Samba adota GPLv3
O projeto Samba, anunciou a adoção da GPLv3 a partir das próximas versões.
Como o Samba era licenciado sob a GPLv2, sem o “e versões posteriores” a transição não era automática.
Mas segundo o anúncio, em um debate entre os desenvolvedores, optou-se por passar a utilizá-la.
Como existe incompatibilidade entre a GPLv2 e a GPLv3, optaram por passar a próxima versão para 3.2, assim o que vier antes de 3.2 está licenciado somente pela GPLv2 e do 3.2 em diante, passa a ser somente pela GPLv3.
As versões anteriores serão mantidas com correções de segurança, mas nenhuma nova funcionalidade será acrescentada, enquanto a versão 3.0.25b (última com GPLv2) for amplamente usada.
Programas distribuídos sob a licença GPLv2, que não passarem para a GPLv3, não poderão mais utilizar bibliotecas das novas versões, uma vez que as duas licenças são incompatíveis.
Além disso, distribuidores que fizeram o acordo de patentes com a Microsoft, depois do dia 28 de março de 2007, não poderão mais distribuir o Samba.
Ou seja, se a Red Hat (que está sendo sondada pela MS) vier a assinar tal acordo, não poderá mais distribuir o Samba, o que pode ser um sério problema para ela, pois seu forte é o mercado corporativo, onde o Samba é necessário para integrar as diversas redes de uma empresa.
Além disso, os desenvolvedores do Kernel, confirmaram, no Linux Foundation Collaboration Summit, que não pretendem adotar a GPLv3, tão cedo.
Via Linux Watch
Go PHP 5

Por diversos motivos, o PHP 5 nunca emplacou.
Apesar dos avanços que a nova versão trouxe, ela não possui compatibilidade total com as verões anteriores.
Para uma empresa de hospedagem, ou ela mantém as duas versões funcionando, ou mantém só a versão 4, caso contrário um número enorme de sites parará de funcionar.
Manter as duas verões funcionando implica em um custo extra no consumo de recursos e soluções customizadas.
Assim, a adoção vem sendo postergada.
Mas os desenvolvedores querem mudar isso para poder aproveitar as vantagens da versão 5 do PHP.
Uma das iniciativas, é o Go PHP 5, onde um contador mostra 213 dias para a adoção do PHP 5.
Vários projetos estão listados na iniciativa, entre eles o Drupal, usado pelo Meio Bit e o phpMyAdmin, que é praticamente um padrão nos servidores que usam cPanel.
Na lista de desenvolvimento do WordPress as opiniões estão divididas, parte dos desenvolvedores deseja abandonar o PHP 4 o mais rápido possível, outra parte, deseja deixar para a versão 3.0.
Mas, esses scripts, em sua maioria, não são possuem força suficiente para mudar o mercado.
A grande exceção é, justamente, o phpMyAdmin.
Praticamente, todos os servidores usam o phpMySql como gerenciador de bancos de dados, no momento que ele deixar de suportar o PHP 4, a mudança será obrigatória para a grande maioria das hospedagem.
Em função do impacto do phpMyAdmin, seria interessante que o foco maior dessa iniciativa fosse no mesmo, pois mudar os demais seria pouco eficiente.
O time do phpMyAdmin promete que passará a funcionar somente com o PHP 5 a partir do dia 5 de fevereiro de 2008, que é a data marcada no contador.
Será essa a data do fim de 8 anos de bons serviços?
Repositórios do Google

O Google criou 3 repositórios para facilitar a instalação de seus aplicativos desenvolvidos para o Linux.
Os repositórios são para:
- Ubuntu 7.04
- Debian 4.0
- Suse 10.2
Na página dedicada aos repositórios, existem instruções visuais e por linha de comando para configurar estes repositórios.
Além dos repositórios acima, existem scripts para configuração do YUM, urpmi e RPM.
A iniciativa é bem interessante, pois torna muito mais fácil a instalação e atualização das ferramentas que o Google já desenvolveu, além das novidades que prometeu, recentemente.
