Digital Drops Blog de Brinquedo

Cube C30 bla bla bla áudio player bla bla bla

Por em 19 de janeiro de 2010

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fonte: bla bla bla akihabara news

emÁudio Vídeo Fotografia

Confirmando: Sheldon usa Linux

Por em 19 de janeiro de 2010

No episódio de semana passada de Big Bang Theory Sheldon resolve aprender finlandês enquanto reorganiza seus HDs para instalar uma partição Linux. Isso gerou até um certo fuzuê na comunidade, discutindo se seria merchandising ou não. Claro, não era o caso, mas outras marcas anunciam muito em programas, vide Apple e Dell aparecendo direto em House.

A dificuldade em Big Bang Theory é que os personagens não são burros. Sheldon posar de n00b seria tão trágico quanto os comerciais que a Microsoft fez com os personagens de Family Guy e ficaram tão chatos bobos e politicamente corretos que não foram ao ar.

Kaley-Cuoco-3

Agora no episódio desta semana parece que resolveram o problema de inserir o merchã sem descaracterizar o personagem.

Usando um computador recém-adquirido Sheldon comenta:

“Meu novo computador veio com Windows 7. Windows 7 é muito mais user-friendly que o Windows Vista.”

Até aí um jabá normal, mas ele complementa: “Eu  não gosto disso”.

Definitivamente Sheldon usa Slackware.

emLinux

Assim como em Gotham em SC associar-se ao Pinguim é crime

Por em 19 de janeiro de 2010

Existe um ditado que até hoje tenho comprovado ser correto: Nunca atribua à malícia o que pode ser explicado pela estupidez. Assim a Lei Complementar nº 183/2005, de Joinville, SC não deve ser encarada como um ataque orquestrado da Maligna Indústria de Software Proprietário que Causa Terremoto no Haiti Para Vender Windows, embora pareça.

Afinal, em seu Artigo 5o a Lei é clara:

Art. 5º Os “softwares” programas e sistema operacional, necessários para o funcionamento das “Lan Houses” devem obrigatoriamente conter o número do  registro, bem como, a nota fiscal comprovando a legalidade na sua aquisição.

Penguin Cadê o serial do seu Linux, ô fanfarrão? E a nota fiscal desse OpenOffice? Ah, não tem, é espertinho? Matias, autua o elemento.

Você pode dizer que isso não dá em nada, que é uma questão de bom-senso, mas estamos falando de Leis, onde o óbvio e o senso comum não têm lugar. Assim como no jogo do bicho ´vale o escrito.

Portanto qualquer fiscal mais chato pode usar a ausência de notas fiscais e seriais como motivo para autuação, o que dá multa de 5 a 10 UPMs, e até cassação do alvará.

De quem é a culpa?

Do Software Livre, claro.

O que dá a entender pela legislação acima é que a menos que a Cruzada de Steve Ballmer contra o Software Livre tenha começado por Joinville, os vereadores não têm a MENOR idéia do que seja Software Livre, Freeware, Open Source, Linux, etc, etc. A idéia de um programa, um sistema operacional que você baixe legalmente, de graça, nunca sequer chegou aos ouvidos dos nobres representantes do Legislativo.

A Free Software Foundation, com sua abordagem que lembra a PETA, não ajuda. Os evangelistas se tornaram pregadores, falando para convertidos, o que evita críticas e questionamentos mas zera o número de novos convertidos.

Não é só o Software Livre prejudicado com uma legislação assim. Toda a família Windows Live não tem nota fiscal nem serial. Jogos baixados via Steam, Paint.net, a lista é imensa.

O que torna o Software Proprietário igualmente culpado, visto que a Lei Complementar é de 2005, e nenhuma das entidades nacionais mobilizou esforços para esclarecer a situação e pedir uma revisão no Texto. É falhando na esfera local que se falha na esfera nacional. Livre, Proprietário, não importa. O essencial é que se faça escolhas conscientes.

Ou então acabamos bitolados como o comentarista do site do (não ria) Partido Pirata que prefere ao invés de pensar, soltar a pérola:

Isto tem que ser divulgado, e os vereadores devem ser pressionados para mudar. È preciso mostrar que existe software livre. Será que não estão levando algum $ para fazer este tipo de lei?

Fonte: Gigablog do UOL, via Internet Legal

emOpen-Source

POW POW POW CHUPA BOZO!

