Digital Drops Blog de Brinquedo

Windows 7: Paraíso de Pedófilos ou Inferno de Políticos sem-noção?

Por em 23 de novembro de 2009

A manchete é escandalosa: “Microsoft Windows frustra esforços da polícia em reduzir pornografia infantil” A imagem mental invocada envolve Ballmer gargalhando, bebês-pinguins sendo barbarizados e fotos da Miley Cyrus.

Na prática, vejamos o que diz o artigo:

Hetty Johnson, ativista de segurança infantil fez o “alerta”, e cita Adrian McCullaugh, especialista em Cyber-Leis da Universidade de Queensland, Austrália. A declaração de Mr McCullaugh é de uma contradição só:

“A Microsoft sempre foi criticada por sua segurança inadequada, agora implementaram um systema de segurança robusto que trará problemas e vantagens. Há razões legítimas para criptografia, mas também há razões criminosas”

O cidadão é membro de um comitê do Governo Australiano que cuida de cybersegurança, e fala coisas como:

“Se o novo produto [Windows 7] der aos pedófilos proteção para continuarem a machucar crianças ficarei extremamente desapontado. Eu espero que a empresa tome atitudes para corrigir isso”

Basicamente o sujeito está falando do Bitlocker, tecnologia de criptografia que permite encriptar on-the-fly discos no Windows. Infelizmente os especialistas australianos deixam a desejar, pois Bitlocker foi lançado com o Windows Vista. Reclamar dele agora não faz muito sentido.

Mais ainda, ao o discurso é perigosamente fascista. Chega perto do PreCrime, do Minority Report. As pessoas são culpadas, ou pelo menos suspeitas antes mesmo do crime. Querer proibir uma tecnologia porque ela pode, PODE ser usada de forma maligna é puro medo do desconhecido.

É algo que espera-se de Cuba, China, Coréia do Norte, Brasil, não de países como a Austrália.

Principalmente, é uma caixa de Pandora que quando aberta não poderá ser fechada. No Japão celulares obrigatoriamente piscam e fazem barulho quando tiram fotos, para evitar que tarados façam imagem das calcinhas das japinhas em escadas rolantes, metrô, etc. Uma incidência maior de casos e alguém proporá (se já não propôs) banir telefones com câmeras.

Câmeras são mais usadas do que criptografia, por pedófilos. Seria o caso de bani-las?

Quando abrimos mão de liberdades individuais dos outros em nome de um bem coletivo cometemos algo ruim, pois punimos quem mais tem a se beneficiar com a liberdade removida, e não é o pedófilo. É o inocente que quer manter sua privacidade, seus dados fora dos olhos de chefes curiosos e um Governo questionável.

O tarado, o terrorista, o subversivo, esse sabe usar muito bem as ferramentas gratuitas disponíveis por aí, que fornecem inclusive bem mais proteção e segurança de que não possuem qualquer backdoor, coisa que a Microsoft jura não existir, mas quem saberá?

Seguindo a lógica irracional dos “especialistas” devemos acabar com o OpenSource, afinal 90% dos sites de pedofilia rodam em ambiente LAMP. E sem falar na eletricidade. Todo caso de pedofilia registrado em vídeo fez uso de eletricidade. Não é hora de alguém ver a correlação?

De resto, imagino o piti que esses “especialistas” dariam se conhecessem Nanami Madobe, a personagem da ilustração acima e mascote do Windows 7 no Japão. OK, talvez entrassem em modo-galvão e dissessem “eu já sabia!”

Fonte: CourierMail

emInternet Software

Silverlight 4 – coisa de gente grande

Por em 23 de novembro de 2009

O Silverlight é visto por gente de fora como uma mera alternativa ao Flash, o que é uma visão absolutamente limitada, revertida com o que quase nenhum crítico faz: 5 minutos de leitura. Da documentação, não da Wikipedia, lá falam que o Silverlight é Flash mesmo.

Infelizmente para a Adobe o Flash foi criado por designers para designers e durante muito tempo programar em Flash foi um pesadelo. Hoje é só um horror. Já o Silverlight foi feito para developers developers developers, pensado como um framework, não uma ferramenta de animação no estilo do Flash. Silverlight não tem timeline.

