Expirou a patente do TrueType
Como se sabe, patentes de software permitem aos seus proprietários o monopólio dos conceitos patenteados por um período de vinte anos. Pouco perto de outros tipos de patenteamento, mas muito tempo quando se trata de software. Devido ao cliclo de vida curto dos aplicativos, a maioria dos que caem em domínio público depois do período vigente já era abbandonware há muito tempo. Porém, em alguns casos ainda podem ser úteis.
É o caso do TrueType. Desenvolvido pela Apple nos anos 80, é um padrão de fontes feito de modo a possibilitar um maior controle sobre o modo como as fontes serão renderizadas nas telas iluminadas dos computadores para uma melhor visualização dos tipos. Nesta semana, três patentes da Apple relacionadas a renderização do TrueType caíram em domínio público, para a felicidades dos usuários de sistemas open source.
O projeto FreeType, que antigamente tinha o bytecode hinting habilitado por default e teve que retirá-lo devido a infração das patentes, pode voltar a habilitá-lo. Não que isso mude muita coisa, uma vez que boa parte das distros davam uma banana para a patente e distribuíam a Libfreetype, biblioteca do projeto FreeType, com o bytecode ativado.
Na página do FreeType há links para cada uma das patentes e uma notinha esperançosa de que o ClearType da Microsoft também caia logo em domínio público. Ou seja, daqui uns dez anos, mais ou menos.
Fonte: FOSS Patents e Guia do Hardware [via usuário gabriel_ e @xymor]
A nova (e bela) fonte do Ubuntu
Há algum tempo, a Canonical afirmou que queria tornar o Ubuntu tão ou mais “bonito” que o Mac OS X. As últimas versões da distribuição Linux mais popular de todas vêm mostrando que essa preocupação (que, acredite você ou não, é muito mais que uma mera preocupação estética) tem sim sido levada em conta, e não apenas isso, como também tem mostrado resultados notáveis.
Recentemente, a typefounderie anglo-suíça Dalton Maag – organização com ramificações internacionais cujo propósito é acabar com a terrível Helvetica – juntou-se ao time de designers da Canonical, e recebeu como missão (ou briefing, chame como quiser) criar uma fonte com múltiplas funcionalidades: boa legibilidade em tela, em textos pequenos e, além disso, que tivesse personalidade e estivesse de acordo com a identidade e proposta visual de seu projeto pai, o Ubuntu.
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MonoDevelop: desenvolva com .NET no Windows, Linux ou Mac OS X
Continuando a série de artigos sobre o projeto Mono, iniciada aqui, hoje veremos o MonoDevelop, que é a ferramenta para desenvolvimento de aplicações utilizando o Mono.
Quando estamos desenvolvendo aplicações para .NET no Windows, utilizamos o Visual Studio .NET, atualmente na versão 2010. Existem ainda ferramentas sem custo, como as versões Express do Visual Studio ou o SharpDevelop.
Para o Linux ou mesmo o Mac OS, utilizamos o MonoDevelop, que também possui uma versão para Windows. O Mono Develop foi criado e é mantido pelo pessoal do projeto Mono, e quem quiser contribuir com o projeto pode ver mais aqui.
O Mono Develop está na versão 2.4, e para fazer download e instalar no Windows os pré-requisitos são:
Com o .NET 3.5 e GTK# instalados, podemos fazer download do MonoDevelop 2.4. O arquivo de instalação é pequeno, apenas 20 MB, e a instalação é rápida, e não tem segredo algum, basicamente o famoso NNF (Next, Next, Finish). Continue lendo »
Projeto Mono

Olá pessoal! Nesse artigo vamos oferecer uma breve idéia sobre o Projeto Mono.
Criado por Miguel de Icaza e lançado em 30 de Junho de 2004, trata-se de um projeto open source patrocinado pela Novell para criar ferramentas compatíveis com a platarforma .NET. Permite executar aplicativos baseados em .NET nas plataformas Linux, Mac OS X e Unix.
