Conceito (muito) idiota do dia: E-Mictório
Produtos-Conceito em geral são coisas idiotas, impraticáveis, economicamente inviáveis ou indesejáveis. Há idéias que são essencialmente ingênuas, como uma “árvore artificial” composta de estruturas ocas de vidro cheias de microrganismos, que absorveriam gás carbônico e expeliriam Oxigênio. Sim, o animal projetou uma tecnologia cara e inexistente para substituir… uma árvore.
Outros são claramente projetados por gente que nunca usou ou estudou o uso daquela categoria de produtos. É o caso desse mictório inteligente. A idéia é que o sujeito aproveite que está reciclando a cerveja e verifique seu estado de saúde.
Sensores instalados no mijador identificariam temperatura, glicose, salinidade, bilirrubina, uréia, presença de sangue e sabe-se lá quantos mais outros fatores presentes na urina. O aparelho ainda daria uma nota indicando a quantas anda sua saúde e teria um… histórico.
Então vejamos: O sujeito iria em um banheiro público e ao invés de entrar e sair ficaria uns 10 minutos estudando os resultados de um exame de urina.
Um mictório inteligente (espero que essa SIRI curta Esportes Aquáticos) exibiria para qualquer um a seu lado, informações médicas altamente pessoais.
Você teria que selecionar os botões na tela de toque com os dedos, os mesmos que você usou para segurar você-sabe-o-quê.
O sujeito que acabou de sair e também usou as teclas tinha cancro-mole de origem herpes-lúpica, chato e gangrena peniana bacterial. Meus parabéns.
Atrás de você (epa) uma fila se acumula, pois ao contrário das mulheres homens costumam entrar e sair do banheiro, mas agora cada aliviada demora 10 minutos, entre as 3 balançadas (mais de 3 é masturbação, e portanto pecado) e o estudo dos dados.
Os hipocondríacos, que não sabem que álcool e outras bebidas afetam a composição da urina, gastarão milhares de horas de seus médicos ligando desesperados depois do 3o chopp.
Para manter um histórico é preciso algum tipo de identificação, e por menos que eu seja ligado nessas paranoias de Big Brother, acho que meu mictório controlar quantas vezes vou ao banheiro é um pouco demais.
Fonte: Yanko Design
Cientistas calculam onde a nave russa vai cair: Em algum lugar da Terra
Apesar de alguns contatos promissores a Agência Espacial Russa não conseguiu reestabelecer controle da sonda Fbos-Grunt, que tinha a ambiciosa missão de ir até Marte, pousar em Fobos, uma das luas do planeta, recolher amostras de sua superfície e retornar para seu criador.
Infelizmente o V’Ger Vermelho não vingou, logo após atingir sua órbita de transferência em torno da Terra a sonda se recusou a acionar os motores do foguete principal, que a injetaria numa trajetória para Marte.
Morta em uma órbita instável, sofrendo arrasto atmosférico, a Fobos-Grunt passou boa parte de Dezembro chegando mais e mais perto do ponto sem retorno. Agora a janela de lançamento foi perdida, e mesmo que tivessem conseguido acionar os foguetes, ela não chegaria a seu destino.
Para piorar no dia 15 de Janeiro a órbita ‘decairá a ponto de se tornar insustentável, a sonda reentrará na atmosfera terrestre, com 7,5 toneladas métricas de hidrazina e tetróxido de Nitrogênio, duas substâncias que são ótimas como combustível de foguete mas se aspiradas na melhor das hipóteses farão com que você tenha filhos esquisitos.
Cientistas russos dizem que não há nenhum perigo, que o combustível queimará na atmosfera, mas leve em conta que são os mesmos cientistas que projetaram a sonda.
Agora o melhor: Calcularam a região onde a sonda pode cair. Fica entre 51 graus de latitude norte e… 51 graus de latitude sul. A área vermelha no mapa.
Com uma precisão dessas não é de se espantar que a sonda tenha dado chabu.
Quanto mais perto do dia da reentrada, mais preciso será o cálculo do ponto de impacto. Até lá sugiro que você compre um guarda-chuva.
Isso que chamo de molho especial: McDonald’s borrifa DNA para combater ladrões
Imagine o drama: você está no McDonald’s com sua namorada e parceira do crime. Ela diz “te amo, abobrinha”. Você se perde no fundo daqueles olhinhos brilhantes, e em um momento de pura felicidade responde: “Te amo, coelhinha”.
Em seguida ela sobe na mesa, puxa uma Magnum 357 e ameaça executar até o último modafoca ali se alguém mexer um dedo.
Após recolher dinheiro, jóias e celulares, ambos passam pela porta de saída e recebem o que absolutamente ninguém quer ganhar em um McDonald’s; Um jato de DNA na cara.
O tal jato é (felizmente para todos os envolvidos) invisível, e não é exatamente DNA. Então, que puerra é essa? Simples: É o SelectDNA.
O produto, largamente usado na Inglaterra e agora em testes nos McDonald’s da Austrália é um líquido incolor que brilha sob luz ultravioleta, igual a DNA de verdade, como a gente vê no CSI:Buttman.
Segundo o fabricante 75% das forças policiais no Reino Unido usam a substância, e há estudos que apontam uma redução de 85% dos crimes em estabelecimentos que anunciam utilizar o SelectDNA.
Aparentemente a maioria dos ladrões não gosta da idéia de levar um money shot de DNA na cara, nem por dinheiro.
O SelectDNA é aceito como prova em tribunal e tem uma característica extra: Descaradamente inspirado em Blade Runner, a substância que brilha branca sob luz ultravioleta é composta de milhões de micropontos, microscópicos, que trazem um número de identificação único.
