Digital Drops Blog de Brinquedo

Pelo menos para música o iPad já disse a que veio

Por em 14 de abril de 2010

Mesmo quem não entende nada de música como eu acha o máximo e quer brincar com aquelas mesas de estúdio com trocentos canais, potenciômetros motorizados que se mexem sozinhos, luzes piscando induzindo ataques epilépticos, etc.

Quem entende aproveita uma das vantagens da moderna microinformática que foi o barateamento das soluções domésticas, hoje é possível mixar um CD em casa, com qualidade decente. Mas mesmo os melhores programas sofrem de um singelo problema: A interface mesmo simulando mesas de som ainda é basicamente mouse e teclado.

Não dá para utilizar de movo intuitivo e prático como utilizamos uma mesa de som.

Ou dá?

Seus problemas acabaram! A tela acima é do AC-7 Pro, uma aplicação de US$9,99 para o iPad. Ela interfaceia via WIFI com seu programa preferido, (ok, talvez não com o Áudio-GIMP) e transfere os controles para os intuitivos e familiares faders.

A interface é multitouch, dá para alterar os oito canais simultaneamente, se você tivesse oito dedos.

Qual a vantagem, em relação a uma mesa de som tradicional? Bem, segundo nosso amigo aí de cima de cara uma de verdade fica na casa de US$2 mil. Mesmo comprando um iPad somente para funcionar como controle, já se sai na vantagem.

Fonte: Ritchie, via Twitter.

emÁudio Vídeo Fotografia

Assim como na Padaria e em Abbey Road, na Música Online o Sonho Acabou

Por em 14 de abril de 2010

Existe uma ilusão de que música online trará fortunas para todos os envolvidos, os músicos encontrarão um novo nirvana e todos serão felizes, mas igual ao Albert Hall, o buraco é mais embaixo.

O gráfico acima foi produzido pelo blog Information is Beautiful, e deve ser visto em sua total completitude para ser devidamente apreciado. A fonte  é uma pesquisa do Cynical Musician, que calculou quanto um artista precisa vender em cada formato para atingir um salário de US$1.160,00/mês.

Os números são surpreendentes e decepcionantes para a Geração Digital.

Em casos como o iTunes uma faixa de US$0,99 rende US$0,63 para a gravadora, e US$0,09 para o artista. Ele teria que vender 12.399 faixas para atingir os tais mil doláres americanos.

Outros cenários são piores ainda. Sites de streaming como o last.fm e o Spotify são praticamente caso de polícia. O artista para conseguir is incríveis US$1.160,00 no Spotify teria que ter sua música executada 4.549.020 vezes durante o mês.

A facilidade da distribuição online trouxe preços mais baixos, mas a mordida dos intermediários aumentou e muito. Mesmo o mais safado carcamano descarado pirateiro do planeta achará que pagar ao artista US$0,00043 pela execução de uma música, como o Spotify faz, é sacanagem.

Mesmo o álbum tradicional não ajuda muito. Na pesquisa um CD de gravadora de $9,99 rende ao artista US$1,00, para atingir o salário-alvo, teria que vender 1.161 cópias por mês.

A produção independente está se saindo a grande alternativa. Antigamente era algo para, bem… alternativos, hoje nomes conhecidos preferem encarar o preconceito da mídia e do público, cair no quase-ostracismo ao fugirem do esquema de jabás das rádios e gravadoras, a trabalhar por migalhas.

Lobão por exemplo botou CDs para vender em banca de jornal. Já o Ritchie,  chutou o pau da barraca,  gritou Independência ou Morte (ia citar algo do William Wallace, mas pegaria mal) e passou a produzir seus álbuns. Em 2009 lançou "Outra Vez", o primeiro Blu-Ray gravado, produzido, masterizado, autorado e fabricado no Brasil.

Sim, uma produção independente atropelou toda a indústria das gravadoras.


Mercy Street – Ritchie – Ao vivo – o inglês dele é excelente, será que fez Brasas?

Ele vende menos do que se estivesse no esquemão de grandes gravadoras? Com certeza. Vai a menos programas de TV, toca menos na rádio? Fato, mas vejam os números da pesquisa:

Um CD de produção independente de US$9,99 rende ao músico US$7,50, um CD gravado em casa chega a US$8,00 por unidade. O mesmo CD, em um bom contrato com gravadora renderia US$1,00.

