Digital Drops Blog de Brinquedo

Em terra de cego…

Por em 19 de outubro de 2010

é, uau, eu sei...

Não lembro exatamente quem, mas me enviaram a notícia acima como se fosse a 9a Maravilha do Mundo, foi repassada com um entusiasmo raro. Confesso que respondi de forma tão fria que rendeu até um certo climão.

Não foi proposital, foi automático, mas pra quem cresceu programando a matéria toda da Folha é ridícula. Eu sei que existem leigos, mas mesmo esses sabem que programadores… programam. Dar manchete porque um programador escreveu um programa soa como algo sem-sentido, mostra um despreparo total dos jornalistas. Claro, eu gosto que mistifiquem a profissão, acho legal quando a gente fala que programa e imaginam algo parecido com o Neo no final de Matrix (com menos balas, exceto se você mora no Rio). Aceito isso de leigos, mas profissionais de imprensa deveriam ser mais informados, é o mínimo, se sua função é informar.

Do contrário manchetes assim só servem para ridicularizar o programador junto a seus pares e endeusá-lo junto aos leigos. Nenhuma das duas atitudes é produtiva a longo prazo.

emApple e Mac Software

China kiba até Steve Jobs

Por em 19 de outubro de 2010

Essa ninguém esperava. Em uma apresentação promovendo o iPhone 4 na China alguém sem muito amor à vida resolveu que seria super-legal colocar um sósia do Steve Jobs no palco.

O chinês até tentou, mas a vergonha alheia é total nesse caso.

A China sofre uma epidemia de pirataria, então no mínimo é pra lá de esquisito promover um produto legítimo com uma cópia xing-ling do Jobs. E pra quem duvida da dedicação dos envolvidos, rolou até “one more thing”.

Fonte: Buzzfeed

emApple e Mac

Steve Jobs abre o Verbo

Por em 19 de outubro de 2010

Na Segunda-Feira, dia 18 a Apple fez uma reunião de acionistas apresentando os lucros do último trimestre (fiscal, é complicado) de 2010, com valores pra lá de edificantes. Foram US$20 bilhões de receita, US$1 bilhão acima das projeções.

Steve Jobs apareceu na reunião, coisa que não costuma fazer e lavou a alma. Reclamou de todo mundo, detonou a idéia de tablets de 7 polegadas:  “a área útil é 45% da tela do iPad, teriam que vir com lixas pro usuário lixar os dedos pra ficarem menores”. Detonou outros tablets dizendo que a Apple já tem uma dianteira de 35 mil aplicações e detonou a RIM, mostrando que o Blackberry vendeu 12,1 milhões de unidades no trimestre, enquanto o iPhone vendeu 14.

O maior alvo foi o Android. Em um desabafo de 5 minutos jobs detonou o Google e seu sistema. No vídeo acima você tem o áudio original, onde Jobs xinga muito sem ser no Twitter:

Eric Schmidt reiterou que estão ativando 200 mil dispositivos Android por dia, e têm por volta de 90 mil apps na App Store deles. Comparando, a Apple ativa por volta de 275 mil dispositivos iOS por dia na média, com picos de 300 mil em alguns desses dias, e a Apple tem mais de 300 mil Apps em sua App Store.

Infelizmente não há dados sólidos sobre quantos telefones Android foram vendidos em cada trimestre. Esperemos que os fabricantes em breve comecem a reportar o números de celulares vendidos em cada trimestre, mas hoje simplesmente não é o caso. O Gartner reportou que por volta de 10 milhões de telefones Android foram vendidos no trimestre de Junho, e estamos esperando para ver se o Android ou iPhone é o vencedor nesse trimestre mais recente.

O Google adora caracterizar o Android como “Aberto” e o iOS e o iPhone como “Fechados”. Nós achamos isso um pouco falso, e nublando a real diferença entre nossas duas abordagens.  A primeira coisa que a maioria de nós pensa quando escuta o termo “Aberto” é Windows, que está disponível em um monte de equipamentos. Ao contrário do Windows, entretanto, onde a maioria dos PCs tem a mesma interface pro usuário e roda as mesmas aplicações, o Android é muito fragmentado.

