Digital Drops Blog de Brinquedo

Hulk não esmaga. Ainda.

Por em 12 de outubro de 2009

Toda empresa descolada tem um departamento só para criar nomes engraçadinhos para produtos, como o HULC, Human Universal Load Carrier, exoesqueleto desenvolvido para auxiliar soldados em campo no transporte de cargas pesadas.

Desenvolvido pela Berkeley Bionics, e agora com um acordo com a Lockheed Martin, o HULC tem um diferencial: A mochila de baterias tem um gerador inercial que utiliza a movimentação do soldado para produzir até 40Watts, e recarregar as baterias. Não é nem de longe 100% de eficiente, as Forças Armadas Americanas respeitam as Leis da Termodinâmica mesmo no Afeganistão, mas é algo que aumenta a autonomia de 20Km do equipamento. O consumo de Oxigênio de um indivíduo carregando peso utilizando o equipamento chega a 15% abaixo do consumo sem auxílio tecnológico.

E não, 20Km não é pouco, ainda mais carregando 90Kg nas costas, como o HULC habilita o soldado a fazer.

Também é possível colocar o Hulk em Modo Forrest e correr a 20Km/h em distâncias curtas.

Esse tipo de tecnologia tem a possibilidade de reverberar o provérbio “transformar espadas em arados” de forma mais contundente que o GPS, a tecnologia militar que mais salvou vidas até hoje. Pensem na quantidade de idosos e portadores de deficiências que irão se beneficiar desse equipamento.

Falo de gente que anda, mas se cansa fácil, tem fraqueza nas pernas mas anseia por mobilidade.

Fonte: Defensetech

emHardware

Mídia Física – Que seja eterna enquanto dure (pouco)

Por em 12 de outubro de 2009

A vida não é um conto de fadas. Mesmo instituições como o Casamento não são o que  a propaganda vende. “Felizes para sempre” não existe. Você sabia que 50% dos casamentos acaba em divórcio e a outra metade, em MORTE?

Por isso sempre fiquei com pé atrás ao ouvir promessas de vendedores, mas algumas conseguem decepcionar mesmo os mais adeptos do ceticismo racional. A durabilidade das mídias físicas, por exemplo.

Neste artigo do Akihabara News o autor descreve como achou um cartão de memória CF, durante uma expedição a um parque nacional no Japão. O cartão estava enlameado, exposto ao Sol (e consequentemente chuva, vento, tempestade, Gojira, etc) desde 2003, mas após uma limpeza funcionou perfeitamente. Seis anos sob as intempéries (sem quis escrever intempéries) e ainda funcionava, impressionante, não?

Não deveria. Tenho livros de antes da 2a Guerra Mundial que “funcionam” perfeitamente. Há tábuas de argila com quase 5000 anos de idade que ainda “funcionam”. Hoje em dia a promessa “felizes para sempre” do armazenamento de dados é tão Eterna quando o casamento do Fábio Junior com a Patrícia de Sabrit.

Os CDs quando lançados tinham vida estimada em 100 anos. Todos acharam o máximo (exceto os sumérios e egípcios) mas nem isso foi cumprido. Tenho DVDs aqui que já ressecaram e soltaram a camada de dados. Fui obrigado a ripar meu Caçada ao Outubro Vermelho, o disco apresenta rachaduras no anel interno. Outros, no caso de CD-Rs simplesmente não funcionam mais, apesar de nenhum risco ou arranhão ser visível.

Dada a quantidade de dados geradas por um geek anualmente, backups em DVDs ou mesmo BluRays estão fora de questão, mesmo não levando em conta a fragilidade. A solução mais prática embora cara talvez seja guardar sua memória digital em meio físico, como HDs usando RAID para garantir integridade dos dados.

Como uma guerra nuclear é uma possibilidade menos provável hoje em dia um pulso eleotrmagnético pode ser desconsiderado como risco, mas ainda há o problema de roubo e dano por incêndio, por exemplo. Onde colocar o backup do backup?

