Digital Drops Blog de Brinquedo

Pink Floyd vence processo contra EMI

Por em 13 de março de 2010

Após uma longa batalha judicial a Suprema Corte britânica deu ganho de causa à banda Pink Floyd. O motivo foi uma quebra de contrato onde a gravadora estava proibida de vender singles sem a autorização da banda.

Talvez o maior benefício da distribuição digital tenha sido a volta do single, um formato não muito apreciado pela maioria das bandas, que durante décadas usaram e abusaram da facilidade de enfiarem 10 músicas ruins e 2 boas em um álbum, e quem queria uma qualidade melhor do que a 5a geração de uma fita K7 ou algo gravado do rádio, comprava.

porco Hoje podemos entrar em uma loja online e escolher apenas as faixas que nos interessam. O próprio ato de ouvir música mudou. Playlists misturam artistas diferentes, muita gente gosta de ser surpreendida pela função Shuffle e misturar Supertramp com Rita Lee.

Assim, a princípio a ação do Pink Floyd parece algo criado para cercear nossa liberdade como consumidores, um estratagema maligno para nos forçar a comprar álbuns inteiros e não apenas as músicas boas. Mas não é assim que a banda toca (literalmente).

A alegação –entendida pelo Juiz- é que os álbuns conceituais da banda são criados como uma peça única. As músicas são parte de um todo. Esquartejá-los e vender as partes destruiria a integridade artística da obra.

Como havia uma cláusula contratual proibindo não há muito o que discutir, mas será que outras bandas usarão essa justificativa para tentar bloquear downloads de faixas individuais?

Não é preciso ser fã do Pink Floyd para entender The Wall como uma obra única, fechada e que só pode ser apreciada em sua genialidade como um todo, mas muito dificilmente fãs de Hanna Montana ou das Popozudas do Funk entenderão os álbuns de seus err… “artistas” favoritos como peças conceituais.

Em nenhum momento o Pink Floyd está dizendo como você deve escutar o álbum, não é uma daquelas campanhas idiotas cheias de DRM que apostam que iremos comprar uma cópia da música para cada player que temos em casa. O que estão exigindo é o direito de que a obra seja VENDIDA como um todo.

Ninguém compra livros por capítulo, muito menos filmes baseados em cenas. “ah mas um filme é uma obra fechada”. Perfeito, e que tal filmes como Kill Bill, cujos capítulos funcionam de forma independente? De todos os direitos talvez um dos mais fundamentais para um artista seja poder decidir como sua obra será vendida.

A medida com certeza acarretará perda de vendas, mas a banda está colocando a obra na frente do dinheiro. O que não deixa de ser fácil depois que você tem uns 70 anos de carreira e já faturou algumas centenas de milhões de dólares. Por isso mesmo, fiquem tranquilos, essa moda não vai pegar.

Fonte: Crunchgear

emÁudio Vídeo Fotografia Indústria

Bem-vindo ao Open Source, Google. Android com Bing

Por em 11 de março de 2010

O Android está sendo um excelente experimento, a adoção por parte dos fabricante está sendo boa, mesmo com o Google cometendo alguns erros primários, como o lançamento de um aparelho de marca própria. (isso desagradou muita gente)

Os celulares disponíveis com Android vão do medíocre ao excelente, o Motorola que o Nick Ellis está usando é tão bom que o fez desistir do iPhone. E ainda falam que a macfagagem é um caminho sem volta.

Aparentemente tudo está dando certo para o Google, certo?

android-fail-whale Mais ou menos. A Motorola por exemplo acaba de anunciar um acordo com a Microsoft; irá incluir os serviços Bing em seu novo smartphone a ser vendido no mercado chinês. Podem fazer isso? Claro, o telefone é deles, o sistema operacional é open source. O Google não pode fazer absolutamente nada.

