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Matando mosquitos com “lasers”

Por em 12 de fevereiro de 2010

Um dos alvos da Fundação Bill e Melinda Gates é erradicar a malária, essa doença que a cada 45 segundos mata uma criança na África.

As técnicas tradicionais de fumigação não são eficientes, dada a área a ser controlada, além do dano ambiental, pois o veneno não mata só o mosquito, afeta outras espécies também.

Entre as várias alternativas não-convencionais sendo pesquisadas está a Cerca Fotônica, desenvolvida pelo Intelectual Ventures Lab.

A idéia é utilizar sensores para identificar insetos voadores a 30m de distância. Feita a identificação preliminar, um laser não-letal escaneia o bicho. Um software identifica se é um mosquito, uma mariposa, uma abelha ou outro tipo de inseto. No caso dos mosquitos, o sistema determina até o sexo (só as fêmeas picam). Uma série de salvaguardas checa se não há humanos ou objetos no caminho, então um segundo laser, mais forte é ativado.

O mosquito sofre morte instantânea.

laser

Um protótipo foi construído com peças compradas no eBay, componentes comerciais como lasers usados em players BluRay podem ser utilizados. A preocupação agora é minimizar o uso de energia, pois esse tipo de equipamento deverá ser instalado em regiões rurais, com pouca e não-confiável malha elétrica.

Neste link aqui há um vídeo do laser em ação. (3o, de cima para baixo) é quase poético ver o mosquito sendo alvejado em câmera lenta.

A solução não é nenhuma bala mágica. É parte de um conjunto muito maior de iniciativas, mas do ponto de vista tecnológico é a mais cool. Seria muito bom se a Deal Extreme tivesse algo assim.

Fonte: BoingBoing

emCiência Hardware

Capa de iPhone do Samuel Jackson

Por em 12 de fevereiro de 2010

Quando você absolutamente positivamente quer proteger seu iPhone, não aceite substitutos. O pessoal da Heatweat Interactive que o diga. Eles desenvolveram o iSamJackson, uma aplicação do iPhone baseada no… Samuel Jackson. São mais de 100 frases originais, gravadas pelo BMF em pessoa. Melhor: Eles criaram as capas abaixo, e estão sorteando no blog Smoking Section. Infelizmente não estão vendendo, ou sairia com água. Ou como Royal with Cheese.

bmf

emAcessórios Apple e Mac Celular

iPhone agora curando todos os males

Por em 12 de fevereiro de 2010

O termo “alternativo” é licença para abrir mão de todo pensamento racional e até bom-senso. Todo tipo de buginganga e ‘remédio” é vendido, tendo em comum um único efeito funcional: Placebo. Chega a ser engraçado, uma vez vi um remédio homeopático para gripe que me garantiram que funcionava. Nas instruções: “Usar durante 15 dias”.

Como não poderia deixar de ser, novas tecnologias atraem os velhos picaretas de sempre, e o fato de você não poder produzir Florais por software não afastou os espertos. Como os caras da Miridia Technology, que criaram uma aplicação para iPhone chamada Headache, “baseado na medicina tradicional chinesa”.

O programa utilizaria os pontos de pressão da acupuntura (outra técnica com resultados idênticos a placebo) mas ao invés de agulhas, faria sua mágica através de som e vibração. Isso mesmo. Você encosta o iPhone na cabeça, ele faz barulho, vibra e sua enxaqueca vai embora.

Funciona, acreditem. Placebo é um efeito cientificamente comprovado.

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Os caras são tão irresponsáveis que dizem que “distúrbios energéticos” no alto da cabeça causam coisas tão díspares como dor no calcanhar, hemorróidas e epilepsia. Assim ao invés de tomar seu remédio, um epiléptico crédulo andará com um iPhone encostado na testa. Até ter uma crise, claro.

 

Mas calma, não ligue ainda.

Existe também o Anti-Aging, uma aplicação que retarda o envelhecimento, faz crescer cabelo, combate celulite, limpa espinhas, remove rugas, melhora oxigenação e circulação, artrite, distúrbios do sono…

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Como funciona? Com vocês nas palavras do fabricante:

“Os dez tratamentos terápicos na App Anti-Aging usam um comprimento de onda de uma cor específica e uma frequência sonora para tratar e curar uma variedade de condições baseado na sagrada geometria das gemas, minerais, vitaminas, gases nobres e cores”

Evidente, faz todo o sentido do mundo.

Claro, se você não quiser gastar US$2,99 no Anti-Aging, e seu problema for bem específico (digamos que você é adolescente e achou a coleção de Playboys de seu pai) pode escolher livrar-se das espinhas pelo método mais fácil: Pagando US$0,99 comprando o Acne Clear.

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Acha que ninguém seria burro o suficiente? Bem, há vários depoimentos no link acima. As aplicações todas tem votação de boa para cima. Um sujeito deu 5 estrelas sem sequer baixar o programa.

Melhor ainda, há várias outras aplicações com propostas semelhantes, como a AcneApp. Essa é tão picareta que depois de uma enorme lista de virtudes e promessas, coloca uma última linha explicando que a aplicação é para fins de entretenimento, não é projetada para tratar qualquer doença ou condição.

Pelo visto a Apple é muito mais permissiva do que se imaginava, quando não se trata de aplicações que invadam SEU ganha-pão.

O conceito de ética da Apple é interessante. Se você faz VOIP, roda Flash ou sequer se parece com um navegador, é Satã e sua aplicação nunca será aprovada, mas se você promete curas milagrosas tirando dinheiro de incautos que passarão horas com o iPhone encostado na fuça, esperando se livrar de espinhas, tá liberado, seja bem-vindo developer developer developer.