É CLARO que o trabalho da gravadora é importante, claro que toda a insfraestrutura faz falta, mas nos tempos modernos de hoje, onde vídeos de um garotinho chorando porque não é uma Single Lady chegam a quase 3 milhões de visualizações, talvez as gravadoras não sejam o ÚNICO caminho.

Hoje vemos muitos músicos estabelecidos usando e abusando de mídias sociais, tanto o pessoal da velha guarda como os mais novos, nacionais e estrangeiros. Os bons estão se tornando referência, depois do deslumbramento inicial eles se tornam gente legal que faz música, da mesma forma que há gente legal que faz blog, e gente legal que faz empadinhas de forno, e são esses os nomes que lembramos e recomendamos quando alguém pede dicas de música, blogs ou empadinhas.

Tem o mesmo glamour dos velhos tempos, com pedestais enormes, artistas inatingíveis e gravadoras monstruosas dominando todos os detalhes do processo? Sim e não, mas posso dizer que o pessoal do Twitter que vai aos shows se diverte tanto quanto os fãs de antigamente. Proximidade não destrói a admiração por um trabalho bem-feito.

Claro, isso não vale pras bandas emo ou de pagospel (yes, existe) que usam Twitter para fazer SPAM. Essas podem ir para o Inferno.

emÁudio Vídeo Fotografia Web 2.0

Geolocalização no dos outros é refresco

Por em 14 de abril de 2010

CardosoCorp – QG Temporário

Hoje tive meu Momento Stallman. Explico: Estou passando um tempo longe da civilização, onde nem a Claro pega. A Única opção na cidade é a Vivo. Assim achei por bem comprar um chip pré, para poder me comunicar com quem de direito.

Por algum daqueles mistérios misteriosos do mundo misterioso o sistema da Vivo não entendia o “2” final para confirmar meu CPF, por isso fui transferido para o atendimento Humano. Uma simpática mocinha pediu alguns dados, mas em um momento ela me pegou de calças arriadas, tal qual Chat Roulette:

‘o senhor está na praça tal, esquina da rua tal?’

Como em um episódio de Criminal Minds a Penélope Garcia da Vivo usou de geolocalização para identificar onde eu estava. O racional era agilizar caso eu estivesse ligando do endereço fixo que seria usado em meu cadastro.

Por mais racional que seja a idéia de que a operadora de telefonia SABE onde estou, ficou estranho. Foi uma sensação ruim, é como o sujeito que aponta pra própria mulher, na mesa do bar e diz ‘vou dar uma bela carcada nessa aqui hoje’. É uma questão de convenção social. Algumas coisas ficam melhor não ditas.

Não me entendam mal. Geolocalização não é algo maligno. Pelo contrário. Não consigo mais viver sem o Nokia Maps, até o tal Foursquare se mostra bem útil, depois que expurgamos o Fator Douchebag. O A-GPS é excelente. Torna viável navegar até mesmo por pesadelos de radiotransmissão como São Paulo.

A questão psicológica aqui é que estamos tratando de um produto em grande parte intangível. Um SIM-CARD comprado anonimamente em uma padaria do nada se torna um dedo-duro. Mas um dedo-duro inevitável, como um entregador de sex shop que ninguém quer que saiba onde moramos mas ao mesmo tempo PRECISA do endereço para trazer nossa Orient Doll (não clique).

Quando a geolocalização começar a ser usada ativamente para publicidade os paranóicos de privacidade irão pirar, pois o pesadelo se torna realidade: gente conscientemente divulgando sua localização geográfica. Eu mesmo sou interpelado por isso, toda vez que brinco com o Gravity e sua integração do GPS com a API de geolocalização do Twitter.

twitts como esse aí de cima despertam mensagens verdadeiramente preocupadas de gente com medo de trolls psicopatas (desculpem o pleonasmo) indo tirar satisfações comigo. Eu acho divertido, gosto muito do recurso e aos trolls só digo: bring it on, bitch!

Neste momento muita gente está me chamando de hipócrita, por liberar conscientemente minha localização mas me sentir mal quando a Vivo utiliza o mesmo recurso.

Acho que aqui como quase tudo na Vida, cabe o diálogo. Se a atendente tivesse me informado do recurso antes de utilizá-lo eu estaria escrevendo um texto louvando a Vivo pelo uso de geolocalização.

Portanto, fica a dica para todo mundo que vá trabalhar com esse tipo de funcionalidade: não assumam jamais que o usuário ‘já sabe’, pois mesmo que ele já saiba, vai se sentir esquisito.

