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WinXisPa: Como jogar o Vanguard Princess sem precisar ir ao Oriente

Por: em 12/07/09 na(s) categoria(s): Computadores, Destaque, Tutorial


Final de semana é meio complicado para os hardcore gamers, já que muitos de nós possuímos uma boa coleção de jogos e não podemos desfrutar da maioria deles, nesses curtos dois dias sagrados de descanso do trabalho e/ou estudo. Se você, caro jogador, possui tempo para jogar um belo jogo de luta 2D (bonitão mesmo…) e não possui dinheiro nem conta para pagar alguns dos bons títulos do gênero disponíveis no Steam, seus problemas acabaram!

Desde que você possua uma boa conexão de internê onde possa baixá-lo, um modesto PC com Windows XP e possa ignorar que o jogo freeware a seguir esteja quase que totalmente no idioma dos longos animês, óbvio. Se bem que para boa parte dos jogos de luta, o enredo não passa de uma desculpa esfarrapada para trocar uns socos e chutes com o adversário, humano ou máquina.

Vanguard Princess Logo

Bom, antes de começar a jogatina desenfreada de Vanguard Princess, que lembra Street Fighter, só que com lolicons, precisaremos considerar o seguinte:

Aparentemente o jogo fôra feito e produzido para o Japão, por um desconhecido produtor chamado Tomoaki Sugeno, que parece ter participado do desenvolvimento de jogos como Resident Evil 3 e alguns King of Fighters. Tendo isso em mente, antes de você, caro leitor do Meio Bit Games, pensar em instalar o jogo, é necessário que transforme seu Windows XP num sistema operativo que aceite jogos japoneses.

Dêem uma olhadinha abaixo em como fazer isso no Painel de Controle do tal sistema operativo, painel esse que só pode ser acessado por uma conta de usuário com privilégios de administrador no Windows XP:

Jogando no Japão

Após fazer todo o procedimento ilustrado na figura acima, que poderá exigir o disco de instalação do tal sistema operativo, o Windows XP pedirá para ser reiniciado, já que você acaba de ampliar o código de caracteres nativos do sistema, aceitando todos os kana (hiragana e katakana) e os kanji, os três alfabetos japoneses.

Vector - Vanguard Princess Download

Agora que seu sistema operativo tem a capacidade de lidar com os tais caracteres esquisitos daquele idioma, clique na figura ao lado para entrar na página de download e baixar o jogo, clicando num botão semelhante ao azul indicado na figura acima. São um pouco mais de 170MiB para serem baixados.

Depois de baixar o jogo para o seu PC, execute-o e ele, por padrão, extrairá todos os arquivos necessários para uma pasta com 405MiB e nome em katakana, onde lá estará o executável do jogo, também escrito em katakana.

Jogando o Vanguard Princess

Por isso mesmo era necessária a ampliação do suporte nativo aos caracteres do idioma japonês, se não o jogo não rodaria, já que o executável dele não encontraria todos os arquivos necessários para rodar Vanguard Princess, pois não estariam em tal alfabeto japonês.

Jogando no Japão

Como a disposição padrão do teclado japonês é levemente diferente da habital dos jogos ocidentais, não esqueçam de ajustar o teclado antes de jogar, acessando o menu ‘Keyboard‘ na barra de ferramentas do jogo, ou algo parecido com a figura acima.

Divirtam-se com alguns vídeos do jogo Vanguard Princess:


[Gostaria de agradecer ao Wikleffe Couto, que através do blog Vida Extra, deu a dica do Destructoid]

O carregador universal chegará primeiro ao velho continente?

Por: em 06/07/09 na(s) categoria(s): Acessórios, Celular, Hardware, Mobile


A Comissão Européia anunciou que o tão desejado carregador universal chegará ao mercado logo no próximo ano: os maiores fabricantes de celulares, que atuam naquele continente, enviaram um acordo conjunto para que a Comissão possa promover a adoção de carregadores compatíveis com a interface micro-USB, tornando tal interface o padrão de conector para recarregar futuros telefones celulares produzidos e/ou comercializados no continente europeu.

Nokia's micro-USB charger

A princípio, tal acordo só não será cumprido por aqueles celulares mais simples, que só fazem chamadas de voz e mandam SMS. Entretanto, a Comissão Européia entende que esse será apenas um problema temporário, já que os celulares multimídia estão se tornando mais acessíveis e espera que a maioria dos consumidores se desfaça dos antigos aparelhos em três ou quatro anos.

Segundo outra fonte, o acordo foi assinado pela Apple, LG, Motorola, NEC, Nokia, Qualcomm, Research in Motion (RIM), Samsung, Sony Ericsson e Texas Instruments; e veio acompanhado de uma nova regulamentação européia, que prevê diversas normas de segurança sobre a fabricação e o uso de telefones celulares, evitando alguns pequenos problemas de interferência em RF com outros aparelhos específicos.

