Leap: Salvação do Windows 8 Metro no Desktop ou apenas vapor?
Muito, muito tempo atrás uma imagem começou a aparecer nos sites de Palm: Um teclado laser revolucionário que projetaria as teclas em qualquer superfície. Seria conectado via Bluetooth a seu PDA, seria maravilhoso e futurista.
Levou uma década para aparecer, não pegou e quem comprou jogou na gaveta. Aparentemente o negócio não sobreviveu ao hype criado, não conseguiu entregar a experiência prometida.
Esse foi um, mas qualquer um com mais de 6 meses no mundo da tecnologia conhece várias histórias semelhantes. Por isso mesmo estou com 3 pés atrás com esse Google Goggles Leap:
O vídeo é muito legalzinho, mas é só um vídeo coreografado. Alegações como “200 vezes mais preciso que Kinect” são lindas no papel, mas o papel aceita tudo (que dirá websites).
Me assusta o site prometer o produto só para 2013, mas já terem noção até do preço (US$70,00).
Por outro lado, a empresa conseguiu respeitáveis US$12,75 milhões em investimento, e irão distribuir 20 mil kits de desenvolvimento, tentando criar todo um ecossistema em torno do aparelho. Isso é essencial, hardware sem suporte e nada é a mesma coisa.
Enquanto isso, a Microsoft lançou versão 1.5 do Kinect para Windows, com recursos bem interessantes, incluindo detecção de expressões faciais, sobrancelhas, formato da boca e esqueletos sentados.
Não esse.
É melhor que o Leap? É, pois efetivamente existe, mas nada impede que o Leap se torne realidade e varra o Kinect para debaixo da tapete da História. Até agora o sistema da Microsoft falhou em prover uma killer app, um uso tão cool, tão irresistível que faça todo mundo comprar Kinect para usar no PC.
A Microsoft não fala um “a” sobre Kinect + Windows 8, mas seria burrice não promover essa integração, e se há uma coisa que a Microsoft não é, é burra. Esperemos que com a chegada do Oitão (você leu primeiro aqui) todas essas peças sendo posicionadas no tabuleiro sejam finalmente integradas, ou gente que está correndo por fora vai morder feio a fatia do Kinect.
Microsoft lança aplicativo que faz uma paradinha legal com o Facebook
Eu não sei bem como chamar o negócio. Pode ser compilação, amostragem, sei lá, mas é bem legalzinho. Se chama… OfficeBook. Ele fuça a sua conta do Facebook no intervalo de tempo especificado, compila suas estatísticas de uso, cria um perfil do seu perfil e monta um doc de Word com o resultado.
Claro, você pode não gostar do que vai descobrir. Só 37% dos meus amigos são mulheres. Como assim, Bial?
A chamada do aplicativo no release é bem mais chique, “Microsoft lança aplicativo para Facebook que eterniza a vida digital do usuário da rede social”, mas eu sou do tempo em que “se eternizar” envolvia pelo menos construir uma pirâmide ou um império. Fiquemos com a versão mais pé-no-chão: É um aplicativo bonitinho, gera um resultado bem legal e é di grátis. Não tá bom?
E por favor não pergunte qual a utilidade. Não tenho a menor idéia. mas isso pode ser dito do próprio Facebook.
Microsoft atualiza Skydrive, começa a preocupar Dropbox e GDrive, que nem existe ainda. [update: agora existe]
Quando o Skydrive surgiu ele não disse muito a que veio. A idéia de salvar arquivos num servidor remoto (na época não se falava nuvem) era interessante mas trabalhosa. Upload via browser é chato feito e bobo, quebrava o ritmo de trabalho.
Outros serviços passaram a frente. Chegou até a existir uma marmotagem genial que transformava o Gmail em drive remoto, fazendo uma volta desgraçada mas do ponto de vista do usuário, era mais direto que o Skydrive.
O Dropbox, com sua integração com vários dispositivos móveis e funcionando como um drive normal foi e é a escolha primária de um monte de gente, mas há um novo velho concorrente na brincadeira: O Skydrive.
A Microsoft atualizou as Apps para iPhone e iPad, Dá pra cuidar de toda a organização estrutura do seu diretório do Skydrive apenas pelo iPad. Arquivos do Office podem ser abertos no Pages ou em outras aplicações, mas da mesma forma que com o DropBox e a Síndrome da baitolagem adquirida, é uma caminho sem volta. Não dá para salvar documentos diretamente, a menos que utilizem a API do serviço ou sejam fotos e vídeos.
O melhor de tudo entretanto é que a Microsoft clientes para PC e Mac, agora o Skydrive aparece como uma pasta normal no Finder ou Explorer.
Ah sim, indo nas configurações do Skydrive dá pra aumentar o espaço disponível de 10 para respeitáveis 25GB.
Quem tem uma discoteca muito grande é uma boa opção, já que dá pra tocar os MP3 em background. Ele também faz streaming de vídeos, mas cai no velho problema de forçar a conexão, ainda mais se você subir vídeos HD pro Skydrive. Nesse caso recomendo o excelente Air Video.
O Skydrive, dada a integração com Office, online e off provavelmente passará a ser mais usado por mim do que o Dropbox. Idealmente a Microsoft usará a antipatia da Apple pelo Google e a convencerá a incluir suporte ao SD em uma versão futura do iWork, já que usar via WebDav é meio chato e complicado.
