Digital Drops Blog de Brinquedo

iPad Diaries: usando o tablet da Apple como ferramenta primária de produção

Por em 24 de maio de 2011 - 29 Comentários

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Tentarei passar uma semana somente com o iPad, não só como ferramenta de produtividade mas como peça de entretenimento. Meu feeling é que ele será muito útil combatendo minha dispersão patológica.

A meta de hoje é produzir alguns textos mas principalmente adequar minha rotina ao iPad. Não creio que o primeiro dia seja muito produtivo em termos de palavras escritas, mas tudo bem. O importante é que seja estabelecida uma rotina.

Alterações Filosóficas

O iPad mesmo não sendo realmente monotarefa também não é exatamente multitarefa. Ele consegue fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, quem não consegue é o usuário. Sem o conceito de janelas (Sorry, Bill) ficar saltando entre aplicações é cansativo. Isso incentiva o foco.

Também pode ser produtivo, se você criar uma metodologia linear, otimizando o uso de cada aplicação. Estou planejando a seguinte estrutura (links no final do texto):

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O Ano do Linux no JavaScript

Por em 20 de maio de 2011 - 52 Comentários

2011 – o Ano do Linux no Javascript

Uma das características da mente Hacker (no sentido original do termo) é a de aceitar desafios pelo simples fatos deles existirem. Fazer algo apenas para saber se pode ser feito é algo que ou você entende ou não entende.

Para quem entende, o experimento de Fabrice Bellard é algo lindo de se ver. Ele criou um emulador de um pc x386 rodando todo em… JavaScript.

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Baseado no QEMU, o programa usa Typed Arrays e simula uma máquina com:

32 bit x86 compatible CPU
8259 Programmble Interrupt Controller
8254 Programmble Interrupt Timer
16450 UART
Real Time Clock

É claro que há várias limitações, não há processador para ponto flutuante, nem modo real ou 16 bits, embora as instruções estejam emuladas, pois são usadas pelo Linux.

Mesmo assim é espantoso ver o quanto a capacidade de processamento evoluiu. JavaScript quando surgiu, ainda batizada de LiveScript era apenas um brinquedo, navegadores mal e porcamente navegavam, as máquinas não tinham processamento sobrando.

Hoje conseguimos não só rodar aplicações pesadas, como emular máquinas inteiras. Lembrando que o próprio JavaScript roda em cima de uma máquina virtual. É uma coisa meio Inception.

E mais: Se a máquina rodou Linux, muito provavelmente seria capaz de rodar Windows 95. O que exigia um computador inteiro (e caro) alguns anos atrás hoje se resolve em uma instância dentro de um navegador.

O JavaScript Linux funciona nos seguintes navegadores:

Firefox 4.x
Chrome 11
Opera 11.11
Internet Explorer 9

Pode ser executado neste link aqui.

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CEO da NVIDIA decepcionado com as vendas pífias de tablets Android

Por em 16 de maio de 2011 - 25 Comentários

Claro, para Jen-Hsun Huang são tablets Tegra 2, estragados por uma versão bugada de sistema operacional e uma oferta quase inexistente de aplicativos, e não deixa de ter razão. Enquanto o Google tentava fazer hype em cima do Honeycomb e Steve Jobs dizia em uma apresentação que os tablets Android tinham apenas 100 aplicações, na realidade eram apenas 16.

O preço é algo fundamental também, para Hsun. Segundo ele deveriam focar em tablets baratos, sem 3G, e não em competidores diretos na mesma faixa de preço do iPad.

O problema é que ninguém fora o Rubens quer ser segundo, todo mundo quer seu “iPad killer”, forçam as equipes de desenvolvimento a cumprir prazos irreais e, pior, forçam suas mentalidades corporativas nos produtos, sem entender que é justamente isso que o consumidor não quer.

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Cazzo, quanta irresponsabilidade!

Por em 16 de maio de 2011 - 15 Comentários

Eu já vi uma criatura afundar a frente do carro na traseira de um ônibus por causa de celular. Darwin até tentou mas mais forte são os poderes do Airbag.

Dirigir é uma atividade que demanda atenção. Demanda no mínimo mãos no volante, mas isso não impediu o carcamano do vídeo abaixo de ser flagrado dirigindo um ônibus ao mesmo tempo em que falava ao celular.

Pior, o maledeto não só falava compenetrado em um celular, mas fazia isso enquanto consultava com atenção outro celular. Ah sim, ao mesmo tempo em que diria o ônibus. Com os cotovelos.

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RIM faz–é sério- recall de 1000 tablets PlayBook

Por em 16 de maio de 2011 - 13 Comentários

A RIM está vendo sua posição de dominância no mercado de smartphones nos EUA ser sistematicamente devorada pelo Android e pelo iPhone, a imagem de “celular de executivo” não ajuda em nada a convencer o consumidor normal de que os aparelhos são bons, são pop.

