Digital Drops Blog de Brinquedo

MSX Rio – 25/7 – Nós vamos!

Por em 20 de julho de 2009

Houve uma época em que a Microinformática brasileira era quase um movimento de resistência. O Governo Federal batia firme com sua Reserva de Mercado, mas a Natureza, como nos ensinou Michael Chricton, sempre acha um caminho. Computadores Sinclair, MSX e Amiga sobreviviam com auxílio de executivos de fronteira e outros heróis que traziam os periféricos e programas tão desejados.

Nem as empresas nacionais conseguiam competir com o mercado informal, mas não da forma piratesca de hoje. Enquanto a Microdigital vendia programas pirateados de fora, usando (indevidamente) a marca Microsoft, e a Sharp e a Gradiente assumiam que seus computadores eram pra crianças, e gravador K7 era suficiente para todos, hackers criavam interfaces de disquete com componentes achados no mercado brasileiro, evitando assim o custo proibitivo das interfaces originais externas.

Curiosamente não havia brigas. Acho que todos reconheciam em seu íntimo a inegável superioridade do Amiga. Eram tempos admiráveis. Eu tinha um ZX Spectrum e ia na casa de um amigo todo sábado para jogarmos no MSX dele, e brincar de videotexto. Quando ambos compramos Amigas, não tínhamos problemas em visitar um amigo que estava com um Apple ][.

Por isso convido a todos que estiverem no Rio para o MSX Rio 09. Do release:

A MSXRio é um dos encontros que ocorrem no Brasil, de usuários de MSX. Já houveram encontros em São Paulo, Brasília, São José dos Campos e há um periódico em Jaú, interior de São Paulo, além do encontro do Rio de Janeiro. Nesse ano, teremos 2 encontros, esse, de julho e outro em setembro (26/9), e será no SESC do Engenho de Dentro, bem próximo à estação de trem e ao Engenhão. Estaremos lá para mostrar e falar do nosso hobby favorito, que é o MSX: Jogos, software, hardware, manutenção, demonstrações… E venda de itens relacionados. A entrada é franca.

O MeioBit vai em MegaEventos de alcance mundial mas também prestigia quem curte seu hobby sem ser chato. Por isso estaremos (ou estarei, se o Moardib tiver medo de subúrbio) lá. Caso haja WIFI, tentarei cobrir ao vivo, via ustream.

13o MSX Rio – próximo sábado, 25 de julho de 2009 no SESC Engenho de Dentro
Avenida Amaro Cavalcanti, 1661 – Engenho de Dentro, próximo à estação de trem e ao Engenhão (Google Maps). Começa às 10 e vai até as 17:30 horas.

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Windows 7 no Eee PC – visão preliminar

Por em 20 de julho de 2009

Depois de algumas semanas testando o EeePC percebi que estava ficando irritado com o Windows XP. A comparação, claro, era injusta. Ao lado eu tinha o OSX Leopard. Inconscientemente cobrava funcionalidades atuais de um sistema operacional surgido em 2001.

Testes com o Moblin e o Ubuntu pra Netbooks resultaram no que eu já tinha percebido: Para “atender”, viraram caixa-preta. Após um uso rápido percebi que me sentia apertado e limitado. Dá pra fazer tudo? Dá, mas dá trabalho.

O próximo sistema a testar seria o Windows 7, ainda em Release Candidate. Fiz backup da partição do XP, espetei um DVD externo e boot. Imediatamente gráficos áudio e dispositivos principais foram reconhecidos. Pude instalar na partição antiga, sobreescrevendo-a. Não há upgrade direto do XP, embora a Microsoft forneça uma ferramenta de migração. Preferi ir do zero.

Respondidas as perguntas de praxe de idioma e formato do teclado, foi só sentar e gozar da cara do sujeito no Twitter que avisou “você terá muitos problemas com o Windows 7, o driver WIFI não vai instalar nem a pau!” justamente no momento em que o Win 7 avisava que tinha achado minha rede e perguntava se queria conectar.

Finalizada a instalação, o Windows 7 estava rodando em um Eee PC com 2GB de RAM, 1,6GHz com uma suavidade bem maior do que o XP. Oito anos pelo visto fizeram diferença. A Interface ainda é alegórica demais antes de ser customizada. Ele faz muitos bips, blops e tuiuius, mas está quase literalmente uma década adiante daquela penteadeira de damas que trocam favores por dinheiro que é o XP.