Fonte: Bad Astronomy

emApple e Mac Ciência

Twitter de bêbado não tem dono

Por em 10 de fevereiro de 2010

O Orkut tem (dizem) dezenas de comunidades tratando do tema. Conheço casos épicos de telefonemas praticados sob influência do Suco do Diabo que renderam dramas de semanas. A instantaneidade da Internet só piorou, e hoje é comum ver gente no Twitter anunciando em alto e bom (porém enrolado) som seu avançado estado etílico.

Claro, muita gente abusa. Sujeito fala besteira, se arrepende e solta um “eu estava bêbado”, que costuma funcionar tão bem quanto o “eu estava possuído por uma entidade alienígena maligna” em Star Trek.

Agora isso não é mais possível. Um grupo de japoneses desocupados criaram a máquina perfeita pro cachaceiro tuiteiro:

twitterbebado

O brinquedo consiste de um bafômetro, uma placa com microcontrolador (provavelmente arduíno), conexão Ethernet com cliente DHCP e um software que analisa a quantidade de álcool no bafo do vivente e envia Twitters para uma contra previamente programada.

Há 4 níveis documentados:

1 – Alegre

2 – Meio bêbado

3 – Consideravelmente bêbado

4 – Perigosamente bêbado

Completando, um 5o nível não documentado envia o twitter “indo para o céu agora”. O que é um tanto otimista, diga-se de passagem.

Se você souber ler seja lá que idioma falem no Japão, neste link terá explicações mais detalhadas sobre o projeto.

No mínimo é um brinquedo que fará muito sucesso em festas, com todo mundo cronometrando quem consegue digievoluir até o nível 5 mais rápido.

Fonte: Japanator

emMiscelâneas

Adobe Redefine Arrogância

Por em 10 de fevereiro de 2010

Um dos segredos do sucesso nos negócios é não se achar o máximo. Quer dizer, você pode até se achar, pode até agir assim, mas não a sério, não o tempo todo. Um bom exemplo é a Microsoft. Quando a Digital Research lançou seu DOS, o DR-DOS (que 100% de todo mundo no Brasil chamada DOUTOR DOS) Tio Bill ficou com medo de perder espaço, e controle sobre o ambiente que rodaria o Windows. Assim foi introduzida uma pequena marmotagem; cada vez que alguém iniciava o Windows sobre o DR-DOS, aparecia uma mensagem de erro. Só isso. Nada demais, em seguida o usuário prosseguia normalmente.

Guerra psicológica.

arrogantbastard Por outro lado (e aqui entra o pragmatismo) a mesma empresa que fez essa gambiarra do mal descobriu que o SimCity havia sido programado de forma porca e fazendo chamadas irregulares a posições de memória usadas pelo sistema. Rodá-lo no Windows resultaria em crash. Como o jogo era extremamente popular, Bill não pensou duas vezes: Mandou alterar o Windows para incluir um bacalhau que identificasse o SimCity e contornasse o bug. Assim o jogo passou a ter um sistema operacional alterado por sua causa.

Quem quer isso agora é a Adobe.

Eles avisaram que a versão 10.1 do Flash na plataforma Android estaria limitada a aparelhos rodando a versão 2.1 do sistema operacional.

E mais: Para que Flash 10.1 seja totalmente suportado deverão ser feitas melhorias nas versões existentes do Android (talvez incluindo a 2.1).

Isso mesmo que você leu. Quer rodar nosso produto? Melhore seu sistema operacional.

Eu sou do tempo em que os programas eram escritos segundo as especificações do Sistema Operacional, e salvo exceções como o SimCity quem se adaptava era o software externo. Não sei se nesse mundo modernizado globalizado superaquecido a coisa mudou, mas espero que não.

Só sei que não é o momento para a Adobe posar de dona da bola, muito menos esnobar o Android, que é a plataforma mobile que mais cresce.

 

Fonte: Engadget

emInternet Software

7 Minutos de Space Pr0n

Por em 10 de fevereiro de 2010

Não há muito o que dizer. É um vídeo para ser visto em alta definição (escolha 720p, tela cheia, lembre-se do tempo do RealPlayer e deixe buferizando) com um tour da Estação Espacial Internacional, saindo da Soyuz em uma ponta até o Ônibus Espacial na outra.

Lembra muito mais Battlestar Galactica do que Star Trek, e definitivamente a ISS é tudo menos a Deep Space Nine.

Mesmo assim passar uma semana lá vale cada centavo dos US$20 milhões que alguns sortudos como Mark Shuttleworth pagaram pelo privilégio.



emCiência

Como vender vapor oriental

Por em 9 de fevereiro de 2010

Antigamente sabíamos dos lançamentos quando algum amigo aparecia com o produto na mão. As revistas especializadas recebiam releases, seguidos de unidades de teste. Depois surgiu a Internet, e os lançamentos eram apenas fotos. Com o advento da computação gráfica, os “conceitos” e “mock-ups” dominaram.

Nas últimas semanas a web foi invadida por uma horda de modelos de leitores de eBooks e iPads genéricos. Todos feitos em softwares 3D. Fabricantes anunciam o produto sem preço, com pouco ou nenhum detalhe técnico, sem data de lançamento, e os otários babam. UAU, que fantástico.

Agora a Cube, de Taiwan foi mais além: Prometeu um leitor de eBooks por US$150,00.  6 polegadas, tela touch capacitiva, colorido, rodando Windows Mobile 6.5 e com WIFI. Quando? Ninguém sabe. Como ele se parece? Nah…

Disponibilizaram apenas a imagem abaixo.

OK, não vamos reclamar,  mas que estão abusando, estão.

Fonte: Akihabara News

emHardware