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Vídeos do Instagram colocam Vine na chon

Por em 3 de julho de 2013

Conforme era de se esperar, a partir do momento em que o Instagram passou a permitir o upload de vídeos na sua plataforma, o tráfego no Vine foi pra zona de rebaixamento, mais ou menos por ali onde encontram-se as ações da OGX. E não foi algo muito demorado, o Instagram roubou o tráfego do Vine de forma avassaladora. Foram necessários menos de 15 dias para a audiência do Vine despencar.

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Eu tenho uma explicação simples para isso: a preguiça dos usuários. O Instagram já é uma rede social consolidada e com um aplicativo muito bem resolvido. O Vine tem aquela cara meio de beta, de app simplório demais. Mas o que pesou de verdade aí é que você pode tanto fotografar como fazer vídeos dentro do mesmo app. No caso do Twitter e o seu Vine, são dois aplicativos separados.

Dessa forma, pra fazer um Vine você precisa sair do Twitter. No caso do Instagram, na própria timeline do aplicativo você pode postar os seus ou ver os vídeos e as fotos dos usuários que você segue. É um típico caso onde o pioneirismo cobra um preço alto. Não duvido que em um futuro próximo a app oficial do twitter permita o upload de vídeos.

O Vine chegou há pouco tempo e já está na hora de repensa-lo. Mas é assim que o mercado funciona. O Instagram é uma força competitiva e tanto, com seus 100 milhões de usuários, que trouxe a vantagem competitiva de permitir o envio de vídeos integrados no mesmo app e na mesma rede social. Forças competitivas são um dos maiores riscos para um negócio e certamente o pessoal do Twitter sabia disso. Vamos ver qual será a reação.

Via PR Daily.

emSoftware Web 2.0

Go Read: o substituto ideal para o Google Reader

Por em 2 de julho de 2013

Desde ontem o Google Reader foi descontinuado de vez. A ferramenta preferida dos usuários para acumular feeds sem ler não existe mais. Marcar todos como lidos nunca mais vai ser a mesma coisa. Para quem pretende salvar suas inscrições, o Google ainda disponibilizará os arquivos dos feeds até o dia 15 de julho via Google Takeout.

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A grande questão do fechamento do Google Reader é pra onde os usuários iriam migrar. Vários serviços ofereceram casa, comida e roupa lavada para receber a avalanche de órfãos e incrementar consideravelmente suas bases de usuários. Mas sempre ficava faltando uma coisinha aqui, outra ali pra substituir o G.Reader à altura.

Eis que encontrei o Go Read. A ferramenta é simples, tem um layout muito parecido com o do G.Reader e você pode facilmente importar os seus feeds, até mesmo logando com sua conta do Gmail. E ainda há uma vantagem nisso: todos os feeds serão adicionados marcados como lidos, olha que bacana. Você pode importar os feeds através de arquivos, além da já citada opção de usar sua conta do Gmail.

De repente acumular feeds que nunca vou ler passou a ser divertido de novo.

emDestaques Dicas Google

[Review] – BlackBerry Z10

Por em 26 de junho de 2013

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Essa semana recebi um BlackBerry Z10, o novo modelo lançado recentemente no Brasil. O aparelho já havia sido mostrado na Be Mobile Conference, em Abril. É a tentativa da empresa de recuperar espaço no mercado de smartphones, onde ela acabou se restringindo ao meio corporativo nos últimos anos. Pude testar o aparelho durante alguns dias e passarei as minhas impressões.
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emCelular Resenha Unboxing

WWDC 2013: Apple dá mais sinais de perda de força

Por em 13 de junho de 2013

A ansiedade era grande com relação à WWDC 2013. Todos queriam ver o que a Apple traria de novo, principalmente com relação ao iOS, que vinha sofrendo duras críticas pela sua falta de mudanças, inclusive por parte dos seus usuários. Porém, o que se viu na realidade é o mais do mesmo que tem assombrado a empresa nos últimos anos. Poucas novidades, apenas melhorias cosméticas e de hardware nos produtos e um iOS 7 que mais assustou do que agradou ao público.

Obviamente, trata-se de uma versão beta apenas para desenvolvedores, mas o tão falado design “flat” do iOS 7 fez com que os early adopters estranhassem um pouco a mudança tão radical. A partir daí foi normal a comparação com o Windows Phone. Algumas mudanças importantes de usabilidade e funcionalidade chegaram na nova versão do sistema operacional mobile da Apple, mas também foram criticadas por serem cópia de funções que já existem na concorrência há bem mais tempo.

Jobs doidão

Fonte de inspiração para o iOS 7?