A Nuvem pode ser uma alternativa, mas ainda sou conservador demais para vê-la como solução principal. Estamos muito dependentes da solução de segurança mais fraca conhecida pelo Homem, a senha. Não adianta ter níveis de criptografia altíssimos se algum idiota monta um script em Python, roda durante alguns meses um ataque de força bruta e descobre que minha senha é “vendramini”. (5s de engenharia social também servem, nesse caso)

Eu entendo a Nuvem como um excelente backup do backup, para armazenar conteúdo digital criptografado. O Amazon S3 – Simple Storage Service está se saindo uma alternativa usada por praticamente todo mundo. Oferecem redundância, facilidade de acesso, armazenamento pesado, etc, tudo por US$0,15 por GB/mês.

Uma alternativa interessante para quem não quer pagar só pelo armazenamento é utilizar serviços como o Dreamhost ou o Bluehost para hospedar sites E de quebra subir seus arquivos criptografados de backup. Vira uma Nuvem de Pobre, eficiente o bastante para ser considerada até por mim.

Estamos lidando com nossas memórias, que nunca foram tão frágeis. Ou paramos, pensamos e planejamos ou corremos o risco de descobrir um belo dia que perdemos tudo, e nossas lembranças estão perdidas para sempre, como lágrimas na chuva. E sim, já usei essa referência, não seja um implicante.

emArtigo

Câmera submarina USB (japonesa, já viu…)

Por em 12 de outubro de 2009

Está longe de ser uma câmera que Jacques Costeau usaria, e as más línguas dizem que seu último uso profissional foi em um protótipo de Detector de Arraias criado por Steve Irwing, mas para fazer uma graça dá e sobra.

A resolução é VGA Wide, 736×480, filma a 20fps (tudo bem, debaixo d´água nada é muito rápido, exceto piadas sobre o Aquaman. Vem com 4GB de memória, bateria pra 1,5 a 2h de gravação e resiste a pressão de até 3 atmosferas (ou 20 metros).

a US$140,00 o negócio é bem carinho, e sendo produto vendido exclusivamente no Japão, algo me diz que não será utilizado para registrar a abundante vida marinha nas lindas praias tropicais de Okinawa, mais provavelmente é uma câmera projetada para ser usada aqui:

Não que haja nada errado nisso…

Fonte: CrunchGear

emÁudio Vídeo Fotografia

Massageador USB (não o que você está pensando)

Por em 9 de outubro de 2009

Desde que o mundo é mundo que as ciências são minoria diante das pseudociências, e tratamentos alternativos sempre foram populares, com 100% de cura de pacientes que não tem nada.

Com o advento da tecnologia novos e novos produtos foram surgindo, aproveitando-se das palavras-chave clássicas “natural”, “oriental”, “chinês” ou das mais modernas, “orgânico” e a mais popular atualmente, “quântico”.

Como a maioria das pessoas acha perfeitamente natural a explicação “não sei como, mas funciona”, hipocondríacos e seu dinheiro tem sido separados cirurgicamente, agora com muito mais eficiência. Vejam por exemplo este brinquedo:

É USB, porque afinal tudo fica melhor com USB. OK, com Bluetooth também. E Bacon. Uma peça de picanha USB Bluetooth recheada de Bacon seria o paraíso. Exceto para o boi, mas me disperso.

O negócio é USB mas usa a porta como uma tomada de luxo, e só. Toda a err… inteligência fica restrita ao aparelho. Incluindo quando o sujeito que pagou US$15,00 por ele o está segurando.

Vejamos as “especificações técnicas”:

Chip único programável, inspirado pela acupuntura Chinesa e técnicas de massagem, imita com precisão práticas médicas chinesas e incorpora diversas técnicas de massagem em um único e confortável modo de tratamento. (estou traduzindo o engrish)Main Functions:

Funções Principais:

Relaxa o corpo e alivia a fadiga
elimina rapidamente o desconforto
Ajuda a manter você regular e livrar o corpo das toxinas
Move músculos para eliminar depósitos de gordura e ajuda na perda de peso

Caso alguém questione a eficácia do produto, posso afirmar: Funciona. É baseado em um princípio científico estado, reconhecido e comprovado em repetidos experimentos: Placebo.

