Digital Drops Blog de Brinquedo

Desculpe, Steve. O problema não é você, sou eu.

Por em 5 de março de 2010

Estamos vivendo tempos interessantes, não dá pra ter mais certeza de nada. O grande divisor de águas que era o iPad, previsto para chegar nas lojas dia 2 de Abril corre o risco de chegar sendo encarado como algo ultrapassado, e nem digo pelos Apple Haters que insistem em comparar um dispositivo dedicado e otimizado com um tablet PC HP de 5Kg rodando Windows 7.

A resposta parece que virá direto de Redmond, provando que Chicote do Ballmer tem poder.

O Projeto Microsoft Courier (que as más línguas diziam ser evolução do Microsoft Comic Sans) vazou alguns meses atrás, mas a impressão geral era que seria um Tablet PC rodando Windows 7 com duas telas ensaduichadas. Agora o Engadget se saiu com isto:

 

Courier2

Segundo o Engadget o Courier não virá com Windows 7, como esperado, mas com uma versão do Windows Mobile Phone 7, mantendo a mesma interface apresentada recentemente. Isso tudo rodando em cima de uma plataforma Tegra 2, da nVidia.

Wireless, câmera (meh), baseado em caneta, não em toque (Daí o comentário do Bill Gates sobre o iPad) e com reconhecimento de escrita em tempo real. O conceito da Microsoft é de um “diário eletrônico”, uma aplicação postará automaticamente conteúdo gerado em um blog, dizem.

Também terá os recursos de eBook da Microsoft, o que foge (ou amplia) um pouco a aplicação específica original. Isso pode significar que há flexibilidade suficiente para tornar o Courier uma plataforma de uso geral. Será adaptada para isso, será que o foco foi sutilmente alterado para bater de frente com o iPad? Sei que gostei muito do que vi, o suficiente para colocar em suspenso minha decisão de compra do iPad, pelo menos por enquanto. O lançamento está previsto para 3o ou 4o trimestre de 2010.

One More Thing, como diria Steve Jobs. Reparem nesta imagem de uma página web exibida no Courier: É o New York Times, velho amigo dos demos da Apple. Note que a Microsoft passou uma mensagem bem sutil: ELE RODA FLASH!

Fará diferença? Para mim não, pra muita gente ausência de Flash é impeditivo de compra.

 

courier3

 

 

 

Fonte: Engadget, via Twitter do Roniuj

emHardware

Não adianta mais esconder seu material educativo

Por em 5 de março de 2010

Nos velhos tempos era tranquilo manter nossa coleção de pr0n material educativo longe de olhos curiosos, era só colocar todas as maravilhosas imagens .PCX em um disquete de 5¼, esconder o disquete dentro de um livro e pronto.

Hoje ninguém mais está seguro. Ao mesmo tempo em que os HDs se tornaram bem maiores as ferramentas de indexação se tornaram mais amigáveis. Não é preciso mais saber mexer no XTreeGold para fuçar um HD, sabendo que quer achar qualquer arquivo em um Mac por exemplo está mais exposto do que o proverbial caso do garoto que postou um screenshot em um fórum sem perceber que em seu desktop havia um shortcut para a pasta “shemale vids”.

Técnicas como a abaixo não são mais 100% eficazes, embora ainda funcionem para a maioria dos casos. Até agora.

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Infelizmente foi lançado o Paraben’s Porn Detection Stick, um dispositivo USB com um software desenvolvido especialmente para varrer um computador atrás de sacanachi. O bicho é bem esperto. Envolve análise de arquivos de imagem onde não só são feitas as clássicas pesquisas de tons de pele (o que gera muito falso-positivo) como há algoritmos de detecção de membros (sem –ok, com- trocadilho) onde a posição das pessoas influencia na decisão se o arquivo é legítimo ou não.

Em um teste um HD de 500GB com 72000 imagens foi analisado em 1h30min, foram gerados 400 falsos-positivos. O tempo pode parecer longo, mas o software não pesquisa somente imagens, ele abre todos os arquivos em busca de um dos 15 formatos gráficos que ele entende.

O produto é vendido como sendo útil para igrejas, pais e empresas que não querem conteúdo questionável em suas máquinas. Custa US$99,99, o que nem é caro, se funcionar realmente.

