Digital Drops Blog de Brinquedo

Office 2010 – O Filme

Por em 10 de julho de 2009

Existem vídeos corporativos chatos, onde especialistas discorrem sobre as várias vantagens de determinados produtos, mostrando características enquanto narram slides de Powerpoinzzzzzzzzzzz. Ahn? Ok.

Por outro lado existem os vídeos feitos apenas para dizer “oi, estamos na área, vem coisa boa por aí”. As campanhas da Apple Mac vs PC sempre seguiram essa segunda linha. Coca-Cola idem.

Agora a Microsoft resolveu entrar na brincadeira, fazendo um trailer de um filme fake sobre o Office 2010. Tem até site oficial. O vídeo tem um elenco de primeira, e não faz o menor sentido, se levado a sério. Não levando, parece até algo saído do College Humor.

Eu diria que só esta cena já valeu o vídeo inteiro:

Para assistir, é só usar o tubo abaixo. Reconheci o Nicholas Cage, quem mais está no filme?

emIndústria

NASCEU! VLC 1.0!

Por em 9 de julho de 2009

Depois de anos brigando com o Apache para ver quem levava mais tempo avançando números de versão, o VLC fez jus a sua origem francesa e se rendeu, lançando o 1.0.

É difícil dizer quem é melhor player, mas o VLC tem a vantagem de trazer consigo todos os principais codecs, então há excelentes possibilidades de ele simplesmente funcionar.

Multiplataforma, Open Source, GNU, toca inclusive meus DVDs, funciona com múltiplos monitores e tem uma tonelada de recursos. O máximo de ruim que se pode dizer dele é que a interface é minimalista. Isso, claro, para quem acha vantagem interfaces estilo penteadeira de damas que trocam favores por dinheiro, como o Windows Media Player.

emSoftware

HD 1,8″ 250GB com… miniUSB?

Por em 9 de julho de 2009

3600 RPM, 8MB de cache, não é um primor de velocidade, mas por ser de 1,8 polegadas fica priorizado o tamanho. O diferencial é o conector. Nem SATA nem PATA, é miniUSB. Temos um HD excelente para armazenamento de backups, mas péssimo para uso pesado.

Uma pesquisa no Google não revela outros com essa característica, e nem é o barramento padrão. Será que cola? Pelo preço irrisório de gabinetes para HD com interfaces padrão, acredito que não haja muito interesse, mas a Samsung não costuma ser burra.

via Akihabara News

emHardware

“Begun, The OS Wars Has”

Por em 8 de julho de 2009

Muito tempo atrás, em uma galáxia tecnológica muito distante Piratas e Jedis se uniram contra um Governo Maligno de três letras. Com o tempo esses Jedis e Piratas foram seduzidos pelo Lado Negro da Força, tornando-se tão poderosos e implacáveis quanto o Governo Maligno que combatiam; fundaram uma República Galactica onde tomavam conta com mão de ferro do destino de bilhões.

Havia facções, algumas até vendiam imagem de Pureza, como os guerreiros da maçã, mas eram igualmente implacáveis em seu coração. 

Eles se tornaram um espelho do próprio Governo Galactico que tanto combateram.

Um dia surgiu uma força para desafiá-los. Mas eram apenas bichinhos bonitinhos. Em outra galáxia, seriam Ewoks, na da nossa metáfora, eram pinguins.


Por séculos as facções mantiveram a galáxia em relativa harmonia, dominando 90% dos planetas a Facção do Estandarte Azul, com uns 9% os Guerreiros da Maçã, e nas regiões desabitadas da galáxia, os Pinguins.

A situação ficou estável até o dia em que adentrou um novo competidor, disposto a tomar o poder, usando de incríveis poderes mentais Sith, fazendo com que milhões de cidadãos os vissem como Representantes do Bem. Distribuindo presentes, insidiosamente tornando-se parte da vida de seus súditos, até tornarem-se imprescindíveis.

