Digital Drops Blog de Brinquedo

OK, Microsoft, seja menos Apple só um tiquinho

Por em 11 de setembro de 2009

Houve um tempo em que a Microsoft imitava a Apple. Houve um tempo em que a Apple imitava a Microsoft -o processo de fofoletização do OS X é evidência disso- e houve um tempo em que a Apple ficou malvada e a Microsoft ficou Cool.

Agora, talvez mordidos por um Steve Jobs radioativo (não faça a piada que pensou, Leo) repetiram a fórmula infalível de ganhar amigos da Apple: O Zune HD será somente para o Mercado Americano. Nem os Canadenses, que são o quintal dos gringos terão acesso ao brinquedo.

Infelizmente é uma estratégia comum. O Zune marrom-cocô Ubuntu também só funciona por lá, e em PCs. Macs nem pensar. Essa é outra estratégia “copiada”, se bem que a Apple foi bem mais insana. Quando surgiu o 1o iPod ele SÓ funcionava em Macs, que não tinham exatamente virtual monopólio dos desktops. A versão PC do iTunes levou um ano para sair.

O que muda para nós aqui do mato?

Basicamente nada. Nós queremos o conteúdo, seja legal ou ilegal. Surgirão macetes, como temos para acessar a AppStore “de verdade”, o iTunes com conteúdo gratuito e até o XBox Live. A Microsoft nunca foi realmente dura em termos de proteção; primeiro porque é proibitivamente caro, segundo porque é um desafio e hackers adoram um desafio.

Nota: Segundo os freetards A Microsoft não faz um Windows impossível de copiar por pura estratégia de disseminação. A Apple faz o OS X sem NENHUMA proteção, e é legal e boazinha. Não é ótimo viver sob dois pesos e duas medidas?

O que leva empresas a tomarem atitudes aparentemente idiotas e impopulares? Fácil, empresas idiotas e impopulares, como grandes gravadoras e estúdios de Hollywood. O mundo do licenciamento é uma ZONA. Seriados comumente saem em DVD com músicas em sua trilha diferente das usadas nos episódios que foram ao ar, estúdios no Brasil distribuem filmes de concorrentes nos EUA, ninguém é de ninguém e todo mundo é licenciado para todo mundo.

Assim, quando a Apple ou a Microsoft vendem no Brasil um episódio de The L Word (ótimo seriado, em mute) quem ganha? O estúdio que produziu nos EUA? E o representante do estúdio no Brasil? E quem licenciou para exibição na TV? Virá legendado? Se eu quiser sem legendas terei mais rápido E mais barato?

É muito, muito complicado, todo mundo quer uma fatia do bolo, todo mundo vive do bolo e o bolo não dará para todos. TV, ao contrário de música é caro demais para iniciativas independentes. Nosso sonho de uma loja mundial só será possível no dia em que conseguirem efetivamente dividir o bolo. Ou seja: Nunca.

emÁudio Vídeo Fotografia

Google Japão explica (ou não) o Google Street View

Por em 11 de setembro de 2009

Não é todo dia que o MeioBit pode ser confundido com o Smelly Cat, mas esta animação do Google faria bonito em ambos os blogs. É uma idéia (bizarra) do Google Japão, mostrando o funcionamento do Street View, e das ferramentas de anonimato, que borram placas de carro, rostos, etc.

O estilo é stop-motion, bem lúdico, estilo japinhas que ainda não descobriram os tentáculos (abaixo dos 4 anos, imagino). A curiosidade é ver como uma empresa de tecnologia especializada em busca online pode ser mercado para… estúdios de animação.


Claro, seria melhor se o vídeo realmente explicasse alguma coisa, mas só de não ser algo remotamente parecido com esta outra obra-prima nipônica, já é vantagem.

Fonte: TechEBLOG

emGoogle

Zune HD vs iPod Touch – A Apple se rendeu?

