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Filha de um iPod

Lá pelo ano de 2700 a Terra estará abandonada e somente um robô funcionará: Wall-E. Sozinho mas com uma vontade enorme de fazer amizades. Até que um dia surge uma nave espacial e de lá sai uma robô, Eve e...

Esse é o início do enredo de Wall-E o novo filme da Disney-Pixar com dois robozinhos que devem cativar a todos.

Wall-E e Eve

Olhem bem para a Eve (o robozinho branco). Ela não lembra a vocês os produtos de uma certa empresa de computadores?

Sim, ela parece um... "produto" Apple e isso não é coincidência. Nas palavras do diretor do filme, Andrew Stanton (em tradução livre): "Eu queria que Eve parecesse, a qualquer custo, de alta tecnologia e eu a queria lisa... que toda a tecnologia fosse escondida internamente. Quanto mais a explicava, mais entendia que estava descrevendo o manual de design da Apple."

Já que Steve Jobs é o maior acionista da Disney, presidente da Apple e amigo de Andrew Stanton, um telefonema permitiu que o guru de design da Apple, Johnny Ive, passasse um dia na Pixar para ouvir os planos sobre Eve. Ouvir é a palavra exata, pois enquanto o pessoal do filme descrevia o personagem, Ive só acenava com a cabeça. Os segredos da Apple são tão grandes que ele não podia dar qualquer dica sobre seus futuros projetos.

Antes que alguém grite "Jabá!", dêem uma boa olhada no Wall-E: puxado para o marrom, quadradão, parece que foi projetado na década de 70 e apesar de ser muito sociável se sente sozinho no mundo. Não lembra um certo MP3 Player?

Fonte: Fortune

Computadores são ferramentas maravilhosas, mas são apenas ferramentas. Dependem da imaginação de quem as usa. E imaginação não falta a Dennis Liu, videomaker que criou o clipe abaixo. A música também ajuda, é a "Again and Again", da dupla, digo, duo (dupla é coisa de sertanejo) Bird and the Bee, formada por Greg Kurstin e Inara George.

O clipe não é feito COM o computador, mas NO computador, combinando perfeitamente com a baladinha. Comparando com o modelo "banco e violão" ou o "clipezinho de banda revoltada" que a MTV costumava mostrar na época em que ainda passavam clipes, este aqui merecia um prêmio.




E melhor, nem é clipe oficial, aparentemente é uma versão de fã ou feita para fins de portfólio. Se for isso, caro Dennis Liu, como diria Donald Trump, Está Contratado!

Fonte: TUAW

A primeira câmera digital do mundo

 

Voltando um pouco no tempo, mais exatamente para o ano de 1975, vamos encontrar Steve Sasson em seu laboratório na Eastman Kodak Company, unindo dispositivos analógicos e digitais juntamente com uma lente de câmera Super 8, para criar o que se considera a primeira câmera digital do mundo. O trambolho, que gravava as imagens em uma fita cassete, usava um revolucionário sensor chamado CCD (hoje muito comum) e levava 23 segundos para formar uma imagem com 100 linhas em preto e branco. Como a câmera não possuía LCD, era necessário colocar a fita cassete em um reprodutor portátil ligado a um computador que exibia a imagem em uma tela de TV.

A engenhoca foi mostrada para executivos da Kodak em 1976 com o nome de "Fotografia sem Filme". Como a idéia não vingou, muito provavelmente a possibilidade de se fazer fotografia sem filme não deve ter animado os executivos da maior fabricante de filmes e produtos químicos para fotografia. De uma maneira irônica, hoje a companhia luta para se reinventar por conta do mercado digital. A notícia mais recente vinda dos "iluminados" executivos da empresa é que eles vão voltar a produzir filmes fotográficos para os mercados pobres do mundo. Pena que a tecnologia digital já está acessível para quase todas as camadas sociais.

O projeto foi patenteado em 1976, mas somente em 2001 a Kodak assumiu publicamente que teve em suas mãos a primeira câmera fotográfica digital do mundo. Infelizmente eles perderam o bonde da história.

