Digital Drops Blog de Brinquedo

O Ponto-Zero do Campo de Distorção da Realidade

Por em 21 de abril de 2009

Jim Goldman é chefe do Bureau da CNBC no Vale do Silício, mas pelo visto entende menos de tecnologia do que as coisas que crescem em meu umbigo. Sabe-se lá porquê, ele fez uma matéria sobre a guerra publicitária Apple-Microsoft conseguindo falar mais besteiras do que os anúncios mal-pensados da Apple que falei no post anterior.

Ao contrário das alegações inexatas mas ainda questionáveis da Apple, Jim Goldman simplesmente surtou. Diz ele que um PC precisa de US$600 em software para funcionar como um Mac, além de uma visita de um técnico especializado.


Jim fala que um Mac vem com muito mais softwares do que um PC – o que é mais ou menos verdade – mas daí começa a dizer que a bateria de um Mac dura 4x a bateria de um PC, que o monitor é melhor, etc, etc. Então ele começa a falar sobre os softwares inclusos. Vejam a imagem completamente surrealista usada por ele na reportagem:

Isso mesmo. O sujeito primeiro acha que alguém fora do mundo corporativo paga por antivirus (AVG, conhecem?) depois ignora solenemente programas como o Windows Movie Maker, Microsoft Image Gallery, Picasa, Audacity, etc.

Nesse ponto as drogas pesadas começam a fazer efeito. Jim Goldman acha que o PHOTOSHOP vem de graça no Mac.

No vídeo ele diz que como “PCs quebram (coisa que não costuma acontecer com Macs)” você precisa incluir uma visita técnica no pacote.

Claro, afinal é fato público que NENHUM PC comprado em loja, dessas firmas de fundo de quintal como Dell e HP vem com garantia. Somente os Macs, se bem que não precisam, afinal Macs não quebram.

Jim já foi bem criticado antes, ao ser chamado de puxa-saco por Dan Lyons, aka Fake Steve Jobs.

Antes de mais nada eu quero esse Mac com bateria que dura oito horas, e a minha licença do Photoshop.

Depois, como usuário Apple, apaixonado por meu Macbook, peço: Jim Goldman, por favor não nos defenda. Volte debaixo pra pedra que você mora, pare de falar da Apple, bem ou mal. Usuários Apple já são chamados de frutas, esnobes, metidos (nos dois sentidos, vide fruta) e arrogantes. Não nos faça ganhar fama de idiotas também.

Fonte: NeoWin

emApple e Mac

Fim dos Tempos: Microsoft Cool, Apple fazendo #mimimi

Por em 21 de abril de 2009

Pela primeira vez em muitos anos a Apple está perdendo a linha. Não sei se é a doença misteriosa de Steve Jobs, que afeta o Campo de Distorção da Realidade, mas a Microsoft conseguiu fazer com que o público percebesse o óbvio: Dá pra ser feliz com um PC, e Macs são mais caros.

A Apple por sua vez não quer assumir o estigma de computador de elite, pois na economia atual US$500,00 são uma boa diferença, e dificilmente justificável. A solução da empresa de frutas?

Mais comerciais Apple vs PC, dizendo que Macs funcionam melhor e dão menos problema (o que é verdade) e que PCs são complicadíssimos (o que é mentira) e que PCs demandam tarefas altamente técnicas como… esvaziar a lata de lixo (o que já é desespero).

Nos filmes acima John Hodgman, o “PC” diz que é um PC “incrivelmente fácil de usar”, o que gera uma nota de rodapé monstruosa. Cada vez que ele fala de suas vantagens, mais e mais textos ilegíveis aparecem.

O pessoal do MacJournals gravou os comerciais em alta definição e transcreveu os textos. Falam de bloatware, da necessidade de baixar drivers para periféricos e definem uma rotina de manutenção para os PCs:

Routine maintenance should include (but is not limited to) the
following: download and install updated anti-virus software, run
anti-virus software, check for system updates, clean out registry,
defragment hard drive, free up disk space, remove temporary Internet
files, empty the recycle bin, remove unnecessary programs, run error
check utility and fix file system errors.

Vejamos; qualquer antivirus decente roda em background e baixa atualizações automaticamente. Idem o Windows Update, que no máximo avisa que há uma atualização a instalar. Limpar registro? Alguém faz isso? desfragmentar HDs deixou de ser uma realidade com o NTFS. Liberar espaço em disco, remover arquivos temporários de internet, esvaziar a lata de lixo e remover programas desnecessários é algo que qualquer sistema operacional demanda. E rodar utilitários e consertar erros de sistema de arquivos? A Apple está dizendo que o PC é tão frágil que o sistema corrompe naturalmente?