Pior; o Google não ganha nada com o Android, a idéia de geração de receita é estimular o uso dos serviços online da empresa, como Mapas e Busca. Ao fazer um acordo como esse a Microsoft tirou o leitinho da boca do Sergey. Lembrem-se, o Windows Mobile Phone tem custo de licenciamento, então mesmo que você compre um aparelho WM apenas para o Stallman quebrar, a Microsoft já terá faturado uns caraminguás.

Se o futuro estiver mesmo na Nuvem como todos acreditam, produzir um sistema operacional mobile open source que sequer amortize seus custos deixa de ser algo atraente e se torna uma despesa a mais, você está a mercê da concorrência que pode perfeitamente produzir serviços agregados MAIS atraentes que os seus.

Por quanto tempo o Google continuará investindo no Android se o Bing ou o Yahoo(caso ressuscite) se tornarem majoritários?

Talvez o lançamento do Nexus One seja uma espécie de Plano B, para garantir uma renda real e ao mesmo tempo se tornar uma plataforma de referência, uma forma de apresentar uma versão kosher do Android.

Do jeito que está o Google tem um sistema operacional mobile bem-sucedido (o que é estrategicamente crucial) mas o fato de ser open source adicionou uma camada de complexidade. Para dar dinheiro o sistema tem que ser bom e os SERVIÇOS do Google tem que apresentar igualmente qualidade. Só isso garante que uma Motorola não mude as aplicações para o pacote Bing.

Então o modelo Open Source não presta para sistemas operacionais mobile?

Outro dia um freetard sofrendo de alucinações colocou em um mapa de aplicações o Open Source como a metodologia dominante no mercado mobile (usando o Symbian como argumento, como se ele tivesse conquistado seu share já open). Não é preciso delirar assim. Basta seguir os blogs de tecnologia, é fato que Androids NÃO são openmokos e tuxphones. Funcionam bem, vendem bem.

A questão estratégica é que dado o modelo de monetização indireto do sistema operacional mobile open source, quem se aventurar tem que ser competente não em uma, mas em duas áreas de expertise: SO E Serviços. Quem entrar achando que open source significa mão-de-obra gratuita descobrirá que o modelo é MUITO mais cruel e darwinista do que imaginam.

googlequitanda

Claro, apesar das evidências fotográficas o Google não é uma quitanda, então a menos que façam algo muito errado, ainda veremos por muito tempo o único robô que parece mais uma lata de lixo do que o R2D2. A menos que a maior praga que atinge projetos Open Source, a fragmentação de versões não seja resolvida, e rápido.

emArtigo Artigo Mercado Mobile

Apple contra a Kibagem

Por em 8 de março de 2010

O conceito de App Store pegou. Mudou completamente a forma com que os smartphones são encarados e dizimou a estatística de 90% de usuários que nunca haviam instalado programas de 3os, em tempos pré-iphone. Mas como tudo, o modelo App Store tem seu lado negro sombrio.

No caso é o afunilamento. Só há uma página inicial, aplicações novas pipocam em quantidade altíssima é não é viável sequer listar “novidades”. A relação sinal/ruído também está desfavorável ao extremo. São literalmente centenas de aplicações flatulentas, só para ficarmos em uma categoria. Achar algo ali é impossível.

homer-clones Softwares que trabalham com templates estão piorando a coisa. São milhares de slideshows onde só muda o conteúdo, mas o pacote é fechado vendido e publicado como uma aplicação nova, gerando trabalho pra Apple (que tem que homologar a aplicação) custo para o usuário e principalmente poluição na App Store.

Agora a Apple resolveu correr atrás.

Estão avisando aos produtores de Apps baseadas em templates, ou sem um conjunto mínimo de features que serão banidos se não melhorarem os softwares. Dois alvos são os programas que se resumem a slideshows e os que não são mais que frontends para RSS de sites.

Pode parecer uma medida drástica, mas assim como tem gente que pega a Hayden Pannetiere e faz filme de cheerleader há gente que quer ordenhar a vaca até o fim, fazendo mais uma aplicação que faz pum. Como usuário acho um porre ter que ficar procurando coisas boas no meio de todo esse lixo.