A versão 4, apresentada no PDC impressiona. Mesmo. Além de recursos como integração ao Visual Studio 2010, 60 controles diferentes para formulários, live data binding, o Silverlight 4 agora compartilha binários com o .Net. Não é mais “escreva uma vez, compile várias vezes, rode anywhere”. É rode anywhere e pronto. Ah sim, falei dos canais TCP/IP? Pois é, diga adeus a HTMLhttp, se o desenvolvedor quiser pode transferir dados de forma muito mais eficiente.

O mais impressionante entretanto foi uma demonstração neste vídeo aqui – avance para 1h23min. Utilizando os recursos do Silverlight é exibida no Internet Explorer uma página HTML. No caso YouTube, tocando o RickRoll. Um toque de botão e página é transformada em um brush, aplicado a um objeto de interface Silverlight.

A página se torna um quebra-cabeças, com várias peças espalhadas aleatoriamente. O apresentador as movimenta com os dedos (esse touch não falhou) enquanto o vídeo continua tocando, recortado em várias peças.

É um tipo de poder que não se vê todo dia, e com a habilidade do Silverlight de se “destacar” do navegador e virar uma aplicação stand-alone, o tal futuro ChromeOS de tudo rodando no Browser pode até se tornar realidade. Mas não pelas mãos do Google.

emInternet Software

Windows 7, Ultramen e Murphy

Por em 23 de novembro de 2009

Um dos vários eventos de lançamento do Windows 7 no Japão contou com duas presenças especiais: Dois Ultramen, uma promoção conjunta com o lançamento do novo filme da franquia.

Infelizmente outra presença constante de apresentações bateu cartão: Murphy. Na falta de Bill Gates o alvo foi Yasuyuki Higuchi, CEO da Microsoft Japão. Inicialmente tudo estava dando certo, mas de uma hora para outra o multitouch não funcionou mais, o que provocou extrema irritação. Higuchi-sama tenta disfarçar mas sai do palco, provavelmente para confirmar se sua equipe técnica já cometeu seppuku nos bastidores.


O vídeo vale ser visto até o final, afinal não há filme de Ultraman sem monstro, e não nos decepcionam. Além da japinha edificante apresentando tudo.

Quanto ao Windows 7, confesso que não estou muito preocupado com as falhas de performance do multitouch, até porque meus monitores por enquanto são todos cheios de não-me-toques.

Fonte: Sankaku Complex

emIndústria Software

Nem os mortos escapam dos Wikitards

Por em 23 de novembro de 2009

A Wikipedia é uma excelente idéia com alguns problemas. Primeiro, os ideológicos. Ao não assumir que são um SITE, e que seus leitores têm discernimento suficiente para entender que um banner NÃO vai transformar a Wiki em algo tendencioso, manipulável, impreciso e não-confiável.

Até porque ela já é isso tudo.

Assim ao invés de faturar estimados US$200 milhões/ano com publicidade, a Wikipedia vive de pedir esmola, a meta agora são patéticos US$7,5 milhões, coisa que gente como Bill Gates tem no cinzeiro de moedas.

O buraco entretanto é muito maior e mais embaixo. Sete palmos, pelo menos, pois a politicagem e arrogância da Wikipedia atinge até quem não tem como se defender. No caso o Daniel Pádua, que morreu dia 20 de Novembro.

Eu não conhecia o Daniel. Sei que era envolvido em um monte de movimentos, cyberativista e ganhou obituário no BR-Linux, e se o Augusto fez isso, o cara era sério.

Mas não sério o bastante para merecer uma página na Wikipedia. A que foi criada está sendo cruelmente removida repetidas vezes. A última informação é que um CyberTruculento que se esconde sob o pseudônimo “Algébrico” classificou a página como… SPAM.

Curioso como todo cybercovarde adora um pseudônimo.

Outro CyberDitador diz que a página foi removida por ser uma “Biografia sem relevo enciclopédico“. Curioso uma criatura tão irrelevante ter sua morte anunciada no Estadão e no GlobalVoices, por exemplo.

Só o fato de estar envolvido com a criação do blog da Presidência da República já é suficiente para tornar a carreira de Daniel Pádua relevante. Ou não, talvez a Wikipedia só considere relevante organizador da campanha do Obama pra cima.

