Digital Drops Blog de Brinquedo

Como vender vapor oriental

Por em 9 de fevereiro de 2010

Antigamente sabíamos dos lançamentos quando algum amigo aparecia com o produto na mão. As revistas especializadas recebiam releases, seguidos de unidades de teste. Depois surgiu a Internet, e os lançamentos eram apenas fotos. Com o advento da computação gráfica, os “conceitos” e “mock-ups” dominaram.

Nas últimas semanas a web foi invadida por uma horda de modelos de leitores de eBooks e iPads genéricos. Todos feitos em softwares 3D. Fabricantes anunciam o produto sem preço, com pouco ou nenhum detalhe técnico, sem data de lançamento, e os otários babam. UAU, que fantástico.

Agora a Cube, de Taiwan foi mais além: Prometeu um leitor de eBooks por US$150,00.  6 polegadas, tela touch capacitiva, colorido, rodando Windows Mobile 6.5 e com WIFI. Quando? Ninguém sabe. Como ele se parece? Nah…

Disponibilizaram apenas a imagem abaixo.

OK, não vamos reclamar,  mas que estão abusando, estão.

Fonte: Akihabara News

emHardware

Microsoft reinventando o Windows Mobile, o Linux dos Smartphones

Por em 9 de fevereiro de 2010

Imagine um sistema operacional tecnicamente excelente, com mais recursos do que você imagina, integração com redes corporativas, sólido, sem fragmentação de versões (dentro do razoável) e que te dá uma experiência de uso familiar ao que você está acostumado no PC normal. Agora coloque uma interface velha, datada e que consegue esconder toda essa capacidade técnica.

Lembra o Linux de uns anos atrás, não? Só que é o Windows Mobile.

window_concept_phone_1Quando a Palm reinava absoluta no mundo dos PDAs a Microsoft tentou abrir espaço com o Pocket PC, mas até versão 2.x as tentativas eram horrendas. Usar um PDA PPC era quase como usar um PC, e em uma telinha minúscula, não funciona. Com o tempo a Microsoft reescreveu o Windows Mobile do zero, a Palm foi ficando para trás e surgiram vários aparelhos realmente bons, como o meu querido Dell Axim X51v. Mas a Interface continuava um problema. 

Nos smartphones piorou. Tanto que para “disfarçar” a interface datada a HTC chegou a criar launchers, como o do HTC Touch, que é muito bonito mas só serve pra trazer à tona o feioso Windows Mobile.

Com o advento do iPhone o mundo mudou. Interfaces leves se mostraram possíveis e a metáfora do computador na sua mão foi abandonada. As pessoas querem telefones inteligentes, não computadores portáteis. Hoje todo mundo segue por essa mesma linha, seja Android, seja Maemo, seja Apple, seja o legendário Symbian 4.

E a Microsoft?

O Windows Mobile tinha tudo que os nerds mais inveterados dizem que gostam, mas nerds inveterados são minoria. A cornucópia de funcionalidades só serviu para afundar o sistema operacional em ciclos sem fim de complexidade desnecessária. A facilidade de instalação de programas é legal mas de que adianta se os programas estão espalhados por toda a interweb?

Eu acredito que o Zune e o Zune HD foram um laboratório de interface, onde a Microsoft experimentou para descobrir se teria expertise para criar um ambiente sem o modelo tradicional de menus, pastas, arquivos .ini. Se seria possível esconder a complexidade do usuário, como a Apple faz de maneira soberba com o iPhone.

Os boatos que estão surgindo sobre o Windows Phone 7, a nova encarnação do Windows Mobile apontam nessa direção. Vejam o que dizem as más línguas:

 

  • A interface será bem similar ao Zune HD, “muito limpa”, “viva”, “com alma”
  • Sem suporte a Flash pelo menos inicialmente
  • Instalação de Aplicativos somente via loja online. Não mais via cartão de memória
  • Sem multitarefa, com notificações push
  • Sem compatibilidade retroativa com aplicações .NET CF
  • Integração total com o Zune
  • Sync via Zune Software
  • Adeus as interfaces de 3os e launchers como SPB Mobile Shell, etc
  • Integração total com XBox
  • Suporte total a redes sociais

Você é usuário de longa data do Windows Mobile? OK, sei como você deve estar se sentindo:

facada1

Pois é. Infelizmente você é exceção. Esse modelo é o que o público quer, é o que estão comprando. O Mercado falou mais alto. Caso encerrado. É como o Aquecimento Global. Quer prova maior que ele existe do que o filme do Al Gore ter dado lucro?

A Microsoft aparentemente não vai mostrar aparelho próprio (convenhamos o Nexus foi uma facada nas costas dos parceiros do Google) mas sim hardwares de referência, e se seguirem o modelo Tegra do Zune HD, teremos facinho o hardware mais poderoso entre todos os modelos atuais. Só que isso (de novo) só interessa a nerds. 90% dos usuários de iPhone sequer saber a resolução de tela dele.

