Digital Drops Blog de Brinquedo

Twitter Trolla os Trolls de Cristo

Por em 3 de fevereiro de 2010

A Igreja Batista de Westboro é uma daquelas coisas que fazem a maioria dos americanos lamentar a Liberdade de Expressão. Eles são compostos de uma família, menos de 20 pessoas, comandadas por um louco chamado Fred Phelps. Eles sozinhos causam mais mal ao cristianismo organizado do que todos os escândalos envolvendo padres pedófilos.

Para situar, eles são o grupo que invade funerais de soldados, desfiles de moda e outros eventos de mídia com aqueles cartazes “Deus Odeia Bichas”, “Você Vai Para o Inferno”, “Obama == Satã”. Eles odeiam judeus, muçulmanos, católicos, outros protestantes, pentecostais e a você. Não, não sei de onde vem o “Batista” do nome deles mas estão longe, muito longe da igreja batista tradicional, uma das mais tolerantes entre as protestantes.

westboro1 O alvo da semana da IBW foi… o Twitter. Anunciaram um protesto em frente à sede da empresa, pois eles acham que o pessoal que comanda o Twitter deveria usar a ferramenta para alertar o povo, avisando que todos estão condenados ao fogo do Inferno.

Problema é que além do filme da Igreja já estar mais que queimado (é comum gente passar por eles, de carro e jogar sacos com urina) e o protesto ser especialmente idiota, a sede do Twitter é em São Francisco, uma das cidades mais liberais dos EUA, tolerante até não poder mais com os mais variados estilos de vida.

O resultado é que dezenas de usuários fizeram um contra-protesto, fazendo o que trolls como o pessoal da Igreja Batista de Westboro mais odeia: Não os levando a sério.

Surgiram vários cartazes, o pessoal soltou a imaginação, para desespero dos manifestantes “legítimos”:

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No final das contas a manifestação durou meia-hora, foi o tempo de ficarem pês da vida com a atenção sendo roubada pelo pessoal zoando. Os membros da igreja juntaram seus cartazes odiosos, enfiaram a viola no saco e voltaram para o Texas.

Ironicamente Megan, uma das filhas de Fred Phelps, tem conta no Twitter.

Fonte e mais cartazes neste link.

emInternet

Engadget declara Guerra aos Trolls

Por em 2 de fevereiro de 2010

Na cadeia alimentar da Internet a forma mais baixa de vida são os trolls. Eles destoam dos n00bs pois estes ainda eventualmente evoluem. Uma característica que garante a rápida identificação de um troll é que enquanto outros usuários se tornam mais experientes, mudam de opinião, montam seus próprios blogs, o troll continua o mesmo. Sua contribuição para o site é zero, sua crítica se resume a “já foi melhor”, e nunca, jamais são específicos quanto a nada.

Outra característica é que trolls existem para brigar. Eles se alimentam de atenção. Nenhum troll fica irritado quando atacado ou xingado, para espetar realmente um troll, você deve ignorá-lo.

Problema é que quando um troll é ignorado, ele parte para a agressão pessoal. Aí outros usuários entram na briga, e o que era um fórum de discussões inteligentes se torna uma briga de saloon. Mesmo que as ofensas sejam ignoradas, eles ficam ali, e não é nada agradável, mesmo sabendo que seu autor é apenas um verme frustrado.

Isso demanda manutenção, e é um tempo sinceramente PERDIDO, pois todo mundo que trabalha a sério com Internet tem coisa melhor a fazer do que limpar caquinha de crianças mal-criadas.

É o que está acontecendo no Engadget, um dos maiores blogs de tecnologia da Internet, que sofreu uma invasão de uma horda de desocupados, indignados com o blog por não assumir a posição trollística de atacar raivosamente a Apple por causa do iPad.

InternetToughGuy

Como sempre foram acusados de estar na folha de pagamento da Apple, foram chamados de Appletards, etc. Só que isso atiçou a ala de leitores trolls PRÓ Engadget, que começaram a atacar os outros trolls, com comentários igualmente inteligentes e bem-embasados, no final os comentários viraram uma profusão de“Macs are gay”, “VAIOs Suck” e outros exemplos da sagacidade troll.