Muitos OEMs, incluindo os dois maiores, HTC e Motorola, instalam interfaces proprietárias para se diferenciar da experiência comum do Android. O usuário é deixado para descobrir como funciona. Compare com o iPhone, onde cada aparelho funciona da mesma forma.

O TwitterDeck (sic) recentemente lançou sua aplicação para Android. Eles anunciaram que tiveram que lidar com mais de uma centena de versões diferentes do Android em 244 aparelhos. As múltiplas iterações entre hardware e software são um desafio e tanto para os desenvolveres. Muitas aplicações Android só funcionam em determinados aparelhos rodando determinadas versões do Android. E isso par aparelhos lançados menos de 12 meses atrás. Compare com o iPhone, onde só há duas versões do software, a atual e a anterior mais recente, para testar.

Em adição ao marketplace do Google, Amazon, Verizon e Vodafone anunciaram que estão criando suas próprias App Stores para Android. Então serão pelo menos quatro lojas para o Android onde os consumidores terão que pesquisar para achar as aplicações que desejam, e com as quais os desenvolvedores terão que trabalhar para distribuir suas aplicações e ganhar seu dinheiro. Isso será uma confusão tanto para usuários quanto para desenvolveres.

Compare com a App Store integrada da Apple, que oferece a maior e mais fácil app store do mundo, pré-instalada em todo iPhone. A App Store da Apple tem três vezes mais apps que a do Google, e oferece aos desenvolvedores  um lugar único para colocar suas apps no mercado, de forma fácil e com pagamento ágil.

Sabem, mesmo se o Google estivesse certo e a grande questão fosse “Fechado” versus “aberto”, vale lembrar que sistemas abertos nem sempre vencem. Vejam a estratégia “Play for Sure” da Microsoft para música, que usava o modelo do PC -que o Android também usa- separando os componentes de software dos componentes de hardware. Mesmo a Microsoft abandonou essa estratégia “aberta” em prol de copiar a estratégia integrada da Apple, com seu Zune Player, infelizmente deixando seus OEMs de mãos vazias no processo. O Google flertou com essa abordagem integrada com seu celular Nexus One.

Em verdade pensamos que o argumento aberto versus fechado é uma cortina de fumaça para tentar esconder a real questão, que é: “qual  melhor experiência para o usuário – fragmentada versus integrada?” Nós achamos que o Android é muito, muito fragmentado,  se torna mais fragmentado a cada dia. E como vocês sabem a Apple abraçou o modelo integrado pra que nosso usuário não seja forçado a ser o integrador de sistemas. Nós vemos um enorme valor na Apple, e não o usuário ser o integrador. Achamos que isso é a grande força de nossa abordagem, comparada com a do Google: Quando vendemos pra usuários que querem dispositivos que simplesmente funcionem, acreditamos que a abordagem integrada vence a fragmentada todas as vezes.

Também achamos que nossos desenvolvedores podem ser mais inovadores se se concentrarem em uma plataforma única, ao invés de uma centena de variantes. Eles podem usar seu tempo para desenvolver novas funcionalidade, ao invés de testar seus programas em centenas de celulares diferentes. Estamos muito comprometidos com essa abordagem integrada, não importa quantas vezes o Google a tente caracterizar como “fechada”. Estamos confiantes que vamos triunfar sobre a abordagem fragmentada do Google, não importa quantas vozes o Google a classifique como “aberta”.

emApple e Mac

App do Dia: iTV Shows HD

Por em 19 de outubro de 2010

Antigamente, muito tempo atrás, mais ou menos uns 15 dias depois da invenção do fogo todos os seriados eram concentrados nas tardes de domingo, se resumindo a MacGyver, Águia de Fogo, Automan e Manimal. A gente sentava no sofá com um saco de Doritos sabor brontossauro, assistia tudo e ia cuidar da vida. Depois começaram a passar seriados em outros dias e horários, e a vida ficou complicada. Hoje com a quantidade imensa de canais no Bit Torrent fica impossível montar uma grade pessoal viável. Todo dia tem alguma coisa nova passando em algum lugar, e fanáticos de séries insistem em assistir umas 230 horas semanais de TV.

Controlar o visto e o não visto parece tarefa sem fim, mas felizmente há uma app pra isso™.

