Digital Drops Blog de Brinquedo

Christine 2.0

Por em 4 de março de 2011 - 20 Comentários

christine

Todo mundo já se acostumou. A não ser que Michael esteja em perigo, ou precise de outro cheesburguer, Kitt anda pianinho e nunca liga o modo turbo. Carros controlados por computador parecem dirigidos por velhinhas. É até compreensível, a quantidade de variáveis é imensa, as distâncias curtas e a variedade de obstáculos e objetos móveis torna o controle de um avião algo muito mais trivial do que um carro, por mais contra intuitivo que possa parecer.

Na verdade os aviões autônomos estão décadas adiante dos carros. O bombardeio à Líbia, feito pelos EUA em 1988 em represália a vários atentados terroristas foi um pesadelo logístico, com os F-111 americanos tendo que decolar da Inglaterra e dar a volta contornando França, Espanha, passando por Gibraltar e só então chegando na Líbia, depois de 2100Km custou a vida de dois pilotos.

Hoje seria caso de plotar as coordenadas num mapa, mandar os UAVs decolarem da Itália, sentar e comer pipoca vendo o mundo do Kadhaffi acabar. OK, hoje dá pra fazer isso sem nem usar os UAVs.

Já seu carro não consegue nem ir na padaria sozinho.

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emHardware

iOS Killer do Dia: Wophone OS, made in chin-pare de rir, rapaz!

Por em 3 de março de 2011 - 12 Comentários

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Parece piada mas de novo uma empresa chinesa age como se tivessem descoberto a pólvora: “para vencer precisamos deter controle sobre todas as fases do nosso business” Perfeito, mas não é pra todo mundo e nem é tão essencial, se você definir o que é seu business em termos melhores do que “tentar conquistar o mundo”.

Para a Unicom o business dela era ser uma operadora de telefonia. São inclusive distribuidores do iPhone na terra do outro lado da poça da terra do sol nascente. Insatisfeitos com a falta de restrições do iPhone (do ponto de vista chinês, claro)  e com a falta de respeito demonstrada pela Apple, ao não ceder às exigências da empresa, decidiram… tcham tcham tcham…

Criar um sistema operacional próprio. Claro, facinho, se você tiver sido mordido por um pinguim radioativo, ou um panda, se sobrou algum. Pra Unicom deve ser também, pois estão desenvolvendo o Wophone OS desde 2008. Dizem que o sistema é baseado no kernel Linux 2.6 e não é um Android genérico, como o Ophone OS, da China Mobile.

O Wophone OS rodará em aparelhos 3G WCDMA, CDMA2000, TD-SCDMA, 4G LTE, Tablets, TVs, consoles de games e na bomba infusora de antipsicóticos usada pelo idealizador do projeto.

Dado que a expertise de uma operadora não costuma ser desenvolvimento de sistemas operacionais, e dado que o custo de criar um decente não é exatamente medido em narjaras turetas, algo me diz que alguém levará muita grana antes de declararem o projeto fracassado, varrerem para debaixo do tapete e rastejarem de volta para a Apple pedindo perdão, ou rastejarem para o Android pedindo uma chance, ou dizerem “oi, de onde teclas?” pra MicroNokia.

Fonte: Chinatechnews

emCelular Computação móvel

Ciência Comprova: Milagres Existem

Por em 3 de março de 2011 - 54 Comentários

1100110550310.low_resolutionImagine algo ruim, tipo um ataque cardíaco. Agora imagine algo pior e mais fulminante. OK, agora imagine algo pior que o Chuck Norris. Você tem as mortes súbitas cardíacas causadas principalmente por arritmias. Essas mortes súbitas são situações onde o coração deixa de funcionar, sem nenhum dos avisos associados aos ataques cardíacos, como dor no peito e falta de ar.

Mais ainda: Não dependem de condição física. Você pode ser sedentário ou um atleta, se sofrer de uma condição genética poderá morrer de uma hora para outra, sem aviso. Em qualquer idade. A morte súbita cardíaca é a principal causa de óbito entre atletas jovens.

As origens genéticas são muitas, assim como os tratamentos para controlar a condição, mas na hora que o bicho pega, só quem te salvará será uma força superior. Na verdade uma das Forças Fundamentais do Universo: Eletricidade.

Quando de uma arritmia extrema seu coração pára de bater. Não fica quieto, mas os sinais elétricos saem de ritmo, são emitidos aleatoriamente por todo o músculo cardíaco, cessando o bombeamento de sangue. Isso é péssimo, todo homem sabe que o cérebro, nosso segundo órgão mais importante depende de sangue para exercer sua função. Aliás, o primeiro também.