Para diversificar sua área de atuação E aproveitar o mercado emergente de tablets, resolveram lançar o PlayBook, o iPad Killer da semana que, se tem uma qualidade redentora é tornar o Motorola Xoom uma excelente opção, em comparação.

angry-birds-blackberry

Quem disse que não tem jogo pra Blackberry?

Não estou dizendo que o PlayBook é o equivalente a um câncer, isso seria injusto. Ele equivale a uma hepatite, quiçá uma endocardite.

Alguns dizem que as críticas são injustas, outras consideram uma estupidez de escala continental a RIM, que se tornou SINÔNIMO de email corporativo com o Blackberry lançar um tablet que NÃO sincroniza com a Blackberry Enterprise Server e não tem NENHUMA funcionalidade de email.

O fato do site oficial do produto vir em 10o em uma busca no Google por seu nome também não ajuda.

Agora, pra piorar, a RIM soltou aviso de um… recall. Isso mesmo, aquilo que as montadoras fazem quando algum robô aciona suas rotinas “matar todos os humanos” antes da Grande Revolução e começa a sabotar airbags e freios. Note aliás que só fazem recall de airbag e freio, imagine o quanto sai errado em outras partes e ninguém fica sabendo.

Segundo a nota, pelo menos 1000 PlayBooks foram distribuídos com uma falha no Sistema Operacional que impede que o usuário aceite a licença de uso, impedindo assim que usem o tablet.

Imagine a cena: Sujeito todo feliz indo comprar seu PlayBook, crente que vai dar uma banana pra Apple e ter um poooooouta tablet evoluído de seu BlackBerry. Paga o MESMO que um iPad por um bicho bem menor. Chega em casa feliz, abre o manual e descobre que não conseguirá nem ler email se não usar… webmail. SÉRIO, é a sugestão da RIM.

Sujeito resignado mesmo assim liga o bicho, começa o setup inicial e não passa da EULA. Pega o Blackberry, liga pro suporte e descobre que… tem que levar o tablet pra loja ou pra otorizada. Uma pessoa normal nesse momento diz fuck that shit, vai pra loja, devolve o PlayBook, entra numa AppStore e compra um iPad2. TODOS CHORA na RIM, na Apple Steve ri.

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♫ Here comes the Sun… ♫

Por em 16 de maio de 2011 - 31 Comentários

Navinha vindo do Sol.

De todas as aberturas dos seriados de Star Trek, a mais solene é a de Voyager. A música abandona a fanfarra usada nas duas séries anteriores e dá tons de jornada épica. As imagens, embora irreais do ponto de vista científico são belíssimas, a começar com a inicial, uma labareda solar que se dispersa enquanto a nave passa.

Na realidade nenhum capitão que se preza, nem mesmo a Januária, ousaria chegar perto de uma labareda solar. Ou de qualquer estrela, por mais bem comportada que seja. A quantidade de radiação em todas as faixas do espectro é imensa, você seria assado em qualquer comprimento de onda. Uma boa descrição do que seria chegar perto do Sol pode ser encontrada no conto homônimo do clássico livro de Ray Bradbury, “Os Frutos Dourados do Sol”.

Mesmo sem chegar perto, podemos espiar de longe e, com sorte, conseguimos ver coisas fantásticas. No último dia 12, por exemplo, o SOHO, da Agência Espacial Européia em conjunto com a NASA, conseguiu um raro filme com dois eventos comuns mas não associados: um cometa sendo engolido pelo Sol e uma ejeção de massa da corona solar.

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[App do Dia] NASA Space Weather Media Viewer

Por em 16 de maio de 2011 - 2 Comentários

Photo mai 16, 3 30 10 AMAntigamente a única forma de visualizar dados enviados por sondas espaciais era esperando dias, semanas e até meses para as imagens passarem por processamento, catalogação, seleção e envio para a mídia. Há fotos do Hubble que só se tornaram públicas depois de anos.

Hoje, embora haja muito pós-processamento, já é possível produzir imagens cruas prontas para consumo pelo público leigo (nós). O público inclusive nem aceita mais que uma missão espacial seja comunicada apenas com textos. Queremos fotos e vídeos, de preferência em tempo real.

Quando o Phoenix Lander pousou em Marte, em 2008 não só acompanhamos tudo ao vivo pela web, com streaming direto do controle da missão, como em alguns minutos tínhamos uma foto da sonda e seu pára-quedas, tirada por outra sonda em órbita.

O imediatismo é tanto que é possível acompanhar imagens feitas minutos atrás, há até programas especializados, e o NASA Space Weather Media Viewer é um deles.

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