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Ao Mestre Com Carinho, mas é só uma lembrancinha, bem pequena…

Por em 22 de dezembro de 2010 - 31 Comentários

Uma das melhores cenas de Blade Runner é quando Rachel solta o cabelo de forma absurdamente sexy Deckard leva uma escama da cobra de Zhora até o chinês da esquina, ele a observa no microscópio e a imagem é ampliada até um número de série aparecer, em nível quase celular. Ficção científica? Claro, em 1982. Hoje isso é tão comum que um grupo de alunos do Centro de Nanotecnologia e Nanociências da Universidade de Nottinghan se deu ao luxo de usar como presente para um professor.

A idéia é simples: Presentear o coroa com uma tabela periódica e convencê-lo de que ele precisa de óculos novos. Então nada melhor que criar uma tabela periódica pequena. Quão pequena? O suficiente para ser impressa em um fio de cabelo do professor.

Os cidadãos usaram um microscópio eletrônico de feixe de ions, capaz de manipular objetos em escala muito pequena. Revestindo o fio de cabelo com uma camada de alguns átomos de Cobre, fica mais fácil pros íons de Gálio marcarem a superfície. Daí é só (“só”!) programar o microscópio para executar os movimentos corretos, como um plotter, e temos uma tabela periódica gravada em um fio de cabelo.

Com 89.67μm de largura e altura de 46.39μm é a menor tabela periódica do mundo. O tal professor ficou bem feliz com o presente. Vejam o vídeo:

PS: Sim, o sujeito é um cientista perfeitamente aderente ao estereótipo.

emCiência Hardware

Mexicanos Voadores Invadindo os EUA, Israel e a Wikilikização da Guerra

Por em 22 de dezembro de 2010 - 51 Comentários

Machete

Na semana do dia 17 uma família em El Paso, Texas teve uma surpresa: Encontrou um mexicano ilegal bem em seu quintal. O Mexicano em questão não era um humano, embora fosse dotado de inteligência maior que a maioria dos comentaristas do YouTube.

O visitante inesperado era um UAV, aeronave não-tripulada usada para observação, espionagem, inteligência, etc. O modelo era um Orbiter, vendido por uma empresa israelense. É minúsculo, mas cumpre bem seu papel, com alcance de 80Km, altitude máxima de 6Km e autonomia de até 4 horas.

Marcado como propriedade do governo do México, o aparelho foi prontamente devolvido. Aparentemente estava sendo testado na patrulha de fronteira, deu algum pau e saiu voando a esmo. A violação de espaço aéreo foi perdoada, caso encerrado. Exceto pro Procurador-Geral do México, que como todo bom Governo, negou ter conhecimento do caso.

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emComputação móvel Hardware Telecom

Mais Uma Vez Júlio Verne Ri Por Último

Por em 20 de dezembro de 2010 - 55 Comentários

Jules VerneHá duas diferenças entre Júlio Verne e todos os videntes, ciganas, adivinhos e cartomantes no mundo: Primeiro ele nunca disse que conseguia prever o futuro. Segundo, ele conseguia prever o futuro.

Fora alguns que sugerem que ele tenha sido um viajante do tempo, quase ninguém alega que Júlio Verne tenha possuído poderes paranormais. Ele sequer era um futurista profissional. Um do Pais da Ficção Científica, escrevia livros de entretenimento, usando como cenário a explosão tecnológica que foi o final do Século XIX.

Ao contrário do mito, ele não previu a Energia Nuclear, o Nautilus do Capitão Nemo era elétrico, o segredo era que usava uma forma de geração de energia mais eficiente, eu diria que Verne previu a Célula de Combustível, isso sim.