Por em 10 de setembro de 2009

A apresentação da Apple ontem trouxe várias novidades, inclusive o iPod Nano com câmera de vídeo e microfone, mas no campo do iPod Touch o que vimos foi uma recauchutada. Ele ganhou Bluetooth, comandos de voz e alto-falante. Continuam faltando:

* Microfone
* GPS
* Bússola
* Câmera

Fora outros detalhes. Ou seja: Temos um iPhone lobotomizado cuja versão de 8GB custa os mesmos US$199,00 de um iPhone 3GS zero-bala.

A estratégia da Apple é clara: O Touch não pode ficar atraente demais para o pessoal que já tem um celular e está satisfeito, do contrário o interesse em migrar para o iPhone deixa de existir. Por outro lado, o mercado de xing-lings está aquecido; os imunosupressores afetam o Campo de Distorção de Realidade, e Steve Jobs precisa de features reais nos iPods. Daí a alavancada nos Nanos.

No campo dos players top, a Microsoft está atacando de todos os lados. O Zune HD vai tocar vídeo HD 720p, com tudo que a Apple fez a saída de vídeo dos iPods não passa de 700×400, ou 400i, e mesmo assim com um cabo de vídeo componente de US$50,00.

Olhando de longe o que percebe-se é uma mudança de foco; o iPod Touch vira o boi-de-piranha; o iPhone é fortalecido, o mercado intermediário de Players é reforçado pela Apple. O grande segredo aqui é que o futuro não está nos players isolados, está no Social. E que coisa mais social do que telefonia, 3G e conectividade permanente?

A Apple sabe que a Microsoft tem muito mais jogo de cintura no mercado de telefonia. Existem dezenas e dezenas de fabricantes de aparelhos Windows Mobile que adorariam uma plataforma Zune HD para brincar, se vier com uma interface intuitiva estilo iPhone.

O diferencial é que enquanto a Apple trabalha com o conceito de experiência isolada, a Microsoft pensa em integração. Imagine seu XBox, seu PC e seu ZuneHD, todos amigos, falando e trocando informações. Agora imagine isso, independente de onde você esteja fisicamente. Na documentação do Zune já falavam em “conectividade com XBox”. “boa” coisa não é!

A briga vai ser muito boa.

Acha difícil? Eu também achava impossível a Apple colocar rádio FM nos iPods, e o novo Nano vem com um.

PS: Para fins de transparência meus próximos players serão um iPod Shuffle e um ZuneHD, mesmo que só tenha em Marrom-cocô Ubuntu.

emÁudio Vídeo Fotografia

Microsoft Brasil – 20 aninhos, com corpo de StartUp

Por em 3 de setembro de 2009

Hoje o MeioBit, representado pela figura deste que vos escreve participou de um evento e tanto: Uma reunião de veículos top (mais o MeioBit) na sede da Microsoft Brasil, em comemoração aos 20 anos da Filial.

Fundada em 1989, com cinco funcionários (hoje são 570) em uma sala na Berrini, em SP a empresa acompanhou (e sobreviveu) ao auge da Reserva de Mercado, quando a pirataria era institucionalizada e defendida pelos tribunais, vide o caso Sinclair vs Microdigital e Microsoft vs Prológica. Naquele tempo todo mundo tinha um “DOS Nacional”, que perguntava “deseja cotinuar? (S/N)”. Você apertava “S”, nada. Ÿ”, continuava.

Mesmo assim investiram a longo prazo. Hoje o Brasil tem 60 milhões de computadores, 97% das empresas rodam Windows, Office está presente em 92% dos PCs corporativos e preferimos não falar do Windows Me.

O almoço foi capitaneado por Hernán Rincon, Vice-Presidente da Microsoft para a America Latina, e Michel Levy, Presidente da Microsoft Brasil.

 

almocoms1

Foi uma apresentação SEM Powerpoint.Precisa dizer mais?

