Digital Drops Blog de Brinquedo

Apple sobre netbooks: De “Hardware vagabundo” pra baixo

Por em 23 de abril de 2009

Tim Cook, CEO da Apple foi mordido por um Steve Jobs radioativo (é efeito colateral) e soltou o verbo, baseado no fato de ser CEO da Apple, e compensar uma queda de 3% nas vendas de Macs com um aumento de 3% nas vendas de iPods (mercado já saturado) e 123% de aumento nos iPhones.

Não é nada não é nada, é lucro recorde, e quem ganha, ainda mais em um mercado em recessão, fala o que quiser. E ele falou:

“Quando olho para o que está sendo vendido no mercado de netbooks vejo teclados apertados, hardware vagabundo, telas muito pequenas, software ruim. Não é uma experiência de uso que colocamos a marca da Apple. Da forma que existe hoje, não estamos interessados nem seria algo que nossos consumidores estariam interessados a longo prazo. Estamos olhando o mercado. Para aqueles que queram um computador pequeno que faça email e navegação, eles podem querer um iPhone ou iPod Touch. Se nós encontrarmos uma forma de prover um produto inovador, que realmente traga uma contribuição, nós o faremos.”

Tradução: Netbooks são um lixo. Quando tivermos algo que vá arrebentar, nós entraremos no mercado.

Tradução 2: Não conseguimos fazer nada bom, pequeno e barato, por isso vamos detonar o nicho inteiro.

Tradução 3: Steve não quer vender netbooks para não popularizar demais a marca. Mas não quer que ninguém venda.

Fonte: Engadget

emApple e Mac

Boot de 2 segundos é realmente útil?

Por em 23 de abril de 2009

A nova versão do “meu é maior que o seu” na informática é a velocidade de boot. Temos o Hyperspace da Phoenix, o Moblin querendo atingir tempo de boot de 2 segundos, e o Ubuntu se gabando de 25 segundos de boot.

OK, é muito legal, vale como experimento, mas será mesmo que precisamos gastar tantos homens/hora pequisando isso? Nos velhos tempos PCs eram rebootados toda hora, meu Windows 2000 pedia boot até para trocar o layout do teclado. Mas hoje? vejamos:

Isso mesmo. 14 dias sem boot. Quer dizer que eu não fecho o computador? Não. Só não desligo. O problema não é o tempo de boot, que no Mac é até longo. Se fosse de dois segundos, eu também não desligaria.

Não me importa o tempo de boot, o maior trabalho é abrir todas as aplicações que uso normalmente. Quem trabalha com computadores sempre está fazendo alguma coisa, então não há sentido em dar um shutdown fechando todos os programas.

Eu prefiro um computador que hiberne rapidamente. No caso do Mac ele retorna do HD desligado, tudo parado para as aplicações rodando em 2 segundos. Já vi uma máquina rodando Windows Media Center saindo do desligado total para o modo “tocando DVD” em menos de 7 segundos, incluindo load da BIOS.

O mérito é em parte dos fabricantes de placas-mãe, que incluem gerenciamento avançado de energia, tornando mais e mais desnecessário desligar totalmente um computador. Na prática as placas modernas já não desligam, não há um botão FÍSICO de power-off, o power de seu gabinete é lógico, sua placa-mãe está sempre em stand by.

O Linux sempre teve problemas com gerenciamento de energia, principalmente em laptops. O que é estranho visto que ACPI é um padrão aberto. Essa busca toda por um boot rápido me parece mais um reconhecimento de derrota do que uma real necessidade.

Os esforços deveriam ir para o maior e melhor suporte dos modos avançados de gerenciamento de energia, pois não interessa que meu netbook boote o Ubuntu em -8 segundos, graças a um gerador de singularidade (livre) desenvolvido pela FSF. Eu conto “tempo de boot” como o tempo até eu voltar a fazer o que estava fazendo. Bootar em um desktop limpo não significa nada.