É o iTV Shows HD, uma aplicação de pífios US$1,99 onde você organiza o que viu, o que falta ver e o que está chegando no seu tracker torrent favorito nos canais de TV naquele dia. continue lendo

emComputação móvel Resenha Software Software

Qual sistema mobile não gosta de mulher? Errou, é Android

Por em 15 de outubro de 2010

Apesar da fama de seus usuários, o iPhone não é especialmente misógino. Seus usuários se dividem igualmente entre homens e mulheres, embora eu sempre recomende procurar pelo detalhe, pra ver se é mulher mesmo.

Já o Android, segundo uma pesquisa do ReadWriteWeb é um Clube do Bolinha total, um Festival da Salsicha, uma mina chilena se os mineiros fossem pênises e se alguém jogasse mais pênises no buraco até o topo. Então pisassem pra caber mais, completassem com mais pênises e fechassem com uma tampa com um pênis desenhado. Dos dois lados.

É feia a coisa. Uma pesquisa com 78.835 usuários de celular entre 25 e 39 anos revelou que 11,9% dos homens considera um Android como seu próximo aparelho, já entre mulheres apenas 5% pensam nisso.

Outro estudo do começo do ano mostra que só ¼ dos usuários de Android é mulher.

Claro, existem marcas que falam diretamente ao público feminino, a Nokia tem vários aparelhos que as mulheres adoram, altamente estilosos. Uma vez reclamei que um não era ergonômico, tomei uma bronca. O aparelho era totalmente pensado para caber em qualquer bolsa minúscula, em formato de batom.

Já a Apple, embora seja mais asexual em sua escolha de público, tem bastante penetração (com todo o respeito) nesse segmento.

Qual o problema do Android?

Alguns anos atrás seria simples dizer que é uma questão de gueto, que somente freetards utilizam celulares Android, etc. Hoje esse tipo de explicação não se aplica, o Android já é mainstream, os comerciais falam para o público em geral e não assustam com detalhes técnicos.

Eu chutaria que tem a ver com design. O Android não é uma marca universal como o iPhone, com a pulverização entre dezenas de modelos ele perde força, aí quando a consumidora chega na loja, olha a vitrine e se confunde. São montes de celulares parecidos, sem nenhum destaque.

Isso pode acontecer com o Windows Phone 7, o perfil é o mesmo: Um sistema operacional decente*, aparelhos bons mas sem nenhum destaque individual. Talvez a ênfase no social torne o Windows mais mulher-friendly, é possível, mas isso não ocorrerá por causa do hardware.

Tem Cura?

Tem. O Android precisa mudar o posicionamento do sistema, independente dos fabricantes. Se há essa independência toda do hardware, podem explorá-la e mostrar que o Android serve sim para mulheres e que um telefone mais feio será compensado por um monte de aplicações úteis para o dia-a-dia delas. Fazer o caminho inverso, tornar o hardware irrelevante e focar no software, transformar o Android em algo que elas desejem, independente da forma. Como um George Clooney barrigudo.

Funcionará? Talvez, se houver essa intenção por parte do Android. Infelizmente não existe “O Android” como entidade única, nem o Google dá bola pra esses detalhes (seu público são as operadoras) e fora eles não há nenhum grupo de interesse para assumir esse papel.

*nota: O Android só se tornou decente -segundo relatos- do 2.1 em diante. Minha experiência com o 1.5 no Motorola Dext tem sido um horror, ele não faz o básico do básico. Sequer screenshot é possível sem rootear o aparelho. E estamos falando de um sistema que foi anunciado ANTES do PRIMEIRO iPhone. E de um aparelho de R$1200,00 no plano pré. Ainda sendo vendido. E SEM atualização do fabricante. Mas eu sou Livre.

Fonte: Download Squad

emCelular Mercado Mobile Mundo Estranho Open-Source

App do Dia: Time Tree

Por em 15 de outubro de 2010

Um dos enganos básicos dos fundamentalistas e seu discurso contra a Teoria da Evolução é dizer que não há exemplos de Evolução em andamento. Agora nos EUA uma mula chamada Christine  O’Donnell, candidata ao Senado “provou” que não existe Evolução ao afirmar que nunca viu um macaco virar um homem, no zoológico.

Isso só prova que não existe Digievolução.

