Digital Drops Blog de Brinquedo

Do Pedobear ao Pedocat

Por em 9 de agosto de 2009

Eu sempre pensei que “calma querido, não é o que você está pensando” fosse a coisa mais ridícula que eu escutaria (de terceiros, de terceiros) como defesa, mas Keith Griffin, da Flórida demonstrou que é possível ser mais idiota que seu primo animado, Peter Griffin.

Respondendo a 10 acusações de posse de pornografia infantil, incluindo mais de 1000 imagens armazenadas em seu computador, Keith se saiu com uma defesa 100 vezes mais ousada (e estúpida) que a Defesa Chewbacca:

Segundo a polícia o pedoburro alega que estava baixando músicas, saiu do cômodo, seu gato pulou no teclado e quando voltou achou “coisas estranhas” no computador.

O gato em questão não foi chamado para uma acareação, já Keith está preso, com fiança de US$250 mil, quantia  que um gênio como ele dificilmente deve ter no banco.

Fonte: Yahoo

emInternet

NP-20 – Aprenda a Chupeta que salvará sua vida

Por em 8 de agosto de 2009

Minha melhor máquina digital compacta foi uma Casio Exilim Z-750 (xiitas de marca, favor protestar com ALT+F4). Infelizmente o custo para trocar o display quebrado é próximo do que paguei por ela, mesmo trazendo a peça. Aposentei e comprei uma Z-75, não tão boa mas suficiente para uso recreativo. Trabalhos profissionais para o MeioBit uso a Cybershot H50, e pra Sex Tape com a Megan Fox usarei o Maya+Lightwave. (tentei o Blender mas saiu a Susan Boyle).

Problema: Fui carregar a bateria uns meses atrás, e nada. LED do carregador piscando, mais de um dia e não carregava. Tudo bem, tinha uma reserva, que comprei na Deal Extreme por imensos US$10,80. Outro belo dia a bateria reserva também não funcionava mais.

O único fator em comum era que ambas as falhas ocorreram após muito tempo sem mexer na câmera. Mas duas baterias? Só podia ser o carregador. Era o que Occam sugeria. Testei com outro carregador. Nada. Bolas, como uma bateria original e uma genérica NOVA podem dar pau assim? Improvável.

Hoje fui pesquisar, e descobri: Essas baterias apresentam uma falha de projeto: Quando a carga está MUITO baixa não conseguem energizar o microcontrolador que gerencia a carga. Sim, dentro dessa porqueirazinha tem um computador completo.

Usando o Google achei de cara este vídeo, onde o sujeito explica o problema. Embora não seja exatamente a imagem que fazemos de um expert no assunto, a descrição do ocorrido fez sentido. Assim como a solução:

Pegar um carregador velho de celular (ou uma bateria de 9 Volts) e com fios identificados, forçar a carga por uns 20 a 30 segundos. Fio vermelho no positivo, preto no negativo. Com isso contorna-se o circuito de carga normal, a bateria consegue bootar, e a partir daí é só enfiar no carregador e deixar a natureza seguir seu curso.

Fiz a experiência. Ao encostar os fios nos terminais a bichinha começa a gemer (quero só ver o que o Google vai trazer com essa frase) e a apitar, soltando um zunido alto, como coisas prestes a explodir em filmes. Bem, seguindo o que aprendi em Hollywood, comecei a contar 30 segundos, de trás pra frente. Em 29 desconectei tudo. Bateria no carregador, está lá, firme e forte, led brilhando indicando carga. Tirei com apenas 5min, coloquei na câmera, ela renasceu das cinzas pela 1a vez em muitos meses.

Lembre-se, positivo no positivo, nega

É a situação análoga a um carro sem carga na bateria. Não tem energia suficiente para acionar o motor de arranque que por sua vez dará partida no motor principal e girará o alternador, carregando a bateria.

Lembrando que no Brasil uma NP-20 custa R$80,00 com essa simples brincadeira economizei R$160,00. E você achando que a chupeta era o brinquedo de criança, hein?


AVISO: Não nos responsabilizamos por danos causados a seu equipamento. Nenhuma das dicas acima foi aprovada, testada ou sancionada por profissionais bateriólogos. Curto-circuitar os terminais de sua bateria irá causar explosões, incêndios e talvez tornar os rios em sangue. Chupetas feitas sem a devida proteção podem levar a queimaduras, dano em equipamentos, superaquecimento de baterias e gravidez.



[ATUALIZAÇÃO] – A bateria genérica foi reativa com a mesma técnica. Ambas funcionam perfeitamente, a câmera foi ressucitada, OH GLÓRIA!

emÁudio Vídeo Fotografia Dicas Hardware

YouTube na Fórmula 1. Hoje não ou hoje sim?