Sobre ser cópia ou não, é importante salientar: independente de serem “inspiradas” ou realmente copiadas, as funções apresentadas são úteis e trarão uma melhor experiência de uso para os consumidores. Copiar a concorrência não é algo restrito à Apple, tampouco ao mercado de tecnologia. Do ponto de vista do usuário, pouco importa quem criou ou quem copiou o quê. O que o usuário quer ao desembolsar um bom dinheiro num dispositivo, é a melhor experiência de uso possível. A discussão acerca de como essa usabilidade chegou até ele fica para os fanboys.

O outro lançamento bastante comentado foi o novo Mac Pro, a Workstation de alto desempenho (e preço) da empresa. Um design completamente diferente do que estamos acostumados a ver, parece mais uma cápsula futurista que guarda o segredo do universo. Muito bonito, mas só isso. Também foram lançados novos Macbooks Air, com mais potência e bateria durando mais tempo (uau, que incrível).

Parece inquestionável, nesse momento, que a Apple perdeu um pouco os rumos da inovação desde que Steve Jobs deu logoff. Os lançamentos sucessivamente tem mostrado produtos mais rápidos, mais bonitos e só. Como diz o ditado, bonitinhos, mas ordinários. Nesse quesito, não temos muito mesmo para onde ir. As máquinas hoje já são muito bonitas, rápidas e eficientes. Para mim, é no software e na forma como esses equipamentos todos podem melhorar nossas vidas que está a grande chance de revolução.

Mudanças são sempre bem-vindas, e elas realmente vieram no iOS 7, reflexo direto da atuação de Jony Ive, que assumiu o controle do sistema na metade do ciclo e fez tudo em 8 meses (obrigado @caiocgomes pelo lembrete). A questão é que mudanças nem sempre significam evolução, e as mudanças apresentadas no iOS 7 me parecem muito mais um prêmio de consolação para os usuários insatisfeitos. Aparentam muito mais ser a Apple assumindo “Ok, a concorrência está na nossa frente, vamos usá-los como bom exemplo do que está funcionando” do que uma evolução natural do sistema.

Essa falta de novidades reais tem feito muitos usuários mudar de plataforma, abandonando a Apple por estarem “enjoados” do iOS. A mudança de design demorou tanto, que usar um iPhone 5 com iOS 6 é como se um Notebook de última geração estivesse rodando Windows 95. Jony Ive e o iOS 7 serão capazes de trazer esses usuários de volta? Nesse primeiro momento, é pouco provável.

emApple e Mac Artigo

App Store perto dos 50 bilhões de downloads

Por em 14 de maio de 2013

Em 2009, fizemos um post comentando sobre a App Store atingir, na época, 1 bilhão de downloads. 1 bilhão é coisa pra chuchu. Eis que, apenas 4 anos depois, a Apple comemora a chegada do quinquagésimo bilionésimo download. A loja, que foi lançada em 2008 levou pouco menos de um ano para atingir o primeiro bilhão, mais rápido que o Tio Patinhas. Mas o crescimento é notável considerando um aumento de 50x em apenas 4 anos.

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Isso dá uma média de 7 apps por habitante do planeta. Somando as vendas de iPhones, iPads e iPods Touch, a média sobe para mais de 100 apps por dispositivo (estimam-se 250 milhões de iPhones, 100 milhões de iPads e 82 milhões de iPods Touch). Obviamente aí não consideramos downloads repetidos por motivos diversos.

Os números mostram o sucesso do modelo adotado pela Apple, que só conseguiu ser repetido, ainda sem a mesma eficiência, pela Play Store do Google. Em termos de organização das apps, busca e variedade a loja da Apple ainda está alguns passos à frente da concorrência.

Por enquanto, a expectativa é de que esse número continue crescendo a olhos vistos. As vendas dos dispositivos iOS não parecem estar perdendo a força, mesmo com a queda do valor das ações da empresa e com as críticas do mercado sobre a falta de inovação dos produtos lançados recentemente.

Alguém arrisca uma estimativa de quando a loja atingirá 100 bilhões de downloads? Eu chutaria no Natal de 2015.

emApple e Mac Mercado

MacBook Pro: o melhor amigo do Windows (sério)

Por em 26 de abril de 2013

Haters so gonna hate. Imagine que você esteja procurando um notebook-pc novo. Sua preocupação é exclusivamente a performance, sem apego com relação a marcas. Segundo uma empresa chamada Soluto, sua busca acabou: compre um MacBook Pro de 13″.

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Não é piada, um teste foi realizado e tudo. Dell, Lenovo e Acer foram os principais concorrentes mas ficaram comendo poeira. Segundo a empresa que realizou o teste, de certa forma a competição é injusta pois o MacBook não vem com Windows por padrão, demandando sempre uma instalação limpa. Já o clean install dos fabricantes de PCs vem carregado de crapware, deteriorando a performance até mesmo de uma máquina nova.