Custa US$14,39 mais US$5,49 de frete, neste site aqui. Caso você pense em comprar, fale comigo antes. Faço mentalizações positivas e envio de energias quântico-tântricas pela metade do preço, e você se sentirá muito melhor.

emHardware Miscelâneas

Confirmado: iPhone é uma droga

Por em 7 de outubro de 2009

Sejamos realistas, usar substâncias químicas para abrir as portas da percepção, expandir a consciência, tocar a Face de Deus ou apenas se acabar na cachaça não é novidade. Uma das invenções mais antigas da humanidade é a cerveja, e se o milagre fosse transformar vinho em água muito provavelmente o cristianismo não seria muito popular, nem duraria mais de 10min após o referido milagre.

Mesmo assim seu uso ainda é tabu, em alguns lugares mesmo álcool é mal-visto.

A proibição de determinadas substâncias, variando de país pra país faz com que os usuários, clientes e fornecedores sejam criativos. Daí a criação desta balança de precisão disfarçada de… iPhone.

Balanças assim são populares, e perfeitamente legais. A Deal Extreme tem uma categoria só pra elas.

A balança acima estava sendo vendida em uma loja de… Amsterdã:

Se mesmo assim você não está convencido, Polyanna, seja feliz e acredite do fundo de seu coração que o pozinho na balança é talco, farinha ou algum outro composto inocente.

Steve Jobs, tenho certeza, está indignado, primeiro pelo mau-uso do iPhone e a corrupção de sua pureza. Segundo, por não ter pensado nisso antes.

Fonte: Walyou

emApple e Mac

Estrela da Morte com orçamento de filme nacional

Por em 7 de outubro de 2009

O problema da munição convencional é a perda de energia e o espaço ocupado. Entre o que se desperdiça com o propelente, resistência do ar, inércia, estojo, caixas de transporte, propelente, etc, sobra muito pouco para atingir o alvo. Por isso o sonho de todo comandante militar são armas de energia direta, os famosos “raios da morte”, que até então eram ficção.

Felizmente (exceto para terroristas e gente que quer ir ao cinema sem um chato aporrinhando com uma ponteira) em 1960 Theodore Maiman criou o primeiro Laser funcional. (não foi do nada, as pesquisas remontam a Einstein, em 1917)

De uma idéia que era pura fição científica o Laser hoje é coisa de camelô, ninguém dá bola, exceto o pessoal da Boeing, que constrói protótipos que os militares americanos juram não estar em uso. Um deles é o ATL – Advanced Tactical Laser, um equipamento portátil, montado em um Hummer. Pode ser usado para detonar munição não-explodida, desabilitar veículos inimigos, etc. Entre o etc que não se fala é sua eficácia contra “alvos moles”, no caso Osama e Seus Amigos.

Com 25KWatts, o ATL é bem asustador.

Outro uso também em testes é a criação de escudos defletores. Isso mesmo, igual Star Trek. Um conjunto de radares e computadores direcionam o Laser contra qualquer tipo de objeto inimigo que venha em direção a sua esfera de ação. Com isso ele detona no ar foguetes, balas de artilharia ou mesmo morteiros.

O ATL foi projetado para ser leve o bastante para voar. O vídeo abaixo é o teste do Laser, montado em um Hercules C130 atingindo um carro. Altitude e potência do raio? Segredo.

Isso tudo é só o começo. A Boeing já tem voando o YAL-1 Airborne Laser, um 747 modificado onde 80% do espaço interno é ocupado pelos equipamentos de geração de energia para um Laser químico de 1 MEGAWATT de potência. Isso mesmo, pegue o vídeo acima e multiplique por 40.