Se esse negócio funcionar mesmo vai chamar a atenção dos Googles da vida, pois uma das áreas mais complexas de indexar é a visual. Extrair informação de imagem é muito mais complicado e envolve áreas bem diferentes, como as iniciativas de identificar e indexar textos via OCR e rostos. Se for possível identificar conceitos como “casal se beijando”, “mão naquilo”, “aquilo na mão” poderemos identificar qualquer coisa.

Via: Download Squad

emHardware

Bluetooth: Perdeu seu mojo ou nunca teve?

Por em 5 de março de 2010

Quando surgiu Bluetooth era uma tecnologia que iria acabar com cabos de dados. Nossos celulares, scanners, faxmodems, impressoras, câmeras digitais, interócitos, joysticks e mouses falariam com os PCs de forma simples, transparente, automática.

Durante anos, muitos anos a única coisa Bluetooth digna de nota foram os headsets para celulares. Mesmo hoje seu uso é confuso. Cada modelo tem uma obscura, quase arcana sequência de comandos e cliques. Nunca sabemos se estamos clicando redial ou invocando Astarot, Demônio-Mor e Grão-Lorde do 7o Cìrculo do Inferno. (dica: em geral é o 2o)

Impressora bluetooth, nunca vi. Mouses, ainda hoje são caros. Faxes, scanners, não existem. Telefones? Até funciona, mas há um problema: Com smartphones virando iPods, câmeras e o diabo a quatro (para ficar dentro do tema) a quantidade de dados transferida se torna impraticável.

Mesmo através do cabo sincronizar o Nokia N97 (com 32GB de armazenamento) é demorado. Via Bluetooth, com velocidades que com sorte chegam a 100KB/s, é irreal como a especificação de velocidade máxima teórica de 3Mbits.

O protocolo está em sua versão 4.0, mas a totalidade dos aparelhos vendidos –em se tratando de celulares- não chegou sequer na 3.0. O N900 que é o N900 está na versão 2.1.

Quando O Sony-Ericsson T68 era o ó do borogodó, com sua câmera VGA a baixa velocidade de transferência não incomodava, mas hoje uma foto de 5Megapixels dá trabalho. Imagine um vídeo de 10 minutos.

Agora a versão 4.0, que chegará ao mercado no final do ano promete a mesma velocidade teórica de 24Mbits da 3.0 mais um consumo baixíssimo e inteligente de energia.

Quando foi lançado a Microsoft ignorou solenemente o protocolo, Bluetooth só passou a fazer parte realmente do Windows na versão 7. O suporte do Vista era bonzinho, o do XP capenga e do 98 e do 2000 inexistente. Agora quem despreza Bluetooth é a Apple, que o trata da mesma forma que vendedoras de lojas de celular: “Bluetooth é o foninho que vai na orelha”.

Será que Bluetooth sairá algum dia do gueto ou permanecerá tendo como maior sucesso o fato de ser usado no controle do Nintendo Wii?

emArtigo Periféricos Wireless e Redes

Raposas em risco de extinção: Chrome já tem 50% do número de extensões do Firefox

Por em 5 de março de 2010

Depois que o Google liberou a criação de extensões para o Chrome em Dezembro do ano passado foram criadas mais de 3000 delas. É um número impressionante, ainda mais se pensarmos que o Firefox com tanto tempo de casa tem, segundo sua página de estatísticas 6000 delas.

Por um lado temos uma lógica cruel, usuários enchem seus Firefoxes com toneladas de extensões, Greasemonkey, coisas que piscam, downloads em background, etc, etc e mais etc, até o dia que descobrem que o navegador está lento. A culpa, claro, passa a ser do Firefox. Aí o sujeito instala o Chrome. Zerado. “Nossa, como é rápido”.

O uso de extensões no Chrome VAI deixá-lo mais lento. O mundo não é como um entusiasta Linux tentou me convencer uma vez, ao dizer que por ser multitarefa todas as aplicações que eu abrisse em consoles diferentes rodariam a 100% de CPU, SEM interferir com o desempenho das outras.

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A questão é o quanto ele ficará mais lento, e como funciona o modelo de segurança e execução.