Sei que nos velhos tempos o Palm teria uma base de aplicações bem melhor se não tivesse tanta gente perdendo tempo criando a 12312a aplicação de bloco de notas.

Fonte: Download Squad

emApple e Mac

Os Alquimistas e os Drives SSD estão chegando

Por em 7 de março de 2010

Primeiro: Eu SEI que o D de SSD – Solid State Drive é drive.

Segundo: A tecnologia, que prometia velocidades incríveis e baixíssimo consumo de energia não cumpriu em seu começo mas vem evoluindo muito rápido. É algo diria eu estratégico para quem anda muito com o notebook por aí, mas o custos ainda assustam, e muito. Sem falar nas capacidades, ainda na casa dos 256GB para os modelos top.

O CrunchGear fez um apanhado de alguns dos mais recentes. O mais barato deles é um Micron RealSSD C300 de 256GB, por incríveis US$799,00. isso dá US$3,12 por GB.

Mesmo trabalhando com preços de Brasil, ainda é muito alto.

Um HD de 1TB no Rio de Janeiro custa R$ 224,90. Isso dá R$0,22 por GB. Ou US$0,12.

Acredito que o futuro será dos SSDs, Arthur Clarke insistia que uma máquina não pode ter qualquer parte móvel, mas por enquanto o ganho dos SSDs não justifica um custo 26 vezes mais. A menos que você tenha dinheiro sobrando.

emHardware

Japinhas e Gadgets: Nem disfarçam mais

Por em 7 de março de 2010

A técnica de usar mulher bonita na propaganda não é nova, mas a sutileza (ou falta de) oriental transformou isso em uma virtual paródia. A Asus tem uma série famosa de japinhas em poses provocantes segurando Eee PCs. Outros fabricantes chineses vão atrás, os coreanos não perdem tempo e agora boa parte do orçamento de propaganda é gasto com modelos. Longe de mim reclamar, mas seria bom se lembrassem que por mais interessantes que sejam japinhas, de vez em quando precisamos de INFORMAÇÕES sobre a tecnologia.

Fora que essa corrida armamentista fez com que perdessem a mão. Já vi casos onde NENHUMA foto de divulgação poderia ser publicada em blogs ou sites mais familiares. Ou sequer no MeioBit.

TelCast-K3-05

A imagem acima por exemplo é de uma série de anúncios do Teclast K3, um leitor de ebooks coreano com e-ink, tela de 6 polegadas, player de MP3, 4GB de memória, slot CD, roda Linux, etc.  (vídeo aqui) O produto parece ser sinceramente bom, mas repare no anúncio:

A legenda está tampando A IMAGEM DO PRODUTO!

E mais, a foto acima foi a única da série que mal ou bem dá pra postar, o resto é TOO HOT FOR MEIOBIT.

Não vou nem entrar na questão de alienarem o público feminino e fãs da Apple, mas do ponto de vista prático tampar a imagem do próprio produto que você quer vender não faz muito sentido.

emHardware

Desculpe, Steve. O problema não é você, sou eu.

Por em 5 de março de 2010

Estamos vivendo tempos interessantes, não dá pra ter mais certeza de nada. O grande divisor de águas que era o iPad, previsto para chegar nas lojas dia 2 de Abril corre o risco de chegar sendo encarado como algo ultrapassado, e nem digo pelos Apple Haters que insistem em comparar um dispositivo dedicado e otimizado com um tablet PC HP de 5Kg rodando Windows 7.

A resposta parece que virá direto de Redmond, provando que Chicote do Ballmer tem poder.

