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O Último Pouso da Discovery

Por em 7 de março de 2011 - 8 Comentários

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Se tudo der certo em dois dias, na quarta-feira, a OV-103 Discovery fará seu último pouso. tendo completado 39 vôos, 322 dias em órbita. Será o encerramento de um veículo pioneiro, que se não transformou a viagem espacial em rotina, deu os primeiros passos para demonstrar a viabilidade do conceito até então ficcional de naves espaciais reutilizáveis.

Na manhã do dia 9/3/2011 os motores auxiliares serão acionados, diminuindo a velocidade orbital da Disccovery, introduzindo-a em uma trajetória de reentrada seguida de diversas manobras para redução de velocidade. Ao final ela pousará no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, às 11:58 (de lá), bem a tempo de filar o rango.

Quem nunca viu um pouso ao vivo TEM que acompanhar. A transmissão será como sempre via NASA TV, com vários links alternativos, inclusive um em HD do UStream. É a oportunidade de uma vida, pois depois desse a NASA só tem mais dois vôos programados (e o segundo está na berlinda), serão as últimas missões da Endeavour e da Atlantis.

A NASA resolveu caprichar nessa última missão, e na manhã de hoje a chamada de despertar, uma pequena cerimônia onde uma música é tocada para acordar os astronautas foi especial. Com o efeito colateral de emocionar trekkers no mundo inteiro, a tripulação foi acordada ao som do tema de Star Trek, com direito a uma mensagem especial de William Shatner.


Melhor que isso só se tivessem reformado a Enterprise e fosse ela em órbita, mas mesmo assim estamos bem melhor do que o pessoal de Star Wars. Nós trekkers temos uma nave inteira, eles só ganharam um robô idiota.

[update]

Abaixo a transmissão, vista de Houston com direito à reação da tripulação da Discovery:

emCiência

Google OCR–Isso já foi difícil

Por em 7 de março de 2011 - 29 Comentários

A tecnologia de OCR foi de todas a que mas me frustrou em seu lançamento. Não era como 3D, ou realidade virtual. A sensação ruim foi motivada por ela estar quase lá, faltar muito pouco, os últimos centímetros cruciais. É como estar preso numa prisão com a Scarlett Johanson na cela ao lado, com um buraco na parede separando vocês. Só que a parede tem 40cm de espessura. OK, 30cm.

Cheguei a comprar mais de um scanner de mesa, com o objetivo de converter meus livros para formato eletrônico. Infelizmente não só era um trabalho de corno ficar escaneando centenas de páginas, como os softwares não colaboravam. A quantidade de erros era inaceitável, o trabalho de revisão seria o equivalente de redigitar o livro todo. Preferi esperar a Apple criar o iPad.

Felizmente a situação mudou. O OCR ainda está longe de ser perfeito mas já supera por exemplo as habilidades mentais de um estagiário e da maioria dos invertebrados. Para textos em condições ideais eu diria que ele pode vir a suprir todas as minhas necessidades. Ainda mais por ser de graça.

No caso, no Google Docs. É simples: Em docs.google.com clique no botão Fazer upload. Você será levado para a tela abaixo. Selecione “Converter texto de PDFs ou arquivos” e selecione o idioma do texto que deseja converter.

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Em seguida basta jogar as imagens dos textos, previamente fotografadas ou escaneadas, clicar em iniciar upload e esperar. Assim que terminar o envio o Google Docs disponibilizará opção para voltar para a tela principal. Clique. Cada imagem terá virado um arquivo, com a original e o texto convertido.

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emGoogle

Samsung Galaxy Tab 10.1–Aquele que foi sem nunca ter sido

Por em 4 de março de 2011 - 23 Comentários

porcina

Mesmo depois de uma incrível venda para fornecedores e uma não tão incrível venda para consumidores finais, o Galaxy Tab da Samsung ainda é um nome falado, pois foi o primeiro concorrente grande do iPad a ser lançado. Que o formato de 7 polegadas não é bom, Steve Jobs já tinha avisado, tanto que todo mundo está seguindo o padrão do iPad ou pelo menos fazendo tablets maiores que o celulão da Samsung.

A própria empresa anunciou o Galaxy Tab de 10,1 polegadas, maior que o iPad e diga-se de passagem bonito pacas.

Problema é que a Samsung, como toda a concorrência, levou um ano para produzir um concorrente pro iPad, tempo que a Apple gastou criando O sucessor do iPad, o iPad2 – a missão.

