Digital Drops Blog de Brinquedo

Estrela da Morte com orçamento de filme nacional

Por em 7 de outubro de 2009

O problema da munição convencional é a perda de energia e o espaço ocupado. Entre o que se desperdiça com o propelente, resistência do ar, inércia, estojo, caixas de transporte, propelente, etc, sobra muito pouco para atingir o alvo. Por isso o sonho de todo comandante militar são armas de energia direta, os famosos “raios da morte”, que até então eram ficção.

Felizmente (exceto para terroristas e gente que quer ir ao cinema sem um chato aporrinhando com uma ponteira) em 1960 Theodore Maiman criou o primeiro Laser funcional. (não foi do nada, as pesquisas remontam a Einstein, em 1917)

De uma idéia que era pura fição científica o Laser hoje é coisa de camelô, ninguém dá bola, exceto o pessoal da Boeing, que constrói protótipos que os militares americanos juram não estar em uso. Um deles é o ATL – Advanced Tactical Laser, um equipamento portátil, montado em um Hummer. Pode ser usado para detonar munição não-explodida, desabilitar veículos inimigos, etc. Entre o etc que não se fala é sua eficácia contra “alvos moles”, no caso Osama e Seus Amigos.

Com 25KWatts, o ATL é bem asustador.

Outro uso também em testes é a criação de escudos defletores. Isso mesmo, igual Star Trek. Um conjunto de radares e computadores direcionam o Laser contra qualquer tipo de objeto inimigo que venha em direção a sua esfera de ação. Com isso ele detona no ar foguetes, balas de artilharia ou mesmo morteiros.

O ATL foi projetado para ser leve o bastante para voar. O vídeo abaixo é o teste do Laser, montado em um Hercules C130 atingindo um carro. Altitude e potência do raio? Segredo.

Isso tudo é só o começo. A Boeing já tem voando o YAL-1 Airborne Laser, um 747 modificado onde 80% do espaço interno é ocupado pelos equipamentos de geração de energia para um Laser químico de 1 MEGAWATT de potência. Isso mesmo, pegue o vídeo acima e multiplique por 40.

O YAL foi projetado para destruir mísseis e ogivas nucleares a 600 de quilômetros de distância, mas nada impede que seja usado contra alvos em terra, ou mesmo caças inimigos, que são praticamente estáticos, comparados com a velocidade de um ICBM.

Em uma época onde mais e mais malucos adquirem armas nucleares, é uma boa carta na manga, ainda mais quando a alternativa anterior era rezar.

Fonte: Geekologie

emHardware

Autodesk perde mas venda de software usado ainda é confusa

Por em 7 de outubro de 2009

A briga é boa. De um lado todo um mercado secundário de gente que vive de revender softwares usados. O mundo de games e DVDs (e VHS, se você for velho) não é estranho a isso.

Do outro softhouses que não querem que você compre um programa que já foi adquirido por outro.

A disputa chegou aos tribunais em 2007 quando Tim Vernor foi banido do eBay pela Autodesk. Em uma ação que para todos os efeitos pretendia combater pirataria, seu anúncio de vários cópias do Autocad a um preço bem abaixo do normal disparou alarmes na empresa.

Com a truculência stallmaniana tipica das grandes corporações, foram pro pau antes de pensar muito sobre o caso. Só que Vernor não era um pirata. Havia comprado as cópias do espólio de uma empresa falida. Agora saiu a sentença, o Juiz determinou que a situação é bem confusa MAS Vernor está no seu direto. Fim do caso, certo?

Errado.

A Autodesk afirmou que vendia uma LICENÇA, não a propriedade, portanto o software não poderia ser revendido sem sua autorização e -obviamente- recolhimento de royalties.

É um modelo inédito. A jurisprudência geral define que a remuneração do autor/produtor da obra vem da Primeira Venda. O direito de propriedade sobre a cópia pode ser repassado sem prejuízo ao autor original.

Não quer dizer de forma alguma que você possa comprar um livro ou CD e sair copiando. O que você pode é comprar um CD e dar de presente (viram como é simples/complicado o conceito?). Pode comprar um filme, assistir, cansar dele e revender o DVD. Pode trocar ou vender livros para um sebo.

Não pode xerocar livro, copiar filme e passar adiante.

Ao tentar proibir a revenda de software essas empresas estão agindo da forma mais mesquinha possivel. Nos passam o pior de dois mundos: Na hora de assumir as responsabilidades são todas nossas, as EULAs (e GPLs também, sejamos sinceros) são uma grande tiração da reta.

Na hora de cobrar propriedade quando alguém resolve revender, o software vira um contrato de licença onde somos meros espectadores, devendo prestar gratidão pela sorte de poder pagar uma fortuna pra usar os Autocads da vida.