Foi uma coletiva atípica. Números foram citados quase informalmente, anúncios de novos produtos ficaram no "Aguardem e confiem" (o que depois de ver o Projeto Natal é fácil). A percepção que tive é que foi mais um agradecimento, algo como "Obrigado por nos acompanhar", o que parece não ser mais do que nossa obrigação, mas o descaso com que TI costuma ser coberta pela Grande Imprensa faz com que o trabalho correto se destaque.

 

almocoms2

Hernán Rincon fala da importância da América Latina para a Microsoft

Juntando a rápida apresentação do Hernán e do Michel Levy, e depois o bate-papo com Osvaldo Oliveira, funcionário mais antigo da Microsoft no Brasil pude perceber uma mudança de ares importante: A caveira de burro enterrada em Redmond foi encontrada, desenterrada e enviada para o Google, sendo discretamente escondida debaixo do prédio onde ficam os servidores do Gmail.

A Microsoft que ofereceu ao mundo o Zune Marrom-Cocô Ubuntu não existe mais. Nem a Microsoft que tentou a todo custo vender o Vista como solução de todos os problemas, quando ele só resolvia os problemas da Dell, da HP, da Kingston, da Western Digital…

 almocoms4Foto ao lado do Michel Levy me coloca a um grau
de separação do Bill.Mas também do Ballmer.Meda!

 
Vi um grupo genuinamente feliz. O marketing sorria cada vez que alguém falava do Windows 7, o Zune HD era mencionado com antecipação, o Projeto Natal, que em minha opinião será revolucionário se fizer 10% do que foi mostrado no demo, foi referenciado por uma fonte que não posso nomear nos seguintes termos: "10%? O objetivo é que ele faça 100%".
Ficou claro que a Microsoft não quer produzir conteúdo. Ela prefere sempre fazer parcerias. Também não perdem o foco. "Somos uma empresa de software", disse Osvaldo Oliveira.

Software aliás continua sendo a cash cow da empresa. Publicidade ainda representa meros 4% do faturamento, isso só vai estourar quando Softwares + Serviços e a nuvem chegarem de vez. A nuvem aliás foi o GRANDE assunto. Basta dizer que a briga será muito boa, pois a visão da Microsoft (e muito provavelmente do Google também) vai muito além da percepção de que “nuvem” é Gmail e Rapidshare.

 

O mais legal para nós do MeioBIt é que a Microsoft (na verdade a maioria das empresas com que mantemos contato) respeitam nossa independência e nosso entusiasmo, seja para elogiar, seja para criticar. Não se enganem, se para almoçar com o Presidente da MIcrosoft tivéssemos que fazer coberturas chatas, corporativas, “jornalísticas” e não falar de coisas legais que a concorrência faz, a gente preferiria pedir uma quentinha.

 

PS: Sim, a comida estava boa pacas. O pinguim grelhado com molho de amoras pretas e maçãs flambadas foi de tirar o chapéu, vermelho ou não.

emDestaque Indústria

Nokia N900 – É como a Luciana Vendramini, japinha, rodando Linux

Por em 1 de setembro de 2009

Os sei-lá-o-quê da série N sempre foram soluções a procura de um problema, mas ninguém nunca entendeu a lógica da Nokia em NÃO incluir suporte a… telefonia. Mesmo assim eram um magneto de geeks, qualquer um que saiba de cor as 3 Leis da Robótica olhava um N810, pegava, fuçava, não tinha nenhuma utilidade específica mas se sentia compelido a ter um.

Agora a Nokia chutou o pau da barraca e FEIO. O N900 é o primeiro gadget que para um geek pode ser considerado iPhone Killer. Vejam que coisa linda:

Fale a verdade, depois de anos de TuxPhones e interfaces marrom-cocô do Ubuntu, nem parece que é Linux. Mas é. O que é vantagem, quando é o caso, Linux feito direito.