A primeira câmera digital do mundo ii

Fonte: Retro Thing

A farra da distribuição (oficial) de álbuns na Internet tem tomado direções bem variadas, dependendo da experiência de cada banda. O Radiohead lançou seu álbum no sistema "leve agora e deixe o dinheiro na caixinha", com resultados bastante positivos, mas depois disse que "é isso aí, foi legal, eu dei aquela vez mas não vou dar de novo".

Já o Nine Inch Nails distribuiu parte do Ghosts I-IV na amizade, mas incluiu pacotes com conteúdo adicional variando de U$ 5,00 até U$ 300,00 (o pacote Ultra-Deluxe Limited Edition Package, que acabou). Houve uma discussão bem extensa aqui mesmo no Meio Bit, pois a pirataria rolou solta com o pacote de U$ 5,00.

Pois bem, parece que apesar dos downloads ilegais a experiência foi extremamente positiva para o NIN (mais até que para o Radiohead), pois eles resolveram não apenas repetir a dose, mas chutaram o pau da barraca e estão dando de presente o novo álbum The Slip para download. Não adianta procurar por versão paga, o álbum inteiro foi simplesmente publicado para quem quiser baixar.

Na página oficial do álbum Trent Reznor diz: "como um obrigado a nossos fãs por seu contínuo apoio, estamos distribuindo o novo álbum do Nine Inch Nails cem por centro de graça, exclusivamente através do nin.com", enquanto na página da banda se lê "Obrigado pelo seu apoio leal e contínuo durante os anos - este é por minha conta".

Como fã da banda (Wallacy, você já baixou o seu? Como pode saber que não é seu estilo se não ouviu ainda? É legal, em ambos os sentidos...) sinto-me recompensado ao extremo. Eu até queria poder comprar o álbum no iTunes, mas o fato de ser brasileiro torna isso mais difícil.

Valeu, NIN, a próxima é por minha conta!

Lembram quando a Apple fez pirraça, os estúdios fizeram pirraça, todo mundo fez pirraça e no final um monte de seriados e filmes e músicas foram removidos da loja do iTunes? Adivinhe onde eles foram parar...

Isso mesmo. A NBC fechou acordo com a Microsoft, e agora 800 episódios estão disponíveis na lojinha do Bill, a Zune Marketplace, inclusive Battlestar Galactica.

Também estão disponíveis animes, como Ghost in the Shell (desculpem, Otakus, Yamato é top, depois dele, só decadência), Bob Esponja, Robot Chicken, 30 Rock, Eureka, South Park e outras séries.

O catálogo musical já chega a 3,5 milhões, com 2/3 em puro, limpo e DRM-Free MP3.

O forte do Zune entretanto é o social (tudo pelo social, onde eu li isso antes?) com possibilidade de compartilhar músicas, playlists, resenhas e muito mais. Essa área entretanto só vai crescer quando o Zune passar dos 4% do mercado de players de música digital nos EUA.

Felizmente para a Microsoft Steve Jobs não é muito fã do termo "compartilhar" e não acredita que seus usuários devam fazer nada além de admirar suas criações, então as iniciativas da Apple na área de "mídia social" são zero.

Fonte: Microsoft

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Profundidade de Campo

profundidade de  campo

O post de hoje é baseado em uma pergunta feita no Fórum de Fotografia Digital aqui do Meio Bit. A usuária virginiarcruz colocou a seguinte pergunta:

"Pessoal, queria saber se tem como fazer um foco seletivo (deixar uma imagem nítida e o fundo desfocado) numa câmera digital comum, sem ser essas câmeras profissionais. Será que tem como fazer? Já me disseram que sim, mas nunca consegui."

Bem, o que a Virginia chamou de desfoque do fundo da fotografia nada mais é do que a profundidade de campo. Muito utilizada como expressão artística e para dar um charme a mais nos retratos, ele nada mais é do que uma característica das lentes e do diafragma. A profundidade de campo é a região da área a fotografar que ficará nítida, desde que corretamente focalizada. Todos os elementos fora da área de nitidez, entre a lente da câmera e o fundo, ficarão, em maior ou menor grau, desfocalizados. Dessa maneira, independente da forma de foco que sua câmera está usando (isso fica para outro artigo), o que está sendo focado é uma faixa contínua. Por isso, se você focar um determinado assunto no centro de sua lente, você pode movimentar a câmera para colocar o objeto no canto ou nos lados do enquadramento e o foco vai continuar no objeto.

