Digital Drops Blog de Brinquedo

iPad- o que vem por aí

Por em 4 de março de 2010

John Makinson, CEO da Penguin Books fez uma apresentação para demonstrar os protótipos que estão sendo desenvolvidos para o iPad. Ficou evidente que o mercado de eBook está se tornando algo muito além de uma simples transposição de textos do papel para a tela.

Os protótipos mostrados, principalmente na área de livros infantis lembram muito os conceitos de software educativo que nunca decolaram, por necessitarem de um computador como intermediário. Tablets de verdade como o iPad (e não Tablet PCs, que herdam a complexidade dos computadores de verdade) são a plataforma ideal para esse tipo de aplicação.

O trabalho da Penguin, claro vai muito além de livros infantis. Há exemplos de outros títulos, mas a grande sacada é o livro para adolescentes sobre (UAU!) vampiros. Motivo? Eles utilizaram os recursos de conectividade do iPad e o livro traz inclusive um chat.

Ao comprar qualquer livro você passa a fazer parte da comunidade de leitores dele, mas durante séculos essa Comunidade só se encontrava por acaso. Mesmo hoje temos que correr atrás de Facebook, Orkut, listas para encontrar pontos de agregação dessas pessoas. Com uma comunidade “embutida” a obra já sai do forno com uma vantagem. 

“Ah, então o eBook 2.0 matou de vez o livro de papel, certo?”

Não. Só gente tacanha decreta a morte de uma mídia quando do surgimento de uma tecnologia complementar. A história em quadrinhos não matou os livros infantis. A Computação Gráfica não matou o cinema autoral. O que vai acontecer é que o conceito de livro vai mudar, passara a abranger essa coisa ainda sem nome que tem texto, comunidades, animações complementares e que por favor não chamem de multimídia, isso é muito anos 90.

Dará certo? A Penguin está apostando. Querem lançar muitos títulos nesse formato de conteúdo rico. Suas vendas batem com as do mercado americano, apenas 4% dos livros vendidos são eBooks. A pretensão é chegar a 10% ano que vem.

Agora, o pulo do gato: O formato é proprietário. O ePub, adotado pelo iPad não comporta esse tipo de conteúdo. Para a Penguin, ótimo. Poderão vender seus livros e serão executados por uma aplicação própria. Para a Apple, se passar pela App Store, tudo bem. Para o usuário, rodando no iPad e não enchendo o saco com DRM (como as Apps atuais) tudo bem.

Dará certo? Não sei, mas a última aplicação, o mapa astronômico é algo que me faria comprar um iPad, se ele não fosse ser vendido no Brasil por muitos e muitos dinheiros.

Fonte: Crunchgear

emApple e Mac

Combinação mais segura: Chrome ou IE8 no Windows 7

Por em 3 de março de 2010

Não sou eu quem está dizendo, a opinião é do Charlie Miller – que é tudo menos palpiteiro. Ele é um Hacker do Bem (dizem) e vencedor duas vezes seguidas da competição PWN2OWN realizada anualmente na CanSecWest, evento de segurança no Canadá.

A próxima competição começará dia 24 de Março. Segundo as regras os participantes recebem máquinas com sistemas operacionais zerados e devem hackeá-las. A brincadeira é séria, São US$100 mil em prêmios, cada categoria o vencedor leva US$10 mil.

matrix-bullets

Agora a surpresa (pelo menos para alguns) em uma entrevista para o site OneITSecurity, Charlie respondeu sem rodeios à pergunta:

 

“Qual a combinação mais segura de sistema operacional e navegador?”

Diz ele:

“Chrome ou IE8 rodando no Windows 7 sem Flash instalado. Provavelmente não há diferença significativa entre os navegadores. O principal é não instalar o Flash”

Para desespero dos fãs da Apple o especialista em segurança (que venceu duas vezes hackeando o Safari) respondeu também quando questionado sobre qual sistema operacional seria mais difícil de hackear, Windows 7 ou Snow Leopard:

“Windows 7 é um pouco mais difícil, pois tem ASLR (Address Space Layout Randomization) e uma superfície de ataque reduzida (por exemplo, não vem com Java ou Flash por default). Windows costumava ser mais complicado por ter ASLR e DEP (data execution prevention) mas recentemente uma palestra na Black Hat em Washington (DC) mostrou como contornar essas proteções em um navegador no Windows”

Eu falei que os pinguins estavam de fora? Em termos, este ano não há Linux entre os sistemas operacionais participantes da Pwn2Own. A entrevista chega nesse ponto e é feita a pergunta:

“Na Pwn2Own 2010 ainda não há sinal de Linux como um possível alvo. É difícil demais achar exploits para Linux ou um sistema não-comercial não é atraente para os caçadores de exploits?”

