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Digital Drops Blog de Brinquedo

Nokia rodando Windows? Já vi esse filme, mas dessa vez Han atira antes.

Por em 4 de fevereiro de 2011 - 54 Comentários

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A Nokia é um dinossauro, o problema é que o meteoro que a destruirá é movido por um motor alimentado a combustível homeopático e controlado por Linux rodando num iPod. A posição da empresa é sólida, dominam com margem o mercado de smartphones. Quer dizer, dominavam, hoje o que se chama de smartphone (iPhone, Android, Blackberry) deixou os aparelhos da Nokia para trás faz tempo.

Mesmo assim seus sucessos, como o N95, e seus aparelhos perfeitos, como o magnífico E71 estão por toda parte. Seus feature phones são usados no mundo todo, inclusive no fim do mundo, que compõe 80% do planeta.

Só que cada dia que passa mais gente migra para telefones mais complexos. Mesmo nos países pobres o feature phone de hoje tem câmera. As operadoras inventam gambiarras para adicionar redes sociais a esses telefones, mas é algo claramente provisório. Não acredito que alguém pague R$0,15 por mensagem para Twittar pela vivo por SMS.

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emCelular Indústria Mercado

Tubarões, Celacantos e Maremotos – Do Microsoft Comic Chat ao Chat do UOL

Por em 4 de fevereiro de 2011 - 39 Comentários

Snap116

Muito, MUITO tempo atrás, tanto tempo que Guerra nas Estrelas se passava no futuro (mais ou menos 1996) três pesquisadores da Microsoft Research ficaram curiosos sobre o IRC, que já era velho.

Um serviço de chat centrado em texto, o IRC tem a característica universal de ser feio, depende de comandos crípticos, tem uma hierarquia sombria onde reina a hostilidade aos novatos e –sim, o pessoal do Linux adora, como adivinhou?

A idéia de David Kurlander, Tim Skelly e David Salesin era criar um frontend para o IRC onde toda a simbologia usada fosse traduzida para formato visual. A escolha natural foi uma tira em quadrinhos. Uma abordagem não-fotorealista era condizente com os recursos de computação da época. Trabalhar em 2D também tornava o resultado menos cansativo que o 3D.

O resultado da pesquisa foi o Microsoft Comic Chat, uma brincadeira deliciosa que usava um servidor IRC por base mas criava uma verdadeira história em quadrinhos. Você saía escrevendo, colocando emoticons e ele se virava. O servidor identificava quando você gritava, quando estava triste, quando mandava uma mensagem privada e colocava o personagem e o balão em forma de sussurro.

Personagens –digo, pessoas- conversando apareciam olhando uma para as outras. Cumprimentos geravam gestos, acrônimos como LOL mudavam a expressão dos avatares, e por por aí vai.

O Microsoft Comic Chat era deliciosamente divertido, mil vezes mais atraente que uma tela chata de texto e acessível. Entender o histórico de uma conversa nele era bem mais simples.

E Não Pegou?

Não. Calma que chego lá.

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emAnálise Internet

App do Dia: Into Now–Obviamente Obra de Satã

Por em 4 de fevereiro de 2011 - 15 Comentários

my-fucking-keysUm dos segredos dos produtos de sucesso é sair do caminho, não atrapalhar ou complicar desnecessariamente. É comum desenvolvedores acharem perfeitamente razoável que alguém por exemplo use GREP em linha de comando para buscar um documento, mas na realidade o usuário comum quer digitar “ache aquele documento”. Como me contaram outro dia há gente que usa “fotos da minha prima pelada” e quer que o Google se vire.

Por enquanto ele ainda não é esperto assim, mas há sinais claros que a tecnologia evoluiu a ponto de se tornar assustadora, mesmo no mais inocentes dos usos.

Quem lembra do iTV Shows? É uma aplicação de iPad muito boa para gerenciar as séries e programas que você assiste. É um bom programa, mas tão pouco social que até eu sinto falta de um componente mais colaborativo.