Os editores não escaparam. Uma das editoras recebeu páginas e páginas de comentários “fuck you, bitch”, o que convenhamos é uma excelente forma de discordar de uma análise técnica.

O resultado é que como eles têm mais o que fazer, decidiram fechar de vez os comentários, temporariamente.

Isso cala os trolls, mas prejudica o resto da Comunidade.

A decisão da Engadget não é inédita, já fizeram isso antes. Só não foi tão radical.

Aqui no MeioBit já tivemos problemas com trolls. Nada nem remotamente recente. Foi no tempo em que o site rodava sob Movable Type e nossa estrutura de comentários era anônima. As criaturas mais vis, cruéis, venenosas e nojentas da Terra freqüentavam os comentários. Éramos xingados, vilipendiados, descascados, polpificados diariamente. Em todos os posts, pelo mesmo grupo (pequeno) de trolls. Com a adoção de cadastro eles tentaram se manter, mas com o tempo perderam a paciência.

Convenhamos, nos livramos de um troll em TRÊS cliques. Já criar um fake demanda muito mais trabalho.

Essa estrutura tem funcionado, ainda mais com a adoção do ZICA – Zero Idiot Comment Act, onde fica claro que não toleramos usuários que se comportem como idiotas. Tem necessidade disso? Só lamento, a necessidade da maioria se sobrepõe à necessidade da minoria. Ou de um só. E a maioria quer um ambiente onde possa discordar em paz. Ou até concordar, sem ser chamado de puxa-saco.

Lamentamos que o Engadget tenha que tomar tais atitudes, mas compreendemos. Assim como a maioria dos profissionais da blogosfera compreendem. Quanto aos trolls, serão tratados da mesma forma de sempre, com o adendo que agora além do banimento ganharão o esquecimento. Casos graves serão punidos com a eliminação de toda e qualquer participação, legítima ou não que tenham tido no MeioBit.

Se querem bancar os trolls, ou agir feito crianças, à vontade. Nós alternamos de Aragorn-Mode pra Herodes-Mode sem problemas.

Fonte: Venturebeat

emInternet

Opera Mobile, o Rubinho dos Navegadores (no bom sentido)

Por em 1 de fevereiro de 2010

A Opera tem um quê de Larry Ellison, é excelente no que faz, o melhor, mas quer outros holofotes, numa área que não tem muita afinidade. Daí o mercado de navegadores desktop ter transformado o Opera no melhor browser que ninguém usa™. Só que a situação risível da empresa, tendo que apelar para ações na Corte Européia para almejar relevância não se reflete no mundo mobile.

StatCounterGlobal

Desde o tempo em que o Windows Mobile era relevante o Opera já era o melhor navegador para dispositivos móveis. Seu único competidor era o NetFront, mas esse só era popular entre o pessoal que conhecia o Sony Clié. Hoje o Opera Mobile é essencial em um Smartphone. Só falta ser mais conhecido.

Isso fica claro com o gráfico acima. Mesmo concorrendo com a (disparado) melhor plataforma para acessar web via celular, o iPhone, o Opera teve um desempenho excelente, nunca ficando atrás do iPod Touch, e em Setembro de 2009 dando início a um salto para em Outubro ultrapassar o próprio iPhone.

No final do ano temos o fenômeno “vamos trocar de celular no Natal”, onde pelo visto os HTCs e similares se tornaram alternativa atraente. A subida foi tão grande que no final de Dezembro o Opera superava o share do iPod Touch E do iPhone combinados.

É hora de (já que está na moda) dizer CHUPA JOBS?

Não muito. Vejam quem está lá em cima, em primeirão: Schummy, ou em português, Nokia. Sua posição microsoftiana é invejável. Isso se deve não só a sua base instalada, que é monstruosa, e aos aparelhos como o E71, que são quase um membro da família para quem possúi um.

O segredo da Nokia é seu navegador, tão maltratado que nem nome tem, mas é um pé de boi que resolve. Não é bonito, não tem nenhum dos frufrus de multitouch do iPhone ou os recursos de configuração e renderização do Opera. Ele, na melhor filosofia Apple, Apenas Funciona.