USB 3 - new A-plug

Apesar de o micro-USB fazer parte do carregador universal, gostaria de lembrar ao leitor que tal interface não é plenamente compatível com o USB 3.0, já que não dispõe dos quatro condutores adicionais dos canais de transmissão e recepção do sinal USB 3.0. Isso quer dizer que caso o telefone utilize o micro-USB para também transferir dados, o fará pelas mesmas velocidades já habituais do padrão USB 2.0. Se bem que haverá poucos PCs já vendidos com a nova interface USB 3.0 em 2010.

[Agradecimentos ao Guia do Hardware]

Internet Explorer 8 apresenta novo recurso… (ainda exclusivo?)

Por: em 02/07/09 na(s) categoria(s): Produtividade


Ao passo que o adolescente Opera tenta unir seus privilegiados usuários e ganhar maior visibilidade, inclusive no continente de origem, a forte concorrência também se esforça para bater o líder incontestável do ramo de browsers, o Internet Explorer.

Enquanto isso, o Firefox possui milhares de extensões e o Chrome, apesar de ser da Google, já deixou de ser um produto beta. Pois bem, recentemente, descobriram, na nova versão do Internet Explorer, um recurso que ainda não pôde ser copiado pela concorrência:

Internet Explorer 8 - new feature

Não, não adianta. Nem mesmo o Firefox 3.5 consegue fazer isso. Ainda. Pelo menos nem o pessoal do Bitelia e nem o pessoal do Menéame descobriram um forte concorrente para o tal recurso, encontrado, no IE8, pelo Techdo.

Alguém aí possui, por acaso, alguma dica de como podemos desfrutar de tal recurso em outro navegador?

Evite meter o dedo na tomada, por favor!

Por: em 28/06/09 na(s) categoria(s): Destaque, Tutorial


Pode parecer implicância minha, mas, ao lidarmos com tanta tecnologia à nossa volta, na forma de várias máquinas, encaixadas (ai!) em outras máquinas (ui!), parece que pouco nos importamos como essas coisas realmente funcionam. Ou como deixam de funcionar. :( :?

Bom, do que esses seres (ainda…) inanimados se alimentam? Do que precisam para continuarem funcionando fortes e saudáveis? O que podemos fazer para que nossos queridos e amados gadgets vivam por mais tempo ao nosso lado? Esta última pergunta tem uma resposta um tanto em aberto, mas as duas primeiras perguntas têm basicamente a mesma resposta: energia elétrica de boa “qualidade“.

Wikipedia - IEC 60906-1, international 250V socket
Acima: tomada monofásica internacional, adotada, por enquanto, apenas no Brasil

E o que seria essa energia elétrica e que variáveis deveríamos considerar para avaliarmos sua “qualidade“?

Primeiro, vamos definir o que é a energia elétrica:

A energia elétrica é aquele trabalho em potencial, aquela energia que é transmitida pelo movimento, pelo fluxo dos electrões livres num material condutor, ou seja, num material que permita o fluxo deles por apresentar a menor resistência possível à esse fluxo dos electrões. Fluxo esse que ocorre de uma região de maior potencial para outra de menor potencial elétrico.

Complicado? Permita-me fazer uma analogia com encanamentos de água…

Encanamento de água

Usando o bom senso, na interpretação da simplória figura acima, notamos que o boneco da figura está prestes a tomar um belo banho e percebemos que a caixa d’água está bem acima da boca de saída do encanamento, o “chuveiro“.

A caixa d’água está acima do “chuveiro” por causa da gravidade: a água “cai” da caixa, e esse líquido flúi dentro do encanamento, molhando o boneco que está embaixo do “chuveiro“, “chuveiro” esse que está abaixo da caixa d’água.

Se a caixa d’água estivesse numa altura mais elevada, a água fluiria com mais “força“, molhando o boneco mais rapidamente, ou seja, considerando o chão como a referência, o nível zero, a caixa teria, então, um maior potencial hidráulico.

Sim, e o que isso tem a ver com a energia elétrica?

Se substituirmos a água pelos electrões livres, teremos a seguinte situação: devido à diferença de potencial elétrico existente (a força de gravidade), os electrões livres fluiriam da região de maior potencial (representada pela caixa d’água) para a região de menor potencial (o boneco), através do fio condutor (o encanamento) com determinada intensidade de corrente (vazão da água, o volume do líquido que escoa num período de tempo). E isso tudo seria o circuito elétrico. :O

Certo, a analogia agora me parece razoável, tudo bem. E agora, tio Laguna, que variáveis existem na tal energia elétrica?