Quanto maior a profundidade de campo, maior vai ser o plano onde os objetos estarão focados (menor desfoque no fundo). Quanto menor a profundidade de campo menor será essa faixa de foco (mais os objetos no fundo estarão desfocados). Uma observação interessante é que com pouca profundidade de campo não apenas o que está ao fundo, mas o que está a frente do objeto focalizado também ficará fora de foco, embora em menor intensidade.

Três coisas vão influenciar a profundidade de campo.

- Abertura do diafragma;

- Distância focal da lente;

- Distância do objeto fotografado;

O melhor controle da profundidade de campo vem através da abertura do diafragma (para entender a questão da fotometria e da abertura do diafragma leia esse texto antes). Quanto mais aberto o diafragma, menor será a profundidade de campo. Lentes com abertura de f/1,4 tornam impossível a realização de retratos, pois ao deixar uma parte do rosto focado o resto se perde.

A distância focal da lente também tem grande influência na profundidade de campo. Quanto mais zoom você aplicar em sua objetiva, menor vai ser a zona de foco na imagem.

O terceiro fator que influencia na profundidade de campo é a distância da lente ao objeto fotografado. Quanto mais longe do objeto maior será a profundidade de campo, tornando quase todos os planos da foto nítidos.

Dessa maneira, para obter o maior ou menor efeito de desfoque em suas fotos, o ideal é levar ao extremo os três fatores citados acima. Você vai necessitar de uma lente com grandes aberturas (nem tanto, pois f/4,5 já dá para brincar), uma maior distância focal (100mm já é suficiente) e estar o mais perto possível do objeto fotografado (por isso que retratos ficam bons com o fundo desfocado). Porém, nas câmeras digitais compactas existem algumas limitações. A principal delas é o tamanho do sensor fotográfico. Como os sensores são pequenos,  o fator de corte leva a necessidade de lentes com um comprimento focal muito pequeno. Por isso que, mesmo com grandes aberturas de diafragma e com o comprimento focal acima de 100mm, é muito complicado dar o efeito de desfoque nas fotos. 

Porém, o fato das compactas possuírem uma grande profundidade de campo tem suas vantagens. O sensor pequeno e a baixa distância focal das lentes, aumenta em muito a distância mínima de foco, o que favorece a realização de fotos macro.

 

Já foi difícil engolir que o iPhone é o dispositivo portátil mais usado para acessar Internet, superando todos os tablets e celulares concorrentes, mas a turma do "mimimimi Apple sucks, malvada e Jobs é feio e bobo" com essa vai entrar em emo-mode e cortar os pulsos:

Segundo as estatísticas do Flickr, a maior parte das fotos enviadas para o site veio de iPhones, tornando-o o telefone mais popular do site, superando inclusive o Nokia N95.

Os fanboys da Nokia estão inconsoláveis, pois o N95 tem uma câmera de 5MP de boa qualidade, e mesmo assim foi atropleado pelo iPhone e sua mixuruca câmera de 2MP.

A conclusão é que as pessoas gostam de tirar fotos casuais, e facilidade de uso é mais importante que megapixels. As fotos do iPhone são bem decentes, dentro do campo de fotos descompromissadas.

foto tirada com um iPhone

A lição aqui vale para todo mundo, inclusive a Microsoft e o Vista: Menos preocupação com as capacidades e entranhas do produto, e mais dedicação à interface e ao conjunto da experiência. Isso é mais importante para o usuário do que características técnicas, que inclusive o consumidor raramente entende.

Experimente, da próxima ver que um NokiaTard vier vomitando que o aparelho dele tem lentes Carl Zeiss pergunte se ele sabe quem foi Carl Zeiss, quando viveu, em que país morava. Como golpe de misericórdia peça para explicar a diferença entre a as lentes da Carl Zeiss, da Zenith e da Konica.

Quando não souber, aproveite que ele estará balbuciando alguma besteira e acerte-o na cabeça com algum objeto pesado.

Fonte: Computerworld



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