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Digital Drops Blog de Brinquedo

Galaxy Tab + Japinha = Epic Win

Por em 4 de dezembro de 2010

não é ela.

Mais que Epic, Olimpic, eu diria. A japinha em questão é a patinadora coreana de 20 anos Yuna Kim, campeã olímpica em 2010, campeã mundial em 2009 e edificante desde sempre.

Ao contrário do modelo brasileiro a Samsung coreana (ok, é pleonasmo) investe no uso de celebridades fugindo do estilo “testemunhal”, onde o sujeito aparece segurando o produto, dizendo que é bom e pronto. O estilo oriental aproveita do status de ídolo pop para mostrar o dia-a-dia da celebridade, algo que os fãs querem muito ver, por mais “armado” que seja tudo.

No caso vemos um dia na vida de Yuna Kim, que como toda mulher bonita não vai ao banheiro. Ela usa seu Galaxy Tab o dia inteiro. Seu MILAGROSO Galaxy Tab, pois ela deixa do lado da cama SEM ligar no carregador e ele funciona sem problemas. Bateria é para os fracos.

É interessante ver como as abordagens mudam, tanto por questões culturais quanto por questão de posicionamento de marca. No Brasil esse tipo de filme jamais seria feito. Nem um fã de futebol aturaria quatro minutos no dia de seu jogador favorito, mesmo que jogadores de futebol tivessem polegares opositores, pré-requisito para usar tablets.

Para os nipófilos é entretenimento, para os fãs é uma forma de conhecer mais da celebridade favorita e certamente vai vender uma penca de Galaxy Tabs. Duvida? Assista:

emComputação móvel Mercado

DENÚNCIA: Motorola Droid 2 desrespeita 1a Lei da Robótica

Por em 3 de dezembro de 2010

Não se fazem mais droids como antigamente. Nos velhos tempos os andróides do futuro eram imaginados respeitando as Três Leis da Robótica, criadas pelo cientista e autor de FC Isaac Asimov. Hoje virou bagunça, como descobriu da pior maneira um sujeito com o improvável nome de Aron Embry.

Seu Motorola Droid 2 desconsiderou totalmente a Primeira Lei, que diz:

“Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.”

A regra é clara, mas o cruel Droid 2 a ignorou, e em um gesto agressivo, gratuito e subversivo, provavelmente comandado direto de Zion via Skynet, EXPLODIU na orelha de seu dono.

Aqui uma reconstituição aproximada da cena:

OK, talvez tenha exagerado um pouco, veja os danos no celular E no dono, após a assim chamada explosão:

Segundo relatos o cidadão estava falando ao celular quando ouviu um barulho alto, em seguida sentiu algo escorrendo pela orelha. Era SEU CÉREBRO, CAINDO PELO HORRÍVEL BURACO ABERTO PELA EXPLOSÃO CATASTRÓFICA um fiapo insignificante de sangue. Levado para a emergência, Aron teve primeiro descartadas as possibilidades de Lupus e Sarcoidose, para depois os médicos admitirem a hipótese menos provável: Celular explosivo. Alguns pontos depois e constatada ausência de dano à audição, ele foi liberado.

A Motorola está investigando o caso, já um “Especialista em Mobilidade” da Fox News afirmou que não parecia defeito de fabricação, e sim algo causado pelo usuário. Querdizer que o Android tem um comando de autodestruição do aparelho?

O mais curioso desse caso é que até hoje pra mídia só existia iPhone e iPod, ninguém usava “Celular” e  “MP3 Player”, para o bem ou para o mal qualquer notícia genérica associada com telefonia ou música era reduzida via sensacionalismo a algo envolvendo a Apple. Alguns jornalistas racionalizavam que o público conhecia “iPod” mas não “MP3 Player”, mas essa explicação é perigosamente preguiçosa. Uma das funções do jornalismo é educar, explicar. Quem escreve para idiotas acaba sendo lido somente por idiotas.