Por em 7 de agosto de 2009

Existem uma espécie de determinismo cultural que impedem que grupos específicos se destaquem em algumas atividades, seja a incapacidade de homens brancos em enterrar, seja japoneses sambarem. Americanos por exemplo investem bravamente mas não conseguem nem jogar futebol exceto via zebras, nem fazer qualquer coisa relevante na Fórmula 1. Isso que dá a criançada de lá só ganhar Autorama do mais baratinho, as peças mal dão pra fazer circuito oval.

Mesmo assim os americanos são brasileiros e não desistem nunca. Vão lançar uma nova equipe na F1, com o marketeável nome de USGPE, e estão entrando com investimento pesado. Michael Arrington, o Cardoso do Techcrunch reporta que durante uma reunião esbarrou em Chad Hurley, fundador do YouTube. Ele estava reunido com o pessoal da USGPE, há grandes patrocinadores interessados, como a Best Buy, e fala-se do próprio YouTube entrar como patrocinador do carro.

O melhor será o benefício indireto, teremos canais profissionais e o conteúdo será disponibilizado em alta definição, assim poderemos acompanhar do conforto do PC o esporte que tanta alegria deu aos brasileiros.

emInternet

o zum-zum-zune do Microsoft Games for Windows Live 3.0

Por em 6 de agosto de 2009

ATENÇÃO: O post abaixo deve ser lido com seu detector de ironia em nível 4/5. Caso não esteja corretamente configurado, tecle ALT+F4.

A Microsoft acaba de lançar a versão 3.0 do Games for Windows Live. Qual a idéia: Um a loja online, muito parecida com o que temos rodando no XBOX360, onde podemos comprar add-ons, novos cenários ou mesmo jogos inteiros.

Na Live Network é possível jogar em multiplataforma, ou seja: Eu posso estar detonando o Dori direto no Halo 2, eu no meu valoroso Netbook, ele no 360. Mas isso não é novidade. As novidades agora são o marketplace in game. É possível comprar ad-ons e usar outros recursos sem sair do jogo.

Com essa versão 3.0 a Microsoft cercou por todos os lados o mercado de Games. A experiência de uso tanto para o usuário de console quanto para o usuário de PC será a mesma. Se bem que… é, não cercaram de todos os lados.

Para a Microsoft abraçar todos os nichos principais precisaria de um equipamento com WIFI, capaz de se conectar na TV gerando sinal HD 720p, com processador poderoso, de preferência uma tecnologia integrada como, digamos a Tegra, aceleração 3D, áudio de qualidade, touchscreen, display de 3,6 polegadas…

Claro, isso tudo é apenas especulação, poderia ser uma enorme coincidência, a menos de um mês do lançamento do Zune HD sair uma versão nova do Games for Windows Live. Como também é coincidência a escolha de uma plataforma como a Tegra.

O vídeo abaixo por exemplo é um demo da tecnologia Tegra.


Imagine usar isso só pra tocar hits do Cansei de Ser Sexy…

Então, temos duas possibilidades:

a) a Microsoft é burra, vive de copiar os outros, e jamais perceberia o mercado de games portáteis como um nicho; jamais investiria em jogos portáteis, ou em uma loja. Também não faria integração entre esses nichos. Escolheria uma plataforma pesada para o Zune HD, montaria toda uma especificação que é overkill para um player A/V mas excelente para um console, integraria com o XBOX360 mas não, não lançaria games para o Zune HD.

b) a Microsoft veio comendo pelas beiradas, criou uma base fiel (só oficialmente são 14 milhões de gamers) e vai fornecer uma plataforma de entretenimento PENSADA para games, e não por acaso boa para jogos, como foi o iPhone. Mais ainda, fornecerá toda a integração com o resto da família Live.

Escolha a que quiser, não vai afetar a estratégia já tomada pela empresa. Quem está certo?

emAnálises Games Indústria Microsoft

Holografia Táctil e interação 3D – Ou: Holosex vem aí!

Por em 6 de agosto de 2009

Em Star Trek aquele povo que provavelmente só se reproduz em laboratório usa o Holodeck, um ambiente avançadíssimo de criação de espaços virtuais, com campos de força, tecnologia de sintetização de matéria, etc, para simular aventuras de Sherlock Holmes, andar a cavalo ou brigar com monstros alienígenas fedidos (também chamados Klingons, mas sou meio racista).

Na vida real Scott Adams sintetizou bem: O Holodeck será a última invenção da humanidade. Ele se trancaria em um com Cindy Crawford e suas 12 irmãs gêmeas e seria retirado morto, magro de esforço e inanição, com um sorriso no rosto. Eu não vou tão longe, mas imagino que se não fosse tripulada por gente idealizada, o PIOR emprego na Enterprise seria do alferes que passa pano no chão do holodeck no final do dia.