Os wikitards conseguiram ser piores que os freetards, pois enquanto o pessoal do Software Livre reage a críticas dizendo “vai lá e faz você”, ao menos distribuem o código-fonte. Já o pessoal da Wikipedia MENTE, dizendo que “A WIKI é livre, contribua, não critique”. Estou vendo o pessoal contribuir e tomando na cabeça. E agora?

Enciclopédia livre MY ASS.

De resto, fica claro que os critérios são totalmente pessoais e birrentos. Do contrário como explicar que um ativista como o Daniel não possa ter página na Wikipedia, e o MrManson possa ter?

Nota: O parágrafo anterior refere-se a relevância enciclopédica do Manson, dentro dos parâmetros loucos da Wikipedia. Quanto a pessoa não tenho críticas, pois apesar de passar o dia inteiro pensando em coisas pra fazer com um cara magrelo de sunga vermelha, o Manson me manda chicletes pelo correio, e isso é legal.

 

Atualização: Acompanhe a palhaçada na página de votos de eliminação do verbete.

emInternet

Ruim: Falha na Matrix: Pior: O Arquiteto é MVP

Por em 21 de novembro de 2009

O sucesso estrondoso do 1o Matrix, sejamos sinceros, foi bem definido por José Wilker, quando disse que no fundo era um filme onde um sujeitinho aprendia a brigar mais rápido. Mesmo assim entre os geeks as discussões filosóficas se estenderam por meses, tive até uma amiga que comprou a Superinteressante especial sobre o filme para “finalmente entender aquela confusão”.

Claro, a idéia de que nós poderíamos estar dentro de uma Matrix foi sempre ventilada. Filosoficamente seria impossível percebermos, a não ser que algo muito fora do comum acontecesse, uma grande Falha da Matrix. Como ISTO que alguns russos viram, em uma noite de neblina:

Juro que se eu estivesse andando pela rua e visse algo assim teria um momento de pânico, revisando todas as minhas idéias sobre o assunto. Ao final, duas decisões importantes seriam tomadas:

1 – Preciso de aulas de kung fu, urgente

2 – Onde eu encontro uma colher?

Por sorte para nossos amigos ex-soviéticos, a explicação era mais mundana do que uma falha em uma realidade virtual interligando milhões de humanos escravos de uma raça de autômatos malignos sem emoção e— ok, talvez a resposta não seja muito diferente dessa.

Era um painel digital, que por algum motivo havia travado. Essa era a 1a possibilidade, na minha lista de causas prováveis:

1 – Painel Digital com Defeito
2 – Fake de qualidade profissional feito no Photoshop
3 – Falha na Matrix
4 – Fake de qualidade profissional feito no GIMP

Fonte: English Russia

emMiscelâneas

Quem diria: Apple não gosta de passivos (ao menos fumantes)

Por em 21 de novembro de 2009

O Consumerist relata vários casos onde consumidores tiveram o reparo de seus computadores negado pela Apple, mesmo estando dentro da garantia. A alegação é que os computadores foram usados em ambiente frequentados por fumantes, e por isso estariam contaminados.

Nicotina está listada como substância perigosa, e a Apple não quer expor seus funcionários aos “riscos de saúde do fumo passivo”.

Eu venho de família de fumantes. Não fumo, nunca fumei, não gosto de cigarro (nem dos caretas nem dos modernos) e odeio voltar da night com roupa fedendo. Namorar fumantes é complicado, até na questão logística, muitos hotéis são 100% não-fumantes.

Dito isso, sempre convivi bem com fumantes. Não acendendo cigarro durante o almoço, tá tranquilo. Não fico fazendo discursinho “cigarro mata”, e meus amigos fumantes em troca vão naturalmente fumar em lugares abertos. Convivência pacífica. O que não me impede de dizer que é verdade, computador de fumante inveterado é uma nojeira só. Gabinetes amarelo-alcatrão, teclados queimados, Drives ópticos dando pau constantemente e ventoinhas em petição de miséria.

Eu aceito que a Apple cobre um extra para limpar um computador assim. Eu aceito que a Apple não tope consertar drive de DVD por estar cheia de alcatrão, piche, ou uma das tais 1200 substâncias cancerígenas do cigarro (ou pior, a substância que causa paumolescência, segundo algumas embalagens).