Usarem “Smartphone Droid” no título da matéria, ainda mais em um veículo leigo como a ABC News significa que não só o termo Smartphone chegou ao grande público como Droid e Android já são identificados como celulares.Do ponto de vista do marketing é um resultado excelente.

Quanto ao acidente em questão, a história está muito mal-contada. O LCD é a parte menos explosiva do aparelho, não há nada ali que faça cabum. O máximo que consigo imaginar é que alguma dilatação causada por mudança súbita de temperatura tenha trincado o vidro, e dada a proximidade o barulho pareça uma explosão.

De resto não acho que seja caso de um recall generalizado acompanhado de alertas em rede nacional contra Droids Assassinos explodindo como minas africanas em porta de escola.

emCelular Meio Bit Mercado Mundo Estranho

Nave espiã militar secreta volta à Terra secretamente no final de semana

Por em 1 de dezembro de 2010

Em um mundo ideal (para os militares) todo o programa do X37B seria secreto, mas em tempos de internet é complicado esconder ou disfarçar algo como um lançamento espacial, por isso mesmo nem tentaram ocultar o lançamento de teste no dia 22 de abril de 2010.

O X37 foi desenvolvido inicialmente para a NASA pela Boeing, mas depois a Força Aérea dos EUA assumiu o projeto. Se levarmos em conta que amortizando os custos do projeto um lançamento de Ônibus Espacial custa US$ 1,5 bilhão; o custo total de desenvolvimento do X37, na casa de US$ 300 milhões é troco de pinga, e mesmo aceitando as limitações de escala, com 8,9 metros de comprimento, 4,5 m de envergadura 4,9 toneladas de peso total e carga útil de 227 kg é um meio rápido e barato de colocar carga em órbita.

A Força Aérea apostou na miniaturização. Hoje é possível criar satélites e equipamentos de coleta de dados várias ordens de magnitude menores do que no final dos anos 60, quando os Shuttles foram projetados. O X37B está de bom tamanho, já que não é tripulado. Veja o tamanho do bicho:

Quando do lançamento os militares tentaram jogar um verde dizendo que haviam perdido contato com a nave, mas não colou.Um mês depois astrônomos amadores já tinham localizado o OVI, calculado sua órbita e revelado que ele passava por cima de Irã, Iraque, Afeganistão, Paquistão e Coréia do Norte. Só ficou faltando o Complexo do Alemão.

Em termos estratégicos uma plataforma flexível, manobrável e com baixo custo é importante, satélites são altamente previsíveis em suas órbitas e não dispõe de combustível ou energia (há uma diferença, futuramente explico) para ficar manobrando livremente. Assim um inimigo pode sincronizar suas ações para evitar os olhos curiosos, se for inteligente o bastante e houver apenas um ou dois satélites apontados para seu QG secreto no vulcão.

Ao contrário do que alguns alardearam o X37B não leva armas. Primeiro, não cabem, no espaço de 2,1 × 1,2 m da área de carga. Segundo, não é necessário. A energia cinética de um objeto de 4,9 toneladas saindo de órbita e se chocando com uma instalação em terra é maior do que qualquer coisa que faça cabum e não seja nuclear.

Agora, quase nove meses depois a Força Aérea avisa que o X37B irá finalizar seu vôo de testes, pousando de volta. A aterrisagem secreta será entre 3 e 6 de dezembro, na Base Aérea de Vandenberg, segundo o Press Release secreto.

emEngenharia Espaço Hardware

Indoor location: coisas que nem o Google Acha

Por em 1 de dezembro de 2010

O Google parece Onisciente, mas mesmo sabendo a resposta para a Vida, o Universo e Tudo Mais, ele carece de informações sobre o mundo físico. Toda a nossa tecnologia de navegação é inútil quando entramos na escala humana. Um bom exemplo foi quando a esposa de um amigo teve seu iPhone roubado. Em São Paulo, no meio de um monte de prédios o sinal do GPS degradou a ponto de só conseguir localizar o aparelho num raio equivalente a três prédios. É uma resolução ótima se você quer saber o caminho pra Alexandreta, mas inviável para achar um celular.