Na parte do Hardware ele tem… tudo. Vejamos:

  • Processador ARM Cortex A8 600MHz
  • 1GB de memória (256MB EAM + 768 memória virtual)
  • Navegador baseado no Mozilla, com Flash AJAX, etc
  • Tela de 3,5 polegadas, 800×480
  • Touchscreen
  • WIFI 802.11b/g
  • Bluetooth 2.1 A2DP Estéreo
  • Câmera 5Megapixels com lentes Carl Zeiss
  • LEDs duplos para flash e iluminação de vídeo
  • Filma em 800×480 a 25fps
  • GPS + A-GPS
  • Geotagging automático de fotos
  • Transmissor FM
  • Saída de vídeo
  • porta MicroUSB
  • Cartão microSD de até 16GB
  • 32GB de armazenamento Onboard
  • 3G Quadriband WCDMA/EGSM
  • Autonomia de 2-4 dias com WIFI ligado
  • 5h de conversação 3G, 9h GSM
  • Autonomia de uso ativo, +1 dia
  • 110,9mm x 59,8mm x 18mm
  • 181 gramas
  • Teclado QWERTY
  • Skype, Messengers, MSN, etc, etc
  • etc etc e… já deu pra entender

Com a introdução (epa!) do 3G aconteceu uma mudança de paradigma importante, estratégica, eu diria. O N900 deixou de ser um brinquedo para geeks e se transformou em um… smartphone para geeks. Na verdade ele é um PDA que Fala, com as facilidades de desenvolvimento das plataformas abertas.

Eu quero, eu PRECISO de um. O Maemo está com cara de ser tudo que a Nokia queria fazer com o Symbian mas nunca teve tempo, coragem de reescrever do zero ou inclinação de abandonar a base legada. Não sou adepto de convergência mas no caso mandaram muito, muito bem.

Agora é tentar conseguir um para testes. Alguém tem pra emprestar? :)

Ah sim, antes que perguntem: O preço estimado semi-oficial é de 500 Euros. Sim, uma facada. Achou que ser livre era barato?

emComputação móvel Linux Mercado Mobile

Experimento: Vamos botar o Bing na mesa

Por em 29 de agosto de 2009

Sejamos realistas: Por mais que o Windows 7 esteja excelente, o IE8 seja mais estável e menos fominha de recursos que o Firefox (e com um pr0n mode melhor também) e a Microsoft tenha feito até os filhos de Richard Dawkins ansiarem pelo Natal (explicadores de piada, ALT+F4) na área de buscas a turminha do barulho do Ballmer consegue fazer a equipe de desenvolvimento do Satux Linux parecer… bem, o Hanna Montana Linux é melhor que o Satux, esqueça.

Só que com isso as novas iniciativas sofrem. O Bing é um site de buscas bem melhor que o antigo Live. O Google teve que se coçar na área de imagens, por exemplo, para acompanhar as novidades. Mas e daí? Será que é justo não usar o Bing apenas porque a Microsoft nunca fez um site de busca que prestasse e todo mundo cansou de experimentar?

Eu acho que é, mas não posso me dar ao luxo de apenas ignorar. O MeioBit tem que pular na frente da bala. Por isso preparei um experimento. De agora até domingo de noite usarei o BING como site de busca principal. Anotarei o posicionamento dos artigos realmente úteis, o que foi buscado (exceto conteúdo educativo, claro) e como a mesma busca funcionou no Google e no Yahoo Search. Veremos o que diz o uso na prática.

Sugestões para o experimento são bem-vindas.

emInternet

Complementando o fanfarrão do Tonhobohn: BOPE na TechEd

Por em 28 de agosto de 2009

Finalmente as clássicas gracinhas nas apresentações da Microsoft chegaram ao Brasil. Nossa cultura latina costuma ser séria demais pra esse tipo de coisa. Não dessa vez. Vejam o trecho gravado. Destaque para o 012 com os recursos avançados do BR-Office:

Agradecimentos ao Vinícius por ter entubado o vídeo.

emIndústria