O reconhecimento de hardware é excelente. Infelizmente não é um sistema tão avançado quanto o Linux, que pelo que me disseram também no twitter “não precisa de drivers”. O Windows 7 ainda usa os que vem no DVD ou busca na Internet pelos mais atualizados. Ninguém é perfeito.

Bluetooth, que era um suplício no XP, um mais ou menos no Vista, no 7 simplesmente funciona, assim como o uso de mais de um monitor.

Nos meus testes preliminares o tempo necessário para colocar o Windows 7 em modo sleep, com o hardware quase todo desligado e apenas parte do processador e a memória alimentados é de 4 segundos. Retorno ao ambiente de produção, idem.

A maior surpresa entretanto veio no vídeo. O GMA 945 da Intel é um chipset gráfico que como já disse roda Crysis em até 30fps – frames por semestre. Então imagine o susto quando vi isso:

Sim, Virgínia, Aero rodando em um Netbook. E bem o suficiente para que eu não tivesse percebido e para que eu não tenha vontade de desligar para ficar mais rápido.

A Microsoft conseguiu. Reproduziu a experiência do Desktop em um netbook, sem abrir mão de recursos, exatamente o que o consumidor quer, e não netbooks limitados, com sistemas baseados em menus pré-produzidos, com Firefox, OpenOffice e um joguinho besta de cartas.

A certeza de que acertaram a mão? Quando o Windows 7 não reclamou quando instalei o SkyU2M, um driver comunitário, não-oficial para acessar os recursos extras do telefone Skype xingling que comprei na Deal Extreme por menos de vinte reau.

emSoftware

Conheça a Apple de 1983

Por em 17 de julho de 2009

Planeta, Terra. Cidade, Rio. Era o ano de 1983. Brontossauros vagavam pelo jardim que seria a Lagoa Rodrigo de Freitas. O Pão de Açúcar ainda não havia se erguido, por forças tectônicas, do fundo do oceano. Em uma estrutura em forma de tetraedro construída para acumular conhecimento (não, não era O Monolito) um jovem proto-geek adquiria uma revista. Uma tal de INFO, publicada por uma editora JB, que há muito foi parar no âmbar.

A revista era uma boa b…b….porcaria (quase sai). A Microsistemas era muito melhor para quem estava iniciando no seu interesse por tecnologia. O proto-geek fez uso do seu recém-evoluído polegar opositor e a revista foi para a gaveta, depois para o armário e sumiu, perdendo-se na Bruma da História por 26 infindáveis anos.

Encontrada preservada em uma pedra de âmbar, a revista é uma verdadeira janela para um tempo que só existe nos mais empoeirados livros de História, como o período PréMacintoshiano, quem vem mais ou menos entre o Cretáceo e o Jurásico. Vamos, neste trabalho, investigar alguns dos Antigos Textos. Pedimos desculpas pelas informações inexatas, mas a linguagem utilizada é muito floreada, cheia de construções provavelmente com propósitos ritualísticos. São termos indecifráveis como SEI, ORTN, Disquete e “Disco Rígido de 10MB”.

O texto que traduziremos será o da página abaixo, que você pode ver em uma resolução cromulenta clicando nela ou aqui, e selecionando “All Sizes”, caso já não abra grande.

O LISA é anunciado a US$10 mil, uma fortuna pros dias de hoje, mesmo desconsiderando a considerável inflação. O texto todo mostra a Apple como uma empresa que deu sorte de lançar um excelente produto, o Apple II, mas que com 5 anos de idade está no limite de seu potencial, o Apple III foi um fracasso, com recall de milhares de unidades vendidas, e uma proposta não revolucionária mas bem arrojada.

É interessante ver o quanto a IBM é o foco do texto. Sim, crianças. No tempo em que a Microsoft era um player menor, em que Jobs tinha cabelo e Stallman sanidade, a IBM era a grande vilã.

Tanto que o foco do LISA era mercado corporativo. Jobs planejava vender milhares e milhares dessas máquinas para empresas, quebrando o monopólio virtual da IBM.
No final, lá para a 5a ou 6a página falam de um tal de MacIntosh (assim mesmo) que seria lançado no ano seguinte, e poderiiiiia fazer alguma diferença.