Problema: Apenas funcionar tem perdido o encanto. A plataforma Symbian está cada vez mais datada, e por mais recursos que os aparelhos tenham, usar um N97 é como levar a Megan Fox pro motel e descobrir um cinto de castidade com instruções em sânscrito. Daí a grande queda de fim de ano, que não afetou em quase nada a Apple mas legou muita gente para a alternativa mais amigável, provavelmente do Android.

Será que a Nokia se safa? O N900, que era visto como o Salvador da Pátria, anda patinando. O N97 está longe de ser unanimidade (mais sobre ele em outro artigo) e o grande sucesso da Nokia ainda é o E71, visto em todo canto, e do qual ninguém que não espera dele características multimídia de um iPhone, fala mal.

Acredito que a Nokia consiga se safar, mas se insistir em um sistema operacional próprio, é hora de puxar a tomada do Symbian. Estão fazendo plástica em um paciente em coma. Desistam dele, abram espaço para o Maemo. Aproveitem o Timing antes que a Apple lance um novo iPhone. E nem falei na Microsoft, que só se fosse muito burra estaria parada diante de toda essa agitação.

emArtigo Celular Mercado

Microsoft registra lucro de $6.66 Bi. Suspeitas de pacto com o cramulhão

Por em 29 de janeiro de 2010

Saiu o balanço do último trimestre de 2009, e a Microsoft impressionou. Foram US$ 19 BILHÕES de receita, com lucro líquido de US$6,66 Bilhões. Isso, repetindo, em um trimestre. A maior parte veio das vendas do Windows 7, foram 60 milhões de licenças. Lembrando que o Windows 7 foi lançado dia 22 de Outubro, foi o lucro de um trimestre de 2 meses.

Apesar do que os especialistas previram, as vendas foram 234% maiores que as do Vista, quando de seu lançamento. Os números são assustadores, a Receita Bruta da Microsoft no ano fiscal de 2009 foi de 58 Bilhões de dólares. Isso a lista como a 66a nação em ordem de PIB.

Claro, entre a Microsoft e um país por volta do 66o, eu preferiria morar na Microsoft.

 

lizhurley

Claro, como os números não mentem, na falta de argumento melhor, há freetards que justificam o excelente desempenho da Microsoft a um pacto que Bill Gates teria feito com o demônio, e apontam o cabalístico valor $6.66 como prova. Nossa investigação entretanto descobriu que o pacto nunca se concretizou. Bill Gates é esperto demais para vender a própria alma, então no meio das negociações ofereceu a de Ballmer. Nesse momento o diabo começou a gargalhar, o clima ficou esquisito, e acabaram não concretizando o pacto.

Fonte: AFP, Download Squad

emIndústria

Open-PC – O PC Livre. Livre para ser feio.

Por em 29 de janeiro de 2010

Um tempo atrás um grupo de idealistas combativos do Software Livre decidiu tornar o mundo um lugar melhor criando um PC Livre, que nos afastaria das malignas ineficientes e defeituosas por natureza máquinas da Dell, Apple, etc sarcasm

A idéia era atender aos anseios da comunidade. Fizeram pesquisas de requisitos, determinaram o que era desejável, o que era primordial, e chegaram ao… Open-PC. Um PC da Comunidade para a Comunidade. (juro, é o slogan)

 

openpc_desktop

O design, como podemos perceber, não é exatamente de ponta. Mas aparência não importa, se levarmos em conta 100% dos projetos de hardware da Comunidade-Onde-Designer-Não-Entra. Vejamos o interior.

  • Atom N330 1,6GHz Dual-Core
  • 3GB RAM
  • 160GB de HD
  • Placa-Mãe ASRock
  • Vídeo Intel Graphics Media Accelerator 950
  • Mini ITX
  • Fonte 250 Watts
  • Ele vem com Linux, todo o hardware foi escolhido por funcionar com drivers livres.

    Agora a cereja do bolo: Quanto custa: A belezura estará disponível por US$505,00. Não vem com mouse, com teclado nem com monitor. ISSO MESMO, um monte de manés comprará um PC montado, no gabinete mais feio do Universo, com um processador de netbook, placa-mãe vagaba pagando o preço que nos EUA equivale a um desktop bem decente.