O conceito de licença de software NÃO se aplica a todos os casos. Eu entendo licença quando há um modelo constante de atualizações que garantem o funcionamento do programa, como Antivirus (dizem, eu uso Mac, não sei o que é isso). Não vejo como isso pode ser aplicar em um programa como o Autocad.

Notem: Correção de defeitos não se enquadra no modelo de assinatura. É obrigação.

Software é algo mais complicado para vender do que conhecimento, é aplicação do conhecimento. Estamos lidando com algo tão intangível quanto o amor da Luciana Vendramini, por isso é preciso bom-senso. Nem o Open Source é “aberto” como falam. Você pode fazer o que quiser com o código-fonte do Firefox, MENOS mexer e ainda chamar de Firefox.

No momento em que o software é revendido SEM alteração, com a versão correta especificada e a propriedade (da licença) é repassada, o único prejuízo que o fabricante terá será o que toda a indústria cultural entende como natural.

Como fazer software não torna ninguém especial, só tenho uma coisa a dizer pra Autodesk e cia: Entuba. Criem uma versão nova tão maravilhosa que ninguém vai deixar de fazer um upgrade (e pagar por ele). Ou peçam pra sair.

Fonte: Ars Technica

emIndústria Software

O esqueleto no armário do qual os Fãs de Mac saíram

Por em 7 de outubro de 2009

Usuários de Mac tendemos a agir de forma pretensiosa e arrogante, até condescendente com o resto do mundo. Imagine um usuário de Linux que REALMENTE acredita que seu sistema é relevante. É por aí.

Só que nem tudo são flores, arco-íris e deslumbre no Mundo Das Frutas. Cantamos de galo (metaforicamente falando) de auto-suficientes, mas na prática, para alegria do Ballmer, não vivemos sem Windows.

Sim, Virgínia, uma pesquisa da PC Pro revelou que nada menos que 85% dos usuários de Mac tem um PC em casa. É verdade, nos tendemos a ter mais computadores, somente 29% dos usuários de PC possuem mais de uma máquina, mas de qualquer jeito nosso ar de superioridade fica com cara de fachada.

Confesso, é tudo verdade. Há muita coisa pequena que funciona melhor no Windows. Seja o Windows Live Writer, que tomou do falecido Zoundry o posto de Melhor Editor de Blogs do universo, passando pelo Microsoft ICE, Photosynth, programas de gerenciamento de celulares como os da Nokia e LG…

A compra do Netbook acabou salvando tempo, com uma máquina Windows gasto menos tempo atrás de gambiarras para fazer as mesmas coisas no Mac, ou no caso do sincronismo com celulares fazer pior, pois o único celular que é realmente amigo dos Macs é o iPhone.

Por isso, cuidado ao acusar algum usuário de Mac se praticar atos impuros e antinaturais. Há 85% de chance de no fundo ele ser igual a você.

emApple e Mac

Piloto ou Gamer?

Por em 7 de outubro de 2009

Fly By Wire não é novidade, qualquer um com um Pálio mais moderno usa a mesma tecnologia, no acelerador. A grande mudança foi eliminar os grandes manches dos aviões de carreira e trocá-los por controles como os de caças (ou consoles).

No vídeo abaixo vemos o uso do joystick por um piloto de um A330-300, pousando em JFK (NY) durante um dia de ventos fortes. A velocidade com que ele faz correções é impressionante.

Fonte: NYCAviation

emHardware

Para a Mozilla o inimigo do meu inimigo é meu amigo mesmo sendo a Microsoft

Por em 30 de setembro de 2009

Embora no nível dos desenvolvedores haja amizade, lá no alto, no nível dos Carecas do Mal o bicho costuma pegar, na Guerra dos Browsers. Por muito tempo a Microsoft sequer tomou conhecimento da existência do Firefox, mas como ao contrário do Linux o negócio dela é dinheiro e não religião, hoje a raposa de fogo tem prioridade em Redmond, tudo 2.0 da Microsoft sai garantido com versão pro FF.

Já o resto, bem… digamos que Steve Ballmer chamou o Chrome e o Safari de “margem de erro”, e dadas suas proporções linuxianas nas estatísticas de acesso, pode até ser verdade.

Agora para complicar o Google soltou um plugin do Internet Explorer que cria uma aberração, monstruosidade do Internet Explorer com as entranhas do Chrome. O “Chrome Frame” foi duramente atacado. Em uma declaração a Microsoft disse:

“Dados os problemas de segurança com plugins em geral e com o Google Chrome em particular, o Chrome Frame rodando como plugin duplicou a área de ataque para malware e scripts maliciosos. Não é um risco que recomendamos a nossos amigos e familiares.”