Vendam a geolocalização como ela é, uma ferramenta fantástica cheia de vantagens pro usuário, e não um tiozinho esquisito espiando garotinhas brincando na praça.

emCelular Planeta Sem Fio

Usabilidade tem limite, iPad Cat é demais, Apple!

Por em 14 de abril de 2010

Todo mundo ficou maravilhado com o vídeo da garotinha de 2 anos brincando com um iPad, mas agora foram longe demais. Veja e comprove!

Fonte: Fark

emApple e Mac

Acidente com submarino nuclear? Culpa da Apple, claro!

Por em 13 de abril de 2010

Em Março do ano passado durante manobras no Estreito de Hormuz, um submarino nuclear Classe Los Angeles, o USS Hartford bateu em um navio de transporte da Marinha, o USS New Orleans.

O resultado foram 15 submarinistas feridos, 87 milhões de dólares de prejuízo no submarino e 2,3 milhões no grande alvo cinza (a fora carinhosa como os submarinistas chamam navios)

O capitão, claro, foi removido sumariamente, mas o inquérito prosseguiu. Agora foram revelados os detalhes: Durante a manobra o operador de sonar e o operador de rádio não estavam em seus postos. Pra piorar, o navegador estava ocupado ouvindo seu iPod, ligado no sistema de alto-falantes do barco.

E esses caras ganharam a Guerra Fria, imagine os que perderam.

Fonte: Neptunus Lex

emApple e Mac

Microsoft lança KIN, o Twilight Phone

Por em 13 de abril de 2010

Durante muito tempo uma febre tomou conta da juventude nos EUA, e não foi a volta do Sarampo, graças à Jenny McCarthy e o pessoal anti-vacina. A culpa foi do Sidekick, um celular criado para um público específico, com teclado qwerty e uma finalidade específica: Ser uma excelente ferramenta para envio e recepção de SMS, evoluindo posteriormente para uma plataforma voltada para Instant Messengers em geral.

Em 2008 a Microsoft adquiriu a empresa, acumulando know-how no processo, mas ninguém sabia o que ela faria com o produto. Lançar um telefone próprio seria fora de questão, mas então vazaram informações sobre o Projeto Pink, um “Celular da Microsoft”

A Microsoft aprendeu, desde o tempo da caixa do iPod

Ontem a empresa apresentou o KIN, e devo dizer que conseguiram o melhor de dois mundos: Lançaram um telefone próprio SEM melindrar os parceiros de hardware.

O KIN por incrível que pareça não é o primeiro celular com Windows Phone 7, embora a interface seja bem parecida. De qualquer jeito, você vai odiar. Eu vou odiar, o leitor médio do MeioBit vai odiar. Motivo? Não somos o target.

KIN 2 – A Missão

O alvo é o público jovem, abaixo dos 25 anos, que não acha a menor graça no iPhone e considera o Blackberry coisa de velho. É o pessoal que, como dito na apresentação, vai a shows com milhares de pessoas ou a festas e se não puder postar no Facebook, se considera “isolado dos amigos”.

Não são geeks, não querem ser geeks, são os legítimos usuários das redes sociais, muito mais preocupados em mandar as fotos da balada (em português carioca “balada” é conhecido como “night”) e conversar com os amigos do que ficar instalando Apps Flatulentas da *Store.


Os dois aparelhos apresentam uma tela dinâmica com as últimas atualizações de seus contatos, independente da rede social. O conceito é integrar pessoas com pessoas, não pessoas com redes sociais. Por isso o foco de compartilhamento é entre contatos.

Tudo é feito através de arrastar e soltar, o botão verde central é o ponto de compartilhamento. Ali você solta o conteúdo, em seguida arrasta as pessoas (ou as redes) para as quais deseja mandar o conteúdo, e o telefone faz o resto.

Ambos trazem câmeras com flashs de LED, prometido como 9 vezes mais potente que o melhor do mercado, pensado para o uso em discotecas, boates ou seja lá onde os jovens vão. O KIN 1 traz uma câmera de 5 megapixels e filma e SD, já o KIN 2 traz uma câmera de 8 Megapixels e filma em HD, 720p. O primeiro tem 4GB de memória, contra 8GB do segundo.

Não há aplicações específicas para cada rede social, você as configura nas preferências, depois é só usar a interface unificada.

As fotos são enviadas com informação de geolocalização para o Facebook, MySpace ou Flickr, e é possível visualizá-las num Bing Maps. Não dá pra subir fotos para o Twitter. Não que dê normalmente, sem usar serviços de terceiros.