Antes de qualquer coisa, as tais variáveis são as grandezas elétricas, que usamos para quantificar as características desse tipo de energia. São elas:

Carga elétrica – Supondo que aqui ninguém fugiu das aulas de química, todos sabemos muito bem o que vêm a ser as partículas elementares da matéria: o electrão, o neutrão e o prótão, que compõem o antes indivisível átomo.

Wikipedia - Copper's Electron Shell

Saindo um pouco da química e indo para a física, ou versa-vice, temos que o electrão teria carga elemental “negativa“, enquanto o prótão teria carga elemental “positiva” e o neutrão deixamos um pouco de lado, já que é “café-com-leite” e não possuiria carga elétrica alguma, por convenção.

O fluxo de electrões livres (digo livres pois o material, quando bom condutor, precisa de menor energia para liberá-los do átomo e fazê-los circular na banda de condução desse e dos átomos vizinhos do mesmo material) ocorreria entre uma região “carregada“, onde haveria maior carga de electrões, para uma região “menos carregada” do circuito elétrico, onde há menor carga elétrica, visando o equilíbrio.

Certo, e daí? Qual a utilidade disso na prática?

Bom, a bateria de 6 células de um netbook como o Eee PC 1000HA, possui carga de 23,76 quilo coulombs, ou seja, a bateria, quando completamente recarregada, possui um “desequilíbrio” de 23,76 kC (ou 6600 mili ampère-hora), “desequilíbrio” esse que alimentará o elemento que dissipará a energia transmitida pela carga elétrica fornecida ao circuito, o netbook em questão. 8)

Tensão elétrica – Ela também é conhecida como força eletromotriz ou diferença de potencial elétrico e é a característica da energia elétrica que mais confunde as pessoas, mas, ao observarmos o que ela significa na prática, possa ser que esclareçamos as dúvidas de alguns.

A tensão elétrica é a energia potencial que a carga elétrica consegue transmitir à um determinado elemento do circuito elétrico. Traduzindo: o tal elemento do circuito EXIGE que determinada energia seja transmitida por aquela carga elétrica, para ele funcionar e realizar sua tarefa.

No caso do netbook em questão, ele exige que 7,4 joules de energia sejam transportados para cada coulomb que percorra o circuito. Como 23.760 coulombs serão fornecidos pela bateria, ela fornecerá 175.824 J de pura energia potencial.

Isso é muita ou é pouca energia potencial?

Bom, se essa bateria de íãos de lítio tiver sido malfeita, e toda essa energia potencial viesse na forma de uma bela explosão, ou seja, sendo diretamente convertida em energia térmica, a consumir todo o material armazenativo da bateria, do tal netbook, e, considerando que o ar seco tenha densidade de uma grama para cada litro, digamos que o estrago faria com que, em apenas um segundo, 1 metro cúbico de ar tivesse a temperatura elevada em 175,8ºC. }:)

Gizmodo - Dell Laptop explodes in flames

Voltando ao assunto principal, a tensão elétrica é medida em joules por coulomb, ou J/C. Mas, num momento de pura inspiração, um GNU/Físico visionário resolveu que seria melhor simplificar tal unidade e assim homenageou J/C como volt (V) em homenagem à pilha.

O grande problema sobre essa grandeza, a tensão elétrica, é que muita gente, em especial os péssimos tradutores, acham que podem confundí-la com pilhas, chamando-a por essa unidade, usando um termo horrível como “voltagem“. :O :sick:

Lembrando que unidade é a quantidade física, uma medida padrão de uma grandeza, não a própria. Pelo menos no idioma português, e isso vale tanto para o lusitano (electrão) quanto para o brasileiro (elétron). ;) 8)

Um detalhe a ser considerado sobre maiores valores de tensão é a rigidez dielétrica de um material isolante, que seria a capacidade de isolamento desse material, impedindo que ocorra uma provável e danosa descarga elétrica em um ser vivo, por exemplo.

A rigidez dielétrica do ar seco é por volta dos 10 kV/cm ou 1 mega volt por metro. Isso quer dizer que se você quer medir a tensão elétrica de um raio, basta você saber de que altura ele “caiu“. :) :D

Corrente elétrica – Aqui é que entramos numa antiga guerra: a corrente contínua versus a corrente alternada. Espero que você tenha conseguido ler e compreender o meu texto até o parágrafo anterior, pois assim será mais fácil compreender a diferença entre as duas correntes:

A corrente contínua nada mais é que o fluxo contínuo dos electrões livres por todo o circuito, ou seja, um determinado electrão sai da região “mais carregada” e vai equilibrar a região “menos carregada“, percorrendo, de facto, todo o circuito, visando o equilíbrio da fonte, geralmente um acumulador de carga, algo na forma de uma bateria ou pilha.

