¼ das casas do planeta possuem WIFI, só que não.
Um velho ditado diz que existem mentiras, mentiras cabeludas e estatísticas. É verdade. Se eu comer um frango e você nenhum, estatisticamente cada um comeu meio frango. Se o Eike Batista se mudar pro seu bairro, sua renda familiar média subirá que é uma beleza.
O problema é que rola uma conivência entre quem faz as pesquisas e quem compra. Rola um clima de revista de carro dando prêmio. Você publica uma pesquisa que diz o que o cliente quer ouvir, e ele comprará a próxima contigo.
Claro, isso é suicídio quando você precisa dos dados reais, mas não é problema quando a pesquisa só serve para comprovar o que você já decidiu fazer.
É o exemplo dessa pesquisa do Strategic Analytics. Depois de pesquisar 17 países, concluíram e extrapolaram que 25% de todas as residências da Terra possuem redes sem fio.
Legal, só que de mais de 100 países (fiquei com preguiça de googlar) no planeta pesquisaram 17, e tudo filé, os mais pobrinhos eram Brasil, México e Índia. Só a Coréia do Sul deve ter tido um efeito Eike Batista puxando pra cima todas as estatísticas. São 80.3% das casas com WIFI por lá.
Na prática 1.3 bilhões de pessoas vivem sem eletricidade no planeta, e outro bilhão tem acesso, mas não confiável. É um monte de gente que vive com menos de US$2 por dia e definitivamente tem mais com que se preocupar (tipo o almoço) do que instalar WIFI em casa.
Pesquisas como essa da Strategic Analytics (que aliás custa US$7 mil) vendem uma idéia falsa de mundo, vendem a idéia de uma tecnocracia, de um “futuro comercial do Google”, ao mesmo tempo que passam um otimismo igualmente irreal.
Afinal, se 25% do planeta tem WIFI, deve ter notebook, iPhone, iPad, né? Não estão tão ruins assim.
O que acontece é que 17 países concentram tanto a tecnologia que ofuscam as outras 189 nações do planeta.
Para uma Dlink da vida, o relatório é otimista e vale o preço, pois será usado como argumento para investir em novos produtos, dado o sucesso do WIFI. Já para quem pesquisa inclusão digital, é um choque de realidade, mostrando o quanto estamos longe da utopia tecnológica que irá salvar o mundo.
Não há problema nenhum em chegar a conclusões distintas partindo de um mesmo conjunto de dados. Errado é fingir que só vale como “mundo” quem tem luz elétrica e água encanada, e prever bobagens como “em 2016 42% das casas do mundo terão WIFI”.
Fonte: The Verge
Celular de 1922–não deve ter Angry Birds pra ele
O vídeo acima está rodando as Interwebs, é um dos curtas da British Pathé, parte do conglomerado Pathé que dominou o mercado de produção cinematográfica no final do Século XIX e boa parte do XX.
É o equivalente daqueles vídeos conceituais mostrando como o futuro seria. No caso extrapolaram em alguns poucos anos e previram basicamente celulares e streaming de música. SÓ ISSO.
No filme de 1922 duas moças-damas passeiam pela rua, então decidem fazer uma ligação. Puxam o rádio-telefone (seu celular, exatamente), aterram em um hidrante, ligam a antena do guarda-chuva (ENTENDEU, APPLE?) e pronto, já estão falando.
Chique é pedirem para a atendente (SIRI, alguém?) uma música, e ela tocar em um gramofone.
iPhone,Siri, iCloud, tudo ali, só removemos o elemento humano, e só levou 89 anos.
E não, o filme não é fake, por mais tentador que seja concluir isso. Há pessoas com conhecimento e imaginação para sonhar com o futuro, e algumas vezes, acertam.
Fonte: Telegraph
Gol lança wifi para passageiros em aviões comerciais. Mas sem Internet
Num 1º passo para quem sabe um dia talvez no futuro oferecer um serviço realmente diferenciado, a Gol começa esta semana a oferecer conteúdo em rede wireless a bordo de boa parte de suas aeronaves. A novidade vale para maior parte das rotas brasileiras, inclusive a ponte aérea RJ/SP.
No momento, porém, a rede não dará acesso à Internet e os viajantes brasileiros continuam milhas-luz defasados em relação aos felizardos australianos, que têm acesso à Internet desde 2008.
Passageiros da Gol poderão ver imagens como esta durante o voo
A rede dará acesso a conteúdo de parceiros da companhia aérea, como Abril, Coquetel, Globosat e Globo. Aparentemente, parece bem melhor do que nada, apesar da limitação oficial e sem sentido a alguns aparelhos (afinal o esquema funciona no browser, basta se conectar e digitar o URL golnoar.voegol.com.br). Segundo a empresa, o sistema não funciona em qualquer telefone ou tablet. Tem que ser algo da Apple (iPad, iPhone, iEtc).
Nota mental: seria esta a última estratégia de marketing genial do nosso amigo Estevão Trabalhos?
Porém, notebooks e netbooks de outros fabricantes também podem acessar. Usuários de sistemas desprezíveis relatam que é possível acessar o conteúdo perfeitamente, apenas recebem um aviso dizendo que alguns recursos podem não funcionar. Mas funcionam.
Independente das pequenas dificuldades e bizarrices, é um passo adiante no serviço prestado para o mercado brasileiro. Engraçado que esta novidade apareceu quase no mesmo momento em que a empresa consertou um dos piores legados da Varig, o ridículo fato do Smiles funcionar apenas no Internet Explorer.
Verifique antes de comprar a passagem se seu avião possui este serviço.
Oi instala orelhões com Wi-Fi grátis no Rio, prefeitura acha “feio” e manda retirar

A notícia de que a operadora Oi instalou nove orelhões equipados com pontos de acesso Wi-Fi gratuitos em Ipanema, no Rio de Janeiro, esteve circulando bastante por todos os sites que tratam de tecnologia nos últimos dias.
A novidade é surpreendente, sobretudo vinda de uma operadura que lucra com planos 3G e com hotspots pagos em determinados locais. Mais surpreendente ainda é o desfecho da história: após ouvir a opinião de moradores, que consideraram “muito feios” os equipamentos, a prefeitura do Rio ordenou que a operadora os retirasse imediatamente!
GSM: fiasco vergonhoso de segurança

Especialistas em segurança demostraram que a rede padrão de comunicações responsável 80% do tráfego mundial de chamadas (GSM) é mais vulnerável do que minimamente se esperava.
No Congresso CCC que aconteceu em Berlin, Karsten Nohl e Sylvain Munaut apresentaram seu toolkit de invasão, que vai desde uma rápida identificação de uma linha celular em particular, até o sequestro e controle sobre todos os seus dados. Também deram explicações sobre o quão relativamente fácil é quebrar os códigos de segurança GSM atuais.
Simon Bransfield-Garth, CEO da Cellcrypt, alerta para que as companhias por todo o mundo passem a tratar a comunicação de voz com o mesmo protocolo de segurança que é trabalhado nas comunicações de dados e e-mail.
BBNs: já lhe disseram o que é? Explicamos…
Os cientistas da Queen’s University de Belfast trabalham em um projeto com potencial para ser, ao mesmo, ultra bacana e giga-freak ao mesmo tempo.
Body-to-Body Networks (BBNs). Esse é o nome do presente com cara de futuro e o Prof. Pardal por detrás de toda a pesquisa chama-se Dr. Simon Cotton. Supõe-se que a primeira pergunta feita pelo grupo de pesquisadores no início do projeto foi algo como “Qual seria o maior backbone público de uma rede de Internet móvel que existe?”. Alguém certamente respondeu: “O público, ué!”