Com a palavra, Charlie Miller

“Não, Linux não é mais difícil, de fato é provavelmente mais fácil [de achar exploits]. embora isso dependa do sabor de Linux que estamos falando. Os organizadores não incluíram Linux porque não muitas pessoas o usam no desktop. E outra coisa, as vulnerabilidades estão nos navegadores e a maioria deles rodam no Linux ou no Windows”

A lógica do Charlie é bem evidente: Quanto mais tralhas instaladas, pior. São camadas de complexidade onde temos que levar em conta, do ponto de vista de segurança a interação entre cada uma delas. Já houve falhas, nos tempos sombrios do Internet Explorer onde uma IMAGEM malformada gerava um estouro de memória e podia ser explorado para rodar código externo. Nem JPEGs eram seguros. Pelo visto esse tempo já passou.

Isto é, se o usuário for esperto o bastante para não baixar o fotosdasandypelada.exe ou as instruções para votar 10x seguidas no BBB usando Linux, que incluem um shellscript, SUDO, etc…

 

Fonte: DownloadSquad

emLinux Segurança

A arma mais cruelmente eficiente contra downloads ilegais: Bom Senso

Por em 2 de março de 2010

O Daily Show com Jon Stewart (o Marcelo Tas americano) é o melhor programa de humor político da TV americana, com audiência na casa de 2 milhões de espectadores de 18-34 anos, boa educação e situação financeira. É acompanhado por formadores de opinião, políticos e costuma receber gente como ganhadores do Nobel e ex-Presidentes.

Pego no meio de um processo de US$1 bilhão contra o YouTube, todos os programas foram removidos pelo Google, para logo depois o Comedy Central cumprir a promessa e disponibilizar online o acervo do show.

dailyshow

Durante um bom tempo o Daily Show era disponibilizado em torrents por usuários que gravavam digitalizavam o programa logo após sua exibição. De uns tempos para cá ele foi se tornando mais e mais escasso, até que simplesmente sumiu, escafedeu-se. Vários episódios simplesmente não existem nos sites de download. Os que existem são mantidos por um ou dois usuários.

Será que os Vilões ganharam? Processaram, prenderam, arrebentaram todos que distribuiam o conteúdo?

Não.

A culpa realmente foi do Comedy Central e da VIACOM, a organização-mãe. Mas não usaram dos métodos habituais. Fizeram algo que atingiu em cheio 99% de todo mundo que acessava esses downloads: Disponibilizaram o conteúdo online, gratuito. Logo após o programa ir ao ar é possível acessar o episódio, na íntegra, no site oficial.

Também é possível comprar o programa no iTunes. Note que você está no caso pagando pelo conforto de clicar uma vez e ter o programa em seu iPod/iPhone, devidamente otimizado, transferido, sincronizado, todos os dias. O tempo que você ganha não tendo que procurar, baixar, converter, etc tranquilamente vale a merreca cobrada.

Ah, mas o programa é bloqueado para o resto do mundo, isso vai garantir a pirataria.

Verdade, em parte. Pelas velhas questões de licenciamento, o Daily Show passou a ser bloqueado para fora dos EUA. Isso não deixou a produção nada feliz, muito menos o Comedy Central. A reação dos fãs internacionais foi épica. Assim como a saída inventada pelos produtores: Conseguiram com o Jurídico a garantia de que CLIPES não são conteúdo bloqueado. Então criaram a opção onde você pode assistir o programa pedaço-a-pedaço. Após o fim de um quadro é feito o download do próximo, automaticamente. Para todos os fins práticos, é o programa completo. Menos para os Adevogados. Mas quem liga para a felicidade deles?

Feito isso, quem vai querer baixar o programa?

Acessando o ISOHUNT e buscando pelo Colbert Report, o spin-off do Daily Show –com audiência semelhante- temos para o programa de ontem patéticos 14 seeders e 20 leechers. 34 pessoas compartilhando um programa de 2 milhões de espectadores? Big Bang Theory, que é totalmente fechado para o resto do mundo tem 36539 pessoas acessando um único torrent.

Sem ameaças, processos ou pesadelos de relações públicas conseguiram o que as MPAAs e RIAAs da vida sempre sonharam: Tornar o download descontrolado de seu conteúdo um mero incômodo, enquanto a absoluta maioria do conteúdo online é consumida de forma legal, correta e por usuários satisfeitos.

emInternet

MWC – Cobertura Ao Vivo Windows Phone 7

Por em 15 de fevereiro de 2010

Bom dia amigos da Globo. São muitas emoções. Hoje, a partir do meio-dia estaremos cobrindo neste mesmo post, na ferramenta abaixo o lançamento do Windows Phone 7, feito pelo inigualável Steve-o.

