Digital Drops Blog de Brinquedo

Associated Press: Estupidez mesmo em se tratando de trolls

Por em 14 de abril de 2009

Trolls, como todo internauta mais experiente sabe, não são renomados por sua inteligência, mas a cegueira e o fanatismo às vezes conseguem apagar as menores fagulhas de racionalidade, fazenod com que alguns se destaquem negativamente, mesmo entre pares não muito brilhantes.

Isso aconteceu com a Associated Press, uma mega-agência de notícias que andou surtando, exigindo que sites removessem CITAÇÕES (devidamente linkadas), e chegando a cobrar licenças de US$12,50 para reprodução de textos de 5 a 25 palavras. Títulos inclusos.

Agora piraram na batatinha de vez.

A WTNQ-FM, uma pequena estação de rádio do Texas recebeu um email malcriado de um representante da Associated Press dizendo:

“Eu percebi que vocês estão postando nossos vídeos sem uma licenca, e tenho que pedir que removam todo o conteúdo em vídeo da AP de seu site ASAP.”

O que aparentemente é um simples caso de pirataria, roubo de conteúdo, etc, se complica por dois pequenos detalhes:

1 – a WTNQ-FM é afiliada da Associated Press

2 – os vídeos em questão estão no YouTube, no CANAL DA ASSOCIATED PRESS. Com direito a todos os códigos de embed.

O responsável pela rádio ligou para o representante da AP, que não tinha idéia do que era o YouTube, de que os vídeos estavam lá, mas insistiu que a rádio deveria PAGAR por um serviço que disponibilizaria os mesmos vídeos, com um player proprietário e veiculando publicidade. Da AP.

Eu não sei qual a resposta mais adequada, se é “fritas acompanham?” ou “e na bunada?”

De todos os casos de gente que não entende a Internet, esse por enquanto é o campeão.

PS: Será que a AP vai cobrar do MeioBit para passarmos o video acima? MEDA!

Via: CNET

emInternet

Twitter… no Excel?

Por em 14 de abril de 2009

A dica é do Ócio 2007, foi publicada em 2008 e é uma daquelas pequenas preciosidades que ficam ocultas por anos, esperando por uma redescoberta.

O truque é usar fontes de dados externas no Excel, importando para uma planilha mensagens do Twitter. (mais detalhes no site do Ócio)

O que dá para fazer com isso? Muita coisa, ou nada, depende da sua imaginação. Para tabular resultados de uma campanha, por exemplo, é muito mais rápido do que ficar dando reload na página de buscas.


Sou só eu que está vendo o embrião de um produtinho para vender às agências de marketing em mídias sociais?

Fonte: Ócio 2007 Screenshot, cortesia do Akohn

emInternet

2012 – Fim do Mundo ou Ano do Linux nos Netbooks

Por em 14 de abril de 2009

Desde que a Microsoft divulgou que 96% dos netbooks rodam Windows, o mundo Linux ficou em polvorosa, e na falta de fatos para refutar os dados, apelaram para a Wikiality, que é a Realidade que vem das tripas, não do cérebro. É quando você sabe que algo está certo, e continua acreditando, mesmo diante de provas irrefutáveis: Ex: FreeCad melhor que Autocad. Muita gente defende isso até a morte.

Quando a MSI divulgou que a taxa de devolução de netbooks com Linux era 4x maior do que a de netbooks Windows, a explicação foi “O cara da MSI disse que os dados são da ASUS, não da MSI, então não vale”. Claro, afinal a ASUS faz mamadeiras, não netbooks.

Quando Gerry Carr, Gerente de Marketing da Canonical disse, em relação aos números de devoluções citados pela MSI: “Estamos vendo devoluções em números semelhante nas nossas máquinas” a resposta foi: “Não, ele não disse isso”. Fato: Ele disse. Aqui na ZDNET.

Uma boa: Vi gente dizendo que como as pessoas não EXPERIMENTARAM o Linux, não pode-se tratar esses números como taxa de rejeição. Elas não “rejeitaram” o Linux, apenas escolheram ficar com o Windows. hummmmkey. O médico disse para não contrariar.

A outra “explicação” negando a realidade é que o Windows não roda nos Eee PCs low-low-end. Por isso nesse segmento o Linux é dominante.

Verdade, e o termo “Senhor das Moscas” nunca foi tão apropriado, já que esses netbooks low-end estão todos indo para o buraco (o que é uma pena). Os consumidores não querem netbooks limitados, eles querem rodar as mesmas coisas que rodam em seus PCs domésticos.

E a culpa nem é do Satux e cia. O MSI Wind rodava SUSE, e mesmo assim a rejeição era alta.