A filosofia de Cloud Computing se faz presente na figura do KIN Studio, um website que guarda tudo que você faz com o telefone. Todas as mensagens trocadas, fotos, contatos, vídeos, tudo. A visualização é feita via uma timeline, e esse arquivo faz com que um KIN perdido (curiosamente nunca usam o termo “roubado”nas apresentações) seja facilmente substituído e o novo repovoado com conteúdo.

O KIN Studio em ação

Também vem incluído um cliente de email, um navegador web (que permite compartilhar sites ou trechos de páginas) e a parte de multimídia, que assim como o resto do mundo Windows Phone 7, utiliza o Zune. Yes, Virginia, o KIN ainda por cima é um Zune. Mas não se decepcione com os 4GB ou 8GB, o KIN faz streaming WIFI e 3G de conteúdo do Zune Marketplace, se você tem um Zune Pass tem acesso a literalmente TUDO que há lá.

A Interface é fluida, muito semelhante à apresentada no lançamento do Windows Phone 7, e rodando em cima de plataforma Tegra, dá pra entender a fuidez:

Já há um considerável número de críticas se acumulando (afinal foi lançamento da Microsoft) entre elas a de que ele não permite visualizar vídeos do YouTube (o que realmente é problemático), mas também há discussões sobre a ausência de uma aplicação de mapas e uma de agenda de compromissos, e sem perceber caimos no velho problema de reinventar o smartphone.

Não é um smartphone, não tem calendário pois adolescentes não agendam seus compromissos no computador. Também não tem (estranho terem deixado essa de fora) aplicações do Office, pois somente pedagogas delirantes achariam que os usuários fariam dever de casa no celular.

O Gizmodo estima que o modelo mais caro custará menos de US$150,00, bem dentro da faixa ideal para o público-alvo.

A atitude mais ousada e questionável é a ausência de instant messengers. Será que as redes sociais “mataram” os IMs, como “mataram” o email? Não tenho dados.

Dará certo? Não sei, o conceito é bom mas a quantidade de “defeitos” nubla as projeções, é como analisar Crepúsculo depois de ter lido Bram Stoker e Neil Gaiman. Racionalmente não se sustenta mas não quer dizer que não tenha uma legião enorme de fãs.

O tempo dirá se a Microsoft acertou mais uma vez ou lançou o primeiro mico em muito tempo.

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O Japão não entendeu a Internet

Por em 11 de abril de 2010

Não que a Internet entenda o Japão, fonte de 98% das bizarrices espalhadas pelos intertubos, mas era de se esperar que ao menos o básico eles entendessem.

Mesmo assim algumas coisas lá são até semelhantes ao resto do mundo. A velha mídia nipônica também tem dificuldade com os Novos Tempos. Enfrentam os mesmos dilemas: Conteúdo pago ninguém acessa, conteúdo gratuito não dá pra monetizar. Só que como são poucos grandes jornais, conseguem fechar o conteúdo e manter os leitores presos à assinatura da edição de papel.

Aqui entretanto eles nos surpreendem. Talvez por olho grande (pun intended) os responsáveis pelo Nikkei, um dos maiores jornais do país resolveram que só são válidos visitantes que entram pela página principal do site.

Por isso em sua política de uso, há a INCRÍVEL cláusula:

Política de Links:
Por favor envie um email para e-media@eur.nikkei.com com informação sobre seu website, endereço do site, texto do link, nome e detalhes de contato antes de adicionar um link tirado de nosso website. Em geral links de outro site para nossa home são aceitáveis, entretanto nos reservamos o direito de rejeitar links para websites e links em si que não aprovemos

YES, eles querem que antes de colocar UM LINK PARA O SITE DELES, você peça permissão.

O Japão não faz sentido

Isso vai contra o básico do básico da Internet, sem o link não há comunicação, não há Google.

Links são tão importantes que há até técnicas de sites picaretas como o Experts Exchange e vários fóruns, que liberam o conteúdo para o buscador do Google, mas bloqueiam para visitantes, assim são visitados e indexados MAIS links. (há uma técnica para dar a volta nesses picaretas)

Ao querer impedir e restringir os links o Nikkei está indo pelo mesmo caminho dos jornais que querem cobrar do Google pelo direito de indexar seu conteúdo. Não sei aonde vai dar mas não é um caminho que eu ache muito interessante seguir.

Fonte: Ars Technica

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