Digital Drops Blog de Brinquedo

Se a Microsoft é Malvada a Sun é o quê?

Por em 19 de junho de 2009

Todo ano alguém redescobre que uma atualização do .Net da Microsoft instala uma extensão do Firefox sem consentimento ou conhecimento do usuário. A chiadeira é geral, um monte de sites fazem denúncias, xingam Bill Gates de tudo que é nome, bla bla bla. Aí no ano seguinte o ciclo se repete.

Qual o termo técnico para instalar uma extensão sem aviso explícito? Sacanagem. Qual o termo técnico para instalar uma extensão sem aviso explícito e SEM opção de desintalação? Não posso dizer, a Fabiane é dimenor.

Então o que é uma empresa que faz algo assim? Eu diria que é a mesma coisa que a Sun. Reparem no que apareceu no meu Firefox:

Essa desgraça se chama Java Quick Starter e funciona como um vírus, ocupando memória inutilmente, periodicamente carregando em memória até 20MB de arquivos inúteis do java, na esperança de que eu porventura entre em alguma página obsoleta que ainda use applets. Aí aqueles 20MB que seriam melhor utilizados pelo sistema, e estavam alocados para o Java, tornariam, em teoria, a carga da Applet mais rápida.

Da mesma forma que a extensão da Microsoft, essa Java Quick Starter não pode ser desinstalada pelo painel do Firefox.

De quem é a culpa? Do Firefox, é claro. Se você deixa suas crianças sozinhas em casa com um kit de carimbos e tinta guache, não quer voltar e encontrar até o cachorro pintado? Programadores irão usar e abusar dos recursos disponíveis. A possibilidade de um programa que não pode ser (facilmente) desinstalado é tentadora demais.

O modelo de extensão do Firefox é furado. Não há uma sandbox real, extensões brigam entre si e afetam umas às outras. Provavelmente o discurso neurótico de “liberdade” tenha afetado decisões gerenciais a princípio antipáticas, mas que são a base de um sistema ESTÁVEL.

Não vemos esse tipo de situação em Addons e Plugins do Opera ou do Internet Explorer, e dificilmente veremos no Chrome.

Está na hora do Firefox dar uma limpa, bater pé firme e definir limites claros para o que uma extensão pode ou não pode fazer, e principalmente conter os abusos. Uma extensão que propositalmente quebre a interface e bloqueie a própria desinstalação deveria ser banida. Seja da Microsoft, da Sun ou até mesmo do Mário. (vai, pergunta!)

emInternet

Nokia Mobile Web Server

Por em 18 de junho de 2009

Quando a Opera Software lançou seu produto revolucionário que iria mudar a Web (não mudou) fiquei com uma impressão de “mais do mesmo”. Não só por ser uma solução em busca de um problema, mas por já ter visto idéias semelhantes melhor implementadas. Em alguns casos, implementações bem mais ousadas, como o Nokia Mobile Web Server.

A idéia é a mesma do Unite, embora já exista a um bom tempo. (não que isso impeça os Operatards de dizerem que a Nokia utilizou uma anomalia espaço-temporal para copiar o Opera. TUDO foi criado pelo Opera).

 

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É um webserver rodando no seu celular Symbian. Melhor ainda: é um webserver rodando no seu celular Symbian com direito a Python (chupa, Opera) e um set completo de aplicações, integrando com os dados do celular.

Picture 13 É possível definir usuários, níveis de acesso, regular quais informações serão disponibilizadas, qual o tipo de conexão a utilizar, limite de tráfego, limite de bateria, acessar a agenda, etc, etc e mais etc.

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Na opção de Galeria de Imagens, acessamos os arquivos direto do telefone. Você pode criar galerias, definir que somente as da memória principal serão disponibilizadas, ou as do cartão.

Vejamos as principais ferramentas que o Nokia Web Server disponibiliza, direto de seu celular:

  • Blog
  • Acesso a câmera
  • Galeria de Imagens
  • Guestbook
  • Ferramenta de contato
  • Presença (infos de bateria, GPS, etc)
  • Web chat
  • Calendário
  • Mensagens (SMS/MMS)
  • Log de ligações
  • Agenda de contatos

O blog é fraquinho e limitado, você vai se sentir no Vírgula ou no Blig, se bem que ele disponibiliza RSS. OK, é melhor que o Vírgula.