Imagine então uma rede social onde você compartilhasse os programas que assiste. Aliás, nem imagine, há várias já. Só que você precisa inserir manualmente as séries e filmes, depois tem que lembrar de ficar atualizando. Por isso eu gosto muito mas raramente uso o Orangotag.

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emApple e Mac Fotografia Software Software

Isso é um PC.

Por em 31 de janeiro de 2011 - 45 Comentários

trimslice

Direto ao que interessa:

  • CPU: NVIDIA Tegra 2 Dual Core ARM Cortex A9 1GHz com GPU GeForce ultra-low power
  • Memória: 1 GB DDR2-800
  • Armazenamento:
    • SD (SDHC)
    • Micro SD (SDHC)
    • SATA SSD (até 64GB)
  • Rede:
    • 1 GbE
    • WiFi 802.11n + BT
  • Display: HDMI 1.3 full-HD + DVI (dual head)
  • Audio: Saída Estéreo, line-in, S/PDIF 5.1 digital
  • Video in: PAL/NTSC
  • I/O:
    • 4 USB2 ports (480 MBps)
    • 1 USB
    • 1 RS232
  • Dimensões: 130mm x 95mm x 15mm
  • Energia: 8-16V DC, 3W em média

O nome do bicho é TrimSlice, criado pelo Compulab, empresa israelense especializada em sistemas integrados. Ainda não há determinação de preço final, mas o fabricante diz que ficará mais barato que um tablet e mais caro que um simples streamer como o Xing Player. Só sei que é um excelente companheiro para uma TV em uma casa conectada.

 

Fonte: Gizmag

emFotografia Hardware

Idéia idiota do dia–mantenha-se longe. PS: Não da loira

Por em 31 de janeiro de 2011 - 20 Comentários

iphoneopener-8Como sempre digo nas reuniões do Alto Círculo Illuminati secreto da loja maçônica que frequento com meus amigos sionistas da mídia, detesto teorias conspiratórias, mas algumas idéias são tão idiotas que fica até difícil seguir o ditado “nunca atribua à malícia o que pode ser explicado pela estupidez”.

Um bom exemplo foi aquele celular xing-ling disfarçado de maço de cigarros. Não que celulares por si só não sejam atraentes, mas o potencial de roubabilidade de cigarros é bem maior. Dado o preço a consciência (que no fundo é apenas o medo de ser apanhado, já dizia o Xerife Buck) de quem rouba nem dói tanto.

Acho até que cheguei a sugerir um pendrive em formato de isqueiro, já que o objetivo é ser subtraído de seus dados o mais rápido possível.

Bem, não fui atendido mas mesmo assim meu pedido foi superado. As cavalgaduras do Beaheadcase.com criaram uma capa de iPhone capaz de transformar seu celular no objeto mais desaparecível inventado pelo homem: Um abridor de garrafas.

Você sabe, aquela peça de metal que custa uns R$0,05, é tão rasteira que nem é mais dada como brinde mas que por algum motivo nunca compramos mais de um e ficamos procurando a festa toda quem pegou o MALDITO abridor.

Imagine: Churrascão, cheio de gente, no canto um vegan chato resmungando (eu já vi isso, foi lindo) e a cerveja rolando solta. Você (não eu!) tirando onda com seu iPhone com a capa abridora de garrafas. Alguém te chama, outra pessoa passa perto, você entrega o aparelho. “fica abrindo aqui pra mim”.

Em seguida alguém chega com umas garrafas de Original direto da padaria, pergunta “cadê o abridor?” A pessoa joga. “tá aqui!”. Na mesa, começam “que maneiro, iPhone e abridor”. Logo seu celular está rodando de mão em mão, as pessoas estão fuçando suas Apps, mexendo nos contatos, achando e repassando as fotos de sua namorada pelada.