Por em 19 de janeiro de 2010

Era pra ir pro MeioBit Games mas essa hora está todo mundo dormindo. O brinquedo aqui é sério, Quem cresceu vendo SBT teve sua iniciação com alta tecnologia na TV POW!, onde os Bozos Regionais atendiam telefonemas onde garotinhos incautos participavam extasiados de de brincadeiras onde um videogame de última geração (ok, era o Coleco, e se você não sabe o que é um Coleco, MORRA, probie) era conectado ao telefone e as crianças gritavam para acionar os comandos.

Isso na teoria, na prática um assistente apertava o botão de tiro quando o inocente pré-púbere gritava do alto de seus pulmões “POW POW POW”

Agora você que como eu passou anos inutilmente ligando sem ser atendido pode botar pra fora suas frustrações!

O SHOUTER é um jogo onde você comanda um dirigível desviando de nuvens e atirando em aviões comerciais (politicamente correto, né?) usando apenas sua voz.

Um tom contínuo mais grave, como “vrrrrrrrrrr” mantém o dirigível no alto. Um som agudo como “pew pew pew” solta bombas.

powpowpow

Vai mudar o mundo como o Formspring? Não, mas vai te divertir por 5 ou 10 minutos. Pode dizer o mesmo da maioria dos filmes do Adam Sandler?

 

Fonte: Download Squad

emGames

Office 2010 – Nem tanto ao céu nem tanto à terra

Por em 18 de janeiro de 2010

Semana passada o MeioBit viajou para São Paulo a convite da Microsoft, fomos conhecer mais de perto as novidades do Office 2010, apresentadas por Eduardo Campos de Oliveira (respire fundo) Gerente de Marketing e Negócios da Divisão de Produtividade e Colaboração da Microsoft Brasil, que me jurou que o título cabia no cartão de visitas.

Se eu fosse um dos Profetas de Bajor e não entendesse o conceito de tempo linear, diria que a interface do Office 2010 está a cara do beta do OpenOffice, mas o silêncio e a microexpressão de “pois é, né” já bastam para responder o que ninguém precisava comentar.

DSC03885A Ribbon veio para ficar, e por mais que exija um reaprendizado, com o uso vemos que realmente ela é bem mais prática, principalmente para agregar os recursos desejados, sem se tornar um mega-menu com 1244 opções. Agora que o OpenOffice adotou, todo mundo já pode dizer que gosta, o que aconselho que seja feito, antes que o Opera assuma a autoria também.

Os recursos do Office 2010 estão bem documentados por aí, o beta disponível funciona até Outubro, então não preciso usar espaço listando features, até porque o que mais chamou atenção na apresentação foi a maturidade com que a Microsoft está fugindo dos hypes, sem ficar presa a um modelo conservador. Definitivamente acharam a cabeça de burro enterrada em Redmond. Sim, aquela que em favor especial a Steve Jobs Ballmer mandou enterrar na sede da Nokia.

O Office 2010 não ignora a questão da Nuvem, mas nem assume que ela não presta, é hype e não vai durar, nem assume que Nuvem é o futuro, vamos todos voar voar subir subir. Há coisas que são pelo menos durante a próxima década melhor executadas localmente. Ninguém em sã consciência vai editar remotamente uma apresentação de Powertpoint com dezenas de vídeos. Um livro de 300 páginas cheios de ilustrações também engargalará a mais generosa das conexões.

O que a Microsoft percebeu é que as pessoas querem acesso a seus dados. Sempre. De forma transparente. E sim, querem poder editar esses dados sem precisar baixar (explicitamente) ou converter. Daí a adição do Office Web Apps ao Skydrive, que até então era um serviço marromenos que conseguia menos divulgação que o gDrive, que sequer existe oficialmente.

Na apresentação nós vimos o Office Desktop integrando-se com o Skydrive e com o Web Apos, de uma forma não-POG como nada que o Google tenha. É uma excelente solução para o mundo corporativo que não quer comprar uma tonelada de licenças do Office mas quer ter unidade entre os documentos da empresa.

DSC03888

A Marcela Martins, da FSB como sempre não deixou faltar nada no evento. Exceto japinhas.

 

Outra característica estratégica é a colaboração. Pela primeira vez será possível editar documentos em grupo no Office (sim o gMail faz isso) e manter um controle rígido de versões, mesmo com vários mexendo no mesmo arquivo, ao mesmo tempo.