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O acesso a câmera pode ser liberado, se você tiver credenciais, ou pode ser mediante solicitação. Visitantes podem pedir “manda uma foto aí”, mas o mais divertido é usar o botão “Take snapshot” e fotografar o que o celular estiver vendo. Na prática, 90% de chances de pegar o interior do bolso de alguém.

Picture 17O formulário de contato permite que você seja incomodado por Instant Message OU mensagem de texto, que entra como SMS. A Instant Message aparece assim:

Screenshot0112 

O Webchat é uma excelente forma de explodir seu pobre celular, com diversas pessoas na mesma sala, conversando.

Picture 18 O calendário não só te dá acesso aos compromissos como permite a inclusão de novos eventos. Se você for um megablogueiro, celebridade do Twitter e ultra-solicitado como eu, pode disponibilizar o acesso público ao calendário, somente para leitura, assim sua enorme legião de fãs saberá onde você estará em uma semana altamente movimentada:

Picture 16É possível configurar a imagem de abertura, o servidor aceita temas, e todo o serviço existe em 6 idiomas diferentes.Não, português não tem. No cabeçalho há até informações de tipo de conexão que o celular está utilizando e a carga da bateria.

No celular você tem uma série de informações de logs de acesso, usuários conectados, dados transferidos e acesso a folders. O programa roda em background, afinal o Symbian tem (chupa, Apple) multitarefa, e decente.

Até algum tempo atrás imaginava que um programa assim não passasse de curiosidade, mas em situações como a do Irã, é extremamente estratégico ter uma solução completa de presença online rodando no celular. Pense bem, nenhum PC em casa, mobilidade total, todos os dados comprometedores em um cartão de memória. Isso é o pesadelo dos regimes totalitários.

Para quem quiser experimentar, o site do Nokia Mobile Web Server traz tudo que você precisa, do link de download até tutoriais e o cadastro, onde poderá criar sua URL pessoal. A minha, que nunca está no ar, é nokiacc.mymobilesite.net

emCelular Computação móvel Internet Resenha Software

Dizem que há um media player neste post

Por em 15 de junho de 2009

O produto é o Cube H100HD. Tem saída de vídeo HD, 1920×1080, tela de 5 polegadas, 800×480, sintonizador de FM, toca RMVB, RM, AVI, FLV, DAT, MPG, MP4, MOV, PMP, VOB, H.264/H.263, MP3, WMA, WAV, APE, FLAC e OGG. Vem com 8GB ou 16GB. Não temos informações de preço. Japinha not included.

Clique na imagem para ampliar e ver melhor o player. É isso. O player.

Mais fotos do… aparelho podem ser encontradas no site do produto.

le font: Journal du Geek, dica via do Twitter do Fernando

emHardware

Dica: 12345 não é uma boa senha

Por em 14 de junho de 2009

Infelizmente para 2500 empresas, nos EUA, Canadá, Austrália e Europa a dica chegou tarde demais. Elas foram vítimas (vítimas muito burras, mas vítimas) de uma quadrilha especializada em hackear centrais de PBX, e revender o acesso para call centers de moralidade questionável.

O termo hackear, claro, está sendo usado de forma bem imprecisa, pois essas empresas burras foram invadidas por usar a senha-padrão de seus equipamentos. O preço que pagaram por isso? Um total de US$55 milhões em ligações telefônicas.

Achar listas de senhas default não é fácil, claro. O sujeito precisa ser um hacker de primeira, como eu, para ter acesso a esse tipo de informação privilegiada… Por isso nem podemos culpar os responsáveis pela segurança dessas empresas. Quem imaginaria que o default de roteadores cisco era cisco/cisco, ou que o acesso root ao PBX Mintel se daria digitando "SYSTEM"?

Certo, isso é quase tão ridículo quanto os filmes, onde uma senha inválida é sobrepujada digitando-se "OVERRIDE" em letras corpo 72.

A quadrilha agiu entre Outubro de 2005 e Dezembro de 2008, até ser presa. Há indícios de ligações com terroristas, mas isso pode ser só desculpa para aumentar a pena.