O preço já está se fazendo sentir. Mesmo as informações acima sendo apenas boatos, a comunidade Windows Mobile está pegando fogo, não dá nem para chamar de mimimi. A indignação é legítima. Só se compara à reação dos fãs da Palm quando esta anunciou seu primeiro aparelho rodando… Windows Mobile.

Abrir mão da base instalada é algo que a Microsoft nunca teve coragem de fazer no desktop, e não parece uma atitude racional, mas quantas aplicações o iPhone tinha em seu lançamento? Vejamos o que a Microsoft pode oferecer na estrutura de Serviços, em um Windows Phone Conectado:

  • Office – MS Office Web Apps e nativo
  • Busca –  Bing, que é hoje o melhor buscador mobile do iPhone
  • Mapas – Já experimento o Bing Maps?
  • Games – Integração com XBox. Precisa mais?
  • Música e Vídeo – O Zune HD é lindo, FATO. O Marketplace, muito elogiado. Se WP7 for aquilo, eu quero.

Estão percebendo a estratégia? Eles tem a estrutura de serviços em volta, sob controle da empresa. Os dois concorrentes não possuem os serviços todos. O Google não tem nada na área de games e mídia, já a Apple é carente na área de Office, Mapas, Busca, etc. Na verdade ela só controla a parte do iTunes.

Mantido o cenário a política de licenciamento do WP7 (Os tards do WordPress de certo irão chiar pelo roubo da sigla) provavelmente será mais permissiva. Prevejo custos mais baixos e menos (porém mais firmes) exigências aos fabricantes.

Vai dar certo?

O modelo iPhone/AppStore é o que funciona. Está demonstrado pelo mercado INTEIRO. Todo mundo está seguindo a mesma cartilha. O hardware é commodity. Especificação técnica só interessa para nerds. O usuário quer saber se o aparelho é rápido ou lento. Se faz o que ele quer que o aparelho faça.

O modelo Software + Serviços, bem… taí o Google para mostrar que funciona. O Android deu um passo adiante do iPhone, um aparelho Android sem conectividade é virtualmente aleijado. Foi uma aposta grande, que rendeu bons resultados. O público comprou a idéia (nos dois sentidos).

ballmerasdrevil Controlar os serviços é essencial. Vide a briga da Apple com o Google, que rendeu até boatos substanciados de que o iPhone passaria a usar o Bing como buscador padrão. O que aconteceria se amanhã a Apple fosse proibida de usar as APIs do Google em seus serviços? Serviços são estratégicos.

Se a Microsoft conseguir entregar o que (nem) está prometendo, teremos a volta de um mega-player e a briga se tornará mais interessante ainda. Se não conseguir, o destino do Windows Phone já está selado: Vai para a gaveta, como meu HTC Touch.

Fonte: PPCGeeks

 

emArtigo Celular Indústria Mercado

Flash não tem bugs catastróficos até prova em contrário. Continue lendo para a prova em contrário

Por em 8 de fevereiro de 2010

Está aberta a temporada de caça ao Flash. O formato da Adobe, odiado por Freetards (exceto quando é para falar mal da Apple) e por designers não-preguiçosos é uma realidade. Não há para onde correr, 90% dos PCs do planeta rodam Flash.

Mesmo assim só agora os Grandes Nomes estão ousando falar mal dele. Até a Microsoft prefere ignorar o Flash ao promover o SIlverlight, dando a entender que este é uma solução muito mais abrangente e completa. É, mas sempre ajuda pisar na concorrência. Foi preciso Steve Jobs botar o iPad na mesa e abrir a boca. Falou com todas as letras que se um Mac dá pau mais do que deveria, a culpa é do Flash.

O uso diário de aplicações Flash em qualquer plataforma demonstra que isso infelizmente é verdade.

O que não é verdade é a declaração de Kevin Lynch, CTO da Adobe, que afirmou:

“Em relação a crashes, posso dizer que não distribuimos o Flash com nenhum bug conhecido, e se houvesse um problema tão generalizado o Flash não teria o uso generalizado que tem hoje”

Um desenvolvedor chamado Matthew Dempsky respeitosamente discorda. Lembra de um bug que ele reportou em Setembro de 2008 e que só foi corrigido no último Beta. TODAS as versões atuais, independente de plataforma morrem, se o usuário clicar neste link.

Falei que provavelmente sem navegador vai pra vala junto? Tudo bem, você não sai clicando antes de terminar de ler o artigo, não é?

Será possível um mundo sem Flash? Steve Jobs acha que sim. YouTube e Daily Motion estão testando players de vídeo em HTML5, e a Microsoft parece que vai kickar o Flash do Windows Phone 7. (formerly known as Windows Mobile, formerly known as Prince)

Meu único medo é que algum GÊNEO redescubra as Applets Java e apresente como alternativa.

Fonte: Download Squad

emInternet Software

Chupa, Uhura: Google quer inventar o Tradutor Universal

Por em 8 de fevereiro de 2010

Mais de dez anos atrás no tempo em que a Internet ainda era espaço a ser desbravado em uma tarde tediosa desenvolvi um “tradutor” para um site que apenas pegava a entrada de um formulário, postava no tradutor do Google, estripava a formatação e exibia o resultado para o visitante. Coisa feia, admito, mas eu era jovem, precisava de dinheiro.