Problema? Não, sempre há mercado para aparelhos mais baratos, o problema é que sem subsídios o Galaxy Tab nos EUA pode chegar a US$900,00. Problema também é que a Samsung não entende a mentalidade do mercado de gadgets, e comete erros assustadoramente amadores, como deixar Lee Don-Joo, VP Executivo de Mobile chegar PERTO de um jornalista, ou mesmo de um blogueiro.

O zé-ruela solta, entre outras declarações, sobre o Samsung Galaxy Tab 10.1, após o lançamento do iPad2:

“Temos que melhorar as partes que não são adequadas. A Apple fez [o iPad 2] muito fino”

“O 10.1 era pra ser mais caro que o Galaxy Tab mas vamos ter que repensar isso”

Detalhe: O Galaxy Tab 10.1 AINDA NÃO FOI LANÇADO. Se você achou ruim a Motorola vender um tablet incompleto, que terá que ir pra autorizada pra funcionar com 4G, imagine a Samsung, que diz que seu equipamento é “inadequado”.

Notem, não é uma quitanda, é uma das maiores fabricantes mundiais de equipamentos eletrônicos.

Como um comentarista do Engadget colocou, não é uma competição entre empresas, é uma competição entre culturas, a cultura geek de gola de tartaruga versus a cultura corporativa do terno, da gravata e dos memorandos e reuniões intermináveis.

É a mesma cultura que fez a IBM brigar com a Microsoft durante o desenvolvimento do OS/2, quando os programadores da Microsoft otimizavam rotinas do código de 1000 para 100 linhas, e recebiam bronca da gerência da IBM, por “produtividade negativa”, já que a medição era por linhas de código comitadas no final do dia.

O único ponto positivo é a rara reversão da piada, onde um oriental se diz inadequado por algo ser grande demais.

Fonte: Engadget, via dica do Twitter

emApple e Mac Computação móvel Indústria Opinião

Christine 2.0

Por em 4 de março de 2011 - 20 Comentários

christine

Todo mundo já se acostumou. A não ser que Michael esteja em perigo, ou precise de outro cheesburguer, Kitt anda pianinho e nunca liga o modo turbo. Carros controlados por computador parecem dirigidos por velhinhas. É até compreensível, a quantidade de variáveis é imensa, as distâncias curtas e a variedade de obstáculos e objetos móveis torna o controle de um avião algo muito mais trivial do que um carro, por mais contra intuitivo que possa parecer.

Na verdade os aviões autônomos estão décadas adiante dos carros. O bombardeio à Líbia, feito pelos EUA em 1988 em represália a vários atentados terroristas foi um pesadelo logístico, com os F-111 americanos tendo que decolar da Inglaterra e dar a volta contornando França, Espanha, passando por Gibraltar e só então chegando na Líbia, depois de 2100Km custou a vida de dois pilotos.

Hoje seria caso de plotar as coordenadas num mapa, mandar os UAVs decolarem da Itália, sentar e comer pipoca vendo o mundo do Kadhaffi acabar. OK, hoje dá pra fazer isso sem nem usar os UAVs.

Já seu carro não consegue nem ir na padaria sozinho.

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emHardware

iOS Killer do Dia: Wophone OS, made in chin-pare de rir, rapaz!

Por em 3 de março de 2011 - 12 Comentários

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Parece piada mas de novo uma empresa chinesa age como se tivessem descoberto a pólvora: “para vencer precisamos deter controle sobre todas as fases do nosso business” Perfeito, mas não é pra todo mundo e nem é tão essencial, se você definir o que é seu business em termos melhores do que “tentar conquistar o mundo”.

Para a Unicom o business dela era ser uma operadora de telefonia. São inclusive distribuidores do iPhone na terra do outro lado da poça da terra do sol nascente. Insatisfeitos com a falta de restrições do iPhone (do ponto de vista chinês, claro)  e com a falta de respeito demonstrada pela Apple, ao não ceder às exigências da empresa, decidiram… tcham tcham tcham…

Criar um sistema operacional próprio. Claro, facinho, se você tiver sido mordido por um pinguim radioativo, ou um panda, se sobrou algum. Pra Unicom deve ser também, pois estão desenvolvendo o Wophone OS desde 2008. Dizem que o sistema é baseado no kernel Linux 2.6 e não é um Android genérico, como o Ophone OS, da China Mobile.

O Wophone OS rodará em aparelhos 3G WCDMA, CDMA2000, TD-SCDMA, 4G LTE, Tablets, TVs, consoles de games e na bomba infusora de antipsicóticos usada pelo idealizador do projeto.

