciona no Linux) com a notícia: Pela primeira vez a Microsoft fez uma contribuição direta ao Kernel Linux.

Foram 20 mil linhas de código. Três device drivers. Motivo da contribuição? Pragmatismo. Precisam que seus clientes estejam satisfeitos, e como uma das estratégias do Careca do Mal é o mercado de virtualização, nada mais justo que tudo que rode sob o Hyper-V rode bem, e rápido.

Os drivers possibilitarão ao Linux rodar virtualizado no Hyper-V em modo enlightened, acessando os mesmos drivers otimizados disponíveis para as versões virtualizadas do Windows Server. Quem ganha? Empresas que usam ambientes híbridos e precisam de performance em seus Linuxes virtualizados, os vendedores de distros que passarão a poder propagandear que são otimizadas para o Hyper-V e a Microsoft, que garante mais satisfação para quem roda o Hyper-V.

Os drivers virão em blobs, binários fechados com proibição de engenharia reversa e— fale a verdade, se você é um freetard ficou sexualmente excitado, não? Então cortando seu barato: Os drivers foram disponibilizados em GPLv2, fonte liberado. Desculpem, conspiradores.

Neste link Tom Hanrahan, do Centro de Tecnologia Open Source da Microsoft responde a uma entrevista explicando os detalhes do que foi liberado.

Fonte: Channel 9, dica do Jacques.

emIndústria Linux Open-Source

MSX Rio – 25/7 – Nós vamos!

Por em 20 de julho de 2009

Houve uma época em que a Microinformática brasileira era quase um movimento de resistência. O Governo Federal batia firme com sua Reserva de Mercado, mas a Natureza, como nos ensinou Michael Chricton, sempre acha um caminho. Computadores Sinclair, MSX e Amiga sobreviviam com auxílio de executivos de fronteira e outros heróis que traziam os periféricos e programas tão desejados.

Nem as empresas nacionais conseguiam competir com o mercado informal, mas não da forma piratesca de hoje. Enquanto a Microdigital vendia programas pirateados de fora, usando (indevidamente) a marca Microsoft, e a Sharp e a Gradiente assumiam que seus computadores eram pra crianças, e gravador K7 era suficiente para todos, hackers criavam interfaces de disquete com componentes achados no mercado brasileiro, evitando assim o custo proibitivo das interfaces originais externas.

Curiosamente não havia brigas. Acho que todos reconheciam em seu íntimo a inegável superioridade do Amiga. Eram tempos admiráveis. Eu tinha um ZX Spectrum e ia na casa de um amigo todo sábado para jogarmos no MSX dele, e brincar de videotexto. Quando ambos compramos Amigas, não tínhamos problemas em visitar um amigo que estava com um Apple ][.

Por isso convido a todos que estiverem no Rio para o MSX Rio 09. Do release:

A MSXRio é um dos encontros que ocorrem no Brasil, de usuários de MSX. Já houveram encontros em São Paulo, Brasília, São José dos Campos e há um periódico em Jaú, interior de São Paulo, além do encontro do Rio de Janeiro. Nesse ano, teremos 2 encontros, esse, de julho e outro em setembro (26/9), e será no SESC do Engenho de Dentro, bem próximo à estação de trem e ao Engenhão. Estaremos lá para mostrar e falar do nosso hobby favorito, que é o MSX: Jogos, software, hardware, manutenção, demonstrações… E venda de itens relacionados. A entrada é franca.

O MeioBit vai em MegaEventos de alcance mundial mas também prestigia quem curte seu hobby sem ser chato. Por isso estaremos (ou estarei, se o Moardib tiver medo de subúrbio) lá. Caso haja WIFI, tentarei cobrir ao vivo, via ustream.

13o MSX Rio – próximo sábado, 25 de julho de 2009 no SESC Engenho de Dentro
Avenida Amaro Cavalcanti, 1661 – Engenho de Dentro, próximo à estação de trem e ao Engenhão (Google Maps). Começa às 10 e vai até as 17:30 horas.

emAnúncios

Windows 7 no Eee PC – visão preliminar

Por em 20 de julho de 2009

Depois de algumas semanas testando o EeePC percebi que estava ficando irritado com o Windows XP. A comparação, claro, era injusta. Ao lado eu tinha o OSX Leopard. Inconscientemente cobrava funcionalidades atuais de um sistema operacional surgido em 2001.

Testes com o Moblin e o Ubuntu pra Netbooks resultaram no que eu já tinha percebido: Para “atender”, viraram caixa-preta. Após um uso rápido percebi que me sentia apertado e limitado. Dá pra fazer tudo? Dá, mas dá trabalho.

O próximo sistema a testar seria o Windows 7, ainda em Release Candidate. Fiz backup da partição do XP, espetei um DVD externo e boot. Imediatamente gráficos áudio e dispositivos principais foram reconhecidos. Pude instalar na partição antiga, sobreescrevendo-a. Não há upgrade direto do XP, embora a Microsoft forneça uma ferramenta de migração. Preferi ir do zero.

Respondidas as perguntas de praxe de idioma e formato do teclado, foi só sentar e gozar da cara do sujeito no Twitter que avisou “você terá muitos problemas com o Windows 7, o driver WIFI não vai instalar nem a pau!” justamente no momento em que o Win 7 avisava que tinha achado minha rede e perguntava se queria conectar.

Finalizada a instalação, o Windows 7 estava rodando em um Eee PC com 2GB de RAM, 1,6GHz com uma suavidade bem maior do que o XP. Oito anos pelo visto fizeram diferença. A Interface ainda é alegórica demais antes de ser customizada. Ele faz muitos bips, blops e tuiuius, mas está quase literalmente uma década adiante daquela penteadeira de damas que trocam favores por dinheiro que é o XP.