O texto termina dizendo que “Lisa e MacIntosh determinarão se a Apple se juntará aos fracassados ou permanecerá entre os líderes da indústria da computação”.

Na época isso realmente era uma dúvida.

emApple e Mac

Técnica 3D de Estabilização de Imagem em vídeo

Por em 15 de julho de 2009

Com a popularização das filmadoras e celulares muito vídeo está sendo produzido, como como todo mundo que já tentou gravar uma sex tape segurando o celular sabe, o vídeo fica MUITO tremido. Mesmo estabilizadores de imagem só conseguem um resultado parcial.

A técnica apresentada na SIGGRAPH 2009 por 4 cientistas da Universidade Wisconsin-Madison e da Adobe usa uma abordagem completamente diferente.

Estabilizar uma imagem em 2D pode funcionar em… 2D, mas e quando você está andando e filmando? Comofas? Pois seus problemas acabaram! A solução é criar uma câmera virtual e movê-la de forma suave e constante. Mapeia-se o ambiente do vídeo em um modelo 3D, transforma-se isso em informação para a câmera virtual, e o resultado é um vídeo estável como se filmado com um dolly ou steadycam.

Digamos assim: Se eu visse em CSI diria “ah qualé!”. Mas chega. Enquanto o pessoal está escrevendo “já tem plugin do GIMP pra isso”, “se não for GPL não presta”, “Microsoft vai copiar” e outras besteiras, veja o vídeo. São 5:33 que você não se arrependerá de gastar.

emÁudio Vídeo Fotografia Software

Lançamento da Endeavour – Hoje, ao vivo

Por em 15 de julho de 2009

EM menos de 2h a NASA fará a 3a tentativa de lançar a Endeavour, os outros lançamentos foram abortados por vazamentos e pelo clima. Hoje teremos um lançamento no final do dia, e segundo a NASA TV tudo corre bem.

O lançamento está sendo transmitido via NASA TV, em diversos formatos exceto OGG, afinal no espaço ninguém pode ouvir você gritar “freetard!”.

emHardware

Projeto TUVA – Microsoft acende uma vela na escuridão

Por em 15 de julho de 2009

Em um mundo onde fundamentalistas usam a Internet para dizer que Ciência não serve para nada e é coisa do Demônio, onde a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro tem CONTRATOS com a Fundação Cacique Cobra Coral, que diz controlar o clima e evitar chuvas torrenciais, onde todo jornal tem coluna de astrologia mas nenhum de astronomia, qualquer tentativa de divulgação científica é boa, mas o TUVA é Tudo de bom.

O projeto começou 20 anos atrás quando Bill Gates como bom nerd passava férias na casa de amigos, assistindo filmes. No caso palestras do Dr Richard Feynman (esse não é honorário), laureado com o Nobel e um dos papas da Teoria Quântica. Nas palestras o Dr Feynman explica conceitos básicos de física, com uma didática e clareza que demonstra porque ele é um dos divulgadores científicos mais populares até hoje.

Foram 20 anos esperando uma tecnologia de distribuição, arregimentando direitos autorais até que a série de palestras produzida pela BBC estivesse nas mãos de Bill Gates, que pagou do próprio bolso por elas.

Feito isso, a Microsoft Research desenvolveu uma plataforma de “aula interativa”, com direito a comentários de especialistas, ferramentas para anotações, conteúdo extra, etc, etc. Isso, mais as palestras, é o Projeto TUVA:

São pelo menos 6 horas de apresentações do Dr Feynman, detalhando conceitos científicos fundamentais. Não veja, a menos que tenha 6 horas para investir nisso, pois em 1964, bem antes de Cosmos e dos visuais maravilhosos do Discovery ele já conseguia dar uma aula de prender a atenção de qualquer criatura com o mais remoto interesse por ciência.

Caso tenho o tempo, o link do projeto é este aqui.

emMiscelâneas

Os fãs da Apple vão adorar essa aplicação

Por em 13 de julho de 2009

O RockDrum é uma aplicação de iPhone que simula bateria, ou algo assim. Custa US$0,99, acho que este é o site oficial. E a menos que você não esteja vendo o que eu estou vendo no screenshot, a pergunta básica é: Será que vibra?

Enviada pelo Segal

emApple e Mac