 

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emCiência

Sobre a Privacidade das Calcinhas Japonesas

Por em 20 de dezembro de 2010 - 32 Comentários

É comum dizermos que a Lei está obsoleta, juízes são retrógrados e o sistema todo não entende a mudernidade, mas sejamos realistas: É complicado se adaptar ao novo, quando o novo muda a cada 6 meses. As principais Leis envolvendo privacidade, direito de imagem, direitos autorais e similares são do tempo em que uso indevido era se alguém desenhava seu perfil num papiro sem pedir permissão.

Isso torno a aplicação dos conceitos nebulosa, complicando a vida de quem tem que entender da Lei e da Tecnologia. Pior: Gera uma nova indústria de processos que tenta ganhar em cima desse desconhecimento do Judiciário. Felizmente os nobres causídicos estão recuperando a distância e acabando aos poucos com essa moda.

O caso mais recente envolve calcinhas nipônicas. Na cidade de Fukuoka uma cidadã descobriu que o Google Street View havia fotografado a janela de seu apartamento e –horror- no varal havia calcinhas penduradas.

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emMeio Bit

Nietzsche 2.0: No iPad Deus está morto

Por em 17 de dezembro de 2010 - 33 Comentários

Photo dez 17, 10 47 40 AM

Na web é inútil e blasfêmia contestar a onipotência e onisciência do Google. Mesmo o Bing ainda está longe, tanto em tamanho quanto em resultados. O Google Tudo Sabe, Tudo Vê. É uma posição divinamente confortável, mas Darwin ensinou que sobrevivência é muito mais complicado que dominar seus inimigos, é preciso levar em conta o ambiente.

Os inimigos menores (ou seja: todos) não o afetam, mas uma mudança em seu meio-ambiente pode transformar o Google de um Deus em um Dinossauro.

O iPad chamou a atenção, mas o ambiente de aplicações web já tinha florescido com o iPhone e hoje tem um campo enorme no Android.

Esse monte de aplicações usadas para acessar conteúdo online NÃO é indexado pelo Google. Ele não sabe que elas existem, não tem controle sobre o que se passa nelas. Mais ainda: Elas são invisíveis ao Google Analytics. Qualquer aplicação que faça chamada a um webservice não existe para os sites de busca ou tracking.

A imagem que abre este artigo é do Flipboard, aplicação maravilhosa para o iPad que agrega em formato de revista informações via Twitter. O Google tem zero, ZERO controle ou conhecimento sobre o que é acessado ali. (exceto o feed do Google Reader, agora suportado)

Calma que piora (pro Google)

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emMeio Bit

Regra 34 + Kinect. Era inevitável.

Por em 16 de dezembro de 2010 - 23 Comentários

regra34

Talvez a regra mais respeitada da Internet seja a Regra 34. Ela é clara: Se algo existe, há uma versão pornô. Pode escolher. Pequena Sereia sendo sodomizada pelo Bob Esponja? Há. Kama Sutra de Exterminadores do Futuro? Existe. (não clique)

A verdade é que a pornografia é a grande força-motriz da tecnologia. 23 mil anos atrás nossos antepassados estavam começando a criar instrumentos de pedra, e um dos primeiros foi um… consolo. Reza a lenda que Gutenberg complementava a renda imprimindo livros pornográficos.

Quase todo avanço tecnológico humano foi fomentado pelo “entretenimento adulto”. Quando ninguém ouvia falar de áudiobooks, já havia revistas especializadas em português onde contos eróticos eram lidos por atrizes. O cinema produziu muito material de gente sem roupa desde seus primórdios, idem a fotografia.

As câmeras Super-8 foram bastante usadas por pornógrafos amadores e profissionais, mesmo com toda a dificuldade e custos de copiar filmes quem tinha um projetor tinha uma caixa de filmes “questionáveis”.

Com o advento do VHS a indústria explodiu. Em poucos meses, mais rápido e mais ágil que qualquer grande estúdio os produtores pornôs estavam disponibilizando seu material em vídeo. A quantidade de filmes “legítimos” jamais justificaria a aquisição de um videocassete, mas o boca-a-boca foi eficiente. Logo todo mundo tinha um VCR, uma locadora quase sem filmes e uma porta nos fundos da tal locadora levando pra sala “adulta”.