Outra coisa interessante a ser observada é a preocupação com o usuário iniciante, disponibilizando tutoriais visuais, ao invés de exibir apenas tutoriais pela linha de comando.
Excelente movimento do Google.
Via: Br-Linux
Ubuntu x Kubuntu

Usuário do Ubuntu desde que me lembro da existência dele e do Gnome desde o Debian, nunca me dei muito bem com o KDE, portanto nunca dei muita bola para o Kubuntu.
Há alguns dias resolvi instalar o k3b para gravar algumas ISOs (imagens de CD) e fiquei surpreso ao ver que teria que baixar quase 90Mb para um único aplicativo.
Na verdade, eu estava baixando toda a base do KDE junto para que o k3b funcionasse.
Resolvi, então baixar uma cópia do Kubuntu para poder fazer um comparativo entre os dois sistemas.
A máquina usada no comparativo foi um Notebook Acer com processador Semprom 3100+, 512 Mb de RAM, HD de 40Gb, placa de vídeo compartilhada e Wi-fi da Broadcom.
Separei 2 Gb para o swap (exagero) e dividi o restante do HD em duas partes para ficar com ambientes idênticos.
Premissas:
Ao fazer o comparativos, segui algumas premissas, para que o comparativo não ficasse sem sentido, entre elas:
- Foco no usuário doméstico e corporativo, não especialista.
- Nenhuma otimização dos ambientes, usar da maneira que foi instalado.
- Instalar apenas drivers que não fosse encontrados pela instalação e usando a maneira mais simples possível.
- Instalar somente programas para testar o sistema de instalação, para as atividades corriqueiras, usar os programs que já se encontrem na instalação básica.
- Usar o sistema em atividades corriqueiras, como acessar o e-mail, a internet, usar o MSN e redigir textos.
Instalação:
A instalação, ocorreu sem problemas nos dois sistemas, com todo o hardware sendo reconhecido e com o sistema pronto para uso em menos de uma hora.
O único ponto que seria complicado para um usuário doméstico foi a placa Wireless da Broadcom, que mesmo reconhecida, não funciona sem a instalação do firmware.
Mesmo existindo duas opções de firmware para esta placa.
No Ubuntu a instalação do firmware foi um pouco mais simples e pode ser feita sem utilizar o shell, já no Kubuntu, não consegui escapar do Shell.
Mesmo já sabendo fazer, fui procurar tutoriais na internet sobre o assunto e não achei um visual, todos partiam direto para o shell (linha de comando), portanto essa seria a saída para o usuário leigo.
Considerando isso, a instalação fica empatada.
Ubuntu 1 x Kubuntu 1
Desempenho:
Contrariando todas as minhas expectativas, o KDE é mais leve que o GNome.
O consumo de memória, pelo sistema base, é menor em torno de 15 a 20 Mb a menos.
Nenhuma maravilha, mas o KDE parece mais “esperto”, apesar dos números próximos, a sensação é de ter uma máquina mais rápida com o KDE.
Ubuntu 1 x Kubuntu 2
Gerenciamento de hardware:
Eu tinha certeza que não haveria nenhuma diferença nessa área, mas isso não é verdade.
Na duração da bateria, o KDE ganha uns 5 minutos, provavelmente pelo menor consumo de memória, que diminui a necessidade de uso do swap, com menos acesso a disco, a bateria ganha uma sobrevida, é pequeno, mas esses 5 minutos já me fizeram muita falta.
Quando rodando com o notebook conectado à tomada, o gerenciador do KDE fica mostrando, o tempo todo que a mesma foi removida e que ele está passando para a bateria, até poderia ser um problema no meu notebook, mas no Ubuntu isso não aconteceu.
Conexão de rede, o gerenciador de redes do Ubuntu é muito mais esperto do que o do Kubuntu, reconhecendo, conectando e desconectanto automaticamente as redes com e sem fio.
O gerenciador do Kubuntu se perdeu várias vezes, porém, uma vez conectado na rede wireless, apresenta um desempenho ligeiramente melhor, na conexão com fio a desempenho é o mesmo para os dois.
