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Foxconn deliberadamente sabota linux?


 

O leitor “TheDarkMaster” teve uma pequena discussão (no bom sentido) comigo, a respeito de um texto enviado para moderação. O texto tem pequenos problemas de gramática e algumas expressões que eu costumo barrar, quando faço a moderação. Por um mal-entendido, ele achou que eu fazia parte da “conspiração”… coisa que já foi esclarecida, espero. De qualquer forma, para não ser taxado de “parcial”, “vendido” e outras coisas que o pessoal paranóico por aí adora, vou colocar o texto na íntegra e, logo depois, minhas impressões sobre o assunto.pinguimajato

Um usuário de placa mãe da Foxconn incomodado com erros inexplicáveis ao tentar instalar Linux resolveu descompilar a BIOS da placa e descobriu que ao invés de ter apenas uma tabela ACPI (como é o normal) a BIOS possui várias tabelas, as quais ela informa dependendo do sistema operacional usado. E a informada para Linux (e provavelmente para as versões antigas do Windows) é defeituosa e leva à falhas inexplicáveis do kernel (pois ele asssume que a informação dada pela BIOS está correta)

É um problema grave (antes que algum wintard ou similar tente falar, não é só por sabotar o Linux), pois permite que:

- A placa mãe só aceite determinados sistemas operacionais (“patrocinados”?)

- Possa-se forçar o upgrade de sistema operacional, fazendo os anteriores começarem À falhar inexplicavelmente (por receberem informações falsas sobre o hardware)

- Possa-se impedir o uso de sistemas concorrentes (neste caso o Linux)

Até eu estou surpreso como a Microsoft (obviamente a patrocinadora disso) pode ir tão baixo.

Pois bem.

Primeiro: se fosse para prejudicar outro Sistema Operacional, o código teria uma tabela “defeituosa” e outra, padrão. Do tipo: if(Linux){ _tabela_defeituosa} else{_tabela_ok}… não teria tabelas separadas para Windows 2000, NT, 98, Me, XP e Linux. Parece mais uma tentativa de fazer rodar bem todos esses sistemas.

Segundo: a Foxconn não é uma empresinha de fundo de quintal, é a maior exportadora chinesa. “Patrocinar” uma empresa assim custaria caro, mesmo para a Microsoft. Até porque, a fabricante da BIOS é outra empresa… já seriam mais uns trocados.

Terceiro: o mercado de placas-mãe é muito competitivo. Se a Microsoft persuadisse a Foxconn a produzir placas que funcionassem pior em outros Sistemas Operacionais que não os seus, teria que fazer o mesmo com vários outros fabricantes, ou a comunidade GNU/Linux®, BSD e por aí vaí migraria em massa.

Quarto: em toda empresa há bons e maus engenheiros. É por isso que existe “engenheiro de aplicação” e “engenheiro de suporte”. Quando se está desenvolvendo aplicações comerciais com a Qt, liga-se para a Trolltech. Quando é Windows Embedded, liga-se para a Microsoft. Quando é para o MontaVista Linux, liga-se para a MontaVista. Quando é para o GNU/Linux® genérico… posta-se num fórum. Ou na lista de desenvolvedores. E, como o pessoal do KDE já deixou claro, eles não têm obrigação alguma de responder.

Quinto: a Microsoft tem programas de certificação, para evitar que esse tipo de erro aconteça com seus sistemas (as placas eram certificadas pela MS). Quem faz esse serviço no mundo GNU? E não adianta choramingar “ah… mas devia ser padrão… o código dos caras suck!”. Pois é, deveria. Mas erros acontecem e é por esse motivo que os programas de certificação existem.

Então, o que me parece que aconteceu foi isso: um código mal-feito. Que, aliás, parece já ter sido “remendado” no melhor estilo GNU: o sujeito debugou a BIOS, refez o que achou necessário, fez barulho, a empresa ouviu e vai adicionar seu código ao produto.

Paranóia demais, pessoal… o dia que a comunidade aprender como funciona um modelo de negócio capitalista, esse tipo de coisa acaba.

[via Slashdot]

Editor do TechCrunch mordido por um StallmanPonte Radioativo

Por: em 22/07/08 na(s) categoria(s): Internet, Open-Source


Michael Arrington com certeza fumou do cigarrinho do capeta. Por isso escreveu um enorme artigo no TechCrunch propondo, exigindo, cobrando uma espécie de iPod Touch Tablet. Ele descreveu as características desejadas. Vejamos:

  • Webcam embutida
  • USB
  • WIFI
  • 512del>GBMB de RAM (valeu, Eduardo)
  • 4GB SSD
  • Tela Touch
  • Microfone
  • Linux
  • Capaz de rodar Firefox e Skype, IMs, OpenOffice, email, YouTube, etc
  • Fino como um Macbook Air

Ele até renderizou umas idéias:

firefoxtablet

Arrington batizou o bicho de Firefox Tablet e estipulou, no melhor estilo Nicholas Negroponte – OLPC 2 – a Missão – o preço: US$200,00.