Já a corrente alternada é um conceito um pouco mais complexo, mas, basicamente, é o seguinte: sabe aquela “ôla” que as torcidas organizadas fazem nos estádios?

É basicamente o mesmo princípio, só que, no circuito em questão, gera, no material condutor, uma onda senoidal eletromagnética que carrega energia elétrica: o electrão de um átomo “cutuca” o electrão do átomo vizinho, que pertuba um terceiro electrão e assim, sucessivamente.

Como vemos no gráfico a seguir, a tensão elétrica em corrente alternada acaba variando entre + 311 e – 311 volts, por exemplo, o que nos obriga a determinar a média quadrática de tal onda senoidal, para obtermos o valor nominal dessa tensão, em comparação com a tensão em corrente contínua, a chamada tensão eficaz, que resulta no valor nominal de 220V. Existe um padrão ridículo de 110/115/127V, mas nem me darei ao trabalho de comentá-lo.

220V ~ 60Hz sine wave

Tanto faz se a corrente é contínua ou alternada, já que a grandeza corrente elétrica é uma taxa, ou seja, é a quantidade de carga elétrica que percorre o circuito, passando pelo condutor num determinado período de tempo, como a vazão da água num encanamento. Essa grandeza tem como unidade padrão o coulomb por segundo, ou C/s, mas os GNU/Físicos acabaram homenageando o cara que ligou a eletricidade ao magnetismo e assim o C/s virou ampère (A).

E a intensidade de corrente de 1 A é muito ou é pouco?

Depende de nosso referencial: se 0,1 A atravessar um coração humano, essa descarga causará grave arritmia cardíaca e uma conseqüente morte ao azarado, caso não revertida a tempo. Se o indivíduo conseguir realizar a façanha de sobreviver à essa corrente, ficará com graves seqüelas no músculo cardíaco. :(

Por outro lado, o atual padrão USB 2.0 pode fornecer 500 mili ampères (0,5 A) à uma tensão contínua de 5 volts, enquanto o padrão USB 3.0, retrocompatível, oferece a mesma tensão elétrica, mas pode fornecer até 900 mili ampères ao dispositivo à ele conectado.

Quer dizer que, se eu meter o dedo num conector USB, eu morrerei? Corrão!

:O

Não, também não é assim: você só teria risco de morte se fincasse duas agulhas no peito e as ligasse na tal interface. Nem tente isso em casa, até porque o USB não fornece a quantidade suficiente da próxima grandeza…

Potência elétrica – Não há muito mistério aqui, é só multiplicarmos a tensão pela corrente elétrica fornecida, à determinado elemento do circuito, e aí obtemos essa taxa de conversão, da energia elétrica, em energia transferida ao dispositivo que a dissipará.

Mesma tensão, mas correntes e potências diferentes

Voltando à analogia com encanamentos de água, qual dos dois bonecos acima se molharia mais e mais rápido?

O verde (à direita…) se molhará mais e mais rápido (levará uma descarga, um choque elétrico de maior potência), já que, apesar de ambos os encanamentos possuírem o mesmo potencial hidráulico (a altura, a força de gravidade, a tensão elétrica), possuem quantidades diferentes de líquido e diferentes vazões, ou seja, os canos mais grossos liberam maior quantidade de água em menos tempo (maior corrente). :P

A potência elétrica é medida em joules por segundo, ou J/s, mas, os GNU/Físicos, sempre pensando no futuro, ao homenagear os grandes nomes do passado, homenagearam a tal unidade com o sobrenome do engenheiro que transformou energia térmica em energia mecânica, rebatizando a unidade com o nome watt (W, pronuncia-se uóti).

Resistência elétrica – Nos encanamentos, essa grandeza seria melhor representada pelos obstáculos que impediriam o livre escoamento da água, como rugosidades nos canos ou mesmo entupimentos parciais, diminuindo a vazão da água, a corrente elétrica que passa pelo circuito. A resistência elétrica é medida em ohms (Ω).

Apesar de semelhante ao conceito de rigidez dielétrica, a resistência elétrica é a oposição à passagem da corrente elétrica num material condutor, ou seja, num material que possua a banda de condução e permita a passagem dos electrões livres mesmo com alguma dificuldade, enquanto a rigidez dielétrica já seria relacionada com a capacidade de o material não ser condutor, mas o sê-lo num caso extremo, sob pena de destruição do próprio material. Na analogia, a rigidez dielétrica seria semelhante à vazamentos dos canos, que molhariam o que não deveria ser molhado. :) :D

Qual seria a relação entre a resistência elétrica e a rigidez dielétrica?