Assim não só a polícia pode identificar na hora que você está melado, portanto fez coisa errada, como podem identificar de quem é o DNA, ligando-o ao crime, de forma mais eficiente que o Ratinho.
Fonte: News
Mídia de Tecnologia atinge o fundo do poço: Estão anunciando o iPad… 4.
Quando a Microsoft, Nokia, Dell anunciam uma tecnologia a mídia costuma perguntar QUANDO. Em geral a resposta (correta) engloba um intervalo de alguns meses – próximo verão – e todo mundo fica satisfeito. Também é comum “não podemos divulgar”. Tudo bem.
Quando questionadas sobre novos produtos, em geral soltam um “nada a declarar”, e os blogs e sites se resumem a reportar isso, no máximo comentando coisas como “a Microsoft nega mas seria extremamente idiota se não usasse a interface Metro em tablets”.
Já a Apple gera um fogo –que na verdade é Pauta Fácil- onde tudo é motivo de especulação, as datas não-divulgadas são cobradas e teve site grande reclamando que o iPad 2 estava atrasado, quando não havia sequer a confirmação de que HAVERIA um iPad 2, que dirá uma data marcada.
O resultado, claro, é uma mídia mimada que perde contato com a realidade e se acha dona da Apple. Aí se acham no direito de ditar o que deverá aparecer no produto, e quando o iPhone 4S sai, é pirraceado como um lixo móvel, só para vender que nem água e deixar analistas em fase anal-retentiva chupando dedo.
Agora está na época de novo em que a Maçã é mais Maçã.
iPad resistindo a uma queda do limiar do Espaço. Milagre? Não, Física.
O vídeo acima é um viralzinho da G-Form, fabricante de cases reforçados para iPads, joelheiras, cotoveleiras de couro e todo aquele aparato que nerds compram pra usar no Apocalipse Zumbi. Com mais de 2 milhões de visualizações, a tentativa de divulgação foi mais que bem-sucedida.
No caso um iPad, dentro de uma case reforçada deles é preso a um balão de Hélio, com uma câmera e um rastreador GPS. O balão sobe até uma altitude de 33Km, ou 100 mil pés. No silêncio da fronteira do Oceano Cósmico, com a curvatura da Terra evidente no horizonte, o balão se rompe. Por vários minutos o iPad cai, apenas para ser achado, intacto.
UAU, a case é fantástica, deveriam fazer aviões com esse material, certo?
Marromeno. A caso é boa, é excelente, mas no fundo foi tudo um grande truque.
Existe um conceito chamado Velocidade Terminal, que se aplica a qualquer objeto em queda livre fora do vácuo. É simples: A aceleração gravitacional é constante, mas o arrasto aerodinâmico aumenta. Quanto mais rápido você se move mais difícil é abrir espaço no ar à sua frente.
Em algum momento a força gravitacional te puxando para baixo será idêntica à força de arrasto te empurrando para cima, então você atingirá aceleração zero. Mantendo, claro a velocidade acumulada.
Por isso não importa se você cai de um avião da Gol ou de 1000Km de altura. Em algum momento você atingirá sua velocidade final e se manterá nela.
O principal componente é o coeficiente de arrasto, que depende da forma e da área do objeto. Um paraquedista deitado de braços abertos tem velocidade terminal de 195Km/h, já com os braços para trás, embicando pra baixo ele chega a 320Km/h.
Isso, claro, é pinto perto do Capitão Joe Dillinger Kittinger. Em 1960, durante um programa de pesquisas da Força Aérea dos EUA ele saltou de um balão a 102.800m pés de altitude, mais de 31Km. Por 4 minutos e 36 segundos ele caiu, atingindo uma velocidade máxima de 988Km/h, tornando-se o primeiro e único homem a ultrapassar a velocidade do som sem uso de uma aeronave ou espaçonave.
Chegando nas camadas mais densas da atmosfera ele começou a desacelerar, até atingir os mais mundanos 195Km/h e pousar como um paraquedista comum, não um Deus da Velocidade.
Foi o que aconteceu com o iPad. Óbvio que não tenho como calcular qual a velocidade terminal, mas ela independe da altura de onde o objeto é lançado, exceto se for MUITO baixo, aí nem tempo para acelerar o suficiente terá.
Portanto, a idéia de uma capa que protege um iPad caindo do limiar do espaço é falsa, mas a capa que protege um iPad que atingiu FÁCIL o chão pedregoso a mais de 150Km/h é real.
Palmas pra G-Form, pela demonstração dramática com um toque de entretenimento.
Fonte: DT
OLPC XO–De vapor para um estado intermediário, meio mole, talvez quentinho
Depois de mais de 2 anos de promessas, parece que agora vai. O Laptop de US$100 (que chegou a custar US$250) vai finalmente salvar o mundo das cáries. Desta vez, na forma de tablets, afinal foi preciso a Apple mostrar a viabilidade do formato para os gênios do Negroponte dizerem que tablet sempre foi uma boa idéia.
Previsto para ser lançado na CES esta semana, e estar disponível em algum momento de 2012 o OLPC XO-3 virá com tela com 8 polegadas, resolução de 1024×768 ultrafina de tecnologia PixelQi, processador Marvell Armada PXA618 rodando a 800MHz, 512MB de RAM, Android ou Sugar. Ah, e um carregador de energia solar na parte de dentro da tampa.
O pessoal da OLPC jura que podem chegar a US$100 se o bicho for fabricado sem a tela PixelQI e abrirem mão de outros “componentes premium”. Nenhum será construído até as encomendas aparecerem. Só venderão para países, não para indivíduos.
Sinceramente nada define melhor o triste estado desse projeto do que o conceito do XO, apresentado em 2009.

