Pelé acha que ainda não é hora de tecnologia no futebol, entende?
Não é que o Rei seja contra tecnologia em si, ele diz que se tivesse as chuteiras de hoje em seu tempo, teria feito o dobro de gols, alegação e tanto, mas com 1281 no currículo, ele pode.
A questão toda é o uso da tecnologia para determinar se um gol foi válido, se a bola saiu ou não ou se algum argentino maldito meteu a mão e desviou uma cobrança de falta.
Essa tecnologia não é nova, é usada em Tênis, Paredão, Vôlei e outros esportes disponíveis no Telejogo, mas ainda não é algo aprovado no futebol. O nobre esporte bretão talvez seja a modalidade mais avessa a inovações tecnológicas, mantendo-se fiel a suas 17 regras, basicamente o mesmo esporte que era em 1863 quando estas foram definidas.
As alterações são menores, como determinar que o juiz indique quantos minutos de acréscimo dará ao final de uma partida. Isso foi legal, acabou com oba-oba de juiz esticar 15 minutos (já aconteceu) até o time de sua preferência marcar um gol.
Amanhã! Lançamento da Dragon. Outro dia, outro momento histórico na exploração espacial
Se 40 anos atrás alguém falasse que em 2012 somente russos e chineses teriam capacidade de colocar astronautas no espaço o comunista seria preso imediatamente, ou pelo menos acusado de lunático, mas a falta de investimentos forçou os EUA a se prenderem a uma única plataforma, os shuttles, projetados ainda durante o Projeto Apollo. Hoje seria inviável em termos de segurança E economia manter o projeto no ar.
Com o orçamento cada vez mais apertado, a NASA teve a brilhante idéia de fomentar a indústria privada, para conseguir um custo mais em conta do que o cobrado pelos russos para levar astronautas para a ISS. De quebra a promessa desses contratos interrompeu a terrível lógica Tostines de que não há exploração privada do espaço por ser caro demais e é caro demais por não haver ninguém fazendo.
A SpaceX, criada por Elon Musk, um dos fundadores da PayPal é a empresa mais avançada nesses projetos. Já colocou em órbita o Falcon e o Falcon 9, seus foguetes principais, e em 2010 fez o primeiro vôo com a Dragon, sua nave (ok, cápsula) capaz de acoplar com a Estação Espacial Internacional.
Governo, incrivelmente não o brasileiro, compra roteadores de US$22 mil para escolas com 2 computadores
Alguns meses atrás o Fantástico denunciou um esquemão gostoso, uma empresa vendia projetos de implantação de internet para prefeituras, principalmente João Pessoa, cobrava um horror e ainda por cima não funcionava. Nisso ao menos o esquema descoberto nos EUA é superior. Lá a Internet funciona, e muito bem. Bem até demais.
É o mínimo que se espera de um Cisco 3945, roteador parrudo, indicado para campi de faculdades e empresas grandes. A um custo de US$22600 por unidade, tem que ser. Só que para o Governo da West Virginia é o equipamento ideal para pequenos escritórios governamentais e bibliotecas rurais em alguns casos com UM computador.
Foram comprados 1064 unidades, num total de US$24 milhões, deixando algum vendedor da Cisco muito feliz. A idéia foi aproveitar uma grana Federal de um projeto de fomento à Internetificação, ou alguma palavra que exista.
Pegos com as calças curtas, os responsáveis vieram com várias justificativas. Uns disseram que querem uma estrutura “future proof”, coisa que um roteador de US$50 não proveria. Outro justificou dizendo que o custo de determinar as necessidades individuais de cada escola ou biblioteca sairia mais caro do que apenas instalar o Cisco 3945.
É, não colou comigo também. Enquanto isso o Comitê de Energia e Comércio do Congresso chamou os responsáveis para esclarecimento, e está sendo bem divertido para os deputados republicanos pular na garganta dos incompetentes (ou corruptos, não boto mão no fogo). Ainda mais em ano eleitoral.
Pena que aqui a gente tem memória curta demais pra dar prosseguimento da mesma forma.
SSD com autodestruição projetado por quem não conhece humanos
No Século Passado a Prológica tinha como carro-chefe o CP-500, um clone do TRS-80 que vinha em um gabinete de bronze com 5cm de espessura, reforçado internamente com Titânio e Adamantium. O teclado era de uma liga de Vibranium-Uru e a parte mais frágil, o monitor incorporado, era Alumínio transparente. O CP-500 foi projetado não só para resistir a uma explosão nuclear de 50 megatons a queima-roupa, como para resistir a usuários.