Fonte: Washington Post

emSegurança

Governator Schwarzenegger quer livros digitais opensource para crianças

Por em 14 de junho de 2009

No que os críticos chamam de primeiro passo na disseminação da Skynet, o Governador da California e Robô Assassino do Futuro, Arnold Schwarzenegger propôs acabar com os livros tradicionais.

Segundo ele o Estado gasta muito dinheiro com livros escolares, que se tornam obsoletos no momento que saem do prelo. Com livros digitais as crianças teriam acesso a informação mais atualizada, o conteúdo errado imediatamente corrigido e, dependendo da tecnologia, acesso a conteúdo multimídia.

O Amazon Kindle imediatamente vem a mente. Praticamente todo profissional de TI adoraria trocar toneladas de livros de referência por um bichinho daqueles. Estudantes universitários idem. Assim que os leitores de ebooks com tela colorida e preço acessível aparecerem, o mundo dos quadrinhos também mudará.

Ao contrário de idéias como o OLPC, o conceito do Governator engloba inclusive o conteúdo. Há diversas iniciativas que disponibilizam material didático Open Source, com licenças amigáveis e custo zero.

Um dos defensores do conceito foi mais além: Explicou que para trabalhar com livros didáticos open source a escola só precisa de uma impressora. É verdade. O projeto pode funcionar mesmo sem os leitores e-ink de livros digitais que o Governator imagina.

Os grandes problemas dos livros didáticos são os erros e a falta de atualização. Um modelo em Wiki, como o material do OpenContent.org resolve ambos. Pensando bem, onde está o Ministério da Educação que não promoveu algo assim no Brasil? Ah sim, está ocupado subsidiando livros didáticos que mostram a América do Sul com DOIS paraguais.

Fonte: ABC News

emMiscelâneas

Internet Móvel Inglesa com Padrão Brasil de Qualidade?

Por em 13 de junho de 2009

De Dezembro de 2008 a Maio de 2009 foi realizada uma pesquisa envolvendo 1300 usuários de diversas operadoras de telefonia móvel no Reino Unido. O resultado mostra que o acesso mobile está repetindo os mesmos erros e defeitos do início da Internet discada.

Em média a velocidade conseguida é de 24% dos valores anunciados (e cobrados, claro), ficando em torno de 1Mbit. Muito, muito aceitável, se fosse cobrado como 1Mbit, e prometido como 1Mbit. O ping fica na casa de 150ms, inviabilizando jogos online, ou pelo menos fazendo os oponentes acharem que todo mundo é brasileiro. A navegação web fica em torno de 34% mais lenta do que em uma linha física, DSL.

Mas calma, nem tudo são trevas. No período da pesquisa as velocidades de acesso cresceram 11%, vários testes ultrapassaram os 3Mbits de velocidade, e o mais significativo: no horário de 3 da manhã em dias úteis a velocidade média subia para 1,8Mbits, demonstrando que o gargalo era nas células.

No Brasil tenho experiência com Claro, 3G/Edge e Vivo 3G/Edge. No meu caso o resultado é o mesmo do Velox: Quando funciona, atende muito bem. Quando pára de funcionar, vá arrumar algo pra fazer, não esquente a cabeça, não adianta.

Em alguns pontos da Avenida Paulista é virtualmente impossível conseguir ficar conectado mais do que alguns minutos no Vivo 3G, em outros pontos da mesma região fiquei mais de 12 horas online, com link de 1,8, 1,9Mbits.

Na Dutra, chegando em Guarulhos há um buraco negro histórico, NENHUMA conexão de Internet jamais conseguiu ser feita de meu telefone, no local. Já no resto da estrada, a cobertura é excelente, só não funcionando em zonas de sombra, como no meio de serras.

A conclusão do estudo inglês é que o serviço funciona, está dentro de padrões de qualidade bem aceitáveis, e vem evoluindo. Eu diria que as mesmas conclusões podem ser ditas do Brasil, ao menos nos grandes centros. SE você está em uma área bem coberta, pode viver só no 3G e esquecer a linha fixa. Infelizmente o que não é confiável na Internet Móvel no Brasil é justamente a mobilidade. Nunca se sabe se na próxima célula o serviço continuará a funcionar.