O que não dá é aceitar um piti de “não vou consertar para não contaminar meus queridos, frágeis, únicos floquinhos de neve, técnicos de manutenção”. Quem abre computadores profissionalmente já encontrou coisa MUITO pior do que poeira enfumaçada. Bolas, para isso que inventaram luvas, máscaras e óculos de proteção.

emApple e Mac

Google protegendo dinheiro dos trouxas

Por em 21 de novembro de 2009

Por algum mistério da natureza ingenuidade é uma virtude em nossos tempos modernos. Se tiver computador no meio então, o sujeito pode agir da forma mais amadora, burra, desavisada e irracional, que basta dizer “não sei mexer direito nessa tal de Internet e tudo é perdoado.

É como o “estava possuído por uma entidade alienígena maligna” em Star Trek. Pode colocar fogo no asilo das foquinhas aleijadas órfãs de Klendaktu, se disser que estava possuído por uma entidade alienígena maligna, os policiais dizem “ah, então tudo bem, está liberado, cidadão”.

Essa “ausência de imputabilidade” da vítima faz com que as pessoas cliquem em qualquer lugar, afinal “eu não entendo muito dessa coisa de Internet”. O resultado? Milhares de estelionatários espalhados pelo mundo vendendo todo tipo de lixo, com esquemões que demonstram a validade e atualidade da máxima de P.T. Barnum: “Nasce um otário a cada minuto”.

Pois é, meu caro; lamento informar mas quem acha que vai conseguir iPhones de graça, quem acha que vai aumentar para proporções descomunais aquela mixórdia que chama de bilau, a moça que usa Band-Aid no lugar de sutiã e acha que vai usar hipnotismo para crescer os peitos, o sujeito que acha que vai ficar rico mandando dinheiro pro Filho do Ministro do Petróleo da Nigéria? Tudo otário.

Como funciona esse tipo de esquema: Digamos que o Morroida esteja com falta de libido e isso cause problemas no leito conjugal; para agradar Sven, seu Marinheiro Sueco, Morroida clica em um anúncio que promete uma pílula coreana estimulante de libido. De graça, você só paga o frete.

Depois de dar seu número de cartão de crédito, Morróida recebe um telefonema confirmando o pedido. O vendedor avisa que ele receberá de graça um pote do Creme Éden, o melhor lubrificante do mercado.

Assim que desliga o MorróidaCard é cobrado em US$0,99 do frete, e US$80,00 pelo creme grátis.

(os nomes foram mudados para proteger os inocentes mas as histórias reais são assustadoras mesmo)

Ligações para cancelamento são ignoradas; os picaretas dirão que ele pediu sim o tal creme. Se insistir um atendente dirá que ele tem que rejeitar a entrega antes de pedir o reembolso. Rejeitada a entrega, outro atendente dirá que ele NÃO poderia rejeitar a entrega, e não tem como receber reembolso por isso.

O que me incomoda não é ver otários perdendo dinheiro. Incomoda ver espertos ganhando dinheiro com isso. Tanto que o Google agora tomou uma decisão que pode ser considerada histórica: Vai banir os AGENCIADORES, não os anúncios que violem suas regras de conduta, o que envolve anunciar produtos picaretas.

O Google já rejeitava anúncios assim, geralmente mediante denúncia. Só que isso fazia apenas o anunciante criar outro anúncio, postar de novo. A mudança agora é que o banimento não será mais por anúncio ou cliente. Será por Agenciador. Postou anúncios picaretas? Diga adeus a seu AdWords. Pior: O Google tem meios de detectar se você tentar criar outro.

A medida é admirável, foi tomada mesmo sabendo-se que irá provocar inicialmente perda de receita para o Google. Os estelionatários migrarão para redes de publicidade com menos ética, o que poderá significar um benefício para sites corretos que usam o AdSense. Com menos, porém melhores anunciantes os valores pagos tendem a crescer.

De resto, é uma batalha perdida. Nenhuma medida possível conseguirá impedir as pessoas que querem ganhar iPods Grátis, enlargar o pênis e perder peso agora de clicar em tudo que aparece, sem qualquer critério. Lembrem-se, para um golpe dar certo é preciso pelo menos duas pessoas querendo se dar bem.

Fonte: The Big Money

emGoogle