Na verdade há sim exemplos de Evolução em períodos bem curtos, de algumas décadas, mas as grandes mudanças são lentas e graduais, as espécies se adaptam, geram novas espécies no decorrer de muito, muito tempo. Isso é documentado tanto por fósseis como por DNA.

A Vida na Terra está toda interligada, não no sentido ecochato, (sorry, Capitão Planeta) mas geneticamente. É possível determinar inclusive o mais antigo ancestral comum entre duas espécies. (Spoiler: É o Plínio)

É isso que a bela aplicação Time Tree faz.

Criada pelas universidades do Arizona e Penn State, é uma versão do banco de dados disponível no site, onde você insere dois seres vivos (em inglês) e recebe de volta um sumário evolutivo de ambos.

No exemplo da imagem de abertura tentei determinar quando os gatos e os tigres se separaram . 8,2 milhões de anos atrás. 13.600 vezes os 6000 anos de idade da Terra, segundo os fundamentalistas.

No gráfico vemos a separação entre humanos e baleias, separados 98.2 milhões de anos atrás. Eu sei, parece que foi ontem, mas sua Ex não conta.

Acima um momento em que a aplicação falhou. Pesquisei o ancestral comum mais antigo entre Humanos e Salsinhas, e deu 1,4 bilhões de anos atrás. Qualquer um que convive nas Interwebs sabe que esse ancestral ainda não existe.

Os principais passos evolutivos entre as espécies são listados, cada elemento na tela acima quando clicado leva para o artigo científico correspondente. Sim, a aplicação é toda baseada em dados e pesquisas, achou que era o quê? Fé?

A aplicação é gratuita, disponível no iTunes, basta clicar aqui que ele abre.

Dica do Átila, a Rainha Vermelha, via Twitter

emCiência

Pornô Open Source?

Por em 13 de outubro de 2010

As paródias sempre foram uma tradição no cinema pornô, mas nos anos 80 havia pouco ou nenhum roteiro, hoje alguns filmes são verdadeiros épicos, a única coisa indecente é a sacanagem, o resto é de 1a (ok, a sacanagem também costuma ser), como Pirates e Pirates 2.

Seguindo a linha de paródias, há uma boa fornada de pornôs com história (ou, como chamamos aqui, cinema nacional) e há casos como o Batman XXX: A Porn Parody (pode clicar, tá no Tubo) onde no DVD (duplo) há até uma versão softcore sem cenas mais quentes (mesmo assim a Batgirl é edificante).

Pesquisando o site oficial da produtora (SFW, mas DÓVIDO seu firewall liberar) de paródias pornô de séries como Big Bang Theory, Os Flintstones, Seinfeld, Arquivo X, Scrubs e tantas outras reparei algo que mais uma vez minha teoria de que novas tecnologias são alavancadas pelo mercado de entretenimento adulto. Foi assim com DVD, VHS, Streaming, ecommerce e muito mais:

Os trailers estão disponíveis para exibição E download (chupa, Apple – se bem que nesse tipo de post é esquisito falar “chupa”) E ainda por cima não só em formato Quicktime, iPhone-friendly, como em Ogg.

Assumindo que só o Stallman usa essa bagaça, a decisão de consumir tempo de CPU, funcionário e armazenamento para disponibilizar um arquivo .ogv a princípio não faria sentido, mas por outro lado (no bom sentido) é uma experiência. Todo mundo decidiu que Ogg não presta, que Ogg não é usado por ninguém, e por isso ninguém usa. Se os downloads se mostrarem maiores do que as projeções, os produtores terão indicação da viabilidade de um formato bom e, principalmente, livre de licenças.

A iniciativa é isolada mas como tudo no mercado pornô, se um fizer e der certo no dia seguinte todos estão fazendo igual, que o digam os clones do BangBus que há por aí. (no Brasil dizem que é uma Kombi). Lembre-se, é uma indústria que não tem rabo preso, não tem esperanças de passar na XBox Live, na Apple ou na Google TV. Não precisa agradar líderes religiosos, políticos ou intelectuais.

O compromisso é com o público, que por sua vez é especialmente sedento de novidades, sejam feitas de software, sejam feitas de carne e silicone.

emInternet Open-Source