No dia seguinte de implantação do serviço chega email de uma usuária indignada afinal o tradutor estava obviamente quebrado. Motivo: Ela colocou vários sonetos de Shakespeare e o resultado não foi exatamente brilhante.

Percebi que a visão do usuário médio era essa, não tinham idéia da complexidade por trás de um software de tradução automática. As minúcias, as expressões idiomáticas, o CONTEXTO era algo que ignoravam. Idiomas são ferramentas complexas, não é fácil ensinar a um robô a lógica de uma língua, quando você calça a bota e bota a calça.

Pior: Percebi que mesmo os tradutores online de então eram considerados satisfatórios. Gente com conhecimento básico de idiomas achava as traduções perfeitas, e vendia esse peixe.

Por isso vejo essa iniciativa do Google com 3 pés atrás. Eles querem consolidar as tecnologias de tradução online com sistemas de reconhecimento de voz, e criar assim uma utopia Star Trek onde todo mundo poderá falar com todo mundo, e se entender. A idéia, segundo Franz Och, chefe dos serviços de tradução do Google é ter um sistema funcionando razoavelmente bem em uns dois anos, para que de seu celular você ligue para uma pessoa e tenha uma conversa mesmo sem entenderem o idioma uma da outra.

“Razoavelmente bem” e “dois anos” em tecnologia é uma promessa que você só faz quando não tem nem idéia por onde começar.

Lembrem-se, estamos falando de tradução automática, que só recentemente no Google parou de traduzir “the book is on the table” para “o livro está sobre a tabela”. A área evoluiu muito, mas mesmo assim introduzir VOZ, uma variável complexa só piora. Estamos falando de sotaques, entonações, defeitos de fala, língua pglesa, regionalismos e gente que fala sibilando.

O que vai acontecer? Monty Python já previu isso (também):

Fonte: Times Online

emGoogle

Motorola + Megan Fox + Superbowl == EPIC WIN!

Por em 8 de fevereiro de 2010

O Superbowl é a final do campeonato daquilo que só os americanos chamam de futebol. É um evento que sozinho movimenta centenas de milhares de dólares, e a grande vitrine da publicidade capitalista burguesa ianque (sim, é inveja). Veicular um filme de 30s no Superbowl custa entre US$2,5 e US$2,8 milhões de Dólares. Sim, uma inserção. A Apple pagou feliz, quando veiculou seu clássico comercial 1984, lançando o Macintosh. Este ano tivemos vários filmes, mas o campeão foi o da Motorola, anunciando o Devour, seu novo celular com Android. Não, lamento, não há nenhum discurso explicando que você ao comprar o Devour está usando Linux, então é livre (mais precisamente 1/3 de livre). Preferiram apenas mostrar o MotoBlur, o agregador de redes sociais deles. “Mostrar”, claro, se você conseguir tirar da mente “Megan Fox na banheira”.



Fonte: Engadget

emCelular Indústria Mercado Mobile

A Evolução do Twitter

Por em 7 de fevereiro de 2010

O vídeo abaixo condensa a história do desenvolvimento do Twitter. Foi criado por Ben Sandofsky, e inicialmente divulgado no blog de engenharia da empresa. É um excelente exemplo do caos organizado que é o desenvolvimento de uma aplicação com milhões de usuários e exigências de performance/disponibilidades insanas.

Seguindo uma das Leis mais básicas da Ciência da Computação, que só perde para a Lei de Cardoso: “Informática não é uma ciência exata”, temos no vídeo a constatação que o trabalho aumenta na proporção que a mão-de-obra disponível aumenta, MAIS um coeficiente aleatório nunca menor que 1,5.

É danado de bonito de se ver.

Twitter Code Swarm from Ben Sandofsky on Vimeo.

Como o código está devidamente identificado na legenda, fica evidente o que muita gente alertou: Ruby on Rails não escala. <== flamebait.

Fonte: TechCrunch

emSoftware

Lançamento da Endeavour Amanhã Para o Infinito e Além! (ok, uns 300Km de altitude)

Por em 6 de fevereiro de 2010

Não percam. A NASA TV transmitirá ao vivo o lançamento do Ônibus Espacial Endeavour, Domingo, 7/2/2010, 4h39min, horário da Flórida. Segundo as interwebs, isso dá 7h39min, horário de Brasília. Sim, cinco da madruga de domingo. Além de vida social é evidente que os técnicos da NASA não têm mãe.

shuttle

A missão da Endeavour será instalar na Estação Espacial Internacional uma cúpula e o módulo Tranquility, que deveria ter se chamado Colbert mas a NASA trapaceou no concurso de escolha do nome.

Está será uma das últimas missões dos Shuttles, e a penúltima da Endeavour. A frota só tem mais  quatro lançamentos depois será descomissionada. Os planos para novos veículos reutilizáveis foram recentemente cancelados por decisão presidencial. A presença humana no espaço está agora a cargo dos russos e chineses.

Uma pena mesmo. Ainda bem que temos Burt Rutan e Richard Branson para manter vivo o nome Enterprise.

emCiência