Digital Drops Blog de Brinquedo

Indoor location: coisas que nem o Google Acha

Por em 1 de dezembro de 2010 - 27 Comentários

O Google parece Onisciente, mas mesmo sabendo a resposta para a Vida, o Universo e Tudo Mais, ele carece de informações sobre o mundo físico. Toda a nossa tecnologia de navegação é inútil quando entramos na escala humana. Um bom exemplo foi quando a esposa de um amigo teve seu iPhone roubado. Em São Paulo, no meio de um monte de prédios o sinal do GPS degradou a ponto de só conseguir localizar o aparelho num raio equivalente a três prédios. É uma resolução ótima se você quer saber o caminho pra Alexandreta, mas inviável para achar um celular.

Mesmo com resolução ideal de uns 5 metros a informação de GPS é inútil para localizar objetos dentro de um cômodo. Um celular perdido anunciando sua posição silenciosamente continuará perdido até uma busca completa ser realizada no recinto.

Tecnologias como RFID não adiantam para esse tipo de busca também. Você tem que chegar com o detector bem próximo para que a etiqueta receba carga por indução e revele sua existência.

Amplie isso para as centenas de objetos de nosso uso diário. Nem o Bing consegue achar seu isqueiro.

Existem várias tecnologias em desenvolvimento para tentar resolver esse tipo de problema, mas nenhuma é prática. Uma utiliza sinais de Access Points WIFI para triangular a posição de objetos, outra pega carona em transmissores comerciais como rádio e TV. Todos esses apresentam deficiências semelhantes: Primeiro exigem que a posição das fontes de sinais seja conhecida com precisão. Segundo demandam muito processamento no objeto a ser encontrado.

Válido pra um Galaxy Tab ou um iPhone, mas eu não tenho um ARM rodando no meu isqueiro.(na verdade nem tenho isqueiro)

Um modelo que funcionaria exigiria etiquetas RFID que usassem sinais indiscriminados para emitir continuamente um código de identificação, associado a um sinal de um relógio atômico externo. Esse sinal seria repetido pelo chip de identificação, não gerado internamente.

No equipamento de localização dois receptores, em lados opostos do equipamento identificariam o sinal. Computando a diferença de tempo entre o sinal captado do relógio atômico pelo equipamento de localização E o sinal repetido pelo chip no objeto perdido, teríamos a distância.

A variação de tempo entre os receptores nas laterais do equipamento produziriam um valor angular, indicando a direção do objeto.

O problema aqui é que estamos lidando com unidades de tempo absurdamente pequenas. A luz percorre esses 10cm em 330 picosegundos, se somarmos as distorções atmosféricas, as diferenças entre componentes, atraso pelo sinal atravessar a carcaça do aparelho ficamos com uma diferença bem menor para mensurar. Talvez seja inviável economicamente trabalhar com precisão na casa de centímetros.

Exceto se o aparelho detector for movido tridimensionalmente, como um Tricorder em Star Trek. Isso daria uma paralaxe de leitura bem maior, aumentando a precisão sem exigir processamento impossivelmente rápido e acurado.

Talvez detectores espalhados pela casa possam auxiliar o detector móvel, mais uma vez aumentando a distância entre os pontos, e consequentemente a precisão.

São só idéias, mas após pensar um pouco deixa de ser tão loucura imaginar que o Google um dia irá achar suas malditas chaves.

Só fico pensando em quantos bits deve ter um identificador único para cada objeto no mundo.

emArtigo

Video Timelapse 720p no iPhone

Por em 1 de dezembro de 2010 - 12 Comentários

Timelapse é um recurso que poucas câmeras oferecem, o que é uma pena. Gera efeitos bem bonitos de passagem de tempo, além de ser útil para observações científicas.

Por isso mesmo é surpresa algo simples como um celular ter esse tipo de recurso. No caso graças à aplicação ReelMoments, de apenas US$1,99.

Não poderia ser mais simples: Você escolhe resolução, qual a taxa de captura, a taxa de exibição e manda gravar. O iPhone começará a tirar fotos e ao final irá combiná-las em um vídeo.

O legal é que como a captura é propositalmente lenta, o hardware do iPhone 3GS/3G aguenta tranquilamente gravar imagens de 1280×720, o resultado é um filme timelapse em HD, 720p.

Você pode escolher resoluções intermediárias, descendo até 480×360, é uma questão de experimentação e espaço disponível. Um vídeo de 24 segundos em 720p formato .MOV ficou com 31.8MB.

O vídeo abaixo foi gravado por uma hora, um frame a cada 5 segundos, em 1280×780. Se quiser assisti-lo em resolução full, clique e veja no Tubo, selecione 720p e parta pro abraço.

O iPhone fica bem quente durante o uso e a bateria vai embora, claro. O programa tem opção de encerrar a gravação quando a carga baixa de 25%, mas o ideal é usá-lo com o carregador conectado.

Ao contrário de outros programas, não é preciso desativar o autolock, mas recomendo fortemente que você corte o som do aparelho, do contrário ele fará o barulho do disparador a cada foto e logo você pensará em jogá-lo na parede.