O YAL foi projetado para destruir mísseis e ogivas nucleares a 600 de quilômetros de distância, mas nada impede que seja usado contra alvos em terra, ou mesmo caças inimigos, que são praticamente estáticos, comparados com a velocidade de um ICBM.

Em uma época onde mais e mais malucos adquirem armas nucleares, é uma boa carta na manga, ainda mais quando a alternativa anterior era rezar.

Fonte: Geekologie

emHardware

Autodesk perde mas venda de software usado ainda é confusa

Por em 7 de outubro de 2009

A briga é boa. De um lado todo um mercado secundário de gente que vive de revender softwares usados. O mundo de games e DVDs (e VHS, se você for velho) não é estranho a isso.

Do outro softhouses que não querem que você compre um programa que já foi adquirido por outro.

A disputa chegou aos tribunais em 2007 quando Tim Vernor foi banido do eBay pela Autodesk. Em uma ação que para todos os efeitos pretendia combater pirataria, seu anúncio de vários cópias do Autocad a um preço bem abaixo do normal disparou alarmes na empresa.

Com a truculência stallmaniana tipica das grandes corporações, foram pro pau antes de pensar muito sobre o caso. Só que Vernor não era um pirata. Havia comprado as cópias do espólio de uma empresa falida. Agora saiu a sentença, o Juiz determinou que a situação é bem confusa MAS Vernor está no seu direto. Fim do caso, certo?

Errado.

A Autodesk afirmou que vendia uma LICENÇA, não a propriedade, portanto o software não poderia ser revendido sem sua autorização e -obviamente- recolhimento de royalties.

É um modelo inédito. A jurisprudência geral define que a remuneração do autor/produtor da obra vem da Primeira Venda. O direito de propriedade sobre a cópia pode ser repassado sem prejuízo ao autor original.

Não quer dizer de forma alguma que você possa comprar um livro ou CD e sair copiando. O que você pode é comprar um CD e dar de presente (viram como é simples/complicado o conceito?). Pode comprar um filme, assistir, cansar dele e revender o DVD. Pode trocar ou vender livros para um sebo.

Não pode xerocar livro, copiar filme e passar adiante.

Ao tentar proibir a revenda de software essas empresas estão agindo da forma mais mesquinha possivel. Nos passam o pior de dois mundos: Na hora de assumir as responsabilidades são todas nossas, as EULAs (e GPLs também, sejamos sinceros) são uma grande tiração da reta.

Na hora de cobrar propriedade quando alguém resolve revender, o software vira um contrato de licença onde somos meros espectadores, devendo prestar gratidão pela sorte de poder pagar uma fortuna pra usar os Autocads da vida.

O conceito de licença de software NÃO se aplica a todos os casos. Eu entendo licença quando há um modelo constante de atualizações que garantem o funcionamento do programa, como Antivirus (dizem, eu uso Mac, não sei o que é isso). Não vejo como isso pode ser aplicar em um programa como o Autocad.

Notem: Correção de defeitos não se enquadra no modelo de assinatura. É obrigação.

Software é algo mais complicado para vender do que conhecimento, é aplicação do conhecimento. Estamos lidando com algo tão intangível quanto o amor da Luciana Vendramini, por isso é preciso bom-senso. Nem o Open Source é “aberto” como falam. Você pode fazer o que quiser com o código-fonte do Firefox, MENOS mexer e ainda chamar de Firefox.

No momento em que o software é revendido SEM alteração, com a versão correta especificada e a propriedade (da licença) é repassada, o único prejuízo que o fabricante terá será o que toda a indústria cultural entende como natural.

Como fazer software não torna ninguém especial, só tenho uma coisa a dizer pra Autodesk e cia: Entuba. Criem uma versão nova tão maravilhosa que ninguém vai deixar de fazer um upgrade (e pagar por ele). Ou peçam pra sair.

Fonte: Ars Technica

emIndústria Software