Mesmo com resolução ideal de uns 5 metros a informação de GPS é inútil para localizar objetos dentro de um cômodo. Um celular perdido anunciando sua posição silenciosamente continuará perdido até uma busca completa ser realizada no recinto.

Tecnologias como RFID não adiantam para esse tipo de busca também. Você tem que chegar com o detector bem próximo para que a etiqueta receba carga por indução e revele sua existência.

Amplie isso para as centenas de objetos de nosso uso diário. Nem o Bing consegue achar seu isqueiro.

Existem várias tecnologias em desenvolvimento para tentar resolver esse tipo de problema, mas nenhuma é prática. Uma utiliza sinais de Access Points WIFI para triangular a posição de objetos, outra pega carona em transmissores comerciais como rádio e TV. Todos esses apresentam deficiências semelhantes: Primeiro exigem que a posição das fontes de sinais seja conhecida com precisão. Segundo demandam muito processamento no objeto a ser encontrado.

Válido pra um Galaxy Tab ou um iPhone, mas eu não tenho um ARM rodando no meu isqueiro.(na verdade nem tenho isqueiro)

Um modelo que funcionaria exigiria etiquetas RFID que usassem sinais indiscriminados para emitir continuamente um código de identificação, associado a um sinal de um relógio atômico externo. Esse sinal seria repetido pelo chip de identificação, não gerado internamente.

No equipamento de localização dois receptores, em lados opostos do equipamento identificariam o sinal. Computando a diferença de tempo entre o sinal captado do relógio atômico pelo equipamento de localização E o sinal repetido pelo chip no objeto perdido, teríamos a distância.

A variação de tempo entre os receptores nas laterais do equipamento produziriam um valor angular, indicando a direção do objeto.

O problema aqui é que estamos lidando com unidades de tempo absurdamente pequenas. A luz percorre esses 10cm em 330 picosegundos, se somarmos as distorções atmosféricas, as diferenças entre componentes, atraso pelo sinal atravessar a carcaça do aparelho ficamos com uma diferença bem menor para mensurar. Talvez seja inviável economicamente trabalhar com precisão na casa de centímetros.

Exceto se o aparelho detector for movido tridimensionalmente, como um Tricorder em Star Trek. Isso daria uma paralaxe de leitura bem maior, aumentando a precisão sem exigir processamento impossivelmente rápido e acurado.

Talvez detectores espalhados pela casa possam auxiliar o detector móvel, mais uma vez aumentando a distância entre os pontos, e consequentemente a precisão.

São só idéias, mas após pensar um pouco deixa de ser tão loucura imaginar que o Google um dia irá achar suas malditas chaves.

Só fico pensando em quantos bits deve ter um identificador único para cada objeto no mundo.

emArtigo

Video Timelapse 720p no iPhone

Por em 1 de dezembro de 2010

Timelapse é um recurso que poucas câmeras oferecem, o que é uma pena. Gera efeitos bem bonitos de passagem de tempo, além de ser útil para observações científicas.

Por isso mesmo é surpresa algo simples como um celular ter esse tipo de recurso. No caso graças à aplicação ReelMoments, de apenas US$1,99.

Não poderia ser mais simples: Você escolhe resolução, qual a taxa de captura, a taxa de exibição e manda gravar. O iPhone começará a tirar fotos e ao final irá combiná-las em um vídeo.

O legal é que como a captura é propositalmente lenta, o hardware do iPhone 3GS/3G aguenta tranquilamente gravar imagens de 1280×720, o resultado é um filme timelapse em HD, 720p.

Você pode escolher resoluções intermediárias, descendo até 480×360, é uma questão de experimentação e espaço disponível. Um vídeo de 24 segundos em 720p formato .MOV ficou com 31.8MB.

O vídeo abaixo foi gravado por uma hora, um frame a cada 5 segundos, em 1280×780. Se quiser assisti-lo em resolução full, clique e veja no Tubo, selecione 720p e parta pro abraço.