Quando o sujeito entra em taquicardia ventricular, parte do coração pulsa com ritmo próprio. Um choque elétrico sincronizado com o ritmo cardíaco principal, em um processo chamado cardioversão costuma resolver.

Já na fibrilação ventricular, melou tudo. Os ventrículos se contraem sem ritmo nenhum, aleatoriamente. O paciente fica sem pulso detectável, um dos cinco médicos que sempre estão no quarto grita “code blue” e em 5 segundos uma enfermeira chega empurrando um carrinho da NASA. House acompanha tudo enquanto come um churro e olha pras pernas da M3.

Na vida real tirando alguns detalhes é assim mesmo. O famoso carrinho existe (ao menos nos hospitais que frequentei) mas o choque é aplicado não para reiniciar o coração, e sim para pará-lo.

Exato. O desfibrilador é um reset. Faz com que o coração receba uma carga muito maior do que a que está sendo repassada pelo tecido fora de sincronismo. As células musculares entendem como um CALABOCA! NÃO VAI SUBIR NINGUÉM! TODO MUNDO EM FORMA! faz-se o silêncio e com sorte o ritmo natural é restaurado.

Um erro que Hollywood já eternizou é: Não se desfibrila um coração parado. Flatline, quando o eletrocardiograma está em modo piiiiiiiiiiiiiii… Isso indica que não há nenhuma atividade elétrica no músculo cardíaco. Não somos Frankenstein. Um choque não fará diferença nenhuma nesse caso. O tratamento é massagem cardíaca e, como diria Charlie Sheen, drogas, muitas drogas.

Problema é que não dá para levar na rua um carrinho com um desfibrilador, não em todo lugar. Como fazer se sua condição genética te torna propício a uma morte súbita? Reze, meu filho, e sua resposta virá do Sinai.

Mais precisamente do Hospital Sinai, em Baltimore, onde em 1969 um grupo de pesquisadores, Michel Mirowski, Morton Mower, e William Staewen tiveram a idéia de um dispositivo implantável que detectaria arritmias graves e as trataria, com choques elétricos.

A idéia foi tão ousada que foi descartada inclusive pelo criador do desfibrilador manual.

A idéia foi tão ousada que Arthur Clarke só inventaria o ACOR – Alarme Coronariano como parte de seu excelente romance de ficção científica As Fontes do Paraíso em 1979, e mesmo assim Clarke não pensou no ACOR como um agente ativo, apenas um sistema de alerta ao paciente.

A idéia foi tão ousada que o primeiro aparelho só foi implantado em um paciente em 1980.

Hoje empresas como a Medtronic fabricam cárdioversores-desfibriladores implantáveis dos mais variados modelos. O “Zippo” da imagem de abertura é um exemplo, dos antigos! Os mais modernos reconhecem alterações normais de ritmo devido a atividade física (provavelmente usando dicas como temperatura e acelerômetros) e dispõe de vários programas para situações específicas, também deduzidas através de sensores. Assim existe menos chance de um esforço físico genuíno resultar em uma descarga elétrica indesejada, o que diminui a vida da bateria, que é de alguns anos, e, convenhamos incomoda.

Esses aparelhos mudaram a vida de muita gente, inclusive de um atleta de 20 anos chamado Anthony Van Loo, que joga pelo Roeselare, da Bélgica. Portador de uma condição arrítmica dessas, foi equipado com um cárdioversor-desfibrilador implantável, e recebeu OK para continuar com atividades físicas. Em uma partida contra o Antwerp o pior –mas esperado- aconteceu. Ele entrou em arritmia aguda, em estado de Morte Súbita Cardíaca. Sua única chance seria uma equipe de emergência bem equipada e treinada, do contrário da morte ninguém volta.

Exceto os discípulos de Volta. Conforme programado o ICD (sigla em inglês do negócio) detectou o estado arritmico, percebeu a atividade física, considerou isso como um fator mas manteve a contagem. Quando depois de 30 segundos o ritmo não se estabilizou, começou  a carregar os capacitores. Identificada como uma arritmia ventricular, era  caso de carga máxima.

Aqui, e somente aqui Anthony percebeu que havia algo errado. Foi quando ele foi ao chão. Depois de oito segundos o ICD emitiu sua descarga elétrica, reiniciando o coração condenado do igualmente quase morto jogador. Ritmo cardíaco restaurado, ele se senta e pede pra voltar pro jogo, pedido que compreensivelmente é negado pelo técnico.