Melhora: Eles dizem que “Nenhum PC conectado à Internet está 100% imune a vírus, spyware, adware o outras formas de malware”. Eu concordo, assim como devem concordar os donos dos Macs pwnados por hackers na Rede de Macs Zumbis descoberta recentemente.

Agora a cereja do bolo: “Uma vez por ano, usuários de PC devem backupear um ano de fotos e arquivos para CDs ou DVDs”

Isso mesmo: A Apple acha que usuários de PC só fazem backup uma vez por ano. Melhor, dão a impressão de que backups são um fardo carregado somente por PCs.

Curioso é que a Apple não só acredita em backup como vende a Time Capsule, um HD externo específico para isso.

A lógica é que PCs fazem backup uma vez por ano, já o Mac é tão seguro e eficiente ee infalível que faz uma vez por hora?

Essa resposta mal-planejada está gerando algo que não existia: Simpatia para os PCs.

Onde está Steve Jobs pra consertar essa caca toda?

emApple e Mac

Dead Pixel no Google Earth

Por em 21 de abril de 2009

Todo mundo já viu aqueles aterrorizantes fundos de tela que imitam monitores LCD com rachaduras. Bem menos gente passou pela terrível experiência de ter um pixel morto no monitor, mas acredite, mesmo em um monitor de 1280×800 como o meu, UM pixel morto em 1.024.000 já é demais. Tive um uma vez, em outro notebook, e aquele maldito pontinho não parava de me seguir.

Por isso achei genial a obra do artista conceitual holandês Helmut Smits. Enquanto um adolescente idiota transforma o telhado de casa na maior porta de banheiro do mundo, desenhando um pênis, Helmut Smits criou um… dead pixel.

É um quadrado de 82×82 centímetros, o tamanho exato de 1 pixel de resolução no Google Earth, quando visto de 1Km de altitude.

Alguns vão dizer que não é arte, e pelos padrões atuais realmente não é. A idéia do Helmut foi original, criativa e divertida demais para ser “arte”.  Também carece de um significado mais profundo, coisa que os críticos odeiam. Um charuto nunca pode ser apenas um charuto.

Via Today and Tomorrow

emGoogle

Angelina Jolie resenha alguma coisa

Por em 21 de abril de 2009

Uma das técnicas mais antigas de publicidade é distribuir amostras de seu produto entre formadores de opinião. Os tais formadores de opinião, claro, mudam com o tempo. Hoje em vários campos são blogueiros, veja você. Por outro lado, um grupo que não deixa nunca de ter influência são as celebridades, e por mais que o pessoal técnico não goste, um gadget na mão de um ator de Hollywood é muito mais influente do que na mão de um blogueiro. Principalmente se for vendido para público leigo.

A Palm e a RIM fazem muito isso, promovendo inclusive lançamentos badalados, com um monte de famosos B-List e até alguns A-List.

Agora para o lançamento do Palm PRE, a estratégia mudou um pouco: De forma quieta, silenciosa e sutil vários famosos foram presentados com PREs, e provavelmente um cachê polpudo para usá-los em seu dia-a-dia. A mais recente a ser flagrada com um foi Angelina Jolie.

De nada.

A atriz foi consultada por um assistente de produção sobre suas impressões do aparelho. Angie disse que gostou mais do software do Pre do que do iPhone, que o teclado físico é melhor para digitar, mas as teclas são pequenas, e que a tela é bonita mas fácil de arranhar.

Interessa? Não, nem à Palm. O que importa é que a Angelina realmente goste do aparelho, passe a andar com ele por aí e milhões de moçoilas que querem ser igual à Sra Brad Pitt comprem um telefone igual, imitando sua ídola.

Nada a ver? Bem-vindos aos tempos em que telefones vendem como produtos normais e não curiosidades tecnológicas para geeks.

Fonte: LA Gossip Examiner

emCelular Mercado Mobile

Filtro de Linha Ecológico Revolucionário?

Por em 21 de abril de 2009

Nos velhos tempos não era fácil ser verde, já hoje em dia até lixo, se pintado da cor certa (verde, claro) vende. Bicicleta, que existe desde que o mundo é mundo, agora é “veículo ecológico”, caminhar pela manhã, que era hábito saudável se tornou “salvar o planeta”, na mente do ecochato ele é um herói por andar até a padaria, pois poderia muito bem estar pilotando uma mega-escavadeira destruindo florestas, no tipo de maniqueísmo que coloca de um lado o Capitão Planeta, do outro anti-ecologistas que querem dar uma bomba atômica para Hitler.