Para um usuário geek, que poderia estabilizar o gerenciador de conexões, fazendo scripts para as trocas manuais e abandonar o gerenciador do KDE, o Kubuntu ganharia essa comparação, mas como o foco é o usuário leigo, ponto para o Ubuntu.
Ubuntu 2 x Kubuntu 2
Interface com o usuário:
A interface com o usuário é muito mais intuitiva e simples no GNome do que no KDE.
A semelhança com o Windows, opções em seqüência não muito lógica e pequenos detalhes que complicam atividades simples, fazem com que o KDE seja muito mais complicado do que deveria ser, para o usuário leigo.
Não estou falando de coisas mirabolantes, mais bem simples, mesmo, como lembrar a senha que o usuário acabou de digitar, deixar o programa de e-mail na cara do usuário, ao invés de escondido no Kontact etc…
Nessa área o Ubuntu com o GNome dá um banho, sendo mais intuitivo que o Windows, em várias atividades.
Quando não existe nenhuma incompatibilidade de hardware, a máxima de simplesmente funcionar é uma verdade no Ubuntu, as coisas simplesmente funcionam como deveriam.
Ubuntu 3 x Kubuntu 2
Instalação de aplicativos
O sistema do Ubuntu de instalação é muito melhor resolvido do que o do Kubuntu.
É possível instalar qualquer programa disponível nos repositórios (mais de 18.000 pacotes) sempre usando a interface gráfica.
Nem para para acessar repositórios obscuros é necessário usar o shell, o instalador e o synaptics dão conta do recado com maestria.
Já no Kubuntu, se você precisar de algo que não esteja no instalador, terá que recorrer a linha de comando.
Ubuntu 4 x Kubuntu 2
Aplicativos base
A instalação base dos dois sistemas traz uma gama de aplicativos capaz de satisfazer qualquer usuário doméstico ou corporativo, porém no trio base web, e-mail e mensagem instantânea, o Ubuntu leva vantagem.
Trazendo Firefox, Evolution e Gaim, proporciona uma experiência melhor para o usuário leigo do que o Konqueror, KMail e Kopete.
Independente das qualidade de cada aplicativo, o trio usado pelo Ubuntu tem um foco maior no usuário leigo com interfaces mais simples e intuitivas.
Na área de escritório, os dois trazem o OpenOffice, que suprirá todas as necessidades de um usuário doméstico e a maioria das necessidades de um usuário corporativo.
Ubuntu 5 x Kubuntu 2
Aplicativos
Saindo dos aplicativos básicos o Kubuntu leva uma vantagem enorme em relação ao Ubuntu.
Amarok, K3b, Quanta e companhia, competem de igual para igual com seus similares comerciais.
O que falta na parte de desenvolvimento do ambiente, sobra no desenvolvimento de aplicativos.
Você vai encontrar aplicativos para fazer quase tudo no Kubuntu e com usabilidade e recursos, em geral, muito superiores aos equivalentes no Ubuntu.
Ubuntu 5 x Kubuntu 3
Documentação
Para um usuário leigo a documentação é fundamental, se não for, deveria ser o primeiro lugar para tentar tirar as dúvidas e nesse ponto, o Ubuntu dá um verdadeiro show.
A página de documentação oficial do Kubuntu ainda está na versão 6.10 e o link para a versão 7.04 (atual), aponta para a documentação oficial do Ubuntu.
Para um usuário avançado, nenhum problemas, mas para os iniciantes fica muito confuso ver o exemplo com para o GNome e tentar aplicar no KDE.
Ubuntu 6 x Kubuntu 3
Aparência
Apesar de aparência ser um quesito subjetivo e gosto não se discutir, a aparência do Kubuntu é muito superior a aparência do Ubuntu.
Como algumas customizações, os dois podem ficar com um visual impressionante, mas considerando a aparência “de fábrica”, o Kubuntu tem mais chance de não assustar o usuário que vê o sistema pela primeira vez.
Ao contrário do que o marrom estranho do Ubuntu.
A primeira impressão conta e muito na hora que o usuário está comprando um computador com o sistema já instalado, por exemplo.