O iPhone fica bem quente durante o uso e a bateria vai embora, claro. O programa tem opção de encerrar a gravação quando a carga baixa de 25%, mas o ideal é usá-lo com o carregador conectado.

Ao contrário de outros programas, não é preciso desativar o autolock, mas recomendo fortemente que você corte o som do aparelho, do contrário ele fará o barulho do disparador a cada foto e logo você pensará em jogá-lo na parede.

É um belo brinquedo que vale tranqüilamente osUS$1,99, mesmo que seja só para deixar a noite toda gravando atrás de ladrões de geladeira (já fiz isso).

emApple e Mac Fotografia

Electrolux lança o tablet mais pesado do mundo

Por em 1 de dezembro de 2010

Rodando Linux em um processador Freescale i.MX25 ARM a 400MHz e com 128MB de RAM o tablet I-Kitchen da Electrolux vem com tela de 480×800 pixels, wifi e já incorpora acesso a redes sociais como Orkut.

O tablet também vem com contatos, calendário, dicas, porta-retrato digital com slideshow e um amigável sistema de recados, além de uma App com mais de 600 receitas:

Voltado para o usuário doméstico o I-Kitchen não é muito portátil, e também não é barato. A Electrolux indica um preço de R$5.999,00. Olhando as imagens percebe-se que assim como o iPad a moldura em volta da tela é bem substancial.

Mesmo assim talvez o I-Kitchen ache seu público, pois além de multitarefa ele tem recursos raros na maioria dos  tablets e totalmente negligenciados pelo iPad, como um refrigerador de 542 litros acoplado. CHUPA JOBS, seu brinquedo consegue gelar cerveja? Pois é.

Nota: Estou assumindo que o I-Kitchen é um tablet por pura defesa. Não quero acreditar que algúem seria idiota a ponto de lançar uma geladeira com internet porR$6 mil.

emAndroid e Linux Hardware

Segundo a Canon esta foto é verdadeira

Por em 1 de dezembro de 2010

A regra é clara: se está na Internet é verdade. Se vier em formato de foto, é mais verdade ainda, que o digam as fotos da Hermione pelada que circulam por aí.

Infelizmente alguns chatos não acreditam em tudo que vêem, outros mais chatos ainda insinuam, tendo pouco além de fatos para provar suas afirmações que pessoas sempre manipularam imagens a seu favor, mesmo antes do advento do Photoshop. Diante dessa histérica comunidade tendenciosa que só admite um lado da história (o real) vários métodos foram criados para determinar a autenticidade de uma imagem.

Um deles é o OSK-E3 da Canon, uma tecnologia de autenticação e assinatura digital que garante que uma imagem não foi alterada digitalmente. As fotos são assinadas criptograficamente pela câmera na hora que são feitas, depois com um software especial e um smart card é possível comparar a assinatura gerada pela máquina com uma gerada pelo PC, usando a imagem como base. Se forem diferentes, a imagem foi alterada.

A tecnologia garante inclusive a autenticidade dos dados EXIF, num flagrante ataque à liberdade individual. Se eu quiser que minha foto do Pacaembu venha com dados de GPS de Niterói, eu tenho que poder, oras.

Para nossa sorte os Defensores da Liberdade da ElcomSoft foram camaradas. Esses hackers russos divulgaram uma pesquisa onde obteram as chaves de autenticação das máquinas Canon. Aparentemente as chaves estavam disponíveis no Firmware da câmera, sem nenhuma encriptação. Com isso acabou o monopólio da Verdade. Não mais só os monopolistas da Canon detém o direito de dizer que uma foto é verdadeira. Agora qualquer um pode fazer isso.

Se um pouco de Verdade é bom, imagine para todo mundo. Com a divulgação da pesquisa de Dmitry Sklyarov, o hacker russo em questão, não só a tecnologia de autenticação de imagens da Canon foi democratizada, como por tabela foi resolvido um dos grandes problemas da web: Fotos falsas. Rodando a autenticação e reenviando os fakes, todas as fotos se tornam verdadeiras. Caso encerrado.

Fonte: BoingBoing

emFotografia Manipulação digital