A visão da Microsoft aponta para a disponibilidade universal, se há conexão, seus dados estão lá. Se não há, também estão. E para quem vive viajando, isso faz toda a diferença. Sem drama de sincronização, sem “o pendrive deu pau” e sem o “esqueci a apresentação no outro laptop”.

A mudança é interessante, o acúmulo de recursos em cima de recursos deixou de ser atraente para o consumidor. O Office havia se tornado uma espécie de Linux dos velhos tempos, onde ser complicado de usar era mérito, não defeito. Hoje complexidade deixou de ser ponto de venda. É bom pois ela ainda existe, debaixo do capô, mas os investimentos estão indo em outras direções, como a área colaborativa. Com isso os consumidores ganharão um Office com mais recursos, mas ironicamente acharão que ele está “mais simpleszinho”.

Para a concorrência, é hora de rever os conceitos. Não estamos falando mais de programas, estamos falando de experiências de uso. em múltiplas plataformas e múltiplos cenários.

No mínimo essa briga acaba de se tornar mais interessante.

emIndústria Software

No More Mr Nice Google

Por em 13 de janeiro de 2010

O Mercado Chinês sempre teve suas peculiaridades. Que o digam os ingleses e portugueses, Marco Polo e outros. Com o fim da Revolução Cultural e a invenção chinesa do Socialismo de Mercado, fruto da filosofia marketista-leninista o país deixou de ser uma curiosidade isolada, como a Albânia e se tornou um player no cenário mundial.

Isso gerou um país com poder de barganha muito grande mas ilusões imperialistas que só uma ditadura comunista pode almejar. Daí termos extremo controle da Internet lado-a-lado com fábricas produzindo as mais banais porcarias chinesas questionáveis, para o Ocidente.

O efeito final é que o Governo Chinês acha que seu alcance é mundial, que podem mandar no resto do mundo. Em alguns casos, conseguem. A Microsoft escuta muita besteira calada, e o Google, se não chegou ao moralmente insustentável papel de colaboracionista como o Yahoo, ao entregar informações que possibilitaram a prisão de um escritor de oposição, aceitou censurar informações sobre o Dalai Lama, o Massacra na Praça Tianamen e tantos outros casos desconfortáveis para o Governo Sino-comunista.

tiananmen

Era um preço alto a pagar, ia perigosamente contra o “não praticar o mal”, mas o racional era que para o povo chinês um Google Capenga era melhor do que Google Nenhum.

O acordo estava indo bem, até que a arrogância chinesa falou mais alto. Insatisfeitos em apenas controlar sua população localmente, as Agências de Inteligência Chinesas tentaram minar a oposição política atacando suas contas do gMail.

O Google detectou um ataque coordenado vindo da China, atingindo dezenas de empresas de ponta, além deles mesmos. Os ataques envolveram tentativas de phishing e implantação de malware em companhias de mídia, indústria química, financeira, etc.

O alvo final eram militantes chineses de direitos humanos, nos EUA, na própria China e na Europa. Alguma informação foi roubada, mas o Google não gostou NADA disso. Estão considerando o ataque como pessoal, atingindo a corporação em seu bem mais valioso, a confiança dos usuários.

Por isso emitiram um comunicado que entrará para a História: Pela primeira vez uma corporação se levanta contra uma Nação-Estado, e Fazendo A Coisa Certa. O Google foi categórico: Não só não aceita o ataque como considera que eles pioraram a situação de censura na China. Por isso em resposta irão desativar imediatamente todos os filtros acordados com o Governo de Beijing.

Isso mesmo: Em resposta ao ataque Chinês, toda a censura foi removida. Agora o Governo tem a opção de aceitar ou então se for o caso, Mountain View encerrará todas as atividades do Google.cn.

Será ruim para o povo chinês? Sim, mas algumas vezes é preciso aceitar que alguém ficará incomodado, se o objetivo for manter nossa integridade. E se você está espantado ao ver uma Grande Corporação agindo assim, entendeu porque disse que foi um momento histórico.

emGoogle Internet

Blog NokiaBR – Parece que foi o estagiário

Por em 12 de janeiro de 2010

A Nokia emitiu um comunicado iniciando os esclarecimentos do que aconteceu com o blog NokiaBR, que de um dos blogs mais prestigiados pela empresa da noite para o dia virou alvo de uma ameaça judicial no melhor estilo Shark (quando a série era boa).