É possível melhorar? Com certeza. Antigamente a forma mais rápida de detonar seu Windows era clicar em “hibernar” sem-querer. Hoje um toque rápido no botão de power e o bicho dorme. E volta.

E se você acha desnecessário, pense: Uma empresa com 500 funcionários, se cada um gasta 3 minutos todo dia esperando o computador ligar e carregar todos os programas, e mais 3 minutos esperando o shutdown ao fim do expediente, temos:

6 minutos x 500 = 3000 minutos = 50 horas. Isso mesmo, você perde o equivalente a 50 horas de trabalho todos os dias, esperando computadores ligarem e desligarem.

emHardware Linux

I, for one, welcome our new Linux Overlords

Por em 23 de abril de 2009

Eu lamento informar ao pessoal de Redmond, mas o Linux venceu. Ou vencerá e dominará a Terra. Eu tentei avisar, Linux era maligno e foi usado pelos cientistas irresponsáveis de Caprica para criar os Cilônios.

Aconteceu antes, e acontecerá de novo. Na verdade já está acontecendo. Vejam o vídeo abaixo, onde os engenheiros da Festo, uma megacorporação da área de automação industrial pesquisa formas naturais como resposta para problemas de robótica, biônica e cibernética.

E o que eles criaram? PINGUINS, isso mesmo. PINGUINS que nadam e interagem com o meio-ambiente de forma perfeita.

Acha que é pouco? Eles criaram pinguins VOADORES. Deram uma incrível vantagem para essas terríveis máquinas de matar. (eu assisti Happy Feet e quase morri. Pinguins matam, ao menos de tédio)

Claro, não são só pinguins. Embora as Aves Malignas estejam predestinadas a se revoltar primeiro, precisarão de auxiliares. Para isso o pessoal da Presto projetou vários outros animais robóticos, inclusive uma linda água-viva voadora.

As peças são exibidas como arte em vários locais do mundo, e se não fossem o prenúncio de nossa destruição, seriam lindas.

Isso representa uma mudança importante na mentalidade das empresas, que agora gastam dinheiro e recursos pensando no futuro, desenvolvendo tecnologias que só serão usadas em 20 anos. É fruto da geração de geeks que está assumindo os postos de chefia, dos milionários do Vale do Silício e de gente que cresceu lendo e assistindo ficção científica.

Os nerds estão discretamente criando o futuro que sempre sonharam, e como disse Paulo Leminksi, “distraídos venceremos”.

Se os pinguins cilônios não dominarem o mundo antes, claro.

emHardware Linux

Mais um passo rumo a um Tricorder – via Microsoft

Por em 22 de abril de 2009

Se há uma área da tecnologia onde os equipamentos são caros é a médica. Um simples estetoscópio decente começa em R$400,00 (porcarias chinesas não contam). Qualquer coisa eletrônica mais complexa que um monitor de glicose ou termômetro digital de farmácia, é uma fortuna.

Quando não é o custo, é o tamanho e a portabilidade. Mesmo um simples aparelho de Raio-X para uso médico (não o dos Caçadores de Múmias do Discovery) precisa de um carregador estilo “sim, bwana” dedicado.

Assim uma tecnologia que misture custo baixo com portabilidade é um sonho quase de ficção científica, e que melhor exemplo de ficção do que os tricorders de Jornada nas Estrelas, pequenos aparelhos multi-função, com uma versão médica, capazes dos mais variados exames, utilizando uma sonda externa, e apresentando grande poder computacional?

Pena que não temos nada assim. Ou temos?

É seguro dizer que os smartphones modernos apresentam mais poder de processamento do que as máquinas ainda em uso em muitos hospitais. A primeira versão comercial da Tomografia Computadorizada tomava duas horas e meia de processamento de um mainframe. As primeiras tomografias de cérebro produziam imagens de 80×80 pixels de resolução e consumiam 7 minutos de CPU de um minicomputador Nova, da Data General, com 4KB de memória, o auge da tecnologia de 1969.