Internet is for Pr0n

Sejamos realistas, toda a tecnologia de streaming usada hoje surgiu por causa da safardanagem. Quando não havia NADA para ser visto via streaming, já existiam sites com strip-tease ao vivo. Quando o mundo rastejava nos chats o CU-SEE-ME já linkava sites adultos onde você podia pagar para interagir em vídeo com modelos. O público desse tipo de material é MUITO ansioso por novidades, a única chance dos produtores sobreviverem é estarem na crista da onda tecnológica.

Por isso os videogames não poderiam ficar de fora. Desde seus primórdios as versões “adultas” existem, vide o “sensacional” jogo “Custer´s Revenge”, na imagem acima (devidamente censurada). Mesmo no Atari havia um mercado para jogos pornô. Que dirá nos consoles de hoje.

Claro, a Microsoft limitou o número de membros reconhecidos pelo Kinect em 4, sem possibilidade de adições ou substituições. A proposta é tornar o XBox 360 um console familiar, usos questionáveis libidinosos não contribuem com isso.

Só que usos questionáveis e libidinosos são o feijão-com-arroz dos desocupados, era inevitável que surgisse um hack do Kinect envolvendo pornografia. Eis o danado.

É uma prova de conceito onde o Kinect é usado em um jogo de molestar japinhas. Sim, eu sei que as mulheres mostradas no vídeo não são japinhas mas esse tipo de SimMolester é tão japonês que é inevitável a associação.

Não creio que a Microsoft goste disso, mas como disse o Comissário Gordon no Cavaleiro das Trevas, “é grande demais”. O uso dessas tecnologias pelo mercado adulto está só começando. Não há nada que a Microsoft nem ninguém consiga fazer para impedir. Podem no máximo atrasar, mas no final seria uma atitude tão inteligente quanto atrasar o videocassete. Inútil, irritante e irrelevante.

A detecção de movimentos veio para ficar, e se a indústria pornô a adotar, no mínimo significa que a tecnologia será adotada bem mais rápido. Todos ganham, menos as japinhas virtuais molestadas, mas elas foram criadas pra isso.

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Crônicas do Futurismo Saudosista

Por em 15 de dezembro de 2010 - 44 Comentários

eletricidadeHouve uma época em que a eletricidade resolveria todos os males. No Século XVIII um sujeito chamado Franz Mesmer ficou tão entusiasmado com essa nova tecnologia que cunhou o termo Magnetismo Animal (não aquele que atrai os machos da espécie para a Megan Fox) e criou a “ciência” do Mesmerismo.  Ele usava magnetos (os goy, o kosher não tinha nascido ainda) para tratar todo tipo de doença.

Hoje sabemos que organismos biológicos em geral são MUITO insensíveis a campos eletromagnéticos, a única coisa que um humano consegue ter menos sensibilidade é conselho de dentista pra usar fio dental, mas na época foi um sucesso. O efeito placebo fez com que Mesmer tivesse uma alta taxa de cura, logo fazia sessões de banhos magnéticos terapêuticos colocando gente da alta sociedade (em geral mulheres) em banheiras de choque. Ele também dava uns passes mas não há relatos se trazia a pessoa amada em 3 dias.

No final do Século XIX e início do XX a eletricidade já era entendida o suficiente para ser sonhada como solução para tudo. A era do vapor dizia adeus, aparelhos elétricos eram menores, não poluíam o ambiente e eram bem mais seguros. Logo surgiram alternativas elétricas para instrumentos do dia-a-dia. Na ordem os primeiros aparelhos eletrificados foram a máquina de costura, o ventilador, a chaleira, a torradeira e o vibrador, usado por psiquiatras para tratar a Histeria Feminina, uma condição que só era aliviada através de massagem pélvica via estimulação manual, o que deixava os médicos no final do dia sofrendo de LER

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