Calma que melhora. Ele quer fazer o projeto Open Source, incluindo hardware. Deve estar se baseando na imensa quantidade de projetos bem-sucedidos de hardware Open Source, coomo aquela placa de vídeo Livre, Livre de qualquer inovação presente em placas 3D nos últimos 10 anos.

Basear o produto no Firefox já demonstra a TOTAL falta de familiaridade do sujeito com o mercado de gadgets. Nem a Microsoft faz isso.

Prova de que não é uma boa? SEGUNDO comentário é de um Operatard reclamando, dizendo que o Opera é melhor. Depois teremos o pessoal dos browsers (mais) alternativos, os Freetards reclamando que o projeto é livre então NÃO PODE vir com Flash e Skype, o pessoal do SdruvsIM reclamando que o messenger deles NÃO foi incluído…

Ao mesmo tempo o pessoal do hardware vai descobrir pena 183a vez que sem ESCALA não dá pra fazer hardware barato, e fornecedores não se comprometem a criar novas peças sem um comprometimento pesado em compras.

O preço então já terá passado de US$400.

Então o pessoal das vendas vai descobrir que uma coisa são 500 adolescentes postando “pow, dude, nota dez, eu compro sim”. Outra é a mesada dar para comprar o brinquedo.

Começará então a choradeira. Acusarão a Microsoft de não se interessar por um projeto que roda Linux e Software Livre, matando-o com um produto que chegou mais tarde e é inferior, esquecendo que foi um produto que foi ENTREGUE. As grandes cadeias de venda serão acusadas de boicotar o produto, apesar de apenas não quererem vender um produto que ninguém quer.

Os marqueteiros de verdade explicarão em artigos no WSJ que PRIMEIRO você determina o mercado e DEPOIS cria um produto para resolver os problemas daquele mercado, e não solta uma solução à procura de problemas.

Os geeks reclamarão que o processador é lento demais, não roda Crysis nem Spore, outros dirão que não compram pois ele não vem com teclado, e alguém dirá que com o dinheiro de um Firefox Tablet compra um notebook básico, ou um Eee PC da Dell. Os fanboys de diversas distribuições escreverão longos artigos em seus blogs explicando como é simples instalar a SUA distribuição no aparelho mas não comprará uma unidade pois não usam a SUA distribuição e não colaborará com quem não escuta o interesse de seus usuários (ele).

Enquanto isso Steve Jobs, que se lembra do que acontece no mercado e não esqueceu do Audrey, da 3Com continuará rindo e ganhando dinheiro…

Exagerado, o cenário? As analogias estão bem próximas do OLPC e todos sabemos o que aconteceu com o “laptop de US$100,00″.

Update do Firefox 3 corrige 3 erros críticos de segurança

Por: em 17/07/08 na(s) categoria(s): Internet, Open-Source, Segurança, Software


Acabou de sair, fresquinho do forno, o Firefox 3.0.1. Se não pipocar a atualização automática, force o download indo no menu HELP e pedindo para checar atualizações.

Vários bugs foram corrigidos, incluindo problemas de instabilidade, SSL, etc. A lista completa está aqui. Na parte de segurança foram 3 bugs considerados críticos, incluindo um de execução remota de código. Brrr.

 

MFSA 2008-36 Crash with malformed GIF file on Mac OS X
MFSA 2008-35 Command-line URLs launch multiple tabs when Firefox not running
MFSA 2008-34 Remote code execution by overflowing CSS reference counter

 

Agora a parte ruim: Antes da atualização o programa avisou que algumas extensões presentes não mais funcionarão. O problema é que entre elas está talvez a mais útil de todas, Google Gears. Dilema: Abrir mão de funcionalidade ou permanecer vulnerável?

Você decide.

[atualização]

A versão 3.0.1 do Firefox reporta que não é compatível com as extensões:

  • del.icio.us 1.2.1
  • FEBE 5.3.1
  • Firebug 1.05
  • Google Gears 0.3.24.0
  • Imageshack right-click 0.3.6
  • Imageshack Toolbar 4.4.4.50
  • TwitterFox 1.5.7
  • Unhide Passwords 1.2.2
  • VideoDownloader 1.1.1
  • Xinha Here! 0.10.0

Se é para ser um navegador sem nenhuma extensão, melhor ficar com o Internet Explorer. Está na hora da Mozilla botar ordem nessa zona da API do Firefox, não há sentido em tanta extensão ficar fora do ar a cada atualização. Coisa, aliás, que não acontecia com o Firefox 2.x.

Coisas que você não vai ouvir da Microsoft

Por: em 16/07/08 na(s) categoria(s): Indústria, Open-Source, Software


O KDE está passando por uma crise. Ultimamente vem apanhando mais do que o hacker que invadiu o computador do sujeito que ia soltar fotos da Sandy pelada na Internet, e apagou o HD com os arquivos. Parte da pancada vem de usuários que não entenderam o conceito de Beta, e estão reclamando de projetos em andamento. Só que outra parte que está descendo a lenha não pode nem de longe ser chamada de fanboy.