Dado que a expertise de uma operadora não costuma ser desenvolvimento de sistemas operacionais, e dado que o custo de criar um decente não é exatamente medido em narjaras turetas, algo me diz que alguém levará muita grana antes de declararem o projeto fracassado, varrerem para debaixo do tapete e rastejarem de volta para a Apple pedindo perdão, ou rastejarem para o Android pedindo uma chance, ou dizerem “oi, de onde teclas?” pra MicroNokia.

Fonte: Chinatechnews

emCelular Computação móvel

Ciência Comprova: Milagres Existem

Por em 3 de março de 2011 - 54 Comentários

1100110550310.low_resolutionImagine algo ruim, tipo um ataque cardíaco. Agora imagine algo pior e mais fulminante. OK, agora imagine algo pior que o Chuck Norris. Você tem as mortes súbitas cardíacas causadas principalmente por arritmias. Essas mortes súbitas são situações onde o coração deixa de funcionar, sem nenhum dos avisos associados aos ataques cardíacos, como dor no peito e falta de ar.

Mais ainda: Não dependem de condição física. Você pode ser sedentário ou um atleta, se sofrer de uma condição genética poderá morrer de uma hora para outra, sem aviso. Em qualquer idade. A morte súbita cardíaca é a principal causa de óbito entre atletas jovens.

As origens genéticas são muitas, assim como os tratamentos para controlar a condição, mas na hora que o bicho pega, só quem te salvará será uma força superior. Na verdade uma das Forças Fundamentais do Universo: Eletricidade.

Quando de uma arritmia extrema seu coração pára de bater. Não fica quieto, mas os sinais elétricos saem de ritmo, são emitidos aleatoriamente por todo o músculo cardíaco, cessando o bombeamento de sangue. Isso é péssimo, todo homem sabe que o cérebro, nosso segundo órgão mais importante depende de sangue para exercer sua função. Aliás, o primeiro também.

Quando o sujeito entra em taquicardia ventricular, parte do coração pulsa com ritmo próprio. Um choque elétrico sincronizado com o ritmo cardíaco principal, em um processo chamado cardioversão costuma resolver.

Já na fibrilação ventricular, melou tudo. Os ventrículos se contraem sem ritmo nenhum, aleatoriamente. O paciente fica sem pulso detectável, um dos cinco médicos que sempre estão no quarto grita “code blue” e em 5 segundos uma enfermeira chega empurrando um carrinho da NASA. House acompanha tudo enquanto come um churro e olha pras pernas da M3.

Na vida real tirando alguns detalhes é assim mesmo. O famoso carrinho existe (ao menos nos hospitais que frequentei) mas o choque é aplicado não para reiniciar o coração, e sim para pará-lo.

Exato. O desfibrilador é um reset. Faz com que o coração receba uma carga muito maior do que a que está sendo repassada pelo tecido fora de sincronismo. As células musculares entendem como um CALABOCA! NÃO VAI SUBIR NINGUÉM! TODO MUNDO EM FORMA! faz-se o silêncio e com sorte o ritmo natural é restaurado.

Um erro que Hollywood já eternizou é: Não se desfibrila um coração parado. Flatline, quando o eletrocardiograma está em modo piiiiiiiiiiiiiii… Isso indica que não há nenhuma atividade elétrica no músculo cardíaco. Não somos Frankenstein. Um choque não fará diferença nenhuma nesse caso. O tratamento é massagem cardíaca e, como diria Charlie Sheen, drogas, muitas drogas.

Problema é que não dá para levar na rua um carrinho com um desfibrilador, não em todo lugar. Como fazer se sua condição genética te torna propício a uma morte súbita? Reze, meu filho, e sua resposta virá do Sinai.

Mais precisamente do Hospital Sinai, em Baltimore, onde em 1969 um grupo de pesquisadores, Michel Mirowski, Morton Mower, e William Staewen tiveram a idéia de um dispositivo implantável que detectaria arritmias graves e as trataria, com choques elétricos.

A idéia foi tão ousada que foi descartada inclusive pelo criador do desfibrilador manual.

A idéia foi tão ousada que Arthur Clarke só inventaria o ACOR – Alarme Coronariano como parte de seu excelente romance de ficção científica As Fontes do Paraíso em 1979, e mesmo assim Clarke não pensou no ACOR como um agente ativo, apenas um sistema de alerta ao paciente.