A diferença desses milagres da tecnologia dos milagres dos velhos livros de história é que não é preciso sequer acreditar para saber que os modernos acontecem. Bastar ter olhos para ver. Sim, a sutil mas vital ação do ICD foi registrada em vídeo.

Aqui, para da próxima vez que sua tia falar de gente que ressuscitava os mortos, você dizer que conhece um isqueiro que faz o mesmo:

emCiência

Xoom: Rooteou? No upgrade for you!

Por em 3 de março de 2011 - 59 Comentários

soupnazi

Confesso que é divertido demonizar a Motorola nessa história do Xoom, ainda mais com a incrível sucessão de hahadas que a empresa vem fazendo, mas sejamos sinceros: A Apple não é exatamente a maior amiga dos Jailbreaks, e por mais que a Microsoft seja legal ao chamar o hacker do PS3 para trabalhar com o Windows Phone 7. todos sabemos que se ela estivesse em uma posição de monopólio agiria igual a Sony. Igual a Apple e Igual a Motorola.

Todo o discurso Open Source do Android é muito bonito no papel, mas está batendo de frente com uma realidade nova: Telefonia é fundamentalmente diferente do mercado de sistemas operacionais desktop. No último caso os fabricantes tem pouquíssima influência na gênese do sistema. A Dell pode sugerir ou até exigir várias coisas, mas não vai decidir quais protocolos o Internet Explorer vai suportar.

NENHUM fabricante de hardware pia no desenvolvimento do Linux. No máximo colaboram com drivers e especificações.

Já na telefonia o bicho pega. A Apple, como conta uma excelente e detalhada matéria da Wired sofreu na mão das operadoras, que impuseram um monte de exigências ao projeto do iPhone. Muitas foram rejeitas, outras acatadas. São as regras do jogo, quem quer trabalhar nesse mercado tem que aceitá-las.

Quando o Google entrou chegou a ser engraçado acompanhar a reação dos ingênuos que imaginavam um mundo de pôneis e unicórnios onde seus celulares seriam liiiiivres, poderiam fazer tudo, sem medo das restrições fascistas impostas pelas empresas malvadas como a Apple.

O problema é que as operadoras não aceitariam um Android livre como o desejado pelos entusiastas. Os fabricantes por sua vez, eternos sofredores da síndrome do Não Inventado Aqui odeiam a idéia do controle sobre o Android ficar inteiramente nas mãos do Google. Exigem e conseguem a inclusão de camadas e camadas de bloatware, crapware e motoblurcancerware.

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Steve Jobs e iPad 2 mais vivos do que nunca

Por em 2 de março de 2011 - 123 Comentários

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Hoje em um evento para a imprensa Steve Jobs e sua entourage apresentaram ao mundo o iPad 2, pouco mais de 13 meses depois do lançamento do iPad Classic, em 27 de janeiro de 2010.

Mais uma vez, como tem feito regularmente desde sempre foi mostrado um produto que é muito mais que uma peça de hardware. É algo que a totalidade dos concorrentes não entende, daí saem aberrações como o iPad Killer da HP, com sua gavetinha para colar etiquetas de licenciamento ou o Motorola Xoom, que está sendo vendido com um slot de cartão não-funcional para uso futuro e um suporte a 4G que demandará uma viagem do aparelho para a manutenção, para ser habilitado.

O iPad não é um PC. Nunca foi, nunca quis ser. Cada vez que alguém instala Windows 7 em um tablet, Crom mata um gatinho. A apresentação bateu forte (de novo) nessa tecla: Vendem experiências. Já passaram inclusive daquela fase de vender soluções, pois soluções implicam problemas e ninguém mais quer saber de tanto problema.
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Vai se #$¨%#$ Bozo!

Por em 26 de fevereiro de 2011 - 8 Comentários

Todo mundo lembra. Durante o programa, onde atendia telefonemas ao vivo dos espectadores um garoto ligou, perdeu e o Bozo tentou consolá-lo. Irritado o moleque soltou um palavrão cabeludo, daquele que nem sonhávamos falar na frente dos pais.

O curioso é que ninguém viu em primeira mão a coisa, sempre conhecia um amigo, um primo, um vizinho que tinha testemunhado o caso. Mais curioso ainda era que o programa do Bozo era regional, com Bozos em várias praças, mas em todos o mesmo garoto (seria filho do Caixeiro Viajante?) havia dado a mesma demonstração de falta de Fairplay.