Quem ganha com isso? As empresas, claro, afinal é muito melhor para o mercado vender uma Sacola Ecológica por R$12,00 do que gastar dinheiro em sacolas de plástico.

Agora a Belkin entrou no hype ecológico: A linha Conserve é uma proposta revolucionária de filtros de linha que trazem a incrível capacidade de… desligar os aparelhos.

A teoria é que muitos aparelhos eletrônicos geram um consumo parasita, mesmo quando desligados. Há aparelhos que realmente abusam, como os decodificadores da Net ou o Nintendo Wii, mas no geral o consumo é desprezível. Mesmo assim, se isso te incomoda, há soluções.

A idéia de um filtro de linha com interruptores é legal, a American DJ vende uma régua com 8 interruptores individuais por US$29,99. Excelente para desligar carregadores de celular, e similares. Mas ela não é verde. Vamos melhorar?

O Belkin Conserve vende o conceito de “verde” por ser desligável. São duas entradas permanentemente ligadas e oito que podem ser desligadas. Mas não individualmente. Para piorar, o  liga/desliga é via controle remoto sem fio.

Isso mesmo. E tudo por apenas US$42,54.

Em conclusão: O sujeito paga o dobro por um produto menos versátil, gasta energia alimentando o circuito receptor do controle-remoto, porque não quer mexer o traseiro gordo e se abaixar duas vezes por dia para apertar um botão, mas vai dormir tranquilo, cheio de consciência ecológica?

Nunca estivemos tão perto dos humanos em WALL-E.

Fonte: CNET

emHardware

Se o Zé do Caixão fizesse vídeos de segurança

Por em 20 de abril de 2009

Segurança no ambiente de trabalho é essencial. Tá certo que no prédio em que eu trabalhava a porta da escada de incêndio na garagem era fechada com cadeado, mas de resto tínhamos até uma Comissão de Prevenção de Acidentes. Quer dizer, dizem. Nunca vi, era mais uma questão de fé.

Empresas com estrutura mais de fábrica entretanto não só possuem essas comissões como fazem trabalhos constantes de conscientização dos empregados para que não corram riscos desnecessários. Esses trabalhos em geral são muito chatos, mas devo dizer que o vídeo abaixo é de 1a linha, assisti até o fim e olha que nem peão mais eu sou.

Imaginem um cineasta de filmes de terror bem vagabundos, com orçamento de conserto de geladeira em Grande Elenco tendo liberdade criativa. Sam Raimi perde!

Funciona? Não sei, mas aprendi que acidentes de trabalho podem ser bem divertidos de testemunhar.

Fonte: YICSY

emMiscelâneas

Oracle compra Sun e vira a dona do Open Source (agora vai)

Por em 20 de abril de 2009

Com uma transação de mais de US$7 bilhões a Oracle acaba de comprar a Sun, em um dos maiores negócios do setor. Se a Oracle já conseguia prover soluções para todos os setores de diversos tipos de negócios, com a aquisição da Sun ela passa a dominar todos os passos de seu próprio negócio.

O Middleaware Oracle hoje roda basicamente em Java. A maior parte dos bancos Oracle no mundo roda em Solaris, e com essa aquisição passam a ter controle total sobre o futuro dessas tecnologias.

Curiosamente embora ambas as empresas sejam defensoras de padrões abertos, o grande ponto de venda da Oracle agora é que poderão vender pacotes fechados, com tudo pronto, funcionando, out-of-the-box. Porque ser Open é fácil, complicado é integrar tudo.

A compra torna a Oracle a maior produtora mundial de software Open Source. E dada a condição de arqui-inimigo de Bill Gates alardeada por Larry Ellison, podemos esperar um grande, muito grande investimento no OpenOffice.

Por outro lado embora a Oracle se afirme alinhada com o Linux, agora que vão controlar o Solaris, não sei se investirão muito em sistemas operacionais alternativos.

Para o MySQL, o futuro é incerto. A Oracle vive de vender, entre (muitas) outras coisas, Bancos de Dados. Um banco que além de ser usado pela esmagadora maioria de graça, quando pago tem um custo ínfimo não vale o investimento, e nem pode ser usado como “gateway drug” para substâncias pesadas, como um Oracle Mega LexCorp Database Server de US$10 milhões.

Por outro lado o MySQL pode ser usado para canibalizar o pouco (ou nenhum) marketshare do Microsoft SQL Server na web.

Aguardemos mais notícias, inclusive com as (inevitáveis) demissões e as repercussões no mercado brasileiro de TI.

O Release oficial pode ser lido aqui.

NOTA: MILHÕES de agradecimentos ao Guz por ter recuperado este post perdido em uma ingresia do Scribefire.

emIndústria