Com todas as peças no tabuleiro, a nova facção fez a jogada final, o xeque-mate: Reconheceu publicamente que quer o lugar da facção do Estandarte Azul. Até então a convivência era se não pacífica, diplomática. Agora, que os novos jogadores disseram com todas as letras “queremos seu lugar”, está declarada a Guerra Civil. Quem sobreviverá em uma guerra sem mocinhos? Ninguém sabe.

O que sabemos é que o Google acaba de anunciar em seu blog oficial o Google Chrome OS, um sistema operacional leve, baseado em Linux, que não tem nada a ver com Android. É projetado principalmente para netbooks, tem um footprint mínimo, foi pensado para uso essencialmente online, seguindo a filosofia de cloud computing que Stallman tanto detesta. Às vezes com razão. Disponível para consumidores na segunda metade de 2010, o Google Chrome OS terá versões para ARM e Intel, e não terá proposta de aplicações nativas. Uma interface minimalista junto com um sistema de janelas construído do zero dará acesso a aplicações web, que em teoria rodarão em qualquer ambiente. Chrome OS, WIndows, Mac, etc.

Quando é uma dupla de adolescentes que para não piorar a síndrome de túnel de carpo precisam achar outro hobby, e resolvem criar mais uma distro Linux e soltar no distrowatch, ninguém perde o Sono, mas quando é o Google o bicho pega. Convenhamos, uma Canonical por mais legal que seja não tem cascalho para peitar uma Asus, já o Google pode perfeitamente derramar umas duas toneladas métricas de dinheiro e exigir netbooks afinados com o seu OS.

Lembre-se, Linux é coisa de Nerd, Google todo mundo conhece.

Será uma chegada atrasada ao mundo da cloud computing? Algumas fontes indicam que a Microsoft tem coisa muito boa vindo por aí nessa área, mas de que adianta cloud computing se o computador ainda é um XP lameira? Boot em segundos, direto ao ponto. Teremos conectividade pervasiva o suficiente para isso no final de 2010?

Perguntas são muitas, as respostas ainda inexistentes. Só posso dizer que do ponto de vista de quem cobre tecnologia, saímos de confortáveis comentaristas no escritório e estamos em meio a Guerra do Golfo, direto para a CNN. O bicho vai pegar e feio. O que é extremamente divertido de acompanhar.

Que a Força esteja com vocês.

emGoogle Indústria Internet Web 2.0

A Morte da Indústria Fonográfica ao vivo e a cores

Por em 6 de julho de 2009

Um dos usos mais nobres e menos esperados do Twitter está sendo a divulgação de bandas. Não pelo velho spam, e nem pelo exemplo fracassado do MySpace, que no Brasil arregimentou 180.000 bandas, nenhuma aproveitável. O truque usado pelos novos e velhos músicos é simplesmente conviver com os outros usuários. Acaba-se com a obrigação de fã, cria-se uma relação pessoal e muita gente vai ouvir a música do cara não por ser o cara da banda, mas por ser o amigo do Twitter.

Sentiram a relação? Notaram a ausência de um elemento? Exato, não há gravadora aqui. O próprio músico pode fazer um pocket-pocket show via JustinTV como o Leo Jaime, subir vídeos pro YouTube por conta própria como o Ritchie, apenas bater papo e de vez em quando avisar sobre shows como a Mariana Belém, ou mesmo marcar saraus como o Tico Santa Cruz, dos Detonautas.

Aliás, é hoje, 6/7/09, 22h30min, Tico e Jorge Aragão no Justin TV. Se ele não for preso antes.

Motivo? Autopirataria. Em uma tentativa de quebrar o ainda existente esquemão do jabá, e dar acesso a seu material para as rádios pequenas, de interior, ele disponibiliza músicas do grupo para download, via twitter. Hoje mesmo liberou o download de “O Inferno São Os Outros”. O gesto gerou reação imediata:

Em meio a toda a revolta dos usuários contra a gravadora, surgiu uma voz dissonante mas esclarecedora, o sempre pertinente Maestro Billy. Em uma mensagem lembrou que embora Os Detonautas sejam detentores do direito autoral, a gravadora detém os direitos sobre a gravação, por ter arcado com os custos de produção. Mas ao mesmo tempo “Muita banda famosa por aí já disponibiliza pelo menos uma música gratuita pra galera baixar e ouvir antes”.