William D. Richard e David Zar, dois engenheiros de computação da Universidade do Estado de Washington perceberam isso e tiveram a idéia de adaptar sensores médicos a celulares, aproveitando a capacidade de processamento E comunicação dos mesmos.

Chamaram para um bate-papo a Microsoft, que tem uma divisão de pesquisas ativa, quer achar mais usos para o Windows Mobile e tem uma tradição de filantropia na área de saúde.

Saíram de lá com todo o aoio, mais US$100 mil de verba de pesquisas.

Um ano depois eles conseguiram otimizar sondas de ultrasom comerciais, melhorando consumo de energia, algoritmos de processamento, design e taxas de transferência, adaptando-as para celulares Windows Mobile.

Assim um simples celular pode ser usado como equipamento de processamento e visualização para exames de rins, fígado, útero, próstata, bexiga, olhos e mais o que seja lá que façam com ultrasom.

Mais ainda: Como uma máquina de ultrasom custa em torno de US$30 mil e mesmo um Sony-Ericsson Xperia de R$3 mil (no Brasil) não chega nem perto disso, a popularização do aparelho, em clínicas com poucos recursos é certa.

As sondas normais ficam na casa dos US$2 mil, mas os criadores do projeto almejam um preço final de US$500,00 para suas sondas otimizadas.

A idéia é que médicos ou profissionais de saúde em áreas carentes, como os cafundós da Africa possam realizar exames e, como estão usando celulares, enviar as imagens ou vídeos para especialistas em qualquer lugar do mundo, obtendo assim um diagnóstico mais preciso.

Nessas horas eu me orgulho de promover tecnologia.

Fonte: Cellular-News

emArtigo Celular Hardware Mobile

Aviso: Balas de Tungstênio calibre 20mm podem fazer mal

Por em 22 de abril de 2009

Que Chumbo, Tungstênio e Urânio Empobrecido podem ser péssimos pra saúde é um fato, e você nem precisa ser um Decepticon ou um pirata Somali para descobrir isso. Precisa ser um ecologista, e ter um bom Lobby.

Um Lobby mundial, aliás, pois agora as forças armadas da OTAN estão gastando tempo e dinheiro criando munições mais seguras, não-tóxicas e ecologicamente corretas.

Isso mesmo. Relatórios inconclusivos levantaram a bola de que urânio empobrecido (com baixo grau de radioatividade) poderia ser eventualmente perigoso, então grande parte da produção de munição de alta penetração (ui!) foi convertida para Tungstênio, que serve para filamentos de lâmpadas e balas duras, muito duras.

Agora novos relatórios indicam que o Tungstênio usado em foguetes de 70mm disparados por helicópteros Apache, bombas de fragmentação antipessoal, munição antitanque de 120mm e outros vários armamentos é… potencialmente tóxico.

O sistema de armas MK-15 Phalanx, conhecido como R2D2, utiliza munição de alta penetração de Tungstênio, calibre 20mm, e dispara 4500 tiros por minuto. Veja uma demonstracão:

Você acha MESMO que o infeliz que está do outro lado está preocupado com uma possível intoxicação?

Agora eu pergunto: Ninguém acha hipocrisia alguém se preocupar com eventuais efeitos tóxicos de algo feito basicamente para matar gente?

Ah, eu me esqueci. Dizer que é “verde” – e sim, o artigo da Wired usa o termo “munição verde” é licença para vender mais caro, seja filtros de linha, seja geladeiras. Porque não munição?

Fonte: Wired

emIndústria

Porta-Retratos digital usando o Windows Live FrameIt

Por em 22 de abril de 2009

Porta-retratos digitais sempre me pareceram algo esquizofrênico. Convenhamos, ninguém trabalha olhando pra porta-retratos, e colocar uma foto de sua noiva de biquini é muito mais para o deleite dos amigos do que próprio (estou falando com você, Rodrigo Oliveira).