O que falta aqui é uma boa campanha mostrando que o Linux TAMBÉM funciona. É vender como uma solução completa, da mesma forma que a Apple vende os Macs. “simplesmente funcionam”. Só que isso demanda dinheiro e uma boa agência de propaganda, do contrário o Linux ficará restrito a filmes sem-graça.

Só que isso dá trabalho. E se estamos falando de Wikiality, realidade definida por consenso, melhor pular as fases complicadas e ir direto aos finalmentes. Por isso o Mundo Linux adorou quando uma pesquisa da ABI Research previu:

“Em 2012 Linux e Sistemas Operacionais Alternativos (sic) superarão o Windows XP nos netbooks”

A opinião é baseada no fato do XP não rodam em processadores mais lentos, só que “processadores lentos” são ARMs rodando a 1GHz. Eu era feliz com meu XP rodando em um Duron 800MHz.

Pior, o Windows 7 é praticamente ignorado na pesquisa, apesar das opiniões quase unânimes favoráveis ao sistema, principalmente em netbooks. Eu acredito que em 2012 o Linux realmente ultrapasse o XP em netbooks, pois o XP estará completamente defasado, em prol do Windows 7.

Netbooks como máquinas fracas e limitadas estão morrendo (de novo, infelizmente). Já há netbooks com drive óptico, coisa que nem vem mais no Macbook Air. TODO netbook desejável é capaz de rodar Windows XP, ou mesmo o 7. O resto é brinde.

A coisa fica mais feia pro Linux pela dispersão de esforços e produtos. QUAL Linux instalar? Android? Moblin? Ubuntu, que também Não tem uma versão ARM pronta, mas é “isentamente” cotado como player?

Computadores são eletrodomésticos. Ninguém quer comprar complicação, as pessoas querem soluções. Um netbook bem-configurado, com uma interface decente, pode sim ser vendido, mesmo sendo “diferente”. Mas quando cada fabricante tem um diferente “diferente”, o consumidor vai atrás do que lhe é familiar: Windows.

Isso, claro, se a Apple não entrar no mercado de netbooks e melecar a coisa toda.

Fonte: Desktop Linux

emArtigo Linux

Amazon flagrada em ato de xeno, digo, homofobia explícita

Por em 13 de abril de 2009

Em Star Trek a desculpa para tudo era “estava sob domínio de uma entidade alienígena maligna”. Isso safava o sujeito mesmo se ele tivesse explodido um orfanato de bebês-focas andorianos. Já na Informática “foi vírus” já salvou a vida de muita gente que fez besteira e não tinha como se justificar.

Na Internet o termo “erro de sistema” é usado direto, e por incrível que pareça, cola.

Vejam este caso da Amazon: Do nada, sumiram das buscas e dos rankings todos os livros, filmes, etc envolvendo temática GLBT – Gays Lésbicas, Bisexuais e Transgêneros (não as frutas, que são transgÊNICAS, se bem que transgêneros também são frutas e-ok, deixa pra lá).

Mark Probst, autor de The Filly, um livro que se encaixa (no bom sentido) no gênero, percebeu que não só sua obra havia desaparecido das buscas, como vários outros. Em seu blog, Mark conta a resposta que recebeu da Amazon, ao questionar o sumiço:

“Em consideração a toda nossa base de clientes, nós excluímos material ‘adulto’ de algumas buscas e das listas de best sellers. Como essas listas são baseadas em números de vendas, o material adulto também está excluído desses recursos”

Curiosamente, a Amazon não vê problemas em vender brinquedos eróticos, lingeries sensuais e DVDs da Jenna Jameson, mas a biografia da Ellen DeGeneres é conteúdo “adulto” e deve ser mantido escondida, no armário?

A atitude da Amazon não foi muito bem recebida, mas ao invés de dizer “ops, foi mal” e seguir adiante, chamaram a Internet de idiota, dizendo que foi tudo uma falha no sistema de rankings de vendas, e que está sendo consertada.

Eu entendo que um site mantenha longe das listagens públicas filmes pornô europeus com anões hermafroditas, mas até obras de arte inquestionáveis como o excelente Brokeback Mountain (que eu não vi mas o Morróida falou que é ótimo -sério-) sumiram da listagem da Amazon.

Preconceito em geral já vem associado com burrice, mas quando há prejuízo financeiro envolvido, já vira estupidez.

Fonte: DownloadSquad

emInternet

PMP Cube B52HD – dá até pra perdoar por não ser um cubo

Por em 13 de abril de 2009

OK, fato. Os chineses não entendem nada de geometria, o Personal Media Player Cube B52HD é um tetraedro, não um cubo, mas você se preocupar com geometria neste caso só indica que Sheldon Cooper lê o MeioBit.