Isso de certa forma invalidaria o próprio teste, pois como você pode verificar aqui, aparentemente não há qualquer padrão sobre o SO instalado ou sobre o hardware das máquinas testadas. Umas tem HDD, outras SSD, quantidades variáveis de memória, etc. O resultado é encontrado com o Soluto Score™, que mede a performance da máquina segundo cinco quesitos básicos, entre eles crashes por semana, tempo médio de boot e quantidade de telas azuis da morte no período. Um complexo algoritmo é aplicado e o resultado final é calculado.

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Considerando o preço dos MacBooks, é estúpido comprar um deles apenas para rodar Windows. O ganho de performance não é significativo em relação a uma máquina PC com as mesmas configurações. A única vantagem é colocar a foto de um Mac rodando Windows no Instagram e depois começar a contar a quantidade de hipsters que começam a se cortar em seguida. Por isso, talvez valha a pena pagar tão caro.

Via CNET pelo twitter do @ricardofraga.

emApple e Mac Hardware Microsoft

Games, desafios e o futuro da mobilidade – #BeMobile

Por em 24 de abril de 2013

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Estive em Miami semana passada a convite da BlackBerry para a Be Mobile Conference. Um evento onde diversos palestrantes falaram sobre mobilidade, o impacto que a mesma tem sobre nossas vidas, tendências em M2M, Big Data e outros tópicos de grande interesse para o futuro. Porém, a palestra que mais me chamou a atenção foi ministrada por Jane McGonigal, que é especialista em Gamification – aplicação de princípios de design de jogos nos desafios da vida real. Alguns dados interessantes da palestra:

  • Por dia, a humanidade gasta 300 milhões de minutos só jogando Angry Birds. O que equivale a 400 mil anos de tempo somente nesse jogo;
  • Hoje em dia há em torno de 1 bilhão de gamers espalhados pelo mundo;
  • Jogadores de Call of Duty gastam, em média, 170h por ano no jogo, o que equivale a 1 mês de trabalho. No dia do lançamento da última versão do jogo, 1 em cada 4 jogadores disse que estava doente para faltar ou ao trabalho ou a escola (algum leitor do Meio Bit fez isso?);
  • Por semana, 7 bilhões de minutos são gastos em jogos. Ou seja, é como se cada habitante da Terra gastasse 1 minuto em algum jogo toda semana;
  • Os players estão começando cada dia mais cedo, justamente por conta de dispositivos e jogos mobile. 90% das crianças de 2 anos de idade já jogam algum tipo de jogo nos tablets ou celulares dos pais;

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Outro dado interessantes para o nosso mercado (América Latina) é que ele cresceu 247% nos últimos 3 anos. Além disso, Jane desmistificou uma série de preconceitos e lendas sobre games, inclusive os violentos. Segundo ela apontou, crianças que jogam videogames são mais criativas e tiram notas até 30% maiores nos testes. Além disso, pesquisas mostraram os sintomas somem em players portadores de TDAH enquanto eles estão jogando videogames. Jogadores com autismo também demonstraram ter suas habilidades sociais desenvolvidas com ajuda dos games.

Talvez a informação mais relevante sobre tudo isso tenha sido a questão da resiliência. Na sua palestra ela mostrou que players fracassam o tempo todo. De fato, em 80% de todo o tempo em que estão jogando. Candy Crush que o diga. O lado bom é que isso desenvolve um senso de persistência e nos torna pessoas mais resilientes, que suportam melhor o fracasso pois aprendemos a conviver e (lidar) com ele.

Numa outra experiência feita com Farmville, onde o objetivo foi extrapolar o jogo para o mundo real, uma rede de pessoas foi criada e conectada para ajudar-se a manter jardins e plantações no mundo real. O resultado da pesquisa mostrou que players que jogam Social Games são mais propensos a ajudar outras pessoas. Houve até um estudo que mostrou que jogos casuais são mais eficientes que remédios para tratamento de ansiedade e depressão.

Para finalizar: Jane também garantiu que em diversos estudos de ponta, jogos violentos não motivaram nem alteraram qualquer tipo de comportamento nos players. Jogar jogos violentos não desenvolve ou estimula atitudes violentas por parte dos players. Ela falou de situações bem específicas onde pessoas com certos tipos de comportamentos pré-existentes possam ter sintomas de agressividade caso joguem jogos violentos demais e em excesso. Mas em geral foram excelentes notícias e um belo respaldo contra quem acha que proibir jogos violentos ajuda a sociedade a combater a violência e o crime.

Ah, e além de tudo ela é bonita e simpática.

Para saber mais, acesse o site da Be Mobile Conference. Neste link você encontra a apresentação dela.

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