Isso, claro, na melhor das hipóteses. Na pior alguém vai achar engraçadinho, abrir a bolsa da patroa e derrubar seu celular lá dentro.

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emApple e Mac Celular Mundo Estranho

Como ganhar dinheiro com Gay Pr0n sem dar duro ou pegar no pesado

Por em 31 de janeiro de 2011 - 44 Comentários

Existe um consenso mesmo entre os mais ardorosos defensores dos direitos autorais que quem pagar por pornografia é um loser completo. Não há nada mais descartável que filmes pornô. Nem as atrizes.

Desde o início da Internet a pirataria de material educativo foi ampla, geral e irrestrita. O mundo do entretenimento adulto sobrevive graças a vendas de DVDs pro pessoal de mais de 112 anos de idade, que não sabe achar o RedTube*. Mesmo o material via streaming é capturado por voluntários e socializado entre os membros (epa!) da Confraria da Mão Peluda.

Durante algum tempo a indústria pornô faturou uma boa grana usando um método razoavelmente questionável: pedia dados de cartão de crédito para comprovar a maioridade dos clientes otários. Nas letrinhas muito miúdas o supracitado otário se comprometia a assinar o serviço caso não clicasse em um link inexistente de cancelamento.

Quando a fatura chegava, o sujeito ficava sem graça de ligar e contestar uma cobrança vinda de “Sperma Teen Productions”, “Sweedish Erotica Internet Services” ou “Master Bator´s Inc”. No mês seguinte não vinha nada, o cidadão desistia de recuperar o dinheiro, achava mais fácil entubar.

Continuando o raciocínio, no caso de pornografia de nicho o buraco era mais embaixo.

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emFotografia Indústria

Nintendo e Apple — a Catedral e o Bazar

Por em 26 de janeiro de 2011 - 24 Comentários

* com sinceras desculpas a Eric Raymond

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NOTA: o título original deste artigo falava de Sony e Apple. Inicialmente era uma analogia entre o MiniDisc e o iPod, depois evoluiu para o 3DS, mas o celenterado que vos escreve esqueceu de mudar.

Existem várias explicações para a cobertura desproporcional que a Apple recebe da mídia e o interesse mesmo dos não-consumidores nos lançamentos da empresa. Essas explicações vão desde alegações que a Apple compra todos os iPhones que fabrica, para inflar os números e parecer que vende (sério, eu li isso) até idéias insanas como Steve Jobs ter feito um pacto com o demônio. Na verdade o demônio fez um pacto com Steve Jobs, que se comprometeu a não interferir no monopólio infernal do Tux Phone.

O interesse da mídia pela Apple é explicado pela Teoria da Escassez. É complicado conseguir furos, as informações raramente vazam, mesmo de forma intencional.

A arte de plantar vazamentos não é nova, toda empresa faz isso. Só que na maioria das vezes ninguém se interessa. Plantar informações é mais ou menos como a arte da sedução: Você tem que convencer a menina que ela não queria mas acabou querendo, mesmo que ela desde o princípio queira. Se você mostrar que sabe que ela quer, ela vai deixar de querer. Já se ela não quiser, você pode fingir que nunca quis, assim ela passará a querer.

O motivo de muitos homens procurarem garotas de programa é a dificuldade de montar fluxogramas.

Um vazamento controlado É uma forma de manipulação da mídia, mas é uma manipulação boa para ambos os envolvidos, como deveriam ser todas, aliás. O grande problema é saber vazar. No mundo wikileaks que vivemos temos que competir com os vazamentos de verdade, decidindo se é melhor viver no sigilo ou abrir o jogo, em um relacionamento aberto com a mídia e o público.

Os OpenTards vivem dizendo que esse é o melhor caminho. Nem sempre. Não funciona nem para desenvolvimento de software o tempo todo. Se o Angry Birds fosse desenvolvido em aberto, antes de chegar no mercado haveria umas 3 dúzias de imitações feitas nas coxas, e ele se perderia em meio ao ruído.
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