    Tudo isso para depois receber um esporro do Stallman, que os lembrará que NÃO são livres, pois a BIOS da máquina é AMI.

    Fonte: Desktop Linux

    emOpen-Source

    Hub USB de OITENTA portas

    Por em 29 de janeiro de 2010

    Existem soluções que são criadas e ficam à espera de um problema, existem invenções que são medíocres na solução de seu problema original mas excelentes em outros, e existem invenções que ninguém pediu que fossem inventadas.

    Fora isso tudo, há invenções que só são justificadas através do consumo de entorpecentes em quantidades industriais, como este SENSACIONAL hub USB de 80 portas.

    japinhatamko

    Não entendeu? Veja de perto:

    80-port-usb-charger-board-002

    Para alimentar essa monstruosidade você precisa de uma senhora fonte:

    80-port-usb-charger-board-008

    Quanto custa essa bagaça? 18 mil Yens, ou 387 Reau. Agora, a cereja do bolo: Essa abominação NÃO TRAFEGA DADOS, é somente para carga.

    Eu sei, você pensou “ah, mas e um lugar com muita gente com celular? Isso pode ser útil aqui na repartição”.

    Perfeito, Palhares, então tente visualizar de novo o negócio. Espete não oitenta, uns 20 cabos. Agora espete 20 celulares. Visualizou a pilha de sucata que vai se tornar a mesa onde colocarem isso?

     

    Fonte: Akihabara News

    emHardware

    iPad – A Maior Vitória de Larry Ellison, da Oracle

    Por em 29 de janeiro de 2010

    Neste artigo da Wired é contada a história de como a Oracle perdeu o bonde da Internet em seu começo. Não por ter boas idéias, mas por ter idéias revolucionárias cedo demais. Ao invés de criar sites como o Badvista.org, Larry Ellison redirecionou seu ódio por Bill Gates para atividades construtivas, sua idéia para tornar a Microsoft irrelevante é uma delas.

    No final dos Anos 90 a Internet já era uma realidade, mas a maioria das pessoas (e do Mercado) a via apenas como uma forma de interligar computadores, uma espécie de rede telefônica; burra, sem nenhuma inteligência no meio. Ellison percebeu que se parte da inteligência fosse colocada em servidores, você não precisaria de tanto poder de processamento nas pontas, e que o uso normal da maioria das pessoas se encaixava perfeitamente no conceito de aplicações pequenas, baixadas remotamente, sob demanda.

    Infelizmente a idéia –o Network Computer- era excelente mas a plataforma escolhida –Java- nunca teve a performance desejada, e as conexões da época eram lentas demais, banda larga ainda era um luxo para a maioria das pessoas.

    Mais de uma década depois, o sonho de Larry Ellison se torna realidade. O foco foi desviado de máquinas mais e mais poderosas (exceto para gamers) e a portabilidade se tornou suprema. Netbooks estabilizaram em um padrão de performance, o essencial é conectividade. É perfeitamente viável utilizar um netbook + um monitor decente como estação de trabalho, se o seu uso for essencialmente web e Office.

    O conceito não pára aí. Como Ellison havia sugerido, o processamento está migrando para servidores. Chegou-se a um consenso onde nem temos terminais burros nem PCs ociosos. Um navegador parrudo, uma boa aplicação na nuvem (Office WebApps, Google Docs, Flickr, WordPress,etc) e temos o melhor dos dois mundos. O que falta para a portabilidade total de dados é a conexão ultra-rápida. Feito isso, não teremos mais nossos dados em HD, não fará sentido.

    Recapitulando: Todas as tendências apontam para PCs domésticos de desempenho razoável, com grande conectividade, portabilidade, excelentes para navegação web. De preferência um equipamento de baixo custo, mas não tão barato que não permita um jogo eventual ou aplicações 3D.

    Olhe aqui o seu PC de 3 anos no futuro:

    ipad_dock

    Se não for seu, será o de sua mãe.

    De resto, antes que comece o mimimi de que não faz sentido uma máquina que praticamente só acessa web, lembre-se do Chrome OS.

    emApple e Mac