É um belo brinquedo que vale tranqüilamente osUS$1,99, mesmo que seja só para deixar a noite toda gravando atrás de ladrões de geladeira (já fiz isso).

emApple e Mac Fotografia

Electrolux lança o tablet mais pesado do mundo

Por em 1 de dezembro de 2010 - 42 Comentários

Rodando Linux em um processador Freescale i.MX25 ARM a 400MHz e com 128MB de RAM o tablet I-Kitchen da Electrolux vem com tela de 480×800 pixels, wifi e já incorpora acesso a redes sociais como Orkut.

O tablet também vem com contatos, calendário, dicas, porta-retrato digital com slideshow e um amigável sistema de recados, além de uma App com mais de 600 receitas:

Voltado para o usuário doméstico o I-Kitchen não é muito portátil, e também não é barato. A Electrolux indica um preço de R$5.999,00. Olhando as imagens percebe-se que assim como o iPad a moldura em volta da tela é bem substancial.

Mesmo assim talvez o I-Kitchen ache seu público, pois além de multitarefa ele tem recursos raros na maioria dos  tablets e totalmente negligenciados pelo iPad, como um refrigerador de 542 litros acoplado. CHUPA JOBS, seu brinquedo consegue gelar cerveja? Pois é.

Nota: Estou assumindo que o I-Kitchen é um tablet por pura defesa. Não quero acreditar que algúem seria idiota a ponto de lançar uma geladeira com internet porR$6 mil.

emAndroid e Linux Hardware

Segundo a Canon esta foto é verdadeira

Por em 1 de dezembro de 2010 - 15 Comentários

A regra é clara: se está na Internet é verdade. Se vier em formato de foto, é mais verdade ainda, que o digam as fotos da Hermione pelada que circulam por aí.

Infelizmente alguns chatos não acreditam em tudo que vêem, outros mais chatos ainda insinuam, tendo pouco além de fatos para provar suas afirmações que pessoas sempre manipularam imagens a seu favor, mesmo antes do advento do Photoshop. Diante dessa histérica comunidade tendenciosa que só admite um lado da história (o real) vários métodos foram criados para determinar a autenticidade de uma imagem.

Um deles é o OSK-E3 da Canon, uma tecnologia de autenticação e assinatura digital que garante que uma imagem não foi alterada digitalmente. As fotos são assinadas criptograficamente pela câmera na hora que são feitas, depois com um software especial e um smart card é possível comparar a assinatura gerada pela máquina com uma gerada pelo PC, usando a imagem como base. Se forem diferentes, a imagem foi alterada.

A tecnologia garante inclusive a autenticidade dos dados EXIF, num flagrante ataque à liberdade individual. Se eu quiser que minha foto do Pacaembu venha com dados de GPS de Niterói, eu tenho que poder, oras.

Para nossa sorte os Defensores da Liberdade da ElcomSoft foram camaradas. Esses hackers russos divulgaram uma pesquisa onde obteram as chaves de autenticação das máquinas Canon. Aparentemente as chaves estavam disponíveis no Firmware da câmera, sem nenhuma encriptação. Com isso acabou o monopólio da Verdade. Não mais só os monopolistas da Canon detém o direito de dizer que uma foto é verdadeira. Agora qualquer um pode fazer isso.

Se um pouco de Verdade é bom, imagine para todo mundo. Com a divulgação da pesquisa de Dmitry Sklyarov, o hacker russo em questão, não só a tecnologia de autenticação de imagens da Canon foi democratizada, como por tabela foi resolvido um dos grandes problemas da web: Fotos falsas. Rodando a autenticação e reenviando os fakes, todas as fotos se tornam verdadeiras. Caso encerrado.

Fonte: BoingBoing

emFotografia Manipulação digital

Tony Stark e Mr Burns também apostam no iPad. Azar dos designers

Por em 27 de novembro de 2010 - 65 Comentários

"Meu outro brinquedo é um iPad"

O iPad tem se mostrado uma plataforma incrivelmente fértil para o mercado editorial. Pela primeira vez o leitor tem mobilidade e conteúdo rico. Convenhamos, o Kindle é excelente para livros mas nem sequer os jornais, os dinossaurescos jornais são mais em preto-e-branco.

Claro, websites podiam prover o mesmo conteúdo, mas quando você acessa um  site em um notebook nunca está fazendo só isso. Há janelas de Instant Messengers, alertas de widgets, ícones de email piscando, o Windows Update avisando de algum novo download e a tentação de um ALT+TAB para fazer outra coisa.

Não é culpa do site, é culpa da mídia. Um notebook é algo que foi feito para ser usado dessa forma. Já o iPad embora disponha de notificações, multitarefa, etc, é projetado para concentrar toda a atenção na aplicação principal. Assim como uma revista o resto do conteúdo está lá, mas você o acessa uma matéria por vez.

