Portátil chinês é mistura entre PSP 2, Xbox 360 e Android
Existem duas coisas que algumas fábricas chinesas não parecem ter vergonha de fazer, entregar produtos de qualidade duvidosa e copiar descaradamente o design das criações dos outros e o iReadyGo é um ótimo exemplo disso. Olhar para o aparelho é o mesmo que estar vendo um NGP (também conhecido como PSP 2) branco, com exceção da ausência do touchpad na parte traseira e das cores do botões, claramente “inspiradas” no joystick do Xbox 360.
Isso a parte, até que o portátil open source possui algumas características interessantes. Ele provavelmente usará o Android, já que a fabricante está contratando seis especialista no sistema operacional, terá uma tela OLED de 5” e 800×480 pixels de resolução, além de um processador de 1GHz, provavelmente um Cortex-A8, câmera capaz de gravar imagens de 720p e a possibilidade de reproduzir vídeos de diversos formatos.
Infelizmente ainda faltam informações sobre a data de lançamento e preço, mas se você ainda tem dúvidas sobre a qualidade do portátil, tanto o seu analógico quanto o direcional digital parecem uma porcaria e repare como nas duas últimas fotos do protótipo, o botão L está quebrado, mesmo antes dele encarar uma aventura épica para para chegar na sua casa, atravessando oceanos dentro de um container apertado, passando pelas mãos ligeiras dos fiscais da alfândega e tendo de sobreviver a delicadeza dos nossos correios.
[via Engadget]
Tri-Ace anuncia dois jogos para os portáteis
A Tri-Ace é na minha opinião um dos estúdios mais subestimados por grande parte dos jogadores. Acho curioso como mesmo tendo no seu portfólio a criação de séries como Star Ocean e Valkyrie Profile, eles não costumam ser tão idolatrados como várias empresas por aí que só emplacaram dois ou três jogos e desconfio que o fato da maioria dos seus jogos terem sido publicados pela Square tenha feito com que muitos pensassem que eles eram desenvolvidos pela criadora do Final Fantasy.
Seja isso verdade ou não, a Tri-Ace divulgou há alguns dias um impressionante vídeo (que está no final desse post) onde nos era apresentada uma embasbacante demo técnica com gráficos gerados em tempo real e desenvolvida para o Xbox 360 e Playstation 3, agora eles anunciam estarem trabalhando em parceria com a konami na criação de dois jogos, porém, nenhum deles fará uso daquela tecnologia. Lamentações a parte, vamos saber um pouco do que se tratam.
Começando por aquele cujo lançamento está mais próximo, Frontier Gate já conta com 80% do seu desenvolvimento para o PSP concluído, com previsão de chegar ao Japão lá pelo final deste ano e foi descrito como uma espécie de Monster Hunter com batalhas por turnos. Nele poderemos controlar dois personagens por vez e haverá um modo multiplayer onde até três pessoas reunirão seus seis personagens para avançar na aventura. No jogo teremos ainda a opção de configurar profundamente o nosso avatar e escolher entre quinze outros para nos acompanhar.
O segundo, este sendo criado para o 3DS, ainda não tem data prevista para lançamento e se chama Labyrinth no Kanata, algo como Beyond the Labyrinth e como nome sugere, será um típico RPG de exploração de calabouços. Por enquanto só sabemos que o seu enredo girará em torno de uma jovem garota loira que gosta de falar bastante e a sua produção estaria 60% completa.
Infelizmente nem a Konami nem a Tri-Ace confirmaram a localização desses jogos para o ocidente, mas quem sabe eles não estejam guardando a novidade para a E3?
Sony encerra produção do PSP Go
Lançado em 2009 como uma atualização estética e conceitual do PSP original, ou seja, sem mexer no hardware/desempenho da plataforma, o PSP Go sempre foi controverso. Ele aboliu o uso de mídias físicas para rodar jogos, só rodando os comprados e baixados da PS Store, além de trazer um design que muitos julgam pouco ergonômico.
Com o NGP, ou PSP2, na boca do forno, a Sony do Japão informou a um blog nipônico que a produção do PSP Go, que em outubro passado sofreu um corte considerável no preço, foi encerrada. As unidades estocadas serão vendidas normalmente e, seguindo os passos da transição PS2-PS3, deverá haver um bom suporte ao sistema durante algum tempo, ainda.
Particularmente, sou um ferrenho apoiador da distribuição digital de games. É mais prática, globalizada e, em muitos casos, barata para o consumidor. O que parece ter saído errado com o PSP Go foi a baixa oferta de jogos distribuídos dessa forma, o que o tornou pouco atraente a quem via com bons olhos a biblioteca de títulos disponíveis em UMD. Some a isso a falta de atualização no hardware e o novo design longe de ser unânime, e está formada uma jogada de mercado, no mínimo, muito arriscada.
E para quem ainda tem interesse na plataforma, o PSP-3000, lançado em 2008 com o formato do modelo original, de 2004, continua na ativa.
Via Kotaku.