Ubuntu 6 x Kubuntu 4
Conclusão
Vendo o placar final de 6 x 4 para o Ubuntu, podemos notar que o Ubuntu se encontra muito mais preparado para o usuário leigo ou o usuário corporativo, que usam o computador como uma ferramenta e não querem se preocupar com o funcionamento do sistema.
O Kubuntu amadureceu muito em relação às primeiras versões, porém o Ubuntu foi mais rápido na hora de cuidar de detalhes que fazem a diferença.
Em parte, isso é explicado pela diferença de filosofia dos ambientes, onde o Gnome preza mais pela facilidade de uso e o KDE pela quantidade de recursos.
Outra parte da explicação é a atenção maior dada pela Canonical ao Ubuntu do que ao Kubuntu.
Em outras distribuições, o KDE se encontra mais resolvido do que no Kubuntu (como no caso do SuSe, por exemplo).
As apostas do KDE ficam com a versão 4, que promete uma revolução no ambiente desktop, mas enquanto ela não está disponível, a vitória fica com o Ubuntu usando o GNome.
Ubuntu reconhecido pela Microsoft

Não é de hoje que a Microsoft está de olho no crescimento do Ubuntu, mesmo com o Mark Shuttleworth afirmando que não há nenhuma negociação em andamento.
Mas reconhecer o Ubuntu como uma cópia genuína do Windows é exagero.
Tudo começou como uma brincadeira, na qual um usuário do Ubuntu resolveu usar o IE4Linux para ver se conseguiria baixar uma cópia do Windows Defender no Xubuntu.
O IE4Linux, é um script desenvolvido por um brasileiro para instalar o Internet Explorer no Linux (para tentar contornar os bugs do mesmo no desenvolvimento de páginas).
O Windows Defender, obriga solicita que você certifique que seu Windows não é pirata.
O autor da “proeza”, escolheu o método de validação alternativo, uma vez que o IE4Linux não suporta ActiveX, baixou o programa e rodou, utilizando o Wine.
A aplicação gerou um código que foi colado na página da Microsoft e o Ubuntu foi aceito como uma cópia válida.
É incrível como a ferramenta de validação é tão correta, imagino como ela não classifica os sistemas rodando o Windows.
Aliás, já identificou uma cópia do Windows como sendo um MAC.
Via: Br-Linux
Risco de Fork no Linux está menor, mas ainda existe

O último rascunho da GPLv3, pode diminuir as chances de um fork no GNU/Linux.
Esta versão está bem menos política do que a anterior, onde o teor do rascunho apontava mais para um manifesto anti-DRM do que para uma licença de software.
Mesmo não sendo mais tão contra a nova versão, Linus não vê motivos para adotá-la.
Mesmo com a “limpeza” a licença aponta, claramente, na direção contrária a acordos feitos com a Microsoft e ao que está sendo chamado de Tivoization.
Os acordos entre a Novell e a MS, não seriam contra a licença, uma vez que podem ser usados contra a MS em favor da comunidade e forma fechados antes da data do lançamento.
Com as mudanças no novo rascunho, a mesma passou a ser compatível com algumas licenças que não era, como utilizada pelo Apache 2, por exemplo.
Mas ela continua incompatível com a GPLv2.
Ou seja, softwares distribuídos sob a GPLv2 em diante, serão compatíveis com a GPLv3, porém, softwares distribuídos apenas sob a GPLv2, não serão.
Resta saber se o kernel do Linux ficará licenciado somente sob a GPLv2, ou se adotará a GPLv3.
Caso o Kernel passe a usara somente a GPLv2 (possibilidade cogitada na lista de desenvolvimento), o Kernel passa a ser incompatível com o resto do Linux.
Acontecendo isso algumas coisas são esperadas:
- Necessidade da FSF criar um kernel.
- Necessidade do Linux criar um fork de todos os pacotes GNU.
- Diminuição da velocidade de desenvolvimento por causa dos itens acima.
- Divisão dos esforços de desenvolvimento.
- Divisão do mercado (muito maior do que a existente, hoje, por causa das diversas distribuições).
Quem deve estar adorando essa idéia do tio Stallman é o Tio Bill.