Would you like to know more?
- Para baixar Skydrive Windows
- Para baixar Skydrive Mac
- Para baixar Skydrive iOS
Atualização: O GDrive acaba de ser lançado. Para acessar, clique aqui.
App do Dia: Pocket, ex-Read it Later
Mais do que escrever, a habilidade essencial para quem vive de fuçar a internet catando coisas legais para kibar publicar é organizar o material coletado. Descobri que quebra muito o ritmo, principalmente se você utiliza um tablet, parar a navegação para copiar a URL da página para algum lugar.
Há um monte de serviços que se propõe a resolver isso, mas a maioria se concentra em armazenar o conteúdo, o que é excelente no tablet, mas overkill no PC.
Com várias extensões para a maioria dos browsers, uma versão web sem frescuras e integração com tudo que é aplicação mobile das mais diversas plataformas, o Read It Later é excelente por exemplo para ler notícias no Flipboard, salvar com dois cliques e continuar lendo sem interromper a experiência.
A única desvantagem dele é que era pago, mas até isso resolveram. Como não conseguiram funciona no modelo de negócios cobrando $5 pela aplicação, decidiram colocar tudo de graça. Não me pergunte como, funciona lá pras bandas deles.
O funcionamento é o mais simples possível: Você se cadastra, vai nos programas agregadores que costuma usar, configura username e senha (ou configura um email autorizado a enviar URLs) e pronto. Mais de 300 aplicações mobile possuem suporte ao Pocket (falei que o Read It Later mudou de nome, né?). Se quiser nem precisa baixar o cliente no seu dispositivo móvel.
No computador você acessa www.getpocket.com, e suas URLs salvas serão automagicamente combinadas, formando um layout de revista (de nada, Flipboard). OU, se você usar uma extensão do browser, terá sempre uma lista prática com as URLs salvas no cantinho da tela.
Você pode marcar como lida, ela some da lista, ou no caso da versão mobile ou web da “página”, mas permanecem num arquivo morto, que é essencial e já salvou minha vida várias vezes.
Dá para escolher se você quer o conteúdo completo, somente as fotos salvas ou somente os vídeos.
A leitura é feita naquele modo limpo, como o Reader do Safari, torna o download muito mais rápido e aproveita totalmente a área do dispositivo ou do browser.
Se eu já recomendava antes, recomendo mais ainda.
Would you like to know more?
- Onde achar: Aqui, no GetPocket.com
- Roda em quê: iPhone, iPad, Android, Windows Phone, Blackberry, WebOS e até Symbian S60
- Quanto custa: Zica, Nada, zeroth
- Qual a melhor extensão pra Chrome? Essa diaba impronunciável aqui.
OS/2 25 anos. O Sistema que foi sem nunca ter sido
Muito, muito tempo atrás a Microsoft e a IBM ainda viviam uma relação de parceria. Após o sucesso do DOS a IBM percebeu que precisava de um sistema mais robusto, para uso corporativo. Isso foi em 1985, com a primeira versão saindo em 1987, ainda em modo texto, terminalzão mesmo.
No final dos anos 80 era consenso que o OS/2 era o sistema do futuro, mas o projeto não ia bem. A IBM não gostou da Microsoft estar desenvolvendo em paralelo o WIndows 3.0, e a Microsoft por sua vez tinha dificuldade com a mão de obra alocada na IBM.
Com uma mentalidade interna muito mais próxima dos piratas da Apple do que dos engravatados da IBM, as brigas com os Microserfs eram constantes. Um caso clássico foi o dia em que gerentes foram chamados para uma reunião, e a IBM apresentou dados mostrando que a Microsoft tinha produtividade negativa.
Golpe MASTER para matar de vez o Flash. Vindo da Adobe.
Que as coisas não vão bem para o Flash não é novidade. O antes grande diferencial dos Tablets Android deixou de ser oficialmente desenvolvido para a plataforma. Nos desktops ele ainda é grande fonte de instabilidade e consumo de CPU.
O HTML5 vem tomando espaço, e de agregador de recursos Flash hoje é um mal necessário. Seu último grande reduto é na área de joguinhos casuais, que rende horrores para a Zynga e seus malditos Ville.
De olho nisso a Adobe resolveu alterar as regras do jogo (e reze para que não as altere novamente!). Agora quem desenvolver jogos high-end usando recursos premium do Flash Player, como Stage 3D, para gráficos com aceleração por hardware, terá que pagar.
Quanto? Até US$50 mil de receita anual tá tranquilo. Mais que isso, o desenvolvedor terá que pagar um dízimo de 9% da receita do jogo. A Zynga, com FarmVille, FrontierVille e CityVille faturou US$311,2 Milhões só no último trimestre de 2011.
Isso dá US$28 milhões, SEM FAZER NADA. Note que as aplicações para desenvolver os jogos foram VENDIDAS pela Adobe.
Agora o momento WTF: A Adobe diz que fez isso para… estimular inovação e experimentação, e que isso vai beneficiar o ecossistema.
Vai, o ecossistema de jogos em HTML5, rodando de forma decente em todos os browsers e tablets.
Fonte: Cnet