Mesmo com todo o Hype Marketing explicado no artigo anterior, faz bastante sentido os produtores de conteúdo migrarem suas publicações para o iPad. A plataforma permite recursos ricos, o custo de publicidade é atraente (pro publisher) e o público é altamente selecionado. O preço dos exemplares está equivalendo ao das edições impressas e ninguém está reclamando. continue lendo

emAnálise Artigo Computação móvel Destaque Especial Mercado

Quem diria, o Puxa-Frango existe (sim, Japão)

Por em 26 de novembro de 2010 - 20 Comentários

Lembra do desenho do Pica-Pau com o Puxa-Frango, um robô criado por um cientista maluco para depenar galinhas? Pois é, a visão dos roteiristas de 1961 não estava muito errada, robôs já fazem parte do dia-a-dia de alguns grandes frigoríficos.

Não é algo fácil, cortar carne é uma arte, como Ivo Pitanguy e Dexter podem comprovar. Máquinas não lindam bem com variações em seu ambiente, robôs industriais não são muito flexíveis nesse sentido. Por isso mesmo o HAMDAS-R, robô desossador de pernil da Mayekawa é tão impressionante. Processa até 500 pernis por hora, ou 125 porcos. Assumindo que não há porcos mutantes ou aleijados no meio.

Veja o processo:

O legal é que usam um mínimo de cortes, o método usado é de enfraquecer os ligamentos entre o osso e a carne, e no final puxar.

Fascinante é que a profundidade dos cortes varia de peça para peça, cada uma com um tamanho próprio. O robô cuida de tudo, bem mais rápido que um açougueiro.

O uso de robôs para esse tipo de processamento de alimentos é bem vantajoso. Sem contato com humanos as chances de contaminação da carne são menores. O robô pode ser desinfectado no final do dia e em casos extremos pode funcionar em uma atmosfera anaeróbica, péssima para a maioria dos microorganismos.

Claro, o custo esse tipo de máquina é muito alto e a manutenção deve ser um pesadelo. Ela faz sentido em países onde a mão-de-obra semi-especializada é cara e o preço final do produto compensa o investimento.

Tipo o Japão.

Filosoficamente, termino percebendo que a 1a Lei da Robótica não vale para porcos.

emHardware

QR Code em sites. Meio Inútil, não?

Por em 26 de novembro de 2010 - 30 Comentários

não perca seu tempo.

Como conceito as imagens em QR Code são uma coisa bem legal. Um código de barras bidimensional, capaz de armazenar muito mais informação do que o modelo tradicional, com correção de erro, algo bem mais robusto, excelente para ser usado pela indústria automobilística, por exemplo.

Na Internet os códigos QR foram usados inicialmente para facilitar a vida das pessoas com celulares sem teclado alfanumérico. Digitar uma URL em um Nokia com T9 não era algo fácil, reconheço.

Assim você leria um texto em um site falando de uma aplicação e se deseja-se experimentar, ao invés de digitar um endereço monstruoso apontaria seu celular com câmera para a imagem. Um programa a decodificaria, passaria a URL para o navegador e e magicamente a página abriria.

Na prática havia pouco ou nenhum motivo para abrir uma página nos celulares pré-iPhone. A renderização era ruim, as conexões (mais) lentas e nem todo celular permitia instalação direta de arquivos via web. Para piorar alguns desenvolvedores forneciam links de download para zips, melecando tudo.

Com isso o QR nunca pegou.

Hoje existem várias alternativas aos QR Codes. Você pode sincronizar seus bookmarks entre diversos computadores e dispositivos móveis usando o XMarks, pode sincronizar textos, URLs e imagens usando o Evernote, pode salvar URLs para posterior leitura usando o Read It Later, que também funciona sincronizado entre várias plataformas e pode até salvar o conteúdo inteiro de uma página através do Instapaper.

Todos esses serviços rodam nos mais variados celulares e vêm com plugins e extensões para integração a todos os navegadors relevantes. (Sorry Opera)

A navegação móvel também deixou de ser o horror de antigamente. O “site mobile” deixou de ser essencial, na maioria das vezes é possível navegar pelo site normal, acessando os links… normalmente. Aí o QR Code deixa de ser inútil e vira uma piada. Sim, já vi sites onde só havia a opção do QR Code, um pesadelo de usabilidade pois se vc acessa o site pelo celular, como vai fotografar a tela com a própria câmera? Einstein não deixa.

NOTA: A rigor Einstein deixa, mas você precisaria de uma fonte gravitacional muito grande.

O QR Code é uma boa idéia que foi atropelada pelo avanço tecnológico. Hoje ele funciona muito bem no ambiente industrial e nos controles de estoque, mas perdeu sua razão de ser no mundo mobile online.

Talvez ele ainda seja válido em mídia impressa e em ações de marketing, mas no momento em que você impõe um pré-requisito para que o consumidor acesse seu conteúdo, você está limitando esse acesso. Ser obrigado a instalar uma aplicação para acessar uma URL me parece uma boa limitação.

Em breve mesmo o uso promocional perderá o sentido. Hoje ferramentas como o Google e o Bing já fazem reconhecimento de imagem. Para quê QR se é só apontar pro negócio e ver o resultado?

emCelular Computação móvel Fotografia Opinião