Raios

Isso mesmo, o raio. Esse fenômeno atmosférico é constituído por uma enorme descarga elétrica, em corrente contínua, entre nuvens carregadas de electrões e a Terra, que seria o referencial zero.

Quando um pára-raio é instalado em cima de uma edificação e instalado adequadamente (com um bom condutor de proteção, isolado da construção e ligado à uma haste de aterramento bem inspecionada…), o pára-raio torna-se o referencial zero, a região de menor potencial elétrico, e evita que o relâmpago cause maiores problemas. :) :D

Podemos dizer que o pára-raio diminui a rigidez dielétrica a ser vencida entre a Terra e a nuvem, enquanto o condutor de proteção dele deve ser a menor resistência possível entre o pára-raio e a haste de aterramento, fincada na Terra.

Agora posso explicar sobre a tomada lá em cima;)

Aquela tomada, para tensão em corrente alternada de instalações monofásicas, será a adotada no Brasil e é compatível com a maioria dos plugues dos aparelhos eletrodomésticos à venda, se não todos. Essa tomada monofásica foi a aplicação direta do IEC 60906-1, originalmente proposto para ser o substituto do que se convenciona hoje como a tomada européia, que seria uma mistura do padrão L italiano e o padrão J suiço, incompatível com ambos, apesar da pinagem igual:

O condutor fase seria aquele de maior potencial, enquanto o condutor neutro seria aquele de menor potencial, ambos fornecidos pela concessionária de energia da região onde se encontra sua residência. Juntos, eles podem alimentar qualquer qualquer equipamento monofásico, desde que ele não possua carcaça metálica e esteja bem dimensionado para a tal tomada.

Já o condutor de proteção é o referencial zero e serve para equipotencializar a carcaça metálica de um determinado aparelho à terra, vulgo “aterrá-la“. Isso é necessário para que uma corrente de fuga não eletrocute alguém que tenha contato com a carcaça metálica de tal aparelho, já que a corrente de fuga teria maior facilidade de fluir para a Terra através do condutor de proteção, do que pelo corpo de qualquer ser humano, mesmo molhado, no caso de a instalação contar com o DDR.:?

DDR no caso é o Dispositivo Diferencial Residual, que desliga o fornecimento de energia elétrica no caso de a corrente de fuga exceder um determinado valor, causado pelo contato humano com o condutor fase.

Seja como for, contando ou não com o DDR, evitem colocar o dedo na tomada, pessoal. ;) 8)

Duke Nukem… Begins, now?

Por: em 23/06/09 na(s) categoria(s): Miscelâneas, Rumores


Smiling Laughing out loud

Parece que o drama não acabou, ele só está começando…

Não entendeu?

Calma, eu explico: após a 3D Realms ter interrompido o (longo…) desenvolvimento do lendário Duke Nukem Forever, por causa de diversos problemas financeiros, a Take-Two Interactive processou a 3D Realms por quebra de contrato. Isso todo mundo já sabe. Agora a novidade é um detalhe percebido num dos documentos do tal processo judicial, um detalhe que atende pelo nome de Duke Nukem Begins.

lag_duk_23.06.09

Não, Duke Begins não é título de filme. Pelo menos não ainda. Evil

Voltando ao longínquo outubro de 2007, a Apogee Software LLC (também conhecida como 3D Realms) havia cedido todos os direitos de desenvolvimento e distribuição, de um novo título da franquia “Duke Nukem“, à 2K Games (uma subsidiária da Take-Two…), pela módica quantia de US$ 2,5 milhões. Eye-wink

A Take-Two alegou, no processo judicial em questão, que o tal pagamento ajudou a financiar o desenvolvimento do Duke Nukem Forever. Mas, logo depois, a Apogee desmentiu tal afirmação, argumentando que o dinheiro tinha conexão com outro acordo, relacionado com um título ainda não anunciado, o tal Duke Begins. Shocked Puzzled

Será que essa confusão toda acabará um dia? E na forma de um jogo?

[Gostaria de agradecer ao SKuLL_DeviLL pela dica do TechSpot; e ao Raven Perez, pela figura.]

Eye-wink Cool

Os processadores gráficos e suas placas de vídeo

Por: em 14/12/08 na(s) categoria(s): Hardware


Quando queremos fazer aquela melhoria em nosso computador, visando um melhor desempenho nos jogos, essa nossa distraçãozinha do fim-de-semana, a primeira coisa que vem à nossa mente é a troca da placa de vídeo, não é mesmo?

Mas há um costume, na verdade, um vício da linguagem técnica de leigos, de levar em consideração apenas a quantidade de memória da placa de vídeo como O diferencial de desempenho.