Antes que alguém chame de FUD (se bem que o Register já chamou) entra mais um na história:

Mike Shaver, VP de desenvolvimento da Mozilla metralha, dizendo que isso só complica o modelo de segurança. Proteções embutidas no Internet Explorer deixarão de funcionar, gerenciamentos de riscos e controles de passwords por exemplo, quem assume? Estamos usando o Explorer OU o Chrome?

Esse tipo de modelo é o Pior de Dois Mundos, como achar uma sereia na banheira, onde a metade de baixo é peixe e a de cima também.

A postura do Firefox é a mais correta. Navegadores devem vencer por seus próprios méritos, como o Internet Explorer venceu, no seu tempo (chupa netscape) e o Firefox vem vencendo atualmente (chup-digo, morra, IE6) e o Opera vence na Europa (chupa competição, qualidade e mérito próprio).

Enfiar um plugin no Explorer para rodar o Chrome por baixo dos panos é algo bem próximo da má-fé. E não, não considero a extensão IETab do Firefox a mesma coisa.

Fonte: The Register

emInternet

MeioBit no II EWCLiPo

Por em 25 de setembro de 2009

Depois de um concurso mundial para escolher a pior sigla possível, foi criado o Encontro de Weblogs Científicos em Língua Portuguesa, que chega a sua segunda edição, neste final de semana em Arraial do Cabo, RJ.

O MeioBit sempre prestigiou a Ciência (o que é óbvio, todo blog Capricórnio com ascendente em Aquário tem essas tendências) e não deixará de estar por lá cobrindo tudo.

Na verdade iremos além. Eu fui convidado para fazer uma apresentação sobre profissionalização dos blogs, o que é uma honra.

Se possível farei cobertura aqui, no Flickr e via nosso Twitter Oficial.

emMiscelâneas

Novo Alvo da Democracia Chinesa: Twitpic

Por em 25 de setembro de 2009

Já diz o ditado, quem tem bambu tem medo, pergunte ao Sílvio Santos. Nos bons e velhos tempos da Guerra Fria até Stalin temia o Exército Chinês. Hoje o maior medo do chamado Perigo Amarelo é econômico. Embora a China possa em teoria bombardear seus inimigos, pode também comprá-los. Ou pior, parar de vender para eles.

Por isso temos tantos discursos em prol de Liberdade de Expressão na Internet mas oficialmente nenhum governo se manifesta em relação a China, mesmo sendo uma ditadura marketista-leninista que se mantém no poder usando e abusando do controle dos meios de informação.

São 1,3 bilhões de pessoas que ao contrário de você não podem acessar:

  • blogger.com
  • wordpress.com
  • Flickr (voltou recentemente)
  • Picasa
  • Facebook
  • YouTube
  • Twitter

A rigor a China se mantém ao largo de toda e qualquer grande ferramenta de comunicação online. Pior, funciona. Muita gente por lá nunca ouviu falar do massacre da Praça Tianamen, motivo aliás do último Grande Bloqueio, que junto aos 50 anos da Invasão do Tibet tornaram as Internets um tanto sensíveis, por aquelas áreas.

Dia 7 de Julho foi O Dia Que O Twitter Morreu na China. Culpa das revoltas em Xinjiang. Não só ele, aliás. O Governo Comunista descobriu os microblogs e tratou de bloquear não só o passarinho mas também o Fanfou, o JinWai e TaoTa, três serviços semelhantes locais. A maioria dos serviços de proxy também está bloqueada.

Agora, por causa de fotos relacionadas com o mesmo conflito, o Twitpic foi bloqueado também. Obviamente para não dar uma CARA aos “muçulmanos revoltosos”, evitando que vejamos apenas… gente, como neste e neste post de uma viagem que a Paula, nossa correspondente informal fez ao local dos conflitos.

Quando isso vai parar? Nunca. Os EUA precisam da China, a Europa precisa da China, EU preciso da DealExtreme. Não vou ser hipócrita propondo um boicote OU inocente supondo que com os bloqueios sendo contornados pela ala mais geek da juventude chinesa, a Revolução da Revolução está a caminho. A ausência de liberdade em escala global é um incômodo, mas a bebida e as baladas estão liberadas.

Não vai sair revolução enquanto tiver Funk Fever no Club ObiWan. Sim, a origem do nome é a que você está pensando.

Só vejo UMA alternativa a longo prazo: Seria países polticamente “corretos” como o Brasil investirem em tecnologia, otimização de processos, treinamento de mão-de-obra e oferecerem produtos comparáveis em qualidade E preço. Quando Made In Brazil for tão barato e bom quanto Made In China, SEM as violações de direitos humanos, adivinhe de onde o Presidente Gore comprará suas quinquilharias?

Fonte: Twitter da Corujinha

emArtigo Internet