O Projeto Microsoft Courier (que as más línguas diziam ser evolução do Microsoft Comic Sans) vazou alguns meses atrás, mas a impressão geral era que seria um Tablet PC rodando Windows 7 com duas telas ensaduichadas. Agora o Engadget se saiu com isto:

 

Courier2

Segundo o Engadget o Courier não virá com Windows 7, como esperado, mas com uma versão do Windows Mobile Phone 7, mantendo a mesma interface apresentada recentemente. Isso tudo rodando em cima de uma plataforma Tegra 2, da nVidia.

Wireless, câmera (meh), baseado em caneta, não em toque (Daí o comentário do Bill Gates sobre o iPad) e com reconhecimento de escrita em tempo real. O conceito da Microsoft é de um “diário eletrônico”, uma aplicação postará automaticamente conteúdo gerado em um blog, dizem.

Também terá os recursos de eBook da Microsoft, o que foge (ou amplia) um pouco a aplicação específica original. Isso pode significar que há flexibilidade suficiente para tornar o Courier uma plataforma de uso geral. Será adaptada para isso, será que o foco foi sutilmente alterado para bater de frente com o iPad? Sei que gostei muito do que vi, o suficiente para colocar em suspenso minha decisão de compra do iPad, pelo menos por enquanto. O lançamento está previsto para 3o ou 4o trimestre de 2010.

One More Thing, como diria Steve Jobs. Reparem nesta imagem de uma página web exibida no Courier: É o New York Times, velho amigo dos demos da Apple. Note que a Microsoft passou uma mensagem bem sutil: ELE RODA FLASH!

Fará diferença? Para mim não, pra muita gente ausência de Flash é impeditivo de compra.

 

courier3

 

 

 

Fonte: Engadget, via Twitter do Roniuj

emHardware

Não adianta mais esconder seu material educativo

Por em 5 de março de 2010

Nos velhos tempos era tranquilo manter nossa coleção de pr0n material educativo longe de olhos curiosos, era só colocar todas as maravilhosas imagens .PCX em um disquete de 5¼, esconder o disquete dentro de um livro e pronto.

Hoje ninguém mais está seguro. Ao mesmo tempo em que os HDs se tornaram bem maiores as ferramentas de indexação se tornaram mais amigáveis. Não é preciso mais saber mexer no XTreeGold para fuçar um HD, sabendo que quer achar qualquer arquivo em um Mac por exemplo está mais exposto do que o proverbial caso do garoto que postou um screenshot em um fórum sem perceber que em seu desktop havia um shortcut para a pasta “shemale vids”.

Técnicas como a abaixo não são mais 100% eficazes, embora ainda funcionem para a maioria dos casos. Até agora.

hidePorn

Infelizmente foi lançado o Paraben’s Porn Detection Stick, um dispositivo USB com um software desenvolvido especialmente para varrer um computador atrás de sacanachi. O bicho é bem esperto. Envolve análise de arquivos de imagem onde não só são feitas as clássicas pesquisas de tons de pele (o que gera muito falso-positivo) como há algoritmos de detecção de membros (sem –ok, com- trocadilho) onde a posição das pessoas influencia na decisão se o arquivo é legítimo ou não.

Em um teste um HD de 500GB com 72000 imagens foi analisado em 1h30min, foram gerados 400 falsos-positivos. O tempo pode parecer longo, mas o software não pesquisa somente imagens, ele abre todos os arquivos em busca de um dos 15 formatos gráficos que ele entende.

O produto é vendido como sendo útil para igrejas, pais e empresas que não querem conteúdo questionável em suas máquinas. Custa US$99,99, o que nem é caro, se funcionar realmente.

Se esse negócio funcionar mesmo vai chamar a atenção dos Googles da vida, pois uma das áreas mais complexas de indexar é a visual. Extrair informação de imagem é muito mais complicado e envolve áreas bem diferentes, como as iniciativas de identificar e indexar textos via OCR e rostos. Se for possível identificar conceitos como “casal se beijando”, “mão naquilo”, “aquilo na mão” poderemos identificar qualquer coisa.

Via: Download Squad

emHardware