Afinal, quantas vezes não já nos deparamos com absurdos do tipo a minha placa de vídeo de 256 megas e é melhor que a sua, que é de 128 megas. Soa tão familiar dar ouvidos à essa asneira, esse absurdo, quanto ouvir chamarem aquela caixa de metal, que sustenta e abriga os diversos componentes do computador, de CPU.

Voltando ao assunto, ouvimos esses absurdos de alguns leigos que se dizem especialistas em informática e também dos vendedores, de certas lojas de informática, que só querem empurrar o estoque “goela abaixo” do incauto consumidor. Mas então, o que, afinal, há de tão absurdo e errado com aquela simples frase sobre as placas de vídeo?

Primeiro, o nosso idioma oficial é o português. No nosso idioma, as grandezas não têm plural, ou seja, mega, giga e tera só existem no sigular, em nosso idioma. E outra coisa: quando abreviadas, essas grandezas e suas unidades de capacidade devem sempre estar em maiúsculas. Então, não pluralizamos grandezas e sim unidades: seu antigo HD não tinha 160 gigas e sim 160 Giga ou 160 GigaBytes.

Segundo, no caso de você, leitor, encontrar algum indivíduo falando ou mesmo escrevendo que a minha placa de vídeo de 256 megas e é melhor que a sua, que é de 128 megas, então peça ao suposto “especialista” (claramente leigo no assunto..) que explique por que as duas placas seguintes têm desempenhos tão parecidos:

1- Placa de vídeo da Sapphire com processador gráfico Radeon HD 4870 a 700MHz com 512MB de VRAM do tipo GDDR5 a 3,6GHz com interface 256bits;

2- Placa de vídeo da MSI com processador gráfico GeForce GTX 260 a 575MHz (shaders a 1,24GHz) com 896MB de VRAM do tipo GDDR3 a 2,0GHz com interface 448bits;

Afinal, a primeira placa, que conta com “apenas” 512 MegaBytes, deveria sofrer diante da segunda placa, já que esta possui quase o dobro, 896 MegaBytes, não é?

Terceiro: o que determina, majoritariamente, o desempenho de uma solução gráfica é o poder, de cálculos, do processador gráfico (em inglês, é Graphics Processing Unit) e não a quantidade da memória principal que esse tal processador gráfico tem disponível na respectiva placa de vídeo.

E o que seria esse tal processador gráfico?
O processador gráfico é um tipo de microprocessador. Ele é especializado em receber, calcular e tratar instruções que serão executadas para serem exibidas no monitor ao qual ele está conectado, na forma de imagens bi e/ou tridimensionais.

Um processador gráfico é dedicado quando possui apenas a tarefa de realizar o processamento gráfico propriamente dito. As versões desktop deles são utilizadas em placas de vídeo.

Já um processador gráfico integrado, também apelidado de vídeo onboard, além de realizar algum processamento gráfico limitado, tem a tarefa de gerenciar outras funções, numa placa-mãe, por exemplo, o acesso da memória principal, mais conhecida como RAM, aos dispositivos secundários integrados, como portas USB e chip sonoro, e à memória secundária, a de armazenamento.

Alguns fabricantes de placas-mãe para computadores portáteis utilizam versões mobile, dos processadores gráficos dedicados, integradas na própria placa-mãe ou oferecidas em módulos atualizáveis, para oferecer um melhor desempenho gráfico que um processador gráfico integrado.

Mas isso não quer dizer que o computador portátil tenha uma placa de vídeo dentro dele, afinal, além de ser um erro conceitual, já que muitas placas de vídeo são maiores que a maioria dos computadores portáteis, leva o leitor a achar que a solução gráfica do PC portátil pode ser atualizada, o que só acontece em raras exceções e apenas em portáteis do tipo “desktop replacement“, oferecidas, por determinados fabricantes, a um precinho nada camarada.

Existem, no momento, apenas cinco fabricantes, relevantes, de processadores gráficos:

Intel, responsável pelo design dos processadores gráficos integrados Graphics Media Accelerator e, no futuro, aquele processador gráfico dedicado atualmente conhecido por Larabee;

AMD+ATi, responsável pelo design dos processadores gráficos dedicados Radeon e FireGL/FirePro;

nVidia, responsável pelo design dos processadores gráficos dedicados GeForce e Quadro/Tesla;

VIA-S3, responsável pelo design dos processadores gráficos dedicados Chrome e processadores gráficos integrados UniChrome;

SiS, responsável pelo design dos processadores gráficos integrados Mirage.

Por que destaquei apenas os processadores gráficos Radeon e GeForce?

Por um motivo simples: as versões mais atuais deles são as mais compatíveis com as diversas aplicações atuais (notadamente os jogos tridimensionais dos nossos felizes fins-de-semana…), que, hoje, exigem um poder de processamento gráfico gigantesco só atendido por estes dois processadores gráficos e suas inúmeras placas de vídeo.