É gente do porte do Steven J. Vaughan-Nichols, um dos jornalistas especializados em FOSS mais respeitados. Ele tem reclamado muito do KDE, não gosta da direção que este está tomando. Muitos usuários que acompanharam os betas são da mesma opinião. O KDE está seguindo o que seus desenvolvedores acreditam ser o desktop ideal. Até aí tudo bem, mas eles estão ignorando solenemente as críticas dos usuários. Que em última análise são quem USA o produto.

Steven Vaughan chegou a dizer que é hora de um fork no projeto, pois os desenvolvedores perderam contato com os usuários.

A reação foi visceral. Os desenvolvedores não gostaram, e responderam de forma no mínimo antiprofissional.

Troy Unrau, do KDE chegou a responder, em seu blog:

 

"KDE e o Open Source não é e nunca foi obrigado a agradar usuários. Nós não somos obrigados a consertar bugs. Nós não somos obrigados a implementar coisas que vocês exigem. Nós não somos obrigados a disponibilizar fóruns abertos para vocês nos atacarem pessoalmente"

 

Como assim, Bial? Então você excreta matéria fecal e anda para seus usuários? Acha que é "solta e dane-se"?  Quer dizer que você faz um programa usado por milhões e tira o seu fiofó da reta, usando a desculpa de que é Open Source?

Imaginem agora uma Red Hat da vida lendo isso. Com que vontade vai contribuir para um projeto com uma postura dessas? Com que vontade os usuários vão olhar para o KDE, sabendo que eles não têm NENHUMA ingerência no futuro do sistema, que suas críticas e sugestões são solenemente ignoradas?

Isso não é postura de empresa, é postura de moleque. É o PIOR que o Open Source gerou, e ofende quem mantém excelente relação com usuários e empresas, desenvolve segundo a metodologia Open Source e não usa isso como desculpa para justificar os próprios erros. O lado Open Source deveria inclusive ser minimizado, para não colocar o KDE no mesmo balaio com gente como Firefox, Apache, Linux, esses sim projetos dignos de respeito.

Fonte: Linux.com

Illustrator versus Inkscape

Por: em 09/07/08 na(s) categoria(s): Artigo, Open-Source, Software


Para quem está começando no ramo das artes gráficas, ilustração digital e adjacências e é desprovido monetariamente, fica um tanto complicado desembolsar mais de mil doletas no pacote Adobe Suite. Assim sendo, restam duas alternativas: baixar os softwares nas redes de compartilhamento de arquivos ou usar as alternativas free as in free speech que também sejam, principalmente, free as in free beer. O problema é que as alternativas nem sempre estão à altura das soluções proprietárias. Ou estão?

A resposta é: depende. Eu, por exemplo, mal uso softwares de tratamento e edição de imagem como Photoshop. Minha praia são os vetores; em se tratando de Photoshop, eu parei na versão 7, que está de tamanho suficiente para o que eu (ocasionalmente) preciso. Se o GIMP não fosse tão… chato, eu o usaria com mais freqüência. Raramente alguém usa as trinta e cinco mil quatrocentas e dezoito funções que vêm nos editores gráficos, e em alguns casos, a ausência de um ou outro recurso nem faz falta.

E no caso dos ilustradores vetoriais, que são softwares relativamente mais simples que os editores bitmap? As soluções open source estariam numa posição confortável caso comparadas com seus concorrentes proprietários? É o que eu estou tentando descobrir, apesar de não ser muito exigente neste quesito – dando pra desenhar letrinha, tá ótimo. Para o TCC, bolei uma matriz comparativa de funções entre o Adobe Illustrator e o Inkscape. Ela abrange as principais funções dos softwares de ilustração vetorial, mas não tem o compromisso de verificar se essas funções são, de fato, eficientes como devem ser, mesmo porque a tal matriz é apenas “um plus a mais” na pesquisa, que tem como foco principal a usabilidade das interfaces gráficas dos softwares citados ao longo deste texto.

Ficou curioso(a)? Baixe a tabela aqui.

P.S.: A imagem que ilustra este texto é de autoria do usuário MadDrum no Flickr e foi feita no Inkscape.

A Fundação Mozilla conseguiu! Não conseguiu?


Depois de muita divulgação, discussão, ranger de dentes, sangue, suor e lágrimas, o número oficial de downloads do Firefox 3, durante o “Download Day” ficou em 8.002.530. Pelo visto, o navegador vai mesmo entrar para o Livro dos Recordes como o programa mais baixado em 24 horas (vale lembrar que, como o recorde não existia antes, se apenas minha avó tivesse se empolgado com a história, já seria garantia de estampar o logotipo da raposa lá no livro).

A informação, divulgada dia 02, foi comemorada pela Fundação Mozilla e também pelo nosso leitor mahalanobis, que ganhou a camiseta do nosso concurso.

Tá tudo muito bom… tá tudo muito bem… mas e daí? Daí que o crescimento de mercado do Fx (é assim, não é?) foi de 0,62% em junho. E isso apesar de toda a divulgação, do “hype” e das tamancadas em um certo editor do Meio Bit. A Fundação está pregando para os crentes?