Os modelos (de porta-retratos, não de noivas) que fazem mais do que mostrar fotos já estão nas lojas. Agora eles acessam WIFI, tocam MP3, vídeos, vibam, fazem café e tomam conta de criança. Perfeito, mas isso é útil?

Agora parece que o mercado começou a descobrir funções práticas para esses gadgets que ninguém prioriza, e tem a ver com Internet.

Os novos modelos acessam WIFI, lêem RSS e possuem alguma padronização. De olho (também) nesse mercado a Microsoft lançou a tecnologia FrameIt, que funciona como um agregador de informação para porta-retratos digitais.

Bastando ter uma conta no Windows Live ID (e um porta-retratos digital) você pode configurar previsão do tempo, galerias de fotos, RSS de diversos sites, resultados do Live Search e muito mais, determinando a frequência de atualização e até pode determinar senhas, se quiser compartilhar o feed gerado com outras pessoas.

O modelo da foto acima é da Bufallo, com 8 polegadas, 800×600 pixels de resolução, vem com 85MB de RAM, WIFI, exibe JPEG e BMP, toca MP3 e AC3, MJPEG e 3GP. O mais importante, é totalmente compatível com o FrameIt.

Qual a vantagem? Deixa de ser um porta-retratos mostrando fotos velhas e gastando energia e se torna um monitor auxiliar de baixa prioridade. Digamos que eu configure uma busca no Twitter por “Luciana Vendramini”, rodando uma vez a cada meia-hora. Eu posso ter o resultado dessa busca automaticamente no porta-retratos. Dá pra fazer o mesmo no Flickr, Twittpic, você escolhe.

Vale a compra? Sinceramente no Brasil ainda não. Enquanto um brinquedo desses for mais de 400 contos, continua injustificável.

Fonte: Akihabara News

emHardware Internet

Dica: Esconda bem seu material educativo

Por em 22 de abril de 2009

Brad Williams era Diretor de TI da Prefeitura de Norcross, Georgia. Durou de Março a Dezembro de 2008, quando foi demitido, depois de uma série de incidentes que culminaram com a descoberta de 24.466 imagens pornográficas em seu computador no trabalho.

Segundo Rudolph Smith, Administrador Municipal, Brad era preguiçoso, não queria saber de consertar computadores, ou mesmo de pagar contas do departamento. Claro, em uma cidade maior passaria despercebido, mas com 10.000 habitantes, dificilmente a equipe de TI era imensa.

Software de monitoramento foi instalado, e o fato de não ter percebido que estava sendo vigiado já mostrou que Brad não era um bom profissional de TI. A cereja do bolo foram seus hábitos e seus diretórios de imagens educativas.


Esse sabe esconder bem os arquivos interessantes

Brad organizou todas as 24.466 imagens em diretórios, separando por categorias, um laborioso processo, que deve ter consumido bastante tempo. E não, a imagem acima era meramente ilustrativa, nosso querido Ex-Diretor não conseguiu esconder tão bem seus arquivos.

Agora o advogado que está questionando a demissão diz que foi tudo armado, que alguém colocou as imagens no computador do sujeito. Só não explicou o motivo do hacker ser tão minucioso separando e catalogando as imagens.

E sim, isso acontece aqui também, já vi um diretor da empresa dar o notebook para um técnico consertar, o drive ser aberto e pular um CD-ROM de sacanagem, desses de jornaleiro. CLIMÃO!

Claro, nada disso seria notícia se Brad fosse competente, e a maioria das empresas não perde tempo fuçando máquinas de funcionários quando tudo está funcionando bem.

Mesmo assim, é uma temeridade deixar algo comprometedor assim, aberto. Por isso sempre recomendamos o uso de um programa de criptografia como o TrueCrypt, ou se você for paranoico mesmo, um pendrive.

Fonte: AJC

emSegurança