O reconhecimento de hardware é excelente. Infelizmente não é um sistema tão avançado quanto o Linux, que pelo que me disseram também no twitter “não precisa de drivers”. O Windows 7 ainda usa os que vem no DVD ou busca na Internet pelos mais atualizados. Ninguém é perfeito.

Bluetooth, que era um suplício no XP, um mais ou menos no Vista, no 7 simplesmente funciona, assim como o uso de mais de um monitor.

Nos meus testes preliminares o tempo necessário para colocar o Windows 7 em modo sleep, com o hardware quase todo desligado e apenas parte do processador e a memória alimentados é de 4 segundos. Retorno ao ambiente de produção, idem.

A maior surpresa entretanto veio no vídeo. O GMA 945 da Intel é um chipset gráfico que como já disse roda Crysis em até 30fps – frames por semestre. Então imagine o susto quando vi isso:

Sim, Virgínia, Aero rodando em um Netbook. E bem o suficiente para que eu não tivesse percebido e para que eu não tenha vontade de desligar para ficar mais rápido.

A Microsoft conseguiu. Reproduziu a experiência do Desktop em um netbook, sem abrir mão de recursos, exatamente o que o consumidor quer, e não netbooks limitados, com sistemas baseados em menus pré-produzidos, com Firefox, OpenOffice e um joguinho besta de cartas.

A certeza de que acertaram a mão? Quando o Windows 7 não reclamou quando instalei o SkyU2M, um driver comunitário, não-oficial para acessar os recursos extras do telefone Skype xingling que comprei na Deal Extreme por menos de vinte reau.

emSoftware

Conheça a Apple de 1983

Por em 17 de julho de 2009

Planeta, Terra. Cidade, Rio. Era o ano de 1983. Brontossauros vagavam pelo jardim que seria a Lagoa Rodrigo de Freitas. O Pão de Açúcar ainda não havia se erguido, por forças tectônicas, do fundo do oceano. Em uma estrutura em forma de tetraedro construída para acumular conhecimento (não, não era O Monolito) um jovem proto-geek adquiria uma revista. Uma tal de INFO, publicada por uma editora JB, que há muito foi parar no âmbar.

A revista era uma boa b…b….porcaria (quase sai). A Microsistemas era muito melhor para quem estava iniciando no seu interesse por tecnologia. O proto-geek fez uso do seu recém-evoluído polegar opositor e a revista foi para a gaveta, depois para o armário e sumiu, perdendo-se na Bruma da História por 26 infindáveis anos.

Encontrada preservada em uma pedra de âmbar, a revista é uma verdadeira janela para um tempo que só existe nos mais empoeirados livros de História, como o período PréMacintoshiano, quem vem mais ou menos entre o Cretáceo e o Jurásico. Vamos, neste trabalho, investigar alguns dos Antigos Textos. Pedimos desculpas pelas informações inexatas, mas a linguagem utilizada é muito floreada, cheia de construções provavelmente com propósitos ritualísticos. São termos indecifráveis como SEI, ORTN, Disquete e “Disco Rígido de 10MB”.

O texto que traduziremos será o da página abaixo, que você pode ver em uma resolução cromulenta clicando nela ou aqui, e selecionando “All Sizes”, caso já não abra grande.

O LISA é anunciado a US$10 mil, uma fortuna pros dias de hoje, mesmo desconsiderando a considerável inflação. O texto todo mostra a Apple como uma empresa que deu sorte de lançar um excelente produto, o Apple II, mas que com 5 anos de idade está no limite de seu potencial, o Apple III foi um fracasso, com recall de milhares de unidades vendidas, e uma proposta não revolucionária mas bem arrojada.

É interessante ver o quanto a IBM é o foco do texto. Sim, crianças. No tempo em que a Microsoft era um player menor, em que Jobs tinha cabelo e Stallman sanidade, a IBM era a grande vilã.

Tanto que o foco do LISA era mercado corporativo. Jobs planejava vender milhares e milhares dessas máquinas para empresas, quebrando o monopólio virtual da IBM.
No final, lá para a 5a ou 6a página falam de um tal de MacIntosh (assim mesmo) que seria lançado no ano seguinte, e poderiiiiia fazer alguma diferença.

O texto termina dizendo que “Lisa e MacIntosh determinarão se a Apple se juntará aos fracassados ou permanecerá entre os líderes da indústria da computação”.

Na época isso realmente era uma dúvida.

emApple e Mac

Técnica 3D de Estabilização de Imagem em vídeo

Por em 15 de julho de 2009

Com a popularização das filmadoras e celulares muito vídeo está sendo produzido, como como todo mundo que já tentou gravar uma sex tape segurando o celular sabe, o vídeo fica MUITO tremido. Mesmo estabilizadores de imagem só conseguem um resultado parcial.

A técnica apresentada na SIGGRAPH 2009 por 4 cientistas da Universidade Wisconsin-Madison e da Adobe usa uma abordagem completamente diferente.

Estabilizar uma imagem em 2D pode funcionar em… 2D, mas e quando você está andando e filmando? Comofas? Pois seus problemas acabaram! A solução é criar uma câmera virtual e movê-la de forma suave e constante. Mapeia-se o ambiente do vídeo em um modelo 3D, transforma-se isso em informação para a câmera virtual, e o resultado é um vídeo estável como se filmado com um dolly ou steadycam.

Digamos assim: Se eu visse em CSI diria “ah qualé!”. Mas chega. Enquanto o pessoal está escrevendo “já tem plugin do GIMP pra isso”, “se não for GPL não presta”, “Microsoft vai copiar” e outras besteiras, veja o vídeo. São 5:33 que você não se arrependerá de gastar.

emÁudio Vídeo Fotografia Software