O Google está pegando bem mais pesado que a Fundação Mozilla, isso significa aplicações mais bem-comportadas.

Isso é essencial. A grande verdade é que a Lua de Mel com o Firefox acabou. O Crescimento estagnou e pipocam acusações de bloatware. A maior crítica é a ausência de isolamento entre Extensões, Abas e o navegador em si. Na situação atual quando alguma extensão dá pau (e ah, elas dão) levam o navegador todo pro buraco. Algo como um Windows 3.11 dos navegadores.

O maior culpado é o Vilão da Vez, o Flash. No port para Mac chega a ser inviável utilizar o Firefox. dadas as travadas aleatórias.

Mesmo assim muita gente usava, justificando-se com a principal vantagem do Firefox: Não ser o Internet Explorer. Só que esses tempos binários já acabaram. O Chrome está estável, rápido e bem-servido de extensões, é OpenSource como as viúvas do Stallman gostam e continua preenchendo o requisito de NÃO ser o Internet Explorer.

Este por sua vez está igualmente estável, funcional, sólido e em sua versão 8 constitui um excelente navegador. Penso até em experimentá-lo, um dia.

Fonte: TechCrunch

emInternet

Controlando fliperama com a Mente. Tommy aprova.

Por em 5 de março de 2010

Já que tenho notado uma certa dificuldade da parte de alguns leitores em entender o conceito, vamos explicar: O trabalho do Instituto de Tecnologia de Berlin NÃO é criar fliperamas controlados pelo cérebro dos jogadores. O nome disso é Prova de Conceito. Ao invés de partir do conceito teórico direto para um caça russo de 50 milhões de rublos ou um Avatar felino, cria-se uma aplicação básica, onde a tecnologia pode ser aplicada, aprimorada, estudada e entendida.

Foi isso que fez o pessoal do Berlin Brain Computer Interface, desenvolveram uma interface que interpreta um EEG enquanto o usuário PENSA em determinados movimentos. Isso é transformado em comandos simples que por sua vez são associados a atuadores externos.

Na fase atual conseguem algo já impressionante para qualquer um que tem um vislumbra da complexidade envolvida: Possibilitar que o usuário jogue fliperama mantendo um tempo de resposta hábil.

Pense o que isso poderá significar JÁ para quadriplégicos (de verdade, não como a Luciana). Imagine mais alguns anos de pesquisa. Agora imagine a indústria de entretenimento colocando a mão nisso. Um Projeto Natal 3.0 poderia incluir um arco de cabelo ou algo parecido e ao invés de botões em uma tela invisível você só precisará imaginar as armas e comandos.

Ficção científica? Com certeza, mas jogar pinball com a mente também era.

Fonte: Neatorama

emHardware Miscelâneas

iPad- o que vem por aí

Por em 4 de março de 2010

John Makinson, CEO da Penguin Books fez uma apresentação para demonstrar os protótipos que estão sendo desenvolvidos para o iPad. Ficou evidente que o mercado de eBook está se tornando algo muito além de uma simples transposição de textos do papel para a tela.

Os protótipos mostrados, principalmente na área de livros infantis lembram muito os conceitos de software educativo que nunca decolaram, por necessitarem de um computador como intermediário. Tablets de verdade como o iPad (e não Tablet PCs, que herdam a complexidade dos computadores de verdade) são a plataforma ideal para esse tipo de aplicação.

O trabalho da Penguin, claro vai muito além de livros infantis. Há exemplos de outros títulos, mas a grande sacada é o livro para adolescentes sobre (UAU!) vampiros. Motivo? Eles utilizaram os recursos de conectividade do iPad e o livro traz inclusive um chat.

Ao comprar qualquer livro você passa a fazer parte da comunidade de leitores dele, mas durante séculos essa Comunidade só se encontrava por acaso. Mesmo hoje temos que correr atrás de Facebook, Orkut, listas para encontrar pontos de agregação dessas pessoas. Com uma comunidade “embutida” a obra já sai do forno com uma vantagem. 

“Ah, então o eBook 2.0 matou de vez o livro de papel, certo?”