A idéia foi tão ousada que o primeiro aparelho só foi implantado em um paciente em 1980.

Hoje empresas como a Medtronic fabricam cárdioversores-desfibriladores implantáveis dos mais variados modelos. O “Zippo” da imagem de abertura é um exemplo, dos antigos! Os mais modernos reconhecem alterações normais de ritmo devido a atividade física (provavelmente usando dicas como temperatura e acelerômetros) e dispõe de vários programas para situações específicas, também deduzidas através de sensores. Assim existe menos chance de um esforço físico genuíno resultar em uma descarga elétrica indesejada, o que diminui a vida da bateria, que é de alguns anos, e, convenhamos incomoda.

Esses aparelhos mudaram a vida de muita gente, inclusive de um atleta de 20 anos chamado Anthony Van Loo, que joga pelo Roeselare, da Bélgica. Portador de uma condição arrítmica dessas, foi equipado com um cárdioversor-desfibrilador implantável, e recebeu OK para continuar com atividades físicas. Em uma partida contra o Antwerp o pior –mas esperado- aconteceu. Ele entrou em arritmia aguda, em estado de Morte Súbita Cardíaca. Sua única chance seria uma equipe de emergência bem equipada e treinada, do contrário da morte ninguém volta.

Exceto os discípulos de Volta. Conforme programado o ICD (sigla em inglês do negócio) detectou o estado arritmico, percebeu a atividade física, considerou isso como um fator mas manteve a contagem. Quando depois de 30 segundos o ritmo não se estabilizou, começou  a carregar os capacitores. Identificada como uma arritmia ventricular, era  caso de carga máxima.

Aqui, e somente aqui Anthony percebeu que havia algo errado. Foi quando ele foi ao chão. Depois de oito segundos o ICD emitiu sua descarga elétrica, reiniciando o coração condenado do igualmente quase morto jogador. Ritmo cardíaco restaurado, ele se senta e pede pra voltar pro jogo, pedido que compreensivelmente é negado pelo técnico.

A diferença desses milagres da tecnologia dos milagres dos velhos livros de história é que não é preciso sequer acreditar para saber que os modernos acontecem. Bastar ter olhos para ver. Sim, a sutil mas vital ação do ICD foi registrada em vídeo.

Aqui, para da próxima vez que sua tia falar de gente que ressuscitava os mortos, você dizer que conhece um isqueiro que faz o mesmo:

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Xoom: Rooteou? No upgrade for you!

Por em 3 de março de 2011 - 59 Comentários

soupnazi

Confesso que é divertido demonizar a Motorola nessa história do Xoom, ainda mais com a incrível sucessão de hahadas que a empresa vem fazendo, mas sejamos sinceros: A Apple não é exatamente a maior amiga dos Jailbreaks, e por mais que a Microsoft seja legal ao chamar o hacker do PS3 para trabalhar com o Windows Phone 7. todos sabemos que se ela estivesse em uma posição de monopólio agiria igual a Sony. Igual a Apple e Igual a Motorola.

Todo o discurso Open Source do Android é muito bonito no papel, mas está batendo de frente com uma realidade nova: Telefonia é fundamentalmente diferente do mercado de sistemas operacionais desktop. No último caso os fabricantes tem pouquíssima influência na gênese do sistema. A Dell pode sugerir ou até exigir várias coisas, mas não vai decidir quais protocolos o Internet Explorer vai suportar.

NENHUM fabricante de hardware pia no desenvolvimento do Linux. No máximo colaboram com drivers e especificações.

Já na telefonia o bicho pega. A Apple, como conta uma excelente e detalhada matéria da Wired sofreu na mão das operadoras, que impuseram um monte de exigências ao projeto do iPhone. Muitas foram rejeitas, outras acatadas. São as regras do jogo, quem quer trabalhar nesse mercado tem que aceitá-las.

Quando o Google entrou chegou a ser engraçado acompanhar a reação dos ingênuos que imaginavam um mundo de pôneis e unicórnios onde seus celulares seriam liiiiivres, poderiam fazer tudo, sem medo das restrições fascistas impostas pelas empresas malvadas como a Apple.

O problema é que as operadoras não aceitariam um Android livre como o desejado pelos entusiastas. Os fabricantes por sua vez, eternos sofredores da síndrome do Não Inventado Aqui odeiam a idéia do controle sobre o Android ficar inteiramente nas mãos do Google. Exigem e conseguem a inclusão de camadas e camadas de bloatware, crapware e motoblurcancerware.

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