É justo. Eu não gostaria de investir US$300 milhões em um filme para ver o ator principal ir na TV e dizer “podem baixar”. So que não é o caso. Não foi liberado um CD inteiro. Foi liberada uma música de trabalho, que seria enviada de qualquer jeito pelas gravadoras para as rádios, programas, críticos, etc.

As mesmas rádios, programas, críticos e etc que podem ter acesso “em primeira mão”, independente de contatos, chantagens e favores, bastando apenas acompanhar o Tico no Twitter.

Perceberam onde entra o desespero da gravadora? Ela está sendo colocada de lado. De uma tacada não entra mais na distribuição e na divulgação. A venda final ainda não é amplamente eletrônica como nos EUA justamente por barreiras impostas pelas gravadoras moribundas.

Estamos vendo executivos arcaicos do alto de seus cabelos brancos atropelados por um mundo que não conhecem mas acham, em sua arrogância que conseguem deter. Teria sido a chance da indústria fonográfica se livrar de seus maus hábitos, se adaptar e prosperar, mas eles perderam esse bonde faz tempo, e Darwin é implacável.

Principalmente quando morde a própria mão que a alimenta, impedindo que uma banda divulgue o próprio trabalho, divulgação essa que inevitavelmente resulta em venda de discos.

O que acontecerá? Quem viver, verá. Exceto se você for um executivo de gravadora. No seu estado atual meu único conselho é “caminhe para a luz”.

emÁudio Vídeo Fotografia Internet Web 2.0

Um Windows que até Linuxeiro queria botar a mão

Por em 5 de julho de 2009

Não, não estou falando do WinBuntu, o Ubuntu da Microsoft na mente do estagiário da Microsoft do post anterior. Falo deste cosplay. Para quem não conhece, cosplay é uma bizarrice japonesa que como quase todas seria uma atividade recreativa normal e saudável, mas por lá é levada às raias da obsessão.

Em teoria cosplay seria fantasiar-se de um personagem de anime, tv, mangá, mas perderam a mão. Há idéias de cosplays tão bizarras que espantam até outros praticantes.Ou então idéias como essa da japinha Ayaka, que resolveu fantasiar-se de…Windows 2000.

Lembre-se, há toda uma série de desenhos com temática erotico-tecnológica onde japinhas seminuas têm partes do corpo substituídas por maquinário da Segunda Guerra, uma espécie de Transformers encontra Soldado Ryan encontra os Borgs. Então fantasiar-se de um sistema operacional nem é difícil. E até bem… Edificante.

 

win2000cosplay

No post original no Sankaku Complex há muitas, muitas outras fotos, algumas NSFW, então se estiver no trabalho, não clique. De resto, devo dizer que sem sombra de dúvida a japinha do Windows superou de longe a Diabinha do BSD.

emMiscelâneas

Estagiário da Dell anuncia o Microsoft Ubuntu

Por em 4 de julho de 2009

Existe um conceito jornalístico que é a CGTCR – Central Globo de Tirar o Fiofó da Reta. Você não deve nunca afirmar nada com certeza, mesmo que esteja justificado por fatos. Um bom texto jornalístico seria “Adolf Hitler, acusado de genocídio” e nunca “baixinho fiodazunha”.

Por isso não podemos assumir que esta página da Dell Inglesa, do netbook Dell Mini É um erro, somos obrigados a considerar hipóteses, como a desta descrição do Inspiron Mini 10v ser verdadeira:

Infelizmente nossos contatos na Microsoft estão todos fora, avisaram antecipadamente que no final de semana iriam participar de algo chamado VIDA. Não tenho muitos detalhes, parece ser sigla de algum evento, como TED, sei lá.

Enquanto isso, é sentar e ver os freetards se degladiarem acusando a Microsoft de roubar o Linux, bla bla bla.

via Twitter da Queroul

emLinux