Veja a imagem, e diga que não é uma gracinha, que não seria uma excelente companhia no sofá no final do dia, garantindo horas de lazer e diversão. Agora olhe mais abaixo e veja o Media Player. Lindo, não?

Yes, se clicar amplia. De nada.

É o tal Cube que não é cubo. Vamos vê-lo de forma mais detalhada:

Parece um iphonão, certo?

Ele tem tela de 480×272, 5 polegadas, 16 milhões de cores, proporção 16×9, toca MP3, WMV, WAV, RM, AVI, RMVB, FLV, RM, FLAC, MPEG e até OGG.

Vem com receptor FM e o mais importante, saída de TV tocando conteúdo HD, 720p.

De memória interna tem 8GB, o que é bem pouco, mas se no meio deses 8GB vier o telefone da japinha da foto, está valendo. Também há um slot de expansão de memória, mas não identificamos o cartão usado.

O preço é uma piada, US$73,00. Isso mesmo, menos de duzentos merréis.

Pode ser encontrado no site oficial, se seu chinês estiver em dia.

E não, não há nenhuma justificativa racional para a publicação da foto acima. Me processe.

Via Akihabara News

emHardware Mobile

“That’s why we are so gay”

Por em 13 de abril de 2009

Se fosse hoje em dia muito provavelmente a frase seria da Apple, mas é da IBM, faz parte de suas músicas corporativas. O trecho acima é do songbook interno “Songs of the IBM“, de 1931. A letra, cantada com a melodia de Jingle Bells é:

IBM, Happy men, smiling all the way.
Oh what fun it is to sell our products night and day.
IBM, Watson men, partners of T. J.
In his service to mankind — that’s why we are so gay!

Vamos, todos juntos, acompanhemos Sam Albert, ex-executivo da IBM nos anos 50:

Notem que ao final Sam parece que vai protestar explicando que
“Gay” nos anos 30 não tinha o mesmo significado que hoje,
mas isso seria estragar a piada.


O uso de “canções corporativas” para estimular a moral e incutir lealdade nos funcionários não era exclusividade da IBM, todas as grandes corporações seguiram a mesma linha, até a decadência do estilo, nos anos 60 e 70, embora até os 80 fossem possível encontrar quem fizesse músicas para a empresa. Na verdade houve musicais inteiros, e se a moda continuasse hoje teríamos O Fantasma do Opera em cartaz nas reuniões corporativas.

Para o mundo de hoje é estranho esse nível de “lealdade”. Por mais que gostemos de trabalhar em um lugar, não imagino um funcionário dos tempos atuais, que vai passar por 10 ou 15 empregos no decorrer da carreira, cantando um Hino da Macromedia, ou algo assim.

O legal é que a IBM não resolveu varrer para debaixo do tapete esse passado esquisito. Pelo contrário, algumas das músicas estão listadas, com arquivos de áudio no site da empresa. Há inclusive uma cronologia musical, mostrando as várias bandas, conjuntos e escolas que a IBM teve de 1915 a 2001.

Claro, se algum dono de startup resolver montar uma bandinha de rock vai aparecer um monte de gente parabenizando pela modernidade, idéia revolucionária e pensamento futurista.

Fonte: dica via Twitter do Fábio Brito

emIndústria

Mais sacanagem que RickRoll só os royalties

Por em 13 de abril de 2009

Como o YouTube faz dinheiro é um mistério mesmo para o Google, mas já descobrimos onde ele NÃO perde: Royalties.

Em teoria o Google deveria pagar para gravadoras e autores um dinheirinho, relativo à veiculação das músicas no YouTube, mas os valores estão algo assim… patéticos. Não falo de operações pequenas, não é o caso do blog com 10 visitas reclamando que não ganha milhões. A coisa foi para o ventilador via gente grande.

No caso Pete Waterman, co-autor de Never Gonna Give You Up, cantanda por Rick Astley e que virou mega-hit na Internet, com mais de 150 MILHÕES de visualizações.

Pois bem: Sabem quanto dinheiro o Pete ganhou do Google, por 150.000.000 de hits? US$16,00. Isso mesmo: DEZESSEIS DÓLARES.

Ele diz que ganha mais de estações de rádio locais do que do Google.

Não adianta ficar tecendo odes às Novas Mídias, incensar qualquer coisa com 2.0 na frente, dizer que a “velha mídia” morreu, se você explora de forma absurda os artistas, de um jeito que nem as mais canalhas gravadoras ousaram fazer.

Se essa é a perspectiva, 150 milhões de visualizações e $16,00 de renda, eu prefiro ficar com o velho modelo, onde a grana não é uma maravilha mas não chega a ser vergonhosa assim.

Fonte: Fox News

emIndústria