 

Você pode acompanhar o vídeo da apresentação através deste link e nossos comentários abalizados com a equipe que entende tudo de samba e por isso mesmo prefere Windows Net Services tanto pelo CoveritLive como pelo RSS especial da nossa cobertura.

Então até lá!

 



emDestaque Especial Mercado

Bing, TED e um gostinho do futuro

Por em 14 de fevereiro de 2010

Uma das vantagens de acompanhar o mundo da tecnologia e ter memória para se lembrar de mais do que “P.Sherman, 42, Wallaby Way, Sidney, Australia” é que conseguimos acompanhar o nascimento, crescimento e maturidade das invenções. É empolgante ver idéias isoladas sendo aos poucos agregadas em produtos consistentes.

A apresentação abaixo é um excelente exemplo disso. Nela Blaise Aguera y Arcas, criador do Seadragon e co-criador do Microsoft Photosynth demonstra uma versão do Bing Mapas com integração de todas essas tecnologias que nós vimos de forma espalhada. E é incrível.

Além do mapa 3D e o Street View que já estamos acostumados, a versão demonstrada exibe ícones para Photosynths criados por usuários, naqueles pontos exatos. Mais adiante ele começa a passear por uma praça utilizando fotos do Flickr, marcadas por geotagging e integradas ao ambiente através dos algoritmos do Photosynth, em tempo real.

Usando da mesma técnica ele entra em um mercado, você passeia por dentro de uma loja, através de fotos.

A cereja do bolo é isto:

mapas

Um celular com acelerômetros e bússola transmitindo um streaming de vídeo ao vivo, sendo capturado pela aplicação do Bing Mapas, mapeado no espaço 3D correspondente e sendo movimentado de forma sincronizada, acompanhando os movimentos de quem está com o celular e quem está mexendo na aplicação no PC.

“Mimimi tem que ter alguém lá filmando mimimi”

OK. Agora expanda sua mente, só um pouco, tente ver além do imediato, do rasteiro. Pense em quanta gente estava filmando, fotografando fazendo streaming e tuitando o show da Beyonce no Rio. Pense em quanta gente fez o mesmo na abertura das Olimpíadas de Vancouver, ontem. Pense em dois ou três anos.

Mas calma. Não acabou. Eu não falei de integração entre os projetos?

Nessa hora da apresentação, se eu fosse boiola como o Robert Scoble, eu choraria. Blaise sai do mercado, move o ponto de vista para a rua. Lá ele faz o que a maioria dos Humanos deveria fazer mas não faz: Ergue seus olhos para o Firmamento.  Nesse momento o Bing Mapas se integra ao Worldwide Telescope, e você passa a explorar o Universo.

 

telescope

A apresentação toda você pode ver no vídeo abaixo. É de aplaudir de pé. Aliás, foi isso que a platéia fez.

 

 


emCiência Indústria Internet

A melhor extensão do Google Chrome

Por em 13 de fevereiro de 2010

Essa foi enviada pelo Bruno Massaioli via Twitter. Sem sombra de dúvida é uma extensão impressionante e imprescindível, colocando o Chrome adiante do Firefox na preferência popular.

Mesmo assim vale lembrar que o Opera já dispunha do mesmo recurso, sem precisar de extensões e plugins.

 

extensaochrome

 

PS: Relaxem, é Carnaval.

emMiscelâneas

Ciência comprova: iPhone é coisa de fruta

Por em 13 de fevereiro de 2010

Não é uma ação tão ousada quanto o Will it Blend? mas tem grandes méritos, ganhando vários pontos geek.

A idéia mistura iPhones, que sempre são cool, ciência de primeiro grau e curiosidade, uma excelente combinação. Todo mundo já fez a clássica pilha de limão, com um prego de ferro, um fio de Cobre grosso e um voltímetro. A curiosidade aqui é quanto teríamos que escalar o conjunto até conseguirmos os 5V /500mAh necessários para carregar a bateria de um iPhone.

Essa foi a idéia que a agência Imperial Leisure teve, para promover as laranjas Jaffa, uma variedade israelense exportada para os EUA e outros lugares do mundo.

O resultado foi um vídeo combinando milhares de laranjas em uma grande unidade cítrico-geradora. Quantas foram necessárias? Veja o filme:

 



 

Fonte: Engadget

emApple e Mac