Como assim inúmeras placas de vídeo? Não são só duas?

NÃO.

Não existe placa de vídeo nVidia GeForce, nem placa de vídeo ATi Radeon.

Tenho que esclarecer o seguinte: GeForce não é placa de vídeo. Radeon, também não.

Nem a nVidia e nem a AMD+ATi fabricam placas de vídeo para comercializá-las ao consumidor final, no máximo constroem as placas de vídeo de referência, que possuem uma quantidade equilibrada de memória, determinado tipo de chip de memória, determinado número de canais simultâneos de memória e as freqüências padrão dos processadores gráficos.

As placas de vídeo de referência servem como um exemplo a ser adotado na construção de placas de vídeo, utilizando determinado processador gráfico. Mas as fabricantes das placas podem alterar vários dos parâmetros para oferecer diversas configurações de desempenho e preço.

E então, quem fabrica as placas de vídeo, no final das contas?

Posso citar bons fabricantes, alguns até fabricam boas placas-mãe, também: Sapphire, MSI, Gigabyte, ASUS, eVGA, Zotac, Powercolor, Zotac, ECS, Point of View, XFX, Foxconn, BFG, entre outras.

Você quer me dizer que a única diferença entre as placas de vídeo, além do respectivo processador gráfico dedicado, é a fabricante da placa?

Calma, não é bem assim, não é apenas isso, vamos voltar ao início deste texto e ao assunto principal dele: o processador gráfico.

A AMD+ATi e a nVidia fabricam os processadores gráficos dedicados mais poderosos e complexos do momento, Radeon e GeForce, respectivamente. Cada um dessas duas famílias de processadores gráficos foram sendo aprimoradas com o passar do tempo, à cada geração delas, uma exibindo mais recursos que a outra e ambas superando quaisquer outros concorrentes.

Tal status de liderança das duas empresas, no mercado de processadores gráficos, se deve à acirrada concorrência entre elas, principalmente por conta da contínua evolução gráfica exigida pelo mercado dos jogos eletrônicos. Só que essa concorrência toda não ocorre apenas numa só faixa restrita de preço e desempenho à cada geração de processadores gráficos, ocorre basicamente em três tipos de públicos-alvo distintos de processadores gráficos:

;)High-end“: seria o processador gráfico “completo” de cada geração, oferecido em placas de vídeo mais robustas e mais caras, devido à quantidade de canais simultâneos de memória acessados pelo processador gráfico, a chamada interface de memória.

O processador gráfico tem a obrigação de realizar, simultaneamente, várias operações em paralelo, como renderizar os polígonos, aplicar-lhes texturas e efeitos sobre estas texturas, suavizar arestas e pixels e gerar toda essa imagem, em tempo real, no monitor na forma de imagens bidimensionais à determinada resolução com perspectiva tridimensional à determinada taxa, quantidade de quadros por segundo.

Essas são tarefas cujas instruções são muito específicas e que cujo processamento tem que ser bem distribuído e depender pouco das instruções anteriores e posteriores. Podemos dizer que o processador gráfico é um fortíssimo processador em paralelo e um fraquíssimo processador em série: enquanto o processador central encarrega-se da posição dos elementos a serem renderizados e que dependem das ações prévias e futuras que o programa, o jogo determinou, determina e determinará; o processador gráfico cuida do que está sendo exibido num determinado momento, em determinado quadro, em determinada fração de segundo e que logo será substituído, não precisando de um forte processamento em série.

Devido à esse forte processamento paralelo exigido, o processador gráfico dedicado “completo” precisa, necessita da maior QUALIDADE e velocidade da memória possível, o que deixa suas placas de vídeo mais caras, já que são necessários bem mais caminhos construídos, mais vias de acesso simultâneo que as placas de vídeo mais baratas.

Um processador gráfico dedicado “completo“, que tenha menos canais de memória simultâneos que outro, pode ter um desempenho bem melhor que o concorrente por conta da freqüência e do tipo dos chips de memória utilizados na respectiva placa de vídeo, bem como a arquitetura do próprio processador gráfico.

Geralmente, os processadores gráficos dedicados destinados ao público entusiasta, público este que possui dinheiro suficiente para comprar uma placa de vídeo equipada com o processador gráfico high-end, servem para atender além dos requisitos recomendados pelos jogos mais atuais da respectiva geração de processadores gráficos. A nomenclatura destes complexos processadores gráficos tradicionalmente termina em 900 a 700.