Felizmente não temos que esperar até o Século XXIV, pesquisadores da Universidade de Tóquio (fala que ficou surpreso, vai) criaram um protótipo onde dois Wiimotes são usados para rastrear movimentos e emissores ultrassônicos são apontados para a posição do objeto holograficamente gerado. Isso simula uma leve pressão, como se a bolinha, no caso do vídeo encostasse na mão.

Ainda está longe de simular com precisão o quase imperceptível toque dos finos cabelos da Luciana Vendramini escorrendo por dedos levemente trêmulos, mas é um começo, a tecnologia ainda tem muito o que evoluir. Droga.

Apresentado na SIGGRAPH 2009, o projeto pode ser visto no vídeo abaixo. Se quiser, o abstract do trabalho (PDF) está disponível aqui.

Via Ubergizmo, dica do Bernard London

emHardware Miscelâneas

MeioBit Exclusivo (ou quase) no evento da Dell

Por em 5 de agosto de 2009

Bom dia amigos do MeioBit! Estamos (digo, eu estou) aqui em São Paulo, direto do Café Octavio onde seremos apresentados aos Serviços Gerenciados da Dell. Em alguns minutos teremos a apresentação, com a presença de Luis Amaral, Gerente de Soluções da Dell Brasil, Diego Puerta, Gerente Geral de Serviços e Soluções e Bruno Asaf, Gerente de Soluções da Dell Brasil.

05082009698

Aguardem até o final do dia o relatório completo e os vídeos.

MeioBit e você, tudo a ver.

emDestaque Indústria

Os Doidos Preços do Conteúdo

Por em 3 de agosto de 2009

Uma das perguntas freqüentes que escuto tem a ver com blogueiros iniciantes perguntando a seu Mestre e Inspiração (eu) quanto cobrar por um texto. A resposta mais honesta que poderia dar é “não sei”, mas isso afetaria minha reputação como uma das maiores mentes criativas da Internet brasileira. <== está na Internet, é verdade.

Em teoria precificação é simples, mas também em teoria comunismo funciona. Deveríamos calcular o tempo que determinado texto levaria para ser composto, o grau de expertise necessário para produzir o texto e o custo dessa expertise, um fator considerando a demanda,a uma margem de lucro e mais uns penduricalhos.

Perfeito, certo? Não funciona assim. Tanto que os Sindicatos de Jornalismo publicam tabelas de referência para trabalhos de redação. (se alguém obedece é outra história). No final o valor da obra é custo de produção + margem da editora + margem do autor (simplificando, e a última é sempre menor).

Problema: Vejam as preços para as diversas versões do livro “I Am America and So Can You“, de Stephen Colbert, no site da Amazon.com:

A edição mais barata, paperback (ou brochura) custa US$10,87. A mais cara, capa dura, custa US$17,81. Isso dá uma diferença entre elas de US$6,94.

Assumindo que a versão em papel mais barata ainda é mais cara de se produzir do que uma versão digital, cujo custo de armazenamento, impressão e distribuição são inexistentes, onde a “produção” pode ser feita sob demanda, e não há necessidade de imobilizar verba em estoques, a digital deveria ser em conta.

Expliquem a versão para Kindle custar US$14,84, ou U$3,97 a mais que a impressa.

Agora o download da versão em áudiobook. É a versão lida do livro, normalmente pelo autor. Envolve estúdio, edição, masterização, etc, etc. U$14,98. US$4,11 a mais que a versão papel (correto), mas apenas US$0,14 mais cara que uma versão kindle, que  é basicamente texto.

Piorando: Áudio CD, US$16,49. US$1,51 a mais que a versão de download. Em grande escala um custo de replicação de um CD ser de US$1,51 é um absurdo.

Terminamos com os preços mais caros e mais baratos sendo de livros em papel. O eletrônico, que viria para cortar custos, aumentar a margem dos autores, agilizar as vendas, livrar o mundo das cáries e colocar a Luciana Vendramini nos Trending Topics do Twitter não rolou.

O Kindle é muito legal, mas eu não consigo ver nada além de ganância para justificar esses números. E não, não aceito que estejam amortizando os investimentos. Se montassem uma gráfica e tentassem vender livros mais caros no começo, quebrariam.

Nosso Futuro Digital na literatura está sofrendo do mesmo problema que o nosso Futuro Digital na Internet Mobile: Estamos reféns de gente gananciosa demais para ver o quanto lucrariam com preços decentes.

emIndústria