Empresa lançará Super Nintendo portátil
Quando uma das minhas maiores preocupações recaiam apenas em descobrir qual era o melhor entre o Mega Drive e o Super Nintendo, um dos meus maiores desejos era possuir um Game Gear. É verdade que os seus jogos eram tecnicamente inferiores aos dos 16-bits, mas eu já me daria por satisfeito em poder jogar em qualquer lugar uns jogos parecidos com os de um Master System. Logo conheci o Sega Nomad, versão do Mega Drive que dispensava a televisão, mas ter um destes era (e ainda é) praticamente impossível, mas agora ficará um pouco mais fácil ter um portátil daquela época, mesmo que não se trate de um produto oficial.
Uma empresa fabricante de acessórios para videogames lançará no verão do hemisfério norte o Supaboy (que nome ridículo), que nada mais é do que um portátil parecido com o formato de um controle do Snes e que rodará seus cartuchos, contando com uma tela de 3.5 polegadas no centro, pesando 318 gramas e que terá autonomia de cinco horas e meia, mas os seus principais destaques são a possibilidade de o ligarmos a TV e as entradas onde poderão ser plugados dois joysticks, transformando-o em um console completo.
A ideia é bem interessante, mas com a propagação de emuladores e aparelhos como o Dingoo, não tenho muita certeza se existe um bom mercado para videogame assim, até porque o preço sugerido é um pouco salgado, US$ 79,99, mas o pior é saber que mesmo por vias ilegais ele deverá chegar ao Brasil custando muito mais que isso.
[via Crunchgear]
Yoshinori Ono diz que iPhone não é para jogos hardcore

Ver as produtoras fazendo pouco caso de plataformas em que já lançaram jogos não chega a ser uma novidade e depois de ganhar um trocado com a versão para iPhone do Street Fighter IV, ao ser questionado se poderemos ver no celular um jogo parecido com o lançado para o 3DS, o produtor Yoshinori Ono não teve medo de afirmar que os dispositivos com iOS não foram feitos para jogos hardcore.
“Há diferença entre algo que foi feito para jogos e algo que pode ‘também’ rodar jogos. Mesmo que eles pareçam similares as vezes, as ferramentas disponíveis por trás da tela são totalmente diferentes. Um vislumbre do Street Fighter pode ser visto no iPhone, mas as pessoas querem realmente jogos hardcore nele? Acho que não, porque eles não foram feitos para isso.”
Para ele, o grande problema estaria exatamente no fato de que o portátil da Nintendo foi desenvolvido pensando nos games, enquanto que o iPad e o iPhone fazem isso como um adicional. Ono fez questão de “enfatizar que a diferença está no ‘para’ e no ‘pode’, então isso ‘pode rodar jogos’ ou isso ‘é para jogos’.” De acordo o produtor, “é apenas uma palavra, mas é muito importante, ela muda tudo.”
Sou obrigado a dizer que concordo plenamente com ele, até porque defendo a ideia de que os aparelhos tudo-em-um não costumam fazer nada muito bem. Eu sempre preferi a imagem da minha câmera digital a do celular e embora este consiga reproduzir músicas, gosto mais da qualidade sonora do meu MP3 player. Tudo bem, talvez eu esteja sendo conservador demais e me baseando num telefone sem muitos recursos e um iPhone ou um bom Android não perca em nada para uma digital ou um aparelhinho de ouvir músicas, mas pelo menos em relação ao games, acho que eles ainda não chegaram no nível de um portátil, até por causa de um simples detalhes, a falta de botões.
[via CVG]
Vanillaware e o RPG com multiplayer sem limite de jogadores
A Vanillaware não é uma das mais conhecidas produtoras e os seus jogos talvez nãos sejam perfeitos, mas uma coisa não podemos deixar de dizer sobre eles, os caras são corajosos. Investir na criação de títulos em duas dimensões numa época onde os gráficos em 3D buscam o fotorrealismo não é algo que deva ser desprezado e o mais impressionante é o resultado que o estúdio tem alcançado em seus jogos. Quem viu o Odin Sphere ou o Muramasa em movimento provavelmente concorda que esses são dois dos mais belos jogos já criados em 2D e após terem alcançado uma certa relevância na indústria, eles acenam com uma nova criação.
Grand Knights History está curiosamente sendo desenvolvido para o PSP e não para o seu sucessor, garantindo assim uma sobrevida ao portátil da Sony, mas o seu grande diferencial e que tem chamado a atenção de todos é a promessa de que o seu multiplayer permitirá um número infinito de jogadores. O diretor do game, Tomohiko Deguchi, não entrou em detalhes sobre como isso funcionará, limitando-se a dizer que o game se trata de um RPG de guerra onde os jogadores estarão em contato através da internet e que os modos online e offline estarão interligados. A explicação fica mais confusa quando ele afirma que não jogaremos sozinhos ou com nossos amigos, mas que estaremos conectados a outros jogadores durante as batalhas e a primeira ideia que me veio a cabeça foi o que a From Software fez no Demon’s Souls.
O ambicioso projeto que terá batalhas por turno está em desenvolvimento desde a conclusão do Muramasa e o seu lançamento deverá ocorrer já durante o verão do hemisfério norte, levando os gráficos e a rede do PSP ao limite. Será interessante ver como a Vanillaware se sairá com algo tão promissor e torçamos para que alguém decida publicá-lo no ocidente, que as vendas por aqui sejam boas e que os seus servidores permaneçam ligados por muito tempo.
[via Andriasang]