O Mono inclui, entre outras, um compilador para a linguagem C#, um CLR para a CLI e um conjunto de biblioteca de classes. O runtime pode ser embutido em sua aplicação. Ele também implementa ADO.NET e ASP.NET.
A versão atual do Mono é a 2.6.4. Ela oferece o núcleo API (Application Programming Interface) da plataforma .NET, bem como suporte para o Visual Basic.NET e C # versões 2.0 e (parcialmente) 3.0. LINQ para objectos e para XML fazem parte da distribuição, mas não LINQ para SQL.
Contém uma série de elementos úteis para a construção de um novo software:
- A Common Language Infrastructure (CLI) máquina virtual que contém um carregador de classe, o compilador Just-in-time, e uma coleta de lixo em tempo de execução.
- Uma biblioteca de classes que pode trabalhar com qualquer linguagem que trabalha sobre o CLR.
- Um compilador para a linguagem C #.
A biblioteca de classes oferece um conjunto compreensível de facilidades para o desenvolvimento de aplicações que são essencialmente escritas em C#, mas devido à Common Language Specification podem ser utilizadas por qualquer linguagem .NET.
É composto por três grupos de componentes:
- Componentes centrais
- Pilha de desenvolvimento Mono / Linux / GNOME
- Pilha de compatibilidade Microsoft
Um exemplo de software desenvolvido com Mono é o Second Life. O mundo virtual criado pela Linden Lab começou a oferecer a sua compilação Mono para Linden Scripting Language, em Agosto de 2008.
O site oficial do mono é o http://www.mono-project.com, mas se você quer conhecer, discutir e aprender em língua nativa acesse o http://www.monobrasil.org um repositório de conhecimento para concentrar material em portugues e também possibilita a tradução de muitas informações disponíveis no site do Mono Internacional.
Abraços e até o próximo artigo!
Microsoft, um elo fraco na segurança nacional
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“A Microsoft detem vastos recursos, literalmente bilhões de dólares em reservas e ativos líquidos. A Microsoft é um império incrivelmente bem-sucedido que fora construído sob a premissa de dominação do mercado com produtos de baixa qualidade”
Não foi Steve Jobs, Linus Torvalds ou Ralph Nader que escreveram as linhas acima. Não senhor… A afirmação é do ex-conselheiro da Casa Branca americana Richard A. Clarke em seu novo livro Cyber War: The Next Threat to National Security and What to Do About It (ainda sem título em português).
Clarke, que já foi chamado de “O Czar americano do anti-terrorismo”, não era do tipo lá muito ouvido. Quer dizer, ‘antes’ ele não era. Especialmente porque fora ele um dos que mais aporrinhou o então presidente Bush a respeito de possíveis ataques do Al-Qaeda antes de 11 de setembro de 2001. E se teve uma coisa boa (para ele) que nasceu depois daquela desgraça foi a exposição que ele imediatamente alcançou após o ataque. Desde então, Clarke + “eu avisei” + 11 de setembro são praticamente sinônimos.
Handbrake é otimizado para codificar mídias no seu iOS 4 device

Para que as coisas funcionem bem nos dispoitivos da Apple, especialmente quando o assunto são os gráficos, as regras e restrições de codificação para vídeo aparecem. Uma das aplicações open source mais bacanas para fazer o encode de vídeos (em uma infinidade de formatos) sempre foi o Handbrake. Infelizmente, ele não tinha presets para iOS já pré-configurados internamente. Não tinha…
Mas como nem tudo é moleza, o novo inventário de presets do Handbrake foi escrito com o iPhone 4 e o iPad em mente e pode não ter o melhor dos resultados com outros dispositivos. Concebendo-se que todo mundo vai atualizar, o aviso não passa de precaucionismo. Eu não tive nenhum problema nos testes que fiz, mas meu pentelhômetro é flexível…