É essa qualidade de serviço que precisamos ter. Não velocidade. Estou pouco me lixando se o celular não conecta a 500Mbits baixando todas as temporadas de Meu Querido Pônei (presente pro niver da Fabi) em 20s. Eu quero andar do Ponto A ou Ponto B, usando o Google Maps sem levar na cara mensagem de desconexão a cada 300m, como costuma acontecer hoje em dia.

Via Symbian Freak

emCelular Computação móvel Mercado Mobile

Resenha: Docking Station SATA USB

Por em 12 de junho de 2009

No Brasil é impossível encontrar NAS a um preço que não envolva partes do corpo e/ou seu primogênito, e backups em DVD não são realmente práticos. Depois de muito estudar a melhor alternativa, fora montar um miniservidor Linux com placa-mãe VIA (planos para os próximos meses) é utilizar HDs, que estão estupidamente baratos.

Inicialmente tentei cases externos, mas cada case significa um cabo de força, um cabo de dados, um tijolo ligado na tomada e um emaranhado de fios que deixaria Peter Parker emocionalmente perturbado. Abandonada essa estratégia, descobri as docking stations, suportes externos para HDs, onde posso espetar os discos, ler e gravar o que tem que ser lido ou gravado, guardar o disco na gaveta e pronto.

Um hard disk vira um disquetão.

O modelo escolhido foi o da imagem abaixo, comprando na Deal Extreme por algo em torno de US$18,00. Infelizmente o site está fora do ar neste momento, então nada de link direto.

Existe uma boa quantidade de variações, com preços que vão até quase US$50,00. A caixa é quase sempre a mesma:

No caso embora esteja escrito, o modelo adquirido não tem HUB USB nem leitor de cartões.

Aberta a caixa, a primeira coisa que notamos é uma grossa fatia de espuma plástica protegendo a aba traseira da docking station, a parte mais frágil:

Isso não é muito comum nessas coisas chinesas, mas é muito bem-vindo.

No fundo da caixa, temos um cabo USB, um cabo de força, a fonte, manual e um CD com drivers. Só é necessário se você quiser configurar no seu Windows o botão de backup, do contrário o dispositivo funciona como um disco USB normal:

O peso não é muito, mas tudo fica firme. O aparelho suporte HDs de notebook e HDs normais, mesmo os pequenos já adicionam massa o suficiente para que nada fique deslizando pela mesa.

A traseira, assim como a da Mulher-Melancia, é autoexplicativa:

Por ser o modelo mais simples, se resume a uma porta USB, porta de força e botão liga/desliga.

A utilização é igualmente simples. Espeta-se o cabo de força, liga-se o cabo USB ao computador. Com o botão de liga/desliga na posição desligado, encaixe um HD SATA. Sem força, só com jeito. Não é um filme pornô, é um relato de 1a vez na Capricho:

Após o encaixe, ligue o power. Em alguns segundos o HD se iniciará e aparecerá em seu computador, como um disco externo. Use normalmente e só não se esqueça de desmontá-lo (Mac/Linux) ou ejetá-lo (Windows) quando terminar. Aí é só desligar o power, remover o disco e guardar.

Performance

O dispositivo foi testado com quatro HDs diferentes, comparando inclusive com o HD interno do Macbook. O programa utilizado foi o espartano porém eficiente Xbench. Vejamos os resultados:

A grande diferença se fez sentir somente com o HD mais moderno, instalado internamente. O HD interno antigo, de 80GB era tão ruim que perdeu em quase todos os quesitos, para os HDs no dispositivo USB. O máximo de performance, leitura de 36.31MB/s está longe do throughput teórico de 150MB/s das interfaces SATA, mas lembre-se que estamos ligados a uma interface USB 2.0, com uma velocidade máxima igualmente teórica de 480MBits. Dividindo por dez, para incluirmos bits de controle, protocolo, etc, teríamos uma velocidade máxima teórica de 48MB/s.

Conclusão:

Valeu cada centavo e ainda bem que eu comprei, assim não preciso devolver.

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