A íntegra do comunicado
:

Reconhecemos e respeitamos o valor e legitimidade do trabalho de José Antônio Oliveira no blog NokiaBR. Como é de conhecimento público, a marca e o nome Nokia representam importantes patrimônios para a empresa e temos a responsabilidade de garantir que sejam devidamente utilizados. Como parte deste esforço, há um time globalmente responsável pela revisão de centenas de websites por mês, em todo o mundo, para garantir que a integridade da marca Nokia seja mantida.

No decorrer de um processo de monitoramento rotineiro, o blog NokiaBR foi identificado e, inadvertidamente, uma notificação extrajudicial foi emitida sem revisão interna apropriada do caso. Compreendemos que algumas modificações no blog são pertinentes no sentido de evitar eventuais confusões para o consumidor – no entanto, o blogueiro José Antonio de OliveiraNokia para discutir o tema, e não ter recebido uma notificação legal. deveria ter sido procurado pessoalmente por um representante da Nokia para discutir o tema, e não ter recebido uma notificação legal.

Lamentamos profundamente os transtornos causados a José Antônio Oliveira e seus leitores. Estamos em contato com o blogueiro e trabalhando arduamente em busca de uma solução amigável para o caso, conciliatória para as partes, de modo a permitir que ele continue fornecendo informações úteis aos seus seguidores por meio de seu blog o mais rápido possível. Manteremos todos atualizados.

 

O que ficou claro é que o departamento jurídico E os responsáveis pelo “monitoramento e revisão” dos websites foram totalmente incompetentes. O processo ou é automatizado ou feito para parecer assim, pois CINCO minutos pesquisando o NokiaBR seria suficiente para ver que a empresa tinha profundos laços com o blog. Um MÍNIMO de bom-senso e sensibilidade seria suficiente para perceber que um blog assim não poderia ser tratado da mesma forma que um kibador ou um piratinha que distribui jogos de Symbian via rapidshare.

A preocupação de não confundir o consumidor é válida, mas será que vale a pena todo o transtorno, se o consumidor vai ser “confundido” por um blog que é visivelmente fã da empresa, e que provavelmente atenderá as dúvidas dos visitantes com mais presteza e eficiência que o SAC oficial?

Os tempos, eles estão mudando, já diz o filósofo Robert Zimmerman, as medidas draconianas de antigamente não são mais vistas com bons olhos. As novas mídias são uma ferramenta muito poderosa para divulgação de uma marca, mas o que o jurídico da Nokia (e o da maioria das empresas) não percebeu, não aceitou, sei lá, é que na Internet não existe o “Escute-me calado”, e sim o “Escute-me e eu te Escuto”.

Não é possível tratar todo blog como um pirata chinês fazendo um N95 kibado. Bolas, os blogs são os primeiros a denunciar esse tipo de produto. Não temos a pretensão de enganar consumidores, nem queremos ser visitados por gente burra o bastante para achar que o MeioBit é a Telefónica.

Não usamos as marcas como forma de sequestrar prestígio, as mencionamos na maioria das vezes porque gostamos delas.

Nós usamos imagens e citações sim, algumas vezes colocamos o nome das empresas nas categorias, alguns blogs criam verdadeiros subsites temáticos para determinadas marcas, e de graça. Outros usam o nome das empresas e produtos como o Google Discovery ou o MacMagazine.

Enxergar esse tipo de situação como “violação de marca” e pronto é algo imensamente tacanho. É ver o mundo por um viés jurídico muito, muito apertado, são antolhos que não deveriam mais existir. Eu tenho pena de quem percebe o mundo de forma tão simplista. Mal sabem o mal que estão fazendo às empresas que acham estar defendendo.

POR FAVOR, qualquer um que tenha a pretensão de EXISTIR em mídias sociais e no Mundo Online: Não deixem seus advogados agirem sem supervisão. Contratem gente que efetivamente entenda de Internet e tenha menos sede de sangue. Tornem qualquer ação externa algo feito somente depois de muita, muita deliberação por parte de quem sabe o que está fazendo.

Quando isso não é feito vemos um trabalho de anos da Nokia sendo destruído por causa de uma falta de visão do jurídico E de uma total falta de comunicação interna. Não é justo culpar a Empresa como um Todo, mas ao mesmo tempo é SIM culpa da empresa, que ignorou a regra fundamental para manter uma boa imagem na Internet: Seguir o conselho de Shakespeare em Henrique VI, Ato IV, Cena 2: “Matem todos os advogados”.

emCelular