;)Mid-end“: seria o processador gráfico intermediário de cada geração, geralmente uma versão bem capada do processador gráfico completo, oferecido em placas de vídeo menos robustas e um pouco menos caras, cuja interface de memória possui bem menos canais de memória simultâneos que uma voltada ao público high-end, apenas para atender um pouco além dos requisitos mínimos exigidos pelos jogos mais atuais da respectiva geração de processadores gráficos. A nomenclatura destes razoáveis processadores gráficos tradicionalmente termina em 600 a 500.

;)Low-end“: seria uma amostra barata, um rascunho do processador gráfico completo de cada geração, oferecido em placas de vídeo bem modestas e simples, para atender apenas os requisitos mínimos dos jogos mais atuais da respectiva geração de processadores gráficos. A nomenclatura destes simples processadores gráficos, tradicionalmente termina em 400 a 100 e seu projeto, geralmente, é também aproveitado na linha de processadores gráficos integrados que tanto a AMD+ATi quanto a nVidia lançam na geração seguinte, tendo apenas um ou outro canal de memória, às vezes até meio canal (32 bits de interface de memória é encontrada em alguns modelos específicos de baixíssimo custo)…

Outro fator interessante, sobre o comércio de processadores gráficos e suas placas de vídeo, é que as diversas fabricantes de placas de vídeo têm a liberdade de ajustar a freqüência que o processador gráfico vai operar, o tipo usado dos chips de memória, além de oferecerem uma quantidade maior ou menor de memória, o que afetará o preço final da solução gráfica.

Quando uma fabricante coloca uma quantidade maior de memória numa placa de vídeo, geralmente o faz por mera publicidade, por mero marketing próprio do produto.

A quantidade de memória numa placa de vídeo além da utilizada no modelo de referência, pouco ou nada melhorará o desempenho, pelo fato de as fabricantes de placas de vídeo compensarem a inclusão da maior quantidade de memória, utilizando-se de chips de memória bem mais baratos e com um desempenho muito mais fraco que os utilizados nas configurações de menor quantidade de memória, de um mesmo processador gráfico dedicado.

Mesmo as fabricantes colocando uma maior quantidade de memória e do mesmo tipo, ou mesmo superior em desempenho, a diferença dessa quantidade maior de memória só será sentida em aplicações, jogos que exijam altas resoluções e se o processador gráfico for poderoso o suficiente para aplicar os diversos filtros e efeitos exigidos, já que precisaria assim de maior espaço na memória para armazenar as texturas originais e as tratadas.

No final das contas, ainda é o processador gráfico que influenciará a maior parte do (bom ou mau…) desempenho da aplicação, do jogo renderizado e exibido em seu monitor.

Se fizéssemos uma analogia, colocando o processador gráfico como o processador central de um lado e a placa de vídeo como sendo a placa-mãe do outro, poderíamos perceber melhor a influência da quantidade de memória: se o processador central for um Celeron, por mais que coloquemos módulos (pentes…) adicionais de memória, o desempenho não seria tão melhorado quanto colocarmos mais módulos adicionais, do mesmo tipo de memória, numa placa-mãe equipada com um processador central Core 2 Quad.

Não entendeu essa analogia?

Coloque um carro popular puxando um longo trem de vagões de carga e imagine se esse carro será tão rápido quanto uma locomotiva: a locomotiva sempre conseguirá puxar mais carga que o carro popular, mesmo que ambos consigam desenvolver a mesma velocidade.

Então, por favor, nada de achar que a quantidade de memória determina se esta ou aquela placa de vídeo é melhor que outra!

O que determina mesmo o desempenho é a geração (Radeon HD3000, Radeon HD4000 ou GeForce 9, GeForce GTX200…), a arquitetura (DirectX 9.0c, DX10.1 ou DX 10) e o tipo do processador gráfico (high, mid, low-end ou on-board), seja ele Radeon ou GeForce.

Sobre a memória da placa de vídeo, no máximo podemos considerar a qualidade dela, ou seja, o tipo de chips utilizados, sua freqüência e o número de canais de memória simultâneos na placa de vídeo. A quantidade da memória inclusa na placa de vídeo é algo tão secundário que pode ser até omitido da comparação, principalmente quando nos referimos aos processadores gráficos integrados (vídeo onboard…), low e mid-end.

Mesmo quando falamos em placas de vídeo cujos processadores sejam high-end, a quantidade de memória ainda é um detalhe bem secundário.

Caso se deparem com alguma comparação absurda entre placas de vídeo, levando-se em conta apenas a quantidade de memória, peça aos asnos, desculpe, leigos e salsas teimosos no assunto, para que leiam algum artigo como este ou melhor!

Agradeço a atenção e a paciência de todos vocês leitores, inclusive o autor do texto original, o Claudio Emanuel e o da analogia, o Rafael.