Não. Só gente tacanha decreta a morte de uma mídia quando do surgimento de uma tecnologia complementar. A história em quadrinhos não matou os livros infantis. A Computação Gráfica não matou o cinema autoral. O que vai acontecer é que o conceito de livro vai mudar, passara a abranger essa coisa ainda sem nome que tem texto, comunidades, animações complementares e que por favor não chamem de multimídia, isso é muito anos 90.

Dará certo? A Penguin está apostando. Querem lançar muitos títulos nesse formato de conteúdo rico. Suas vendas batem com as do mercado americano, apenas 4% dos livros vendidos são eBooks. A pretensão é chegar a 10% ano que vem.

Agora, o pulo do gato: O formato é proprietário. O ePub, adotado pelo iPad não comporta esse tipo de conteúdo. Para a Penguin, ótimo. Poderão vender seus livros e serão executados por uma aplicação própria. Para a Apple, se passar pela App Store, tudo bem. Para o usuário, rodando no iPad e não enchendo o saco com DRM (como as Apps atuais) tudo bem.

Dará certo? Não sei, mas a última aplicação, o mapa astronômico é algo que me faria comprar um iPad, se ele não fosse ser vendido no Brasil por muitos e muitos dinheiros.

Fonte: Crunchgear

emApple e Mac

Combinação mais segura: Chrome ou IE8 no Windows 7

Por em 3 de março de 2010

Não sou eu quem está dizendo, a opinião é do Charlie Miller – que é tudo menos palpiteiro. Ele é um Hacker do Bem (dizem) e vencedor duas vezes seguidas da competição PWN2OWN realizada anualmente na CanSecWest, evento de segurança no Canadá.

A próxima competição começará dia 24 de Março. Segundo as regras os participantes recebem máquinas com sistemas operacionais zerados e devem hackeá-las. A brincadeira é séria, São US$100 mil em prêmios, cada categoria o vencedor leva US$10 mil.

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Agora a surpresa (pelo menos para alguns) em uma entrevista para o site OneITSecurity, Charlie respondeu sem rodeios à pergunta:

 

“Qual a combinação mais segura de sistema operacional e navegador?”

Diz ele:

“Chrome ou IE8 rodando no Windows 7 sem Flash instalado. Provavelmente não há diferença significativa entre os navegadores. O principal é não instalar o Flash”

Para desespero dos fãs da Apple o especialista em segurança (que venceu duas vezes hackeando o Safari) respondeu também quando questionado sobre qual sistema operacional seria mais difícil de hackear, Windows 7 ou Snow Leopard:

“Windows 7 é um pouco mais difícil, pois tem ASLR (Address Space Layout Randomization) e uma superfície de ataque reduzida (por exemplo, não vem com Java ou Flash por default). Windows costumava ser mais complicado por ter ASLR e DEP (data execution prevention) mas recentemente uma palestra na Black Hat em Washington (DC) mostrou como contornar essas proteções em um navegador no Windows”

Eu falei que os pinguins estavam de fora? Em termos, este ano não há Linux entre os sistemas operacionais participantes da Pwn2Own. A entrevista chega nesse ponto e é feita a pergunta:

“Na Pwn2Own 2010 ainda não há sinal de Linux como um possível alvo. É difícil demais achar exploits para Linux ou um sistema não-comercial não é atraente para os caçadores de exploits?”

Com a palavra, Charlie Miller

“Não, Linux não é mais difícil, de fato é provavelmente mais fácil [de achar exploits]. embora isso dependa do sabor de Linux que estamos falando. Os organizadores não incluíram Linux porque não muitas pessoas o usam no desktop. E outra coisa, as vulnerabilidades estão nos navegadores e a maioria deles rodam no Linux ou no Windows”

A lógica do Charlie é bem evidente: Quanto mais tralhas instaladas, pior. São camadas de complexidade onde temos que levar em conta, do ponto de vista de segurança a interação entre cada uma delas. Já houve falhas, nos tempos sombrios do Internet Explorer onde uma IMAGEM malformada gerava um estouro de memória e podia ser explorado para rodar código externo. Nem JPEGs eram seguros. Pelo visto esse tempo já passou.

Isto é, se o usuário for esperto o bastante para não baixar o fotosdasandypelada.exe ou as instruções para votar 10x seguidas no BBB usando Linux, que incluem um shellscript, SUDO, etc…

 

Fonte: DownloadSquad

emLinux Segurança