O ÚNICO ponto fraco, o Clitóris de Aquiles dele era uma reentrância na lateral do teclado, com um botão vermelho proeminente. Colocado no ponto focal natural do computador, ele era irresistível para QUALQUER curioso que perguntava “pra quê serve isso?” enquanto apertava.
Era o reset.
Por isso fiquei com um pé atrás com esse SSD da RunCore.
Não me entenda mal, a idéia é excelente. Há muitas situações onde dados sigilosos precisam ser eliminados de forma rápida e eficiente, e pra isso o InVincible caiu do céu. É um SSD parrudo, funciona em temperaturas de –45C a 95C, lê a 240Mbps, escreve a 140Mbps e vem com um cabo muito especial.
Com dois botões, o verde apaga logicamente os dados do HD, reescrevendo as posições de memória, mas se o bicho pegar, se os homi estiverem na sua porta, e você absolutamente positivamente tiver que apagar cada motherfucking bit do HD, aperte o botão vermelho.
Ele irá fritar os chips de memória, mas fritar mermo. É lindo, veja no vídeo a japinha demonstrando, por volta do minuto 2:
Claro, muita gente acha isso exagero, mas são os hipsters do Slashdot que apostam tudo no discurso “mimimi nossa encriptação open source PQP-2000 de chave pública é inquebrável”. Quanto a esses, duas dicas:
Primeiro, a Alemanha Nazista também achava que sua criptografia era inquebrável, e graças a Alan Turing e um monte de outros gênios, descobriram que estavam errados da pior forma.
Segundo, não adianta ter a melhor criptografia do mundo se a chave para ela pode ser obtida com um psicopata, um alicate e uma sala à prova de som.
Portanto, do ponto de vista de segurança o inVincible é excelente, meu único e grande receio são os idiotas que podem ver o botão e apertar pra ver o que acontece.
Fonte: SD
Hoje tem Google+ Hangout? TEM SIM SENHOR!
Que tal botar pra fora aquele Felipe Neto que existe dentro de você? (ok, isso não soou NADA legal. <apagar>) O MeioBit foi convidado a participar do Projeto 100 Hangouts, e a honra de ser o responsável caiu na minha mão.
A idéia em si é bem legal, vão transmitir nada menos que 100 Hangouts (isso você já deduziu, imagino) todos no dia 15, hoje. O elenco é de primeira, tem Beto Largman, Lenine, Ricardo Noblat, Inagaki, Marina Santa-Helena e muitos outros.
Batendo de frente com essa turma, tem eu.
É, 15h estarei aqui com um hangout sobre mobilidade. A idéia, SE tudo der certo, é levar o Mac para o bar, pedir uma cerveja e ficar conversando com os participantes, vocês, trocando causos de mobilidade.
Também levarei alguns gadgets interessantes para mostrar, e se tudo der certo pode até pintar um convidado-surpresa.
Provavelmente você conseguirá acessar o hangout por este link aqui, mas de qualquer jeito tentarei também embedar o YouTube, pra quem quiser acompanhar de fora.
Não tem idéia do que seja um Google+ Hangout? Assista o vídeo abaixo:
Ah sim: vou logo avisando: É Google+ Hangout e não chat roulette. Pintos, bilaus, bráulios e similares não serão tolerados. Annie´s Boobs são bem-vindos.
CEO da Time-Warner, “entusiasta da Apple” não tem idéia do que seja Airplay. Explica muita coisa.
Quando a Disney despontou como força dominante no mercado de animação, praticamente inventando o conceito de curta animado antes dos filmes os outros estúdios foram atrás, colocando rio de dinheiro. Reza a lenda que a Warner por anos bancou satisfeita a produção de sua unidade animada.
Imaginando algo fofinho como a Disney, e acostumados só com os números (positivos) e achando que desenho era coisa de criança, nenhum executivo se deu ao trabalho de VER o que estava produzindo, e foi um choque quando descobriram. O Pernalonga era um grande FDP e ainda por cima crossdresser, coisa que a menos que você fosse diretor do FBI, era bom esconder. O Patolino era caso clássico de esquizofrenia. Gaguinho era… bem, gago.
Assustados mandaram fechar as portas e demitir todo mundo, e assim foi feito, ao menos por um tempo.
Não conhecer o próprio produto é uma prática incrivelmente comum entre executivos de alto escalão. Já vi gente vender um SITE interativo e dependente de bancos de dados e servidores de mídia como algo que pudesse ser enfiado em um CD, mas mesmo isso é menos inadmissível do que não conhecer a concorrência.
E foi isso que aconteceu com Glenn Britt, CEO da Timer Warner Cable.