O programa em questão era o TV POW!

EM TEORIA uma inovação tecnologia permitiria que a criança falasse ao telefone “pow pow pow” (na época a grafia era outra, mas tudo bem, não atraía padres)  e com isso o videogame exibido efetuaria disparos, contabilizando pontos. Não era exatamente controle total mas para um jogo de Coleco, Intellivision ou seja lá o que fosse aquilo, estava bom.

Na verdade nem o controle era verdadeiro. Um contra-regra tentava sincronizar e cada vez que o moleque gritava desesperado “POOOWWW” ele apertava o botão de tiro. UAU. Pois é, guri, a gente se interessava por muita coisa sem graça nos anos 80. Como sua mãe. BOOOOOMMMM NA LATA!

OK, admito, o TV POW visto hoje MESMO com as lentes rosa do saudosismo ainda é sem-graça pra caramba. Por isso não entendo qual a graça dessa invenção aqui debaixo. Um videogame com gráficos made in 1980 onde você não fala POW, fala PEW? E com DOIS pra controlar o personagem?

Me parece (e acho que acertei em cheio) app de máquina de karaoquê pra quem não sabe cantar, já assumindo que máquina de karaoquê já é pra quem não sabe cantar.

Fica o registro e o prêmio de invenção desnecessária da semana.

 

 

Fonte: Geeks are Sexy

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Plano de vôo? Tem uma app pra isso™

Por em 23 de fevereiro de 2011 - 14 Comentários

mzl.rdrnwzbf.480x480-75Nem todo avião tem aquelas cabines lindas e completas dos Boeings topo de linha, principalmente nos pequenos muitos não contam com equipamentos caros cheios de displays coloridos holográficos mostrando em 3D o caminho para o destino. Nesses casos as cartas de vôo muitas vezes ainda são… cartas mesmo. Papel.

A menos que o cidadão assine serviços como o da Jeppesen, especializado em cartas de navegação, certificadas para vôo visual ou por instrumentos. Em teoria você baixaria para seu notebook, imprimiria e teria uma versão atualizada, mas dá pra melhorar?

Dá.

Depois de meses de testes de certificação a App da Jeppesen, gratuita para quem assina o serviço foi homologada pela FAA e poderá ser usada como única referência durante táxi, decolagem e pouso.

Não é a primeira App de iPad voltada para aviação, há de checklists a painéis virtuais de vôo, passando por listas de aeroportos e aplicações de meteoro-metreo- de informações sobre o tempo.

Há relatos confiáveis inclusive de que o iPad vem sendo usado muito, muito informalmente por pilotos de F18 e helicópteros no Afeganistão, a quantidade e a qualidade de dados que um tablet consegue exibir é muito maior do que um sistema militar projetado em 1983.

Dizem que os mapas em movimento são excelentes, e que comparar visualmente os alvos com imagens no iPad é muito mais seguro que confiar apenas nos dados de GPS. Por falar em GPS, um piloto comenta que um vôo de longa duração em um F18 usando o iPad é muito mais confortável. Ele não diz que é por causa do Angry Birds, mas sim por causa das ferramentas de navegação, bem mais amplas que os 200 pontos de referência a que está limitado o computador do F18.

Macfags parem de ler aqui.

Embora o iPad esteja sendo adorado pelos pilotos, ele só o é por até então ser a única opção. Hoje não é mais a melhor. Na aviação comercial tudo bem, mas na aviação de caça o espaço é um fator importante, e o iPad é grande demais.

Quem já entrou em um caça sabe que não dá exatamente pra patinar dentro dele. Um iPad ocupa mais espaço do que o recomendável. Um tablet menor, como o Galaxy Tab não só tem dimensões mais adequadas ao espaço como a proporção vertical o torna mais adequado a um bolso na perna do macacão de vôo.

Mais ainda: Um tablet com suporte a stylus é essencial, pois ao que me consta não dá para usar iPads com luvas de vôo, e esses pilotos estão violando normas de segurança ao removê-las.

A adoção do iPad deve sim ser comemorada pois acelerou uma inovação tecnológica que embora inevitável levaria muito mais tempo. A tecnologia aeronáutica é muito conservadora, não gosta de arriscar inovações exceto depois de muito, muito teste. Não acho que estejam errados, mas essa visão não deveria se estender até tecnologias auxiliares, como as cartas de vôo. Basta ter um Guia 4 Asas no porta-luvas, para qualquer eventualidade.

Fonte: Neptunus Lex

emApple e Mac